domingo, setembro 19, 2021

Gripen para o Brasil

Boeing volta a explorar atrasos do F-35 para promover o Super Hornet

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Segundo o site Aol Defense, a Boeing renovou sua campanha para bater no F-35 da Lockheed Martin e promover seus caças F-18 Super Hornet na última quinta-feira, 13 de setembro. Foi o que fez o presidente da Boeing Military Aircraft, Christopher Chadwick, conversando com um grupo de repórteres na empresa, no contexto de orçamentos declinantes de defesa nos EUA e no mundo.

Chadwick disse que “o F-35 continua a se atrasar e se atrasar. Sim, o F-35 tem uma capacidade furtiva “all-aspect” (por todo o seu redor), mas isso só é usado uma parte relativamente pequena do envelope de combate.” Num claro sinal para os apoiadores do F-18 na Marinha dos EUA (USN), o executivo acrescentou: “Com o F-35 continuando a ter dificuldades técnicas e se desviando do curso, eles têm que estar certos de que possuem a capacidade certa para os homens e mulheres que vão aos combates hoje.”

O contexto em que Chadwick fez suas críticas ao F-35 é amplo: “Há um reequilíbrio que estamos percebendo no ajuste entre as necessidades sociais e de defesa”. E isso significa, simplesmente, orçamentos de defesa em baixa nos EUA e na Europa.

O executivo também falou do mercado de sistemas não tripulados, indicando que, com a saída dos EUA do Afeganistão, haverá uma redução de encomendas e o foco estará onde esses sistemas serão mais necessários: a bordo de navios. Por isso a empresa está oferecendo sistemas remotamente pilotados como o UCLASS (Unmanned Carrier Launched Airborne Surveillance and Strike System), o Little Bird e o A-160.

Outro assunto abordado foi a nova geração de bombardeiros dos EUA, para a qual a empresa quer ser o integrador principal. Quanto à diminuição de orçamentos, Chadwick disse que a Boeing já ser preparou para isso há anos, reduzindo sua força de trabalho: 18% menos executivos, 15% menos gerentes e 10% menos pessoal na Boeing Military Aircraft.

FONTE: Aol Defense (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: Marinha dos EUA (USN)

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DrCockroach

Outro off-topic, se os editores me permitem:

“Robocopter arrives
After unmanned drones, pilotless helicopters are taking to the sky to deliver supplies to troops”
http://www.economist.com/node/21562897

[]s!

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