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Índia afirma que Rússia é incapaz de garantir manutenção de armamentos

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(reportagem publicada na Revista Indiana SP´s Aviation, via Livefist, dando conta de alguns dos problemas reportados pelo Área Militar)

09.05.2011 – Nos últimos meses as autoridades militares da Índia iniciaram um processo de emergência destinado a encontrar potenciais fornecedores que permitam manter ao serviço um grande número de sistemas militares de origem russa cuja operacionalidade baixou para um nível preocupante.

Se é verdade que os sistemas russos sempre sofreram com uma manutenção e assistência após a venda muito deficientes, nos últimos anos os problemas parecem ter-se multiplicado. Não só a débil qualidade dos produtos continua a representar um problema, como a falta de cumprimento de prazos de entrega se está a transformar numa contínua dor de cabeça para as forças armadas da Índia, que dependem em 60% dos armamentos de origem russa.

As notícias que foram sendo divulgadas sobre os problemas foram aumentando. Se inicialmente os problemas eram ocultados, a dimensão das falhas está a tornar-se impossível de ocultar.

A situação aparenta ser especialmente difícil no que concerne às aeronaves.
Os programas de aquisição de aeronaves russas, incluíram programas de transferência de tecnologia e formação de empresas indianas. Ocorre que tais programas parecem não ter atingido os resultados desejados.

Aparentemente a qualidade das peças produzidas pela industria indiana, consegue ser pior que os originais russos, que já de si apresentam problemas de qualidade.

Várias aeronaves MiG-23 e MiG-29, foram recusadas pela força aérea da Índia após manutenções no país e vários sub sistemas produzidos na Índia foram igualmente recusados por apresentarem uma qualidade inaceitável. A frota russa de aeronaves de transporte também apresenta problemas. Tanto os aviões de transporte IL-76 como os transportes médios/ligeiros An-24 estão com problemas de manutenção por falta de peças de reposição de origem russa.

Alegadamente os problemas estão relacionados com o longo processo de adaptação da industria aeronáutica russa à realidades do mercado, mas esse processo de adaptação aparenta estar a demorar demasiado tempo. Além disso, mesmo aeronaves civis russas estão a ser concebidas para utilizar sistemas avionicos ocidentais. Isto coloca em perigo as pequenas unidades quase artesanais que produzem os sistemas e subsistemas necessários.

Este tipo de rede de fornecimento ainda é inspirado no rígido sistema utilizado na antiga União Soviética, em que um gabinete de desenvolvimento produzia um modelo, cabendo depois ao estado central determinar onde ele seria produzido.

Aviões

O problema mais grave tem sido ao nível da aeronáutica. Para já os indianos não encontraram soluções para os problemas que têm tido com o fornecimento de componentes para os caças Su-30. Sem alternativas e com o programa local de manufactura de componentes completamente emperrado, os indianos continuam à espera do fornecimento de componentes, havendo sub sistemas que nunca chegaram a ser fornecidos.

Os países da Europa de leste estão entre os fornecedores potenciais, dado que em alguns destes países continuam a existir estruturas industriais com capacidade para responder às necessidades.

Carros de combate

Se até agora o exército da India tinha evitado seguir a mesma via, nos últimos tempos, o aumento dos problemas com o fornecimento de peças também forçou os militares a procurar linhas alternativas para o fornecimento de peças de reposição para os seus sistemas de armas, entre os quais estão os sistemas e sub sistemas dos carros de combate T-90S e T-72 do exército indiano.

Em declarações à imprensa, os militares afirmaram que em alguns casos os problemas podem ser resolvidos, mas que noutros casos os problemas com avarias nos sistemas de origem russa, estão a tornar-se incomportáveis.

Entre os potenciais fornecedores alternativos encontra-se a Polónia, a Croácia e curiosamente, Israel, país que possui algumas industrias que se especializaram na produção de kits alternativos para aumentar o período de vida útil de carros de combate de origem soviética.

Navios

No campo dos meios navais, Rússia e Índia continuam com problemas por resolver na já longa novela da reconversão do porta-aviões russo Admiral Gorshkov, cujo custo de adaptação foi aumentando continuamente, com os indianos a recusar pagar mais dinheiro e os russos a ameaçar tomar posse do navio se a Índia se recusar a pagar.

A Marinha Indiana é o ramo das forças armadas que aparenta maior independência relativamente aos sistemas de armas de origem russa.

Alguns navios mais recentes da Marinha da Índia, são inspirados em modelos da era soviética, mas receberam motores americanos e franceses e alguns sistemas de armas e radares de origem israelita e holandesa.

FONTE: Área Militar

26 COMMENTS

  1. E ainda querem que o Brasil compre aviões russos…
    Já bastam os Mi-35. Péssimo pós-venda.

    Obs: o mesmo vale para os aviôes (e produtos) franceses, que ainda cobram o olho da cara!

  2. Olá,

    O pos-venda Russo é ruim, mas essa reportagem me parece um tanto dramatica, já que ainda o ano passado eles pediram mais SU-30 e ainda no ano passado houve um comentario de pedir ainda mais, se é tão ruim porque ter mais de 250 unidades?

    Sem falar no T-50…..

    Agora a parte sobre a qualidade das peças Indianas me parece bem plausivel.

    Abraços,

  3. Por falar em India e Livefist, o site tem uma materia sobre a suposta propina p/ favorecer o Rafale.

    O que eh interessante, no entanto, eh o link p/ uma coluna de um general aposentado que escreve que a preferencia pelo Rafale tb inclui algo mais…:

    “There is also a high level back channel Italian connection, they say”
    http://www.dailypioneer.com/337853/US-stumped-by-Europe.html

    A conexao “Italiana” eh uma sutil referencia a cidadania da familia Gandhi a qual, dizem, eh quem realmente manda no governo da India.

    Eh tudo boato? Eh lobby Americano? (Nao, nao eh contra-lobby Sueco 8) ). Eh lobby do Typhoon? Eh apenas politica? Nao sei, mas o politico que denuncia aparentemente tem uma enorme reputacao em colocar o dedo, acertadamente, na corrupcao do governo.

    A vantagem da India com relacao ao Brasil eh que lah, pelo menos, alguem se manifesta publicamente. Jah aqui, quando um certo alguem, alegremente aceita um jantar (no qual tenta esconder) no chateau de um potencial fornecedor de bilhoes de dolares, nenhum politico, absolutamente nenhum exige uma investigacao. No Brasil, somente a imprensa faz algo.

    []s!

  4. DrCockroach disse:
    11 de maio de 2011 às 12:30

    “Jah aqui, quando um certo alguem, alegremente aceita um jantar (no qual tenta esconder) no chateau de um potencial fornecedor de bilhoes de dolares, nenhum politico, absolutamente nenhum exige uma investigacao. No Brasil, somente a imprensa faz algo.”

    Amigo, vou ter de discordar. NINGUÉM faz nada. Ninguém MESMO, inclusive a imprensa, que cooptada, aparelhada e patrulhada, não dá um pio, preferindo falar de futebol e de números econômicos abstratos, para uma população que mal sabe fazer conta de aritmética básica.

    Se não fosse por alguns poucos canais da Internet, como a Trilogia Blog, por exemplo, ninguém sequer saberia de nada. E mesmo assim, olhe o quanto este espaço apanha por aí da “PaTrulha”…

    Abraço e obrigado pela menção.

  5. Olá,

    DrCockroach aqui no maximo o que eles fazem é pedir uma boquinha tambem.

    Cão que caça Frances, caça Sueco, ninguem falou nada quando um certo prefeito foi a Suecia com tudo pago passear de jato, sem nenhum custo, ehehehe.

    Sobre a corrupção no Brasil, ela está instalada desde o atendente do posto de Saude do lado de sua casa, que passa alguem na frente de exame por dinheiro, como no mais alto escalão no palacio do Planalto.

    É uma doença que está acabando com estado Brasileiro, coisa de Republica Bananeira.

    Abraços,

  6. Edcreek disse:
    11 de maio de 2011 às 13:57

    “ninguem falou nada quando um certo prefeito foi a Suecia com tudo pago passear de jato”

    Prezado Edcreek, muita gente falou muita coisa. E muita gente, entre os quais me incluo, não gostou.

    Mas tem uma diferença muito grande: o Luis Marinho não era autoridade decisória do processo. Quando muito poderia falar com seu íncubo, o ex-presidente.

    O Jobim sim.

    Mas sei que você sabe disso né? 😉

    Abraço.

  7. OLá,

    Vader concordo com vc parcialmente, porém eles sabem que o prefeito em questão era da cidade do presidente Lula e tinha/tem forte influencia no PT.

    Pode não ser tão grave, mas é um precedente, só não fizeram isso com Jobim porque ele(o ministro) não iria querer.

    Não existe santo, como eu tinha dito, a corrupção estão em todos os ambitos do Estado Brasileiro, seja no MD, na Prefeitura de S.B. do Campo, Campinas ou no posto aqui perto.

    Ridiculo………

    Abraço vizinho….

  8. Mas esse é o último problema que temos que nos preocupar.
    Como também não somos assim uma ‘brastemp” em termos de manutenção e planejamento à longo prazo, acho que nesse item sequer iríamos notar a diferença entre russos, franceses, americanos, etc.

  9. edcreek disse:
    11 de maio de 2011 às 14:34

    “só não fizeram isso com Jobim porque ele(o ministro) não iria querer”

    Exatamente. Pois já estava comprometido com o Sérge Dassault. Do qual ele aceitou “querer” passar a noite no Chateau… 😉

    Mas o ponto que insisto é o seguinte: o Marinho não apita nada. O Jobim sim.

    Sempre lembrando que “à mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”…

    Abs.

  10. Meu amigo Lord Vader….

    Coincidentemente, coloquei esta mesma matéria ontem lá em um tópico do FBM da Alide…..rssss.

    Bem, vamos ao que interessa……. e já que tens mais tempo do que este pobre jedi aqui….. lá vai a próxima bomba que vc pode traduzir para a galera aqui do Poder Aéreo, sobre o MMRCA indiano.

    A Senhora Sarkozy, a bela Carla Bruni, pode, segundo a matéria cujo link coloco mais abaixo, ter sido a protagonista de uma oferta de SUBORNO para favorecer o vetor francês na concorrência indiana denominada MMRCA.

    Traduzí (muito mal…), só um trechinho….abaixo… a acusação é feita pelo Sr. Subramanian Swamy, líder do partido Janata.

    “…. “Com base em algumas informações credíveis que me foram dadas sobre a conversa entre Carla Bruni e Sonia Gandhi e suas irmãs, houve um acordo francês para pagar um suborno de modo a favorecer a aeronave francesa na “bolada” da compra destas aeronaves” ….e disse ainda mais o Sr. Swamy : “Minhas fontes indicam que houve uma decisão pré-determinada a favor da aeronave francesa [Dassault Rafale] e foi o resultado de várias conversas entre a esposa do presidente francês, Carla Bruni e o presidente do Conselho Consultivo Nacional, Sra. Sonia Gandhi e, surpreendentemente, também com dois cidadãos estrangeiros que são as irmãs da Sra. Sonia Gandhi. ”

    Fonte: http://livefist.blogspot.com/2011/05/indian-politician-says-sonia-gandhi-has.html

    Será ???? Será que o Senhor Serge não aprendeu ?? Rsssss.

    Veremos…..

    Sds.

  11. Putz…. o Vader é rápido no gatilho.
    Já postou inclusive a mesma matéria que sugeri acima em seu Blog do Vader….

    Desconsidere, pois, Lord…meu comentário anterior !!!

    Aos amigos do PA, peço escusas pela minha distração.

    Sds.

  12. Esta é uma questão complicada e não permite muitas simplificações.

    Eu dividiria esta questão varias partes.

    A primeira é sobre a cultura contratual com fornecedores. O mercado de armamentos não é exatamente regido por princípios cristãos, ética e honestidade. Qualquer que seja o fornecedor, qualquer que seja o comprador, existem muitas margens para premissas pouco honestas e desvios de toda sorte. Quando falamos de Rússia e Índia, estamos colocando no mesmo prato dois pesos pesados de contratos militares digamos “complicados”.

    Os indianos têm feito varias lambanças militares, seu caça TEJAS com cronogramas malucos, seu submarino nuclear sem reator, uma força aérea com vários caças que se sobrepõe, históricos de acidentes acima da média em alguns modelos de aeronaves, entre outros fatos que depõe contra a competência militar dos indianos.

    Dentro de um ambiente de compras com estas características, será que os contratos indianos são realmente técnicos? Será que o planejamento operacional e logístico da Índia é de primeira linha?

    Se a primeira parte da questão é sobre a Índia como compradora, a segunda é sobre a Rússia como fornecedora.

    Quantos sistemas de armas a URSS produzia e a Rússia herdou?

    Quantas linhas de produção de suprimentos a Rússia (com um PIB similar ao brasileiro) consegue manter? Eu acredito que uma boa parte dos problemas logísticos russos esta associada a noção de manter milhares e milhares de linhas de suprimento abertas, de submarinos nucleares, a aviões de transporte, caças, mísseis, satélites, foguetes, armas leves, navios etc.. Existem dezenas e dezenas de sistemas soviéticos que não tem mais linha de produção aberta, então a logística é feita por canibalização, e podem ter certeza que tem muita logística americana, européia que também é feita por canibalização.

    Fico pensando na dificuldade de manter aviões com 30, 40 anos de uso e cuja base industrial soviética que foi planejada para apoiá-los simplesmente não mais existe.

    No ocidente existe uma prodígio indústria de desmanche de aviões, paraísos de “bogus parts” como Miami, adaptações de engenharia (homologadas ou não) para manter monstrengos como 707, DC-8, DC-10, 727, Tristar, entre outros, voando. Na Rússia não existe o mesmo nível de “eficiência (?)” quando o assunto é manter helicópteros e aviões de carga de idade avançada em uso, tai alguns Mi, Antonov e Tupolev no chão.

    Tem outra parte da questão que não é só russa. A FAB teve problemas com os “Cyrano Radar Spares”, simplesmente porque algumas coisas como componentes eletrônicos em especial, não permitem linhas de produção continuadas. A NASA já precisou recorrer a compra de sucatas para achar chips para o Space Shuttle, projetados no final dos anos 70 estes componentes são Frankenstein tecnológicos.

    Existem alguns destes Frankenstein na relação que a matéria apresenta. MIG-29 Terminal & Transponders, OSA-AK (SA-08), Pechora (SA-3), P-18 (Radar VHF), ST-68 (Radar de vigilância média e baixa altura).

    Recentemente o Chile desistiu do Gepard como armamento AA porque era inviável manter sua eletrônica de 30 décadas atrás em funcionamento. O EB aposentou 4 baterias Roland pelo menos motivo.

    Alguém questiona a logística franco-alemã quando estes itens foram aposentados porque não mais tinham componentes disponíveis no mercado?

    Mas quando falamos de caças novos como os Su-30, porque eles teriam problemas logísticos com pneus já que estão em plena produção?

    Estaria o fabricante russo passando por dificuldades temporárias? Existe um plano indiano de nacionalizar este item que é de consumo freqüente e pelo papel estratégico da Índia deveria ser quase que obrigatório ter planos de nacionalização para estes itens?

    Este tipo de situação me parece muito mais pontual do que necessariamente estrutural. Fosse estrutural haveria dezenas de itens faltantes e não apenas “pneus”.

    Eu não quero dizer com este texto que a logística russa é impecável, seguramente ela é inferior à americana e européia, principalmente por razoes culturais.

    Esqueçam esta idéia tola que se tem no Brasil de que “parafusos russos são diferentes por isto a logística é diferente”, a principal diferença é cultural.

    As empresas ocidentais (inspiradas na indústria americana), enxergam a calda logística e os serviços de pós venda, como “Services” que é parte do business, e importante fonte de receitas durante o ciclo de vida do cliente, para a industria russa, Business é uma palavra que tem apenas 20 anos, “Service” tem uns 10 anos, e este aprendizado ainda não esta completo pelos lados de Moscou.

    Por fim eu diria que existem mais acidentes de trânsitos envolvendo chineses em Pequim do que em São Paulo, isto é, na Índia existem dezenas de sistemas de armas soviéticos e russos incorporados nos últimos 50 anos, o governo de Nova Deli, é no presente o maior comprador de tecnologia russa e deve assim continuar no futuro previsível.

    Se tem um lugar onde haverá equipamentos russos apresentando problemas, este lugar é a Índia. Isto é estatística pura e simples.

  13. Talvez os indianos comprem centenas de jatos russos justamente por conta da manutenção: se a disponibilidade for de apenas 30%, melhor ter uns 250 jatos né? Ainda sobram uns 75 em condições de operação!

    Ou então compram 250, põe 125 em operação e canibalizam o resto!

  14. Quanto às visitas de autoridades à concorrentes do FX-2: existe uma GRANDE diferença não citada pelos colegas Vader e Edcreek:

    Enquanto que o Marinho foi convidado publicamente, aceitou publicamente e fez uma viagem oficial, com agenda aberta, nosso querido Ministro Jobim recebeu um convite pessoal fora dos canais oficiais, manteve isso em segredo e nem citou em sua agenda, embora estivesse lá a cargo do Ministério da Defesa e não de férias.

    Além disso, o Marinho estendeu o convite aos demais fabricantes, inclusive tendo visitado outro concorrente posteriormente. Já nosso querido Jobim, ao que parece já que sua agenda é secreta até para seu superior, negou convites abertos dos demais.

    Afinal, os demais o convidaram para ver suas fábricas e ouvir suas propostas com a presença da imprensa, já Serge Dassault o convidou para tomar vinho em seu Chateau à portas fechadas.

  15. Prezado Lord Vader,

    Eu preciso discordar um pouco de sua parcial discordancia ( 🙂 ) sobre a imprensa.

    Penso existir sim bons exemplos alem do jah mencionado aqui.

    O NJ foi descoberto no chateau da Dassault porque dois jornalistas em Paris, ficaram intrigados com o sumico do mesmo e por um brilhantismo de jornalismo investigativo, descobriram a visita “secreta” do ministro o qual omitiu na agenda dele. Um Ministro que conduz o processo de escolha nao deveria, jamais, aceitar um convite privado destes. Tanto ele sabia, que nao anunciou, por que nao? Imaginem vcs.

    Se nao fosse pelo “clique” destes 2 jornalistas que, com certeza, poderiam ter aproveitado mais Paris p/ passeio, nunca saberiamos deste acontecido. Infelizmente nao lembro o nome dos mesmos, que deveriam ser premiados. O Antonio Ribeiro, da Veja, depois publicou o assunto que foi reproduzido aqui no Blog.

    Tb vejam um exemplo de materia do CQC entrevistando o Requiao, O Renan, etc. Sao 10 minutos, mas valem a pena. Olha a pergunta dele p/ o Renan:

    nomear o senhor p/ o conselho de etica nao seria o mesmo que nomear o fernandinho beira-mar p/ a secretaria anti-drogas?
    http://www.youtube.com/watch?v=cfN-majRSkU

    Espero um dia ver o CQC fazendo uma materia com o NJ. O Gentili fantasiado de “General” perguntando sobre o vinho do chateau …

    []s and may the Force be with you!

    P.S.: O NJ vestindo farda irah passar p/ o anedotario das FFAAs, daqui alguns anos serah:

    – “E vcs se lembram daquele ministro que vestia farta p/ eventos e ateh mesmo em situacoes de emergencia (Haiti)?? Ah sim, era o NJ, kkkkk”

  16. Soyuz disse:
    12 de maio de 2011 às 1:53

    Brilhante comentário. Mas não elimina o fato de que a logística russa tem problemas.
    ______________

    Almeida disse:
    12 de maio de 2011 às 2:45

    Muito bem lembrado.
    ______________

    DrCockroach disse:
    12 de maio de 2011 às 6:48

    Grande Dr. Barata, como você mesmo disse, as picaretagens no Brasil só são descobertas de duas maneiras:
    1. Alcaguetagem;
    2. Sorte.

    Mas tá valendo, melhor ter isso que a esquerdalha chama de “mídia” do que não ter nada.

    Quanto ao palhaço veste-farda, sem comentários. Transforma-se os ministérios militares em civil e aí o que o ministro (civil) faz? Veste farda militar…

    Inacreditável. Stanislaw Ponte Preta, se vivo, daria muita risada, hehehe…

    Abraços.

  17. Tem outra parte da questão que não é só russa. A FAB teve problemas com os “Cyrano Radar Spares”, simplesmente porque algumas coisas como componentes eletrônicos em especial, não permitem linhas de produção continuadas.

    Caro Soyuz, acho que aqui se trata de uma coisa diferente do que parece estar acontecendo entre Índia e Rússia.

    Nenhuma linha de produção é eterna. Quando o fabricante vai cessar a produção de um componente, ele em geral emite um “last call” para todos os potenciais compradores. Isto dá a chance destes fazerem encomendas que possam garantir o suprimento para o tempo de vida estimado dos seus equipamentos, ou então se preparar para usar um componente substituto.

    Se o fabricante fez o “last call” e o comprador não comprou a tempo, ou não comprou para todo o período de vida, então a “culpa” se podemos dizer assim é do comprador.

    O que complica é que em muitos casos o comprador não é o usuário final e sim uma outra empresa na cadeia, e o “last call” passa desapercebido. Infelizmente nem todo mundo é como os americanos, os reis da logística, que sabem minuciosamente todos os componentes envolvidos nos seus equipamentos e monitoram isto como ninguém.

    O que parece estar acontecendo na Índia no entanto é algo diferente. Segundo a matéria os russos tem os componentes, mas querem em alguns casos triplicar o preço cobrado por eles. Isto faz parte da negociação e ninguém ali é inocente, mas pega mal na minha opinião para a imagem dos russos.

  18. Uma boa negociação resolve isso.

    Bom , primeiro no meu trabalho fica tudo uma M, depois meu time perde para o arqui-rival numa semi-final, depois apanha para um time pequeno de 6 x 0 e agora o blog me traz essa !!!

    Definitivamente estou numa péssima fase…

    rssss

    🙂

  19. “O que parece estar acontecendo na Índia no entanto é algo diferente. Segundo a matéria os russos tem os componentes, mas querem em alguns casos triplicar o preço cobrado por eles. Isto faz parte da negociação e ninguém ali é inocente, mas pega mal na minha opinião para a imagem dos russos.”

    Ola Grifo,

    Se os russos tem os componentes e querem triplicar os preços cobrados por estes componentes, então não estão fazendo nada diferente do que os franceses fazem 🙂

  20. Interessante a diferença de tratamento, enquanto os fabricantes de armamentos russos vociferavamm contra as práticas de engenharia reversa da China PRC, o governo russo simplesmente fingia que nem ouvia.

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