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Segundo reportagem da revista ‘Isto É’, governo intervém na empresa após demonstrar insatisfação com a gestão

 

Privatizada em 1994, a Embraer em quase duas décadas experimentou um crescimento vertiginoso e passou a ocupar a liderança mundial do mercado de jatos comerciais de pequeno e médio porte. Em parceria com a FAB, transformou o Super Tucano numa bem-sucedida aeronave de ataque leve. Essa trajetória ascendente sempre foi atribuída ao comando do engenheiro mecânico Maurício Botelho. Ele entrou na empresa em 1995, assumiu a presidência em 2007, mas saiu de lá em janeiro, após renunciar ao conselho de administração. Embora tenha alegado “razões pessoais”, a saída de Botelho não foi um fato isolado. Nos últimos seis meses, pelo menos 17 executivos deixaram seus cargos, entre eles o vice-presidente para a área de Defesa e Segurança, Orlando Ferreira Neto, e o diretor de Inteligência de Mercado, Fernando Ikedo. A Embraer, que mantém reserva sobre boa parte das mudanças, sustenta que se trata de um “turnover natural”. Mas fontes do setor e ex-funcionários ouvidos por ISTOÉ classificam as trocas como uma espécie de “intervenção branca”. O governo federal estaria insatisfeito com o que considera uma “gestão conservadora” da turma de Botelho.

Um dos indícios mais fortes do movimento do Palácio do Planalto para influir nos rumos da Embraer foi a eleição do secretário do Tesouro, Arno Augustin, como conselheiro titular da companhia. Disposta a retomar o segundo assento a que o governo tinha direito no conselho de administração da Embraer, a presidenta Dilma Rousseff indicou para o cargo alguém de estreita confiança, figura de proa do PT gaúcho e contemporâneo dela na gestão Olívio Dutra (1999-2002), no Rio Grande do Sul. No conselho da Embraer, o governo tem mais uma cadeira, ocupada por representante da FAB, que exerce papel estratégico por meio de uma golden share.

A influência do governo na empresa é tabu e ninguém fala oficialmente a respeito. Antes de ser demitido em novembro, porém, Orlando Neto esteve em Brasília com o ministro da Defesa, Celso Amorim, que cobrou uma contrapartida da Embraer aos investimentos que o governo tem feito na área de Defesa da empresa. Desde 2009, quando foi lançado o projeto do cargueiro militar KC-390, a Embraer já recebeu mais de R$ 1 bilhão em repasses federais. Apesar da pressão, a fabricante prefere não ousar, acuada pela crise no setor de jatos comerciais. Negou-se a apostar em parcerias negociadas pelo governo com outros países para o desenvolvimento de novos produtos. Rejeitou ajuda dos franceses da EADS para resolver um problema de projeto da porta traseira do KC e não aceitou a proposta da Índia de desenvolver uma aeronave-patrulha com maior autonomia e capacidade antissubmarino. Preferiu se dedicar a um projeto mais simples de aviões-radar. Os indianos acabaram comprando dos Estados Unidos.

“Uma empresa como a Embraer deve ser gerida por princípios do mercado, para ter competitividade, mas responder aos interesses estratégicos do Estado”, sintetiza o coronel reformado Geraldo Cavagnari, da Unicamp. Dentro dessa lógica, Salvador Raza, professor de planejamento estratégico do Centro para Estudos de Defesa Hemisférica, da National Defense University, em Washington, alerta que a produção de Super Tucanos e o projeto do cargueiro KC-390 não são suficientes para garantir o futuro da Embraer. A perda do contrato para os EUA, por exemplo, reduziu ainda mais as chances de popularizar a aeronave de ataque no mundo. E o KC enfrentará o poderoso lobby americano da Lockheed Martin, com o consagrado C-130J. “A empresa não está conseguindo gerar uma visão estratégica que faça sentido do ponto de vista comercial e industrial na área de defesa, e tampouco consegue alinhar-se aos interesses do governo”, avalia Raza. Para o especialista, as demissões são “o remédio errado para a doença errada” e só agravará o problema. “Trazer gente do governo para dentro da empresa é legítimo, mas o problema da Embraer é que ela não consegue gerar um sistema de defesa que seja competitivo em nível internacional”, diz. Ele acredita numa ruptura irreversível, caso não haja uma mudança real em quatro meses.

Na área civil, a fabricante brasileira já sofre com a proliferação de jatos executivos e aviões comerciais médios. Uma parceria com a Bombardier foi cogitada na visita do governador-geral do Canadá, David Johnston, a Brasília na semana passada. Mas o presidente da Embraer, Frederico Curado, no cargo desde 2007, acha prematuro disputar mercado com gigantes como a Airbus e a Boeing, e não vê necessidade de promover um ajuste de rota. 

FONTE: ISTO É

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Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

27 Responses to “‘Intervenção branca’ na Embraer?” Subscribe

  1. Antonio M 28 de abril de 2012 at 1:04 #

    Não sei se a Embraer está errada, ao não querer enfrentar as grandes, e teme dar passos maiores que as pernas e preferem atuar em mercados onde pode concorrer. Creio que o ST já trouxe algum conhecimento sobre concorrer com as grandes e o KC390 já será um grande desafio.

    Mas se o governo tem a idéia de fazer com a Embraer o que fez na Vale e com o estaleiro Atlântico Sul, aí sim fico temeroso pelo seu futuro …

  2. Mauricio R. 28 de abril de 2012 at 3:35 #

    As pérolas:

    “Apesar da pressão, a fabricante prefere não ousar, acuada pela crise no setor de jatos comerciais.”

    Mas nem Boeing e nem Airbus estão ousando tb, aliás a decisão de ambas as empresas, em remotorizar seus atuais produtos de maior vendagem; foi mto bem recebida pelo mercado.

    “Negou-se a apostar em parcerias negociadas pelo governo com outros países para o desenvolvimento de novos produtos.”

    Sem demanda de mercado certa, não serão parcerias que alavancarão negócios.

    “Rejeitou ajuda dos franceses da EADS para resolver um problema de projeto da porta traseira do KC e…”

    Com se a EADS fosse alguma referência de sucesso, tomaram um baile no desenvolvimento do A-400M, aeronave análoga ao KC-390; o A-350 qndo lançado ao mercado foi sumariamente escorraçado, teve seu projeto totalmente refeito; as asas do A-380, estão cheias de trincas.
    Alguém precisa é dar um jeito na petralhada e essa fixação deles, nos franceses.

    “…não aceitou a proposta da Índia de desenvolver uma aeronave-patrulha com maior autonomia e capacidade antissubmarino.”

    E tem mercado???

    “Preferiu se dedicar a um projeto mais simples de aviões-radar.”

    E mesmo assim só venderam 3 células, que os indianos vão usar como protótipos, qndo instalarem seu próprio radar AEW, em sua própria aeronave regional de 70 passageiros.

    “Os indianos acabaram comprando dos Estados Unidos.”

    Aliás 8 células do mesmo modelo, que a US Navy encomendou mais de 100.

    “A perda do contrato para os EUA, por exemplo, reduziu ainda mais as chances de popularizar a aeronave de ataque no mundo.”

    Asneira absoluta, pois os americanos estão reabrindo a mesmma concorrência LAS novamente e querem a presença da Embraer.

    “Na área civil, a fabricante brasileira já sofre com a proliferação de jatos executivos e aviões comerciais médios.”

    Bobagem absoluta, pois são justamente os segmentos de mercado, em que a Embraer tem seu melhor desempenho.

    “Uma parceria com a Bombardier foi cogitada na visita do governador-geral do Canadá, David Johnston, a Brasília na semana passada.”

    Afastem de nós esse cálice, o C Series da Bombardier tomou aquela tunda do A-320NEO, um vexame, e os espertos dos canadenses vem falar em parceria; me engana que eu gosto.

    Sinceramente dna Dilma tá precisando ser melhor acessorada nesta questão, senão vai fazer uma tremenda bobagem.
    E eu, que só queria:

    #embraerforadofx2

  3. Clésio Luiz 28 de abril de 2012 at 8:16 #

    Pois é senhores, depois de 20 anos de crescimento e sucesso, o começo do fim para a Embraer chegou. E por coincidência, nas mãos do mesmo tipo de ladrões que afundaram ela 20 anos atrás.

  4. Nick 28 de abril de 2012 at 9:39 #

    A Embraer sofreu como todas as outras empresas do setor, com a crise financeira de 2008, que vem se desdobrando desde então. Isso influencia na carteira de pedidos e na capacidade de investimentos da empresa. Mesmo assim ela vem fazendo investimentos pesados e diversificando sua área de atuação, por exemplo, criando a Embraer Defesa e Segurança.

    Dentro desse cenário, ser conservador é a melhor opção, sem dúvidas. Se o GF quer agressividade, porque não financiar o desenvolvimento de um caça de 5ª geração com a Embraer? Ae sim é agressividade :D

    Mas no mínimo seriam uns 30 bilhões ao longo de 15 anos de desenvolvimento.

    []‘s

  5. ernaniborges 28 de abril de 2012 at 9:50 #

    NICK.
    Finalmente alguém por aqui pensa parecido comigo !
    Melhor gastar 30, 50 bilhões em desenvolvimento de um caça nacional, gerando empregos e desenvolvendo a tecnologia que nos libertaria dos sangue-sugas externos, do que ver ano a ano essa dinheirama toda sumindo pelo ralo da corrupção.

  6. ernaniborges 28 de abril de 2012 at 9:56 #

    Ainda que nosso caça não fosse 100% nacional, atrairia parcerias internacionais em áreas em que tivéssemos mais dificuldade no desenvolvimento (acelerando o processo) e nos garantiria maior acesso que um “TOT” duvidoso do FX-2.

  7. Vader 28 de abril de 2012 at 9:58 #

    PeTralizaram a Embraer. Podem vender suas ações: esse é o começo do fim.

  8. Vader 28 de abril de 2012 at 10:04 #

    ernaniborges disse:
    28 de abril de 2012 às 9:50

    Caça stealth 100% nacional? Ahahaha, como vocês são ingênuos…

    Demoraria 50 anos para ficar pronto, e custaria uns 150 bilhões de reais, dos quais uns 100 iriam para o ralo da incompetência e da corrupção.

    Senhores, acordem… Em que país vocês acham que vivem?

    Esse aqui é o país da Delta, da Odebrecht, dos cumpanhêro, dos amigos dos amigos.

    “Nefte paíf” quem é sério e quer fazer algo tem que dar passinho pequenininho, bem devagarinho, um de cada vez. Quem der o passo maior que a perna VAI tomar tombo.

  9. ernaniborges 28 de abril de 2012 at 10:08 #

    Vejam o exemplo do AMX.
    Observem o salto tecnológico alcançado pelo BRASIL no seu projeto.
    Nossa participação foi mínima, mas tivemos acesso a tecnologia que permitiu a EMBRAER a desenvolver aviões à jato.

  10. ernaniborges 28 de abril de 2012 at 10:21 #

    Vader.
    “Para que o mal triunfe, basta que os homens de bem não façam nada!”
    Um passo atrás do outro e prudência, Sim. Inatividade, JAMAIS !

    Iniciamos corretamente, produzindo o Xavante sob licença.
    O segundo passo foi participarmos do programa AMX. Ok.
    O próximo passo lógico seria participarmos de um programa de desenvolvimento de um caça. Gripen !?, PAK – FA T 50 !?.
    Não sei qual projeto seria o melhor, mas não podemos continuar comprando produtos na prateleira. Temos que começar a participar do seu desenvolvimento algum dia, se quisermos progredir…
    Querer caça 100% nacional amanhã, seria irracional, quimera, utopia.
    Mas Roma teve que ser construída a partir do primeiro tijolo.

  11. HRotor 28 de abril de 2012 at 11:20 #

    Essa “cumpanherada” não tem mesmo limites! Detonaram a gestão dos cofres públicos, da Defesa, da Petrobras, da Vale, agora EMBRAER…!
    Muita cobiça, zero responsabilidade…
    (Belo contra-ponto Mauricio R.!)

  12. paulsnows 28 de abril de 2012 at 12:08 #

    Que loucura!!!!

    Se toquem! É a Isto É!!!

    Se ela escrever que vai ser o fim do mundo, todos se jogam pelas janelas?

    Então, a Isto É decretou o fim da Embraer? Sei…

  13. Marcos 28 de abril de 2012 at 13:27 #

    Para ter total independência teriamos de desenvolver tudo, absolutamente tudo. Começariamos pelo aluminio aeronáutico que não temos. Depois iriamos para os mais variados tipos de materias, plásticos especificos, fibras, compostos, etc e tal. Ia esquecendo: aço e titânio.

    Depos iriamos desenvolver todos aqueles subcomponentes usados nas placas, circutios e sensores.

    Tendo isso, passariamos a desenvolver a aeronave propriamente dita, o motor e o sistema eletrônico integrado.

    E finalmente, juntariamos tudo e passariamos a testar a aeronave.

    Depois teriamos de desenvolver o armamento.

    Tempo: talvez uns trinta anos.

    Custo: US$ 250 bi.

    E finalmente a FAB receberia seus 36 caças.

    Compra por outros países? Tio Sam venderia aeronaves semi novas estocadas por um preço muito chinfrim.

    Quanto a metéria: se existe um aintervenção leve na Embraer, por cento virá uma intervenção maior. Teremos uma EAS aérea, aquela empresa que já deveria ter entrgeue três navios, entretanto só fabricou um, por sinal um navio torto, e agora terá de começar do zero para entregar os outros.

    Em andamento o projeto para a criação da URSS: União das Republiquetas Sul Americanas.

    E é tempo de eu começar a arrumar as malas.

  14. Marcos 28 de abril de 2012 at 13:40 #

    Corrigindo: URSS – União das Republiquetas Socialistas Sul-Americanas.

  15. Mauricio R. 28 de abril de 2012 at 14:20 #

    “…vem fazendo investimentos pesados e diversificando sua área de atuação, por exemplo, criando a Embraer Defesa e Segurança.”

    De acordo c/ a matéria, essa mesma diversificação é parte do problema, mas não a sua solução.

    “A empresa não está conseguindo gerar uma visão estratégica que faça sentido do ponto de vista comercial e industrial na área de defesa, e tampouco consegue alinhar-se aos interesses do governo”, avalia…”

    “…mas o problema da Embraer é que ela não consegue gerar um sistema de defesa que seja competitivo em nível internacional”, diz.”

  16. Mauricio R. 28 de abril de 2012 at 14:47 #

    HRotor disse:
    28 de abril de 2012 às 11:20

    Obrigado!!!

  17. Nick 28 de abril de 2012 at 14:51 #

    Caro Mauricio R,

    Não entendi dessa forma. O problema não é diversificação, uma estratégia de crescimento. O problema pelo que entendi é que a Embraer não quis fazer algumas parcerias com os amigos do GF/MD(franceses), e se não quis entendo que considerou desvantajosa para a Embraer. E outra o GF cobrar para a Embraer por $$$ em projetos militares??? Em nenhum lugar do mundo isso acontece. A Dassault põe o dela na reta? Ou são os contribuintes franceses que bancaram o Rafale? E o A400M quem bancou foi a EADS ou os países que bancam o projeto?
    Projetos militares somente com $$$ do Estado, não tem jeito.

    E no aspecto comercial, a opção da Embraer por se manter no segmento de jatos regionais e executivo, tem a ver com o porte da empresa. Não dá para “peitar” a EADS ou a Boeing. E o GF queria isso ? Brincadeira.

    []‘s

  18. Mauricio R. 28 de abril de 2012 at 17:15 #

    A aviação regional e executiva são os segmentos de mercado, aonde a tecnologia da Embraer lhe proprciona diferencial compertitivo vantajoso, que percebido pelas empresas, está lhe proporcionando vendas e portanto uma operação lucrativa.
    Ocorre que esta tecnologia, não está sendo suficiente p/ replicar o mesmo sucesso do mercado civíl, no mercado de defesa.
    A participação da Embraer vai somente até aonde é possível a penetração do ST e mesmo assim como aconteceu no Perú, há concorrência competitiva a se enfrentar.
    E agravando a situação, as plataformas ISR desenvolvidas em torno do ERJ-145, não essão sendo de maneira alguma, mto bem sucedidas no mercado.
    A forma como o projeto do KC-390 foi imposto a FAB e tb ao Estado brasileiro, expos a empresa a certas cobranças, mas esta não parece mto interessada em atende-las.
    Ocorre que favores são devidos ao Estado e atende-los, pode expor a empresa a situações de risco.
    Antes a empresa houvesse desenvolvido o projeto por sí própria ou então buscasse no mercado parceiros de risco, como aliás já faz c/ seus produtos mais comerciais.
    Qnto ao financiamento de projetos militares, em geral o Estado somente paga pelo que é de seu interesse e/ ou necessidade, o restante é custeado pela própria indústria.
    Então a tecnologia básica que levou ao Rafale, foi desenvolvida e custeada pela Dassault e ressarcida pelo estado francês, qndo esta aeronave foi selecionada p/ atender as necessidades do Estado.
    O desenvolvimento do A-400 é rico em incidentes entre os sócios do projeto e a EADS, boa parte destes envolvendo sua motorização.
    A própria EADS chegou a ameaçar a demissão de 10000 profissionais, se não fosse ressarcida por custos, não previstos mas bancados por ela, devido a atrasos na certificação civíl da motorização da aeronave.
    A Lockmart por outro lado, desenvolveu o C-130J c/ fundos próprios e a revelia do possível interesse imediato da USAF.
    Talvez a Embraer devesse vender ao Estado brasileiro a Neiva, p/ que este tocasse suas percerias altamente duvidosas, através de sua própria empresa.

  19. Baschera 28 de abril de 2012 at 17:17 #

    Este partido não perde a chance de reestatizar as empresas que foram desestatizadas com sucesso. Precisam urgente de mais cupinchas em cargos de alto escalão…. PUTZ.

    Em um mercado ferozmente competitivo, que só anda de lado desde 2008, em que as empresas aéreas em sua maioria dão prejuízo, algumas pedem concordata (Mesa, American Airlines…) e outras se fundem para conseguir sobreviver (British/Iberia)…queriam o quê ??

    Mercado militar tem que ter escala, além de sorver recursos que raiam ao absurdo…… ou vão querer fabricar um modelo novo para meia dúzia de encomendas em conta-gotas ??

    O GF poderia decidir de uma vez o FX-2 o que ajudaria a dar uma injeção na veia da EMB, ao menos na parte militar….. em vez de ficar interferindo em uma empresa listada em bolsa.

    A única pisada na bola, a meu ver, embora deva-se levar em conta o fator político/industrial do país estranjeiro, foi a fábrica conjunta da EMB/Harbin na China, que afinal, não decolou.

    Ficar trocando executivo civíl por afiliado político é jogar fora todo o trabalho competente feito até agora…..

    Além disto, não dou muita bola para matérias da Quanto É….

    Sds.

  20. wallace 28 de abril de 2012 at 17:35 #

    Gente, vamos nos ater masi aos fatos e menos à emoção. O PT não reestatizou nada que foi desestatizado, pelo contrário, acabou de fazer a privatização dos aeroportos…

    Além do mais, teorias do apocalípse e conspirações anti-brasileiras à parte, a Embraer vai muito bem… Quem quiser vender as ações que venda, façam suas apostas… O mercado é assim…

    A crise de 2008 está influenciando demais o mercado… Até os EUA reduziram o orçamento militar, e até a Boeing já deixou expressamente claro que quer buscar mais mercado externo, pois a coisa nos EUA está feia… Imagina na Europa então… Claro que isso tudo afeta muito a Embraer também…

    Tenham fé :)

  21. Corsario137 28 de abril de 2012 at 17:36 #

    QUANTA ASNEIRA!

    Não há nada de errado com a Embraer ou com sua estratégia de mercado.
    Basta acompanhar os números, estão lá, no site, na parte de relacionamento com investidores.

    Apenas recentemente a Embraer criou uma empresa própria destinada do mercado de defesa. E começou isso na pior fase dos gastos militares mundiais (proporcionalmente ao PIB) do último século.

    Tirando o #embraerforaetc…, concordo (quem diria?) plenamente com o Maurício R., asneira geral essa matéria, do início ao fim.

    O governo, além das “golden share”, tem participação na Embraer através de seus fundos de pensão, assim, nada mais natural do que haver gente do governo em algum cargo de confiança da empresa. No entanto, apesar de atuar no mercado de defesa, a Embraer tem uma participação do Estado muito menor que outras empresas que foram privatizadas como a Embratel e a Vale, nem dá pra comparar.

    E não há tabu NENHUM sobre a presença do governo na empresa, pelo contrário, a Embraer é transparente em tudo.

    Gestão conservadora? Querem que a Embraer tenha um desempenho no setor de defesa igual ao dos concorrentes internacionais como Lockheed ou Northrop? Façam então o GF gastar 10% do que o governo dos EUA gastam com uma dessas duas empresas, ou então 50% do que os indianos gastam em aquisição de material e aí sim poderemos começar quaisquer comparações.

    O asno que escreveu esta matéria está tão por dentro da Embraer quanto eu estou sobre o campeonato de bocha de Nova Dehli.

    É essa gente que começa a criar as fofocas que agem como um câncer na empresa, gerando desconfianças e demissões.

    Áscuo é tudo o que eu sinto por esta publicação inviezada, retrato do atraso e do que temos de mais medíocre no Brasil.

  22. Observador 28 de abril de 2012 at 18:03 #

    Senhores,

    O que a petezada & base aliada querem mesmo, é só mais uma teta para mamar.

    Em cada uma das empresas com participação estatal, trataram de colocar os seus. Muitos destes, concientes da própria incompetência, fazem um enorme favor a nação: recebem a remuneração, entram mudos e saem calados, apenas esquentado a cadeira que ocupam no Conselho de Administração.

    Fazem como se deve fazer o passageiro quando entra na cabine de um jato comercial: balançam a cabeça fingindo que entendem alguma coisa e NÃO tocam em nada.

    Muito, muito pior são os que chegam cheios de idéias e planos mirabolantes, dando de dedo em todo mundo. Estes sim são os perigosos. Estes é que matam as empresas.

    Na iniciativa privada, isto também acontece, mas é por conta e risco do acionista. Se a empresa quebrar, azar o do dono que quis colocar o seu filhinho playboy no comando.

    Aqui falamos do dinheirinho suado de nós todos, os contribuintes.

    Cada vez mais vejo o Brasil virar uma mistura da Venezuela e da Argentina.

    Mas vamos pensar pelo lado bom: estas c*g*d*s cedo ou tarde vão cobrar seu preço e, quando a economia começar a andar para trás, vamos ver quanto tempo a esquerda festiva continua no Poder.

  23. Marcos 28 de abril de 2012 at 18:55 #

    É de conhecimento geral que o ex Presidente da Vale, uma empresa privada, foi demitido por conta das intervenções de Lula, que todos sabem é um dos homens mais inteligentes e competentes nascido na face da Terra em toda a história da humanidade – inclusive tenho um retrato de Lula em meu quarto, o qual o venero diariamente. A demissão de Agnelli deu-se por conta de o mesmo não ter adquirido navios junto à EAS, como fez a Petrobras. É preocupante que o Estado brasileiro começe a fazer intervenções pontuais junto a determinadas empresas. Primeiro foi a Vale, agora a Embraer. Não sei é de conhecimento de todos, mas os Correios, após a reforma administrativa de 1967, só podia ter nomeações para a Presidência e Diretoria da empresa. O restante: concursados. Essa situação perdurou durante os governos militares, Bigodes Del Fuego, Collorido, ITáMar, o Emplumado. Somente na administração da cumpanherada mui honesta é que mudaram os estatutos dos Correios. Liberaram a coisa geral.

  24. Grifo 29 de abril de 2012 at 3:43 #

    Senhores, muito estranha esta matéria, aliás como todas as desta revista. Ao que eu saiba o Mauricio Botelho tinha excelente relação com o ex-presidente Lula, e já se afastou do dia a dia da empresa faz um bom tempo desde 2007.

    Se o governo teria alguma rusga seria com o atual presidente Curado, por causa das demissões na empresa em 2009, mas este continua firme e forte então como assim o governo está intervindo na Embraer?

    E a escolha do sr. Arno Augustin como conselheiro para mim nada tem de anormal, a posição no conselho é meramente pró-forma e serve mais para aumentar a remuneração dos altos funcionários do governo. Por sinal neste caso acho que com justiça, porque o sr. Augustin é considerado por todos, governo e oposição, como técnico extremamente competente e poderia estar ganhando muito mais na iniciativa privada.

  25. Fabio ASC 29 de abril de 2012 at 11:54 #

    Vixi, acho que meu comentário foi censurado.

    Acho que foi porque apelei com os PeTralhas querendo meter a mão nos lucors da Embraer.

  26. Fabio ASC 29 de abril de 2012 at 11:55 #

    lucors = lucros

  27. Corsario137 30 de abril de 2012 at 0:03 #

    “PeTralizaram a Embraer. Podem vender suas ações: esse é o começo do fim.”

    Vendam mesmo, que eu compro todas.

    A casa agradece.

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