Home Armée de l´air Rafale em combate sobre a Líbia: ‘War for Dummies’

Rafale em combate sobre a Líbia: ‘War for Dummies’

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“RAFALETOWN”, Córsega — Aviões de combate Rafale da Força Aérea Francesa desdobrados aqui, como parte da Zona de Exclusão Aérea sancionada pela ONU para a Líbia, estão fazendo, pela primeira vez, pleno uso das capacidades “omnirole” da aeronave, que permitem utilizar uma aeronave única para a realização toda a gama de missões durante uma única surtida.

Pilotos dos oito Rafales baseados aqui na base aérea de Solenzara, na Córsega, provisoriamente chamado de “Rafaletown”, rotineiramente decolam com quatro mísseis MICA ar-ar, três ou seis bombas guiadas de precisão AASM “Hammer”, um pod designador laser Thales Dâmocles ou um pod de reconhecimento Reco NG e dois tanques subalares. Eles podem ser direcionados ou redirecionados durante o vôo, e o são rotineiramente, para fazer patrulha de aérea de combate, ataque de precisão ou missões de reconhecimento durante a mesma surtida de seis ou sete horas.

A AASM, ou “Armement Air-Sol Modulaire”, designada pela OTAN como SBU-38, é uma bomba guiada de precisão desenvolvida pela Sagem, e existe em duas versões: com inercial/GPS ou inercial/GPS/orientação por imagem infravermelha. Uma versão guiada a laser está sendo desenvolvida.

“O Rafale está operando na Líbia desde o primeiro dia, e nós voamos várias missões durante uma única surtida”, diz o comandante do Destacamento, o Tenente-Coronel Pierre G., enfatizando que o “Rafale Omnirole” não é simplesmente um slogan publicitário, mas uma descrição precisa da capacidade real da aeronave. “Sobre a Líbia, o Rafale voa todos os tipos de missões, executando missões de ataque e reconhecimento com o pod Reco NG, enquanto realiza sua missão principal, que é a de patrulha aérea de combate”.

Pierre G. e outros pilotos do Rafale falaram aos jornalistas durante uma visita de dois dias, organizada pela agência francesa de aquisição de defesa – DGA, e pelas empresas envolvidas no programa Rafale. Por causa da segurança operacional, os pilotos são chamados apenas pelo primeiro nome, ou não são nem identificados.

Os pilotos dizem que as redes de sensores e sistemas do Rafale tornam seu trabalho mais fácil e muito mais efetivo do que seria possível com os caças da geração anterior. “Dois Rafales carregam tanto armamento quanto a combinação de dois Mirage 2000-5 e quatro Mirage 2000D”, diz Pierre G., acrescentando que “as capacidades de seus sensores são ainda muito maiores do que isso.”

Os Rafales trabalham verdadeiramente em um ambiente em rede, e são alimentados com informações sobre alvos e outros dados táticos a partir de uma ampla gama de informações fornecidas pela Coalizão, através do enlace de dados Link 16. Os dados que chegam são combinados com as informações coletadas por meio dos sensores próprios da aeronave – suite de autoproteção Thales SPECTRA, imagens eletro-ópticas do OSF, radar RBE-2 e ainda da versão infravermelho dos mísseis ar-ar MBDA MICA, que, como varrem continuamente, podem fornecer imagens de IR para o sistema central de processamento de dados. “O MICA não é apenas um míssil, é também um sensor extra”, diz Pierre G., “e seu alcance de detecção é muito maior do que geralmente se supõe”.

Dados de todos os equipamentos de bordo e sensores externos são combinados em uma única imagem tática apresentada ao piloto no display colorido central do cockpit ou, se desejado, em uma das telas laterais. O piloto pode selecionar os dados que ele queira, combiná-los com outros dados, e passá-lo para seu ala ou a outras aeronaves aliadas, navios ou forças no solo, através do Link 16, sem falar uma única palavra pelo rádio e, se não estiver usando o radar, sem qualquer outro tipo de transmissão. O Link 16 também pode ser usado para evitar possíveis conflitos com as missões de outras aeronaves, sem usar os rádios.

Para ilustrar as capacidades de o Rafale operar em rede, um piloto descreveu como a aeronave pode receber as coordenadas do alvo a partir de um AWACS ou de outra aeronave via Link 16. Para aceitar a tarefa atribuída, o piloto aperta um botão, e as coordenadas são automaticamente programadas para as bombas guiadas AASM, sem nenhuma outra ação por parte do piloto que, uma vez dentro do alcance previsto (até 30 milhas náuticas), mais uma vez aperta um único botão para lançar todas as três – ou as seis – AASM para os seus objetivos individuais. “Podemos lançar as AASM contra alvos no través ou atrás de nós, e atingir até seis objetivos em um único ataque”, continuou o piloto.

Em Solenzara, os repórteres assistiram a imagens de vídeo feitas durante uma missão de ataque ao solo na Líbia, em que três tanques, que estariam disparando contra alvos civis, foram destruídos pelas AASM em ataques diretos simultâneos.

Para evitar sobrecarrega ao piloto, o computador central da aeronave prioriza alvos de acordo com a ameaça que eles representam, e há também os modos para eliminar informações indesejadas do radar (“declutter”). O piloto pode então decidir concentrar-se em um determinado aspecto da missão, e voltar posteriormente para os outros aspectos.

Nessa mesma linha, o sistema analisa e combina as informações táticas recebidas de todos os sensores. Por exemplo, “se você receber, ao mesmo tempo, pista de um alvo fornecida por um AWACS, a partir de sua suíte de autoproteção SPECTRA, ou de seu ala, o sistema irá analisar todas as informações recebidas e mostrar-lhe apenas um alvo”.

Outro piloto disse simplesmente que “a interface homem-máquina do Rafale é tão boa que é como “Guerra para Leigos” – (‘War for Dummies’).

Os pilotos do Rafale também são muito alinhados ao comentar a suite de autoproteção Spectra, que é de fundamental importância, uma vez que a França não dispõe de nenhuma aeronave voltada para a missão de supressão de defesas aéreas inimigas (SEAD). “O SPECTRA nos permitiu iniciar as operações sobre a Líbia no mesmo dia em que a decisão política foi tomada, e voar profundamente no interior do território líbio sem escolta”, diz um piloto, acrescentando que “os americanos também voaram, mas só depois de terem lançado 119 mísseis Tomahawk para tornar ineficazes as defesas aéreas da Líbia”.

As capacidades do Rafale estão mudando a maneira como a Força Aérea Francesa opera. Anteriormente, distintas “comunidades” de pilotos foram criadas em torno de cada uma das principais missões voadas – defesa aérea, ataque ao solo, interdição, etc. – e viveram mais ou menos independentes umas das outras. Com o Rafale, porém, esse fenômeno está desaparecendo, visto que qualquer Unidade, qualquer aeronave e qualquer piloto voam missões de defesa aérea, interdição ou de ataque ao solo, quando estas são necessárias. A especialização irá desaparecer, disseram vários oficiais, para ser substituída por aeronaves e pilotos em menor número, mas muito mais flexíveis.

“A ideia de que uma única aeronave pode ser redirecionada, em vôo, de reconhecimento para interdição e para interceptação, durante a mesma surtida, é verdadeiramente revolucionária, e nós estamos apenas começando a entender no que isso implica”, diz um oficial.

Esta flexibilidade se traduz também em uma grande vantagem para a gestão operacional, porque qualquer Rafale disponível pode ser designado para qualquer missão, sem que haja a necessidade de que, como no passado, uma dada combinação de armas e aeronaves esteja disponível.

Missões são voadas a partir de Solenzara em duas ondas a cada dia, uma durante o dia e outra à noite; e os Rafales disparam bombas AASM guiadas por GPS ou GBU-12 guiadas a laser em quase todas as missões. Um Rafale também disparou dois mísseis de cruzeiro Scalp, mas até agora o destacamento não disparou o canhão de 30mm, uma vez que a altitude mínima definida pelo Estado-Maior é muito grande para usar canhões com bons resultados. A navegação até a Líbia é feita com 50% de potência, que permite uma velocidade de cruzeiro de Mach 0.9, mesmo com seis bombas AASM e dois grandes tanques subalares.

O Destacamento estabelecido em Solenzara compreende oito Rafales – um mix de monopostos e bipostos – e três aviões Mirage F-1CR dedicados ao reconhecimento, com total de 20 tripulantes e apoiada por cerca de 100 homens no solo, 70% deles para o Rafale, além de 30 pessoas para operar o destacamento de inteligência. Desde que a Operação Harmattan (designação francesa para a imposição do No-Fly-Zone na Líbia) começou em 19 de março, o Destacamento voou 2.200 horas de vôo, com mais de 1.500 reabastecimentos em vôo, inicialmente a partir de sua base principal de operação, em Saint-Dizier, no nordeste da França e, posteriormente, a partir Solenzara.

A preparação das aeronaves (“turn-around”), mesmo com armamento real instalado, requer apenas 90 minutos; e a substituição de um motor requer uma hora, embora nenhuma tenha sido necessária durante as operações em curso.

Por causa do tempo gasto para voar a partir Solenzara para a Líbia, a França está negociando a transferência de seu Destacamento de Rafale para Base Aérea de Sigonella, na Sicília, que é muito mais próxima da área de combate. Pela mesma razão, Mirages da Força Aérea Francesa já foram realocados em Creta.

Os requisitos de manutenção do Rafale são cerca de 25% inferiores aos do Mirage 2000, e não há manutenção programada ou preventiva; a manutenção depende apenas do tipo de missão voada, e da condição dos componentes. Pilotos em Solenzara dizem que, em pouco mais de dois meses de operações, não houve missão abortada devido à indisponibilidade de aeronaves, e o Comandante do Destacamento, o Tenente-Coronel Pierre G., diz que o índice de disponibilidade é de quase 100%.

Os pilotos entrevistados para esta reportagem claramente adoram suas aeronaves. Além dos eletrônicos, eles elogiam o conforto de seu assento e sua posição semi-reclinada, a eficácia do ar condicionado do cockpit (“eu nunca vi qualquer condensação”, diz um piloto) e a facilidade de adaptação ao joystick lateral, que, no Rafale, substitui o manche convencional central. Estes não são necessariamente os principais aspectos, observa um piloto, “mas depois de alguns dias de combate de alta intensidade, um piloto Rafale estará em muito melhor forma do que outro que voe aeronave diferente”.

FONTE: Defense-Aerospace (tradução: Just in Case)

FOTOS (exceto última): Armée de l’air (Força Aérea Francesa) e Ministério da Defesa da França

NOTA 1: agradecemos ao leitor “Just in Case” pelo envio de mais esta tradução de artigo de grande interesse.

NOTA 2: reparar no trecho destacado em negrito – será que em breve veremos caças Gripen e Rafale operando a partir de uma mesma base, na Sicília?

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edcreek
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edcreek

Olá,

Muito boa materia, a se destacar:

1- Os Rafales estão percorrendo uma enorme distancia até o teatro de operações;
2-A carga levada sempre é grande, com o POD Damoclès já integrado;
3-Os Rafales adentraram bem dentro do territorio Libio sem cobertura aerea o chuva de misseis como era dito anteriormente;
4-A consiencia situacional alegada é fantastica com a conexão de dados absolutamente simples com a aeronave fazendo grande parte do serviço;

Esses ao meu ver já os grandes destaques, sem duvida uma maquina de guerra fantastica.

Abraços,

Vader
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Nossa, três AASMs para três tanques?????

Minha nossa, só esse ataque passou do milhão de euros, e para que? Destruir três tanques soviéticos da década de 60???

Guerra sem sentido. Custos das armas francesas sem noção da realidade.

Nick
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Nick

Que o Rafale é um bom caça ninguém vai negar. 🙂 Agora, operar na Líbia ou Afeganistão só vai demonstrar a disponibilidade e capacidade dos caças em relação a acertar alvos no solo, e sem defesas antiaéreas organizadas. O caça tem suas deficiências? Tem, como afirmou o General Silvy à respeito das demandas dos EAU para os seus Rafale. Mas atende as necessidades da AdlA e talvez da Índia. Quanto a nós, no FX-2 em coma, qualquer um dos 3 que vier será um avanço em relação aos F-5EM e M-2000C. A questão para nós é: Se adquirirmos o Rafale,… Read more »

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Eu pensava que a vida de civis líbios valia alguma coisa. Acho que eles estão gratos que a França e outros países (mesmo que com segundas intenções) estejam dispostos a gastar dinheiro para salvar algumas vidas por lá.

Vader
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Claro prezado Clésio.

Mas nada que uma JDAM não fizesse.

Por um décimo do custo do AASM.

Mauricio R.
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Mauricio R.

“The French air force may redeploy its Rafale fighters from Solenzara, Corsica, to Italy’s Sigonella, Sicily, to cut about 1-2 hours from the mission time encountered as part of combat operations over Libya, a…” (http://www.aviationweek.com/aw/blogs/defense/index.jsp?plckController=Blog&plckBlogPage=BlogViewPost&newspaperUserId=27ec4a53-dcc8-42d0-bd3a-01329aef79a7&plckPostId=Blog%3a27ec4a53-dcc8-42d0-bd3a-01329aef79a7Post%3a11aa5346-3d2b-4c52-9f09-4cf4e8bfa430&plckScript=blogScript&plckElementId=blogDest) Econômia de combustível e redução de ciclos, de modo a não comprometer a vida útil dessas células. ““O SPECTRA nos permitiu iniciar as operações sobre a Líbia no mesmo dia em que a decisão política foi tomada, e voar profundamente no interior do território líbio sem escolta”, diz um…” Seria divertido se o “todo poderoso” SPECTRA, não lograsse se sobrepor ao decrépito AD líbio, fora… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

Vader,

É pior ainda, pois nas fotos são 4 X AASM/SB-138/Hammer(?) + 2 tanques extras, sem contar os Micas IR “míopes”, enxergam 50% menos que a concorrência, já tem mais de 1 milhão de Euros em bombas.
Qnto ao impacto do dano colarteral, a explosão de uma AASM cobre 220 metros de diametro, imagina-se essa uma das razões do interesse francês, na Brimstone britânica.

Antonio M
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Antonio M

Claro que se trata de um bom caça, mas para fazer uma analogia simples, uma Ferrari é “o” carro esporte entretanto, quem pode comprá-lo e mantê-lo? E há tantos carros mais baratos tão impressionantes, velozes e bonitos quanto uma Ferrari.

E uma série de dispositivos com que se dizem maravilhados como o manche lateral, o sistema de datalink não são novidades em outras forças aéreas, inclusive a força aérea suéca é considerada a mais antiga usuária de datalink.

LuppusFurius
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LuppusFurius

“….e pelas empresas envolvidas no programa Rafale…..”
É têm que pagar para os jornalistas fazerem propaganda do Perdido no Tempo, o tempinho do Rafale já passou, não era ném de ter sido fabricado, os franceses e sua arrogância .Agora estam tentando fazer de tudo prá Jaca aparecer.É só ligar o computador e Bummmm….Jaca prá tudo que é lado……até em previsão do tempo……..

Almeida
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Almeida

Depois dizem que este blog é anti-Rafale e pró-Gripen.

Esta sequência de matérias enaltecendo as qualidades do Rafale demonstram a imparcialidade ímpar dos editores. Parabéns!

Almeida
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Almeida

Agora, como já disseram, sim, ninguém seria louco de dizer que o Rafale não é um bom caça.

Mas que os franceses estão gastando os tubos nesta guerra e poderiam fazer o mesmo com outros vetores e armamentos muito mais baratos, é fato. Na minha opinião, estão usando este conflito para testar suas mais novas tecnologias em condições reais de operação.

Mauricio R.
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Mauricio R.

O Rafale??? Um bom avião de caça??? Sei não… Mas vejamos: Motorização deficiente, a concorrência é absolutamente superior, falta de escala, custo de aquisição elevado, custo de operação elevado, custo de manutenção elevado, sensores deficientes ou de desempenho inferior aos presentes em diversos concorrentes, tecnologia dos sensores defasada e de difícil atualização, dificuldade em integrar armamento e/ou sensores não franceses, armamento francês caro e de desempenho inferior ao disponível no mercado, geração de energia elétrica insuficiente, incertezas qnto a capacidade do estado francês, em financiar os updates, solicitados pelos potenciais clientes, capacidade ou interesse da própria força aérea, em gerenciar… Read more »

edcreek
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edcreek

Olá, Amigos os problemas dos custos são reais, porém com a unificação da arma (no caso da AASM que serve de faz tudo) a menores problemas com armazenagens e um numero menor de pessoas para o manuzear e fazer revisões já que ela é padrão. Além do que vcs estão dramatizando a GBU já está integrada, os Franceses estão usando AASM porque querem os alvos não são vitais, eles estão testando suas armas na pratica, quando lhes convier mudam para a arma gringa, simples assim. Mauricio R a brimstone britânica será integrada no futuro, eles tem algo que faz o… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

Edcreek,

A Brimstone produz um dano colateral mínimo se comparada c/ a ASSM, então não é o caso do “eles tem algo que faz o mesmo serviço se precisar”, mas é o caso de mitigar possíveis baixas civís em um ambiente por demais conturbado.

Vader
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edcreek disse: 1 de junho de 2011 às 14:37 – GBU-12, preço: US$ 19.000 h*tp://en.wikipedia.org/wiki/GBU-12_Paveway_II – JDAM, preço: US$ 35.000 (GBU-38) ou US$ 70.000 (GBU-31) h*tp://en.wikipedia.org/wiki/Joint_Direct_Attack_Munition – AASM, preço: 740.000 euros (guiamento or INS/GPS) e 930.000 euros (IIR) h*tp://sistemasdearmas.com.br/pgm/aasm.html Ou, convertendo: AASM-INS/GPS: US$ 1.063.000 a peça; AASM-IIR: US$ 1.337.000 a unidade. Agora vamos pras continhas: 🙂 Tomando a versão mais barata do AASM (INS/GPS), dá pra comprar, pra cada um AASM utilizado: – 15,1 GBU-31 (JDAM); – 30,37 – GBU-38 (JDAM); – 55,9, friso, CINQUENTA E CINCO GBU-12 Paveway II !!! Friso de novo: CINQUENTA E CINCO PAVEWAY PARA CADA… Read more »

edcreek
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edcreek

Olá, Vader vc é hilario, agora vc temos o ” 2º Teorema de Vaders ” Vc está vendo o custo para o contribuinte Frances da “bomba” incluindo o desenvolvimento. Como no caso do Rafale é obvio que o valor de venda da arma já pronta é outra, um exemplo simples o governo Frances comprou 3000 unidades por 300 milhões, me ajuda na conta quanto que dá mesmo? Suas conta fantasiosas não colam mais, o valor da AASM varia entre 100 e 200 mil euros dependendo da versão, valor infinitamente menor que o que vc manipulou para chegar nele, ehhehehe. Volte… Read more »

Augusto
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Augusto

A respeito das “deficiências” na motorização, radar e armas dos Rafales, a notícia é a seguinte: http://www.defesanet.com.br/fx2/noticia/1242/Franca-prepara-o-Rafale-NG

Mauricio R.
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Mauricio R.

É, vai atrasar, nada de AESA em serviço de esquadrão em 2012.

“Para o radar RBE-2 com antena ativa (AESA), todos os modos serão certificados para os primeiros radares de série. A entrada em serviço está prevista para 2014.”

(http://www.defesanet.com.br/fx2/noticia/1242/Franca-prepara-o-Rafale-NG)

Baschera
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Baschera

Senhores, O preço dos armamentos franceses não é alto…é aterrador…apavorante, SE comparado com armamentos semelhantes e até superiores, de origem norte-americana. Isto é um fato ! O motivo é que nos estados Unidos se produz numa escala muito mais elevada, porque o consumo é grande e muito se exporta, isto também é um fato. Armamentos de origem autoctone francesa e até mesmo européia em geral, tem custos de produção inversamente proporcionais. No entanto não é somente o fator escala de produção que resulta em maiores custos. Importa dizer que os custos de toda a cadeia produtiva, de partes, peças e… Read more »

andersonrodrigues1979
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andersonrodrigues1979

Bem acho que o unico problema do Rafale é o custo, do resto sabemos que é um avião muito bom, mais isso vai comecara a mudar quando tiver mais encomendas, com certeza caso seja escolhido sera um grande vetor para a fab e saberam explorar todas as vantagens.
Bem não sei porque vocês nunca falam do valor do f-18 US$ 158.3 Milhões no fx-2.

LuppusFurius
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LuppusFurius

Baschera
Se fôsse eu que estivesse pagando este bombardeio à Líbia , não jogaria Louis Vitton, Prada e Gucci, iria de “meidi ein Paraguay” , já que é BáBá chutar cachorro morto.
Agora estam três meses lá e querem mais três? Ou são muito ruins ou o Gaddafi é muito “Bão”.Não acretido na segunda opção.

Baschera
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Baschera

LuppusFurius,

Conncordo….. rsss.

AndersonRodrigues1979,

Meu amigo, tire o “1” da frente do valor do F/A-18 SH que postastes…. e praticamente fica seu valor correto…ou seja, próximo a Us$ 55 milhões flay-away.

Sds.

andersonrodrigues1979
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andersonrodrigues1979

Baschera o valor esta correto é só você verificar que vai chegar nessa valor, muito bom seria mesmo se fosse US$55 milhões porque com os 5.6Bi daria para comprar 100 e não 36, o pessoa aqui tenta falar que um caça é muito cara e outro são baratos na verdade todos eles são caros para nossas realidade.
Não tem outra forma o MD vai ter que adequar o orçamento da FAB independente da escolha senão é melhor ficar com f-5 mesmo.

Abraço

edcreek
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edcreek

Olá,

Sobre os links Augusto e Mauricio R.

Muito bom saber que o Rafale terá um up-grade, sempre é bem vindo…

Sobre o AESA e Link 16 há informações contraditorias, no site da Thales já foi oficializada a produção do radar já na versão de linha o primeiro deve para ser entregue. E o link 16 já está operacional na Libia.

E o mais importante, temos bons indicios do EAU que pelo visto tambem viu com bons olhos a possibilidade da India comprar o Rafale.

Abraços,

Vader
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edcreek disse: 1 de junho de 2011 às 16:54 Edcreek, o ônus da prova é de quem contesta: se você acha que minhas contas estão “erradas”, apresente as suas. Mas não seja brincalhão: no link que você mesmo enviou a própria SAGEM afirma que o AASM custa 200.000 euros a peça. Então que seja: vamos converter pra nossa vela padrão, o dólar? 200.000 euros = US$ 288.997 (câmbio de hoje). Lembrando, temos: – GBU-12, preço: US$ 19.000 h*tp://en.wikipedia.org/wiki/GBU-12_Paveway_II – JDAM, preço: US$ 35.000 (GBU-38) ou US$ 70.000 (GBU-31) h*tp://en.wikipedia.org/wiki/Joint_Direct_Attack_Munition Dá pra comprar, pra cada um AASM utilizado: – 15,21 –… Read more »

Vader
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andersonrodrigues1979 disse:
2 de junho de 2011 às 8:02

Anderson, o valor de US$ 155 milhões para o FX2 não é só do vetor: inclui tudo, inclusive armas, bancadas, treinamento e ToT.

Como colocou o Baschera, o fly away cost do SH é de US$ 55 milhões.

Sds.

edcreek
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edcreek

Olá, Vader mais uma vez vc leu errado(será que foi de proposito? :-)), vamos ao treço em questão: “L’industriel parle d’une cible, pour la France, de 4148 AASM – ce qui change en effet la donne. (Pour l’heure, seules deux commandes fermes ont été passées : 744 et 680 “kits”). Le prix final pour le contribuable français, développement compris, serait dans ce cas d’environ 200.000 euros, sachant que SAGEM estime le coût final lègèrement inférieur au 846 millions avancés par le CPRA” Traduzindo: “As negociações da indústria de um numero alvo de unidades para a França de 4148 AASM. O… Read more »

Vader
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edcreek disse: 2 de junho de 2011 às 9:39 Como já lhe disse mais de uma vez caro Edcreek, a França pode vender Rafales a R$ 1,99, e AASM (que sequer nos foi oferecido no FX2, diga-se de passagem) a 30 centavos de real. Mas nesse caso o contribuinte francês estará pagando pra vender seus produtos. A pergunta que nos interessa é: farão isso? Evidentemente que não. Mas isso não entra na sua cabeça. Por outro lado, outra coisa que não entra em sua cabeça é que o desenvolvimento de armamentos nunca é pago em uma única parcela, na bucha.… Read more »

andersonrodrigues1979
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andersonrodrigues1979

Vader eu fiz a mesma conta simples que você usa com o Rafale ou ambas estão erradas ou ambas estão corretas.

Vader
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andersonrodrigues1979disse:
2 de junho de 2011 às 11:15

Não Anderson, a conta para o Rafale no FX2 é de US$ 6,2 bilhão, ou seja: US$ 172,22 milhões de dólares por aeronave.

Dizem os franceses que com isso eles fornecem as aeronaves (embora o custo de produção de cada uma seja de 101 milhões de euros), armas (mas não o AASM), treinamento, bancadas, etc., e ainda bancam parte das horas de vôo por 10 anos. E com tudo isso ainda transfeririam tecnologia.

Acredita quem quer.

A conta do SH faz muito mais sentido.

Sds.

edcreek
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edcreek

OLá, Vader veja ou os Franceses vendem por um preço melhor ou não sai a venda. Se EAU, India e Brasil tem interesse é bem simples o valor que vc insiste em dizer não é real…. Mas com vc não quer ver, fica dificil…. Nos atentando aos fatos, temos uma escala garantida na França de já encomentando 180 unidades(sendo o que o esperado é de mais de 250), otimas chances na India com mais 126 e ainda boas chances de 60 e tantos nos EAU…. A realidade é que o NG não vai sair do papel, e se sair teremos… Read more »

andersonrodrigues1979
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andersonrodrigues1979

Por essa logica a conta do SH US$ 5,7 bilhão, ou seja US$ 158 Milhões por aeronave.

Vader
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edcreek disse:
2 de junho de 2011 às 13:11

“Vader veja ou os Franceses vendem por um preço melhor ou não sai a venda”

Claro meu prezado conterrâneo, nem eu disse jamais coisa diferente. Como cansei de afirmar, os franceses podem vender seu Rafale a R$ 1,99, e o AASM a 30 centavos.

MAS ISSO NÃO SIGNIFICA QUE ESSE SEJA SEU PREÇO!!! 🙂

O preço do Rafale é aquele mesmo do TC Francês: 101,1 milhões de euros de preço de construção, e 142,3 milhões de euros de custo total. É impossível fugir disso.

E o contribuinte francês agradece…

Antonio M
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Antonio M

“…voando de verdade em guerra reais …”

Depois que os EUA fizerem a “terraplanagem” é claro ou, depois de terem a pele salva por eles em duas guerras mundias no século passado…

“…e não tirando fotos para fixar alvos….”

De novo ?!?!?!!?!?!?!? rsrssrsr!!!!

Aí não é mais análise, virou questão de fé …..

Vader
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andersonrodrigues1979disse: 2 de junho de 2011 às 13:12 “Por essa logica a conta do SH US$ 5,7 bilhão, ou seja US$ 158 Milhões por aeronave” Perfeitamente caro Anderson. Mas veja que o FX2 não se resume apenas às aeronaves. Como o FA Cost do SH é de aproximadamente US$ 55 milhões, sabemos que o restante são os custos da tão sofregamente desejada transferência de tecnologia (compartilhamento de patentes), mais as armas, bancadas de testes, treinamento de pilotos e pessoal de terra, montagem de centro de pesquisa em tecnologia stealth, etc. Ou seja: os custos do SH fazem sentido. Agora lhe… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

A ASSM/Hammer/SBU-38 é bem a cara do Rafale: Cara e inútil!!! Para aqueles que tem o hábito de acessar a DTI: “For the French air force, the principal lesson learned from operations in Lybia is that it needs smaller and more precise air-to-ground missiles. The Sagem AASM (Armement air-Sol-Modulaire), in the 250-kg (550-lb.) version in service, is too big. It´s like using a brick instead a fly swatter to kill that pesky fly on the window.” (http://www.zinio.com/reader.jsp?issue=416173364), pags.: 32; 33 Creio que a Brimstone deverá vender como água, pois nem os americanos tem algo semelhante. Não é que as vezes,… Read more »

andersonrodrigues1979
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andersonrodrigues1979

Bem meu amigo Vader você esta usando dois pesos e duas medidas.

Vader
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andersonrodrigues1979disse: 2 de junho de 2011 às 17:29 Pôxa Anderson, estamos falando a mesma coisa parceiro. Vamos lá: Custo do Rafale no FX2: US$ 6,2 bilhão, ou seja: US$ 172,22 milhões de dólares por aeronave (/36). Custo do SH no FX2: US$ 5,7 bilhão, ou seja: US$ 158 Milhões por aeronave (/36). É a mesma coisa! Está correto, é isso mesmo! O grande problema é o que está incluso nestes custos: como o FX2 não é apenas a compra de aeronaves, neste montante tem que entrar, além das aeronaves em si, armas, bancadas, traslado, treinamento, ToT, etc. Só que o… Read more »