terça-feira, outubro 19, 2021

Gripen para o Brasil

J-20 chinês: uma análise de suas fraquezas e de seus potenciais

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Artigo publicado em 2 de março pelo Lexington Institute, um dos conhecidos institutos “think tank” dos EUA, discorre sobre análises recentes dos detalhes do novo caça chinês J-20, cujo protótipo teve suas imagens circulando na internet a partir de dezembro do ano passado. Loren B. Thompson, Ph.D. que escreve para o instituto, mostra que a partir de análises dessas imagens por especialistas aeroespaciais pode-se ter, agora, uma visão aprimorada das nuances do caça, além de suas características, em comparação ao que estava disponível nos primeiros relatos.

Embora as linhas do J-20 se assemelhem às do F-22 Raptor no seu aspecto frontal, a aeronave não apresenta muitas das características que fazem do Raptor o mais capaz sistema de combate ar-ar da história, segundo o artigo. Por outro lado, os mesmos especialistas acreditam que, ao longo do tempo, a Força Aérea do Exército de Libertação Popular poderá desenvolver o J-20 para torná-lo um avião de combate formidável. Isso levando-se em consideração o fato de que o caça deverá operar próximo ao espaço aéreo chinês, onde vai superar em números qualquer aeronave atacante, e por larga margem.

Segundo relatórios preliminares, o J-20 excederia 21,3 metros de comprimento. Mas, comparando a escala da aeronave com objetos próximos cujas dimensões são conhecidas, especialistas determinaram que o caça tem 18,8 metros de comprimento, praticamente o mesmo do F-22, e não muito diferente dos 19,5 metros do F-15C.

A envergadura aparenta ser de 12,5 metros, também similar à do F-22 (13,7 metros) e do F-15C (13,1 metros). Porém, a área alar de 58,5 metros quadrados se aproxima mais do F-15C (56,5 m2) do que do F-22 (78 m2). Isso pode ter implicações de alcance, dado que o combustível é estocado nas asas. 

Acredita-se que a velocidade máxima do J-20 seja inferior a Mach 2, tornando-o significativamente mais lento que o F-22 ou ou F-15C. Pouco se sabe das características de desempenho dos dois motores do J-20. Eles podem ser baseados na tecnologia ocidental do CFM-56, que é um motor comercial cuja primeira exportação foi há 30 anos.

Provavelmente, o empuxo seco dos motores deve ser similar aos do F-15C (29.000 libras), o que é bastante inferior às 48.000 libras dos dois motores F-119 do Raptor. Já o empuxo máximo de 60.000 libras deve se aproximar das 70.000 libras do F-22, ultrapassando as 48.000 libras do F-15C. Assim, o J-20 não deve possuir características de supercruise (voo supersônico sustentado em cruzeiro, sem uso de pós-combustores) que permite ao Raptor voar a altas velocidades sem consumir combustível excessivamente.

Isso colocaria o J-20 em desvantagem frente ao Raptor, dada a suposição de que carregaria 25 % menos combustível, internamente, do que o F-22. O J-20 também não possui empuxo vetorado, que garante ao F-22 mais agilidade em manobras. Aparentemente, os chineses modificaram os bocais de exaustão do J-20 para confundir observadores ocidentais sobre as reais capacidades do sistema de propulsão.

No aspecto frontal, a célula do J-20 emprega extensivamente a tecnologia furtiva, mas o caça pode ser captado mais facilmente em ângulos laterais e traseiros. Porém, até mesmo o desenho das tomadas de ar frontais parece menos otimizado para a redução da seçã0 reta radar. Não está claro qual a extensão do uso de materiais absorventes de ondas de radar, assim como a eletrônica embarcada que o J-20 terá em sua configuração operacional. Sensores, processadores e datalinks constituem o coração do F-35  Joint Strike Fighter, cujas performances ultrapassam enormemente a dos mesmos equipamentos do F-22.

Enquanto o J-20 se assemelha, superficialmente, a caças de quinta geração como o F-22 e o F-35, especialistas não acreditam que os projetistas chineses sejam capazes de produzir uma célula competitiva com esses caças, no que se refere a manobrabilidade, sobrevivência, letalidade e consciência situacional. Todavia, os chineses podem não precisar disso, dado que poderiam atrair caças inimigos para o espaço aéreo chinês, onde explorariam outras vantagens.

FONTE: Lexington Institute (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

COLABOROU: Maurício R.

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Wagner

Está igual aqueles tempos da Guerra Fria: A Cia jurava que o Mig 31 não podia virar em vôo pois quebrava. Depois viram que estava bem errados.

Também diziam que o su 25 não tinha agilidade nenhuma. Até que veio a guerra da Chechênia e todos viram eles fazendo boas manobras.

E se a China de fato estiver construindo algo tão bom quanto o Raptor ???? Cade a espionagem americana ? Ainda procurando o Bin Laden ?

Eu disse , a China está vindo…

Mas é uma análise interessante…

ZE

Caraca, isso é que é analista !

Só de olhar para as fotos, o instituto já disse TUDO sobre o caça.

Olhando as fotos, eles conseguiram ter mais informações do que os próprios chineses.

[ ]S

Rodrigo

Realmente o Foxhound é um primor de manobrabilidade.

Para os gringos interessa mais inflar a capacidade do J-20 e PAKFA, que desmerecê-los.

Wagner

Não foi isso que eu disse…

Vader

“Sensores, processadores e datalinks constituem o coração do F-35 Joint Strike Fighter, cujas performances ultrapassam enormemente a dos mesmos equipamentos do F-22.”

Putz, finalmente alguém de respeito percebeu o óbvio…

Vader

No tocante ao J-20, é muito cedo pra falar, mas algumas coisas ficam evidentes, conforme já escrevi (http://vaderbrasil.blogspot.com/2011/01/as-vulnerabilidades-do-caca-stealth_17.html): “1 – Esse projeto ou é um protótipo, ou pior, um demonstrador (partindo do zero, ao contrário do SAAB Gripen NG, por exemplo). Para piorar suas turbinas constam ser ou modelos russos (importados/nacionalizados) ou as pouco confiáveis turbinas chinesas. Por fim dificilmente possui um radar AESA. Nesse sentido, temos que lhe dar muito tempo para provar a que veio. Dizer absurdos como “F-22 e F-35 que se cuidem” (sim, eu juro que já tive que ler asnices dessas em alguns lugares) ou… Read more »

Marine

Na verdade quem faz analise da capacidade tecnica de sistemas adversarios no governo americano nao e a CIA, essa funcao cabe a DIA.

Os think-tanks americanos costumam acertar mais ate do que as agencias americanas, em geral eles nao estao alinhados a partidos ou favorecem certas visoes com os olhos voltados para as brigas orcamentarias.

Enfim, parabens a China por estar decadas a frente do Brasil e parabens aos EUA por estarem decadas a frente dos chineses.

SF!

Wagner

Também não exagera né Vader Ninguém sabe o que realmente vai ter no J 20. Claro se vc lançar ele nesse instante na batalha é óbvio que vai cair, é só um protótipo ! Tal como seu querido F 35 anos atrás. Se lançássemos o primeiro F 35 des-equipado contra os Su 30 ou mesmo os F 15 ele iriai perder. Pode-se não ter base para dizer que vai ganhar do F35, mas tambem não se tem base para dizer que vai perder. Ninguém sabe o que tem lá dentro. Nao é por isso mesmo que vc diz que eu… Read more »

Vader

Wagner disse:
3 de março de 2011 às 14:59

“Ninguém sabe o que tem lá dentro.”

Tem razão Wagner. Mas sabemos o que NÃO tem, a começar por radar AESA, DAS e turbinas nacionais.

Sds.

edcreek

Olá, O cara é fera só de olhar já deu a ficha do bixo…. É muito cedo para falar mas com o rapido avanço Chinês, em exemplos já conheçidos como o J-10 e classe Luyang II da marinha, com tecnologias bem avançadas diria que ele deverá ter um recheio tecnologico equivalente ao 4G++++ com boa->otima “invibilidade” isso no primeiro momento. E logo após devem caminhar para um 5ºg completo. Mas uma parte do texto é realista, imagina os EUA com suas forças baseadas em NAe tentando atacar alguma posição Chinesa anexada( Taiwan por exemplo 😉 ) teremos por exemplo 50… Read more »

Nick

O J-20 é um demonstrador claro, mas aposto que será produzido em série. E com turbinas chinesas Vader! 🙂

Dizem que o Su-35 poderá ser vendido para a China, pode ser dai que os recursos como radar AESA poderá vir. Ou talvez, vai saber eles estão nesse exato momento, espionando alguma companhia que tenha essa tecnologia. Eu diria que o J-20 vai voar com AESA sim. DAS é outra história.

[]’s

Clésio Luiz

Nunão, as medidas de area alar do artigo foram convertidas incorretamente. Eis os valores corretos, obtidos pegando os dados do texto original e usando o programa ConvertAll: J-20 = 58,53m² F-15 = 56,48m² F-22 = 78,04m² Quanto as opiniões do Sr. Loren B. Thompson, elas são apenas opiniões, pois os chineses não divilgaram dados e a aeronave não passa de um protótipo. Se alguém quer ler a opinião de um especialista da área de defesa que não seja parcial aos americanos, recomendo a leitura do artigo do Carlo Kopp, que també e doutor como o Sr. Loren, mas costuma ter… Read more »

Rodrigo

Vocês cansam de analisar por foto e vídeo também.

Estão reclamando de que?

Wagner

To torcendo para vir o Shafaq iraniano, vai ser mais um na briga ! Modestamente, é claro, mas, se conseguirem fazer voar, estarão em stealth ganhando da França !

edcreek

Olá,

Eu medi aqui a imagem com a fita metrica e tenho ctz que ele será invisivel, ctz msm…..

Falando serio, é cedo para falar, mas o desing dele me pareceu realmente muito “limpo” ao contratio do T-50….

Vamos seguir com nossos achimos, e eu torço pelo GALO, eheheheheh……

Abraços,

Vader

Eu hein Clésio, tá com mania de perseguição? Credo… Quero mais é que os ching-ling´s façam um caça imbatível e comprem uns 10.000 deles: isso obrigará não apenas EUA, mas todos os países do mundo (Japão, CS, Europa, Rússia, Índia, Vietnã, etc.) a fazer caças cada vez melhores, e adquirir em cada vez mais quantidades, o que evidentemente barateará o preço para nós, pobres. Mas infelizmente eu estou sendo REALISTA: a probabilidade dos chineses fazerem um caça superior aos RUSSOS na próxima década é muuuuuuito baixa. E superior aos americanos, eu diria que é totalmente impossível nos próximos 20/30 anos.… Read more »

Wagner

Caras

Не убивайте проекта до его снимает !!!!!!!!!!!!!!!

🙂

Observador

Senhores, Obviamente ele não será capaz como seus congêneres americanos e russo. E nem precisa. Quanto custará o J-20, em comparação aos similares? Deve ser mais barato como tudo o que fazem, não? Os chineses devem planejar construir quantas unidades deste vetor? Trezentas? Mil? Eles não precisam superar os outros aviões. Só precisam de um desempenho que não seja muito inferior. A diferença tecnológica eles tiram na superioridade numérica. Pelo que entendi deles, é assim que pensam. E o próprio texto dá a entender isto, isto quando fala que os chineses atrairiam os adversários para o espaço aéreo chinês, onde… Read more »

Clésio Luiz

E sei porque você não gosta do Kopp: ele quer que o governo australiano compre o F-22 no lugar do F-35. O maldito, como tem essa coragem…

Vader

Clésio Luiz disse: 3 de março de 2011 às 17:18 “E sei porque você não gosta do Kopp: ele quer que o governo australiano compre o F-22 no lugar do F-35. O maldito, como tem essa coragem…” Por aqui você veja como ele é desinformado: “Sensores, processadores e datalinks constituem o coração do F-35 Joint Strike Fighter, cujas performances ultrapassam enormemente a dos mesmos equipamentos do F-22” E ele não quer só que a RAAF compre F-22. Ele critica os EUA por não querer exportá-lo. E quer mesmo é acabar com o JSF (pois ficou de fora da boquinha). Mesmo… Read more »

Ivan

Amigos, Há uma clara tendência de todos nós e dos analistas especializados de comparar o Sukhoi T-50 e o Chengdu J-20 de forma simétrica aos norte americanos F-22 Raptor e F-35 Lightning II. Qual será o melhor caça no combate 1 x 1, 2 x 2 ou 4 x 4 ? Qual o mais furtivo? Mais manobrável? Mais rápido? Esta comparação, em que pese ser importante e interessante, mascara um aspecto muito mais importante que envolve toda a doutrina aérea ocidental e cria novas potencialiadades para a arma aérea do oriente, incluíndo neste último a Rússia. Na verdade, provavelmente, a… Read more »

Ivan

Aos Editores,

Por favor, verifiquem se é possível corrigir o meu texto.
Errei no fechamento do itálico e do negrito.

Grato,
Ivan.

NOTA DOS EDITORES
TEXTO CORRIGIDO.
DESTA VEZ DEU ALGUM TRABALHO PARA ENCONTRAR TODOS OS COMANDOS DE ITÁLICO ESCONDIDOS…
SOLICITAMOS QUE USE OS ITÁLICOS COM MODERAÇÃO, OU ASPAS.
CRIANÇAS, NÃO TENTEM FAZER ISSO EM CASA.
SAUDAÇÕES!

Renato Oliveira

Ivan, o Grande! Tem um texto de um outro think tank, o Rand, que diz o seguinte: Superioridade tecnológica bate superioridade numérica até, aproximadamente, 3:1. O exemplo histórico era o Me-262 pilotado pelos ‘experten’ da Luftwaffe e enfrentados pelos P-51 da USAAF. Os Me-262 eram quase 1/3 mais rápidos que os P-51 (900 km/h contra 700 km/h), tinham um armamento muito mais poderoso, e o melhor dos pilotos dos EUA tinha na Europa tinha menos de 30 kills, enquanto que os experten tinham 100, 200 ou mais abates. A vantagem do P-51 eram os números, cada dia maiores. Afinal, o… Read more »

Vader

Ivan, o que você propõe basicamente é a tática de enxame: saturação pela quantidade. Impedir pelos números que a melhor condição técnica do inimigo se sobresaia. Essa tática não é nova: ela já existia na Guerra Fria. Os americanos a antevêem há décadas. Sabe onde ela já deu certo? Pois é. Lugar nenhum. Nem no Vietnã, onde os americanos suaram a camisa para obter a superioridade aérea, ela foi bem sucedida. Isso porque para esta tática dar certo, são necessárias duas condições: 1. Que a aeronave de menor qualidade tecnológica seja MUITO mais barata que a de maior qualidade, e… Read more »

Vader

Renato Oliveira disse:
3 de março de 2011 às 20:32

Ah sim, que fique claro: no meu comentário, não estou considerando o fator “terreno”. Se for assim, nem EUA vence China, nem muito menos o inverso.

PS: Srs. Editores, os comentários estão aparecendo todos em itálico.

RESPOSTA AO PS: JÁ TÍNHAMOS VISTO, MAS DEU UM CERTO TRABALHO PARA ACHAR A SOLUÇÃO SEM DELETAR O COMENTÁRIO DO IVAN, O CULPADO, QUER DIZER, O GRIPEIRO.
SAUDAÇÕES!

Tadeu Mendes

Wagner, Watch your language. You are on my radar. De qualquer forma e bom te-lo por aqui. Estou aprendendo de voce (seu perfil psicologico). Voce esta um pouco fora da realidade tecnologica,, mas a sua participacao estimula o quebra pau. Rsrsrsrsrs. Faca o favor e traduza a setenca em russo, para os leitores do site. Voce nao e o unico que conhece o idioma russo. Vader, Uma vez mais, aonde e que eu assino embaixo nos seus comentarios? Meu amigo, voce me poupa um tempo precioso quando faz essas analises, que para mim demorariam muito tempo, pelo fato de ter… Read more »

Tadeu Mendes

Amigos,

Esqueci de dizer que as centenas de cacas russos desativados e possivelmente sendo convertidos em UAVs.( = Swarm decoys), sao da forca aerea chinesa.

Groo

Gostei da análise.

Ele utiliza dados exclusivos sobre as dimensões do caça, vê que a área da asa é 25% menor que a do F-22 e diz que o avião carrega 25% a menos de combustível…

De resto ele especula sobre a falta de capacidade chinesa na produção de aviônicos e motores.

Um caça furtivo de longo alcance operando no interior do território chinês não faz sentido. Ele vai combater um B-2?

Ivan

Vader, Na verdade estou tentando chamar atenção para as formas assimétricas de fazer a guerra aérea. A tática do enxame é uma delas. Pelo que sei, nunca foi efetivamente usada em combate, até por que nunca houve aeronaves suficientes aos opositores dos americanos para tentar a mesma. Nem mesmo no Vietnam, onde lutavam uma guerra de guerrilha aérea, se é que isso é possível. Outra forma assimétrica, que não exige necessariamente quantidade, é usar aeronaves stealth armadas com mísseis de longo alcance para destruir a infraestrutura ocidental de suporto ao combate. Apenas como exemplo, vamos imaginar a Síria com 2… Read more »

Ivan

Groo, Um caça furtivo chinês, mesmo que inferior aos F-22 e F-35, poderia por em xeque aeronaves AEW, REVO, J-Stars e de guerra eletrônica de uma aliança EUA – Japão – Coreia do Sul, diminuindo a consciência situacional equanto procuram atingir seus objetivos usando sua enorme massa de manobra. Um Chengdu J-20 operacional não iria lutar dentro da China, mas a partir de áras densamente defendidas, em ataques furtivos como caçador aéreo ou caça-bombardeiro. Claro que é apenas hipotético, pois hoje não há o menor interesse da China ou dos EUA em entrar em um conflito aberto. Ao menos ‘hoje’… Read more »

Rodrigo

Tadeu Mendes disse: 3 de março de 2011 às 22:32 Se os gringos não tivessem jogado as bombas no Japão e a SGM, tivesse se arrastado por muito tempo e houvesse um armistício geral, é capaz do Japão ter continuado o mesmo país feudal que era antes da Guerra. Este lenda da super-espionagem chinesa é legal, mas para mim soa mais como uma desculpa para o atraso deles. Eu já trabalhei em empresa que fez negócio com chineses e realmente não demorou muito para vermos produtos parecidíssimos com os nossos e de outros concorrentes, sendo vendidos na Ásia. Daí a… Read more »

Ivan

Rodrigo,

O J-20 tem o perfil do MiG 1.44, repensado dentro da tendência furtiva.

Aparentemente tem muito do Mikoyan & Gurevich Design Bureau neste avião, de forma contratada ou copiada, o que dificilmente saberemos.

Mas é apenas uma suposição.

Sds,
Ivan.

Vader

Ivan disse: 4 de março de 2011 às 0:57 Claro meu amigo, temos que ter a mente aberta a todas as formas de enfrentamento. Se isso tem que ser assim para nós, meros entusiastas, imagine para quem vive disso. Apenas acho, se me permite, e com todo o respeito, que o amigo às vezes superestima muito a China. Não se deve subestimá-la (subestimar o “inimigo” é o caminho mais curto pro desastre), mas o fato que não me canso de repetir é que a China ainda tem um longo caminho a percorrer antes de atingir a qualidade russa de equipamentos.… Read more »

Vader

Tadeu Mendes disse:
3 de março de 2011 às 22:32

Obrigado amigo Tadeu, um grande abraço.

Wagner

rrs Tadeu, eu ainda estou estudando o começo do cirílico, ainda estou gravando o que significa cada letra… Era só a tradução da minha ultima frase ” não matem o projeto antes que este decole” , ou algo assim… Senhores, PARABÉNS pelas análises, ficaram realmente muuito boas. Eu creio que o cenário do Ivan, ainda que improvável politicamemte, é militarmente mais realista. Eu li num livro que os esquadrões da Otan de aew-awacs ficaram horrorizados, ao final da guerra fria, ao sabem que centenas de caças soviéticos estavam previamente designados com a missão exclusiva de caçá-los, enquanto que estes caças… Read more »

Wagner

Só para completar, o Asraam tambem é um missil dispare e esqueça, mas o computador dele interpretou isso literalmente: Vc dispara e ele se esquece de atingir o inimigo !!!

E Eu lá, num pobre Efa só com canhao, num dogfight com uns dois Su 35, e meus sistemas gritando ” Warning: System Failed !! ” , ” Warnig : Missil Launch” ” Warning : Pull Up puul Up !!!”

🙁

Vader

Wagner disse: 4 de março de 2011 às 8:20 “Como deter um esquadrao de Pak FA equipados com misseis russos de longo alcance que vao travar nos Sentry ???” Expliquei sim Wagner: é só não ter Sentry´s!!! 🙂 O F-35 caminha para ele, em si, em conjunto com outros F-35 e outros caças OTAN (em rede, via datalink), fazer o papel de um AWACs. É nisso que o conceito de Guerra em Rede é revolucionário: ao invés de se ter um único AWACs pesadão e lento, com um enorme radar, transmitindo dados para todos os caças da linha de frente,… Read more »

Vader

Ah sim, apenas complementando:

Tirando os americanos, o país mais avançado do mundo nesse conceito de Guerra em Rede sabe qual é?

A Suécia. A SAAB.

Além do preço, esse foi um dos motivos pelos quais sempre achei que o Gripen NG seria um ótimo negócio pro Brasil.

Se você parar pra pensar do ponto de vista do futuro, chegará á conclusão que o Gripen é um F-35 menos potente, e sem stealth. Mas ainda assim, operando em rede, e até levando-se em conta seu preço relativamente barato, é uma aeronave temível.

Sds.

Rodrigo

A Suécia nunca testou o ambiente dela em combate e fazer o que os suecos fazem no espaço que eles fazem é um desafio ainda menor.

Ivan

Rodrigo,

É verdade.
A Suécia nunca testou sua doutrina em ambiente de combate.
Mas também nunca foi testada p´ra valer por ninguém, nem mesmo pela poderosa União Soviética.

Contudo suas defesas sempre foram ‘testadas’ durante e após a Guerra Fria, em ambiente de ‘não’ combate.

Aparentemente passou no teste de ‘não’ combate, preservando sua neutralidade com a caneta, mas também com a baioneta… em rede, obviamente. 🙂

Abç,
Ivan.

Ivan

Wagner e Vader,

A idéia era levar o nosso debate para formas assimétricas de lutar, pois a cada dia fica mais difícil uma luta simétrica como na 1ª e 2ª Guerra Mundial.

Sds,
Ivan.

Rodrigo

Nunca foi testada por ninguém, justamente por ser um zero a esquerda.

Se precisasse os comunas comeriam o sistema de defesa sueco.

Vader

Rodrigo disse: 4 de março de 2011 às 9:39 Rodrigo, se você dá o benefício da dúvida aos soviéticos, tem de dá-lo também aos suecos. Jamais saberemos quem se daria bem num eventual conflito, pois este jamais ocorreu. E não ocorreu possivelmente justamente porque a Suécia possuía um sistema de defesa que faria os soviéticos pagar caro pela vitória. Vale aqui Sun Tzu, e o conceito da espada embainhada. Mas o ponto não é esse. O ponto é que o conceito de guerra em rede não é sueco; é americano. Os suecos apenas o tomaram e o incorporaram à sua… Read more »

Tadeu Mendes

Rodrigo, Te entendo. Mas se o amigo nao sabe, os chineses (o Exercito Popular da China) tem uma unidade que emprega aproximadamente 6000 hackers. Os caras estao tentando fazer todo o possivel para sair do atraso tecnologico. O FBI ja prendeu em duas ocasioes, chineses com cidadania americana, trabalhando em Oak Ridge e Lawrande Livermore (design de armas nucleares) Eu posso ate estar enganado, mas penso que eles estao buscando paridade com a Russia (o inimigo mais poderoso da vizinhanca), ou seja, toda essa balela de J-20 e de outras maravilhas tecnologicas chinesas, seriam na verdade, dirigidas a um equilibrio… Read more »

Rodrigo

Exato, a Suécia é pequena.

Assim fica muuuuuuuuuuito mais simples manter uma rede de dados coesa e com redundância.

Mesmo que os suecos resistam, os nros russos vão vencer pelo desgaste.

—————

Olha Tadeu, na realidade hackers são uma arma mais de aporrinhação, que o que vemos na mídia e filmes.

Com 6000 “hackers”, se faz um ataque de negação de serviço, mas isto se faz em redes públicas. Em uma fechada, um ataque exige muito mais que isto e presença física em algum ponto do alvo.

Mauricio R.

Mais alguma considerações, desta vez em relação ao empuxo disponível ao J-20 e uma comparação c/ o antigo F-111B:

“http://www.aviationweek.com/aw/blogs/defense/index.jsp?plckController=Blog&plckBlogPage=BlogViewPost&newspaperUserId=27ec4a53-dcc8-42d0-bd3a-01329aef79a7&plckPostId=Blog%3a27ec4a53-dcc8-42d0-bd3a-01329aef79a7Post%3a9764d04f-89e9-46a8-8243-bc1837e68bc2&plckScript=blogScript&plckElementId=blogDest)

Wagner

Olhem só aqui tem um link para ume xemplo de uma missao do jogo que eu falei

http://www.youtube.com/watch?v=FBBuQjmzT2E&feature=related

Vejam ! Vcs vão gostar ! Só que a musica não é a original do CD do jogo…

joseboscojr

Wagner, Apesar da brincadeira do “atire e esqueça” este é mesmo um dos grandes problemas dos mísseis “atire e esqueça”, principalmente os que operam no modo “LOAL” (travamento após o lançamento). Depois de lançado, a comunicação entre o lançador e o míssil se quebra e não se tem certeza se o míssil se dirige para o alvo e nem se é o alvo certo. Mesmo havendo um up-link, o míssil vai por conta própria e o lançador fica a “ver navios”. Uma solução é o data-link de mão dupla (up-link e dow-link), onde a comunicação via rádio não se desfaz… Read more »

Groo

Seção nostalgia?

Adorava este simulador. Foi o primeiro simulador que joguei, ele veio em uma revista de games.

Joguei por alguns anos e acabei ficando bom, derrubava dois Super Flankers só no canhão sempre (contra 3 Supers Flankers tinha que ter um pouco de sorte). As missões ar-terra eram ruins.

Groo

O Su-35BM conseguiu uma boa solução para os problemas de guiagem de meio curso: a antena de seu radar AESA se move como a de um radar convencional permitindo o disparo BVR e a manutenção de uma proa de mais de 100º em relação ao alvo. Ele também tem um radar na cauda com menor alcance. O Su-35BM consegue isto porque possui um nariz grande o suficiente para permitir que uma antena grande se movimente dentro do domo. Aquela materia, neste site, sobre a modernização do Eurofighter menciona um aumento do angulo de busca do radar do caça. Outros caças… Read more »

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