Um documento em pdf divulgado pelo DDPS (Departamento Federal de Defesa, Proteção Civil e Esporte da Suíça) juntamente com a nota oficial sobre a escolha do Gripen como novo caça suíço, mostra nos dados técnicos do caça da Saab a motorização com um General Electric F414G.
Trata-se do motor utilizado no demonstrador NG, que testa as tecnologias das futuras versões do Gripen.
Para resolver essa dúvida, entramos em contato com a assessoria de imprensa da Saab no Brasil, que contactou a Saab na Suécia e nos repassou a seguinte informação: a escolha da versão (C/D ou E/F, que é a futura versão do caça cujas características vem sendo testadas no demonstrador NG) será um dos temas da negociação que ocorrerá nos próximos meses – Clique aqui para ver a tradução da nota oficial da Suíça sobre a escolha do Gripen, e que menciona no texto essa negociação.
Você pode acessar o pdf completo com as características técnicas dos três competidores clicando aqui. Na foto abaixo, pode ser vista claramente a principal diferença externa entre um Gripen D e o demonstrador do NG, que é o trem de pouso. A mudança de posição desse equipamento, que deixou de recolher na fuselagem e passou para naceles nas raízes das asas, liberou espaço interno para o aumento da capacidade de combustível e também permitiu a provisão, sob a fuselagem, de mais dois pilones para armamento.



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Com certeza é o Gripen NG, vulgo Gripen E/F, vulgo evolução MS-21.
O que aconteceu, na minha opinião: Inicialmente foi oferecido a versão C/D, mas os atrasos permitiram à SAAB oferecer o Gripen NG a tempo.
As especificações e o desenho do Gripen representam a versão apresentada para o Brasil no FX-2. E mais, não faz sentido comprar um Gripen C/D com motor GE-414 G que exige modificações que já foram feitas no Gripen Demo, que é a base do Gripen NG.
[]‘s
Aposto todas as minhas fichas que a venda foi do modelo E/F ou seja, o NG.
Primeiro pela motorização, segundo porque a Suissa não iria comprar 22 caças 0Km que não sejam justamente o mais moderno que a SAAB tem a oferecer.
Mas posso estar errado( duvido muito).
Enfim, parabéns a SAAB por mais esta VITÓRIA.
Acorda Brasil!!!!
será que não seria mais interessante um Gripen C/D, que usa o mesmo motor dos F-18s, mas com radar (AESA) e IRST do NG? A não ser que essa eletrônica adicional necessite de carga elétrica que o motor antigo não consiga gerar…
A Suiça não precisaria, a princípio, do alcance adicional do NG.
Interessante que essas fichasdão o baixo valor de 200m/s de razão de subida para o Gripen e o Typhoon. Isso contradiz outras fontes e é um valor muito inferior aos outros caças de 4ª geração.
Marcelo, não sei se os F-18 suíços já incorporam as mudanças introduzidas pela Volvo nos F-404 montados na Suécia e que depois foram introduzidas na linha da GE.
Mas eu creio que as novas características introduzidas nos updgrades contínuos dos C/D também ficariam mais coerentes (energia, carga de bombas, desempenho etc) com motor mais potente, e talvez por isso esteja sendo planejado um novo upgrade nos F-404 para atuais usuários de Gripen.
Para novos clientes, faz mais sentido ir para o modelo com F-414, que é a versão atual do propulsor em plena produção e com muitas centenas já em uso no Super Hornet.
Pode ser que a Suíça não precise do alcance adicional do NG, mas não creio que negaria uma boa oferta com o motor F-414, que possibilita até supercruise, segundo a Saab. Dependendo do valor adicional em relação ao C/D ofertado inicialmente, é provável que valha a pena – deve-se lembrar que, desde o início do programa “Partial Tiger Replacement” o projeto do NG virou demonstrador etc e, segundo dei uma olhada em alguns sites, a proposta foi atualizada em 2010.
Enfim, foi por causa dessas dúvidas que perguntamos à Saab e a resposta está na matéria acima.
E mais essa… a Suíça pode se tornar assim a primeira compradora do Gripen E/F “Next Generation”…
Como disseram acima: ACORDA BRASIL!!! O cavalo só passa selado pela porta uma vez!!!
Senhores, apesar do F-404 com as modificações da Volvo ser um excelente motor, já é um projeto um tanto vetusto, menos eficiente e econômico, e que tem EXATAMENTE as mesmas dimensões de sua evolução, a F-414, a saber (dados da wikipedia):
F-404:
Comprimento: 154 polegadas (3.912 mm)
Diâmetro: 35 polegadas (889 mm)
Peso “seco”: 2.282 libras (1.036 kg)
F-414:
Comprimento: 154 polegadas (3.912 mm)
Diâmetro: 35 polegadas (889 mm)
Peso “seco”: 2.445 libras (1.110 kg – peso máximo)
A diferença entre as duas é que a F-414 pesa míseros 74 kilos a mais, mas em compensação oferece 4.400 libras/força de empuxo máximo a mais! 22.000 libras/força, contra 17.700 da F-404!
Assim, me parece um tanto evidente que a Suíça opte pelas F-414, ainda que no Gripen C/D. As dimensões são idênticas, os motores são irmãos siameses, e me parece bastante viável que um Gripen C/D possa ser equipado com a F-414 com pouquíssimos custos adicionais. Um motor ainda mais potente e veloz, para um caça que já possui uma configuração física apta a suportá-lo.
Se os suecos não haviam feito isso antes pode ter sido porque não lhes interessava, pois a F-414 não estava disponível na modernização para o padrão C/D, ou porque provavelmente ainda tinham estoques de RM12, além de contratos com a GE a honrar em torno da F-404.
Mas agora que a F-414 equipará o Gripen E/F, com a SAAB/Volvo comprometida como parceira da General Electric, nada mais óbvio que mesmo as versões C/D novas passem a vir com o motor F-414.
Enfim, pode ser que os Gripen C/D suíços venham com a GE F-414, modificação que me parece plenamente viável, simples e barata. Quem viver verá.
Ou que os suíços acabem por optar mesmo pelo Gripen E/F, mais capaz, com trem de pouso diferente e tanques maiores, o que lhe dá maior capacidade de combustível e carga paga, sistemas eletrônicos no estado-da-arte (radar AESA “swashplate”) e com maior alcance.
Fato é, e coisa que os detratores do Projeto Gripen NG jamais entenderam (ou não quiseram entender por motivos “outros”), é que, FISICAMENTE FALANDO, muito pouca coisa muda do Gripen C/D para o Gripen E/F. É o mesmo airframa, com poucas modificações externas e internas. As principais mudanças são os sistemas e não a fuselagem em si.
Saudações.
Vader,
Só uma correção: por conta da mudança do trem de pouso e do aumento da capacidade de armamento (carregados nos pilones sob as asas) a asa do Gripen NG ou E/F deve ser reforçada, assim como outras mudanças estruturais na fuselagem por conta do rearranjo do trem de pouso e ampliação do tanque de combustível como consequência.
Mas as maiores mudanças são sim nas asas, e as menores são na fuselagem, no que eu concordo com vc.
De fato Nunão, obrigado pela correção. Por isso que quis dizer que na fuselagem, parte que acomoda o motor, seja ele o F-404 ou o F-414, não há mudanças muito drásticas a serem implementadas.
Ah sim, uma frase que bolei agora, que é emblemática:
Adquirir o Gripen é uma opção. Não adquirir o Rafale é uma opção lógica.
Mais uma venda certa do Rafale, que não da certo, no mais sem novidade alguma, tb não creio que o Rafale ganhe na India nem nos EAU, acorda Brasil, Gripen é a melhor escolhaaaaaa.
[]s
Não vejo muita lógica a Suíça ir de C/D. O Gripen que foi vendido foi o E/F (ex-NG). É uma grande e natural evolução de um projeto bem sucedido. Já exportado para África do Sul e Tailândia.
Acho que tem muita gente tão desesperada para detonar a notícia e continuar a falar mal do Gripen E/F que continuam dizendo que ele é um avião de papel, AutoCAD e outra basbaquices. O novo caça suíço é o E/F para desespero daqueles que nunca viram a JACA vender.
O novo Gripen tem motor mais potente, maior raio de ação, novo radar, etc… Tudo isto a custos bem mais baixos que os concorrente. Como a Suíça demostrou, se você quiser tem força aérea bem equipada a custos possíveis de serem administrados comprem um Gripen, caso não, babau!!!
Na verdade a Aviation Week já confirmou que o caça adquirido é o Gripen E/F “NG”.
E com os offsets de 100% exigidos pode-se dizer que o Gripen NG para a Suíça saiu no máximo a US$ 75 milhões de dólares a unidade. Isso se não estiverem incluídos o treinamento dos pilotos (já confirmado), os equipamentos de manutenção, bancadas de testes, manuais, integração e customização de sistemas, treinamento das equipagens de solo, etc, além dos necessários “spare parts”
Alguém precisa avisar pras rafaletes que lugar de arrancar as calças e rasgar a calcinha é motel, rsrsrsrs…
Sds.
Senhores, ao que eu saiba na oferta apresentada à Suíca deve constar obrigatoriamente produtos em operação, ou seja o Gripen C/D.
No entanto não é segredo que o que a SAAB quer vender mesmo é o NG, e agora na negociação do contrato acredito que a SAAB vai apresentar a possibilidade da encomenda ser pela nova versão. Vai depender da Força Aérea Suíca achar as condições atraentes e ir de NG, ou não é ir de C/D.
Pessoalmente acredito que a Suíca irá escolher a versão NG e acho que informalmente esta possibilidade de upgrade pesou na decisão política da Suíca.
A Dassault, mau perdedora, em nota diz que ganhou o “aviao de papel”, portanto NG.
Se for realmente NG, isto darah uma dinamica completamente diferente as negociacoes com o Brasil:
- O governo Sueco irah comprar imediatamente os NG (era previsto p/ 2018 caso nao houvessem compradores externos);
- O Brasil poderah participar do pacote? A SAAB pode levar novas informacoes ao governo brasileiro;
- Esta venda representa ao equivalente a 66% da possivel venda ao Brasil, isto tem implicacoes p/ a estrategia da SAAB/Suecia? A Suica nunca havia sido mencionada no orcamento aprovado pelo Parlamento Sueco (O Brasil foi) p/ compra do NG.
Para nos refletirmos:
Enquanto paises pobres como India, e antes o Brasil, rasgam dinheiro e cospem p/ cima (tinha um lobista aqui que comparava o Gripen com “bananas”), a Suica mostra respeito aos contribuintes e toma uma decisao sensata dentro de uma analise custo-beneficio.
[]s!
Senhores, fazendo uma correção aqui. Ao que parece a Suíça comprou foi realmente o Gripen NG, com a nova motorização e a nova eletrônica (radar AESA, IRST, etc.). Obviamente a configuração final será definida na elaboração do contrato.
Interessante este mês ver que os riquíssimos Emirados Árabes acham o Rafale muito caro, e a conservadora Suíça acha aceitável o risco de entrar no desenvolvimento to Gripen NGl. Hora de muita gente repensar os seus conceitos.