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MAR-1 está integrado ao JF-17 do Paquistão

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O Paquistão começou a integrar o míssil anti-radiação MAR-1, fabricado pela Mectron, nos seus jatos de combate JF-17 Thunder e Dassault Mirage III e V.

O míssil possui um “seeker” passivo capaz de procurar e segmentar diferentes tipos de radares. Os radares podem ser direcionados de forma independente ou com os dados fornecidos pelas aeronaves de lançamento.

O alcance dos mísseis foi avaliado entre 60 e 100 Km. O  governo do Paquistão adquiriu 100 mísseis por aproximadamente Us$ 126 milhões em fins de 2008.

O MAR-1 é a única arma anti-radiação moderna do arsenal paquistanês.

FONTE: www.jf-17.com

29 COMMENTS

  1. Não sou nem um pingo fã da Mectron, mas assim sendo um pouco genroso, daria um belo de um SAM ou até mesmo um AAM de médio alcance.
    Integrado em conjunto ao “A-Darter”, ou mesmo aos “Piranhas”, poderia ser uma espécie de “Spider” tupiniquim.

  2. Olá,

    A uma certa desinformação sobre o real alcançe do missel, fala-se em 30 ou 60KM , mas 100 Km nunca tinha visto? Me parece um pouco super-estimado…

    Sobre os aviões Brasileiros o AMX já tem ele integrado a algum tempo, e pela doutrina da FAB imagino que seja apenas ele a ficar com o missil, mas não tenho certeza.

    De toda forma é muito bom ver uma venda desse porte, parabens a Mectron e ao governo que apesar dos problemas consegui levar o projeto com a juda dos Paquistaneses, o que é bom deve ser celebrado e essa uma dessas raras ocasiões.

    Abraços,

  3. Edcreek,
    Provavelmente o alcance de 100 km seja possível devido a trajetória balística que o sistema inercial deva possibilitar, voando o míssil muito alto e caindo balísticamente após o término do propelente (trajetória loft).
    Isso incrementa em muito o alcance.
    Para isso além do software necessário, deverá ter baterias que “duram” durante todo o percurso, mesmo após o desligamento do motor foguete.
    Trajetórias mais tensas seriam usadas contra alvos mais próximos.
    Um abraço.

  4. Será que algum MAR-1 já foi disparado por algum caça da FAB? Caça, não xavante…mas que dá orgulho ver um equipamento tupiniquim de qualidade instalado num caça moderno, ah, dá!

    Alcance de 100km só na balística e na maior altitude possível!

    É dose…e o ciclo de desenvolvimento tecnológico dos Anos 80 se repete em terra brasilis…gera-se tecnologia aqui para uso no outro lado do mundo…e daí o paquistão faz uma reversa lá e bye, bye Mectron…ê gigante…”a copa do mundo é nossa…”…quem canta seus males espanta…everybody!…”acopadomundoénossa…”

  5. Um míssil de combustível sólido tem em geral tem 5 opções de trajetória da plataforma ao alvo.
    Uma baixa, em que o míssil desce para uma altitude abaixo da plataforma lançadora (podendo no caso de mísseis antinavios ser sea-skimmig), com opção de ataque direto ou de ataque com uma elevação momento antes do impacto (pop-up), comum nos mísseis antinavios.
    Uma de ataque direto, indo do ponto de lançamento ao alvo, numa reta, como em geral opera mísseis como o Maverick ou Hellfire.
    Uma trajetória em que o míssil permanece na mesma altitude da plataforma lançadora e cai diretamente sobre o alvo.
    E uma em que o míssil se eleva até uma altitude máxima e cai balisticamente sobre o alvo, chamada de “loft”
    O alcance máximo deve ser estabelecido quando a plataforma está em grande altitude e o míssil usa a opção de trajetória “loft”.

  6. Eu fico pensando no que o pessoal das defesas anti-aéreas faz para evitar tomar um bixinho desses na cabeça. Eu sei que quando ameaçados, o pessoal dos radares desliga o equipamento. Mas aí este perderia sua função, pois uma bateria anti-aérea que se esconde para sobreviver não esta fazendo nada para impedir que os atacantes passem.

    Então me veio a cabeça: e se existisse uma antena de “isca”? Por exemplo, uma bateria percebe que uma aeronave se aproxima velozmente em direção desta, indicando um ataque. A bateria acionaria uma antena descartável, que apenas emite (e não capta nada) o mesmo sinal da antena principal, sendo assim muito barata e fácil de repor. O míssil anti-radiação seria atraido pela isca, salvando-se assim o radar principal. Se o(s) atacante(s) confirmam a destruição da isca, ele poderiam se aproximar da bateria para “terminar o serviço”, destruindo os lançadores de mísseis anti-aéreos e o veículo de controle, somente para descobrir que este continua plenamente operacional e o que é pior, os atacantes estariam agora bem dentro da “no escape zone”, onde a probabilidade de ser abatido é quase certa.

  7. Clesão,
    Alguém já deve ter imaginado essa contra medida e já devem existir contra-contra medidas. rsrssss
    Hoje o mais moderno míssil anti-radiação em operação é o AARGM que é uma versão avançada do HARM e que promete exatamente ser imune a CARM (Counter Anti-Radiation Missile).
    Ele, além de se guiar de forma passiva, ainda tem um radar ativo operando na faixa milimétrica que consegue formar uma imagem do objetivo no caso da antena alvo silenciar. Claro que tal capacidade não ajuda no caso dele se dirigir a uma antena falsa já que estaria muito próximo para mudar de alvo.
    Fato é que um míssil anti-radiação avançado se dirige a uma fonte muito específica localizada por outras plataformas, orientado pelo sistema inercial e GPS na fase intermediária, e usa seu seeker passivo apenas para refinar a “pontaria”.
    Também o sensor passivo deve ser capaz de discernir uma fonte falsa acessando sua “biblioteca” digital e não será uma isca barata que imitaria a fonte alvo, confundindo o processador do míssil.
    Os americanos e israelenses usam com frequência alvos falsos na forma de drones ou mísseis iscas, alguns inclusive com capacidade de vadiagem sobre uma determinada área e com capacidade suicida, se sacrificando ao final da autonomia e se chocando com o radar alvo.
    Mudando de pato pra ganso, Interessante é a tendência atual de muitos sistemas antiaéreos serem capazes de destruirem “mísseis” ar-sup em vôo.
    Diz-se que os sistemas TOR e o BAMSE, dentre outros, possuem essa capacidade.

  8. Bem não é interessante vender uma arma que não a usamos, os paquistaneses conheceram ela melhor que nos e terão mais experiencia no seu uso e melhores táticas com o tempo, bem do que a que vendemos, o lado bom dessa venda é que se esse mercado for lucrativo vamos ver mais investimentos e coisas boas.

  9. Um problema que atrapalha a defesa contra um míssil anti-radiação é que o mesmo trabalha de forma passiva, sem alertar o alvo.
    Também a aeronave que realiza a missão de supressão de defesa (SEAD) usa a mesma tática de aeronaves que atacam navios além do horizonte, usando o RWR para se manter abaixo da cobertura radar e lançado o míssil fora do alcance do sistema defensivo (IADS).
    Nem todo sistema antiaéreo é capaz de detectar mísseis pequenos como os mísseis anti-radiação (e a maioria não consegue interceptá-los) e os que são, só o faz quando o míssil já está muito próximo, provavelmente tarde demais, quando já não surte efeito o desligamento do radar.
    Mesmo os mísseis que não possuem um seeker terminal adicional como o AARGM (MMW) e o Armiger (IIR), conseguem “guardar na memória” a localização do alvo e ainda podem causar danos no caso do radar ser desativado.

  10. E pensar que os nossos “bolivarianos” de plantão, aqueles do itamarivilha, chegaram a dizer que a venda dessas armas era uma coisa repugnante, que o brasil iria criar uma corrida armamentista na região…heheheehe…mudem-se todos para cuba agora!

  11. Outra coisa interessante que eu vi são os sistemas capazes de interceptar alvos aéreos pequenos. Se eu não me engano foram os alemães que criaram recentemente um sistema que interceptaria projeteis de artilharia. Você viu algo a respeito Bosco?

  12. Clesão,
    A marinha fez escola. Antes, só navios se preocupavam também com a flecha e não só com o arqueiro, hoje isso é uma tendência.
    Existe no âmbito das forças terrestres a necessidade emergente de se proteger de tiros de morteiro, projéteis de artilharia e foguetes não guiados, muito usados por forças irregulares contra as bases.
    Essa necessidade redundou na criação do conceito C-RAM (contra foguetes, artilharia e morteiro) e os alemães foram juntamente com os americanos os primeiros a desenvolverem um programa dedicado.
    Os alemães usam o canhão de 35/1000 com um projétil de alta fragmentação no sistema C-RAM Mantis e os americanos usam um Phalanx montado em caminhão no sistema Centurion.
    Esses sistemas são adequados para protegerem alvos de alto valor, como bases aéreas, bases do exército, portos, etc.
    Outra linha de desenvolvimento cobrindo área maiores (cidades inteiras) é a dos israelenses com seu sistema Iron Dome (míssil Tamir) e David’s Sling (míssil Stunner), que usam mísseis sup-ar para interceptar foguetes sup-sup não guiados.
    Uma terceira linha é a dos sistema que interceptam armas ar-sup, inclusive, dizem, mísseis anti-radiação supersônicos. Esses são vários e um dos primeiros a propagar tal capacidade foi o sistema TOR e o Bamse.

  13. Um míssil antiradiação não tem que ter longo alcance e sim ser muito rápido. O alcance é um efeito secundário. O caça tem que se aproximar e desafiar a bateria de míssil SAM. Os dois disparam e rezam para seu míssil atingir primeiro.

    Uma contramedida contra o MAR-1 é usar mísseis com guiamento autonomo como o Spyder. O sensor de guiamento fica no míssil (IR ou Radar) liberando a bateria de manter o radar ligado continuamente.

  14. Tem também a questão de qual bateria anti-aérea você está enfrentando. Tem mísseis do sistema S-300 que superam 200km de alcance. Contra um negócio desses, mesmo que você lance seu míssil anti-radiação a 100km de distância, o míssil oponente teria energia suficiente para ir atrás de você mesmo que você voasse supersônico fugindo dele.

  15. Clésio Luiz disse:
    7 de junho de 2011 às 17:45

    Não….. não foram os alemães, e sim os israelenses.
    O sistema se chama (em português) “Domo de Ferro” ou Iron Dome e foi istalado junto a faixa de Gaza, nos arredores da cidade de Beer-Sheva.

    “O Domo de Ferro, desenvolvido por uma empresa local com financiamento de US$ 205 milhões dos EUA, foi desenhado para interceptar projéteis lançados de uma distância entre quatro e 70 quilômetros. Com ajuda de câmeras e radares, o sistema identifica e segue a rota dos mísseis, abatendo-os no ar. Cada bateria contém três lançadores com, ao todo, 60 mísseis.”

    Abaixo, um link com foto (fonte AFP) da destruição de um destes foguetes palestinos.

    http://i1.r7.com/data/files/2C95/948F/2F2E/6972/012F/30F0/7B60/022F/míssil-israel-faixa%20de%20gaza-MARCO%20LONGARI-07042011-AFP.jpg

    Sds.

  16. Contra um sistema como o S-300/400 se faz como num dominó, neutralizando os mais exteriores primeiro e os outros em seguida, degradando a IADS no quesito “densidade” e abrindo brechas.
    Mesmo o míssil tendo 200 km de alcance e o radar 400, ainda assim o atacante usaria a curvatura da Terra e o relevo para se aproximar impunemente até uma distância de uns 40 km em ultra baixa altitude se necessário e lançar um míssil anti-radiação no modo loft por exemplo, modo em que o míssil sobe e cai diretamente sobre o alvo.
    A distância de detecção de 400 km se refere a alvos a grandes altitudes, em geral acima de 6000 m.
    Para resolver esse problema (do alcance reduzido a baixa altitude devido ao relevo e a curvatura da Terra) ou se usa um AWACS ou se usa balões cativos como o sistema JLENS americano, além de mísseis SAM operando de modo cooperativo, podendo ser designado por essas plataformas aéreas, como por exemplo o Standard SM-6, MEADS, SLAMRAAM, etc.
    Uma IADS nesses moldes seria muito difícil de ser neutralizada usando-se táticas SEADs clássicas.

  17. Ter ou não 100 km de alcance não é o cerne da questão, a velocidade do míssil sim.
    Qnto mais rápido o míssel voa, menos tempo o radar tem tempo de saber, que a pedrada é p/ ele.
    mas o que é que faz as vezes de “AN/ASQ-213” p/ esse míssil???
    Pq depender somente do RWR , p/ “cue”, não é o ideal.

  18. Maurição,
    O shape do míssil parece revelar que ele é subsônico ou pelo menos com baixa velocidade supersônica (Mach 1.2 + ou -).
    Ele é como o ARMAT, de baixa velocidade.
    Vai usar apenas seu baixo RCS e seu modo de operação passivo para tentar passar despercebido pela defesa e não ser interceptado por alguns desses sistemas capazes de autoproteção.
    Além do RWR do caça provavelmente o próprio seeker do míssil pode ser usado para travar em fontes irradiantes antes do lançamento em alguns casos.

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