domingo, maio 22, 2022

Gripen para o Brasil

Hawker Beechcraft prepara pedido de concordata

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A Hawker Beechcraft, fabricante de aeronaves controlada pelo braço de private equity do Goldman Sachs e pela Onex, está preparando um pedido de concordata, disseram fontes próximas ao assunto. A Hawker contestou na Justiça dos Estados Unidos a decisão que concedeu a licitação de compra de aeronaves da Embraer.

A empresa, que foi comprada em 2007 por US$ 3,3 bilhões pelas empresas de private equity, está negociando uma concordata pré-estabelecida com seus maiores credores, grupo que inclui a Centerbridge Partners, Angelo Gordon e Capital Research & Management, disseram as fontes.

A Centerbridge, uma empresa de investimentos sediada em Nova York com foco em aquisições alavancadas e em ativos de risco elevado, é o maior credor, disseram as fontes. A Hawker e a Onex se recusaram a comentar. O Goldman Sachs e os credores não puderam ser imediatamente contatados.

Esses credores provavelmente forneceriam financiamento “debtor-in-possession” (na sigla em inglês, DIP, uma linha de crédito para empresa concordatais) para permitir à Hawker continuar a operar sob concordata, disseram as fontes. Uma das fontes disse que o financiamento deve ser de menos de US$ 500 milhões, mas alertou que o número não é final e pode ser alterado.

O Goldman Sachs Capital Partners, fundo de private equity do banco, e a maior empresa de aquisições do Canadá, a Onex, compraram a Raytheon Aircraft da Raytheon no início de 2007, no ápice do boom das aquisições, e renomearam-na Hawker Beechcraft.

A Hawker disse na terça-feira que chegou a um acordo com credores que providenciará à empresa um empréstimo de US$ 120 milhões e adiará as obrigações da empresa para garantir pagamentos de juros. O acordo, que deve expirar no final de junho, dará tempo à Hawker para finalizar os detalhes de uma concordata pré-estabelecida com seus principais credores, disseram as fontes.

FONTE: Reuters, via Portal Terra

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asbueno

E agora José?

A USAF pode levar em conta essa situação? Quero dizer, uma empresa em concordata pode ser admitida em uma concorrência, de acordo com as leis americanas? E ainda mais: uma empresa em concordata tem um poder de fogo financeiro menor (creio) e, consequentemente, menores valores para investimento em desenvolvimento de produtos, por exemplo.

Se a Beech dançar nesta concorrência, poderia ela “dançar” em outras futuras concorrências.

Todavia, penso que alguém está de olho na empresa com intenções de adquiri-la.

Augusto

Ouvi uns tiros de foguete aqui. Será que foram os executivos da Embraer?

tplayer

Se a Embraer for esperta apresenta um valor inflacionado na nova concorrência e acaba tirando vantagem do cancelamento da primeira.

Invincible

Acho difícil viu… Isso parece mais propagando para jogar com a opinião pública…

Eles tem um mercado civil muito bom. Excelentes aviões como o Bonanza, Baron e o King Air. Que são de longe líderes em suas categorias.

Sei lá! Desconfio…

Marcelo

Tchau! Good bye! Já vai tarde!
hehehehe

Corsario137

Péssima notícia, principalmente em ano eleitoral.

Teremos que saber conduzir esta situação com uma abordagem diferente. Mostrar que caso a USAF “escolha” a HB, o contribuinte americano estará pagando a conta pela má administração de uma empresa controlada por trilionários. A pouco tempo deflagrou-se o escândalo da Goldman Sachs e isso já pode ser um gancho.

O país com seu enorme déficit irá optar por uma aeronave de qualidade inferior para subsidiar a Goldmad & Sachs?

Marcos

Invincible

De fato as aeronaves são muito boas, mas…

É mais barato comprar um Phenom 100 que um King Air;

Marcos

“Minha” vingança será marigna!!!

Magal

Os caras vão atacar em todas as frentes… ano eleitoral e a perda de ‘milhares de empregos’ e o fechamento de uma marca “Made in USA” não ajuda nada a Embraer por lá.

Vader

Como bem lembrado pelo amigo Invincible, a HB é líder de mercado em aeronaves civis de algumas categorias.

Acho bem difícil de acreditar.

aldoghisolfi

SMJ, se a empresa anunciar falsamente a notícia de quebra, apenas para jogar com a opinião nacionaista e vencer a licitação, ela é passível de penas econômicas que acabariam não compensando a malandragem; os responsáveis pela empresa idem, acrescidas das punições do direito penal.

Nick

Esse pedido me parece ser mais um “BVR” em direção à USAF e a Embraer. Traduzindo: Chantagem.

[]’s

Giordani RS

A USAF, quando do programa A-10, levou em consideração e de “certa forma” deu o contrato para a Fairchild Republic. Próximo do fim da linha de montagem dos aviões, a empresa, mais uma vez desesperada, criou o A-10B N/AW(Night Adverse Weather)…mesmo sendo uma tremenda máquina, a USAF deixou ela na mão…e o resto já sabemos. Era uma vez uma empresa…

Isso aí é informação plantada, para chantagear a USAF e sensiblizar a opinião pública…daí ganham o contrato e vão produzir o avião no méxico…

Invincible

Marcos, Depende da versão do King Air. Se for um B300 ele sai por 5 milhões mas leva 12 pessoas. Temos que considerar também a hora de vôo e o time de operação. O Turbo hélice é mais barato de operar e manter. E pode pousar em pistas com 800 m. O King Air é o Top dos turbo hélices. Para o Phenon eles tem o Hawker para competir e este compete muito bem. Meu objetivo foi apenas o de alertar para o fato de que isso pode ser mais uma jogada política em tempo de eleição. Hoje o que… Read more »

Mauricio R.

Pode ser tb alguma movimentação financeira, derivada da forma como a empresa foi negociada anteriomente.
Alguma das empresa citadas aportou fundos p/ a operação de aquisição e passado um tempo, esses fundos tem que ser ressarcidos.
Não esta c/ jeito de Chapter 11, a lei que regula concordatas preventivas.

Grifo

Senhores, acho que por um lado é uma excelente notícia porque dificilmente algum país (que não os EUA) vão se arriscar a comprar um avião de ataque leve de uma empresa em concordata. Caminho livre para a Embraer.

Por outro lado, acho muito difícil em ano de eleição o governo Obama preterir uma empresa americana em dificuldades em favor de uma concorrente estrangeira, ainda mais o tema principal das eleições sendo a geração de empregos. Para mim esta concorrência não sai mais este ano.

Observador

Senhores, É muito difícil acreditar que o governo americano faça negócios com uma empresa concordatária. Qualquer contrato para fornecimento lá (pelo menos na iniciativa privada) tem uma cláusula prevendo a rescisão contratual caso o fornecedor entre em concordata ou falência. Então a Embraer pode estourar o champagne? Não, não pode. Não pode porque, ao contrário do Brasil, onde um processo destes (concordata ou recuperação judicial) se arrasta por anos e anos, lá a coisa é bem mais célere e simplificada. O devedor apresenta uma proposta para pagamento e se os credores concordam, tudo resolvido. As vezes os credores aceitam o… Read more »

jura_gol

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco
bendita sóis vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre
Jesus.
Santa Maria mãe de Deus rogái por nós pecadores, agora e na hora de
vossa morte, amém!
Podem jogar a primeira pá de cal, eles já eram.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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