Ontem diversos fóruns e sites de aviação repercutiram o primeiro voo do primeiro caça de quinta geração chinês J-20.

Alguns fóruns chegaram a ficar fora do ar, por conta do grande número de acessos. O Poder Aéreo, mesmo com os comentários abertos somente para assinantes, teve quase 30.000 acessos ontem, por causa do J-20.

Nos debates acalorados nos fóruns internacionais, discute-se se o J-20 iguala ou supera o PAK FA russo, qual a razão dos chineses terem adotado canards em seu avião, qual o grau de furtividade alcançado etc.

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

11 Responses to “Primeiro voo do caça ‘stealth’ chinês J-20 repercute na Internet” Subscribe

  1. Luiz Padilha 12 de janeiro de 2011 at 9:01 #

    Uma coisa que reparei. O caça furtivo não necessita de empuxo vetorado?
    Porque não vi nesse caça as tubeiras móveis.

  2. Justin Case 12 de janeiro de 2011 at 9:31 #

    Padilha, bom dia.

    Empuxo vetorado, para mim, é um sistema altamente complexo, caro e pesado, com aplicação operacional em um cenário muito restrito.

    É útil quase que exclusivamente em combate WVR ou “dogfight”, para manobras ofensivas e defensivas (nas manobras ofensivas está cada vez menos importante, com a adoção do para HMD/mísseis).

    Parece que esse não é o foco da filosofia de emprego do J-20.

    Com velocidades maiores o sistema tem pouca utilidade, pois levaria rapidamente tanto o piloto como a aeronave aos seus limites fisiológicos e estruturais, respectivamente.

    Abraço,

    Justin

  3. Rodrigo 12 de janeiro de 2011 at 10:14 #

    Pois eu já vejo o inverso.

    Estes aviões stealth já são desfavorecidos aerodinamicamente em favor da redução do RCS.

    Adotar empuxo vetorado adiciona força bruta em momentos de altos giros, para não haver muita perda de energia e compensar o arrasto gerado.

    No caso deste pastel voador, auxiliará em muito.

    Fora o auxílio no controle da nave.

  4. Ivan 12 de janeiro de 2011 at 10:26 #

    Concordo com o Justin Case,

    (Bem, concordo em “quase” tudo… he he he)

    Empuxo vetorado não é essencial em caça stealth.

    Poderá ser utilizado na medida da necessidade de diminuir o tamanho ou mesmo a existência de superfícies de manobra, como deriva e canards.

    A outra utilização seria, como bem lembrou o Justin, para “dogfighter”.

    O Chendu J-20 aparentemente não se destina a combates aproximados, bem como tem bastante superfícies de manobra… talvez até demais.

    Ao meu ver, este interessante aparelho é um demonstrador de tecnologia, baseado no desenho original do MiG-1.44 com novas características furtivas, que poderá se tornar ou não operacional.

    Ainda conforme minha visão, deve seguir o padrão dos grandes interceptadores soviéticos, como o MiG-25 e MiG-31, ou ainda os pouco divulgados Su-15. Grande, longo, pouco manobrável mas com uma pesada carga de mísseis para interceptação a longa distância.
    Evidentemente poderá desempenhar missões de interdição em profundidade, caso suas baias tenham espaço para armas ar-terra, podendo até mesmo colocar em xeque áreas consideradas seguras, como Guam e costa leste do Japão.

    É impressionante a capacidade empreendedora chinesa em todas as áreas, notadamente a aeronáutica. Entretanto tenho uma visão divergente da maioria, pois vejo ainda muita influência estrageira nos seus projetos. Senão vejamos:

    => J-10 com forte influência do Lavi israelense;

    => J-20 com forte influência do MiG-1.44 russo.

    Mas todos com muita coisa chinesa, sinal que, em breve, sairá algo totalmente chinês da sua indústria aeronáutica.

    É bom lembrar que, mesmo sob influência estrageira, estes projetos são legalmente chineses, propriedade intelectual (coisa que eles não ligam) chinesa. São, portanto, pontos de inflexão em sua indústria aeronáutica.

    Sds,
    Ivan.

  5. DrCockroach 12 de janeiro de 2011 at 10:34 #

    Ivan disse:

    “São, portanto, pontos de inflexão em sua indústria aeronáutica”

    Complementando, a produtora do J-20 eh uma subsidiaria da China Aviation Industry Corporation I (ARJ21…).

    O que eles serao capazes, muito em breve, nao somente na industria da aviacao civil mas nao ind. em geral (spillovers) eh promissor considerando os custos. Em qualidade ainda vai levar muito tempo p/ bater nos EUA, por exemplo, mas podem chegar rapidinho no Brasil… Custo Brasil ninguem pode negar.

    Boa Sorte a todos!

    []s!

    P.S.: Pelo menos o FX-2 considera varios aspectos, entre ele a capacitacao da ind. nacional.

  6. Ivan 12 de janeiro de 2011 at 11:05 #

    Dr. Barata disse:

    “Pelo menos o FX-2 considera varios aspectos, entre ele a capacitacao da ind. nacional.”

    O F-X2, que deve ter em primeiro lugar uma visão operacional, pode e deve ser usado para capacitar a indústria nacional, sob pena desta ser engolida por chineses e hindus, que investem consistentemente nas suas.

    Não tenho ilusões, o F-X2 precisa ainda ser de 4ª geração (ou 4.5, ou 4.5 plus, ou ainda 4.5 +++… tanto faz), pois este é passo que nos cabe agora, onde temos muito que aprender, da construção de uma aeronave supersônica ao software do código fonte.

    Assim sendo, esta aeronave deve ser construída em boa parte no Brasil, preferencialmente com o copyright nacional ou nacionalizado, como fazem os chineses.

    A China, que construiu muito MiG ao longo dos anos, criou a partir de desenhos israelenses o interessante J-10, que seria o seu F-16, o seu carregador de piano das batalhas.

    O Brasil precisa de um J-10 com urgência, antes de partir para um J-20.

    O nosso “J-10″ poderia ser o Gripen NG…

    Sds,
    Ivan, do Recife. :)

  7. DrCockroach 12 de janeiro de 2011 at 13:37 #

    Prezado Ivan,

    E os engenheiros e pilotos da FAB (e EMBRAER) estariam babando pela oportunidade de trabalhar junto as quatro “cabecas de serie” do Gripen NGBR:

    Serão fabricados quatro aviões de pré-série, sendo dois para ensaios em voo, um para ensaio de fadiga e outro para ensaios estáticos e de componentes.

    Foi dito também que o contrato de produção do Gripen NG foi divido em duas fases. A primeira, de desenvolvimento/projeto, produção dos cabeças de série e processo de industrialização. A outra fase é a da serialização, que está indefinida, pois depende da decisão do cliente lançador.

    A partir da decisão do Governo Brasileiro, a fase de serialização será definida. A montagem dos cabeças de série está programada para ser feita no Brasil.
    http://www.aereo.jor.br/2010/10/22/gripen-ng-tera-quatro-cabecas-de-serie-e-akaer-fara-60-desenhos-por-semana/

    []s!
    P.S.: Alem dos engenheiros e pilotos, diga-se de passagem, tb existem brigadeiros e executivos fascinados pela oportunidade.

  8. Groo 12 de janeiro de 2011 at 14:27 #

    “O caça furtivo não necessita de empuxo vetorado?”

    Não. O melhor exemplo é o F-35. O empuxo vetorado melhora a manobrabilidade, principalmente em baixas velocidades.

    Temos que ir devagar com aviões como o J-20 e PAK FA T-50 porque os motores ainda não são definitivos.

  9. Tadeu Mendes 12 de janeiro de 2011 at 15:40 #

    Empuxo vetorado e muito util em uma exibicao aerobatica (circo aereo). Rsrsrsrs,

    Concordo que o empuxo vetorado ajudaria a um caca (outmaneuver) um outro caca oponente. (Contanto que o piloto tenha estomago e boa saude, para suportar variacoes dinamicas tao intensas).

    Para um missil disparado e “Locked ON”, empuxo vetorado nao significa nada. Com ou sem empuxo vetorado a presa (o caca) vai para beleleu.

    sds,

  10. Tadeu Mendes 12 de janeiro de 2011 at 20:53 #

    Ivan,

    O J-10 so nao vai a uma Sinagoga porque se trata de uma maquina.

    Mesmo sendo produzido na China, o J-10 eum judeu circunsisado.
    Rsrsrsrsrs.

    A China foi enormemente beneficiada ao comprar o blueprint e o Know How do Lavi.

  11. Mauricio R. 13 de janeiro de 2011 at 10:34 #

    Naquela Red Flag do coronel-aviador falador enquanto voaram c/ suas asas, os Flankers indianos deitaram e rolaram em cima dos F-15.
    Bastaram empregar o tal do TVC, e aí quem rolou e rolou em cima deles foram os americanos.

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