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PAMA-SP 2012: ‘Fox’ com o Grifo de fora

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No “Fim de Semana Aéreo” 2012, realizado no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP) nos dias 22 e 23 de setembro, uma multidão de pessoas visitou o “Hangar 3”, onde é realizada a revisão nível parque dos caças F-5 da FAB (Força Aérea Brasileira).

 

Mas, provavelmente, apenas os mais atentos repararam numa visão um tanto rara: um dos caças F-5M (modernizados) estava com o radome retirado e mostrava, ainda que de longe e num ângulo voltado para fora da visão da área restrita ao público, a antena do radar Grifo F que equipa os aviões modernizados. A imagem abaixo, que mostra outro ângulo, foi tirada da área só acessível à imprensa.

E o fato de ser um modelo  “F” biposto, também conhecido como “Fox”, tornava a visão ainda mais rara para o público em geral. Vale lembrar que, atualmente, apenas três F-5 bipostos equipam a FAB, embora outros  três deverão ser recebidos nos próximos anos, com a modernização dos caças usados adquiridos da Jordânia.

 

Nas fotos (clique para ampliar), pode-se ver como o formato da antena corresponde à forma “elíptica” da seção transversal do bico da aeronave e, comparando com a imagem de um modelo não modernizado e com o radome retirado (foto ao lado, de um F-5E “ex-Jordânia” ainda aguardando o início da revisão em 2011), pode-se perceber como a antena é maior do que a antiga.

Isso porque a antena anterior era instalada mais à frente no nariz da aeronave e a nova, com maior área, necessitou de um corte na fuselagem frontal para permitir sua instalação. Isso é explicado na matéria “PAMA-SP 2011: comparando os novos e os velhos bicos dos bicudos“, publicada no ano passado (disponível também na lista abaixo).

E, falando na antena antiga, algumas delas estavam empilhadas no chão do hangar, meio escondidas do olhar do público e  aguardando destino ao lado de um contêiner identificado como “sucata”, como pode ser visto na imagem abaixo. Isso porque os caças F-5E “jordanianos” que ainda as traziam sob os radomes já iniciaram o processo de revisão estrutural e revitalização.

Para saber mais sobre o radar Grifo F, as mudanças realizadas nos F-5 para sua instalação, além de outras matérias relacionadas ao PAMA-SP e ao “Fim de Semana Aéreo”, clique nos links a seguir.

VEJA TAMBÉM:

33 COMMENTS

  1. Prezado Nunão,

    Eu lembro de uma antiga revista Flap que falava das primeiras propostas do F-20, na época F-5G.No inicio se propunha coisa simples, modificava as células existentes com a simples substituição dos motores pelo excelente F-404, além é claro de aeronaves novas.
    Na revista tinha até um desenho inicial do modelo, este, um F-20 mas sem a tomada do heat exchanger ao pé da deriva.
    Coisa bem simples e de fato um F-5 somente modificado com o motor.
    Você que já foi várias vezes ao PAMA e já deve ter um bom acervo de fotos, poderia dizer, não considerando o lado economico mas somente como entusiasta, esse pessoal já tem ou teria codições de fazer tal modificação?

  2. Caso você tenha, gostaria de ver algumas fotos do sistema hidráulico em expecial dos atuadores das superfícies de comando.

    Obrigado.

  3. Roberto,

    Acho que essa mudança não seria assim tão simples.

    Precisaria mudar toda a fuselagem posterior, que é desenhada inteiramente conforme os contornos dos dois motores.

    As tomadas de ar precisariam dar conta de um fluxo maior.

    Os dutos e os tanques da fuselagem teriam que ser redesenhados: no F-5E, eles acompanham as laterais da fuselagem, indo praticamente “direto” para as turbinas (fazendo apenas uma ligeira curva para acompanhar o acinturamento da “regra da área”), deixando espaço na parte central da fuselagem para os tanques.

    Já no F-5G / F-20, os dutos saem das duas tomadas laterais e se encontram no meio da fuselagem para alimentar a turbina única, formando um “Y” e deixando espaço nas laterais para os tanques de combustível (além de, se não me engano, um pequeno tanque central na parte da frente desse “Y”)

    É muita mudança, e deve-se levar em conta que a fuselagem posterior leva bastante titânio também (já li a esse respeito). Maquinário para cortar, dobrar, entortar e moldar chapas no PAMA-SP não falta, mas não sei se há domínio nesse tipo de estrutura e metais a ponto de se construir toda uma fuselagem traseira nova.

    Quanto ao pessoal, teria que ser ampliado, pois hoje é o que consegue dar conta das revisões / manutenções. Reformas profundas como essa demandariam muitas horas-homem.

  4. Ainda sobre esse assunto das possíveis modificações, Roberto, veja as fotos dessas matérias mostrando as tomadas de ar e o desenho da fuselagem traseira:

    http://www.aereo.jor.br/2011/09/25/f-5em-cinturinha-de-vespa-entre-outros-detalhes-interessantes/

    http://www.aereo.jor.br/2011/09/20/cuidado-com-o-usado/

    Nesta, além do fundo plano (que foi mantido no F-20, mas que também levou a uma fuselagem traseira que cresceu ligeiramente em altura), dá pra ver alguns atuadores dos freios aerodinâmicos:

    http://www.aereo.jor.br/2011/09/26/f-5em-fundo-plano-entre-outros-detalhes-interessantes/

    Repare também nessa foto abaixo, a fuselagem traseira (faltando a parte das tubeiras onde ficam “embutidos” os difusores móveis do pós-combustor), mostrando como a mudança estrutural não seria nada simples para mudar a motorização de dupla para única. Teria que fazer uma nova fuselagem traseira, na minha opinião:

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2011/10/F-5EM-em-revis%C3%A3o-no-PAMA-SP-2011-foto-2-Nun%C3%A3o-Poder-A%C3%A9reo.jpg

    Essa foto, de um caça operacional, mostra claramente as tubeiras duplas e como a fuselagem traseira as contorna:

    http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2011/08/Walkaround-F-5EM-AFA-2011-troca-do-pneu-foto-16-Nun%C3%A3o-Poder-A%C3%A9reo.jpg

    Por fim, não sei se saberia encontrar exatamente as fotos que você quer do sistema hidráulico, mas tem muita foto de F-5 “depenado” no PAMA-SP ou “walkarounds” de outros menos pelados em matérias diversas. Essas duas abaixo trazem links, ao final, para um monte delas:

    http://www.aereo.jor.br/2011/09/30/f-5em-revendo-o-novo-painel-o-detalhe-mais-interessante-de-todos/

    http://www.aereo.jor.br/2011/10/26/pama-sp-2011-muito-trabalho-pela-frente-fabricando-pecas-e-revisando-cacas/

    Saudações!

  5. Nunão…

    Mais não foi assim que a China adquiriu o expertise para hoje desenvolver do zero um avião de caça ?

    Eles começaram modificando e criando versões a partir do russo Mig-19… depois a partir do Mig-21…
    Agora eles constroem os seus próprios aviões.

    Não seria interessante, do ponto de vista técnico, partir para um “F-20BR” e depois alçar voos mais altos ? Operacionalmente ele seria o “low” do F-X999, que seria o high de um mix de aeronaves de caça.

    • Alfredo,

      Não estou negando a viabilidade da modificação.

      Estou apenas dizendo que ela não é algo assim tão simples, como a fonte que o Roberto Santana citou dá a entender.

      De qualquer forma, creio que teria sido muito interessante fazer um F-20BR.

      Isso se um programa do tipo tivesse sido pensado há pelo menos uns 15 anos, na época em que se planejava a modernização dos F-5.

      Hoje, em pleno início da segunda década do século XXI, eu sinceramente não acho interessante, ainda que o projeto básico do F-5 seja brilhante.

      Acho mais viável se pensar no F-X2 e resolvê-lo de uma vez por todas, porque decisões desse tipo que você sugere não foram tomadas no passado e agora, pensando friamente, não vejo “timing” para elas.

      Qualquer um dos três caças de 4,5 geração que concorrem no F-X2 está fadado, no futuro, a ser o “low” de uma equação que envolva um caça de 5ª geração, na minha opinião. Não estou falando do curto prazo, mas do médio-longo, pois concordo com a matéria do Poggio na última revista Forças de Defesa sobre não existir necessidade, nesse prazo, para um caça de quinta geração no Brasil.

      Mas isso deles virarem “low” no futuro da FAB é coisa para se pensar em ver concretizada, e com muita torcida, daqui a mais 15 anos pelo menos.

      Até lá, qualquer um dos três do F-X2 cumprirá com sobras o papel de “hi” nos cenários da FAB.

      E, se a preferência for que esse “hi” de hoje e futuro “low” seja um caça leve, a escolha do Gripen E/F seria a mais lógica na minha opinião estritamente pessoal, e não um F-20BR, cuja época, a meu ver, já passou há muito tempo. Ou mesmo um caça que não está na seleção final da FAB, o F-16 (meu preferido à época do F-X original, seguido de perto pelo Gripen).

      E olha que eu escrevo isso sendo fã de carteirinha dos projetos do F-5 e do F-20.

      Não nego que uma ideia dessas me dê alguma coceira.

      Mas, ao invés de me coçar pensando nisso até fazer ferida, hoje eu opto por esperar passar.

      Saudações!

      PS – em contrapartida, a Marinha está pensando em algo parecido com as futuras corvetas Barroso, um “low” para o “hi” que será a fragata do Prosuper. E a Barroso “mod” é uma descendente da Barroso, que é uma descendente da Inhaúma, algo bem na linha “F-5 – F-20 – F-20BR”, só que com projetos nacionais desde o início do programa das corvetas. Ai, que coceira!!!

    • Outra coisa, Alfredo:

      Quando a China começou a produzir sob licença, copiar, modificar e criar versões do MiG-19 e MiG-21, estes eram caças ainda relativamente novos e competitivos, embora não fossem mais os mais modernos (por exemplo, o F-7 é baseado na primeira geração do MiG-21).

      Hoje, eu considero o F-5 longe de ser um projeto com atualidade suficiente para se partir dele e criar um desenvolvimento e aí buscar outro degrau. Mesmo sendo um baita de um projeto bom, com excelentes soluções de engenharia para tirar o máximo do mínimo.

      Os suecos cogitaram o F-20 à época em que começaram a pensar num novo caça, depois de desenvolverem o Viggen. E acabaram desenvolvendo um caça também leve, e com o mesmo motor do F-20, o Gripen A/B.

      Só que isso foi há mais de 20 anos! A fila andou.

      Por outro lado, não se pode esquecer de que, se existe algum caça supersônico com certo domínio dos “segredos”, por aqui, é o bom e velho F-5…

  6. Prezado Nunão,

    Creio que não me fiz entender ou fui impreciso.
    Obviamente sei que seria preciso modificação na secção traseira, é justamente de que falei e somente o que falei.
    Tenho o manual de voo do F-5E e do F-20 (primeiro protótipo), neste a tomada de ar permaneceu intacta, e os tanques de combustível são os mesmos, e o sistema de combustível ficou até mais simplicado que o do F-5E.
    No segundo protótipo houve uma pequena alteração com um pequeno acréscimo na capacidade de combustível e para o quarto protótipo que estava sendo construído e que foi cancelado, eram previstos tanques integrais nas asas.
    A fonte que citei somente cotejava matéria do próprio frabricante, e seria sim, a simples troca dos motores e claro a modificação para tal.
    A isso se soma que, conforme descrição no próprio manual do primeiro protótipo (que era um F-5E), não costa o titânio, somente alumínio e se previa composite.
    Enfim, trabalho simples, ou no máximo, relativamente simples.
    É claro que para efeitos de licença e certificação, seria necessário trabalho junto a Northrop, para fornecimento das “blueprints” dessas novas cavernas, ou até mesmo os gabaritos das mesmas se é que ainda existem.
    Quanto à liga aeronáutica de alumínio isso é coisa livremente comercializada nos EUA e aqui no Brasil via Embraer.
    Minha questão é respondida ao final de seu comentário, que é sobre a existência de ferramental, oficina, pessoal, etc; para tal modificação.
    Há ainda que se notar, que com o surgimento dos outros dois protótipos, o projeto se aperfeiçoou, as entradas de ar aumentaram, os sistemas ficaram maiores como o radar, os sistema de refrigeção, etc.Mas eu não indagaria sobre isso.
    Existe uma foto tirada da parte de trás do F-20, sem o motor, em que é possível ver todo o interior e as secções modificadas e ainda para se ter alguma idéia eu sugeriria os excelentes “cutaway” do F-5E e do F-20 do Flightglobal, que acho, que hoje somente podem ser acessados via assinatura.
    Finalmente, certa vez li sobre a frabricação dos Nesher e Kfir em Israel,é impressionante o que pode-se fazer com algumas ferramentas um pequeno hangar e muita inteligência.

  7. Ci Pin Ha,

    Poderíamos ter ao menos um pouco de conhecimento dos Mirage 2000, se o F-X original tivesse terminado com o que parecia ser favorito, politicamente, à época.

    Depois de 12 caças Mirage 2000-5BR comprados a peso de ouro e montados em kits por aqui (desde que pelo menos se aprendesse a integrar sistemas), ao menos se poderia pensar em novas unidades a se produzir, em novos lotes.

    Mas isso é passado, que em breve vai virar passado distante.

    Sabe o que eu acho que poderia ser interessante, pensando exclusivamente no que diz o Alfredo aí em cima?

    Produção sob licença do F-16, como vários países já fizeram e alguns ainda fazem, como a Turquia.

    E um F-16 é algo muuuuuito melhor que um F-5 e, industrialmente e também quanto ao seu futuro logístico etc, do que um Mirage 2000.

    Ainda seria um caça para, hoje, se aprender alguma coisa de útil fazendo e partir, depois, para algo mais pretencioso. Desde que não se queira reinventar a roda, como fizeram os japoneses com o F-2.

    Continua sendo olhar para o passado, mas, pelo menos, não seria um passado tão distante.

    Uma linha para produzir dois lotes de caças F-16 de última geração para substituir todos os Mirage 2000 e F-5, num total de umas 72 unidades (36 + 36) seria tão defensável quanto a linha dos 50 helicópteros EC725, que também representam a evolução de um helicóptero “clássico”.

    Mas, evidentemente, o F-16 é uma invenção dos “diabólicos” norte-americanos imperialistas e malvados… E, além disso, foi cortado da seleção final do F-X2 há quatro anos.

    Putz, quatro anos! Aniversário comemorado há três dias.

    Isso dá uma matéria… Vou fazer agora.

  8. Nunão
    Prá te dar coceiras e urticarias…..
    Kê tal os Gripen E/F de FX-2…e botar prá voar os F-23BR ( projeto tunnado pelos nossos piás do ITA/USP/UFMG/ etc…) ???

    Mas na S-51 já tem coisinha melhor voando…….
    …..mas sou mirdi……aceito o F23BR Viuva Negra….!!!!!!

  9. Robertão F Santana….Não dá idéia Campeão!!!!! Senão vamos de F5 até o Séc.XXIII……!!!!!!!
    Agora com umas latinhas de cerveja num Sabadão , um galpão e uns F-5E/F dáva prá transformar em X29!!!!!

    Sds

  10. Prezado LuppusFurius,

    rsrsrsrs!

    Só é minha curiosidade, no máximo um sport plane para os jovens tenentes se divertirem, um F-5 com motor F-404, com dois canhões…sem radar.
    Seria diversão pura!

    Precisamos de mais?….

    • Espero que o Poggio, que gosta muito do F-5 (quem não gosta?), aprecie o link que indiquei

      Realmente Roberto F Santana, um espetáculo de fotos raras que eu só havia visto em livros e não na internet. Algumas nem mesmo em livros.

      No final do ano soltarei mais duas fotos raras de F-5 em mais uma data a ser comemorada.

  11. Roberto F Santana
    Prá piásada de 20anos seria o máximo!!!!!!
    Não entregaria meu carro prá eles, mas se fossem bem nas provas…. Sexta-Feira seria dia de rasante……e estande de tiro!!!!!!

    Sds

  12. Roberto,

    Tenho as “cutaways” do F-5E e do F-5G / F-20, impressas, e creio não ser possível mudar de dois motores para um sem modificar bastante a posição dos tanques da fuselagem, pois os dois dutos precisam se “encontrar” a uma distância razoável do compressor, o que não é possível, na minha opinião, mantendo-se os dutos seguindo pela lateral da fuselagem, como no F-5E.

    Mas, de resto, reitero que é algo viável, não tenho dúvidas disso.

    Mas não creio ser algo assim tão simples.

    E, o mais importante: valeria a pena somente se produzir fuselagens traseiras novas para “encaixar” num corpinho de 40 anos ou mais?

    O aumento de empuxo também vai implicar em mais esforço sobre a estrutura da fuselagem. E, principalmente, nas asas. O F-5, que já é capaz de manobras “ariscas”, fica ainda mais arisco com o F-404.

    Se as asas atuais já sofrem com os longos anos de usos e abusos, imagina com um novo motor, capaz de proporcionar um desempenho Mach 2 ao caça, rápidas ascenções, reversões, acelerações etc.

    Só valeria a pena cogitar um F-20, na minha opinião, se for para contruir células novas, zeradas. Não para dar nova vida a células com 30 a 40 anos de vida.

    Saudações!

  13. “Roberto F Santana em 4 de outubro de 2012 às 18:52”

    Excelente link de fotos esse, Roberto. Valeu!

    Mas, como você pode ver, os dutos já seguem um caminho bem diferente dos originais do F-5E.

  14. Prezado Nunão,

    Como eu disse, falei somente como entusiasta, de economia meu conhecimento é tão grande como em botânica, ciência que trata do corpo humano.
    É pra trocar e voar, só isso.
    Estou para comprar um scanner, quando o fizer, te mando o sistema de combustível, acredite, são os mesmos.

  15. Prezado LuppusFurios,

    Você me lembrar de algo.
    Aqui no Poder Aéreo não faz muito tempo, alguém citou um comentário de um oficial da FAB, em algum artigo.
    O oficial dizia ou criticava que a operação dos F-5 hoje é melhor, e falava que a FAB não mais podia ou não deveria operar o F-5 como nos anos oitenta.
    Ora, o que ele quis dizer com isso?
    Como é que FAB operava os F-5 nos anos oitenta para ser tão indesejável assim?
    Agradeço quem puder esclarecer.

    • Roberto,

      Creio que ele dizia que se operava os F-5 nos anos oitenta como era possível operar com um caça, naquela época, de tecnologia dos anos 70.

      O que seria inaceitável hoje, evidentemente.

      Mas isso me fez lembrar uma entrevista numa das primeiras revistas Força Aérea onde o comandante do Grupo de Caça, defendendo um programa de modernização dos F-5, dizia que o visor de tiro do caça naquela época, assim como os métodos de ataque com bombas, não eram significativamente mais sofisticados do que os seus similares do P-47 do mesmo Grupo de Caça na Segunda Guerra Mundial.

      Então isso dá uma dica sobre como se operava o F-5 nos anos 80 (no caso, a revista é dos anos 90).

      • Voltando ao F-5 e seu projeto.

        Roberto, eu entendi o aspecto entusiasta da coisa. Desculpe-me se banquei o realista chato.

        Mas, pra compensar, vou contar sobre uma coisa positiva a respeito do F-5 que ouvi lá no PAMA-SP, conversando com o pessoal que põe a mão na massa (na verdade, ouvi de mais de uma pessoa, em ocasiões diferentes).

        Os caças comprados da Jordânia foram escolhidos entre aeronaves que eram operadas. Foram, inclusive, voadas por um oficial da FAB na ocasião da seleção das células.

        Pelo que me informaram, depois de tirada toda a aereia e mortas as baratas jordanianas importadas com os caças, descobriram problemas de corrosão dentro do esperado, e outras coisas não muito fora do normal a consertar, estruturalmente. Parece que só um conjunto de asas, entre os 11 dos caças, tinha algum problema um pouco mais complicado na longarina, e dentro das possibilidades de reparo do PAMA.

        Por outro lado, o que assustou a todos foi o estado das partes internas de elementos que normalmente precisam ser substituídos com alguma frequência, como buchas e coisas do gênero. Faltavam itens, outros estavam absurdamente gastos, quebrados, soltos e tudo o mais. Um desleixo incrível para com as aeronaves, tratadas a “pão e água”.

        Aí eles chegaram à seguinte conclusão: o F-5 é definitivamente um caça feito para a guerra, para a linha de frente, para a rusticidade das operações sem frescura. Porque se voava naquelas condições precárias, rústicas e totalmente negligentes de manutenção, é porque é robusto e guerreiro.

        Considerei isso um elogio ao projeto, no fim das contas, apesar do lado ruim de se encarar, realisticamente, as condições dos caças usados que compramos.

        Saudações!

  16. Eu li isso Nunão, eu me lembro.
    O que é uma inverdade, pois nem mesmo a K-14 que era giroscópica, os P-47 da FAB tinham.
    A mira original do F-5E era giroscópica, tinha auxílio do radar para cálculo automático de distância e angulo de deflexão e melhor momento de tiro.
    Mas é claro, ele só estava tentando dramatizar a coisa usando o recurso do exagero.
    Deu certo.
    Talvez se ele tivesse falado que entre o P-47 e o F-5 não tem diferença, hoje não se estaria trocando radares mas os próprios aviôes!

  17. Aquelas antenas de radar (última foto, dispostas ao lado da caixa de sucata…) são antenas do radar Emerson AN/APQ-153 ou do AN/APQ-157 ??

    Realmente é um modelito de antena bem simples e tacanho…… parecem até inferiores as antenas de TV por satélite de hoje em dia….

    Sds.

  18. Senhores

    A idéia do upgrade dos F5 para um F5/20, do ponto de vista da exeqüibilidade da engenharia e como meio para o desenvolvimento de tecnologia local é o caminho mais simples e experimentado para se chegar ao desenvolvimento de um caça no país (vide China, Israel). E o PAMA tem um grande conhecimento acumulado sobre o F5.
    É claro que, para ter uma aeronave que pudesse operar ainda por muitos anos, o ideal é que, além de substituir parte da fuselagem traseira fosse realizada uma revisão geral na parte frontal da fuselagem e nas asas, inclusive com a substituição de parte de sua estrutura por fibra de carbono, o que aliviaria o peso e aumentaria sua resistência.
    Para a engenharia nacional, este projeto seria muito mais produtivo, do ponto de vista de ganho de conhecimento do que a simples produção local de um Mirage 2000 ou qualquer outro caça, pois implica em esforço de engenharia para desenvolver novas soluções e não copiar simplesmente ou como diriam alguns, macaquear o que já está sendo feito em outro país.
    E, para lembrar aqueles que dizem que o avião é velho e o design é ultrapassado: do ponto de vista da aerodinâmica não existe design antigo ou novo mas sim design eficiente e design ineficiente, o que também vale para os aviões. Aliás, o que mais mudou nos aviões de caça foi seu recheio eletrônico e o uso de novos materiais, nada que não possa ser incorporado a um velho mas eficiente design.

    Sds

  19. E por falar em doideira com os F5…….Que nimguém nos ouça ou melhor, leia, os” Fê5″ iranianos duas derivas, roda liga, pelicula, cibié……
    Ah!!! parô…..parô….!!!!!! .
    Roberto F Santana
    ….. Realmente vc não quer saber como os F5 eram operados nos 80!!
    Daria muita dó deles……….E pensar que 20anos depois ainda estão lá!!
    Até aquele Vulcan das Falklands já teve sua aposentadoria…

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