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Completados os testes de disparo do míssil A-Darter

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Segundo a Denel, desenvolvimento do míssil está próximo de ser completado, após série de disparos bem-sucedidos realizados em janeiro por caça Gripen da África do Sul

 

Nota da Denel Dynamics divulgada em 2 de março informou que mais um marco foi alcançado no desenvolvimento do míssil A-Darter, em seu quinto ano de desenvolvimento, com uma série de disparos bem-sucedidos realizados em janeiro deste ano.

O A-Darter é um míssil ar-ar de curto alcance de quinta geração, projetado para atender aos desafios do combate aéreo do futuro, cujo programa é desenvolvido pela África do Sul em conjunto com o Brasil.

Deon Olivier, diretor de desenvolvimento de negócios na área de mísseis ar-ar, disse a respeito do programa: “Nós executamos com sucesso os disparos aéreos usando como plataforma o caça Gripen da África do Sul, produzido pela sueca Saab. Os lançamentos foram feitos no campo de provas de Overberg e foram realizados contra o alvo aéreo de alta velocidade SKUA (entre outros), projetado para testes e avaliações de alta velocidade subsônica.”

O programa agora entrou na sua fase de qualificação, e está no caminho para ser completado em 2013, com a meta de estar pronto para produção no final do mesmo ano. A integração vai começar pelas aeronaves Hawk e Gripen da Força Aérea da África do Sul, e os F-5M da Força Aérea Brasileira. Espera-se que o A-Darter entre em serviço operacional nos dois países em 2014. O programa de desenvolvimento permitiu o estreitamento dos laços entre os dois países, por meio do relacionamento com a Força Aérea Brasileira e a indústria do Brasil.

Olivier também disse que “há oportunidades significativas de exportação para esse produto em outros mercados, especialmente por causa da flexibilidade de integração do A-Darter em várias plataformas.

O primeiro disparo de um A-Darter por um caça Gripen deu-se em 17 de junho de 2010. Depois disso, outros disparos foram realizados para testes em todos os envelopes de voo e de carregamento do caça, chegando ao sucesso do programa de liberação (clearance). Essa liberação foi concedida pela Saab e por autoridades de certificação da África do Sul.

FONTE / IMAGENS: Denel Dynamics e Saab

18 COMMENTS

  1. Belíssima notícia. Um exemplo de ToT bem sucedido, participando do desenvolvimento e posteriormente a fabricação do mesmo. E a FAB terá no seu inventário finalmente um míssil de última geração e não um produto defasado.

    []’s

    • Invincible,

      Fazia não, faz. E está lá no texto que o míssil está previsto para equipar os F-5M da FAB a partir de 2014.

  2. Eu perguntei pq não tinha mais ouvido falar.

    É qua acho esse um projeto tão importante para a força aérea.

    Afinal tem um míssil capaz operacionalmente eficaz e com produção nacional é um grande passo.

  3. Diogo,
    É costume uma força aérea operar com dois tipos de SRAAMs, um mais barato (menos capaz) e um mais caro (e mais capaz).
    Isso ocorre até na USAF como AIM-9M e o AIM-9X.
    No caso da FAB acho que é por isso que os dois serão usados. Não há justificativa para lançar um A-Darter em um avião de traficante, só pra dar um exemplo meio tosco.
    Além disso há o lado comercial, e os dois mísseis podem se colocar no mercado nesses dois segmentos.
    Mas eu também acho que o nosso míssil de curto alcance “low” poderia muito bem ser o Piranha I e o “high” o A-Darter.
    Também acho meio esquisito o investimento no Piranha 2, mas tudo indica que o lote do Piranha 1 foi pequeno, e o “2′, irá ficar no seu lugar, ocupando a função “low”.
    É igual lá em casa. Eu tenho um 38 pra dar tiro em bandido e um 22 pra dar tiro num cunhado chato que eu tenho. rsrsrsrrs

  4. O grande trunfo deste projeto é esse mesmo, estar sendo desenvolvido lá do outro lado do Atlântico Sul, na África do Sul.
    E claro, o pouco que o mesmo aparece na mídia.
    Mas aí ó, já dá p/ ir pensando em alguma aplicação SHORAD, p/ este míssil, aqui no Brasil.
    Ao contrário de importar míssil russo, que só funciona bem no You Tube.
    Ou tranqueira francesa, cara p/ dedeu e que não são nenhuma “brastemp”!!!

  5. O “low” geralmente é usado em aviões de ataque, para auto-defesa (lê-se: Super Tucano e AMX) e como opção para o F-5.
    O “high” será usado no F-5 e provavelmente no F-X?.

  6. Eu acho que o AMX se beneficiaria muito de um míssil desses, pois com pouca capacidade de sustentar um combate com um caça de 4ª geração, o AMX precisa de um míssil que resolva logo a situação.

  7. Clésio,

    Penso como vc.

    Aproveitando que o estoque de MAA-1 Piranha é pequeno, se é que tem estoque, é melhor partir para integrar e usar o A-Darter no A-1M.

    Entretanto é bom dar uma olhadinha na diferença de preço entre os mísseis.
    _______

    Bosco,

    Creio que o seeker do A-Darter é mais moderno, não seria possível usar o mesmo em um futuro Piranha ‘3’ ???

    Sds,
    Ivan.

  8. Ivan,
    Sem dúvida o seeker do A-Darter é mais avançado, já que é por formação de imagem, além de ser de banda dupla (infravermelho curta e longa).
    Só isso já exige uma capacidade de processamento infinitamente maior que um simples “farejador de calor”, rsrsrs, mesmo que tenha multielementos sensíveis.
    E não vejo razão para um Piranha 3 com o A-Darter na parada.

  9. Maurício,

    Será que vale a pena?

    Os LRAAM como o Meteor, o AMRAAM AIM-120C7 e D são sofisticados e exigem muitos recursos tecnológicos.

    Talvez uma opção venha a ser fabricar sob licença o R-Darter/Derby como um segundo míssil BVR (apenas MRAAM), comprar diretamente os mais capazes e investir em integração de armamento, particularmente no datalink, que para explorar o potencial dos Meteor e AMRAAM ‘D’ precisam ser de dupla via.

    Com um caça que possa operar indistintamente mísseis europeus (MBDA) e americanos (Raytheon) a FAB pode comprar de um ou outro fornecedor, dependendo das condições comerciais e políticas do momento..

    Penso que não dá para fazer tudo, portanto é melhor eleger prioridades.

    Sds,
    Ivan.

  10. Olá, caros

    Gostaria de saber a opinião de vocês, já que sou apenas um entusiasta do assunto, e não um “expert”, haha. Como o A-Darter foi testado usando um Gripen como vetor, vocês acham que os suecos saem na frente para vencer a licitação do FX-2? E, caso vençam, os Sea Gripen irão substituir nossos A-4 também?

    Obrigado e abraços!

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