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A Boeing está disposta a se associar com a Embraer para fabricar no Brasil componentes aeronáuticos destinados a suas operações em todo o mundo, e a criar um centro de aviônica avançada no país, além de aumentar a cooperação em áreas tão distintas quanto treinamento de engenheiros aeronáuticos e aeroespaciais e o funcionamento dos sistemas de monitoramento das fronteiras e do mar territorial brasileiros.

O anúncio foi feito pelo principal executivo da companhia para a área militar, Christopher Chadwick. Em visita a Brasília, ele teve encontros com representantes da Embraer e o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, para defender a proposta da Boeing de venda do jato F-18 Super Hornet à Força Aérea Brasileira. A viagem estava marcada antes do anúncio, pela Força Aérea dos Estados Unidos, do cancelamento da compra de Super Tucanos da Embraer, atendendo a queixas da concorrente americana, Hawcker Beechcraft. O executivo foi acompanhado da nova presidente da Boeing para o Brasil, Donna Hrinak, do vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Estratégias da Boeing, Christopher Raymond, e do embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon.

“A decisão (do cancelamento da compra dos Super Tucanos) nada tem a ver com a Embraer; tem a ver com a revisão de procedimentos do processo de licitação”, disse Shannon. Ele garantiu que permanece o interesse do governo americano no avião brasileiro. A compra dos aviões da Embraer transformou-se em assunto na campanha eleitoral americana, apresentado como perda de empregos no país.

A oferta de tecnologia da Boeing acompanhando o avião F-18 é inédita na relação entre Brasil e EUA e equivale à transferência de tecnologia que oferecemos aos melhores aliados dos EUA na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte)”, disse Shannon. Autoridades brasileiras se queixam, porém, de que não conseguiram compromisso da empresa em abertura dos códigos-fonte de sistemas essenciais, que permitiriam ao Brasil desenvolvimento próprio e adaptações dessas tecnologias.

“Estamos aqui para o longo prazo para construir muitas parcerias com a indústria, universidade, centros de pesquisa brasileiros, sobretudo enfocadas na tecnologia”, disse Donna Hrinak, ao repetir a afirmação de Chadwick, que uma eventual derrota na licitação dos FX não modificará muitos dos planos da Boeing para o Brasil.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp (destaques em negrito do Poder Aéreo)

FOTO: Marinha dos EUA (USN)

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About Fernando "Nunão" De Martini

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Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

26 Responses to “Boeing propõe parceria à Embraer” Subscribe

  1. Marcelo 7 de março de 2012 at 9:26 #

    ahá! então as compensações pela perda do ALS estão começando a aparecer. De bobo, Obamis não tem nada. Vamos ver. Caça bimotor para a FAB! Gripenito never!

  2. Marcelo 7 de março de 2012 at 9:26 #

    ops, LAS, no lugar de ALS.

  3. Antonio M 7 de março de 2012 at 10:33 #

    Não tem nada a ver com o episódio do ST, mesmo porque os EUA são grandes clientes da Embraer, da família ERJ.

    E a FAB não pode cometer o mesmo erro da França que terá apenas Rafales. A própria guerra na Líbia mostrou a necessicidade de se operar mais tipos de equipamentos e mais baratos de adquirir e principalmente manter. A Suiça sabe disso e irá de F18 com Gripen.

    E mesmo porque missões do tipo que são feitas plenamente pelo Super Tucano, por exemplo, gastar 26000 euros pela hora de voô com Rafale ou mais ou menos isso com outra aeronave, seria burrice ….

  4. Antonio M 7 de março de 2012 at 10:34 #

    E se der F18 tem de ser a versão Silent !!!!!

  5. Marcelo 7 de março de 2012 at 10:43 #

    Antonio M, não complica irmão…se vier F-18E/F padrãozão de fábrica, só com ar quente, sem ar cond, já tá bom demais!
    P.S. Ainda prefiro o Rafale, mas…

  6. Antonio M 7 de março de 2012 at 10:55 #

    Marcelo disse:
    7 de março de 2012 às 10:43

    Sem síndrome de Jobim (é muito para nós) !!!!! rsrsrsrsrsrsrsrsr !!!!

  7. Edgar 7 de março de 2012 at 11:07 #

    Dia 09/04 será a assinatura do contrato.

  8. tplayer 7 de março de 2012 at 11:17 #

    Pra Boeing é um ótimo negócio, afinal temos ótimos profissionais no setor de desenvolvimento de tecnologia avançada no Brasil com um custo mais em conta do que noa EUA por exemplo.

    Ou seja, uma parceria dessas para Boeing significa conseguir economizar uns trocados usando mão de obra mais barata.

  9. Nick 7 de março de 2012 at 11:20 #

    E Embaixador Shannon e o executivo da Boeing estão fazendo o trabalho deles, que é apagar o incêndio provocado pela perda do LAS pela Embraer.

    Mas o fato é que a Embraer perdeu o LAS.

    E a Embraer fazer parte da cadeia de fornecedores da Boeing é uma boa, e seria ainda mais interessante se a Boeing fizesse lobby do KC-390 nos EUA e aliados. Porque pelo visto só a Boeing consegue fazer frente ao lobby da LM(que apoia o AT-6).

    []‘s

  10. asbueno 7 de março de 2012 at 11:58 #

    Nick:

    Penso que um lobby da Embraer pelo KC390 seria válido, porém pode enfrentar a concorrência de um eventual novo projeto de transporte que esteja surgindo, mais furtivo, por exemplo. Se a Boeing aceitar o KC390 poderia contribuir, entre outras coisas, com tecnologia de materiais compostos. Não sei se daria tempo de inseri-los no KC390. Se desse, ajudaria a aliviar seu peso.

    E concordo quando cita a Boeing como contraponto à LM. Seria perfeito para nós e para ela.

    Porém, considerando tudo isso, há política e interesses “gerais” e poderosos em jogo.

    Ser fornecedor da Boeing pode, também, significar que a EMB teria dificuldades de ser sua concorrente no futuro? Há interesse em concorrer com ela? Contribuiria para aumentar o faturamento da EMB?

    Abraços.

  11. juarezmartinez 7 de março de 2012 at 12:36 #

    O nome do negócio é KC 390…..

    Grande abraço

  12. edcreek 7 de março de 2012 at 12:54 #

    OLá,

    Só um detalhe e se o congresso americano mudar de ideia como caso do supertucano? E ai como fica?a posição deles muda a cada ano…

    Abraços,

  13. juarezmartinez 7 de março de 2012 at 13:04 #

    Meu nobre ED! Mudar, tudo pode mudar, o problema do ST é que um furo no processo, os juristas da Becch provavelmente acharam ele,, ia dar m….a da grande, como a USAF, quer o ST, ela fez o correto, cancela e reabre de forma correta.
    Nós mesmo já fizemos isto aqui com o FX, a Mb fez com os SUBs, depois de tudo acertado mandamos os alemães plntar batata.
    Vou te dar uma luz. Deve sair nos próximos dois anos uma concorrência para uma aeronave REVO tático para os US M arine e USAF, para fazer a baixa altura e com lança….o resto a gente vai imaginando…..

    Grande abraço

  14. Antonio M 7 de março de 2012 at 13:24 #

    edcreek disse:
    7 de março de 2012 às 12:54

    Se o congresso americano “quiser”, o Gripen e Rafale ficam no chão também ……

  15. asbueno 7 de março de 2012 at 13:34 #

    Ed, qualquer nação que firmar negócio conosco pode dar para trás. Qualquer uma, seja EUA, França e Taiwan. Ou Argentina, África do Sul e Espanha, por exemplo.
    Como já escrevi, nestes negócios não há PROCON internacional ou OMC que resolva.

    Abraços.

  16. Magal 7 de março de 2012 at 13:47 #

    Lembra a todos que os EUA estao se livrando de todos os recem comprados C-27. Quem acha que o KC-390 tem alguma chance por la, Infelizmente nunca ouviu falar de LM.
    Se vcs acham que o resultado do LAS foi ruim, aguardem uma concorrencia contra a LM nos EUA.
    A realidade e que depois do furo com o STucano esse tipo de proposta e o minimo q a Boeing pode fazer.

  17. Marcos 7 de março de 2012 at 13:57 #

    Resumindo

    Já que está perto do fim (É o que todos esperão, FX…), a Boeing começou mostrar a caixa de ferramentas, toma cuidado Le Jaca.

  18. Mauricio R. 7 de março de 2012 at 14:14 #

    “Se vcs acham que o resultado do LAS foi ruim, aguardem uma concorrencia contra a LM nos EUA.”

    A LM é parceira da Hawker no LAS, como a Embrear já foi sua parceira, no ACS.

    “A realidade e que depois do furo com o STucano esse tipo de proposta e o minimo q a Boeing pode fazer.”

    A Boeing não tem obrigação de fazer nada, não é e nem foi parceira da Embraer, neste ou em outro programa qualquer.
    Não há relação alguma entre F-X 2 e LAS, além de alguma absurda teoria conspiratória.

  19. Magal 7 de março de 2012 at 14:44 #

    Acho que voce nao entendeu. Sim o STucano nao tem nada a ver com o F-X desde que tivesse sido eliminado de primeira. O problema e que pega mal, dizer que levou, mas nao levou, Pois todos aqueles ‘fantasmas’ de como os Americanos sao conosco, podem se justificar ‘politicamente’ falando.

    Alem do mais citei a LM com relacao a possibilidade do KC-390 vir a ser comprado pelos EUA. O que e dificil dado o lobby dos caras que acabou de conseguir q os C-27 fossem desativados.
    Como disse em outro debate, eu prefiro o SHornet, pela capacidade dele e nao por essas promessas que depende de muita aprovacao para virar realidade. :)

  20. asbueno 7 de março de 2012 at 14:56 #

    Magal:

    De fato, a desativação dos C27 foram derivadas de cortes orçamentários. Porém, se ocorresse, os KC390 substituiriam os C130 e não os C27.
    Para a EMB conseguir isso teria que vencer o C130J e, consequentemente, a LM. Além de boa parte da opinião pública e política. Porém, se a Boeing adotasse a aeronave,ela teria alguma chance no médio prazo.

  21. Mauricio R. 7 de março de 2012 at 15:25 #

    Repito, não há relação entre o F-X 2 e o LAS, a USAF selecionou o ac brasileiro, achou uma falha no processo, cancelou o processo, fim.

    “…com relacao a possibilidade do KC-390 vir a ser comprado pelos EUA.”

    A LM, fabricante de Hércules, fazendo lobby pelo KC-390…
    A USAF não está procurando substituto p/ o C-130, isto é megalomania da Embraer.
    Os caras lá tão mto enrolados c/ o update dos seus próprios C-130, que está custando os olhos da cara!!!
    E considerando o monte de MRAP-II, M-ATV e o futuro GCV, o ac da Embraer não carrega nenhum deles, então não terá futuro nenhum nos EUA.

    “O que e dificil dado o lobby dos caras que acabou de conseguir q os C-27 fossem desativados.”

    A USAF desativou os C-27, pois dado o fim das operações no Iraque e seu iminente fim no Afeganistão, não precisava mais deste avião e portanto vão deixar de gastar verba c/ ele.
    Não tem nada de lobby, a picuinha era entre o US Army e a USAF.

  22. Magal 7 de março de 2012 at 15:49 #

    Perfeito entao Mauricio, :)

    Essa historia de KC-390 nos EUA ‘e megalomania da Embraer, o que concordo plenamente.

  23. Almeida 7 de março de 2012 at 16:06 #

    Vem logo Vespão!

  24. Marcelo 7 de março de 2012 at 17:39 #

    Mauricio R. disse:
    7 de março de 2012 às 14:14
    “A Boeing não tem obrigação de fazer nada, não é e nem foi parceira da Embraer, neste ou em outro programa qualquer.”
    foi pareceira da Boeing sim, quando a Boeing assumiu a McDonnel Douglas, a Embraer fabricava os flaps de material composto do MD-11…informe-se mais OK?
    Abraços,

  25. Mauricio R. 7 de março de 2012 at 18:16 #

    Nossa, qndo mesmo o MD-11, deixou de ser fabricado???
    Menos, Marcelo.

  26. Fernando "Nunão" De Martini 7 de março de 2012 at 18:27 #

    Até aí, a Embraer produziu partes em honeycomb para o F-5, mas não creio que poderia ser chamada de “parceira” da Northrop.

    Creio que o mesmo vale para esses flaps do MD-11. Fornecedor é uma coisa, parceiro é um pouco mais do que isso, imagino – por exemplo, entrar num projeto como parceiro de risco, tornar-se o fornecedor primário de uma parte importante da aeronave (caso da Denel com a Saab em relação à fuselagem traseira do Gripen, ou mesmo da TAI turca que em notícias recentes caminhava para se tornar um dos fornecedores principais de partes da fuselagem central do F-35). Esse tipo de coisa.

    Também não creio que a HAL indiana possa ser chamada de parceira da Boeing por fornecer uma dúzia (se o contrato não tiver sido estendido) de portas de compartimento de canhão para o Super Hornet. No máximo, é um fornecedor secundário.

    Saudações!

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