O futuro incerto do F-35

O F-35, caça de 5ª geração que está sendo financiado e desenvolvido pelos EUA e mais oito países, foi projetado para ser produzido em 3 versões e substituir os jatos F-16 Falcon, A-10 Thunderbolt II,  AV-8B Harrier II e os F/A-18 Hornet.

O plano original era adquirir um total de 2.443 caças F-35, ao custo de cerca de um trilhão de dólares. Mas o mundo mundou, veio a crise financeira que abalou os EUA e que vai produzir cortes sensíveis no orçamento militar americano.

O desenvolvimento do F-35, por sua vez, está mergulhado em centenas de problemas que estão sendo descobertos com a campanha de ensaios em voo.

Parte de um relatório disponível na Internet em novembro de 2011 mostra que tinham sido encontrados até aquele momento 725 defeitos no avião, dos quais 577 deles ainda não tinham sido sanados.

Entre as questões mais críticas, destaque para as inesperadas vibrações graves em manobras de alta velocidade, problemas com a representação de dados no sistema de visão noturna embutida no capacete e falhas freqüentes num componente elétrico que pode derrubar o sistema principal e afetar também os sistemas de pressurização e suprimento de oxigênio para o piloto.

O relatório também expressa a preocupação da equipe de desenvolvimento sobre o ritmo lento em desenvolver e testar a capacidade de combate da aeronave, especialmente em “certas áreas classificadas” que afetam as suas capacidades de defesa aérea.

Foi dito que os ensaios de lançamento de armamento vão exigir mais mudanças no avião e que o projeto ainda vai demorar para atingir a maturidade necessária para o início de produção em série.

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28 Comentários to “O futuro incerto do F-35”

  1. Alfredo Araujo disse:

    Se os EUA q detem a mais avançada tecnologia, detem os mais experientes técnicos da área, possem mais dinheiro, etc etc… estão tendo problemas e perigam desistir do F35, imagina o PAK-FA e o Ching-Ling ??

    Não seriam caças de 4º geração com roupinha de 5º ?

  2. joseboscojr disse:

    Será que os americanos desaprenderam como se faz um caça?
    Ôh gestação difícil essa. Já vai nascer (se nascer) obsoleto.

  3. Justin Case disse:

    Amigos, bom dia.

    Nenhum caça chega ao estado operacional no “estado da arte”.
    Entre a concepção das novas soluções e sua efetiva implementação nas aeronaves em serviço há muitos anos de intervalo.
    Isso não quer dizer que terá sido atingida a obsolescência.
    Creio que algo estará obsoleto quando não puder mais contribuir para o cumprimento da missão (obsolescência operacional) ou quando não puder mais ser mantido em condições de uso (obsolescência logística).

    Outro ponto que deve ser considerado é que a gestação de sistemas complexos é também mais lenta. É bem provável que o F-35 alcance o status operacional após período maior que os antecessores F-22, F-18, F-16. Isso também aconteceu com os europeus Rafale e Typhoon em relação a Mirage 2000 e Tornado.

    Quanto aos preços, o tradicional é que cada avião de nova geração custe 100% a mais do que as gerações anteriores.
    Se formos buscar os resultados individuais, cada fator de desempenho avaliado individualmente não irá superar 20% ao da geração inferior.
    Isso parece pouco, mas a efetividade em combate, como um todo, pode superar 100%.
    Por exemplo: 20% a mais em furtividade, em alcance radar, em alcance míssil, em MMI, em “situation awareness”, tudo somado, pode dar uma possibilidade maior que 80% de vitória contra um oponente de geração anterior. Em missões ar-superfície, a possibilidade de sucesso aumenta na mesma medida.
    Além disso, há a possibilidade de obter vitória sem entrar em operação (a tal de DISSUASÃO), que você não conseguiria jamais com aeronaves de gerações anteriores ou outro sistema “baratim”.
    Por falar nisso: TAMPAX nunca mais!
    Abraços,

    Justin

  4. Nick disse:

    Caro Justin,

    O Tampax é inevitável..relaxa ..

    No mais concordo que o F-35 é um caça extremamente complexo e totalmente novo, mas ao mesmo tempo, temos de reconhecer que “enfiar” 3 requisições(USAF, NAVY e MARINES) em um único projeto pode não ter sido a melhor idéia.

    Lendo um fórum estrangeiro, um comentarista racionalizou corretamente. As vezes fazer tudo, não quer dizer que vá fazer tudo da melhor forma. Existirá sempre a solução de compromisso. O F-35 é famoso pato. Mas um pato superequipado :)

    Se o objetivo era reduzir custos, porque não fazer 3 caças mais simples(furtivos é claro) compartilhando de sistemas gerando a tal de economia de escala? Radar, aviônicos, sistemas de ESM,ECM, APUs+motores, EOTS+DAS.

    Talvez se o F-35 fosse apenas um avião de ataque, com capacidade secundária de defesa, sem a versão STOVL, os custos não teriam escalado tanto. Mas quiseram transforma-lo em caça com igual capacidade de Superiodade Aérea, o será capaz de fazer, mas dinâmicamente será inferior até aos caças de 4,5ª geração como o Su-35BM e Typhoon (tudo bem que compensará com uma furtividade maior).

    Mas o ponto é: Será que o objetivo do programa se realizará que era produzir um caça de geração avançada à custos aceitáveis? Me parece que esse objetivo eles não estão alcançando.

    []‘s

  5. Giordani RS disse:

    “joseboscojr disse:
    7 de janeiro de 2012 às 0:00
    Será que os americanos desaprenderam como se faz um caça?
    Ôh gestação difícil essa. Já vai nascer (se nascer) obsoleto.”

    Os gringos estão colhendo os frutos de políticas populistas, sim, até eles conseguiram tal façanha…isso era inevitável que fosse acontecer…desde o meio da década de 80, os investimentos em engenharia diminuem num ritmo constante…deu-se o fechamento e absorção de várias fábricas militares, e estas, por excelência, eram pólos de tecnologia. A pesquisa espacial também sofreu cortes e mais cortes, culminando com a retirada dos Space Shuttles, sem ao menos uma nave substituta operacional, e o que é pior, uma nave inferior em capacidade de carga ao que eles tinham…aonde voces acham que foram parar esses engenheiros? Na sua grande maioria se aposentaram e com o enxugamento do mercado de trabalho…lembro de ter visto uma entrevista da Hillary Clinton aonde ela batia exatamente nessa tecla, aonde os EUA formavam 60.000 engenheiros/ano enquanto que a china e a índia formavam mais de 200.000/ano…
    Os EUA não desaprenderam a fazer aviões, desprenderam a pensar, a inovar. O que iamginaram para o F-35 foi o legítimo 3 em 1…e talvez o caça não seja capaz disso…
    O F-35 será uma grande e sensacional máquina aérea, porém, vai passar pelas mesmas dificuldades que cada grande caça passou, como foi o caso do F-111(não sei se dá para classificar com um “grande” esse aí…), do F-14, do F-15 e do F-22.

  6. Clésio Luiz disse:

    Os maiores problemas do F-35 estão relacionados com a versão dos Marines, que acabou por afetar as outras duas. Eu lembro que a alguns anos atrás, houve um grande esforço para redução do peso da aeronave, porque a versão B não conseguiria operar satisfatoriamente com o peso que ele chegaria na versão de série. Imagine que reprojetar a estrutura e diversos componentes para redução de peso significa mudar maquinário, reprojetar componentes e refazer testes no que foi mudado e no que foi afetado pela mudança em outros componentes. E isso necessita de dinheiro.

    Aí esse reprojeto foi mal feito, e um ou dois componentes apresentaram rachaduras nos testes de fadiga. Agora será preciso mais um esforço de engenharia para reforçar essas peças sem acarretar aumento de peso. E para isso se meche com muita coisa e se gasta muito dinheiro.

    É provável que, se não fosse a inclusão da versão dos Marines, o F-35 poderia estar entrando em operação agora, por uma fração do custo do programa atual.

  7. joseboscojr disse:

    Mas será que a fonte do problema é porque tentou-se uma aeronave única para 3 funções, STOVL inclusive?
    Será que não existem equipes individuais desenvolvendo as 3 versões?
    Por que a versão “A”, teoricamente a mais simples de todas, teria que atrasar devido a problemas na gestação da “B”?
    Já é comum caças com duas versões, terrestre e naval, e isso já há um bom tempo, haja vista o F-4, o Rafale, etc.
    Infelizmente aquela bela frase “não podemos voltar e mudar o começo,mas se a gente quiser vai dar pra mudar o final” não se aplica nesse caso.
    Ao meu ver o problema está no início. Não deveriam ter pego um caça convencional e daí partirem pra fazer um STOVL, e sim pego um STOVL e daí desenvolverem um caça convencional.
    Fato é que qualquer modo os caças já existentes irão incorporar a tecnologia desenvolvida para o F-35 independente dele “decolar” ou não.
    Um grande problema é se a tecnologia de propulsão (Lift System) da versão B não vingar. Ela é uma grande promessa para viabilizar a decolagem e pouso vertical inclusive para uso civil. Me lembro que há algum tempo inclusive os engenheiros responsáveis pelo sistema estavam eufóricos e comemorando antecipadamente e até fizeram pouco caso do V-22 dizendo que ele já havia nascido ultrapassado frente à nova tecnologia.

  8. joseboscojr disse:

    Claro que a alusão dos engenheiros da LM/RR ao V-22 foi puramente provocativa já que é impossível um sistema que usa jatos substituir um que usa rotores em todas as funções deste último.

  9. Ivan disse:

    O maior defeito do programa JSF- Joint Strike Fighter está no vergonhoso tipo de contrato que foi assinado pelo poder público americano e o consórcio liderado pela Lockheed/Martin.

    O contrato tipo ‘COST PLUS’ permite aos executivos das empresas contratadas inflarem indefinidamente os custos do projeto, sem nenhuma punição pela incompetência ou má fé deste ou daquele projetista (ou equipe). Pelo contrário, a correção dos “erros” é paga pelo contratante.

    Caso houvesse cláusulas punitivas por atrasos e/ou erros dos fabricantes, que refletissem nos bolsos dos executivos, engenheiros e técnicos, tenho certeza que haveria menos “problemas”.

    Quando parece que é uma emboscada,
    então certamente é uma emboscada!

    Sds,
    Ivan.

  10. Giordani RS disse:

    “Clésio Luiz disse:
    8 de janeiro de 2012 às 11:27
    Os maiores problemas do F-35 estão relacionados com a versão dos Marines, que acabou por afetar as outras duas.”

    Acho que o amigo se equivocou nessa. Fosse assim o F-35A e B não estariam sofrendo. O -B nunca devia ter sido produzido, no sentido financeiro, pois era muito mais negócio ter continuado os investimentos no motor Pegasus e desenvolvido um Harrier II. A McAir tinha um projeto de um Harrier dotado de asas em delta e canard´s, um projeto pra lá de viável. Outra coisa, o X-32, na minha opinião(minha, e ainda bem que ninguém depende dela) parecia ser mais inovador, mas no que tange ao VTOL, era bem convencional, e acredito que teria dado menos dor de cabeça aos engenheiros…
    O grande defeito do F-35 é o seu custo. Imaginem uma nação pequena, como israel, mandando para o fronte, bombardear guerrilheiros ou lançadores de katyuscha, uma aeronave de milhões de dólares, que coisa mais insensata. Hoje, um F-16 contra um punhado de talebãs já parece uma insensatez(pela óptica financeira…vamos deixar bem claro isso, pois os gestores públicos adoram se apegar nisso)…quando o caça retorna da missão, beleza, mas quando não volta…
    Claro que o contrato deve ser uma coisa escabrosa, o lucro da LM deve ser astrônomico…como o de uma Cia do outro lado do atlântico…os dividendos dos executivos devem ser o equivalente a uns dois aparelhos por ano…semestre…mês…

    Por tudo isso que Eu acredito que esse não será o último caça tripulado da USN…o F/A-12 Avenger vem aí…

  11. Ivan disse:

    Uma das melhores jogadas do marketing aeronáutico dos últimos tempos foi vender a idéia do multirole… omnirole… multi tudo… air bombril… ou mesmo bombril d’lair… whatever!!!

    Efetivamente com os altos custos das aeronaves modernas impõe que estas seja capazes de efetuar várias missões, entretanto é um disparate acreditar que apenas uma aeronave multirole pode realizar TODAS as missões de combate aéreo com o a mesma efetivadidade E/OU o mesmo custo/benefício de outra especialista.

    Entretanto os projetistas e fabricantes usam o argumento do multitudo que vai fazer ‘de um tudo’ na guerra aérea para justificar custos astronômicos em seus projetos.

    Lockheed Martin com Lightning II e Dassault com Rafale estão aí para mostrar como arrancar dinheiro do contribuinte de suas nações para desenvolver o que seria a panaceia do poder aéreo.

    Exemplos não faltam.

    Na Líbia os italianos ‘descobriram de novo’ que voar os simples e baratos AMX ‘Ghibli’ era mais barato e realizavam as mesmas missões de reconhecimento e apoio de fogo sobre uma área menos defendida que os excelentes bimotores Tornado. Memória fraca, pois já haviam esquecido, ou não, do Kosovo.
    http://www.aereo.jor.br/2011/11/11/o-retorno-do-amx/
    http://www.aereo.jor.br/2008/09/17/o-amx-na-italia/

    Será que os Yankees vão abrir mão das qualidades cinemáticas dos F22 Raptor e F15 Eagle para defesa aérea do Alaska? Um enorme território branco e potencialmente rico, vizinho da Rússia.

    Ou ainda será que a US Air Force poderá abrir mão do poder de fogo e blindagem dos A-10 Thunderbolt II em missões C-SAR quando seus pilotos caírem atrás de linhas inimigas realmente fortes, como as vietnamitas no passado?

    Será que vale a pena mandar um caça de US$150 milhões, com custo de hora voada entre US$10 e U$20 mil, lançar 2 (duas) ou 4 (quatro) bombas de 1.000 lbs sobre um comboio de caminhões?

    High and Low Mix é inevitável.

    Sds,
    Ivan.

  12. Vader disse:

    Problemas existem, mas o F-35 segue em frente.

    Quanto a cancelá-lo: “nuts”! :)

    Pessoal, acordem: o F-35 gera emprego em quase todos os estados da união. Pode quebrar a USAF e falir a US Navy, mas o F-35 não será cancelado.

    Aliás, ainda ontem estava vendo uma reportagem sobre o “cinturão da ferrugem”, e como Obama está querendo revitalizar os empregos dessas cidades, tremendamente afetados pela quebra da indústria automobilística. Vocês acham mesmo que ele irá deixar perder os preciosos empregos da indústria aeronáutica?

    O F-35 paga o preço da inovação e de ser o “low” da equação (com o F-22 como “high”). Foi EXATAMENTE assim com o F-16, em sua época. Falavam que era caríssimo frente aos F-14/F-15, que era desnecessário (o F-15 fazia tudo que ele faz), que era fraco em combate (em tese o F-15 é muito mais poderoso), que era instável e perigoso para os pilotos (pilotos morreram durante a fase de LRIP), que dependia muito de computador, etc. A US Navy lhe torceu o nariz, os críticos choveram, o lobby contrário entrou em atuação, ou seja: igualzinho o que vemos agora.

    Qual o resultado? Trinta anos depois o “patinho feio” virou a “Cinderela”, sendo o caça a jato mais vendido dos últimos 40 anos, a “galinha dos ovos de ouro” de diversas forças aéreas ao redor do mundo.

    Os cães ladram e a caravana passa, como diria um cidadão que antigamente postava aqui…

  13. Ivan disse:

    MiLord Vader,

    O F-35 Lightning II será uma excelente aeronave multirole, mas não será ‘multitudo’ (como nenhuma outra é ou será) e terá limitações comparativas frente a outras aeronaves especialistas.

    Vai lhe faltar qualidade cinemática para superioridade aérea frente ao seu irmão maior F-22 (MLU?) Raptor, ou a blindagem para missões muito próxima ao inimigo do A-10 ‘Warthog’, ou ainda baixo custo operacional dos caças leves pelo mundo.

    Se nos EUA será a parte Low da equação, afinal eles são ricos,
    no Brasil poderia ser a parte High do Mix.

    Tenho certeza que o JSF – Joint Strike Fighter vai voar em todas as versões e será um sucesso operacional e de vendas (já garantidas).

    Entretanto repito que o contrato tipo COST PLUS é a maior ameaça e embaraço ao referido programa, um instrumento que coloca o poder público americano e dos aliados como refém da Lockheed Martin, Bae e demais fabricantes.

    Da forma que está, pelo que temos lido, simplesmente não há punição para os erros (reais ou forjados) das equipes de desenvolvimento e avaliação, na medida em que estes geram medidas corretivas que geram pagamentos extras do contratante para o contratado, que geram mais faturamento, que geram mais lucro e, no final, mais bônus e gratificações para executivos e técnicos.

    Como é possível se premiar os erros?
    Ainda mais com dinheiro dos contribuintes (deles).

    Sds,
    Ivan.

  14. Justin Case disse:

    Amigos, bom dia.

    Na teoria, o contrato COST PLUS foi idealizado para reduzir os custos de um projeto complexo e de longo prazo.
    Devido aos grandes riscos inerentes ao desenvolvimento e à primeira tentativa operacional de novas tecnologias, o preço de um contrato tradicional, de preço fechado, poderia ser impraticável, inviável.
    As empresas teriam que estabelecer um preço que cobrisse todos os riscos técnicos, de cumprimento de prazos, de ocorrência de problemas inesperados e improváveis. Além disso, o preço deveria manter uma margem de lucro que justificasse a participação no projeto.
    Quando o Governo aceita um contrato COST PLUS ele sabe de todos os problemas relativos à sua decisão, mas julga que no final, os custos globais serão inferiores.
    Para garantir que não existam problemas “inventados” ou lucros indevidos, é necessário estabelecer uma equipe gerencial de qualidade.
    Também, como é de praxe, é requerida uma grande estrutura para análise de custos, com direito de acesso à toda a contabilidade do projeto.

    Mais dois detalhes:
    1. No Brasil, é praticamente impossível conseguir amparo, na lei 8666-93, para um contrato governamental do tipo COST PLUS.
    2. Mesmo em um contrato tradicional, há dispositivos para proteção contra problemas imprevistos. Nenhuma empresa iria continuar trabalhando em um projeto do tamanho do JSF para terminar “no vermelho”.

    Abraços,

    Justin

  15. Ivan disse:

    Justin,

    Perfeito esclarecimento do que seria COST PLUS “na teoria”.

    Entretanto, “na teoria”, o laissez-faire funciona e os mercados se regulam naturalmente, o comunismo seria totalmente igualitário e o Corinthians seria campeão todo ano…

    O que acaba com a “teoria” é a prática humana.

    Sds,
    Ivan.

  16. DrCockroach disse:

    Senador John McCain, de como o Congresso foi “capturado” pelo complexo militar:

    “In fact, the military-industrial complex has become much worse than President Eisenhower originally envisioned: it’s evolved to capture Congress. So, the phenomenon should now rightly be called, the ‘military-industrial-congressional’ complex”

    http://mccain.senate.gov/public/index.cfm?FuseAction=PressOffice.FloorStatements&ContentRecord_id=42987243-f045-7da7-6952-e32c98949a64

    Se vcs quiserem assitir o video google “Senator McCain Warns BEWARE Of The Military Industrial CONGRESSIONAL Complex pt.2″ onde ele fala do F-35, por exemplo:

    “The main problem with the program has been this: before the Pentagon went ‘all in’ on the F-35 program, it never really understood the risks associated with developing and integrating the F-35’s critical technologies and manufacturing each version of the plane, much less how much money and time would be needed to overcome these risks. So, ever since the Pentagon awarded Lockheed Martin a contract to develop the Joint Strike Fighter contract in 2001 and despite having signed several follow-on contracts with it for blocks of ‘production’ aircraft, the program has effectively been stuck in development. Experts call what the Pentagon has been trying to do here ‘concurrent development.’

    I call it a mess. Using a ‘concurrent development’ strategy to procure high-risk weapon systems that promise generational leaps in capability when (1) their underlying design is unstable; (2) the risks associated with developing their critical technologies and integration are not fully known; and (3) their manufacturing processes are immature, is a very bad idea. And, trying to do this under ‘cost-plus’ contracts is a recipe for disaster.”

    E a materia segue.

    Prezado Vader,

    O F-35 tem producao espalhada por praticamente todos os Estados americanos por um motivo, “cooptar” politicamente o Congresso.

    []s!

  17. DrCockroach disse:

    Prezado Justin,

    Infelizmente tentar justificar o Cost-Plus como uma “protecao” ao contratante aos imprevistos do desenvolvimento eh para lah de razoavel, sendo comedido nas palavras. Existem outros instrumentos contratuais, que poderiam ser inseridos desde o inicio, para lidar com os custos de desenvolvimento muito melhores do que incentivar, contratualmente, que a empresa contratada, no caso LM, tenha interesse em inflar os custos, pois maiores os custos, maior a margem de lucro da mesma que, por sinal, teve lucros fantasticos no ano fiscal passado.

    Mas segue aqui a palavra de um outro senador e do novo secretario da defesa, Panetta, sobre o cost-plus contrato (peguem a palavra deles, ao inves da minha):

    – Graham: “Vc concorda que os sistema que temos hoje eh de que quanto mais demorado e mais custa p/ desenvolver uma arma (F-35) mais a contratada (LM) ganha?
    - Penetta: “Eh verdade”
    - Graham: “Mas isto nao eh de uma burrice?”
    - Penetta dah uma gargalhada e diz: “Nao p/ a empresa contratada, mas para o governo eh (uma burrice).”

    O dialogo estah aos 2m55s do video abaixo.
    http://www.youtube.com/watch?v=7Y4QBTz4N9U

    []s!

  18. Mauricio R. disse:

    Cuidado, o facão que mtos querem descer no F-35B, pode acertar o F-35C:

    (http://snafu-solomon.blogspot.com/2012/01/f-35c-scratched-wouldnt-that-be-ironic.html)

  19. RA5_Vigilante disse:

    “Foi EXATAMENTE assim com o F-16, em sua época. Falavam que era caríssimo frente aos F-14/F-15…”

    Pra mim isso é novidade, a questão do custo alto.

    “The YF-16 was to be powered by a single Pratt & Whitney F100 turbofan, whereas the YF-17 was to be powered by a pair of General Electric YJ101 engines.

    The “cost plus fixed fee” contracts covered the design, construction, and testing of two prototypes, plus a year of flight testing. At the time, the Air Force was still very much committed to the F-15 fighter, and visualized the LWF program as more of a technology-demonstration project rather than a serious effort for a production aircraft. At the same time, contracts were given to Pratt & Whitney for a version of the F100 turbofan specially adapted for single-engined aircraft and to General Electric for the new and smaller YJ101 engine.

    Keeping costs down

    The YF-16 was designed and built at Fort Worth under the direction of William C. Dietz and Lyman C. Josephs, with Harry Hillaker as chief designer. The General Dynamics Model 401 had been studied in models, mockups, and wind tunnel testing dozens of different configurations before the final configuration was chosen. No attempt was made to push individual technological advances, with proven systems and components being used in areas where new technology was not required.

    Components and detail assemblies were designed for ease of manufacture using low-cost conventional materials where possible. In order to keep costs down, many of the components were to have commonality with existing or projected aircraft. However, new technology was to be used in those situations where it would have the greatest effect in meeting performance goals.”

    *ttp://www.f-16.net/f-16_versions_article4.html

  20. Justin Case disse:

    Amigos,

    Um projeto que enfrente problemas técnicos acima da expectativa sempre vai ser mais caro e mais demorado do que a previsão inicial, independentemente da modalidade contratual.
    Pelo menos pudemos discutir aqui as vantagens e desvantagens do sistema “cost plus”, muito pouco usado aqui no Brasil, e aprender um pouco.
    É muito fácil propor “como deveria ter sido feito”, depois que o problema já está instalado. A ARTE é antecipar “como fazer se” durante a concepção do projeto.
    Abraços,

    Justin

  21. Vader disse:

    Ivan disse:
    9 de janeiro de 2012 às 7:25

    Mestre Ivan, o terrível: :)

    Nenhuma das Forças Aéreas participantes do JSF irão jamais ter que se preocupar com o F-22. E se um dia, numa hipótese absurda de guerra dentro da OTAN e aliados, o F-35 tiver que enfrentar o F-22, é porque a vaca já foi pro brejo há muito tempo, e aí será mais inteligente as nações começarem a se preocupar com os ICBMs umas das outras… :)

    A única aeronave que eu realmente tenho dúvidas quanto à substituição pelo F-35 é o A-10. Mas temos aí de contextualizar e levar em consideração que a USAF, por razões que fogem à compreensão do ser humano comum, não gosta desta aeronave, e o substituiria por qualquer coisa, se pudesse.

    A verdade é que o F-35 substituirá com folga o F-16, pois manobra tão bem quanto ele, segundo a própria LM, mas possui muito maior taxa de aceleração até mach 1 e muito maior autonomia. Substituirá também com folga o F/A-18 Hornet, pois também tem maior capacidade de manobra, carga paga e autonomia. E substituirá com uma tremenda folga o AV-8B Harrier, sendo na verdade o único projeto STOVL do mundo, modalidade de pouso e decolagem, friso, IMPRESCINDÍVEL para o USMC, a Real Armada Espanhola e a Marinha Italiana, todas forças participantes do projeto. Sem contar que o F-35B é uma arma absolutamente revolucionária. E olha que nem falei na maior vantagem do JSF, sua discrição radar e seus sistemas revolucionários (DAS, etc.).

    Quanto ao contrato e custos, concordo em termos. Pode ter sido um erro, mas como disse o Justin, é fácil julgar depois que as decisões foram tomadas.

    É como vejo por exemplo o Rafale, um caça errado desde o princípio, que nasceu por motivos tortos e irá morrer torto, porque simplesmente acabou a grana da França. Bem, o F-35 não irá morrer.

    DrCockroach disse:
    9 de janeiro de 2012 às 10:57

    “O F-35 tem producao espalhada por praticamente todos os Estados americanos por um motivo, “cooptar” politicamente o Congresso”

    Será caro Dr. Barata? Será que é espalhado para cooptar ou precisou se espalhar para passar o projeto? Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Tostines vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais? :)

    Abraços aos dois.

  22. Nick disse:

    Só sei de uma coisa:

    A Boeing está numa torcida e reza brava…. hehehehe :)

    []‘s

  23. joseboscojr disse:

    Ivan, do Recife e Lord Vader, de uma galáxia muito, muito distante,

    O conceito do A-10 está ultrapassado dentro das forças armadas americanas e com certeza está na alça de mira do F-35.
    Em guerras de baixa intensidade (operações assimétricas) o bom senso manda usar aeronaves como o Super Tucano ou os UAVs.
    Já em apoio aproximado, incluindo operações antitanques, numa guerra de alta intensidade, o uso hoje de um avião como o A-10 seria suicídio sob qualquer ponto de vista. Tendo isso em mente, o F-35 e mesmo outras aeronaves deverão substituí-lo (se é que já não o foi doutrinariamente num hipotético cenário simétrico) usando métodos de ataque de média e longa distância com o uso de armas guiadas de precisão em estado da arte, tais como as bombas JDAM, SDB, SDB II, JAGM, etc.
    Mesmo com características que o fazem uma aeronave única (blindagem, redundância de sistemas, etc) extremamente resistente às agruras do campo de batalha em baixa altitude, ele está com seus dias contados.

  24. Vader disse:

    Talvez vc tenha razão, Mestre Bosco. Mas acho (e apenas acho) que se eu fosse o Tio Sam e seu trilhão de dólares pra defesa, não abriria mão tão cedo de uma arma que já se provou eficaz no apoio à tropa.

    By the way: iria mais tranquilo pro campo de batalha sabendo que os A-10 e seu canhão estão por perto.

    Abraço.

  25. joseboscojr disse:

    Nas forças armadas americanas já vai longe o dia em que as tropas amigas ouviam o ronco dos motores do caça salvador e não raro podia acenar agradecendo a intervenção oportuna do garboso piloto.
    Hoje o que se ouve é apenas o som das bombas detonando nos pontos designados e não se tem a mínima ideia de onde elas partiram e de quem as laçou.
    Ai! Minha veia poética hoje está supitando.
    rsrsss

  26. joseboscojr disse:

    laçou = lançou

  27. Vader disse:

    Bosco, sugiro para leitura. É uma aula sobre o F-35, na visão do DoD:

    http://s3.documentcloud.org/documents/274217/dod-quick-look-ahern-report.pdf

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