segunda-feira, maio 23, 2022

Gripen para o Brasil

Gripen na Sicília: menos aviões, mais atribuições

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Na segunda-feira, três aeronaves caças decolaram de volta Suécia, assim como o C-130 reabastecedor. Para os cinco restantes, as missões de reconhecimento não estão mais restritas a alvos de defesa aérea.

Nesta quarta-feira, 29 de junho, o site das Forças Armadas da Suécia informou que as ações sobre a Líbia continuam seguindo o ritmo, apesar de metade do efetivo ter deixado a base de Sigonella, na Sicília. Na verdade, o parlamento sueco autorizou uma ampliação do escopo das missões do destacamento do país, denominado FL 01, apesar de também ordenar a redução de 8 para 5 caças Gripen.

Além dos caças, também voltou à Suécia o C-130 de reabastecimento em voo. Este deixou a Sicília na terça-feira, um dia depois da saída de três caças Gripen, para fazer a rotação de pessoal, mas também para preparar novos pilotos do FL 02 em operações de reabastecimento aéreo. Os cinco Gripens que continuam na Sicília passam a se reabastecer em aviões KC-135 norte-americanos.

As novas atribuições para os caças significam que, além de fazer reconhecimento sobre alvos relacionados à defesa aérea líbia (como bases aéreas e sítios de mísseis terra-ar configurados como ameaça à zona de exclusão aérea), eles também deverão identificar qualquer alvo que possa ter importância militar para a coalizão. No caso da imagem mostrada abaixo, vê-se o reconhecimento de um porto, em busca de identificar alvos militares.

Assim, as missões de reconhecimento passam a atender a todos os aspectos da resolução 1973 da ONU, como proteção de civis, embargo de armas, além, é claro, da manutenção da zona de exclusão aérea. Segundo o comandante do destacamento, Stefan Wilson, a OTAN já havia solicitado aos suecos essa ampliação do escopo das missões. 

No domingo, 19 de junho, foi realizado o primeiro voo atendendo ao novo mandato ampliado. Isso não significou muita diferença para o trabalho dos pilotos, e sim para os interpretadores de imagem, até então acostumados a procurar e analizar imagens de bases aéreas e sistemas de defesa aérea. Agora os suecos também podem reportar ameaças diretas à população civil, como fogo de artilharia, além de documentar crimes contra a lei internacional.

Em 3 de julho, deverá assumir o destacamento FL 02, sob o comando do coronel Fredrik Bergman. Até o momento, o FL 01 realizou 248 surtidas para a operação “Unified Protector” com o  JAS 39 Gripen. Mais de 130.000 fotos foram tiradas e 675 relatórios foram entregues às autoridades. O avião reabastecedor C-130 sueco realizou 53 voos, transferindo 242,4 toneladas de combustível aos caças Gripen.

FONTE / FOTOS: Forças Armadas da Suécia

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