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Helibras vai desenvolver helicóptero brasileiro, diz executivo

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Helibras - inauguração nova fábrica 2-10-2012 - vista externa novo Galpão - foto Nunão - Poder Aéreo

Até o fim de 2013 empresa decidirá classe de aeronave a ser criada – Helibras, divisão do Grupo Eads, estará em feira de defesa no Rio

vinheta-clipping-aereoA Helibrás (sic) vai desenvolver e fabricar um helicópero brasileiro e até o fim de 2013 decidirá que classe de aeronave vai ser desevolvida em sua fábrica em Itajubá, Minas Gerais. Eduardo Marson, presidente da empresa, disse nesta segunda-feira (8) que o modelo deverá ser apto tanto ao uso civil como militar e deve ser capaz de atrair compradores no Brasil e no exterior.

Segundo o executivo, o investimento no helicópero brasileiro, dependendo do modelo a ser desenvolvido, vai variar de € 300 milhões a € 600 milhões. A escolha do Brasil para a criação de uma nova aeronave se deu principalmente pela “disponibilidade de engenharia e pelas escolas fortes”, disse Marson.

“A Universidade Federal de Itajubá criou um curso de engenharia de aeronáutica voltado para helicópteros e tem ainda um centro de tecnologia de helicópteros”, explicou o executivo, que está no Rio de Janeiro para participar da Latin America Aerospace and Defence (Laad), que começa na terça-feira (9) no Riocentro reunindo empresas do setor de defesa e segurança.

Com uma encomenda de 50 helicópteros para as Forças Armadas – sete deles já entregues e os demais com prazo de entrega até 2017 – a Helibrás (sic) espera estar faturando em três anos R$ 1 bilhão. Hoje o faturamento da empresa, que há 35 anos está no Brasil, é de R$ 200 milhões. A empresa vai investir mais forte no setor de serviços, que pesa 30% em seu faturamento.

Helibras - inauguração nova fábrica 2-10-2012 - linha de montagem EC725 com aeronave VIP em primeiro plano - foto Nunão - Poder Aéreo

“Temos que crescer mais no setor de serviços porque o offshore é um heavy user”, disse Marson.

O executivo calcula que a indústria de óleo e gás tem um décit de cem helicópteros para o trabalho no offshore brasileiro. E o cenário para a empresa é promissor. Segundo Marson, existe ainda um memorando de entendimento com a Líder para a compra de 14 helicópteros.

A Helibrás (sic) é uma das divisões do Grupo Eads e é a única fabricante sul-americana de helicópteros e única subsidiária integral da Eurocopter.

A empresa, que em 2009 tinha 260 funcionários, hoje tem 769 e vai terminar 2013 com 850, chegando aos mil funcionários em 2014. De sua fábrica saem por ano 40 novos helicópteros pequenos, tipo Esquilo, e 13 de grande porte. Marson adiantou que em 2015 a Helibrás (sic) estará produzindo 16 helicópteros de grande porte por ano.

Helibras - inauguração nova fábrica 2-10-2012 - linha de montagem Esquilo - foto Nunão - Poder Aéreo

O Grupo Eads considera o Brasil um país estratégico para o desenvolvimento de seus negócios não apenas para atender ao mercado interno, mas também para exportar seus equipamentos, disse Marson.

“Estamos aqui há muito tempo. E estamos alinhados com a estratégia do Brasil no desenvolvimento da defesa e de uma indústria sustentável. O Brasil pode ser um hub”, comentou Anne Tauby, vice-presidente sênior para a América Latina da Eads.

A executiva disse que é importante a perspectiva do grupo na América Latina, que representa 11% do total dos negócios da Eads, quando cinco anos atrás sua representação era de 5%. A Eads é líder mundial nos segmentos aeroespacial e de defesa e inclui as empresas Airbus, Astrium, Cassidian e Eurocopter. O grupo tem mais de 140 mil funcionários e registrou uma receita de € 56,6 bilhões em 2012.

Helibras - inauguração nova fábrica 2-10-2012 - vista externa novo galpão - foto 2 Nunão - Poder Aéreo

FONTE: G1

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HRotormateus018Mauricio R.Justin Casejuarezmartinez Recent comment authors
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Baschera
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Baschera

Só espero que não dependam do erário público para custear este helicóptero.

A maré não está fácil para esta empresa…. mas nem um “píu” sobre o problema da MGB do EC-225/725…..

No off-shore esta família de helicópteros está queimada…… saberemos mais depois de algumas reuniões nesta semana entre o fabricante, os operadores e a Petrobrás.

Sds.

Nick
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Nick

“Helibrás(sic) , única subsidiária integral da Eurocopter”.

Heli Brasileiro, aham, sentá lá Marson.

[]’s

Galeão Cumbica
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Galeão Cumbica

Este sim deveria ser chamado de Le jaca, até agora não tão voando no offshore e so atrasa o voo de todos por faltar aeronaves, os embarques estão nas costas do S-92! A Peroba deveria contratar somente destes!

GC

Rafael M. F.
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Rafael M. F.

“Só espero que não dependam do erário público para custear este helicóptero.”

Ha! E há alguma dúvida de que passarão o chapéu no governo?

Almeida
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Almeida

Não conseguem nem apertar direito os parafusos do que já tem e querem projetar outro? Fala sério…

Soyuz
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Soyuz

Uma publicação de altíssima qualidade como o Poder Aéreo não pode cometer um desrespeito desta natureza com seus leitores. Demorar 8 dias para publicar uma noticia. Onde esta o profissionalismo editores?

A noticia em questão só pode ter sido gerada em 1 de Abril. Esta publicada com 8 dias de atraso.

Ivan
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Ivan

🙂

Vader
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“Isso aí vai dar m. Capitão…”

ricardo_recife
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ricardo_recife

Caros,

Vós seis bastante injustos com nossos ´parceiros estratégicos´ e a magnânima empresa Eurocopter/Helibrás. Vamos desenvolver e fabricar, e é claro compra as centenas o Alouette III(Dilmá), pagando certamente algumas dezenas de milhares de dólares pelo super sofisticado aparelho desenvolvido com a transferência de tecnologia irrestrita do projeto do hiper, ultra, mega sofisticadissimo helicoptero dos anos 80, o EC 725, CARACU.

Abs,

Ricardo

Luiz Fernando
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Luiz Fernando

Aliás S-92 cujo Sponson (em material composto) é produzido pela Embraer, a integração do sistema de combustível no sponson também é feito por ela.
O trem de pouso foi totalmente desenvolvido e é produzido pela subsidiária da Embraer, a ELEB Equipamentos.

juarezmartinez
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juarezmartinez

Senhores, seguramente este é o contrato com maior retorno em percentual já feito pela Eurocopter. Transformaram um mico que eram os Kits seriam montados na Turquia e que os turcos vomitaram qua do se deram conta da trolha que iam levar. Nós, os trouchas vamos pagar com nossos impostos por algo que não cumpre a missão, e que principálmente neste momento não era prioridade. Eu sei que em função de tudo que está acontecento, a mídia especializada na sua quase totalidade, exceto uma revista que teve a coragem de publicar a verdade e vai se fod…financeiramente por causa disto, ninguém… Read more »

Vader
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Cada vez que vejo uma foto ou uma menção à Kombosa Voadora, a cada vez que vejo o logotipo da Apertaparafusobrás, a cada vez que tenho o desprazer de ler uma sua matéria paga na “mídia” me dá vontade de vomitar.

Justin Case
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Justin Case

Amigos,

Parece que a análise das causas está evoluindo.

http://www.aerobuzz.fr/spip.php?article3291

Obs.: o link está para uma página em francês, Vader. Se for marear, não leia! 🙂

Abraço,

Justin

Mauricio R.
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Mauricio R.

Tem nada lá nesse link, escreveram, escreveram, escreveram, mas não disseram nada importante.

juarezmartinez
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juarezmartinez

A solução do problema não é simples como falam, vão tentar fazer uma gambiarra, que lá na frente vai acabar matando pilotos e tripulações, na europa não vão engolir, por acá vai ser goela abaixo, e lá adiante vai ser caixão e vela preta.
A solução é uma nova transmissão e que vai implicar em outras modificações estruturais e hidráulicas, custando uma baba de dinheiro, vocês acreditam que eles vão entubar com isto????

Eu não.

Grande abraço

mateus018
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mateus018

Juarez,

Qual a revista que questionou a aquisição dos EC-725? Queria ler a respeito…

Muito obrigado

mateus018
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mateus018

Editores, meu comentário foi enviado duas vezes, para que eu pudesse marcar a caixa de notificações (esqueci na primeira vez).

Gostaria que um deles fosse apagado.

Muito obrigado

NOTA DOS EDITORES: COMENTÁRIO DUPLICADO APAGADO

HRotor
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HRotor

Em pleno século 21, uma “indústria aeroespacial” vem à imprensa para dizer que, apesar de não saber bem qual a necessidade que pretende atender com um produto que será lançado no mercado “até o fim do ano”, vai desenvolver um, que será “helicóptero” e “brasileiro”. Francamente! Depois ficam surpresos quando um dos maiores clientes off-shore do planeta, depois de 5 meses honrando pagamentos por helicópteros que não podem voar, escutando mil e uma historinhas, acaba (finalmente) suspendendo os contratos dos EC 225. Pois é, a fila anda, que venham os S-92 e os AW-139 (que incrivelmente vem garantindo seu espaço… Read more »