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39 anos do voo do primeiro F-5E … e ele continua na ativa!

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No dia 11 de agosto de 1972 o primeiro F-5E produzido pela Northrop voou pela primeira vez. Era o início do programa de ensaios da aeronave, conduzido na Base Aérea de Edwards. Exibindo a matrícula norte-americana 71-1417, o aparelho foi inicialmente apresentado nas instalações Hawthorne em 23 de junho daquele ano.

Parte destes F-5E dos primeiros lotes foram embarcadas para o Vietnã do Sul em 1975. Mas com a queda de Saigon, parte destes F-5 escapou para países vizinhos e , posteriormente, voltaram para os EUA, onde operaram nos esquadrões “Aggressors “.

Em 1988 a FAB adquiriu um lote de 22 caças F-5E usados da USAF (além de outos quatro F-5F). Estas aeronaves pertenciam aos esquadrões “Aggressors” baseados em Willians AFB e Nellis AFB. Os aviões estavam entre os F-5E mais antigos do mundo, sendo que 15 deles faziam parte do primeiro lote de 30 unidades produzido pela Northrop. Um deles era exatamente o “1417″. No Brasil, o “1417″ recebeu a matrícula FAB-4856.

O 4856 foi o primeiro F-5 modernizado entregue à FAB. A cerimônia ocorreu no dia 21 de setembro de 2005 na Base Aérea de Canoas.

FOTOS: Northrop e FAB

NOTA DO PODER AÉREO: o F-5 mostrou-se um excelente caça em vários aspectos. A prova disso é que ele continua voando bem não só no Brasil, mas também em muitos outros países. Porém, não é mais admissível que caças com quase 40 anos, mesmo modernizados, continuem a formar a primeira linha de defesa aérea do país. Isso é uma vergonha! Um verdadeiro escândalo para um país que quer ser grande e ocupar mais espaço no cenário internacional.

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9 COMMENTS

  1. Lindo demais, o mais bonito de sua geração!

    Engraçado são estes F-5EM/FM estarem voando há muito mais tempo que os F-2000 B/C porém se aposentarem depois. E não venham me dizer que é questão de uso, porque os esquadrões agressors da USAF voam bem mais que os esquadrões de defesa aérea franceses. É questão de qualidade da célula e da manutenção mesmo.

    • Justin

      Eu colocaria os M-2000 em outro paramar. Os F-5E/F foram as últimas versões de um projeto que veio desde 1956 (compatível com os Mirage III).

      Os M-2000 da Índia são a primeira versão desta aeronave totalmente nova para a época. Os aviões foram recebidos (a primeira leva) dez anos depois dos nossos F-5.

      O mais honesto seria comparar o M-2000 com o F-16, por exemplo.

  2. Se ainda tivessem recebido uma requalificação de suas turbinas, supondo um ganho de mais ou menos 15% (usando uma média na modernização feita para a turbina Spey de 13% e de 20% para a GE F404) seria então a cereja do bolo para uma caça que faria um papel excelente como 2º linha, um dos melhores do mundo para treinamento e patrulha aérea de caça apoiando/substituindo o A29 em missões equivalentes mas se necessário um avião de melhor performance e com uma relação custo/benefíco ótima.

    Sempre lembrando que já ficou provado que os pilotos ainda fazem diferença e pelo tempo que operam na FAB, com certeza o farão.

    Se Israel utilizou os valentes A4 até meados dos anos 90 para patrulha aérea e ainda os usa em treinamento, o F5M também poderá fazê-lo por aqui e por muitos anos.

  3. No contexto hindú a comparação mais aproximada seria c/ os “Fulcrum”, que já estão sendo reformados, p/ um padrão mto semelhante ao que será aplicado aos M-2000.
    Somente que, em mais células e em menos tempo
    .

  4. A nota do editor foi perfeita ! O problema não é o F5M ainda estar voando no Brasil. O problema é ele ser a 1ª linha da nossa caça. Até mesmo nas poderosas alas aéreas da USN eles voam até hoje como esquadrão agressor, o Composite Fighter Squadron 111 (VFC-111) Sundowners !

    Eles seriam ideais como nossa Guarda Aérea Nacional, em fronteiras como a da Amazônia, a fronteira oeste com a Bolívia e Paraguai, formando um segundo time e deixando as bases centrais, Anápolis, Santa Cruz e Canoas com o (des)esperado FX2…

  5. Idade as vezes não é o único fator para “aposentar” um casa.

    Veja o caso do AMX.

    Na Itália dos 136 recebidos, 55 ainda são empregados e 81 foram retirados de serviço, em termos proporcionais a AMI retirou de serviço 60% de toda frota, sendo que o AMX mais velho da AMI tem cerca de 20 anos, ou seja relativamente novo.

    No Brasil dos 53 provavelmente cerca de 10 deles não serão modernizados, novamente um avião com cerca de 20 anos de uso retirado de serviço e a FAB com o F-5 espera atingir até 40 anos de tempo de serviço de algumas células.

    Alguns aviões pela sua versatilidade, facilidade de manutenção, custo / beneficio, cauda logística, são difíceis de aposentarem, aviões como o A-4, F-5, F-4, Mig-21, são alguns exemplos de projetos de grande longevidade.

    Isto também tem haver com as técnicas de engenharia empregadas, fazendo uma analogia tosca, quantos Fuscas fabricados a 25 anos atrás existem rodando por ai, quantos Fiat-147 de mesma idade também rodam pelo Brasil?

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