terça-feira, outubro 19, 2021

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Fumaça 60 anos: a volta dos ‘Halcones’ chilenos a Pirassununga

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A “Escuadrilla de Alta Acrobacia Halcones”, que é a equipe de demonstração da Força Aérea do Chile, já havia marcado presença na AFA (Academia da Força Aérea) em Pirassununga com belas apresentações há uma década, nas comemorações de 50 anos da “Esquadrilha da Fumaça”. E voltou agora, nos 60 anos do EDA (Esquadrão de Demonstração Aérea) comemorados em 12 e 13 de maio, a mostrar a perícia, o arrojo e a precisão de seus pilotos que voam o Extra 300L – avião acrobático por excelência.

A esquadrilha foi criada em 1981, sucedendo-se aos “Condóres de Plata”, equipe acrobática da década de 1950. Voaram biplanos Pitts S2A até a decisão de trocá-los pelos Extra 300, em 1990, que por sua vez foram substituídos pelos Extra 300L em 2003.

 

Nos 30 anos de existência comemorados no ano passado, os Halcones já receberam diversos prêmios e se apresentaram mais de 900 vezes tanto no Chile quanto no exterior. Para saber mais sobre a equipe, acesse o site http://www.halcones.cl.

Nas duas fotos abaixo, pode-se ver parte da equipe cuidando de suas aeronaves num dos hangares da AFA ainda na manhã chuvosa do dia 12, quando era grande a incerteza sobre a meteorologia. Ninguém tinha certeza sobre o quanto a chuva estragaria a festa mas,  naquela mesma tarde, o fim da chuva e o aumento do teto permitiu que as apresentações aéreas começassem. Os Halcones puderam decolar para a primeira apresentação (foto acima), ainda sobre um fundo cinzento que não ajudou muito nas fotos, mas que não escondeu o brilho dos pilotos.

 

 

Para quem já conhece as apresentações da nossa “Esquadrilha da Fumaça”, as manobras dos Halcones trazem muitas semelhanças, como voos invertidos em formação, “espelhos”, a separação de uma “esquadrilha” realizando manobras em conjunto e uma aeronave solo (ou isolado), entre outras.

Mas ficam evidentes algumas diferenças dadas pelo menor número de aeronaves no ar (cinco ao invés de sete), da maior manobrabilidade de seus aviões eminentemente acrobáticos (diferentes dos treinadores T-27), notada principalmente nas apresentações do “isolado”.

 

 

Até mesmo o coração é realizado embora este seja cortado por uma flecha. Um dos pontos altos é a formação da estrela chilena numa manobra de cruzamento entre os Extra 300L da equipe – mas esta imagem fica para uma próxima matéria, que vai trazer algumas surpresas do passado.  Clique nas imagens acima e abaixo para ampliar e ver mais detalhes das manobras dos Halcones, e continue aproveitando as últimas matérias da série “Fumaça 60 anos”, nessa ampla cobertura do Poder Aéreo.

 

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Clésio Luiz

Quando surgiu nos anos 80, o Extra 300 inaugurou uma nova era nos campeonatos de acrobacia aérea. Surgiu um pouco depois do Sukhoi 26, para trazer aos pilotos o sonho do avião de acrobacia perfeito. Leve, potente, com absoluta autoridade de comandos, inquebrável, onde o limite era o piloto.

Vader

O show dos Halcones foi simplesmente espetacular.

Parabéns à FACh.

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