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Sea Gripen será projetado no Reino Unido

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A Saab anunciou hoje, após encontro com representantes do Ministério da Defesa britânico, que está abrindo um escritório de projetos em Londres para desenhar a versão naval do Gripen NG.
A empresa quer aproveitar a expertise aeronaval britânica no avião, que tem como alvo encomendas no Brasil e na Índia.

A fase de concepção da aeronave, durará aproximadamente de 12 a 18 meses e depois a Saab poderá optar por fabricar um demonstrador de vôo, provavelmente em Linköping, na Suécia.

A Saab espera trabalhar em parceria com empresas selecionadas do Reino Unido para fazer avançar o projeto, pois a indústria do país já oferece 28% do conteúdo do Gripen NG.

O Sea Gripen vai operar em navios-aeródromo com deslocamento a partir de 25.000 toneladas (o porta-aviões São Paulo desloca carregado 33.000t). A nova aeronave poderá ser entregue a partir de 2018.

SAIBA MAIS: leia a entrevista com o diretor da Saab no Brasil, Bengt Janér, sobre o programa Sea Gripen na revista Trilogia de Defesa.

17 COMMENTS

  1. “…O Sea Gripen vai operar em navios-aeródromo com deslocamento a partir de 25.000 toneladas …”

    Não seria mais importante, a capacidade de suas catapultas do o deslocamento do PA?

    Mas não deixa de ser um notícia importante para o Gripen NG.

    E como eu disse em matéria anterior, já poderiamos estar participando desse projeto, se não fosse por causa da (falta de) vontade política….

  2. Acho é que a SAAB está devaneando em competir com o JSF-C nos PAs britânicos.

    Se for isso, acho que ela está mutcho lôca. 🙂 E apostando que a GB vai pro vinagre muito antes de chegarem os JSF…

    Digo isso porque fazer Sea-Gripen para tentar equipar apenas o Opalão da MB e o Gorshkov hindú é ser muito “sem noção”…

  3. Olá,

    Vader assino embaixo, a unica forma de isso aconteçer é o cancelamento dos pedidos de F-35, coisa que não vai aconteçer já que o Reino Unido investiu até o talo no projeto.

    O fantasma continua a voar, e sem precisar do avião propriamente dito.

    Fake da Saab para tentar seduzir o Brasil ou a India no tapetão…..

    Abraços,

  4. Maior problema do Gripen NG e Sea Gripen é o tempo. SE a escolha do FX-2 tivesse sido em 2009, assinado em 2010, agora o desenvolvimento da versão Sea Gripen estaria com participação da Embraer. Mas como foi tudo adiado, o desenvolvimento conjunto que era um dos maiores atrativos da proposta Sueca, está se esvaindo, visto que eles continuarão a desenvolver o mesmo sem participação brasileira. É triste, mas minha visão é que perdemos essa oportunidade.

    Agora, é comprar 36 de prateleira mesmo(seja F-18 E ou Rafale), e sonhar participação no 5ªG Turco(FX) ou no 5ªG Indiano (AMCA) .

    []’s

  5. Concordo Nick……..36 prateleira F-18 E/F………Agora sonhar,nunca mais !!!!!!Pois acho que muitos de nós não verão a substituição do FX-2.Prá falar a verdade já não sei se estaremos aqui para a entrada dele em serviço…………

  6. Meus filhos 🙂

    Nao tenho a minima intencao de ser isento, nao tomo decisoes sobre o assunto; tenho sim, uma pitada de torcedor do Gripen, e sou feliz em reconhecer isto.

    Mas, e um grande mas, como eh que investir no desenvolvimento de um produto que pode ser oferecido em paralelo nao eh algo muito positivo? Eh evidente que eh. A Saab dah um grande passo a frente ao investir nesta direcao.

    Se o Brasil irah comprar novos jets eu nao sei; tampouco sei o Brasil deveria ter PA (acho que nao, mas jah foi decidido que terah); mas acredito que a MB e a FAB deveriam ter o maior interesse em acompanhar de perto estes acontecimentos. Lembrem-se que o NJ tentou selecionar o Rafale como a melhor opcao justamente por poder operar em PA (mesmo meia-boca, fazendo REVO a partir do SP).

    O Gripen tem caracteristicas de pista curta que facilitam uma adaptacao.
    http://1.bp.blogspot.com/_o_no4M2xEPY/TBkwFOrZtrI/AAAAAAAAKoA/YkQbNRikL2w/s1600/sg3-724282.JPG

    Sim, o torcedor DrCockroach gostaria de ver um Demo Naval dentro de alguns anos.

    Quanto a RN usar o Sea Gripen; claro que tb acho muito dificil, mas impossivel nao eh:

    – A materia diz que houve consulta aos oficiais britanicos antes de decidirem pela pesquisa;

    – O Gripen jah tem 28% de conteudo britanico. Adiciona o EJ200 (nao eh barato, nao eh imediato, mas eh possivel) e tem-se um jet praticamente bi-nacional (Sueco-Britanico). O EJ200 eh muito parecido em potencia com o F414; nao sao os anemicos M88 do Rafale;

    – cada penny conta sim. Eles nao sao como os Indianos e Brasileiros que cospem p/ cima. Dois exemplos da mentalidade europeia: a) os holandeses adiaram em 2008 a compra de 84 JSF por uma diferenca total de 1 bi com relacao ao Gripen, isto que a holanda participa do JSF. Depois disto, os custos de JSF explodiram como sabemos; b) apenas p/ economizar um pouco, GB terceirizou os servicos de SAR. O pessoal continua sendo militar, mas o equipamento eh terceirizado.

    Concluindo, acho um grande e serio passo da SAAB. Jah o Brasil…

    []s!

  7. Saab has drawn up a list of companies it is interested in approaching for partnership on the Sea Gripen, but BAE Systems—Saab’s main partner previously on the Gripen development program—is not among them. “We haven’t been focused on BAE Systems. We have come to the conclusion that we should not try that again,” Buskhe says.
    http://www.aviationweek.com/aw/generic/story_channel.jsp?channel=AviationWeek.com&id=news/awx/2011/05/24/awx_05_24_2011_p0-327148.xml&headline=Saab%20Locates%20Sea%20Gripen%20Work%20In%20U.K.

    Fiuuuu! Desde que li que voltariam a investir na GB fiquei com receio que voltassem a ter a BAE na diretoria de “marketing”. Tah certo que com a BAE venderiam Gripen Naval ateh p/ a Bolivia… mas, sinceramente, nao vale a pena.

    Eh melhor deixarem a BAE e a Dassault se entenderem, no jogo deles, lah na India…

    []s!

    P.S.: O Congresso Nacional estah a deriva, logo terao que fazer uma reforma ministerial para acomodar a patota e, ai, quem sabe, conseguem tirar o NJ do osso, embora ele nao irah largar facil nao, tem que jogar agua quente em cima.

    PPS: E viva o Dia da Liberdade de Impostos!

  8. Não me lembro quem comentou mas, já teria levantada a hipótese de que o Gripen NG fosse um caça navalizado.

    Se estamos (estávamos ?!?!?) cotando um caça naval , o F18, para a FAB por que já não se desenvolve o NG navalizado? E há vários defensores dessa idéia pois isso torna o caça mais robusto e facilitaria a aquisição/operação/manutenção pela FAB e MB bem como nas forças de outros países. E divagando um pouco mais, se abandonarem a idéia de manter um PA, que seja em base(s) costeira(s). Como o próprio Gripen NG, C/D já teria muitas características navais (a própria turbina já e navalizada) o seu preço não deixaria de ser competitivo bem como os custos pois não estariam mais desenvolvendo dois modelos.

    Infelizmente não temos líderes, não há vontade política, coragem e planejamento. E vão embora as oportunidades…..

  9. Vejamos…

    A Índia já possui o Tejas Naval então o Sea Gripen cairá no mesmo problema que o tirou do MRCA. Além disso, se o Rafale levar o MRCA, por que ter outro vetor nos NAes indianos?

    Quanto ao Brasil, duvido muito que continuemos “operando” algum NAe convencional, e muito menos que a MB queira entrar num projeto desses pra comprar 12 ou no máximo 24 caças. Os AF-1M voarão por um bom tempo, se voarem.

    Inglaterra? Tem projeto de navalização dos Typhoon, uma opção mais rápida e menos arriscada nos Super Hornet e uma algema com o F-35, mesmo que na versão C.

    Pessoalmente, adoraria ver 120 Gripens E/F na FAB e outros 24 Sea Gripen na MB, mas esse projeto tá ultrapassado e não existe mercado para ele.

  10. Senador John McCain, em audiencia no Congresso (19/05/2011) sobre o F-35, pagina 4:

    The facts regarding this program are truly troubling. Originally,
    the JSF program was supposed to deliver an affordable, highly
    common, fifth generation aircraft that, by leveraging proven technologies,could be acquired by warfighters in large numbers. Acquiring these jets was supposed to cost a total of $233 billion, or
    an average of $69 million each, when adjusted for inflation. And
    the program was supposed to, first, deliver operational aircraft to
    the services back in 2008.

    None of these promises have come to pass. The program first delivered
    operational aircraft in 2010. And when the services will get
    their JSF’s with real combat capability is anyone’s guess. As of
    today, the total cost to acquire these planes will be at least $385
    billion, or an average of $133 million each, and will likely go higher.

    Again, I repeat. Originally, they were supposed to be $69 million
    each. Now they have reached $133 million each and will likely go
    higher.

    http://armed-services.senate.gov/Transcripts/2011/05%20May/11-43%20-%205-19-11.pdf

    Coloquem ai mais 1 trilhao de dolares em 50 anos p/ combustivel, pecas de reposicao, manutencao e bases especificas…

    A coisa tah preta nos EUA, eu quero ver como fica os pagadores de impostos europeus p/ concordarem na aquisicao do F-35.

    []s!

  11. Acho que o FX-2 estah morto. Se existe a possibilidade de comprar de prateleira, nao vejo problemas. Realmente, se desistirem completamente da ToT, fabricacao local de alguma coisa, etc, haverah um desconto, mas de quanto? Teria que ser um desconto gigantesco p/ que o GF compre algo novo de prateleira. Eh mais provavel que o improvavel aconteca, irem de FC-1 J-10 chines.

    Talvez o que aconteca seja realmente um tampao-permanente: Qual? F-16, Gripen C/D, Mirage dos EAU…

    Quanto ao Gripen Naval: minha impresao eh que podem colocar na mesa o Gripen Naval p/ o Brasil, este seria o motivo; agora seria o projeto, e nao executa-lo, nao sei se o Brasil teria interesse em participar do projeto, ateh porque o mesmo tem que andar; a execucao poderia ter algum apelo.

    Mas nao eh em 10 minutos de Blog que usarei o meu palpitometro sobre os motivos da SAAB. Eles tiveram bem mais que estes 10 minutos estudando o mercado, acreditem, os cenarios foram exaustivamente avaliados e decidiram ir adiante.

    Minha impressao eh que receberam algum tipo de sinalizacao, informacao privilegiada, sobre a possibilidade da versao naval. Na eh da India, o Presidente da SAAB jah descartou a India, mas nao disse qual era o target. Se alguem tiver tempo, poderia listar todos os paises que usam e poderiam usar uma versao naval; entao, talvez, seja possivel ver o que esteja por tras da decisao da SAAB.

    []s!

  12. DrCockroach disse:
    26 de maio de 2011 às 4:53

    Amigo Barata, não vai vir é nada; o FX2 foi um golpe eleitoreiro, e só. A FAB que trate de modernizar os jordanianos e fique bem feliz.

    Daí donde se encontra talvez seja um pouco difícil ter noção de como a coisa está por cá, por isso lhe digo: começo a achar que a mudinha não chega ao fim do governo, e não será por problema de saúde.

    E coitadinha da “oposição” (so called). Não sobrou nada pra ela fazer: os PeTralhas estão se matando entre si.

    Abraço.

  13. DrCockroach disse:
    26 de maio de 2011 às 4:53

    Imagino que uma das possibilidades é a substituição dos Skyhawk A4 ainda em uso.

    Não consgui um número exato mas encontrei o site http://a4skyhawk.org/.

    A princípio diz que pelo menos 79 estariam em uso no Brasil, Argentina e Israel. Não é exatamente um número que viabilizaria a produção do Sea Gripen mas, talvez esse mercado seja um dos alvos dessa estratégia da SAAB.

    Também estariam ainda em uso nos EUA (2010): dois esquadrões de reserva tática esquerda, VFA-204 (Nova Orleans) e VFA-201 (Fort Worth) mas, sabemos que dificilmente seria adquirido pelos EUA.

    Especulando um pouco mais, na MB eu ainda deixaria os A4 modernizados na função de ataque/treinamento e para o Sea Gripen além de ataque, defesa aérea.

  14. Além disso, com o F18 sendo vendido para forças aéreas, que não o utilizarão embarcados, veêm aí uma oportunidade de mercado, oferecendo esse diferencial quem sabe…..

  15. A Marinha da Índia, opera o Mig-29K Fulcrum D embarcado.
    O Tejas Naval ainda é uma aposta p/ o futuro.
    Os Skyhawks israelenses estão sendo retirados de serviço, na ativa já haviam sido substituídos pelos F-16A/B devido a manutenção antí economica, eram usados como treinadores avançados.
    A MB bem que poderia fazer o mesmo, deixando sua restauração a cargo do Musal e não da Embraer.
    O contribuinte agradeceria!!!

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