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O avião é deles, mas o VANT é nosso

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Programa do avião de treinamento básico da UNASUL será coordenado pela Argentina – Brasil coordenará o do VANT

 

maquete treinador basico da UNASUL

vinheta-exclusivoNesta terça-feira, 9 de abril, representantes dos países membros da UNASUL oficializaram a formação de um comitê consultivo que desenvolverá o projeto do Avião de Treinamento Básico da UNASUL. Este tema foi lançado pela Argentina em reunião do bloco ocorrida no último trimestre do ano passado. Caberá a ela a coordenação deste projeto.

A maquete do avião apresentada na LAAD mostra um monomotor de asa baixa com trem de pouso triciclo (retrátil) e configuração de cabine em tandem. Lembra um pouco o antigo Pilatus PC-7. Segundo o folheto distribuído durante o evento, haverá duas versões: uma equipada com motor pistão de 300 HP e outra com um motor turboélice de 450 HP.

Estande UNASUL

Por outro lado, fontes do Ministério da Defesa informaram com exclusividade ao Poder Aéreo/Revista Forças de Defesa que o Brasil coordenará, em um futuro não muito distante, o projeto do VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) comum dos países membros da UNASUL. Ainda não há um acordo formal sobre este programa, mas ele virá em breve, segundo as fontes.

assinatura formacao do comite consultivo do treinador da UNASUL

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Augusto
Augusto
7 anos atrás

Se fosse um caça eu entenderia, mas reunir esse número enorme de países para desenvolver um VANT… será que o Brasil precisa disso?

A Avibrás vai entregar de bandeja tudo o que aprendeu a duras penas com o desenvolvimento do Falcão, que teve financiamento da FINEP?

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Mas a “Encostada” já desistiu do Falcão faz tempo.
Foi qndo entrou p/ aquela joint-venture da Embraer c/ a Elbit.
Rodou, rodou e a parte principal da nossa capacidade de projetar UAS, foi parar nas patas da Embraer/Elbit.

Almeida
Almeida
7 anos atrás

Não, obrigado. Nós podemos fazer nossos VANTs E nossos treinadores aqui mesmo, como já fizemos e até exportamos no passado recente.

Almeida
Almeida
7 anos atrás

E o Colibri da NOVAER? MUITO melhor que esta joça argentina!

Raiva desse governinho bolivariano, destruindo a própria indústria nacional para fazer agrados diplomáticos com quem defeca na nossa cara!

Almeida
Almeida
7 anos atrás

Quero dizer, o T-Xc Pilgrim/Colibri seja lá como se chama hoje.

Almeida
Almeida
7 anos atrás
Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás
Augusto
Augusto
7 anos atrás

Mauricio R. disse:
10 de abril de 2013 às 1:00

A joint-venture Harpia tem 51% do capital da Embraer, 40% da Elbit e 9% da Avibrás. De qualquer maneira, o Brasil está encaminhado com o que foi desenvolvido com o Falcão, o que torna difícil ver sentido em um novo VANT da UNASUL.

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Augusto,

Se vc quer acreditar nisso, be my guest, mas a realidade é que nunca houve espaço p/ o “Falcão”, de jeito e maneira.
O Hermes 450 dominou tdo!!!

nunes neto
nunes neto
7 anos atrás

Isso tem nome: Política, perdesse aqui,ganhasse ali! Lembrem que é um avião cuja unidade deve custar muito pouco, mas a UNASUL, pode precisar de um avião de carga comum, uma viatura de transporte pessoal (lembrar que a Argentina está testando o guarani) um avião de alerta aéreo (lembrar que a Argentina está ou estve testando o nosso), um fuzil , um Fragata etc…..;) , o patrulha de rios pode já ter sido escolhido, o Colombiano , só o tempo dirá se estamos perdendo ou ganhando.Abçs

edurval
edurval
7 anos atrás

Senhores, Para ser um líder é necessário ter a confiança e o respeito dos seus comandados. Entre países parceiros sempre é necessário dividir experiências e comandos. Não estou compreendendo todo esse choro por um simples treinador, que fantástica tecnologia existe nesse projeto que tem obrigatoriamente que ser brasileira. Alias o que foi decidido é que a Argentina será a líder do projeto, ninguém ainda definiu como, onde e quais empresas estarão envolvidas na construção do treinador. Quando ao projeto do VANT, acho interessante que as outras nações participem também no financiamento do projeto, será interessante que o VANT a ser… Read more »

Vader
7 anos atrás

edurval disse: 10 de abril de 2013 às 9:07 Prezado, não precisamos do respeito e confiança de nossos vizinhos; precisamos que eles nos comprem os produtos. De mais a mais eles JÁ não nos respeitam e JÁ não tem a menor confiança em nós. Para os cucarachos somos pouco melhores do que “usamericanu malvadu”. Israel, aquele paisinho que não entende nada de guerra e defesa, não doa NADA do seu inventário, para ninguém. Vende TUDO, no estado em que se encontra (sem garantia alguma), a preço módico, mas VENDE. Não dá nada de graça. Esmola é uma m., só serve… Read more »

Juliano Lisboa
Juliano Lisboa
7 anos atrás

O mais engraçado nos comentários é os dois pesos e duas medidas. Alguns defendem a mesma posição que a França tem em relação ao Rafale, saiu de um projeto que era cooperativo para um que ela própria encabeçou pensando somente nas vendas e na propriedade intelectual. Agora quando é com o Brasil, nós não podemos ter parceiros, pra ter escala e se fortalecer no cenário sul-americano e mundial. Temos que ser independentes e deter a tecnolgia… Igual a quem? Franceses… Muito irônico isso.

Vader
7 anos atrás

Juliano Lisboa disse:
10 de abril de 2013 às 10:07

Coisa ridícula comparar um treinador com um caça hein parceiro?

nunes neto
nunes neto
7 anos atrás

Vader, o Juliano fez um comentário que se aplica a vários” produtos de de Defesa”, toda vez que se fala, que partes serão produzidas em outros países , ai começa o chororo, realmente já percebi isso aqui,existem dois pesos e duas médidas, para algumas pessoas. O Treinador e o Rafale só foram exemplos! O Brasil quer comprar 36 caças e quer que o país fabricante lhe repasse toda tecnologia,legal acho ótimo; agora se algum país quiser comprar 20 ASTROS 2000 e quiser toda tecnologia, e ainda que 10 sejam fabricados localmente,vai ter um chororo aqui.Abçs

cristiano.gr
cristiano.gr
7 anos atrás

Tem que ter chororo mesmo, afinal somos bairristas. Mas bem pouquinho, porque o bairrismo do brasileiro sempre é derrotado pelo sentimento anti-patriótico de vira-lata sempre achando que o que os outros fazem é melhor.

Americanos, europeus, japoneses e chineses são espaçosos. O latino americano é que aceitou o que foi imposto pela cultura colonialista.

Requena
Requena
7 anos atrás

Lá vai o BNDS mandar dinheiro do contribuinte brasileiro para financiar o projeto argentino.

Vai sair daqui um monte de grana.
Quanto vai chegar lá, só Deus sabe…

Vader
7 anos atrás

nunes neto disse: 10 de abril de 2013 às 10:57 Caro Nunes Neto, eu não me oponho ao Brasil fazer parceria com estrangeiros, nem mesmo às empresas brasileiras produzirem lá fora. Você já viu eu criticando a Embraer por ter montado fábrica em Portugal e nos EUA? Não correto? 😉 O que eu me oponho é a fazer parceria com bolivariano cucaracho que não paga as contas do que acorda (vide refinaria Abreu e Lima), rouba nossas propriedades (Bolívia/Equador), e ainda vem dar uma de vítima. O que eu me oponho é que o governo do PT fique fazendo caridade… Read more »

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Depois de termos voado o Neiva na década de 60, fomos voar de Aero Boero na década de 90.

nunes neto
nunes neto
7 anos atrás

Caro Vader, entendo vc, e ao longo desses anos de blog acabei conhecendo o seu ponto de vista,sei que éis coerente,em nenhum momento disse que esse era seu pensamento, apenas tentei “advogar”,kkk, em favor do que disse o Juliano e contradizer a seguinte frase escrita por vc: “Coisa ridícula comparar”, eu creio que ele não estava comparando o Rafale ao treinador, e sim , a situação de antagonismo patriotico de algumas pessoas ( 2 pesos ,duas medidas). Tenho certeza que vc entendeu o que ele quiz dizer !ABçs

Juliano Lisboa
Juliano Lisboa
7 anos atrás

Exatamente o que o Nunes disse, não estou comparando equipamentos e sim atitude. Pra França também são só 36 caças, na Índia 126, pra quem ela vai dar mais atenção?

Somos patriotas como os americanos são, suecos, franceses, russos. Logo não podemos ficar nesse xororo quando queremos monopolizar a america latina.

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Como vai se chamar o novo avião de treinamento?
Aero Boero II?

Vader
7 anos atrás

Aero Boero II, “A Missão”. 🙂

Aliás, é até sacanagem com o “Buerão” que é um avião super legal de pilotar. Quem pega pé e mão com Buerão pilota até tanque de lavar roupa com asas. 😉

Mas que o bicho faz piloto noob fazer xixi na calça isso faz…

Soyuz
Soyuz
7 anos atrás

A ideia de cooperação é ótima. A questão para mim é outra. Cooperar com estes “parceiros” me parece perigoso demais. Nós brasileiros já somos uma lastima em programas de cooperação. Demos o calote na NASA na ISS. Mandamos para a China a um ano atrás um satélite que não pode ser lançado porque o lado brasileiro do satélite tem conversores de tensão elétrica defeituosos. (mesmo que desde 2009 a informação sobre o defeito já tivesse sido passada pelo fabricante do componente ninguém fez nada por 3 anos). Arrumamos um parceiro tão ruim quanto a gente em um foguete chamado Cyclone-4.… Read more »

sergiocintra
sergiocintra
7 anos atrás

Os “chilecos” ja não desenvolveram um treinador básico?

ricardo_recife
ricardo_recife
7 anos atrás

Se é para ter um treinador básico da UNASUL porque não o chileno T-35 Pillán? Qual a razão de um novo avião construído na Argentina? É uma politicagem idiota. Sempre que os argentinos pressionam em Brasília arreiam as calças. Daqui a pouco vão exigir que compremos o Pucará e o Pampa em nome da solidariedade sul-americana.

Abs,

Ricardo

HRotor
HRotor
7 anos atrás

Já é difícil padronizar equipamentos para as forças de um mesmo país, imagine para vários países diferentes, tendo em comum apenas a sua “latinidade” (que deve mais atrapalhar que ajudar…).
Lamentavelmente, a única certeza disso tudo é quem vai pagar a conta: o bom, velho e tolo contribuinte brasileiro…
Falando em nome, fico entre “Aero Boero II” e “Aero Bolivariano”.
O VANT pode ser “Chaves Ressucitado”.
Socorro…

Almeida
Almeida
7 anos atrás

Sim, acho que a França foi presunçosa e idiota ao seguir sozinha com o Rafale. E sim, acho idiota fazermos parte desta parceria. Dois pesos, duas medidas? Sim. São dois casos completamente diferentes e merecem analises diferenciadas tambem, oras! Um era um projeto de caça de primeira linha que iria substituir toda uma frota heterogenea, de Mirage e Jaguar até Super Etendard e Crusader. Por isso, menos unidades seriam encomendadas. Olha o tamanho do risco de seguir sozinho! Outro é uma aeronave de treinamento básica, simples, barata, a qual já projetamos antes (Neiva Universal e Embraer Tucano) e exportamos aos… Read more »

Almeida
Almeida
7 anos atrás

Fora que no caso da França, os parceiros eram Inglaterra, Alemanha, Itália e Espanha. Aqui nossos parceiros seriam Argentina e demais bolivarianos populistas? Fala sério, né?

Galeão Cumbica
Galeão Cumbica
7 anos atrás

Acho que vcs querem dizer um peso e duas medidas!

GC

nunes neto
nunes neto
7 anos atrás

Almeida, olha o nível, não é nada elegante chamar um colega do blog de idiota, nem faz parte da política do mesmo este tipo de ofensa.Abçs