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Forças Armadas terão um único helicóptero de instrução básica

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Portaria foi publicada hoje no DOU

 

O Ministério da Defesa aprovou os Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) para que as Forças Armadas possuam um único modelo de helicóptero de instrução básica (nº 03/2012).  A Portaria normativa é do dia 5 de setembro e foi publicada hoje (11 de setembro) no Diário Oficial da União.

Os requisitos foram obtidos através da consolidação das características operacionais e técnicas comuns de emprego das três Forças Armadas, constantes em suas documentações orientadoras e normativas, após reuniões coordenadas pela Comissão de Logística Militar (COMLOG), realizadas no Ministério da Defesa, ao longo do ano de 2012.

Os requisitos estão divididos em absolutos, desejáveis e complementares, sendo que os absolutos são obrigatórios. Os desejáveis, não obrigatórios, devem ser buscados pelo incremento da operacionalidade e os complementares, não obrigatórios ou desejáveis, valorizam a melhor escolha.

O futuro helicóptero terá como principais características ser monomotor turboeixo com duplo comando e trem de pouso tipo “esqui”. Será capaz de transportar dois pilotos e acomodar na parte traseira, no mínimo, 4 tripulantes.

Em relação ao seu desempenho, ele deverá possuir autonomia de, no mínimo, 3 horas de voo, com velocidade de cruzeiro de, no mínimo, 100 nós.

Os equipamentos exigidos para comunicação e navegação são básicos e a necessidade de vir com GNS é desejada, porém não é fundamental. O painel deverá ser do tipo Multi-Function Color Display (MFCD) – Glass Cockpit e compatível com o uso de Óculos de Visão Noturna

Em relação ao eventual emprego de armamento, é desejável que a aeronave um visor de tiro, duas metralhadoras de calibre 7,62mm e dois lançadores de sete foguetes de 70mm, além de um subsistema de vídeo que permita a análise dos parâmetros de emprego utilizados.

 

30 COMMENTS

  1. Ótima notícia! Seria interessante também uma única escola de instrução básica em aeronaves de asas rotativas para as três forças, como já foi comentado aqui.

  2. Que progresso!!!
    Estudos anteriores apontavam aquisição de helicópteros de 2 lugares, como Robson 22 e Schweyzer 300, privilegiando redução de custos em detrimento da necessidade operacional.
    O EB chegou a arrendar alguns “trezentinhos”, utilizou-os na formação inicial de parte de seus alunos, enquanto outra parte iniciou normalmente nos Esquilos, e comparou custos e benefícios. Concluiu que a redução de custo é mínima, além de dificultar a adaptação no Esquilo daqueles que voaram Schweyzer, com vícios de pilotagem, sem contar o fato daquela frota ser usada no início e depois ficar parada até a nova turma do ano seguinte. A FAB escapou de uma aquisição dessas por um triz (talvez mais por falta de lobby, porque a vontade de cortar os custos e a antipatia pelos Esquilos sempre foram grandes, infelizmente. Mas trocar os Tucanos por Paulistinhas, isso ninguém queria…).
    O fato é que a adoção de uma aeronave conforme relatada no post, como é o caso do Esquilo, permite tanto a instrução básica, no grau de exigência da instrução de voo militar, como a instrução operacional, que envolve a presença na cabine de mais tripulantes e o uso de equipamentos diversos, para os treinamentos de içamento, áreas restritas, transporte de tropa, tiro lateral e tantos outros.
    É a Aviação de Asas Rotativas, antes relegada a categorias inferiores, conquistando seu espaço, com muita competência, que beleza!

  3. Bom! Isto aí é muito bom, mas parece que o Heli de instrução futuro não será o Esquilo, pois tem um zum zum zum nos corredores que a apertaparafusobras quer empurrar outro “produito” made in” faz de conta que fabrica.
    Ouvi dizer também que os Marinheiros não gostaram…..mas são apenas ti tit tis…..

    Grande abraço

    Grande abraço

  4. Alguma dúvida de que escolherão o B3+ ?

    Só não sei se a opção pelo mono é a melhor. Se já vão pagar uns tantos milhões de dólares por uma aeronave nova, não era melhor pegar logo um multi (?) tipo EC 135.

    Melhor na transição para o Blackhawk, além de termos uma aeronave mais capaz em nosso inventário.

    Quero ver é o preço que vão cobrar por esses esquilos…

  5. Esses requisitos são a descrição do Esquilo. Acho muito improvável que vão comprar outro modelo. Os custos de implantação de uma aeronave diferente dificilmente valeria a pena.

  6. Só não gosta do Esquilo quem não conhece. Máquina excelente, o melhor do mundo em sua classe, presença marcante até nos EUA. Tem capacidade para fazer TUDO o que se espera de um helicóptero (claro, guardando as devidas proporções…), emprega todo tipo de equipamento e armamento, permite treinar TUDO.
    O problema é o francês, que deixa o cliente completamente dependente, cobra caro por tudo e vive oferecendo coisa que você não precisa, pra ficar cada vez mais caro…
    É bem possível que esteja sendo oferecido pela própria Eurocopter/Helibras algum outro modelo, como já fez no passado recente com o EC-120, com fenestron e ar condicionado mas precisando pagar o custo de adaptação de todo o resto que já se tem no Esquilo, como guincho, gancho, NVG, metralhadora, lançador de foguete, etc.
    Creio que seja mais ou menos o que eles fizeram em relação ao Mirage 2000 e seu irmão metido à besta Rafale.
    Um Esquilo B3 equipado conforme o requisito atenderia plenamente.
    Um EC 135, bimotor e todo equipado conforme, seria o nirvana…

  7. Caro HRotor, concordo com quase tudo que dissestes acima, inclusive coma premeditação by “Mãe Dinah” de que a Apertaparafusobras está tentado articular o EC 120, a minha ressalva quanto as qualidades do Esquilo se referem ao Bi com motor Alison, tambpem conhecido na FAB como EC – gonorréia, pois vive pingando…..

    Grande abraço

  8. A idéia é boa, mas somente enquanto idéia.
    No mais outra oportunidade perdida, ante a reserva braca de mercado, de que a Eurocopter goza no Brasil.

    “…Mas trocar os Tucanos por Paulistinhas, isso ninguém queria…).”

    Os Tucanos da RAF e da AdA, estão sendo substituídos pelo Grob 120.

  9. Juarezmartinez, o Esquilo Bi é outra história… Serviria apenas para treinar IFR e como transição para bimotor, mas é mais racional usar simulador.
    Falando em simulador, eis aí outra necessidade operacional, que por enquanto só o EB resolveu muito bem, com os simuladores de ESQUILO desenvolvidos por eles próprios. O da MB é do Jet Ranger mas muito limitado. A FAB não tem.

  10. Caro HRotor! citeo o “Gono” apénas para fazer réplica ao seu comentário sobre as qualidade do esquilo, que sendo o mono eu assino embaixo, o problema do Heli é a já tradicional e conhecida logística “by tragédia Grega”fornecedia pelos” Gálicos”.
    A FAb ainda não botou este negócio para rodar, porque sabia que a unificação dos helis estava rolando nos corredores e sabe que a Apertaparafusosbras está articulando para entubar o EC 120, e também porque está rolando a unificação da formação básica de asas rotativas, que só não saiu ainda ou junto com esta medida porque os marinheiros ameaçaram um hara kiri na Baia de Guanabara, mas acho vai ter marinheiro se enforcando, porque pelo andar da carrugem os milicos e os fabianos já chegaram a um acordo.

    Grande abraço

    Grande abraço

  11. Mas e se o tio Samuel Wilson ficar bravo, c/ essa mania de a “Apertaparafusobrás” entubar nossas ffaa, e fizer uma forcinha pelo 406CS ou pelo 530F???
    Alguma chance???

  12. O primeiro que tu citaste é o sonho erótico de uma noite de verão dos marinheiros, mas acho que não rola, quem está descobrindo o caminho da roça($$$$$$$) é a Augusta, mas a Apaertaparafusobras ainda corre com dois cavalos de vantagem…..

    Grande abraço

  13. Para a necessidade operacional em tela, a rigor, um upgrade na frota existente, à luz dos requisitos, certamente atenderia. Só que isso não interessa às empresas (e lobbystas…), que vão empurrar um projeto novo, e que dificilmente não será da Legobras (olha o EC-120 aí…).
    Pouquíssimas chances para os demais…
    Olhando pelo “olho bom”, pelo menos não é um “trezentinho” ou um “robinho” (são ótimos helicópteros, mas se prestam só para o be-a-bá da aviação de rosca…).
    Infelizmente, se por um lado a Aviação de Asas Rotativas potencializa o poder aéreo do país, por outro tem a nuvem negra do oportunismo comercial. Resta trabalhar para que isso não ofusque o brilho do cumprimento da missão…
    Sds

  14. Boa notícia!

    Meu sonho seria ver além dos helis padronizados, também a instrução em somente uma força.
    Exemplo:
    Toda a instrução básica = FAB.
    Transporte leve(Blackhawk) = FAB
    Transporte Médio(EC725) = Marinha
    Ataque(Mi-35) = Exército

  15. Já com relação à unificação da instrução de helicóptero, tem-se que aprofundar um pouco mais.
    Primeiramente, vale lembrar que, apesar de usarem plataformas aéreas semelhantes, a missão e a maneira de empregar é completamente distinta para cada uma das forças.
    A força aérea usa o helicóptero como um avião que não precisa de pista, em pequenos grupos, ingressa fundo em território inimigo para resgatar tripulações abatidas, ou destruir alvos ligados ao poder aéreo inimigo, como radares de defesa aérea, com REVO, defende determinado espaço aéreo. Ou seja, cumpre missão de força aérea.
    A força terrestre usa o helicóptero em apoio às próprias tropas no terreno, normalmente em grande número, transportam grande número de combatentes, peças de artilharia, em voos mais curtos, fazem reconhecimento de itinerários, destroem os blindados, seus alvos são ligados ao poder terrestre do inimigo. Praticamente uma viatura que voa.
    A força naval usa em apoio às forças navais ou ribeirinhas, normalmente ligados às embarcações, seus alvos são também componentes do teatro de operações navais, como outras embarcações e submarinos, ou em apoio ao desembarque no caso dos fuzileiros.
    Tudo isso “grosso-modo”, para dizer que, se há algo em comum a se aproveitar, seria a instrução básica de voo, já que a operacional fica difícil.
    Uma coisa é operar em conjunto, outra coisa é ter a mesma instrução…
    Falando então da instrução básica, o primeiro aspecto a destacar é o aluno.
    O iniciante da FAB já é piloto formado em 4 anos de voo em asa fixa na AFA, fez acrobacia, voou IFR, formatura, navegação, em 2 tipos de avião. Já teve toda a teoria, aerodinâmica, tráfego aéreo, só faltando complementar com as especificidades do helicóptero. É Aviador “desde o berço”.
    Os iniciantes do EB e da MB tiveram formação acadêmica ligada à sua forma de combater, como artilheiros, infantes, Armada, fuzileiros, etc. Depois de formados, requerem ingresso nas suas aviações, começando “do zero”, toda a teoria do voo, tráfego aéreo, etc. Iniciam a fase prática direto no helicóptero e dispendem um tempo muito maior.
    Existiria, assim, uma diferença gritante no “timing” da instrução básica, se fosse unificá-la.
    Outro aspecto, é que cada uma das forças tem a sua instrução já muito bem montada, pessoal, instalações, pátios, pistas, áreas de instrução, etc. “Juntar” implicaria construir e ampliar instalações para atender o maior número de alunos, mais “espaço vital”. O batente maior acaba sendo físico, principalmente pátios, pistas e áreas de instrução. Expandindo, aumentam-se distâncias e tempos, ou seja, custos.
    Qual seria mesmo o ganho da unificação…?
    Não há ganho com a instrução “pulverizada” em estruturas “mais leves”?
    É certo que intercâmbios, compartilhamento de simulador e visitas de instrução seriam muito proveitosos.
    Deixo aqui apenas para reflexão dos amigos.
    Sds

  16. A ideía era/é a seguinte:

    Um centro único de formação básica para formar pilotos das três forças que poderia ficar na BANT ou em Taubaté, e aproveitar para “vender” os serviços para as policias militares e civis dos estados, formando seus futuros pilotos de asas rotativas.

    Grande abraço

  17. HRotor, você está olhando os custos a curto prazo. Pode-se gastar um poucos mais agora, mas é um investimento que se faz pensando décadas a frente.

    Quanto a instrução, ela não será 100% unificada, não há motivos para isso. O curso não é algo sólido e indivisível. Tem os módulos e os alunos de cada força vão cumprir as etapas que lhe são pertinentes. Depois de aprender o básico é óbvio que cada um vai estudar para cumprir as missões específicas de sua força. A estrutura física, como prédios, aeronaves e pessoal de apoio poderão ser os mesmos, já os instrutores serão diferentes, não há porque pensar de outro modo.

  18. HRotor disse:
    11 de setembro de 2012 às 22:44

    Excelente comentário. Ia dizer precisamente isso: a doutrina de emprego de aeronaves no EB é completamente diferente da da FAB. E o treinamento na FAB é muito mais aprofundado.

    Acho muito difícil conciliar isso numa única escola.

    Sds.

  19. Só não entendí o pq de:

    a) NGV,

    b) armamento,

    afinal trata-se de um helicóptero p/ treinamento básico, aonde vc separa o joio do trigo, p/ depois ensinar aqueles eleitos, uma maneira segura de se pilotar helicóptero.
    Os regimes de treinamento “primário” e “avançado”, aonde essas particularidades teriam melhor rendimento, não serão integrados???
    Ou essas aeronaves terão em caso de conflito, emprego operacional específico, o que explicaria a necessidade destas capacidades.

  20. Porque NVV está se tornando padrão em todas aeronaves das três forças e ensinar um pilot a doutrina já denro do esquadrão com uma aeronave muitas vezes cara de voar e oprar tona-se dispendioso, ouseja, o pilolto sai do cruso voando NVG vai fazer apenas a conversão operacional para o vetor da unidade em que for designado.

    O cado doarmamento idem, se for possível passar para ele esta doutrina(nocaso das PMs e da PC a mesma coisa) vai poupar e muita as células dos helis do esquadrões de combate.

    Grande abraço

  21. Espaço físico, manutenção, estoques de reposição, aeronaves, segurança do local, alojamentos, tudo em comum e rateado por 3 clientes. Currículo, cada força faz o seu da forma como acha melhor. Simples assim.

  22. Ate 1998, a formacao do piloto de helicoptero da FAB demorava 4 meses e ele tinha uma parte basica e algumas missoes operacionais. Eram realizados 4 cursos por ano, sendo os demais para outros orgaos publicos, como EB, PF, PM de diversos estados, IBAMA, Receita federal, ate forcas de outros paises.
    Diante da reducao do esforco aereo nas unidades operacionais da FAB, foi decidido incrementar a formacao operacional na unidade escola, o que resultou em um curso de 1 ano, com a inclusao de fases como formatura basica e tatica, com 2 e 4 helicopteros, tiro com metralhadora, lancamento de foguete, tiro aereo, combate aereo, navegacao NOE, metodo de icamento ingles, incremento no voo noturno e IFR, culminando com a realizacao de manobra, onde o aluno aplicava tudo em um cenario de conflito. No final do curso, apresentava monografia sobre assuntos operacionais de interesse da propria Aviacao.
    O resultado foi comemorado e coincidiu com a chegada de novos vetores, como Black Hawk, AH2 Sabre e EC 725, alem da consolidacao de novas doutrinas de Combat-SAR, Mission Commander, uso de NVG e outras.
    A Aviacao de Asas Rotativas deu um salto de qualidade, mesmo com as dificuldades para treinamento nas UAe operacionais.
    O 1/11 GAV deixou de ser uma simples escola de pilotagem, passou a ser um centro de excelencia e disseminacao de doutrina de emprego do poder aereo com helicopteros.
    Nesse periodo, o assedio de governos estaduais e outros interesses foi grande, na tentativa do retrocesso ao sistema anterior, ao inves de fazerem uso das diversas escolas civis de pilotagem brasileiras, avidas por alunos. Algumas, de maneira muito competente, chegaram a montar cursos voltados a formacao de piloto policial.
    “Que nada! Os militares podem e devem participar na formacao de pilotos de helicoptero, todos eles! Afinal, ja policiam favelas, asfaltam estradas, ampliam aeroportos, distribuem a colheita de milho, fazem atendimento medico no norte do pais. Ainda vao ganhar mais verba e prestigio…”
    “-Cmt, por que o pessoal da PMZZ ainda nao solou?
    -Excelencia, estamos priorizando a formatura tatica nos proximos 3 dias, a meteorologia tem prejudicado bastante a instrucao e…
    -Que, formatura? As UAe operacionais que treinem isso, o governador ta aqui no meu pe, poe esses PM pra voar que nos assumimos o compromisso e o prazo ta acabando! Boa missao guerreiro!”
    Ja vimos esse filme.
    Que infeliz retrocesso…
    E a atividade fim, o preparo e emprego para a defesa do pais…

  23. H Rotor, eu compreendo a tua preocupação, mas pelo que se escuta por aí, os estados vão bancar as horas de vôo do alunos policiais.

    Grande abraço

  24. Caro juarezmartinez
    Esses serviços sempre são pagos. Isso nem sempre é bom, nem sempre reverte em benefício da instrução, da disponibilidade de aeronaves, compra de suprimento, às vezes até distorce a prioridade. Não altera a meteorologia e não aumenta o número de dias do ano.
    Tudo é possível ser feito.
    Mas não é a atividade-fim das FFAA.
    Abraço

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