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Caça AMX lança bomba ‘inteligente’

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Bombardeiro leve está sendo modernizado para ganhar novas capacidades

Roberto Godoy

O caça bombardeiro AMX, o A-1 da Força Aérea, realizou uma série de ensaios de lançamentos de precisão com bombas “inteligentes” de 230 quilos, guiadas por meio de um laser. Depois de um voo planado, as armas chegam ao alvo com o erro máximo de oito metros. A distâncias curtas, a precisão final pode chegar a cerca de 50 centímetros.

Os testes foram feitos durante os primeiros dez dias de maio no Rio Grande do Sul, no estande de tiro de Saicã, próximo à Base Aérea de Santa Maria, sob o controle do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. A bomba utilizada é de emprego geral, de queda livre – portanto, “burra”. A capacidade de busca dos objetivos é obtida com o uso do sistema Lizard, fornecido pelo grupo israelense Elbit Systems – é um kit formado por um nariz e um anel eletrônicos, dotados de uma espécie de GPS acoplado a um buscador do raio laser que fará a indicação do ponto de impacto. Convertida em “inteligente”, a arma passa a procurar um ponto específico.

A guiagem é executada por um conjunto de asas móveis, montadas na parte traseira, e acionadas pelos sinais do colar digital. Cada conjunto custa US$ 20.500, ou perto de R$ 40 mil. A empresa brasileira Avibrás Aeroespacial, de São José dos Campos, anunciou, em 2003, o domínio da mesma tecnologia. Mas o projeto não avançou. Conforme o presidente da Avibrás, Sami Hassuani, “o mercado internacional para essa classe de equipamentos é fechado, sob o controle de fornecedores da Inglaterra, EUA, França, Rússia e Israel”.

Tríade estratégica. Os resultados das provas interessam particularmente aos planejadores do Ministério da Defesa, empenhados desde 2007 na criação da Estratégia Nacional de Defesa, sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009. Segundo um dos cenários desenvolvidos, o Brasil deverá dispor, a médio prazo, de uma força dissuasória baseada em uma tríade formada por uma frota de submarinos de ataque, de propulsão convencional e nuclear, associada a uma aviação de longo alcance e, em terra, um exército poderoso, ágil e com capacidade expedicionária.

O programa naval está em curso. É o Pro Sub, que produzirá, até 2017, um primeiro lote de quatro submarinos diesel-elétricos de 2 mil toneladas e, até 2023 ou 2025, um modelo atômico. T0dos serão armados com torpedos e mísseis. O custo da empreitada bate nos R$ 21 bilhões e envolve, além dos navios, nova base de operações e um estaleiro industrial, ambos em construção acelerada em Itaguaí, litoral do Rio.

Os projetos são efetuados pela brasileira Odebrecht Defesa e Tecnologia, em consórcio com a francesa DCNS. Silenciosos e invisíveis, os submarinos exercem papel intimidativo. Em ação, poderão disparar seus mísseis de cruzeiro contra pontos vitais de um provável inimigo a 300 quilômetros do ponto de lançamento. “É o equivalente a um ataque à Refinaria de Paulínia, interior de São Paulo, a partir de uma posição no mar, a 120 quilômetros de Santos”, explica um engenheiro naval da Marinha.

A 300 quilômetros de São Paulo, na fábrica de Gavião Peixoto, a Embraer Defesa e Segurança recebe em etapas 43 jatos AMX para en1tregá-los na versão A-1M, modernizados e, assim, prontos para as missões de bombardeio de precisão. É provável que a Aeronáutica estenda a encomenda de forma a cobrir todas as 53 unidades da FAB. O contrato em andamento vale US$ 1 bilhão. O primeiro voo do primeiro protótipo foi no dia 19 de junho.

Há dez caças na linha de produção. O procedimento inclui a recuperação da fuselagem e chega até o novo radar Scipio, da Mectron, capaz de atuar em combate ar-ar, ar-terra e ar-mar contra alvos múltiplos. No caminho, ao menos 35 sistemas eletrônicos e um novo desenho para o painel, que passa a ser digital, de alta resolução. Com reabastecimentos no ar, escoltados pelos igualmente revitalizados caças supersônicos F-5M*, os A-1M levarão o fogo a qualquer ponto da América Latina, Caribe, Atlântico Sul e parte da África.

O Exército está sendo modificado. Vai ganhar especialização da tropa, qualificação tecnológica avançada, blindados Guarani 6×6 – os primeiros 86, de um lote de 2044, já foram encomendados ao fabricante, a Iveco, por R$ 240 milhões – e um amplo pacote, que prevê veículos, novos canhões, antiaéreos e de campanha e, por R$ 1,2 bilhão, o sistema Astros 2020, da Avibrás, dotado dos mísseis táticos AV-TM, para uso na faixa de 300 quilômetros.

A ação de consequências rápidas é a reorganização física da Força Terrestre. As unidades de pronta mobilização estão sendo levadas para o interior do País, próximo das bases e facilidades de transporte da Aeronáutica. A Brigada de Paraquedistas vai para Anápolis (GO), onde está uma das maiores facilidades da FAB. A Brigada de Forças Especiais já está em Goiânia. Em Campo Grande (MS), a Defesa está montando um complexo militar que abrange as três Forças – de olho na sensível fronteira oeste.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, sustenta que ” ser pacífico não é ser indefeso”. Para ele, “o Brasil deve construir capacidade dissuasória que torne extremamente custosa a perspectiva de uma agressão externa ao nosso País”. Amorim sustenta que a modernização das Forças Armadas “é necessária para prover os meios de prevalecer a posição nacional em eventuais conflitos”.

Para o professor das Faculdades Rio Branco, Gunther Rudzit, o risco de abrasão diplomático-regional causada pela política de Defesa do Brasil “pode ser evitado, desde que haja uma boa coordenação com o Itamaraty”.

FONTE / FOTOS: Estadão / Agência Estado

*NOTA DO EDITOR: É necessário esclarecer que os caças F-5M têm raio de ação inferior aos jatos de ataque A-1 / AMX. Mesmo levando em conta o reabastecimento em voo, cada “perna” que um F-5M configurado para combate ar-ar (ou seja, para prover escolta ao A-1) pode fazer entre cada reabastecimento é mais curta do que uma equivalente à de um A-1 configurado para missão de ataque com bombas inteligentes. Evidentemente, essas configurações podem variar, mas é fato que o raio de ação do F-5M, em geral, não basta para escoltar o A-1 em missões mais longas sobre territórios de outros países da América Latina (com aeronaves reabastecedoras mais à retaguarda, voando sobre território brasileiro), quanto mais em missões que visem alvos do outro lado do Oceano Atlântico, na África.

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33 COMMENTS

  1. É isso o que Eu não entendo no godoy. Ele tem a faca e o queijo na mão para dizer à verdade e não faz! Ele é extremamente político. Ele vende a imagem de forças armadas de um verdadeiro brasil potência, enquanto que a verdade é de um brazil putênfia! Quem lê isso acha que a coisa está bombando! Que está tudo certo! Que Forevis-5 é caça de verdade!!!! Pô! Naquela excelente entrevista da globo news, ele disse: “O Forevis-5 ficou muito bom e foi uma grata surpresa para os militares”…pô godoy! Pra quem não tinha nada…

  2. Pode crer colegas acima tudo que e feito aqui o povo ou certas pessoas mesmo adora depreciar e negativar. 1…..2……3……….e começa.

  3. Senhores,

    Segue alguns questionamentos:

    O kit é assim tão caro?

    “US$ 20.500, ou perto de R$ 40 mil.”

    Desconheço a existência desse míssel algum dos senhores conhece ?

    “Em ação, poderão disparar seus mísseis de cruzeiro contra pontos vitais de um provável inimigo a 300 quilômetros do ponto de lançamento”

    O texto nos faz pensar que os nossos políticos têm real preocupação pela nossa soberania, infelizmente não compartilho desse pensamento, no meu entender político brasileiro só se preocupa com a soberania do seu bolso.

    Abraço a todos.

  4. Deixa ver se as infiormações do colunista sobre o A-1 refletem a realidade. Ele afirma que poderá ser usado para missões de ataque a alguns pontos da África.

    O A-1 tem 3.300 km de alcance, segundo algumas fontes. Seu voo é subsônico.

    A distância do Rio de Janeiro até a costa africana é algo entre 5000 a 6000 km, dependendo do ponto a atingir. Para ir, completar a missão e voltar, vai ser preciso uns quatro reabastecimentos pelo menos.

    Então teríamos pelo menos seis horas de voo só de ida, digamos uma hora de ação no TO e mais umas seis horas de volta. 13 horas de missão por baixo. E isto em um delírio de imaginação em que o voo será sempre perto da velocidade máxima do aparelho.

    13 horas de um voo tenso, sem descanso, sem banheiro ou comida.

    Não sabia que o Robocop tinha se alistado na FAB.

  5. Observador,

    Segundo o link da “Operação Princesa dos Pampas” acima, referindo-se a um dos treinamentos antes da dita operação, já foi testada uma missão de mais de 10 horas de duração com o A-1.

    “Em agosto veio o grande teste. Duas aeronaves deveriam partir de Santa Maria e simular um ataque a um alvo em Santarém, no estado do Pará. Posteriormente, deveriam seguir até a fronteira com a Guiana Francesa e pousar em Natal. Toda a missão seria realizada com reabastecimento aéreo. Depois de 10 horas, 05 minutos e 11 segundos, a missão foi completada. O Centauro batia o recorde de nacional de permanência em vôo.”

    Pelo que já li a respeito, houve uma preparação especial, alimentação durante o voo, a questão dos dejetos foi atendida etc.

    Uma provável missão sobre a África seria difícil, complicada (muito tempo de voo sobre o mar, com um jato voando pesado) e cansativa. Alguns reabastecimentos em voo obviamente poderiam (e teriam que) ser realizados bem distante da costa brasileira, sobre o mar. O AMX não é um quadrimotor Vulcan com toneladas e toneladas de bombas e combustível, que fazia REVO para voar de Ascenção até as Malvinas. Mas tem um alcance respeitável, para seu tamanho e capacidade de carga, porque tem uma fuselagem profunda e asas relativamente grossas, carregando mais combustível internamente que um Mirage III, por exemplo (e pouco menos do que um Mirage 2000). Sem falar dos tanques externos, que seriam combinados com a carga de bombas.

    Mas o maior problema de todos, a meu ver, é se falar numa missão que seja tão longe (ou, aqui na América do Sul, penetrando profundamente em território de outro país) com escolta de F-5M, o que seria extremamente difícil de prover em diversas situações, mesmo com REVO. Além de precisar de mais reabastecimentos para o mesmo trajeto, depois do último possível antes da chegada à área do alvo, o F-5M normalmente terá um raio de ação menor que o A-1. E, ainda por cima, o F-5M não conta com piloto automático como o A-1, tornando missões extra-longas bem mais cansativas.

    De qualquer forma, o A-1 (e principalmente o A-1M, que a essa boa relação carga / alcance para um pequeno subsônico soma a aviônica moderna), é o jato que atualmente oferece à FAB uma capacidade estratégica – embora haja limites quando se compara a jatos de pernas ainda mais longas.

    Saudações!

  6. edurval,

    O míssil citado é o “eterno” AV-MT 300, “El Matador” , (AV=Avibrás MT = Míssil Tático 300= Raio de Ação 300 Km) da Avibrás….aquele que até hoje só existe em uma arte da própria fabricante…e que eu já leio sobre ele a mais de 10 anos…..putz.

    Outra coisa …. mas não ficou claro…. afinal estão testando as SMKB (Acauã) da Mectron/Britanite ou não…. o que tem a ver a Avibrás com isto….. ??

    E por fim…… não adianta….o leigo que ler a matéria acha que o Brasil vai ser a última bolacha do pacote…..

    Sds.

  7. Nossa, não tem piloto automático. Até parece um certo Learjet 1968…

    Depois pensei que nossos inimigos fossem aqueles do Norte, os imperialistas e que seria por conta deles que estaríamos nos preparando para a guerra, em defesa de nossas riquezas.

  8. Eu não entendí …

    “A empresa brasileira Avibrás Aeroespacial, de São José dos Campos, anunciou, em 2003, o domínio da mesma tecnologia. Mas o projeto não avançou. Conforme o presidente da Avibrás, Sami Hassuani, “o mercado internacional para essa classe de equipamentos é fechado, sob o controle de fornecedores da Inglaterra, EUA, França, Rússia e Israel”

    … temos esta tecnologia, mas, recusamos em detrimento de tecnologia Israelense. Não tenho nada contra a tecnologia externa, mas, o que não entendo é comprar o que temos e desenvolvido por nós mesmos!
    Se isto é queimar etapas, então queimaram errado.
    Então, estas tecnologias que estamos comprando, para queimar etapas, em um futuro muito próximo serão substituídas por outras igualmente compradas, por não confiarmos em nossas próprias atualizações.
    O que o estudo da Física em um país é diferente da Física daqui?

  9. Nunão
    Não foi possível instalar um piloto automático no F-5M?

    Quanto ao AV/TM-300, esse está em desenvolvimento e já teve seu motor testado.

    • Não sei se foi uma impossibilidade técnica ou se foi uma questão de custos, mas não tinha originariamente e continua não tendo.

      Isso não muda o fato de que, com a nova aviônica / radar / sistemas / armamentos, o F-5M é um caça muito superior ao F-5 não modernizado.

      Mas um piloto automático não fez parte do pacote de modernização, segundo informado pelo próprio esquadrão. Assim, o piloto tem sempre que estar “pilotando” o caça numa missão, ainda que o HOTAS e as telas multifuncionais tornem isso bem menos trabalhoso e bem mais eficiente do que antes.

      Ainda assim, a falta de um piloto automático seria apenas mais um “detalhe” numa missão tão longa e tão fora das características operacionais de um caça tático como o F-5. Cada um no seu quadrado, como dizem.

  10. Certo, sob alguns aspectos talvez “nós” realmente possuamos a tecnologia necessária para projetar e construir equipamentos de alto conhecimento tecnológico; o que talvez não justifique é o preço cobrado por elas. O colega cita a “queima de etapas”, mas acredito que talvez seja esse motivo (preço) aliado à confiabilidade técnica as verdadeiras razões de tais mecanismos de origem nacional serem desprezados em detrimento de estrangeiros.

    E parafraseando um grande comentador (e conhecedor), essa é apenas a opinião de um entusiasta.

  11. Meu Deus, o Godói bebeu???

    Capacidade expedicionária com A-1 e F-5??? De onde ele tirou essa? E de onde ele tirou os tais mísseis de cruzeiro com 300km de alcance???

    Pensando bem, coitado do Godói. Há tantos anos falando sobre o mesmo tema sem novidade nenhuma, claro que qualquer coisa que venha ele tem que anunciar como se fosse uma conquista do “Brazvil-Putênfia”.

    Nessa profissão dele, no Brasil, se o cara não for um otimista ele se mata…

  12. Mas pra que o Forevis-5, um jacto de perna curtíssima, precisaria de um Piloto Automatico? Só se for o Otto do excelente filme Apertem os Cintos o Piloto Sumiu! E se ele começar a esvaziar… 😉

  13. sem querer ser chato,admiro muito a embraer e ela me da orgulho de ser brasileiro,mas…
    nao foi meio caro essa modernizaçao nao??
    1 bilhao de reais por 53 aeronaves??
    nao seria mais facil ter comprado uns avioes usados melhores nao??
    to louco….
    com 1bilhao dava pra comprar uns 6 super hornets novos equipados!!
    so nao sei se valeria apena….

  14. O melhor dessa matéria do Estadão foi:

    “Com reabastecimentos no ar, escoltados pelos igualmente revitalizados caças supersônicos F-5M*, os A-1M levarão o fogo a qualquer ponto da América Latina, Caribe, Atlântico Sul e parte da África.”

    kkkkkkk

    Pensando na frase, e no Chile dos F-16, na Venezuela dos Su-33 e Su-35, nas Falklands dos Typhoons e na África do Sul dos Gripens, cheguei a conclusão que esqueceram de revisar o texto antes de fecharem a pauta. O correto é:

    Mesmo com reabastecimentos no ar e escoltados pelos igualmente revitalizados caças supersônicos F-5M*, os A-1M levarão fogo em qualquer ponto da América Latina, Caribe, Atlântico Sul e parte da África.”

    sds

  15. Caro Nunão:

    Não quis fazer pouco do A-1M. Acho que com a modernização, finalmente este aparelho vai alcançar todo o seu potencial, indo além do que era previsto no projeto original (que todos sabemos como não foi cumprido).

    Porém, achar que o A-1M virou um SU-34, um F-111, tornando-se capaz de atacar outro continente, mesmo com REVO, é forçar a realidade. É fruto de ufanismo e desconhecimento.

    E uma missão de 10 horas como colocado, dentro de território nacional, já mostrou o limite máximo dos pilotos para este tipo de aparelho e missão.

    Voar até a África, atacar e voltar em apenas 13 horas, como falei, é muito otimismo. Provavelmente, a missão seria ainda mais longa. E, o piloto não é uma máquina.

  16. Observador,

    Vamos falar em devaneios né……….

    Só uma questão para esclarecer………….. Se um dia o A-1 precisar atravessar o atlântico para atacar um alvo África, ele teria que partir do Rio Grande do Norte, pois a “pernada” seria mais curta……….

    Mas vamos parar por aqui por seremos chamados de doidos.

    Ou então usarmos Fernando de Noronha como base de partida né……. mais doidos ainda…………..

    Quando a FAB fez este “teste de fogo” com o F-5 anos atras, uma das grandes preoculpações era com um óleo mineral usado nas turbinas. Não sabiam como ele se comportaria sendo usado em “pernas tão longas”………….. E outra coisa, os F-5 não pousaram na fronteira com a Guiana Francesa não……….. depois de atacarem o alvo fictício no Norte do Brasil, deram meia volta e pousaram em Santa Maria.

    abraços.

  17. “Voar até a África, atacar e voltar em apenas 13 horas, como falei, é muito otimismo. Provavelmente, a missão seria ainda mais longa.”

    Concordo. Dependendo do alvo, realmente pode ser bem longa, e com muitas e muitas horas sobre o mar, REVO etc.

    É algo que é bom treinar o limite para dar o aviso do que pode ser feito, se for necessário. Mas é muita coisa para um pequeno jato, que tem seus méritos mas, como você escreveu, não é um bombardeiro de médio ou grande porte.

    É só ver os relatos sobre a duração primeiras missões sobre a Líbia, feitas por jatos Rafale e Tornado. Bem longas, cansativas e complicadas, com alvos entre 2.232 km desde a França ou 3.000 milhas (mais de 4.500 km) desde o Reino Unido, conforme os relatos, em voos de mais de sete horas de duração.

    http://www.aereo.jor.br/2012/03/19/ha-um-ano-comecavam-as-missoes-do-rafale-sobre-a-libia/

    http://www.aereo.jor.br/2011/03/20/tornados-fazem-ataque-de-maior-alcance-da-raf-desde-as-malvinas/

  18. Vassili,

    A missão em questão, partindo de Santa Maria, foi com os A-1.

    Não confundir com outra, de meados dos anos 80, voltada a saber se caças F-5 aguentariam um traslado que incluiria pernas com mais de seis horas de voo sem pousar, para uma compra que se tentava realizar de caças usados de um país asiático.

    A questão, aí sim, era saber se o óleo do motor do F-5 aguentava mais de seis horas (limite do fabricante) de uso contínuo. Foi realizado um voo com quatro aeronaves com mais de nove horas de duração, partindo de Santa Cruz (com cinco Revos no total com KC-130).

  19. Outro devaneio dessa matéria é dizer que o EB foi contemplado com novos obuseiros, tanto de campanha como antiaéreos…………

    No dia que isso acontecer eu solto rojão………….

    O que se sabe de concreto é que a empresa Jaraguá (que nunca ouvi falar) se aliou à OtoMelara para quem sabe um dia produzir peças de artilharia aqui no Brasil. Fora isso, nada mais tem se falado sobre a Arma da Artilharia nos últimos anos na terra da bananolandia………

    Pra não ser totalmente mentiroso, temos o projeto de modernização do ASTROS, denominado 2020, e só.

  20. Missão de 14 hrs, El Dorado Canyon:

    “During the evening of 14 April, 28 Eighth Air Force KC-135s and KC-10s left the Royal Air Force (RAF) bases at Fairford and Mildenhall, England, to meet up with 24 F-111s from RAF Lakenheath. For this mission to Libya, the Eighth Air Force’s tankers refueled the strike force four times under conditions of radio silence. On their return, the F-111s needed two more refuelings to get back to England. The mission took 14 hours to cover 5,500 miles nautical miles because France and Spain would not allow the formation to fly over their territory. Eighth Air Force’s refueling support made the longest mission ever accomplished by tactical aircraft a success. ”

    *ttp://www.globalsecurity.org/military/ops/el_dorado_canyon.htm

  21. Caro Black Hawk:

    Se dividirmos um bilhão de reais por 53 A-1, teremos uma quantia um pouco menor que 19 milhões de reais.

    Não sei se existe no mercado um aparelho capaz de cumprir todas as missões de que o A-1M será capaz, com este preço, resultando ainda na compra de 53 aeronaves.

    Talvez o F-16 (que usado, custa em torno de US$ 10 milhões), só que teria que se gastar com revisão e reforma das aeronaves, treinamento, mudanças em ferramental, logística…

    Garanto que ia ficar muito mais caro que os 19 milhões por aparelho..

    Acho que é um pouco como reformar um carro usado. É melhor reformar o SEU do que um outro. O risco de grandes surpresas é bem menor.

  22. É melhor reformar o seu carro e na oficina do conhecido do seu bairro.

    Além de não haver aeronave de custo/benefício equivalente no mercado este 1 bilhão por 43 aeronaves foi para Embraer !
    Ou a maior parte ao menos…
    E faz parte de um plano maior de prepará-la para sua grande missão militar (junto com o projeto KC-390) que é ser o receptor da TOT do FX-2…

    Mas tem sempre um fanboy preferindo que vá para KAI, Boeing, Lockheed ou direto para o Tio Sam via FMS para shopping a céu aberto no deserto…
    Argh Ô MANIA….

  23. Quando é que vamos ler uma matéria séria de defesa em veículos de grande circulação?

    A-1M e F-5M considerados como forças capazes a MÉDIO PRAZO, só podem estar de brincadeira.

    Quantos pilotos de A-1M teríamos que mandar para a morte para conseguir atingir um alvo?

    Num país que almeja ter vaga em Conselho de Segurança da ONU F-5 não é primeira linha, se quer baixo custo compra Gripen, se quer aviação de longo alcance compra Su-35S e não A-1M como vetor estratégico, aliás os A-1 deveriam ser modernizados para a conversão cobrindo uma lacuna que prejudica a formação dos nossos pilotos.

    Aí o cidadão lê uma matéria desta e acha que esta tudo bem, não sabendo que, como disse o colega AlexJ, no caminho para o Caribe tem Su-30, na América Latina longo alcance seria pra enfrentar F-16, no Atlantico Sul tem Eurofighter e na Africa já tem Gripen, quantos pilotos de A-1 e F-5 teriam que ser perdidos para conseguir algum destes alvos?

  24. Aliás quem tem projeto de bomba inteligente é a Britanite-Mectron com a SMKB só que no momento ela é por navegação inercial e satélite tri-system GPS/GLONASS/GALILEO a Avibrás mão tem produto similar…

  25. É comum, na aviação, encontrarmos aviadores que transitam das aeronaves convencionais, comumente conhecidas como “aviões à hélice”, com motores à explosão, asas retas, etc; para aeronaves a jato.
    Nessa migração alguns não deixam de levar certos “vícios” e manias, principalmente no que concerne ao grupo motopropulsor.
    O sistema de óleo, em motores jato, é bem diverso dos de explosão. Mais simples, com muito menos peças, lubrificante infinitamente mais viscoso e tremendamente menos exigido. A checagem da vareta de óleo no pré-voo, que é importantíssima e mandatória em aeronaves convencionais é somente por longos intervalos verificada nos jatos e mesmo assim com até certo desanimo por parte de alguns, porque é tarefa trabalhosa e por vezes custa tempo.
    Infelizmente, nos anos noventa, certa publicação nacional, escrita sob a pena de certo aviador da FAB, da reserva, publicou artigo sobre o F-5, e lá dizia algo sobre uma possível compra dessas aeronaves de um país do oriente longínquo, e versava sobre um absurdo voo de traslado de tal país até aqui, no Brasil.
    A certa altura do texto, o aviador diz que tal voo não seria possível devido à limitação do sistema de óleo dos motores, alegando que o lubrificante iria se consumir em pouco mais de seis horas, ou coisa assim.
    Não existe limitação, por conta de tempo relativo ao óleo no motor General Eletric J85 ou em sua versão civil o CJ 610. Muito pelo contrário, seu “maximum continuos” é ilimitado.
    Mesmo que tal aventura fosse feita, o que eu não duvidaria, seria uma meia volta ao mundo em oitenta dias, não por conta de óleo de motor, mas por conta do óleo de bronzear, com prazerosas paradas nas belas praias do Oceano Índico, afinal, como bem notado, o F-5 não tem piloto automático, ninguém é de ferro e a diária é em dólar.

    • Infelizmente, nos anos noventa, certa publicação nacional, escrita sob a pena de certo aviador da FAB, da reserva, publicou artigo sobre o F-5, e lá dizia algo sobre uma possível compra dessas aeronaves de um país do oriente longínquo, e versava sobre um absurdo voo de traslado de tal país até aqui, no Brasil.

      De fato, creio que foi a partir da lembrança dessa fonte que o Vassili confundiu A-1 com F-5. De minha parte, foi pela mesma fonte (se é que você está falando da RFA 23, embora não seja dos anos 90, mas de 2001) que busquei esclarecer o que ele havia escrito. Mas pode ser também que o artigo que vc fala seja fonte para essa outra matéria.

      Saudações!

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