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Helibras monta, no Brasil, primeira caixa de transmissão do EC725

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Processo incorpora mais uma atividade desenvolvida pela fábrica brasileira para grandes aeronaves

 

O programa de capacitação tecnológica da Helibras para a produção de helicópteros de grande porte continua avançando. As equipes de engenheiros e técnicos da Eurocopter e da Helibrás realizaram a montagem e os testes da primeira caixa de transmissão dos helicópteros EC725 (militar) e EC225 (civil/offshore) em Itajubá (MG).

Este trabalho, desenvolvido sob a supervisão da Eurocopter, é também mais um passo importante para a certificação e a homologação da Oficina de Conjuntos Dinâmicos da Helibrás, que será responsável pela montagem, revisão e ensaios de caixas de transmissão desses dois tipos de aeronaves. Estas atividades serão fundamentais para o domínio tecnológico necessário à construção dos helicópteros no Brasil.

Além disso, foi utilizado, pela primeira vez, o banco de testes implantado em um novo e exclusivo prédio para estes treinamentos, qualificado também em função do programa de expansão.

Para o diretor de Gestão Global de Suprimentos da Helibras, Jean-François Mandati, “este foi mais um passo para a completa capacitação tecnológica da Helibras, que a cada dia adquire o know-how necessário para a produção de helicópteros de grande porte e que comprova a plena integração das equipes técnicas francesas e brasileiras responsáveis pelo projeto”.

Além de ser uma importante conquista para a produção dos novos helicópteros EC725 e EC225, a capacitação da Helibras para intervenções nas caixas de transmissão das aeronaves da família Super Puma, abre novas possibilidades de negócios na área de manutenção, as quais, até agora, precisavam ser realizadas na França.

“Além dos ganhos diretos na fabricação das aeronaves, há também outras importantes conquistas que beneficiam nossos clientes, pois, realizando aqui as grandes intervenções, os helicópteros permanecem menos tempo indisponíveis, retornando rapidamente para a operação”, completa Mandati.

FONTE: Convergência Comunicação Estratégica

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Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Montaram somente mais um kit e estão comemorando…
Qndo é que tdos aqueles empregos exportados pelo Brasil, por conta da fabricação na França, dos kits montados por essa laranja, serão devolvidos???
Se é que serão algum dia.

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Enquanto isso, no mercado:

“…after an AS332 Super Puma helicopter suffered brake failure when landing on the helideck of a North Sea offshore oil rig, and “started to roll toward the edge of deck”, the…”

“…can affect Eurocopter SA330, AS332 and EC225 helicopters, requiring an immediate rotorcraft flight manual revision to cover any other cause of leakage from the emergency/auxiliary hydraulic circuit that could result in an empty accumulator.”

(http://www.flightglobal.com/news/articles/eurocopter-types-hit-by-emergency-airworthiness-directive-370473/)

Franco Ferreira
Franco Ferreira
7 anos atrás

“Helibras monta, no Brasil, primeira caixa de transmissão do EC725 11 de junho de 2012, em Asas Rotativas, por Guilherme Poggio . Além disso, foi utilizado, pela primeira vez, o banco de testes implantado em um novo e exclusivo prédio para estes treinamentos, qualificado também em função do programa de expansão.” Primeira pergunta: Banco de testes é para testes, não é para treinamento. Este, DO PRÉDIO NOVO, é para testes de caixas ou parainstrução de montagem? Segunda pergunta: Qual é o mistério para montar uma caixa de transmissão principal? Terceira pergunta: Isto é algo diferente da ToT PROMETIDA para a… Read more »

Leonardo
Leonardo
7 anos atrás

Estou impressionado……

Pegue uma equipe empolgada de estagiários em mecânica GMP, um bom instrutor, com os devidos esquemas em mãos que vai sair do mesmo jeito.

Grande transferência de tecnologia realmente um negócio da China, ou melhor, da França!!!!!

Justin Case
Justin Case
7 anos atrás

Amigos, boa tarde. Como está escrito no primeiro parágrafo, “o programa de capacitação tecnológica da Helibras para a produção de helicópteros de grande porte continua avançando”. Não é de se esperar que, do zero, se alcance a fabricação de todo o helicóptero. Isso não é praticável no curto prazo e inviável economicamente. Mas as iniciativas foram tomadas e o projeto anda. Deveríamos talvez ter feito algo semelhante com os Black Hawk e com os Mi-35, em vez de uma simples compra de prateleira. Eu acho que poderíamos sim exigir mais, em vez de simplesmente criticar as boas iniciativas que estão… Read more »

JapaMan
JapaMan
7 anos atrás

Kit lego

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Pois é, caro Justin Case. 1) O programa avança, mas leeeennnnntamente. A previsão é que lá 50ª aeronave nós montemos tudo. Será? 2) Pergunta-se: por quê o governo não fez o mesmo com os BH? Você não sabe, eu também não. 3) Também não entendo porque compramos SP e BH. 4) No caso do MI, ninguém das FFAA queriam a dita aeronave. A decisão coube ao Ser Glorioso das Galácticas Siderais. Soube-se mais tarde, também, que graças a alguns “interemdiários” o preços dos MI ficaram 30% mais caros. 5) Boa parte das manutenções dos Mirages se deram por aqui por… Read more »

DrCockroach
DrCockroach
7 anos atrás

– Qual foi o objetivo da ToT envolvida na aquisicao destes helis? Lembrando que alem do preco mais alto, como mencionado acima, tb pagamos juros mais altos sob o pretexto da ToT. – Quanto vale esta ToT? – Qual foi o metodo utilizado p/ avaliacao da ToT? market, cost, income value…?? – Qual seria a renda futura gerada com esta ToT? Havera geracao de multipliacdores de vendas? – A ToT e inovadora ou obsoleta? Eh uma ToT que terah efeito duradouros, mesmo depois da entrega do ultimo heli p/ o proprio Brasil, ou eh uma ToT que se esgota com… Read more »

juarezmartinez
juarezmartinez
7 anos atrás

Estão literalmente fazendo piada com a nossa inteligência. Montagem da transmissão, com 0,000001% do valor do contrato se qualificava o PAMA CM para fazer a montagem da transmissão, que diga-se de passagem tem muito valor tecnológico agregado(nos ítens de peças que a compõe), e é onde, junto com sistemas hidráulicos, que acontecem a maioria das panes nas asas rotativas. Agoira o marketing da Apertaparafusobras beira a perfeição, só quem conhece sabe o tammho da trolha que nos enfiaram e que n´so contribuintes vamos pagar. Justin: Sa atítulo de elucidar os colegas: a manuten ção de motores era feita aqui nivel… Read more »

Augusto
Augusto
7 anos atrás

Esse papo de 60 milhões por unidade tornou-se verdadeira lenda urbana.

Justin Case
Justin Case
7 anos atrás

Juarez, boa tarde. Você deve estar se referindo a outro radar que não o do Mirage III. Todo o serviço do radar do Mirage III era feito no Esquadrão de Eletrônica do GSM da BAAN, na época. Só essa área de eletrônica contava com efetivo em torno de 60 pessoas. O PAME sempre foi voltado para a manutenção de equipamentos eletrônicos e radares de proteção ao voo. Raramente chegava perto de radares ou outros equipamentos eletrônicos embarcados. Talvez hoje não seja mais assim e dê algum tipo de consultoria referente a sistemas embarcados, mas ainda está subordinado ao DECEA e… Read more »

Almeida
Almeida
7 anos atrás

Vou além dos meus colegas nos comentários acima. Dê as peças e o manual nas mãos de QUALQUER equipe de manutenção de helicópteros, seja da FAB ou privada, e eles fariam o mesmo, sem problemas.

Quanto aos Blackhawk, bem, eles custaram muito menos que os EC-725 por terem a tal “ToT irrestrita” e são muito mais capazes. Já os Mi-35 foram outra palhaçada, talvez até maior.

Justin Case
Justin Case
7 anos atrás

Amigos, Acho que está havendo confusão entre offset e objeto contratado. Há duas maneiras de se conseguir fabricação no País. Comprando ou por offset. Há necessidade de infraestrutura, capacitação básica e treinamento para a tarefa de fabricação. Isso tem custo. Alguém tem que pagar por isto. No caso do offset, a própria indústria investe seus recursos para recuperar em produção, manutenção ou uso da tecnologia lá na frente. No caso da compra (o estaleiro dos submarinos, por exemplo), o governo paga no contrato. Tecnologia que já está consolidada tem valor mas não tem custo adicional. Pode ser transferida ou compartilhada… Read more »

Optimus
Optimus
7 anos atrás

Srs., por favor alguém me esclareça… Onde está a novidade? “o Brasil MONTA…” – Seguimos nossa sina de MONTADORA dos outros que CRIAM! Alguém pode me explicar porque eu deveria ter alguma euforia ou motivo de comemoração por conta disso?! “Deveríamos talvez ter feito algo semelhante com os Black Hawk e com os Mi-35, em vez de uma simples compra de prateleira” Será que é por que um de um fabricante se comprou 50 unidades e dos outros se compra meia duzia e a conta-gotas? Pode se exigir o mesmo de compras tão discrepantes?! “E porque o GF não comprou… Read more »

juarezmartinez
juarezmartinez
7 anos atrás

uarez, boa tarde. Você deve estar se referindo a outro radar que não o do Mirage III. Todo o serviço do radar do Mirage III era feito no Esquadrão de Eletrônica do GSM da BAAN, na época. Só essa área de eletrônica contava com efetivo em torno de 60 pessoas. O PAME sempre foi voltado para a manutenção de equipamentos eletrônicos e radares de proteção ao voo. Raramente chegava perto de radares ou outros equipamentos eletrônicos embarcados. Talvez hoje não seja mais assim e dê algum tipo de consultoria referente a sistemas embarcados, mas ainda está subordinado ao DECEA e… Read more »

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Se a transferência de tecnologia do Rafale for igual ao do Super Puma, a única coisa que nós vamos fazer é lavar a aeronave com água e sabão.

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Água e sabão franceses!

JapaMan
JapaMan
7 anos atrás

ISSO É UMA VERGONHA, fica bem claro que não vai existir transfência alguma, foi só conversa pra boi dormir, esse governo é uma verdadeira quadrilha, vamos comprar até cueca da frança para os militares com a desculpa esfarrapada de que haverá transferência de tecnologia, sendo que a verdade nua e crua todos nós ja sabemos qual é, ainda mais com os bilhões envolvidos… Quero só ver o que vai acontecer, quando os rafalecos vierem, os problemas que a FAB vai ter que resolver, principalmente com custos operacionais e de manutenção. E Tem gente aqui que acredita em Papai Noel, Coelhinho… Read more »

juarezmartinez
juarezmartinez
7 anos atrás

Agua mineral Francesa e sabonete Francês, vamos ter que empenhar a base para pagar a conta….

Grande abraço

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Gostaria de lembrar-lhes que das 50 células encomendadas, 16 virão montadinhas de França e as restantes 34, serão montadas no Brasil.

Magal
Magal
7 anos atrás

Só para esclarecer mais um pouco, o PAME também fazia manutenção de partes dos radares do MII inclusive contando com laboratório para isso (mas dependia do problema para o PAME entrar em ação e o mesmo valia para alguns upgrades e ‘tropicalização” ).

Além disso eles ministravam vários cursos para o pessoal que trabalhava com esse tipo de equipamento. Por outro lado a montagem final e aferição final dos radares do MII era sim feita na BAAN pelo pessoal do GSM.

Com isso os comentários dos 2 está correto ;).

Magal
Magal
7 anos atrás

Com relação ao que está sendo feito no EC-725, essas coisas aparecem pouco a pouco, ninguém vai aprender a fazer peça de Helicóptero do Zero de uma hora para outra. Existem equipamentos aí extremamente complexos e delicados. Eu honestamente acho que estamos misturando a ‘alergia’ francesa, com a propaganda de que Transferência de Tecnologia é “fácil” e perdendo umas boas oportunidades para melhorar o debate ao invés de achar que tudo que é francês não presta. Não se enganem… o S-70i “made in Polônia” está passando por processos semelhantes, porque simplesmente isso não é fácil. Acho que os franceses tem… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Tremenda conversa prá boi dormir, comparar o que se faz na Polônia c/ o que não se faz em Itajubá.
Primeiro pq desde os tempos da Guerra Fria fabricavam-se helicópteros lá.
E os caras devem ser bastante competentes, pq em cima do Mi-2, desenvolveram e puseram no mercado 2 modelos próprios; o W-3 e o SW-4.
Enquanto isso aqui estamos no mesmo momento desde 1979, aguardando os franceses largarem o osso e nacionalizarem os modelos ora montados a partir de kits industrializados e importados da França.
Sem nos cobrarem a exorbitância desta suposta ToT.

Baschera
Baschera
7 anos atrás

Nem “alergia” nem propaganda… somente a verdade. Helicóptero em fase de testes cai em Macaé Um helicóptero modelo SC 225 em teste de homologação, da empresa área Omni caiu ontem, às 18h58 na pista, quando se preparava para aterrizar no aeroporto de Macaé, deixando um tripulante ferido. A aeronave despencou de um altura de aproximadamente 50 metros do solo, após três tentativas de pouso forçado. Houve perda total das cinco pás e parte da calda ficou comprometida com a queda. PS: A notícia é do dia 08/Junho passado. http://www.diariodacostadosol.com/noticias.php?page=leitura&idNoticia=25443 Sds.

Magal
Magal
7 anos atrás

E o que um acidente tem a ver com o debate? Infelizmente esse tipo de coisa acontece mesmo e sem a investigação propriamente feita voltamos as especulações ‘alergias’ e propagandas.

Baschera
Baschera
7 anos atrás

Inteire-se sobre o assunto EC-725/EC-225 e vais pegar o fio da meada….

Sds.

Magal
Magal
7 anos atrás

Eu li e li e o que vi foi mais idéias que um dos helis mais usados em off-shore no mundo não presta no Brasil.

Deve ser o clima tropical. 🙂 E o acidente não parece ter nada a ver com a produção do Heli pela Helibrás. Infelizmente essas coisas acontecem e sem investigação voltamos as especulações e outras teorias.

juarezmartinez
juarezmartinez
7 anos atrás

Magal! Recentmente hopuve um poudo forçado no mar do norte de um EC 225 de uma operadora Britanica, a poucos dias apareceu o resultado da investigação da queda e apontou um problema construtivo no sistema hidráulico. Bem o que isto tem a ver: Tem a ver que eu já perdi a paciência explicando o que são sistemas reduntantes de missão em uma aeronave.

grande abraço