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FAB e Embraer concluem Revisão Crítica de Projeto do KC-390

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KC-390 reabastecendo jatos A-1 - imagem Embraer

A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Embraer Defesa & Segurança concluíram com sucesso a Revisão Crítica de Projeto (CDR, do inglês Critical Design Review) do jato de transporte militar KC-390. O evento contratual, um dos principais marcos do programa, ocorreu nas instalações da Embraer em Eugênio de Melo, São José dos Campos, entre 11 e 22 de março.

Durante a CDR, foram confirmadas as configurações aerodinâmica e estrutural definitivas, bem como a arquitetura e a instalação dos sistemas, caracterizando a maturidade do projeto para o início do projeto detalhado e fabricação das aeronaves protótipos.

“Foram duas semanas intensas de apresentações e discussões e ficamos muito satisfeitos com as soluções apresentadas pela Embraer”, disse o Coronel Engenheiro Sergio Carneiro, Gerente do Projeto KC-X na FAB. “Saímos destas discussões convictos de que a fabricação dos protótipos pode ser iniciada.”

O encerramento da CDR contou com a participação de integrantes do Alto-Comando da Força Aérea Brasileira, com destaque para o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Aprígio Eduardo de Moura Azevedo, Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. A comitiva da FAB verificou de perto as ferramentas e modelos utilizados no desenvolvimento do KC-390, como o simulador de engenharia e o modelo em tamanho real da cabine de pilotagem.

KC-390 - configuração SAR - imagem Embraer

“Concluímos uma etapa importante do Programa KC-390 e, desta forma, prestamos contas à FAB do trabalho realizado. Vamos agora iniciar a fase de produção dos protótipos”, disse Luiz Carlos Aguiar, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

“Este é um grande marco do programa e estamos orgulhosos com o resultado de todo nosso esforço para demonstrar a maturidade do projeto à FAB”, disse Paulo Gastão Silva, Diretor do Programa KC-390 na Embraer. “Temos certeza de que o KC-390 virá a ser mais um grande sucesso da provada combinação entre requisitos muito bem definidos pela FAB e as soluções desenvolvidas pela Embraer para atendê-los.”

A fabricação das primeiras peças dos protótipos será iniciada em breve e todas as atividades do projeto estão voltadas para a realização do 1º voo da aeronave no segundo semestre de 2014. O KC-390 é o maior avião já concebido e construído pela indústria aeronáutica brasileira e estabelecerá um novo padrão para aeronaves de transporte militar de médio porte em termos de desempenho e capacidade de carga, além de contar com avançados sistemas de missão e de voo.

KC-390 em configuração bombeiro - imagem Embraer

FONTE / IMAGENS: Embraer

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15 COMMENTS

  1. essa versão SAR está com um casulo abaixo da fuselagem frontal. Deve ser um Litening ou parecido. Um FLIR potente deve ser bem útil nas buscas, para o caso de encontrar corpos quentes na água mais fria.

  2. Acho o prazo muito curto para realizar o primeiro voo.

    Desenvolvimento de ferramental, fabrico das primeiras pecas, montagem, integracao de sistemas, paralelamente simulacao de voos, configuracao da arquitetura eletronica…. fora aquelas coisas que so aparecem durante a montagem e que eventualmente precisam ser refeitas, inclusive pecas, adaptacao daquilo que nao era esperado.

  3. Acho a coisa toda interessante, mas acho que a FAB (ou o GF) erraram nas prioridades. Para quem opera hoje como principal vetor aereo 44 cacas que foram projetados para voar 30 anos, estao com 40 e querem chegar aos 50… entao, primeiro deveriam ter cuidado dos cacas, depois do cargueiro, ou entao, como pais grande a que se propor, deveria estar desenvolvendo os dois projetos em conjunto.
    Ainda acho que para um pais que se propoe sem inimigos, mas que necessita desenvolver seu vetor e ter um meio de pelo menos fazer policiamento aereo, o Brasil perdeu a oportunidade de desenvolver, mesmo que em parte, o novo Gripen.

  4. Alguem ai sabe quais solucoes ja estao sendo pre concebidas para essa aeronave? Quero dizer, aquilo que vao deixar em aberto e que pode ser simplesmente ser instalado futuramente nas aeronaves pelo cliente, sem necessidade de adaptacoes, como por exemplo os pods de reabastecimento ou os casulos citados pelo G-loc?

  5. Parabéns a FAB e a Embraer pela rara boa notícia vindo de nossas Forças Armadas.

    As ilustrações nos mostram uma linda aeronave e, parece, desistiram daquele radome preto feio para cacete que se parecia com um gomo de bola de futebol na frente do avião.

  6. Ótima noticia, não vejo a hora de vê-lo montado e voando. Alguém sabe dizer se esta prevista ou em análise uma versão de patrulha marítima, tipo um P-390 ?? Afinal já seria interessante buscar alternativas para a substituição dos P-3br.

  7. Seria uma bela plataforma AEW também, com esse probe de reabastecimento teria uma autonomia bem melhor que os E-99.

  8. “…para o caso de encontrar corpos quentes na água mais fria.”

    É o mesmo que procurar por uma agulha em um palheiro, bem grande e mto frio.
    O tanto de calor que o corpo humano pode produzir, dificilmente criaria o contraste necessário p/ destacá-lo.

  9. No mais não há nada aí, a FAB continua precisando de caças, mas a Embraer não tem nem a tecnologia e menos ainda o interesse nisso.
    Então empurraram essa tranqueira, que é somente o que a empresa sabe fazer.
    Algo que a força aérea poderia mto bem obter no mercado, a preços bem mais em conta.
    Esse avião só serviu p/ aumentar a alavancagem política, da Embraer sobre o governo federal.
    A indústria nacional será mto pouco beneficiada, pois quase tdo ou está restrito a própria Embraer, ou será fornecido de prateleira por empresas estrangeiras.

  10. É tudo uma questão de oportunidade.
    Assim como a EMBRAER acertou em cheio ao descobrir e explorar um nicho com o ST, achou-se esse novo nicho a ser explorado com o KC-390.
    Não se pode atirar pra todos os lados ao mesmo tempo e perder o foco.
    No problemático caso dos caças, além do complicador político/econômico, estamos vivendo um momento de transição de tecnologias e assim como no caso dos E-Jets em que se demorou para se tomar uma decisão entre aperfeiçoar o que já se tinha, criar produtos novos e/ou entrar em uma nova categoria de aeronaves e decidiu-se por esperar as movimentações do mercado para se posicionar, acho também oportuno um retardo na decisão para analisar o futuro próximo de possíveis ameaças e quais tecnologias devem estar presentes no nosso caça.
    Sei que serei criticado, mas é o que penso.

  11. Tripulado? Não tripulado? Mais furtivo ou mais manobrável? Com TOT ou sem TOT? Um único caça para tudo ou 2/3 caças especializados? São questões, entre outras, de que dependem nosso orçamento e nossa segurança local e regional.

  12. Retardar uma decisão a respeito de algo que vem sendo empurrado c/ a barriga a 16, 17, 18 anos???
    Nossa, deixa eu passar uma camisa, que daqui a pouco tenho que ir trabalhar.
    Fui!!!

  13. Retardaram tanto a escolha do FX-2, que ainda estamos licitando um caça de 4ª geração, enquanto já está em desenvolvimento a 5ª e a 6ª já está no forno.
    Nosso caça já nascerá velho. Não seria o caso de pular etapas ?

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