domingo, janeiro 16, 2022

Gripen para o Brasil

Petrobras vai operar com helicópteros russos

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

 A Rússia vai vender até 14 helicópteros para a Petrobras, segundo um acordo firmado nesta sexta-feira entre o presidente russo e a presidente Dilma Rousseff.

Outrora uma grande produtora do setor de aviaçao civil, a Rússia quer retomar sua presença nesse mercado, mais de 20 anos após o colapso da União Europeia aleijar sua indústria e seu desenvolvimento tecnológico.

A Atlas Táxi Areo espera que o primeiro dos helicópteros Kamov-62 seja entregue em 2015, sob um acordo com a estatal Russian Helicopters avaliado em 200 milhões de dólares, disse o à Reuters Waldomiro Silva, diretor da Petrobras.

“Nós somos a primeira empresa do mundo e receber esse novo helicóptero”, disse Silva.

A Russian Helicopters, que disse em setembro que planejava uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no segundo trimestre de 2013, vai competir com fabricantes como Northrop Grumman, Finmeccanica, Boeing, a unidade Bell Helicopter da Textron e EADS.

No Brasil, o helicóptero será usado para transportar funcionários da Petrobras para plataformas costeiras, disse o presidente-executivo da Russian Helicopters, Dimitry Petrov, a jornalistas. Ele disse que a Atlas Táxi Aereo vai comprar sete helicópteros, com uma opção de comprar mais sete. (Reportagem de Alexei Anischchuck)

FONTE: Reuters / FOTO: Airliners.net

NOTA DO EDITOR: título original “Rússia vende helicópteros para a Petrobras por US$200 mi”

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Marcos

1) Vai porco, vem helicóptero;

2) E os Super Puma produzidos pela Avibras para o mercado off shore vão ficar estocados onde?

3) Afinal, quem entrou em colapso, a União Européia ou a União Soviética?

4) Quem comprou os helicópteros, Petrobras ou Atlas Taxi Aéreo?

5) Se foi a Atlas, o que a Dilma tem haver com isso? Ou tem mais rolo ai? Acho que tem mais rolo ai;

Marcos

Com o valor gasto nos Super Puma e sua “transferência de tecnologia” daria para ter desenvolvimento um helicóptero do porte desse dai, comprar uma lote de 100 unidades e provavelmente ainda sobraria dinheiro.

Nick

Como o Marcos disse, deve ser a compensação pela carne…

É um Heli bonito….E o preço parece bom também. 🙂

Só fica a pergunta? E os EC-225??? Apesar de maiores e bem mais caros, é um problema sem volta, de custo afundado em Minas Gerais.

[]’s

Giordani

Como esse ‘guverno’ gosta de helicóptero…impre$$ionante…

Baschera

Nick,

Na na ni na não….. acho que tem “$$$$$obrepreço” aí também…..

Ao menos é o que descobri até agora… seu preço unitário, da versão civil (Kamov Ka-62 é a denominação da versão civíl, a versão militar é denominada Ka-60)… é, ou era, estimada (ano-fiscal 2012) entre Us$ 8 e Us$ 9 milhões por unidade.

Fonte: http://www.aircraftcompare.com/helicopter-airplane/Kamov-Ka-62/272

Sds.

Baschera

Os dados do Kamov 60/62….. Sds. Medium Utility Helicopter The Kamov Ka-60 Kasatka and Ka-62 is a twin-engined 16 seat medium utility helicopter developed by the Russian manufacturer Kamov JSC. The Ka-60 is the military variant, the Ka-62 is a civil development. Crew 1 / 2 Passengers 14 Propulsion 2 Turboshaft Engines Engine Model Rybinsk RD-600V Engine Power (each) 959 kW 1286 shp Speed 291 km/h 157 kts 181 mph Service Ceiling 5.200 m 17.060 ft Range 700 km 378 NM 435 mi. max. Takeoff Weight 6.500 kg 14.330 lbs Rotor Blades (main/tail) 4 / Fenestron 4 / Fenestron Main… Read more »

ernaniborges

Agora eu entendi a motivação russa para certificar os e-jets da Embraer por lá…
Só não entendi uma coisa: Não era para o GF incentivar a produção nacional dos helis franceses, cuja transferência de tecnologia foi adquirida a peso de muuuuuuuuuuuito ouro ???

Baschera

Ernani,

Parece que a Petrobrás cançou e resolveu não arriscar todos os “ovos” numa mesma cesta….. quando um determinado modelo de helicoptero sofrer restrições de voo…. o outro ou os outros modelos podem voar … evitando o comprometimento das operações off-shore.

Quanto ao fato do modelo que vc citou…. no Brasil não vale o que está escrito e nem mesmo o que está dito….. o que vale o “ouro”…. se é que me entende !!

Sds.

sergiocintra

Autonomias diferentes! Um p/ perto e outro p/ mais longe?
Mas já existem outros atualmente.

Mauricio R.

Mas esse helicóptero é usado pelos russos, p/ o que???
Pois o AW-139, que tem quase as mesmas capacidades, é fabricado na Rússia, justamente p/ o mercado off-shore de petróleo.
Qnto ao preço, vc precisa instalar infra, precisa de ferramental, capacitação de pessoal, estoque de peças, etc, etc, etc, não é somente comprar os helicópteros.

Almeida

Mais 14 helos goela abaixo, sem licitação, sem nem terem sido pedidos, sem nada…

Almeida

12 Mi-35, 50 EC 725, agora 14 desses… RFP e licitação que é bom, nada.

Guilherme Poggio

Como o corpo da matéria informa, quem vai comprar é a Atlas, e não a Petrobras.

A Petrobras não opera os helicópteros. Ela aluga das empresas de Taxi Aéreo, que são entidades privadas. Sendo assim não há necessidade de licitação.

Guilherme Poggio

Tem uma certa empresa instalada aqui no Brasil que abra os olhos porque os russos possuem helicópteros de todos os tamanhos por preços muito competitivos. E o uso de helicópteros russos em apoio offshore já tem tradução em alguns lugares do mundo.

thomas_dw

Belíssima maquina

marciomacedo

Para mim, não ficou claro na matéria quem é que está comprando os helis, se a Petrobrás ou a Atlas. Seria um belo substituto para os Panteras do EB na sua versão militar.

Marcos

Eles, de fato, vão vender alguma coisa para nós. Já, no caminho oposto, o que existe é uma certificação. Venda que é boa, de nós para eles, nada. Quanto ao que R. citou, verdadeiro: quero ver na hora da logística, peças, manutenção, etc e tal. Há dúzias de vôos diários dos EUA ao Brasil, idem Europa. Faltou uma peça aqui, no máximo em 48 horas, havendo estoque por lá, chega aqui. É por essa logística, tão necessária, é que a Embraer instalou vários centros de distribuição de peças pelo Mundo. E os russos, o que vão fazer? Tô chutando entre… Read more »

Marcos

Ia esquecendo: o embargo à carne brasileira continua.

Mauricio R.

“motores Franceses”

Então se já era ruim, acaba de ficar ainda pior, pois peças de reposição p/ turbinas francesas são importadas, pagas em Euro e demoram uma eternidade p/ chegar.

Baschera

Averiguei com pessoa da área….. quem vai operar é a Atlas, mas quem adquiriu ou comprou foi realmente a Petrobrás…. que vai ceder ou repassar as aeronaves a empresa civíl para prestar um serviço exclusivo a esta. Normalmente ao final do contrato, esta previsto o repasse da aeronave a operadora. É muito parecido com um leasing.

Sds.

Marcos

É por ai, Baschera!!!!

Marcos

Bem que a Petrobras poderia fazer um acordo desses comigo: me dá uns quatorze poços de petróleo já operando, com preços mínimos garantidos, inclusive reajustes em caso de alta do petróleo. Eu ia ficar bem na foto!!!

Mas melhor não dar uma idéia dessas, já que isso, na avaliação da atual diretoria da Petrobras e da cumpanherada, pode virar um bom negócio… para eles.

Almeida

Poggio, e agora? É da Petrobrás para operação da Atlas.

Guilherme Poggio

Almeida disse: Poggio, e agora? É da Petrobrás para operação da Atlas. Caro Almeida. Essa é uma prática comum no mercado. A estatal faz um acordo com o fornecedor e com o operador. Banca o investimento ou parte dele. No final, exige apenas a garantina da prestação do serviço por um determinado período, quando as aeronaves passam em definitivo para o operador. A Petrobras não tem o menor interesse em ter helicópteros (e muito menos em outros ramos de apoio à atividade off-shore). Esse não é a atividade fim da empresa. Você vai encontrar contratos semelhantes com plataformas de petróleo… Read more »

DrCockroach

Que coisa estranha esta operacao, alguem pode explicar?…

Mas se vierem umas russas juntos eh compreensivel, o DrCockroach tem uma queda pelas russas, mas a reciproca tb eh verdadeira… 🙂

[]s!

P.S.: Alias, estah na hora de voltar as “Musas do Blog”!

Groo

E o embargo continua, como lembrou o Marcos.

Para quê essa compra?

Baschera

Em parte é disto que reclamo neste país…. ora o que a Tia tinha mais para vender na Rússia…. além dos aviões da EMB, bifes e salchisas ?? Nada….. não somos mais atrativos em quase nada…. A propósito….. se não deram um olhadinha no discurso dela ao lado do Putin, discorrendo sobre o Acordo de Cooperação Militar assinado entre os dois países….. uma nota do MD cita: “Nesse contexto, as Partes destacaram a potencialidade da cooperação no setor de defesa antiaérea. Missão brasileira do Ministério da Defesa, com participação empresarial, visitará a Rússia muito proximamente, com esse objetivo” Ou seja,… Read more »

Baschera

E para quem não entendeu esta compra….. os russos são mais pragmáticos…. só compram algo se vc comprar algo deles….. nós é que inventamos esta de off-set e ToT…..

Vislumbro algumas vendas de aviões da EMB na Rússia em futuro próximo…..

Sds.

asbueno
Corsario137

Só restou perguntar ao sindicato dos petroleiros, se eles querem voar de Heli russo! Pq no fim das contas, quem manda são eles.

Hoje o queridinho do mercado brasileiro é o S92.

A Atlas tem quase uma obsessão por essas coisas russas. Antes era um Mi-17 (se não me engano) que ficou anos tomando sol e chuva lá em Jacaré, agora isso.

Nada contra a aviação russa, mas são umas coisas meio sem sentido.

HRotor

A Atlas opera os russos Mi-171 com carga externa para a Petrobras há cerca de 1 ano. Com certeza já estão com know how pra lidar com as máquinas e fornecedores das estepes. No serviço de carga externa, ao menos, os jipoes russos se dão bem, vamos ver no vai-e-vem para as plataformas, com o grau de automação e eletrônica requeridos. Nesse segmento, a Atlas tem usado S76 das primeiras versões, em voos de fretamento, não para a Petrobras, até onde se sabe. Parece que agora pegaram o vácuo do GF, conseguindo helicópteros novos e contrato com o maior cliente,… Read more »

Almeida

Obrigado pelo esclarecimento!

Baschera

Amigos,

Porque a Atlas ?? Porque a empresa venceu uma licitação (longa) com os menores valores por determinado período, valores estes em parte obtidos pelos custos de aquisição e operação deste helicóptero.

Sds.

champs

É de saltar os olhos o preconceito de alguns colegas com o material russo.

A Rússia tem uma história de respeito em fabricação de helicoptéros, principalmente quando se trata do quesito robustez, talvez o Mi-26 seja um símbolo nesta categoria, no mercado civil o Ka-32 opera no Brasil e parece que é muito bem conceituado.

O desequilíbrio na balança comercial exige que compremos da Rússia, analisa o que é útil e aproveita porque nossa situação, principalmente a militar, não permite ficar desdenhando do material russo e talvez nem do chinês.

Mayuan

Faço minhas as palavras do Champs. Acho que não se deve ter preconceito de material de nenhuma proveniência. Crie-se sim uma metodologia cientificamente estabelecida. Com parâmetros e medições claras e precisas. Já que não podem realizar suas atividades fim, voar, nossos militares da FAB provavelmente adorariam fazê-lo. Pelo menos assim teriam contato com o que amam fazer ao invés de ficar polindo avião velho no museu, digo, hangar. Ao final, teríamos o melhor e pelo melhor preço. Os maiores players mundiais fazem isso. Basta ver a quantidade de material estrangeiro que as maiores forças aéreas operam. Alinhamento político e estratégico… Read more »

AlexJ

Creio que dar essa compensação aos russos pelo enorme superávit comercial que temos com eles foi uma das medidas mais acertadas de toda a história do GF. Afinal, a Rússia é o maior importador de carne bovina brasileira, sendo o destino de mais de 20% das nossas exportações do produto. Cá entre nós, o que foi e é melhor para o Brasil: comprar helicópteros russos e em troca mater aberto um mercado que nos garante um bilionário superávit e que de quebra proporciona centenas de milhares de empregos ou participar de um imoral, indecente e lesivo esquema francês de ToT… Read more »

aldoghisolfi

Champs, acho que o preconceito não é contra o material russo. MATERIAL. Somente um despreparado poderia dizer que os Kamov não prestam… estão em operação desde o início da história dos helis. Que os MiG, os Antonov, os Sukhoy, Kalashnikov idem… o problema, como entendo, não é de preconeito, mas de simples razões comerciais, a principal seria a perda de eficiência da máquina pelo mau pós-venda, pela logística da manutenção… será que não?

sergiocintra
Mayuan

aldoghisolfi

Por isso que vivo defendendo a mesma coisa que funcionou muito bem para os chineses e outros. Compra os direitos para fabricar aqui e esquece esse negócio de pós venda. Aí sim aprenderemos a fazer algo que preste.

aldoghisolfi

Mayuan: é… bem poderia ser. O aspecto cultural também é importante, nossas cultura é ocidental (USA, GB, F) mas não podemos fechar os olhos para as máquinas que desde sempre voam nos países sob influência da Rússia. Pessoalmente não gostaria de ver as nossas FFAA com equipamento russo, somente pelo aspecto da logística da manutenção, olha a Venezuela, o Chile, o Peru. Mas, fora este impedimento, MiG, Sukhoy, Antonov, qualquer um deles seria um imenso salto tecnológico para nós, se licenciássemos as suas fabricações por aqui. E, assim, os meios navais de superfície ou submerssíveis, que são excelentes como qualquer… Read more »

Mauricio R.

A Índia monta uma versão propria do Su-30, o MKI, e nem por isso é independente do pós-venda e da assistência técnica dos russos, aliás a maior reclamação dos hindús é o excessivo know how de produção e a ausência de know why de projeto. Os hindús adquiriram 80 helicópteros Mi-17, nenhum será fabricado na Índia, tdos virão prontinhos da Rússia. E ainda tem a novela mexicana, qnto a um certo porta-aviões, que só atrasa, aumentam os custos, mas entregar funcionando que é bom… Por fim cansados de atrasos e sobre preços de seus fornecedores russos, os indianos lançaram uma… Read more »

aldoghisolfi

MAURICIO R. Evidentemente que a simples compra de licença nnão quer dizer muita coisa. A questão deve ser observada caso a caso e o ‘nosso’ caso sequer foi conjecturado ou esboçado. A contratação da compra da licença de fabricação haveria de trazer embutida a total liberdade quali-quantitativa em relação à peças, aviônicos e armamentos, concordas? Não adianta recebermos uma licença e ficarmos reféns desta mesma licença… e as coisas não devem ser fáceis ou do interesse russo, pois em caso contrário, penso que eles já teriam feito uma proposta neste sentido.

Mauricio R.

“A contratação da compra da licença de fabricação haveria de trazer embutida a total liberdade quali-quantitativa em relação à peças, aviônicos e armamentos, concordas?”

Não sou eu que tenho que concordar, mas os russos.

“…pois em caso contrário, penso que eles já teriam feito uma proposta neste sentido.”

E pq raios eles deveriam fazer tal proposta??? O status quo lhes é favorável, somos nós que estamos comendo da mão deles.

juarezmartinez

Creio que dar essa compensação aos russos pelo enorme superávit comercial que temos com eles foi uma das medidas mais acertadas de toda a história do GF. Afinal, a Rússia é o maior importador de carne bovina brasileira, sendo o destino de mais de 20% das nossas exportações do produto. Cá entre nós, o que foi e é melhor para o Brasil: comprar helicópteros russos e em troca mater aberto um mercado que nos garante um bilionário superávit e que de quebra proporciona centenas de milhares de empregos ou participar de um imoral, indecente e lesivo esquema francês de ToT… Read more »

asbueno

Compra dos jatos é necessária, diz Celso Amorim

http://www.defesanet.com.br/fx2/noticia/9033/Compra-dos-jatos-e-necessaria–diz-Celso-Amorim

Penso que a notícia, originada no Valor Econômico, vale um post, principalmente por algumas notas.

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