domingo, janeiro 16, 2022

Gripen para o Brasil

Falando em Safran, empresa do grupo pode armar concorrente do Rafale

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Sagem poderá integrar bomba guiada AASM ao F-16, buscando ampliar encomendas para clientes que não operam caças franceses

 

Na quarta-feira passada, 27 de junho o jornal francês Les Echos publicou matéria noticiando que uma subsidiária do grupo Safran está estudando a viabilidade de armar caças produzidos  nos Estados Unidos com seu míssil AASM, justamente a arma que representa uma grande vantagem competitiva do caça Rafale, da francesa Dassault. Segundo o Les Echos, citando “fontes concordantes”, a França poderia autorizar a integração do míssil aos F-16 da norte-americana Lockheed Martin.

“O desafio para a Sagem:  conseguir uma parcela do mercado de modernizações do F-16, que teve 4.500 unidades produzidas, e assim recuperar perdas registradas no programa AASM”, foi o destaque do Les Echos.

Trata-se de uma arma modular ar-solo que, desde o início de sua opeação em 2008, foi usada no Afeganistão e na Líbia. Produzida pela Sagem e comercializada em conjunto com a MBDA, pode ser empregada dia e noite com uma precisão de 1 metro, em alvos parados ou em movimento. Atualmente, apenas a França e o Marrocos (este último nos caças Mirage F1), possuem a arma,  mas vários países poderiam ser compradores da AASM, como a Arábia Saudita (Tornado e Eurofighter) Malásia (Sukhoi), além de Dinamarca e Jordânia (F-16).

Levando em conta as dificuldades de exportar o Rafale, o que acaba privando a empresa de vender maior quantidade desse míssil de ponta, foi feita uma demanda junto à DGA (Delegação Geral de Armamento) francesa, o que levou a estudos conjuntos entre DGA e Sagem para estimar o custo de integração da arma no F-16. Até o final do terceiro trimestre do ano, deve ser tomada uma decisão para um estudo mais aprofundado.  “Durante vários meses, levando a estudos DGA com a Sagem para estimar o custo de integrar o míssil sobre o F-16”, continua Echos Les que indicam uma decisão para um estudo mais aprofundado deve ser tomada pelo final do verão.

FONTE: Challenges.fr, com informações do Les Echos (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

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