segunda-feira, agosto 8, 2022

Gripen para o Brasil

E se fossem F-35B?

Destaques

Guilherme Poggio
Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Os US Marine Corps (Fuzileiros Navais dos EUA) substituíram os aviões AV-8B Harrier 36 horas após o ataque dos Talibãs. O ataque à base britânica no dia 14 de setembro último destruiu seis Harrier dos USMC e deixou outros dois seriamente avariados.

“Em 36 horas nós tínhamos oito jatos prontos para combate”, informou o general Glenn Walters, comandante da 2nd Marine Aircraft Wing. A única coisa que atrasou o envio dos caças foi a demora na liberação diplomática para as aeronaves sobrevoarem o Afeganistão, informou.

No total, foram enviados 14 jatos em dois grupos. O primeiro grupo foi composto por oito aviões  e o restante foi enviado no segundo. Os Marines enviaram os aviões rapidamente “porque não podemos deixar que o inimigo tome a iniciativa”, disse Walters.

Mas a grande pergunta é: e se, ao invés de Harriers, os aviões destruídos fossem F-35B? Deixar aeronaves tão caras em regiões vulneráveis é algo bastante questionável.

Mesmo considerando o custo otimista da Lockheed Martin, atualmente em cerca de US $70 milhões para o F-35A (o STOVL F-35B custará mais), seriam US $420 milhões para seis jatos. Se fosse considerado o valor pessimista do GAO (Government Accountability Office), em torno de US$161 milhões por avião, teríamos US$ $966 milhões. Esta conta não considera os dois jatos danificados que provavelmente jamais voltarão a voar.

FONTE: The DEW line

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

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joseboscojr

Foi por fogo de morteiro?
Se foi, faltou aí um Centurion pra C-RAM (Counter rocket, artillery and mortar).

Giordani

Pra lembrar o vietnã…

champs

Tenho uma impressão particular de que o F-35 se perdeu completamente nos custos, um avião que vem para subsituir o F-16 não poderia se tornar tão caro. Desta forma ele acaba se aproximando do F-22 em termos de importância e custos, esta ficando muito um caça estratégico do que um caça tátitco, e o resultado disto são encomendas cada vez menores por todos os sócios do projeto, dúvido muito que nos 15 primeiros anos de serviço ele ultrapasse 80 unidades em algum país operador, com excessão dos EUA é claro. Por isso concordo com todos os comentaristas que afirmam a… Read more »

Groo

Se fossem Super Tucanos ia sair baratinho 😉

DrCockroach

Prezado Bosco,

Me parece que os Talibas se infiltraram na base e usaram RPGs p/ destruir os Harriers; todo o acontecimento foi, de certa forma, embaracoso.

Trivia:

O que um Harrier, um Rafale e um F-35 tem (tiveram) em comum? Os tres deram (dao) tremendas dores de cabeca p/ consertar (ou remediar) problemas…

[]s!

Luis

champs, assino embaixo!

Principalmente para os pequenos países europeus operadores de F-16 (Noruega / Dinamarca / Holanda), o F-35 está “descendo quadrado “, devido aos custos do projeto e da aeronave em si. Caíram no ‘conto da LM’, que jurou que o F-35 seria tão bom e barato quanto o F-16. Esses três países que citei deveriam era entrar/ou ter entrado no projeto do NG, junto com a Suíça (e o Brasil – este, sem falta).

Groo

Vcs esqueceram que os caças 4,5G também são caríssimos?

Marcos

Na visão americana, os primeiros ataques serão feitos por F-35. Uma vez destruídas as armas de defesa, passariam a operar com aeronaves convencionais. Por exemplo: a Austrália possui aeronaves F-18, nas diferentes versões e, em suposto conflito, faria os primeiros ataques utilizando aeronaves furtivas. Em seguida os F-18 liquidariam o assunto.
Já o Brasil, ninguém sabe o que quer!!!!

joseboscojr

Esse conceito vale para a USN que irá operar um de 5ª G com um de 4,5ªG e na USAF enquanto conviver lado a lado os caças de diferentes gerações. De qualquer forma o conceito de usar a configuração stealth nos primeiros dias da guerra vale para os caças de 5ªG que após a neutralização das defesas inimigas podem levar carga adicional sob as asas degradando sua condição furtiva em detrimento de maior carga/alcance. Seja como for os caças de 4,5G sempre poderão usar de ECM (contra medidas eletrônicas) e armas stand-off para estarem presentes nos futuros conflitos de alta… Read more »

Grifo

Senhores, este foi um acontecimento gravíssimo que para minha surpresa teve muita pouca repercussão. 8 caças foram destruídos, a maior perda dos americanos em um dia de combate desde a Segunda Guerra. Se os americanos não conseguem nem defender o perímetro das suas bases então a coisa está mesmo feia para eles.

Ivan

Um ataque assimétrico e suicida, mas com desempenho de soldados bem treinados, que no ocidente seriam qualificados como “comandos” se não fôsse pela missão kamikaze.

A inteligência e a segurança da ISAF falhou feio neste episódio.

Um link na IstoÉ:
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/96798_OTAN+TEM+FIM+DE+SEMANA+DE+TERROR+NO+AFEGANISTAO

Sds,
Ivan, Oldinfantryman.

Ivan

Outro link com mais detalhes, inclusive um interessante infográfico, mapeando (olha o mapa aí gente…) os principais pontos e ações dentro do complexo.

http://www.forte.jor.br/tag/afeganistao/

O site é excelente, recomendo. 🙂

Abç,
Ivan, Oldinfatryman.

joseboscojr

Embora não tenha sido esse o caso, mas a atividade C-RAM está se tornando prioridade cada vez maior. Os israelenses com seu Iron Dome, os americanos com o Centurion e os alemães com o Mantis. Os americanos estão ainda buscando outras soluções para complementar ou substituir o Phalanx (Centurion) que vão desde minimísseis (3 kg) lançados verticalmente (EAPS) passando por um canhão de 50 mm com projétil guiado e chegando aos lasers de alta energia. Muito provavelmente os laser serão as armas mais adequadas à interceptação de morteiros, foguetes e projéteis de artilharia, tendo em vista o custo. A rigor,… Read more »

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