WikiLeaks diz que Rafale é feito na França com uso de tecnologia dependente dos EUA

O Projeto FX-2

Paris usou o clima político positivo para tentar colocar o Rafale como vencedor da concorrência, para equipar a Força Aérea Brasileira, com a nova aeronave francesa de caça, na esperança de desbancar o caça americano F/A-18 Super Hornet e o caça sueco Grippen.

Politicamente motivado, o Ministério das Relações Exteriores decidiu anunciar publicamente a intenção de fechar negócio com a Dassault, fabricante do Rafale, devido ao resultado da estreita relação de Lula com Sarkozy, sobrepujando o Super Hornet, que é escolha preferida da Força Aérea Brasileira.

Apesar de o negócio, conhecido como “FX-2”, ainda ser incerto, o Presidente francês, em sua viajem de dois dias a Brasília, onde jantou com Lula, fez de tudo para persuadir o Presidente brasileiro a preferir os jatos de fabricação francesa. Sarkozy foi convidado especial na celebração de 7 de setembro, Dia da Independência, que contou com tropas da Legião Estrangeira e sobrevoo de aviões franceses.

No seu afã, Sarkozy tentou demonstrar que seus laços políticos com Lula eram, sobremaneira, reforçados pelos acordos industriais.

Sarkozy alardeou o “mito” de que a França é o parceiro perfeito para países que não querem depender de tecnologia americana, desconsiderando o fato de que, se o Brasil comprar o F-18, os EUA concordarão com o princípio da transferência de tecnologia relevante.

Entretanto, se prosseguir a venda do avião francês, a Dassault terá de requerer a “licença de controle de exportação” dos Estados Unidos, para os componentes do Rafale, que são construídos com tecnologia americana.

Apesar de a decisão sobre o FX-2 ainda ter de ser ratificada pelo Brasil, “o grupo de amigos” parece confiante de ter suplantado a concorrência americana e sueca, graças aos esforços diplomáticos de Sarkozy.

Além disso, o diplomata brasileiro Bruno de Lacerda Carrilho, revelou em Paris, em 08 de outubro, que Brasília está, particularmente, receptiva ao engajamento pessoal, a nível presidencial da França, colocando em questão se Obama, também, vai se envolver pessoalmente.

Marcando sua quinta visita ao Brasil este ano, Sarkozy programou uma viajem a Manaus, em 26 de novembro, para a Cúpula dos Países Amazônicos e espera avançar em seus extensos objetivos políticos e comerciais com o Brasil.  – WikiLeaks.

FONTE: WikiLeaks

NOTA DO BLOG: Se for verdade essa informação do WikiLeaks, a suposta independência dos EUA, ao adquirir o Rafale, não passa de uma ilusão. Ficaremos, no mínimo, duplamente dependentes: dos EUA e da França e sabe-se lá de quem mais.

Qual seria a porcentagem de tecnologia americana, supostamente utilizada pelo Rafale, que depende de autorização dos EUA, para a comercialização desse avião francês?

Basta, apenas, um único item crítico, tangível ou não, que necessite dos EUA, para ficar na dependência indesejada.  O WikiLeaks faz referência ao uso de componentes no plural, portanto o Rafale não utiliza um único item de domínio americano. Se pudessem, salvo melhor juízo, os franceses não utilizariam nenhum item, ou tecnologia, que os colocassem perante a sujeição americana.

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136 Comentários to “WikiLeaks: Rafale possui tecnologia dependente dos EUA”

  1. Pelo sabemos são apenas os processadores de dados do avião que são fabricados nos EUA.

  2. Almeida disse:

    Re: Hate and Trust disse em 5 de dezembro de 2010 às 3:54

    Os processadores e vários outros componentes eletrônicos como memórias são made in Taiwan e USA, royalties norteamericanos.

    Os assentos são ingleses, da Martin-Baker.

    O datalink é sueco, Saab.

    O GPS, Raytheon, norteamericano, claro.

    O link 16 e MIL-1553 databus, norteamericanos, patente norteamericana.

    A linguagem de programação e bibliotecas de software usados para escrever e rodar o tão falado código fonte, são patente norteamericana.

    A lista é longa e eu perderia meu domingo colocando tudo aqui. Basta uma pesquisa rápida no Google. Mas atentem para somente este fornecedor aqui:

    http://www.airforce-technology.com/contractors/electronic/iso-group/

    Tem gente que perdeu mesmo o bonde da globalização rsrsrs…

  3. Almeida disse:

    Comercialização, para nós, não seria o problema. Usamos vários equipamentos americanos, sem problema algum. Mas produzí-los aqui, sem pelo menos pagar os royalties por isso, impossível.

    Será que agora, com as informações do Wikileaks, os defensores do GF e franceses acordam para a fria realidade dos negócios internacionais?

    Se formos de Rafale seremos completamente dependentes dos franceses, já que não irão fabricar nada aqui e nem ao menos integrar armamentos nacionais ou de terceiros. Se formos de Rafale, também seremos completamente dependentes dos norteamericanos, já que a nossa “parceria estratégica” com os franceses é irrelevante para a OTAN. E se quiserem mesmo entrar em guerra conosco pela Amazônia, verde ou azul, não vão ser 36, ou até mesmo 120 caças, que impedirão isso…

  4. DrCockroach disse:

    O NJ irah “achar” algum outro criterio depois que os “estrategicos”, “politicos”, “100% de ToT”, “NA Sao Paulo”, etc falharam. Alguma coisa ele irah apresentar p/ defender o Rafale, mesmo que furado.

    []s!

    P.S.: Beleza de comentario Almeida
    PPS: Se for verdade essa informação do WikiLeaks, a suposta independência dos EUA, ao adquirir o Rafale, não passa de uma ilusão. Ficaremos, no mínimo, duplamente dependentes: dos EUA e da França e sabe-se lá de quem mais. Perfeito!

  5. grifo disse:

    Reportagem completa da Folha de São Paulo.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0512201012.htm

    EUA relatam que FAB disse preferir F-18

    Telegrama afirma que, para comandante da FAB, caça americano “era o melhor’; preferência do Brasil é por francês

    Documentos vazados pelo WikiLeaks revelam bastidores do lobby norte-americano em concorrência bilionária

    FERNANDO RODRIGUES
    DE BRASÍLIA

    O comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Juniti Saito, aparece em um despacho secreto da diplomacia norte-americana afirmando dar preferência aos F-18, aviões caça dos EUA.
    Trata-se de referência a uma das maiores licitações da história da Aeronáutica, que pretende adquirir 36 aviões por um valor aproximado de R$ 15 bilhões.
    A preferência do Palácio do Planalto é pelos equipamentos oferecidos pela empresa francesa Dassault, que fabrica o Rafale.
    Em 31 de julho de 2009, o telegrama secreto assinado pelo então embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel, dizia que Saito tomou a iniciativa de ter uma conversa reservada em jantar no dia anterior com o general Doug Fraser, comandante do Comando Sul.
    Na conversa, Saito disse que “não existia dúvida, do ponto de vista técnico, de que o F-18 era o melhor avião”. Esse caça é produzido pela Boeing.
    “Voamos no equipamento norte-americano há décadas”, relatou o brasileiro, segundo frase colocada entre aspas no despacho diplomático de Clifford Sobel.
    “E sabemos que [o F-18] é confiável e que sua manutenção é simples e oferece bom custo/benefício por meio do sistema de vendas militares externas”, continua o texto.
    Como já se sabia naquela época da predileção do presidente Lula pelo Rafale, Saito se antecipou e fez um comentário. “Ele disse que os franceses não poderiam se queixar porque acabaram de assinar um contrato de US$ 14 bilhões com o Brasil (para submarinos e helicópteros).”
    A única ressalva apresentada por Saito foi a respeito da transferência de tecnologia por parte dos americanos. Informou precisar de carta dos EUA se comprometendo com essa política.
    Sobel afirmou acreditar que o documento estivesse em estágio final de aprovação. “Aliviado, Saito disse que precisava ter a carta em mãos até o dia 6 de agosto”, descreve o telegrama.
    Esse despacho diplomático ao qual a Folha teve acesso é um entre milhares obtidos pela organização não governamental WikiLeaks (http://cablegate.wikileaks.org/) . Além desse telegrama, a Folha teve acesso a vários outros que tratam da compra dos caças pelo Brasil
    A Folha.com criou uma seção especial sobre os papéis: folha.com/wikileaks.
    Há grande volume de telegramas relatando o esforço dos EUA a favor dos caças F-18, da Boeing.
    Nesse documento no qual aparece Saito, ele conta que Barack Obama tratou do assunto diretamente com Lula numa reunião de cúpula do G8 na Itália, em julho de 2009. Esse lobby de Obama não ficou conhecido à época.
    As manifestações de Saito foram consideradas pela diplomacia dos EUA “a mais clara expressão” de que o brigadeiro pretenderia “recomendar o F-18″.
    Mas, no final do ano passado, não foi o que se passou, pois a FAB classificou em primeiro lugar o caça Gripen, da Suécia, deixando o F-18 em segundo lugar na disputa.
    Em maio do ano passado, segundo um telegrama do dia 19 daquele mês, os americanos decidiram passar a fazer lobby intenso a favor da Boeing porque “contatos brasileiros dizem não acreditar que o governo dos Estados Unidos esteja apoiando a venda fortemente”.
    “O esforço francês está sendo administrado diretamente pelo gabinete do presidente Sarkozy” e “o envolvimento sueco” é “em nível ministerial”.

    RELAÇÕES PESSOAIS
    O governo dos EUA “é percebido pela maioria dos brasileiros como no máximo medianamente interessado em apoiar a venda. Essa é uma desvantagem crítica em uma sociedade como a brasileira, na qual os relacionamentos pessoais servem de fundação para os negócios”, dizia o telegrama confidencial.
    Embora tenham assinado vários documentos se comprometendo a transferir tecnologia, os norte-americanos se diziam intrigados. No Brasil, autoridades sempre propagavam a ideia de que isso não iria acontecer.
    “Pode bem ser que os brasileiros desejem manter vivas as dúvidas sobre a transferência de tecnologia a fim de contarem com uma desculpa automática para a compra de um avião inferior, caso os líderes políticos assim decidam”, dizia o despacho.
    Em um item chamado “ataque à proposta francesa”, os diplomatas dos Estados Unidos argumentam ser necessário “lembrar aos brasileiros” que “o esforço francês de vendas vem se baseando em alegações enganosas, se não fraudulentas”.
    É que parte dos equipamentos do Rafale tem “alta presença de conteúdo norte-americano, o que inclui sistemas de mira, componentes de radar e sistemas de segurança que requererão licenças norte-americanas”.

    JOBIM
    Já em um telegrama confidencial mais recente, de 5 de janeiro deste ano, a diplomacia dos EUA fala sobre usar o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para convencer Lula.
    “Nós sabemos que o Super Hornet [F-18] recebeu a avaliação técnica mais favorável da FAB e é a escolha dos pilotos”, afirma o despacho, para então concluir:
    “Mas permanece, porém, o formidável obstáculo de convencer Lula. Nosso objetivo agora deve ser garantir que Jobim tenha argumentos reforçados ao máximo possível para ir a Lula em janeiro”.

  6. grifo disse:

    Análise da Folha de São Paulo

    ANÁLISE

    Aeronáutica sempre desejou americanos, mas escolha é política

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0512201013.htm

    ELIANE CANTANHÊDE
    COLUNISTA DA FOLHA

    Gostar por gostar, os pilotos da FAB sempre preferiram os aviões norte-americanos, considerados os melhores do mundo.
    Mas o F-18 da Boeing ficou espremido entre a preferência política pelo Rafale francês e a opção técnica da própria Aeronáutica pelo Gripen NG sueco.
    Essas posições tornaram-se claras desde o início do programa FX-2, para a compra de 36 novos caças da FAB. Na primeira viagem exploratória, a Paris, em fevereiro de 2008, o ministro Nelson Jobim (Defesa) já admitia publicamente a preferência pelo Rafale.
    Na ida a Washington, no mês seguinte, ele também já praticamente descartava os caças norte-americanos, enquanto o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, admitia estar deslumbrado com os modelos de última geração, o F-35 e o F-22. Por isso, passou por um leve constrangimento.
    Ao alegar a incompatibilidade desses aviões americanos com as necessidades brasileiras, o ministro dirigiu-se a Saito, buscando uma concordância: “Não é, Saito?” Desconfortável, o brigadeiro deixou transparecer que discordava: “Bem… o Brasil teria uma capacidade dissuasória maravilhosa…”
    Depois disso, a escolha afunilou para o francês, o americano e o sueco, com a área política sempre apontando para o Rafale. Argumento recorrente: os EUA não transfeririam tecnologia, e o Gripen NG sueco não passava de um protótipo.
    Washington contra-atacou enviando em agosto de 2009 uma carta da secretária de Estado, Hillary Clinton, em que ela assumia o compromisso de transferir tecnologia. Não foi suficiente. Nos Estados Unidos, o feito pelo governo pode ser desfeito pelo Congresso.
    Veio o 7 de Setembro, no mês seguinte, e Lula se atrapalhou ao anunciar a compra dos Rafale antes da conclusão do relatório da FAB.
    O governo teve de dar o dito pelo não dito. Os governos dos três países assumiram então a liderança das pressões, enquanto as cúpulas das companhias faziam filas em Brasília.
    Foi quando os EUA passaram a divulgar discretamente notas mostrando que o Rafale não era só francês e continha componentes americanos também sujeitos a veto.
    O que paralisou o cronograma foi a divulgação pela Folha, em janeiro deste ano, do ranking da FAB: Gripen NG em primeiro, F-18 em segundo e Rafale em terceiro e último. Coube a Jobim arranjar um discurso e argumentos em sentido contrário.
    O relatório tem 27 mil páginas, considerou sete critérios e o Gripen venceu justamente por ter o melhor preço e as melhores condições de transferência de tecnologia.
    A 26 dias do final dos oito anos dos dois governos de Lula, porém, a Aeronáutica e o próprio Saito deixaram de ter preferências. O que interessa agora é ter um caça novo, qualquer caça.
    Como já disse o chanceler Celso Amorim, “a decisão é política”. Se é assim, dificilmente será pró-americanos.

  7. DrCockroach disse:

    ok, mas “decisao politica” em paises de cidadaos, nao suditos, e tempos de paz, deve ser transparente. Deve haver ponto e contra-ponto pelas diversas instancias do poder que desejam desconsiderar uma avaliacao profissional. Embora, compreendo que parte da populacao abdica de seus direitos de cidadaos e simplifica democracia p/ “se foi eleito(a), faz o que quer”…

    Eu entendo que a FAB nao pode agora se preocupar com os 7 bilhoes de “troco” entre Rafale e Gripen, mas serah que preferem o Rafale aos Gripen C/Ds e F-16s novos? Um tampao, digamos assim…

    []s!

  8. Patriota disse:

    Tolo os que acham ou achavam que o caça Rafale “ERA” francês rsrsrs.
    Se tem um pais que fabrica tudo, esse pais é o EUA.
    Outro pais seria a Russia e por ultimo os mestres da engenharia reversa (entendam assim fica mais BUNITINHO) kkkk. Para chinês não tempo ruim, peça de reposição eles fazem de um dia para o outro.
    No meu ponto de vista tinham que acabar com essa novela pastelão.
    Como eu adoraria ver a Dilmona suspender esses FX2 e fazer um novo com data para apresentação de propostas e todas as aeronaves fabricadas no Brasil. Para mim os russos iriam levar.
    Mas sonhar é bom né.

  9. cerberosph disse:

    -Quero 100% de tecnologia!
    -Então vamos com caça Russo PAK FA e SU35.
    - Há mais caça Russo é isso, aquilo e aquilo outro.
    -Então chuta logo o P…da barraca e vamos de caça Chines 100% piratex e genérico.

  10. Helder disse:

    Assim fica difícil acreditar na tão proclamada “liberdade de imprensa”. Agora o preferido da FAB é o Hornet? Esse é que nunca foi o preferido pela FAB que sabe muito bem dos embargos impostos pelos EUA. Dependendo do interesse o favoritismo troca de mão.

  11. Helder disse:

    Jesus, ELIANE CANTANHÊDE virou especialista em preferências da FAB?
    “Os pilotos sempre preferiram os caças norte-americanos, eles são os melhores..” Quem foi que pagou esta matéria?

  12. Rodrigo disse:

    Almeida disse:
    5 de dezembro de 2010 às 4:13

    Estes processadores utilizam apenas a mesma arquitetura dos comerciais feitos em Taiwan…

    São versões aeronáuticas com redundância e resistência ambiental. Custam algumas centenas de vezes mais que um comum e são fabricados unicamente nos EUA, pela segurança requerida.

    ———————————————————

    Este assunto não é novidade aqui, mas o pessoal prefere acreditar no Dept. Comercial da Dassault.

    Quem quer algo 100% gringos free, só comprando na Rússia.

  13. marlos barcelos disse:

    PATRIOTA

    nem os EUA fabricam todo avião, há vários componentes fabricados e desenvolvidos em outros países, inclusive nos stealths, por exemplo, a tinta que absorve ondas de radar, usada no b-2, é japonesa, os datalinks são de origem sueca, e vários outross comonentes.

  14. Poker disse:

    Bem, como fica a cara dos bloquistas e insiders que afirmavam que o Gripen NG era o favorito da FAB no FX2???? Este cable do Wikileaks prova o contrário. Bomba que destrói com este argumento raso e fraco de custo benefício do avião de papel.

    São Paulo, domingo, 05 de dezembro de 2010 – FOLHA DE SÃO PAULO

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    EUA relatam que FAB disse preferir F-18

    Telegrama afirma que, para comandante da FAB, caça americano “era o melhor’; preferência do Brasil é por francês

    Documentos vazados pelo WikiLeaks revelam bastidores do lobby norte-americano em concorrência bilionária

    FERNANDO RODRIGUES
    DE BRASÍLIA

    O comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Juniti Saito, aparece em um despacho secreto da diplomacia norte-americana afirmando dar preferência aos F-18, aviões caça dos EUA.
    Trata-se de referência a uma das maiores licitações da história da Aeronáutica, que pretende adquirir 36 aviões por um valor aproximado de R$ 15 bilhões.
    A preferência do Palácio do Planalto é pelos equipamentos oferecidos pela empresa francesa Dassault, que fabrica o Rafale.
    Em 31 de julho de 2009, o telegrama secreto assinado pelo então embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel, dizia que Saito tomou a iniciativa de ter uma conversa reservada em jantar no dia anterior com o general Doug Fraser, comandante do Comando Sul.
    Na conversa, Saito disse que “não existia dúvida, do ponto de vista técnico, de que o F-18 era o melhor avião”. Esse caça é produzido pela Boeing.
    “Voamos no equipamento norte-americano há décadas”, relatou o brasileiro, segundo frase colocada entre aspas no despacho diplomático de Clifford Sobel.
    “E sabemos que [o F-18] é confiável e que sua manutenção é simples e oferece bom custo/benefício por meio do sistema de vendas militares externas”, continua o texto.
    Como já se sabia naquela época da predileção do presidente Lula pelo Rafale, Saito se antecipou e fez um comentário. “Ele disse que os franceses não poderiam se queixar porque acabaram de assinar um contrato de US$ 14 bilhões com o Brasil (para submarinos e helicópteros).”
    A única ressalva apresentada por Saito foi a respeito da transferência de tecnologia por parte dos americanos. Informou precisar de carta dos EUA se comprometendo com essa política.
    Sobel afirmou acreditar que o documento estivesse em estágio final de aprovação. “Aliviado, Saito disse que precisava ter a carta em mãos até o dia 6 de agosto”, descreve o telegrama.
    Esse despacho diplomático ao qual a Folha teve acesso é um entre milhares obtidos pela organização não governamental WikiLeaks (http://cablegate.wikileaks.org/) . Além desse telegrama, a Folha teve acesso a vários outros que tratam da compra dos caças pelo Brasil
    A Folha.com criou uma seção especial sobre os papéis: folha.com/wikileaks.
    Há grande volume de telegramas relatando o esforço dos EUA a favor dos caças F-18, da Boeing.
    Nesse documento no qual aparece Saito, ele conta que Barack Obama tratou do assunto diretamente com Lula numa reunião de cúpula do G8 na Itália, em julho de 2009. Esse lobby de Obama não ficou conhecido à época.
    As manifestações de Saito foram consideradas pela diplomacia dos EUA “a mais clara expressão” de que o brigadeiro pretenderia “recomendar o F-18″.
    Mas, no final do ano passado, não foi o que se passou, pois a FAB classificou em primeiro lugar o caça Gripen, da Suécia, deixando o F-18 em segundo lugar na disputa.
    Em maio do ano passado, segundo um telegrama do dia 19 daquele mês, os americanos decidiram passar a fazer lobby intenso a favor da Boeing porque “contatos brasileiros dizem não acreditar que o governo dos Estados Unidos esteja apoiando a venda fortemente”.
    “O esforço francês está sendo administrado diretamente pelo gabinete do presidente Sarkozy” e “o envolvimento sueco” é “em nível ministerial”.

    RELAÇÕES PESSOAIS
    O governo dos EUA “é percebido pela maioria dos brasileiros como no máximo medianamente interessado em apoiar a venda. Essa é uma desvantagem crítica em uma sociedade como a brasileira, na qual os relacionamentos pessoais servem de fundação para os negócios”, dizia o telegrama confidencial.
    Embora tenham assinado vários documentos se comprometendo a transferir tecnologia, os norte-americanos se diziam intrigados. No Brasil, autoridades sempre propagavam a ideia de que isso não iria acontecer.
    “Pode bem ser que os brasileiros desejem manter vivas as dúvidas sobre a transferência de tecnologia a fim de contarem com uma desculpa automática para a compra de um avião inferior, caso os líderes políticos assim decidam”, dizia o despacho.
    Em um item chamado “ataque à proposta francesa”, os diplomatas dos Estados Unidos argumentam ser necessário “lembrar aos brasileiros” que “o esforço francês de vendas vem se baseando em alegações enganosas, se não fraudulentas”.
    É que parte dos equipamentos do Rafale tem “alta presença de conteúdo norte-americano, o que inclui sistemas de mira, componentes de radar e sistemas de segurança que requererão licenças norte-americanas”.

    JOBIM
    Já em um telegrama confidencial mais recente, de 5 de janeiro deste ano, a diplomacia dos EUA fala sobre usar o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para convencer Lula.
    “Nós sabemos que o Super Hornet [F-18] recebeu a avaliação técnica mais favorável da FAB e é a escolha dos pilotos”, afirma o despacho, para então concluir:
    “Mas permanece, porém, o formidável obstáculo de convencer Lula. Nosso objetivo agora deve ser garantir que Jobim tenha argumentos reforçados ao máximo possível para ir a Lula em janeiro”.

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  15. Poker disse:

    by Justin Case
    Se vocês queriam vislumbrar partes da fria ação política que, todos sabem, afeta uma competição de caças na qual os americanos têm um concorrente, um extrato das mensagens recentemente vazadas pelo Wikileaks as apresentam. É simples (se você perdeu esse detalhe): de acordo com essas mensagens vazadas (entre a Embaixada dos EUA em Oslo e o Departamento de Estado), os norte-americanos negaram a liberação de um radar AESA americano para o Gripen NG em resposta a um requisito norueguês há dois anos atrás e, simultaneamente, fizeram pressão política (“encorajamento” de alto nível proveniente de Washington) para o governo norueguês escolher o F-35 em seu lugar.

    Essas mensagens fornecem a mais perfeita visão de como a ameaça relativa às futuras relações políticas/diplomáticas afeta claramente os contratos de armas. É de conhecimento comum que assim acontece, mas desta vez está lá, preto no branco. Uma das mensagens apresenta, na conclusão, em um toque final, que “esforços adicionais de convencimento contribuiriam para ajudar (a Noruega) a reconhecer a importância da sua decisão e a resistir à tentação de fazer uma escolha conveniente no curto prazo, mas que prejudicaria o interesse de longo prazo.”

    Isto ocorreu há dois anos. Pouco depois, a Saab decidiu cancelar todas as discussões com os americanos, franceses e israelenses (a IAI teria sido pressionada por Washington a se retirar das negociações) e foi para o RAVEN AESA da Selex Galileo, atualmente em desenvolvimento e ensaio, fazendo parte da configuração oferecida à Força Aérea da Índia na competição MMRCA.

    Você pode apostar que existem mensagens enviadas por Tim Roemer (embaixador americano na Índia), pedindo o mesmo tipo de coisa (incluindo visitas de alto nível para reafirmar o conceito) antes de uma decisão indiana sobre o contrato de 12 bilhões de dólares americanos no ano que vem; mas há pelo menos uma pergunta muito importante: Será que os americanos ainda têm influência sobre o Gripen NG/IN, considerando que o motor do avião (F414G), aviônicos, head-up/down displays, sistema de controle ambiental, computador de dados aéreos, sistemas de sobrevivência, regulador de pressão, válvulas de corte e radar-altímetro são de fabricação americana? Vale a pena pensar, não obstante o fato de que a Saab (como os outros cinco candidatos, conforme o caso) foram instados a apresentar uma garantia (com aprovação governamental) de que todos os subsistemas da aeronave têm exportação autorizada não apenas pelo país integrador, mas também pelo fornecedor original.

    ===============================================
    Um projeto a procura de um radar para seu avião de papel…

    By Stephen Trimble on December 3, 2010 12:35 PM | Permalink | Comments (8) | TrackBacks (0)
    It was September 2008 in Oslo, and a member of the US embassy named “Whitney” was very worried about the Saab Gripen’s bid for Norway’s fighter contract.

    “Public opinion has swung away from the F-35 due to negative coverage,” he wrote in a non-classified cable titled “Norway Fighter Purchase: High-Level Advocacy Needed Now”.

    The consequences of Norway selecting the Gripen gravely worried the US embassy, according to the cable obtained by Wikileaks and disclosed this morning by the Aftonbladet newspaper.

    “Norway’s decision on this purchase will either end or sustain one of the strongest pillars of our bilateral relationship and could impact subsequent Danish and Dutch decisions on the F-35, affecting NATO joint operational capacity and the vulnerability of the Northern Flank,” the diplomat identified only as Whitney wrote in the cable.

    It was an important decision, and the US had to play its cards carefully.

    But the embassy had already acted to thwart Gripen’s bid in Norway behind the scenes. Saab had previously requested that the US approve a Raytheon-made active electronically scanned array (AESA) radar — a key upgrade as the non-stealthy Gripen competed against the stealthy, Northrop Grumman AESA-equipped F-35 in Norway. Because the AESA was American technology, the US was not obligated to release the radar to a foreign competitor.

    So it didn’t.

    “Given this potential impact of AESA releasability on the Norway competition, and possibly the Denmark competition,” says a US cable dated 8 July, “we suggest postponing the decision on AESA releasability for the Gripen until after Norway’s decision in December.”

    On 20 November 2008, the Norway ministry of defense strongly recommended the F-35 and — in a move that surprised even the US embassy, according to 25 November cable — sharply criticized the Gripen’s capabilities.
    ==================================================
    O Consórcio Gripen NG e seus lobistas não conseguiram através de propaganda e jogo com a imprensa remover o Governo Noruegues do Projeto JSF F35, embora tenham tentado estragar com o grande presença na mídia, mas perderam na Noruega, Holanda e Dinamarca. Porque deveriam ganhar aqui nos trópicos?

  16. Justin Case disse:

    Amigos, bom dia

    Esta é a sentença original do Wikileaks:
    “However, if the Rafale sale goes through, Dassault may have to request export-control licenses from the U.S. for parts built with American technology”

    Esta é a tradução do que foi publicado no Aéreo:
    Entretanto, se prosseguir a venda do avião francês, a Dassault terá de requerer a “licença de controle de exportação” dos Estados Unidos, para os componentes do Rafale, que são construídos com tecnologia americana.

    Na tradução: “May have” = TERÁ DE? Não é o que está escrito em inglês.

    Na gramática da língua portuguesa, a vírgula depois do Rafale significa que TODOS os componentes do Rafale são americanos. Não é o que está escrito em inglês.

    Sugiro corrigir.

    Abraço,

    Justin

    __________________________

    Prezado Justin Case,

    Concordamos com a sua observação, contudo em nosso entendimento, a tradução “ao pé da letra” não seria o mais adequado para o contexto em questão.

    As traduções de textos em outras línguas nem sempre devem ser feitas ao “pé da letra”, principalmente em assuntos complexos, pois, as construções de textos em outros idiomas, na maioria das vezes, seguem raciocínio com lógica diferente da nossa, principalmente, no que tange às expressões idiomáticas. Por isso sempre se deve ter o cuidado de interpretar, corretamente, o que os textos e os contextos em outros idiomas pretendem dizer e devemos fazer as adaptações necessárias, para a devida compreensão em nossa língua, sem que haja distorção da idéia original, o que não é fácil de se fazer, considerando a seriedade da mensagem no outro idioma e o impacto que pode causar em nossa cultura.

    Se tirarmos a frase “may have” fora do contexto e traduzi-la como uma condicional que ela é, significaria que os franceses “poderiam” e não “deveriam” solicitar a licença americana em questão, dando a impressão de que os franceses não têm a obrigação de pedir autorização aos americanos, sendo uma ação facultativa, que seria uma idéia incorreta. Não obstante, traduzir como se o franceses “devessem” pedir autorização aos EUA, também, não é correto.

    Considerando, ainda, que o texto original declara que “Sarkozy alardeou o “mito” de que a França é o parceiro perfeito para países que não querem “depender” de tecnologia americana”, então não faz sentido traduzir o trecho onde está a frase “may have” apenas como uma condicional, que não traz nenhuma obrigação aos franceses, muito menos, traduzir com o significado de “talvez”. Se não fosse esse trecho sobre o “mito”, supradito, a tradução poderia ser no sentido de “poderá” e ficaria da seguinte forma : “…Dassault ‘poderá‘ pedir a “licença de controle de exportação” aos EUA…”.

    Na realidade, no contexto em questão, a opção de pedir, ou não, a autorização aos EUA, fica a cargo dos franceses. Se os franceses escolherem não pedir a autorização, então, não poderão vender, por outro lado, se desejarem vender, precisam pedir a licença.

    Como a França pretende vender, efetivamente, o Rafale para o Brasil, sendo esse o contexto da matéria, “terá de” requerer a licença americana. É importante observar que o verbo “ter” no trecho “terá de” não significa “dever” e, no contexto em questão, também, transmite a idéia de uma condicional.

    Todo esse problema é gerado por não haver palavras em nosso idioma que expressem, exatamente, a idéia escrita em inglês. Daí a necessidade de se fazer adaptações que se aproximem ao máximo do significado original em inglês.

    Com relação à frase “que são construídos com tecnologia americana”, que vem após uma vírgula, precedida pela palavra “Rafale”, não deve ser analisada fora do contexto do tópico. No texto e seu contexto, estão implícitas a ideia de que os componentes do Rafale, que necessitam da “licença de controle de exportação” americana, são apenas os que usam tecnologia controlada pelos americanos e é lógico que não se trata de todos os componentes do avião francês.

    O entendimento do contexto faz parte da interpretação do texto e não há nenhum erro gramatical no trecho por você indicado e a tradução transmite, exatamente, a mesma ideia do texto original em inglês.

    Você está sugerindo o uso de um português castiço desnecessário, onde não há erro, pretendendo analisar filigranas que não acrescentam nada na compreensão do texto em questão.

    Finalmente, lembre-se que nosso idioma é extremamente rico, cheio de segredos e de sutilezas, podendo fazer com que onde parece haver um erro, na realidade, não há erro algum.

    Sds.

    Administração Trilogia de Defesa

  17. cerberosph disse:

    Falando em caça Chines, a china pretende fabricar 1.000 caças J7, cópias modernizadas do MIG 21, para defesa de ponto. Isso é que é low e haja pilotos hahhhahhaha.
    Quero ver quem vai ter coragem de atacar, mesmo com vantagem do F22 de 100×0 no fim ele é derrubado pois não da para levar tantos misseis hahahahhhahahah.

    http://aircombatcb.blogspot.com/2010/10/chengdu-j-7-f-7m-airguard-o-aviao-que.html

    http://aircombatcb.blogspot.com/2010/10/chengdu-j-7-f-7m-airguard-o-aviao-que.html

  18. Justin Case disse:

    Amigos, em complemento:

    Pelo meu conhecimento e pelo que foi publicado, os únicos equipamentos do Rafale que dependeriam de autorização americana seriam aqueles em uso na OTAN, como Link 16 e códigos do IFF Mode 4, mas esses não estão previstos na configuração do Rafale BR.

    Além desses equipamentos, provavelmente existem alguns componentes americanos que não requerem autorização de uso/exportação ou podem ser substituídos.

    Abraços,

    Justin

  19. Rodrigo disse:

    Nobre Justin…

    O may have é uma condicional…

    Pelo que eu entendi da correspondência, o autor não sabe se os franceses tem esta licença ou não.

    Acreditar que os gringos deram carta livre para os franceses venderem o Rafale para quem bem entenderem, com material sensível americano dentro dele é ter muita fé na boa vontade dos gringos.

  20. RtadeuR disse:

    Em sendo a notícia verdadeira.
    Que tecnologia é essa e ela pode ser substituída? E outra coisa FX-2 é equipamento militar para ser operado pelos militares tanto da FAB quanto da Marinha futuramente, a opnião dos militares tem influência? Se tem influência dá um tapa na mesa e se impõe. Nós brasileiros leigos qualquer avião serve, mas os militares é que são os caras para vencer essa guerra nos bastidores e não ficar implorando por um avião mas determinar a melhor escolha para o Brasil em todo o seu conjunto.
    Tá faltando coragem de muita gente, com isso político profissional deita e rola.

  21. Rodrigo disse:

    RtadeuR disse:
    5 de dezembro de 2010 às 8:49

    Você pode substituir os processadores da Motorola, sem problema algum.

    O Rafale usa o 68020 da década de 80. Até hoje os franceses não conseguiram replicá-lo ou criar um equivalente.

    Qual seria o prazo e o custo para desenvolver um equivalante ?

    Diga-se de passagem o Typhoon usa o mesmo processador.

  22. Fox Bravo disse:

    Isso não é fato novo aqui no blog, e nem para aqueles que apreciam e gosta e estuda sobre o tema. Também já foi fortemente debatido aqui mesmo no blog. O fato é que o argumento mais forte, caiu a tona não há mais como os defensores do Rafale, se defenderem. A tal ToT irrestrita com independência norte americana tão defendida pelo Sr. Jobim se ruiu.
    É obvio que a complexidade da construção de aviões ainda mais militares é dificílima um país só deter total tecnologia e produção de todos os itens. Hoje somente EUA e a Russia tem total controle da tecnologia, porém não tem total controle da produção, porque até o Tio Sam, tem varias peças e itens fabricados fora dos EUA, principalmente no Japão, Canadá, Israel e China.
    Como diz a nota do Blog Aéreo ficarem duplamente dependente.

  23. Se querem um caça sem tecnologia dos EUA embarcada, então refaçam esse short list, pois os que estão ai todos têm. Como disse o Rodrigo, comprem da Rússia, eu acrescentaria a China também, ou então parem com essa bobagem.

    Até mais!!!

  24. Braziliano disse:

    O que dói fundo na alma, é pensar que se há dezesseis anos atrás o GF tivesse contratado a Embraer para gerenciar o projeto de um caça de combate monoreator para substituir o F-5 e o AMX, ele já estaria voando e agora estaríamos estudando a aquisição/fabricação conjunta de um birreator tipo PAK-FA.

    Mas como de lá para cá, só tivemos presidentes de orientação marxista, todos com práticas internacionalistas mais ou menos dissimuladas …

    E viva a soberania relativa! Os lobos vermelhos já começam a salivar pelo vindouro e farto botim …

  25. Leandro RQ disse:

    Interessante mesmo é ler os telegramas enviados pela embaixada norte americana para o governo dos USA.

    Dá pra perceber como eles sabem que o Rafale está forte por pura politicagem e que sugerem ações pra contra-atacar a preferência francesa.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/840788-fab-disse-preferir-f-18-relatam-eua-leia-integra-dos-telegramas-em-portugues.shtml

  26. João Gabriel disse:

    Em Resumo…

    Só a casca e o motor é francês,o resto todo é “gringo”.
    Bem,já que é assim,a melhor escolha seria se optassem pelo F/A-18 e o Gripen(que provavelmente deverá ser denominado F-39,caso vença a disputa),pois o maior entrave logístico que é o motor não será problema,pois usam o mesmo motor e a eletrônica também pode ser compatível,porém acredito que esse resultado é bem impossível,pois não concederiam uma transferência de tecnologia tão grande de dois aviões tão avançados para um país que almeja ambições internacionais…Assim,acho melhor o F-18,pois é “pau pra toda obra” na US Navy,substituindo varias aeronaves distintas e até mesmo o F-14 que pra muitos era insubstituível,é o avião ideal para países que dispõe de pouco orçamento e precisam de uma força aérea de respeito….Porém no entanto quem ofereceu a melhor proposta até agora,foram os suecos,que estão dispostos a nos ajudar no que for preciso para obtermos a tecnologia de construção de um caça e tem grande apoio de varios setores da indústria….

    Abraços!

  27. Nick disse:

    Nota da FSP de hoje:

    EUA relatam que FAB disse preferir F-18

    Telegrama afirma que, para comandante da FAB, caça americano “era o melhor’; preferência do Brasil é por francês

    Documentos vazados pelo WikiLeaks revelam bastidores do lobby norte-americano em concorrência bilionária

    FERNANDO RODRIGUES
    DE BRASÍLIA

    O comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Juniti Saito, aparece em um despacho secreto da diplomacia norte-americana afirmando dar preferência aos F-18, aviões caça dos EUA.
    Trata-se de referência a uma das maiores licitações da história da Aeronáutica, que pretende adquirir 36 aviões por um valor aproximado de R$ 15 bilhões.
    A preferência do Palácio do Planalto é pelos equipamentos oferecidos pela empresa francesa Dassault, que fabrica o Rafale.
    Em 31 de julho de 2009, o telegrama secreto assinado pelo então embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel, dizia que Saito tomou a iniciativa de ter uma conversa reservada em jantar no dia anterior com o general Doug Fraser, comandante do Comando Sul.
    Na conversa, Saito disse que “não existia dúvida, do ponto de vista técnico, de que o F-18 era o melhor avião”. Esse caça é produzido pela Boeing.
    “Voamos no equipamento norte-americano há décadas”, relatou o brasileiro, segundo frase colocada entre aspas no despacho diplomático de Clifford Sobel.
    “E sabemos que [o F-18] é confiável e que sua manutenção é simples e oferece bom custo/benefício por meio do sistema de vendas militares externas”, continua o texto.
    Como já se sabia naquela época da predileção do presidente Lula pelo Rafale, Saito se antecipou e fez um comentário. “Ele disse que os franceses não poderiam se queixar porque acabaram de assinar um contrato de US$ 14 bilhões com o Brasil (para submarinos e helicópteros).”
    A única ressalva apresentada por Saito foi a respeito da transferência de tecnologia por parte dos americanos. Informou precisar de carta dos EUA se comprometendo com essa política.
    Sobel afirmou acreditar que o documento estivesse em estágio final de aprovação. “Aliviado, Saito disse que precisava ter a carta em mãos até o dia 6 de agosto”, descreve o telegrama.
    Esse despacho diplomático ao qual a Folha teve acesso é um entre milhares obtidos pela organização não governamental WikiLeaks (http://cablegate.wikileaks.org/) . Além desse telegrama, a Folha teve acesso a vários outros que tratam da compra dos caças pelo Brasil
    A Folha.com criou uma seção especial sobre os papéis: folha.com/wikileaks.
    Há grande volume de telegramas relatando o esforço dos EUA a favor dos caças F-18, da Boeing.
    Nesse documento no qual aparece Saito, ele conta que Barack Obama tratou do assunto diretamente com Lula numa reunião de cúpula do G8 na Itália, em julho de 2009. Esse lobby de Obama não ficou conhecido à época.
    As manifestações de Saito foram consideradas pela diplomacia dos EUA “a mais clara expressão” de que o brigadeiro pretenderia “recomendar o F-18″.
    Mas, no final do ano passado, não foi o que se passou, pois a FAB classificou em primeiro lugar o caça Gripen, da Suécia, deixando o F-18 em segundo lugar na disputa.
    Em maio do ano passado, segundo um telegrama do dia 19 daquele mês, os americanos decidiram passar a fazer lobby intenso a favor da Boeing porque “contatos brasileiros dizem não acreditar que o governo dos Estados Unidos esteja apoiando a venda fortemente”.
    “O esforço francês está sendo administrado diretamente pelo gabinete do presidente Sarkozy” e “o envolvimento sueco” é “em nível ministerial”.

    RELAÇÕES PESSOAIS
    O governo dos EUA “é percebido pela maioria dos brasileiros como no máximo medianamente interessado em apoiar a venda. Essa é uma desvantagem crítica em uma sociedade como a brasileira, na qual os relacionamentos pessoais servem de fundação para os negócios”, dizia o telegrama confidencial.
    Embora tenham assinado vários documentos se comprometendo a transferir tecnologia, os norte-americanos se diziam intrigados. No Brasil, autoridades sempre propagavam a ideia de que isso não iria acontecer.
    “Pode bem ser que os brasileiros desejem manter vivas as dúvidas sobre a transferência de tecnologia a fim de contarem com uma desculpa automática para a compra de um avião inferior, caso os líderes políticos assim decidam”, dizia o despacho.
    Em um item chamado “ataque à proposta francesa”, os diplomatas dos Estados Unidos argumentam ser necessário “lembrar aos brasileiros” que “o esforço francês de vendas vem se baseando em alegações enganosas, se não fraudulentas”.
    É que parte dos equipamentos do Rafale tem “alta presença de conteúdo norte-americano, o que inclui sistemas de mira, componentes de radar e sistemas de segurança que requererão licenças norte-americanas”.

    JOBIM
    Já em um telegrama confidencial mais recente, de 5 de janeiro deste ano, a diplomacia dos EUA fala sobre usar o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para convencer Lula.
    “Nós sabemos que o Super Hornet [F-18] recebeu a avaliação técnica mais favorável da FAB e é a escolha dos pilotos”, afirma o despacho, para então concluir:
    “Mas permanece, porém, o formidável obstáculo de convencer Lula. Nosso objetivo agora deve ser garantir que Jobim tenha argumentos reforçados ao máximo possível para ir a Lula em janeiro”.

    []‘s

  28. Fox Bravo disse:

    Segue mais um artigo sobre boicotes americanos. Querem comprar aviões ocidentais, porque os “amigos da pátria” aconselharam a não comprar os do oriente ou melhor do leste europeu, porque tem tecnologia defasada e não primam pelo acabamento e detalhes. Assim nossos ilustres políticos hipócritas que dizem não confiar nos americanos mas faz o que ele dizem e segue direitinho o que ele pedem.

    P.S. assim possamos estar para sempre dependentes deles.

  29. rodrigo ds disse:

    Agora está explicado!!!! Porque muitos tem medo do embargo americano, não é medo do embargo ao SH ou Gripen, mas embargo ao Super Rafale,

    então até a jaca tem botão vermelho que desliga remotamente pelos imperialistas americanos, hahahahaha!!!!!!!

  30. Mario Blaya disse:

    e quais são os itens? o diplomata tem noção de quais são esses itens?

  31. Cesar disse:

    Nenhum país fabrica 100% dos componentes de um avião. No nosso caso mesmo, da Embraer, ela é uma montadora, assim como em qualquer país.

    Essa ilusão de “independência” é factóide dos barbudinhos do Itamaraty e do Monsieur NJ, ou seja, no conceito deles, temos que dar o grito do ipiranga contra os malvados americanos e ser socorridos pelos franceses bonzinhos.

    A questão é que nosso comércio internacional é bem mais volumoso com os americanos do que com os franeses. Passando para outra área, nunca vi ninguém do nosso doverno esbravejando com os franceses, contra as barreiras impostas aos nossos produtos agrícolas, que tem que concorrer com pesados subsídios que o governo francês destina aos seus agricultores.

    Fazemos manobras militares com os americanos, temos parceria com eles na área aeroespacial, na área de pesquisa, ou seja, se eles são tão ruins, não seria o caso de se isolar dos yankes? É ridícula esta posição do Brasil em relação ao EEUU, adotada por este governo. Não precisamos ser subservientes, de maneira alguma, mas também não precisa ficar fazendo beicinho e sair esperneando, como costuma fazer o histérico Amorim, quando há um desacordo com eles. As contendas deviam ser tratadas de maneira mais racional e sutil, não de maneira emocial e com o estardalhaço, caracterísiticas do comportamento do nosso chanceler.

    Esta concorrência do FX-2 devia ser técnica, amparada em bases legais, conduzida por especialistas, contratos bem estruturados, amarrados, objeto e escopo bem definidos, pronto, não cumpriu, que se vá ao foro adequado para resolver. É um produto estratégico, sim, mas é um produto. A credibilidade de fornecimento do vencedor ficaria abalada no caso de uma interrupção de fornecimento sem uma justificativa que não fosse contratual.

    O problema é que uma concorrência técnica virou um circo político, e os responsáveis pela sua condução se enrolaram tanto que estão com dificuldades de desatar este nó.

    E assim segue a FAB com a mais poderosa força aérea virtual da América do Sul.

  32. Almeida disse:

    *** Embora tenham assinado vários documentos se comprometendo a transferir tecnologia, os norte-americanos se diziam intrigados. No Brasil, autoridades sempre propagavam a ideia de que isso não iria acontecer.
    “Pode bem ser que os brasileiros desejem manter vivas as dúvidas sobre a transferência de tecnologia a fim de contarem com uma desculpa automática para a compra de um avião inferior, caso os líderes políticos assim decidam”, dizia o despacho. ***

  33. Nick disse:

    Comentário sobre a notícia, na FSP de hoje:

    Aeronáutica sempre desejou americanos, mas escolha é política

    ELIANE CANTANHÊDE
    COLUNISTA DA FOLHA

    Gostar por gostar, os pilotos da FAB sempre preferiram os aviões norte-americanos, considerados os melhores do mundo.
    Mas o F-18 da Boeing ficou espremido entre a preferência política pelo Rafale francês e a opção técnica da própria Aeronáutica pelo Gripen NG sueco.
    Essas posições tornaram-se claras desde o início do programa FX-2, para a compra de 36 novos caças da FAB. Na primeira viagem exploratória, a Paris, em fevereiro de 2008, o ministro Nelson Jobim (Defesa) já admitia publicamente a preferência pelo Rafale.
    Na ida a Washington, no mês seguinte, ele também já praticamente descartava os caças norte-americanos, enquanto o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, admitia estar deslumbrado com os modelos de última geração, o F-35 e o F-22. Por isso, passou por um leve constrangimento.
    Ao alegar a incompatibilidade desses aviões americanos com as necessidades brasileiras, o ministro dirigiu-se a Saito, buscando uma concordância: “Não é, Saito?” Desconfortável, o brigadeiro deixou transparecer que discordava: “Bem… o Brasil teria uma capacidade dissuasória maravilhosa…”
    Depois disso, a escolha afunilou para o francês, o americano e o sueco, com a área política sempre apontando para o Rafale. Argumento recorrente: os EUA não transfeririam tecnologia, e o Gripen NG sueco não passava de um protótipo.
    Washington contra-atacou enviando em agosto de 2009 uma carta da secretária de Estado, Hillary Clinton, em que ela assumia o compromisso de transferir tecnologia. Não foi suficiente. Nos Estados Unidos, o feito pelo governo pode ser desfeito pelo Congresso.
    Veio o 7 de Setembro, no mês seguinte, e Lula se atrapalhou ao anunciar a compra dos Rafale antes da conclusão do relatório da FAB.
    O governo teve de dar o dito pelo não dito. Os governos dos três países assumiram então a liderança das pressões, enquanto as cúpulas das companhias faziam filas em Brasília.
    Foi quando os EUA passaram a divulgar discretamente notas mostrando que o Rafale não era só francês e continha componentes americanos também sujeitos a veto.
    O que paralisou o cronograma foi a divulgação pela Folha, em janeiro deste ano, do ranking da FAB: Gripen NG em primeiro, F-18 em segundo e Rafale em terceiro e último. Coube a Jobim arranjar um discurso e argumentos em sentido contrário.
    O relatório tem 27 mil páginas, considerou sete critérios e o Gripen venceu justamente por ter o melhor preço e as melhores condições de transferência de tecnologia.
    A 26 dias do final dos oito anos dos dois governos de Lula, porém, a Aeronáutica e o próprio Saito deixaram de ter preferências. O que interessa agora é ter um caça novo, qualquer caça.
    Como já disse o chanceler Celso Amorim, “a decisão é política”. Se é assim, dificilmente será pró-americanos. ”

    []‘s

  34. Renato disse:

    Amigos, “may have” é diferente de “must have” e “might have”.

    “may have” significa que, muito provavelmente, vai precisar

    “might have” significa que, talvez, vai precisar

    “must have” significa que, com certeza, vai precisar

    Em geral, “may” é uma forma delicada de dizer “must”

  35. Marcel disse:

    senhores, descobri uma coisa interessante. Após procurar por outros servidores do wikileaks(já que o tradicional .org nao estava mais disponível) encontrei um site “mirror”, com servidor nos EUA que permitia o acesso normal ao conteúdo do “cablegates”(o site: wikileaks.se)
    Só que tem uma coisa a mais, em sua página inicial existe um link extra, nao presente em outros sites do wikileaks que permite o download do que seria todo o conteúdo do site: “All released leaks archived”
    Nesse arquivo estão presentes coisas incríveis, muito mais que fofoca de embaixadas, estao documentos secretos da USAF, NASA, intalações nucleares americanas, relatórios de investigações do FBI, manuais militares dos Eua e UK…
    e outras coisas que vcs vão gostar:
    “boeing-f15-engine-starting-system-2001″
    “boeing-f15-auto-flight-system-1998″
    “f18-pocket-guide”

    muito mais coisas q o cablegate….

  36. Audaz disse:

    Bom dia!

    A verdade é que provavelmente existe sim muitos componenentes de fora da França e não só nos EUA. A globalização é isto.

    Que eu saiba a França e EUA, podem até ter divergencias, mas não são inimigos, ao contrario, são aliados históricos e com muitos interesses comerciais em jogo, que impediriam quaquer embargo americano a exportação da aerenove francesa.

    O Rafale pode até ganhar esta concorrencia, o que tudo indica que vai acontecer, mas espero mesmo, que seja por criterios puramente tecnicos e não por esta “fantasia” de ser o único com tecnologia totalmente independente e na mão do fornecedor frances.

  37. Cesar disse:

    O nosso governo poderia se informar junto aos chilenos, que estão próximos, de como é adquirir caças dos americanos (mesmo que por via indireta). A FACH, ao que me parece, já possui em torno de 50 F-16, e fazem questão de mostrar o orgulho que possuem de seus caças americanos. Por quê não se informam? Foi tão difícil para eles? Poderiam também fazer uma visita à Austrália, a RAAF já começou a receber os seus SH, ou seja, em outros países há pilotos felizes.

    E por aqui, na mais otimista das previsões, lá por 2015 ou 2016 chegarão os primeiros caças do FX-2, sendo muito otimista, se não acontecer nenhum fato novo. E nós aqui, comentando,reclamando…

  38. Nick disse:

    Ahmm.. foi mau Grifo, nem vi que tinha postado a mesma matéria.

    []‘s

  39. Ricardo_Recife disse:

    A história do Rafale ser exclusivamente francês é uma grande mentira! Agora a sutil diferença discursiva: os franceses alegam que constroem quase tudo no Rafale, mas o que não contam é que utilizam intensamente tecnologia de outros países. Patentes é está é a questão, PATENTES. A Dassault utiliza muitas patentes norte americanas em seus equipamentos. Para conseguir vender os seus equipamentos que utilizam tecnologia norte americana a França vai ter que pedir a “licença de controle de exportação” dos Estados Unidos, os franceses assinaram os contratos da mesma forma que a Embraer.

    Não é a questão de utilizar ou não o Link 16 e códigos do IFF Mode 4, isto é bobagem, vaporwere para encobrir realmente a questão, que agora está em outro nível. Fly by Wire do Rafale utiliza tecnologia da HoneyWell. A Arquitetura de Integração Modular de Aviônica (IMA architecture) do Rafale, construída pela Thales (MDPU – Modular Data Processing Unit), também utiliza intensamente tecnologias da HoneyWell. As Snecma turbinas M-88 utilizam tecnologia da General Electric. O Optronique Secteur Frontal (OSF) utiliza tecnologia patenteada da Suécia. A arquitetura da CPU é do tipo Scalable Processor ARChitecture (SPARC) desenvolvida pela SUN (atualmente uma empresa do grupo Oracle). Eu quero ver a Dassualt trocar o FBW, IMA , OSF, a CPU e as turbinas “facilmente”, isto é lorota!

    Um caça de 4.5ª geração é desenvolvido como um sistema integrado, não dá para comprar peças genéricas em mercados alternativos como se fosse um caro russo dos anos 80. Está história da independência tecnológica completa e total francesa é uma grande mentira, repito mentira.

    A Dassualt afirma que o FBW é construída por ela, é verdade, mas não diz que precisa utilizar patentes da HoneyWell para isto. O mesmo é com a M-88, IMA e outros equipamentos. A questão é quem é o dono das PATENTES! Não se está falando de equipamentos simplesmente, mas da origem da tecnologia embutida neles.

    Os processadores Motorola MC 68020 (e os co-processadores matemáticos) são da Motorola, os assentos da Martin-Baker, o GPS é da Raytheon, os Fans/LMB da HoneyWell. Ai os franceses dizem, mas eu posso mudar tudo se os EUA vetarem os equipamentos, que no discuso francês, tudo é facilmente substituível. Coisa que duvido, quero ver trocar os processadores e procurar um fornecedor não americano. Se trocar os Motorola vão sobrar o que, os da Intel e da AMD? Quem sabe um Texas Instrument? Não existe grande fabricante de processadores de grande desempenho em território europeu, ou é norte americano ou asiático. Quem sabe os franceses trocam os Morotola por algum modelo chinês?

    Como disse as argumentações francesas para a venda do Rafale ao Brasil são um planetário de mentiras, Por que o Rafale não vende? Porque fora o desenho (tirando a questão do nariz do caça), o resto é qualidade discutível. Turbina subpotencializada, aviônica defasada tecnologicamente, custo de manutenção caro, escala baixa, etc…

    O Rafale como produto de exportação é um fracasso, e não por culpa dos EUA, Russos ou consorcio Typhoon. O caça da Dassualt é um fracasso comercial porque sua a estrategia de desenvolvimento foi um total e completo erro. Comprar o Rafale BR/F-3 é tão inteligente quanto trocar a Internet de 4ª geração pelo francês Minitel.

  40. Nick disse:

    Sobre a nota da post:

    Necessidade de autorização americana para exportar o Rafale é uma coisa, agora parafraseando o argumento de que o caça Sueco, como eles vão transferir a tecnologia de algo que não é deles?

    Para o argumento de Transferência Irrestrita ser válida, teriam que REPROJETAR o RAFALE sem componentes americanos, suecos, ingleses, ou de que qualquer outro país, exceto eles próprios, a França.

  41. rodrigo ds disse:

    Hoje os EUA não fazem sozinhos seus caças, massss, se quiserem fazer um caça para superioridade aerea sem ajuda de ninguém, possuem as tecnologias, patentes e o dimdim, como muitos já falaram acima, quem não quer ficar dependente de dos EUA, tem que comprar material russo, isto é, trocar o cabresto.

    Ou por a mustanga e dimdim para funcionar e desenvolver tecnologia nacional.

  42. RolandTFlackphayser disse:

    Aos que defendem a opção anti-gringa, engulam essa.

    Será que o Chupim vai comprar os caças pros pilotos brasileiros sem as peçinhas americanas só de birra dos imperialiscoviscs e deixar as cascas paradas no hangar até achar alguém que fabrique as peçinhas ou catar os destroços dos aviões após vôos cegos?

    Os pilotos brasileiros já declararam que preferem os caças americanos quando deram “game over” nos dois Rafales com seus caças americanos dos anos 60. Poderiam ter ficado quietos e deixado as Jacas passarem, mas tinham que passar o recado a Dom Lulla nove-dedos e Monseigneur Jobim de que não iriam engolir a armação.

    Do jeito que anda este processo, o mais provável é Lullo cancelar tudo e Chupim embolsar o sinal dos franceses e ficar quieto no seu canto escondidinho lá no pálacio do assalto esperando a Dassault abrir falência.

  43. Larry Bird disse:

    Bom dia a todos

    Wikileaks é otimo mesmo
    Como bem lembrou o colega Marcel, é bom pra procurar outras coisas

    Eu tenho aqui o manual de operações do F-15 e do F-18, por exemplo… ;-)

    Interessante como no “leak” do rei do Bahrein os rafalistas foram agressivos para desqualificar o Wikileaks como “ferramenta do império americano” ou mesmo desqualifcar o rei como conhecedor de aeronaves (ele não precisa conhecer, porque tem muita gente a sua volta que conhece…)

    Só que dois dias depois o próprio Amorim fazia referência ao Wikileaks para dizer que “estavam certos na questão hondurenha”. Ora, de reprente o Wikileaks passou a ser confiável? De repente deixou de ser uma “ferramenta perversa dos americanos?”

    Vai entender

    Caro Cesar, nosso governo não precisa se informar com os chilenos. Pode perguntar a FAB, que opera caças americanos desde o P-47 e hoje conhece o F-5 a ponto de poder fabricá-lo aqui se quiser. Ou nosso presidente pode perguntar a seu colega iraniano como é operar caças americanos, pois mesmo com embargo, os F-5 e os F-4 continuam sendo a espinha dorsal da IRIAF!

    Essa questão de “livre de conteúdo americano” é ridícula! Vamos parar com o projeto KC-390 então, porque ele vai estar cheio de componentes americanos, a começar pelos motores. Vamos devolver os Super Tucano, porque está cheio de componentes americanos, a começar pelo motor. Vamos devolver o R-99, porque o avião está cheio de componentes americanos, a começar pelos motores (antes que um “sabidão” me corrija, eu sei que são Rolls-Royce, mas na verdade são fabricados nos EUA, pois são motores Allison, que foi adquirida pela RR). Os aviões fabricados no Brasil, orgulho do país, tem tranquilamente 30% de componentes made in USA! E de repente adquirir 36 caças de origem francesa, “independentes dos EUA”, irão nos dar a “autonomia” necessária? Quanta ingenuidade…

    Abraços
    Larry

  44. Eu cancelaria esse FX-2 e compraria na pratileira o Sukhoy-35, depois partira para o PAR-FA

  45. Patriota disse:

    Eu ainda não achei, mas um colega prox que é lotado na base aérea de minha região (não posso comentar mil desculpas) disse que saiu algo no wikileaks da vida que os chilenos estão próximos de fecharem no JSF-35, pois a Venezuela esta pronta para comprar uma boa quantidade de SU-35 e a entrada programa no PAK_FA 50. Enquanto eu não achar algo, para mim é conversa de hangar. Se for assim que tal perguntar ao Brigadeiro se não seria interessante comprar os outros F-5 e alguns F-16 da FACH.
    :) :)

  46. defourt disse:

    Mas esperem aí!
    Por uma questão de justiça!

    O Gripen teve NEGADO da parte dos EUA a implementação de um radar AESA na tentativa de venda à NORUEGA enquanto, na verdade, já estavam vendendo o F35 á própria Noruega.

    Então tanto a França quanto a SUÉCIA estão no mesmo saco do dito dependência dos Eua…

    Agora, inacreditável mesmo é ver a cara-de-pau da diplomacia estadunidense orientando a fingirem ser “honrados e elegantes negociantes” enquanto torravam as pretensões da SAAB em vender o GRIPEN à Noruega.

    Acho que começo a entender a luta do Bin Ladem…
    Não tem inocentes. Só lobos!

  47. Robson Br disse:

    É melhor ter POUCA DEPENDÊNCIA do que MUITA DEPENDÊNCIA.

    Para um caça que quase tudo americano…..

    Gostaria que o blog fisesse um pesquisa sobre estes ítens, pois do Gripen NG já sabemos:
    - sistemas;
    - motores….

  48. defourt disse:

    Quero ver agora o que os do lado negro da força irão dizer…

    Ainda bem que jamais vi “bonzinhos” em nenhum dos lados.
    A terra é dos Lobos!

  49. Junior (SC) disse:

    Eita jaca……. M. Sarko, seu nariz vai mais que você.

  50. DALMEIDA disse:

    Tudo isso por causa de “maldita” ToT.
    Já perceberam como enrolamos muito e nunca sai nada.
    NÃO TEM JEITO, ACABA TUDO NO MESMO LUGAR. Estamos correndo atras do próprio rabo, ninguem ainda percebeu isso??

    Quer tecnologia, DESENVOLVA. Ou alguem aqui (ingenuos de plantão), acham que as dezenas ou centenas de empresas que patentearam seus inventos vão transferir tecnologia? Há papel pra assinar tanto contrato.

    Vamos tirar esse item de transferencia de tecnologia, baratear nosso custo e a diferença investimos nesse desenvolvimento, talvez daqui a 20 ou 30 anos, quando a maioria já tiver ido “pro saco”, talvez no país esteja habilitado a desenvolver tecnologia de ponta.

    Mas enquanto isso não chega vamos pegar o melhor vetor, com bom custo beneficio, fazer as atualizações necessárias quando for o caso, e controlar nosso “limitado mundinho”. Chega de delírios e de tentar pescar camarão com vara.
    ACORDA BRASIL.

  51. DALMEIDA disse:

    Digo: “HAJA papel pra assinar tanto contrato”.

  52. jakson almeida disse:

    Vamos entender as preferencias:
    O F/A 18 E/F Super Hornet é o preferido dos pilotos ,pela capacidade em combate e facilidade de manutenção.
    O Gripn NG é o preferido do CTA/ITA ,pois se aprendera fazendo.
    O Rafale é o preferido pela “quadrilha” do GF.

  53. Du disse:

    Ué GRIpetinhas mas a FAB não tinha escolido a gripe, quer dizer gripen never land?

  54. Marine disse:

    A historia de que os franceses utilizam componentes de origem tecnologica americana ja foi falada e discutida no blog ha tempos, nada novo.

    O fato de que a Franca nao tem sido honesta com isso tambem nao e nada novo.

    O fato de que o processo q

  55. Poker disse:

    Senhores, esperem, agora a Eliane Castanhede, especialista da Folha de São Paulo, fala que o preferido da FAB é o F18E/F Super Hornet? Que mudança de direção, pois dias atrás era o Gripen NG…
    Porque esta mudança?
    Estranho mundo da mídia impressa…
    Qual a credibilidade desta Senhora? e seus comentários?

  56. Cesar disse:

    Caro Larry, bom dia,

    Muito bem colocado na questão dos P-47 e do F-5. Basta lembrar também, que o ITA foi idealizado a partir de visitas de militares da FAB ao MIT, e que o primeiro diretor do ITA foi um americano. Temos tradição em utilizar, nas 3 Forças, equipamentos americanos.

    Me irrita essa ladainha anti-imperialista. de que somente os americanos são os ruins, e os outros são bonzinhos. Não tem santo nesta questão, só tem demônio. Mas ficam batendo na tecla de que apenas os americanos são os ruins (a turminha MAG, Amorim, NJ). E o m istério das bóias espiãs da base de Alcantâra, que fim levou?

    Soltaram tempos atrás o vídeo do Brigadeiro Alvarenga, como se fosse uma bomba anti-americana, mas quem assistiu ao vídeo completo, percebeu que o tema era a história do CTA, e passou ao largo do programa FX-2 (era um vídeo antigo, só que lançaram como “furo”).

    Bom, a realidade é esta, ninguém está sozinho no mundo, o comércio é global. E se quiserem um demônio de verdade, ele é vermelho e tem olhos puxados.

    Talvez vários de vcs já tenham lido, mas recomendo o livro “Montenegro – As Aventuras do Marechal que fez uma Revolução nos Céus do Brasil”, de Fernando Morais. É bem interessante, e nele percebe-se que o que vemos atualmente no FX-2 é fruto de uma história antiga. Vale a pena.

  57. Poker disse:

    Se o preferido dos Pilotos da FAB é o Super Hornet e o Governo Americano garantir ToT , integração de armamentos e manutenção durante a vida do mesmo. O escolhido deve ser o melhor e nes caso o F18 E/F Super Hornet. Caso isso não se confirme, o melhor mesmo é o Dasault Rafale, pois o NG nem rada têm… Está batendo na porta de cada um para conseguir um radar para seu avião de papel. Este só têm um objetivo: vender caro um projeto no papel, com todos os riscos deste projeto, like AMX II… Quem compra, os lobistas, prefeitos corruptos de cidades satélites, e consultores inseridos no coração do COPAC/FAB/GF.

  58. Marine disse:

    Desculpem o erro!

    …O fato de que o processo que ate 7 de Setembro parecia profissional, se tornou numa novela digna de Republica de Bananas tambem nao e nada novo.

    O que tambem nao e novo e que:

    1- A SAAB por necessidade de vender se compromete a ser a mais fabricante mais disponivel em nos auxiliar em um dia termos a tecnologia para fabricarmos o nosso.

    2- No quesito tecnico a FAB sempre preferiu avioes americanos, sao mais baratos de operar, simples de manter, possuem tecnologia de ponta, e a corporacao esta acostumada com os intercambios e doutrinas de operacao americana.

    3- Se confirmada a escolha pelo Rafale, provara ser por pura e simplismente razoes politicas. Nenhum ds argumentos em seu favor sao honestos. Nao tem independencia total dos EUA, nao tem TOT irrestrita, nao e barato e simples de operar e manter, ainda tem muito o que melhorar como disse o proprio General frances.

    4- Enfim, o Brasil ira escolher um aviao que nao e o melhor, e o mais caro desde aquisicao a manutencao, nao possui escala, nunca ganhou sequer uma processo internacional para aquisicao. Uma coisa que ele tem e muito forte sao os mirabolantes argumentos que politicos com interesses duvidosos em prol de sua vitoria:

    “Parceria Estrategica” – Pffff….Ninguem nunca explicou o que isso e!
    “TOT irrestrita” – Mentira! Nao depende so da Franca.
    “Estamos comprando um pacote tecnologico” – Mentira, leia-se, estamos com interesses nebulosos e tentando arrumar uma desculpa para justificar a compra!

    Boa sorte FAB, pena que tenham que obedecer os politicos que tem…

  59. Marine disse:

    Verdade ou nao, ja se foi relatado na midia de que os pilotos da FAB ou seja o lado operativo da forca sempre preferiu os avioes norte-americanos.

    Ja o relatorio da preferencia ao Gripen por atender melhor o que os criterios da FAB foram, quer seja TOT ou ate mesmo preco.

    O interessante e que o Rafale nao ganha nem na parte operativa e nem na tecnica ou mesmo na financeira.

    Ou seja o argumento do Rafale sempre foi o nebuloso “parceiro estrategico” e a mentira da “TOT irrestrita”.

  60. Du disse:

    Mas e a explicação dos grandões da Fab do preferível Gripe NG ? A desinformação aos meios de comunicação?

  61. Black Hawk disse:

    putz!!!
    q sinistro!!!
    O.o O.O
    q coisa !!!!!!!!

    “Entretanto, se prosseguir a venda do avião francês, a Dassault terá de requerer a “licença de controle de exportação” dos Estados Unidos, para os componentes do Rafale, que são construídos com tecnologia americana.”

    QUER DIZER Q ATE A JACA MATADORA DE f-22 TB DEPENDE DOS EUA???
    TAMO FUDI#%!!!!
    quer saber de boa?
    agora e 3 saidas:
    1-pega o rafale e depende da franca e dos EUA independentemente
    2-pega o gripen e depende da suecia e dos EUA
    3-pega o super hornet e depende exclusivamente dos EUA!!

    eita tamo lascado mesmo!!!
    espero q essa noticia caia nos ouvidos do MUlla ai o cidadao tenha conciencia q NENHUM AVIAO FORA OS RUSSOS SAO 100% INDEPENDENTES DOS EUA!!!
    mas e agora?
    o principal argumanto pro rafale foi pra vala…
    q venha o su 35 bm!!!
    esse sim e 100% independente dos EUA!!!
    so num sei se a mae russia e boa como fornecedora de armamentos e pos vendas como os EUA…

  62. Nick disse:

    hahahaha! É por ae mesmo Black Hawk Down!

    Se esse governo queria algo mesmo INDEPENDENTE dos americanos, só teria 2 saídas(fornecedores) : RUSSIA ou CHINA.

    O pior de tudo é que os Russos tinham o SU-35 e PAKFA….

    []‘s

  63. Rodrigo disse:

    Algumas coisas que raramente colocamos…

    Franceses, ingleses, italianos, israelenses e outros não tem a necessidade praticamente doentia do nosso Governo de ser 100% fucking-gringos-free.

    Não houve necessidade destes países de investirem pesadamente em P&D para chegarem ao nível americano de nanotecnologia, se isto é certo ou errado não é problema nosso. Os EUA são para eles UM PARCEIRO E ALIADO CONFIÁVEL os disponibiliza de maneira simples e com custo acessível.

    O problema brasileiro no caso é que o nosso sábio Governo comprou esta idéia passada pelo Sarkozy que o Rafale, Scorpéne, EC725 e o que mais vier da república da champagne será gringos free e utiliza isto como argumento máximo de que ficaremos livres dos americanos e poderemos sapatear em cima deles e ter xiliques( ahahahah muito bichal, mas é válido para atual situação), arrumando todo tipo de argumento irreal para isto.

    O que o Wikileaks tem divulgado nada mais é que diálogos internos entre as embaixadas e o DoD..

    Até agora não vi uma informação sequer que fosse secreta e que já não tenha lido nos mais variados fóruns nacionais.

    Que os gringos e franceses ferraram os suecos no MMRCA e na Noruega, não é novidade..

    Que o CA prefere o SH, também não é novidade..

    Que o Rafale tem um monte de componentes primários americanos também não é novidade alguma..

    O mesmo “botão” que vai desligar os nossos SH, vai desligar os nossos Rafales! O problema é que com os franceses temos o atravessador.

  64. Bosco disse:

    Eu sempre defendi a tese que a aquisição de caças para a defesa aérea nacional deveria ser um programa à parte do de aquisição de tecnologia na área.

  65. Carlos disse:

    Quanta bobagem, o F-18 e o Rafale tem componentes de outros países por uma questão de preço e competitividade, o próprio executivo da Dassault ja cansou de falar isso mas disse que os poucos componentes do Rafale que não são franceses, a França domina tecnologia.
    É uma questão de preço, o que realmente importa são os componentes SENSÍVEIS pois estes são muito mais complexos e poucos países dominam totalmente.

    O Gripen NG é furada pois a Suécia só garante meio caça, o F-18 é furada e o Rafale nesse aspecto é o melhor.

    Eu também prefiria o PAKFA como a India ta fazendo com algum outro vetor secundario (ai sim poderia entrar o Rafale ou o Gripen) para reserva.
    Mas a Rússia tem sérios problemas logísticos, fora a pressão dos EUA, imagnem o maior aliado deles no hemisfério sul indo de PAK FA?

  66. Vader disse:

    Caros Nick, Black Hawk Down, e outros russófilos:

    Olha só quem está na lista de clientes do ISO Group (USA – link enviado pelo “Almeida”):

    “•Typhoons
    •F/A-18 Hornets
    •F-4 Phantoms
    •F-15 Eagles
    •F-16 Fighting Falcons
    •F-22 Raptors
    •MiG-21s
    •MiG-29s
    •Mirages
    •Rafales
    •SU-27s, 30s, 33s and 35s

    •Yak-38s”

    http://www.airforce-technology.com/contractors/electronic/iso-group/

    Querem comprar caças “gringos-free”???? Só tem UMA fornecedora, e assim mesmo, por enquanto: CHINA!

    Sds.

  67. Vader disse:

    Ricardo_Recife disse:
    5 de dezembro de 2010 às 10:02

    Comentário magistral meu caro. Parabéns.

    Sds.

  68. defourt disse:

    Nota: Não tenho nada contrário ao POVO Russo!

    Black Hawk disse:
    5 de dezembro de 2010 às 11:37

    “…Só num sei se a mãe russia é boa como fornecedora de armamentos e pós vendas como os EUA…”

    Quanto aos armamentos e pós venda não posso te dizer.
    Segundo seu próprio presidente ela não é boa nem consigo mesma.

    Mas certamente posso assegurar que como “mãe” ela JAMAIS foi boa, nada, nada, boa.

    Muito menos durante o período que lhe deu este “título” de “mãe”: os dos Czares.

    abraços

  69. defourt disse:

    Como disse nosso colega de fórum o Mikhail Bakunin:

    “Na Rússia tudo é descartável, principalmente as pessoas.”

    Ora, ora, ora, as pessoas são os “filhos”…

    Abraços

  70. defourt disse:

    Bosco disse:
    5 de dezembro de 2010 às 12:05

    “Eu sempre defendi a tese que a aquisição de caças para a defesa aérea nacional deveria ser um programa à parte do de aquisição de tecnologia na área.”

    Foi a coisa mais lúcida que ouvi hoje.

  71. Tadeu Mendes disse:

    Amigos,

    Alguem aqui ja havia para para pensar na possibilidade de que os Rafales nao fossem 100% franceses?

    Eu ja havia postado em outro blog, ja faz mais de 1 ano, que os Rafales eram cacas franceses com alma (suite eletronica) americana.

    Os franceses podem ate manufaturar certos equipamentos e colocarem seu logotipo no aparaelho, mas o recheio (microcontrollers, software, GPS) sao Made in USA.

    Eu acho que nenhum pais no mundo se pode dar ao luxo (nem mesmo a Russia ou China), de produzirem cacas que nao sejam completamente independentes dos equipamentos americanos e/ou copiadis (copias mal feitas diga-se de passagem) de tais equipamentos.

    Vivemos em um mundo dominado pela eletronica. Os cacas modernos sao verdadeiros softwares voadores.

    Os paises que mais investiram intelectual e financeiramente em tecnologia eletronica nos ultimos 50 anos, foram Japao e Estados Unidos, e mais recentemente (ultimos 30 anos) foi Israel.

    Nem mesmo o know How japones (que eu respeito e admiro) ainda produziu uma gigante como a Intel.

    Portanto; falar de Russia e China como opcoes de independencia tecnologica para a manufatura de cacas e algo que deixa muito a desejar.

    O J-10 foi praticamente presenteado aos chineses, porque Israel vendeu seu projeto de caca (Lavi) domestico, para o governo chines.

    Eu arriscaria dizer que nenehum caca em operacao no mundo hoje, contem hardware (CPUs.) cuja a origem (se foram comprados ou roubados) ao seja americana.

    Em Ciencia e Tecnologia, nao existem milagres; so ha lugar para muito esforco intelectual e pesado investimento em P&D, os que nao adotam essa filosofia, sao meros copiadores ou montadores de avioes.

  72. Pra quem não gosta de liberdade de imprensa, e adora uma visão única(do governo, claro) sobre qualquer assunto, esse é um prato cheio:

    http://175.45.176.14/en/

    Informativo oficial da República “Democrática” Popular da Coreia

  73. Amigo Defourt, as pessoas distorcem a realidade para que ela caiba em seus desejos. Estamos aque para destruir seus mundinhos oníricos rsrsrs

    Abraço

  74. Asimov disse:

    No site Airframer se indentifica facilmente pelo menos 6 empresas americanas fornecedoras do Rafale ( http://www.airframer.com/aircraft_detail.html?model=Dassault_Rafale ).
    O que esse site não cita, são as tecnologias de empresas americanas licenciadas pela Dassault, Thales e Snecma, etc.

    (…) Em um item chamado “ataque à proposta francesa”, os diplomatas dos Estados Unidos argumentam ser necessário “lembrar aos brasileiros” que “o esforço francês de vendas vem se baseando em alegações enganosas, se não fraudulentas”.

    É que parte dos equipamentos do Rafale tem “alta presença de conteúdo norte-americano, o que inclui sistemas de mira, componentes de radar e sistemas de segurança que requererão licenças norte-americanas”.(…)

    ———————————————————-

    Os telegramas vazados apenas re-confirmam o que já se dizia há algum tempo e era solenemente ignorado nos argumentos pró-Rafale:

    (…)
    ÉPOCA teve acesso a um documento da Embaixada dos Estados Unidos em que ela afirma que seu governo tem condições de comparar as ofertas dos três países porque parte da tecnologia usada por suecos e franceses é americana. Conforme o documento, “o governo americano aprovou a transferência de tecnologia americana existente nas propostas da Suécia e da França”. Ou seja: embora se apresentem como fornecedores de um produto próprio, suecos e franceses estariam, em determinados aspectos, servindo de intermediários da tecnologia americana. O diretor da Gripen no Brasil, Bengt Jáner, disse que há componentes americanos no avião sueco, mas ressaltou que seu caça será mais avançado que o produzido pela Boeing. “Nossa aeronave não está ‘congelada’. Em pouco mais de um ano, será a mais moderna do mercado. O F-18 já ‘congelou’ sua configuração há algum tempo. Também temos interesse em substituir tecnologias americanas por Brasileiras”, disse. A Dassault afirma que todos os componentes militares do Rafale são desenvolvidos pela França. Afirmou ainda que outros componentes americanos usados no Rafale não precisam do aval americano para ser vendidos.

    O governo americano rebate: diz que há, sim, tecnologia americana em sistemas eletrônicos e de segurança e em componentes de navegação do Rafale. Afirma que o Rafale só pode ser vendido por causa de autorizações já despachadas pelo Congresso americano. “Isso é uma novidade mundial”, diz uma autoridade envolvida na negociação. “Os franceses não gostam de admitir o uso de certa tecnologia americana em seus aviões.
    (…)

    Fonte: http://www.alide.com.br/joomla/index.ph … a-polemica[/quote]

    Jatos Rafale têm tecnologia dos EUA, admite ministro francês
    4 de novembro de 2009

    Hervé Morin afirma, no entanto, que não seria problema para a futura comercialização das aeronaves pelo Brasil

    BRASÍLIA – Os aviões de combate Rafale, que o Brasil poderá comprar da França, têm equipamentos com tecnologia dos Estados Unidos, o que poderia ser um entrave para o governo brasileiro vender os aviões a outros países no futuro. A informação foi divulgada pelo ministro de Defesa da França, Hervé Morin, que se encontrou nesta terça-feira, 3, com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. A Embraer foi impedida de exportar seus aviões Supertucanos à Venezuela, porque as aeronaves tinham equipamentos norte-americanos.

    No entanto, Morin disse que isso não seria um problema para uma futura comercialização das aeronaves pelo Brasil. “Existem em todos os programas, componentes muito pequenos, que chamamos de tijolos. Em um mundo globalizado, sempre vai ter, dentro dessa complexidade tecnológica toda, um pequeno detalhe que pode vir sim do país mencionado”, disse o ministro francês.

    Segundo ele, a parceria entre os dois países é mais profunda: “Quando falamos de transferência tecnológica e parceria industrial, é outro assunto. Nessa parceria que estamos querendo começar com o Brasil, a indústria brasileira vai obter a capacidade para desenvolver seus próprios programas. Com isso, a gente vai proporcionar à indústria brasileira um salto tecnológico muito grande”.

    O ministro francês destacou que a venda dos 36 aviões Rafale, produzidos pela Dassault, não são uma ação isolada. “Essa parceria estratégica que estamos mantendo com o Brasil interessa a todos os países da América Latina. Essa parceria, em primeiro lugar, é política, expressando o desejo da França e do Brasil de trazer respostas conjuntas aos grandes problemas mundiais”, afirmou.

    FONTE: Agência Brasil

  75. Fabio disse:

    Existe 3 caminhos: Ou se alinha aos EUA e anda junto com eles na alegria e nas batalhas ou se alinha aos Russos na alegria e nas batalhas ou DESENVOLVE A PROPRIA TECNOLOGIA. Ta na hora de parar de brincar de “esconde-esconde’com os EUA. A tecnologia está na mão DELES. não existe “jeitinho brasileiro” para burlar isso. A chave do cofre é DELES. o que não está na mão dos EUA está com os Russos. NÃO EXISTE 3ª via..
    Pelo menos pelos próximos 50 anos. Se os EUa quiserem não voa nem Rafale e nem Gripen. Se os Franceses desenvolveram o Rafale foi com parcerias e tecnologia AMERICANA. os Suecos TB !! e porque então o Brasil quer “dar um jeitinho” de escapar disso ? Se quer está fazendo tudo errado !!! Não quer material americano mas quer Rafalle e Gripen ? ha ha ha acorda pra cuspir BRASIL !!! Escolha ERRADA !!! deveria ter colocado no shortList somente Caças RUSSOS !! SAI DE CIMA DO MURO BRASIL ou engula o orgulho e compre logo os F18 e fim de papo !!!

  76. francisco de paula disse:

    Só o Sr. Jobim e o Sr,. Lula, éclaro, não sabiam(?) que essa aliança com a França vai dar m….!
    Afinal quem domina a tecnologia dos processadores de dados e dos “ships”. Claro que é a Intel e outras empresas americanas. Pena que os nossos governantes acham que o nosso povo, no geral, é mais burro do que ele. Gente a WikyLeaks está apenas repetindo o que nós estamos cansados de saber! Só pode ser alguém que está levando o seu! No final, transferenciaplena de tecnologia é uma panacéia! Alguém pode citar qtos. centros de excelencia em tecnologia nós temos? Como receber tecnologia se nós não sabemos o que fazer com ela! Daqui a 2 ou 3 anos o Rafale estará totalmente fora de moda e nós vamos gastar uma furtuna por atoa

  77. Poker disse:

    Sábias palavras Bosco. Não se deveria confundir algo premente como a substituição dos Jaguares e Mikes por algo que faça frente aos F16Blk52 Chilenos e Su30MK Venezuelanos com um possível programa desenvolvimento de tecnológico aeronáutico.
    Confundiram as coisas, e mais uma vez cabe críticas a FAB que deveria ter norteado este programa FX2. Errar uma vez FX1, a gente perdoa, errar a segunda vez é muito grave para uma Força Aérea que pretende ser líder na região.

  78. Justin Case disse:

    Amigos,

    Sobre os componentes estrangeiros no Rafale, vejam o que está no site do Rafale, em documento de 11/2009:
    http://www.rafale.com.br/index.php?id=6&area=6&release=42

    “Sobre a origem de componentes e tecnologias: todas as tecnologias do Rafale são 100% francesas e o consórcio Rafale International não precisa de autorização de nenhum país para comercializá-las.

    É necessário esclarecer que componentes não são a mesma coisa que tecnologias. No caso de componentes, são mais de 100 mil em um caça.

    Há sim componentes de outros países no Rafale, como também nos outros dois concorrentes; no caso do Rafale, eles foram selecionados por razões econômicas e todos podem ser substituídos.”

    Abraços,

    Justin

  79. Robson Bandeira disse:

    Não importa quem ganhe, sempre vai existir dependência, prá que defender um dos três???

    Pensem nisso!

    Boa sorte a todos

  80. Abrivio disse:

    Justin Case disse:

    “Sobre a origem de componentes e tecnologias: todas as tecnologias do Rafale são 100% francesas e o consórcio Rafale International não precisa de autorização de nenhum país para comercializá-las…”

    Pega (os franceses) na mentira

    Pega (os franceses) na mentira

    Pega (os franceses) na mentira

    Pega (os franceses) na mentira

  81. Rodrigo disse:

    Justin Case disse:
    5 de dezembro de 2010 às 13:50

    Por que as informações do Consórcio Nacional Rafale são válidas e as da SAAB e Boeing não são ?

  82. Fabio disse:

    Se o Brasil fosse um país com posicionamento politico, militar e comercial, o F18 ou SU35 já estariam comprados e operando. Mas somos o país da falácia e da “bundamolice”… Nem prova do ENEM conseguimos aplicar com clareza e organização… que dirá negociar acordos militares sérios. O Brasil é o país da “pataquada”… E depois justificamos isso metendo o pau nos franceses. Seria hilário e vergonhoso ao mesmo tempo o Gripen NG sendo boicotado pelos embargos americanos em cima dos componentes. O Brasil iria chorar pra quem ? ha ha ha… E o Rafale ? chorariamos pra quem ? pro Papa ? “manhêeee, o titio Sam boicotou nosso projeto de TT buáaaaa”…

  83. Nick disse:

    caro Justin:

    Só um pequeno problema nesses componentes:

    Se o objetivo do GF é independência americana, não podemos aceitar um Rafale com componentes Made in USA. Se esses componentes estão espalhados pela estrutura da aeronave, um reprojeto completo da mesma se faz necessária, ou seja uma nova aeronave. Agora, não entendi direito o que seja tecnologia francesa com componentes americanos. Não é a mesma coisa que Tecnologia Sueca com componentes americanos? :D

    Por exemplo o motor SNECMA M-88 tem componentes americanos? O radar já foi dito que tem, será que o Spectra também tem componentes americanos? E o DFCS será que também tem?

    []‘s

  84. RatusNatus disse:

    Isso é apenas especulação americana sobre o que fazer depois de concretizado o negócio.
    Obviamente nenhum dos componentes citados é sensível. tudo tecnologia velha.

    Todos os processadores dos aviões dos EUA devem ser produzidos em taiwan.
    Mas isso não quer dizer que caso a China invada Taiwan os EUA fiquem sem poder produzir seus caças.

    Essas especulações são ridículas.

  85. grifo disse:

    Todos os processadores dos aviões dos EUA devem ser produzidos em taiwan.

    Caro RatusNatus, apensa para esclarecer, as regras de controle de exportação americanas (ITAR) também valem para componentes produzidos em países estrangeiros com tecnologia americana.

  86. Billy disse:

    Simples. Vai ver não quer Força Aérea alguma. Se pudesse, acabava com ela agora mesmo. Mas tem aquela conversa do sapo dentro da panela… A URSSAL já tem os SU-30 do chavez!

  87. Abrivio disse:

    Fabio disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:01
    “Se o Brasil fosse um país com posicionamento politico, militar e comercial…”

    O problema era: operar o caça com independência e aproveitar a compra para nos capacitarmos em áreas de interesse da indústria aeronáutica.

    O governo já se perdeu e faz tempo.

    E ainda acham que vão “ensinar” o Brasil a fazer caça (mentira deslavada).

  88. RatusNatus disse:

    Rodrigo disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:00
    Justin Case disse:
    5 de dezembro de 2010 às 13:50

    Por que as informações do Consórcio Nacional Rafale são válidas e as da SAAB e Boeing não são

    Talvez porque a frança tenha se comprometido a transferir tecnologia e os EUA queiram inviabilizar a independência tecnológica do Brasil que criaria mais um concorrente para as empresas dos EUA.

    Apenas talvez..

    Obviamente que para inviabilizar o negócio, eles teriam que plantar uma série de informações falsas e contar com o apoio de uma massa de manobra consideravel que acredite nestas falsas informações.
    Eles fazem isso a décadas. Massa de manobra é o que não falta.

  89. Fabio disse:

    Russos ou Americanos ? o que fazer Brasil ? via genérica ? hum… mas o componente ativo é americano… que dureza… ha ha ha… De boa. nessa trabalhada verde e amarela, o pouco de credibilidade e respeito por parte dos EUA foram pro ralo… aposto que hj os EUA respeitam muito mais o Chaves e a Venezuela (que tomaram uma posição) do que o Brasil. Que vergonha…

  90. Justin Case disse:

    Rodrigo disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:00
    “Por que as informações do Consórcio Nacional Rafale são válidas e as da SAAB e Boeing não são ?

    Quem disse que essas não são válidas?

    Eu acredito nas empresas quando falam de seus próprios aviões, ou nas intenções de seus projetos.

    Por outro lado, quando desandam a falar dos concorrentes, o risco de erro é grande.

    Abraço,

    Justin

  91. ZE disse:

    Segundo a WikiLeaks (alguns componentes norte-americanos no Rafale-dentre outros):

    “Nos últimos meses, o esforço FRANCÊS de vendas vem se baseando em alegações ENGANOSAS, se não FRAUDULENTAS, de que seu caça envolve apenas conteúdo francês (o que o isentaria dos incômodos controles de exportação dos Estados Unidos).

    Mas isso não precede. Uma análise da Administração de Segurança da Tecnologia de Defesa (DTSA) encontrou ALTA presença de conteúdo norte-americano, o que inclui SISTEMAS DE MIRA, COMPONENTES DE RADAR e SISTEMAS DE SEGURANÇA, QUE REQUERERÃO licenças norte-americanas.”

    [ ]S

  92. RatusNatus disse:

    Grifo, como vc ja deve saber, tecnologia de processamento computacional é tecnologia velha.
    Os processadores destes aviões não possuem muita capacidade porque simplesmente não precisam. São processadores básicos e o do seu computador provavelmente é muito mais forte que uma CPU de um F18 por exemplo.

    Mas lógico, vc ja sabe disto.

    flw

  93. Rodrigo disse:

    Justin Case disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:17

    Só que as informações do site do consórcio nacional Rafale, não são oficiais..

    São dados de apresentações e ninguém é imbecil de fazer uma apresentação e mostrar dados negativos do projeto.

    Faço muito isto nas minhas apresentações :D

  94. DrCockroach disse:

    Trabalhando… sem tempo, mas fiquei impressionado com alguns comentarios.

    A ToT que a FAB buscava era MRO dos motores e integracao dos armamentos (nao era producao). Outros itens foram adicionados nas propostas e, pelo que vazou, mesmo assim a ToT da SAAB foi considerada a melhor. Ateh porque, ToT durante o desenvolvimento eh mais significativa do que abrir os codigos de um produto pronto.

    ToT irrestrita eh uma enganacao criada pelo NJ p/ favorecer a proposta da Dassault. alias, amanha talvez saibamos das ultimas enganacoes dele…

    []s!

  95. Rodrigo disse:

    RatusNatus disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:19

    A questão dos processadores não é de capacidade e sim de resistência e redundância.

  96. Fabio disse:

    Começo a pensar que certo fez o FHC que engavetou o FX e evitou todo esta vergonha e pataquada internacional produzida pelo Brasil hj. Parabéns FHC neste caso !!! percebeu que não tinhamos “_______” e seriedade para negociar preferiu deixar isso de lado. Misturar questões técnicas com politicagem e falácia barata dá nisso: TRAPALHADA. O mesmo ocorre com a ANAC. Questões politicas da pior espécie fazem o que fazem com aeroportos e o passageiro. Coisa de republiqueta mesmo.

    ___________________________

    EDITADO

    Por gentileza, palavras de baixo calão não são permitidas.

    Administração Trilogia de Defesa

  97. Abrivio disse:

    Se um processador for vetado, é necessário reprojetar o sistema que o usa.

    Aconteceu a mesma coisa com o sistema de navegação inercial dos lançadores de satélite.

    Os americanos descobriram que usávamos chips americanos e vetaram. Teve-se que partir do zero.

    É essa a independência que os franceses oferecem?

    youtube.com/watch?v=GURWeWJsyR8

  98. grifo disse:

    Os processadores destes aviões não possuem muita capacidade porque simplesmente não precisam. São processadores básicos e o do seu computador provavelmente é muito mais forte que uma CPU de um F18 por exemplo.

    Caro RatusNatus, o meu computador tem um processador americano. Posso apostar que o seu também tenha.

    Esta é uma área onde não existe substituto, ou é americano ou é americano. E para usos militares só com aprovação do congresso de lá.

    Em tempo, para quem pensava que estava “tudo certo” para os upgrades do Mirage 2000 da Índia, novidades:

    http://www.defenseworld.net/go/defensenews.jsp?id=5303&h=High cost of Indian Mirage 2000 fighter upgrade causing a rethink

    French President Nicholas Sarkozy may miss signing of the Mirage 2000 upgrade deal with the Indian Air Force (IAF) during his visit to India. While officially, “negotiations are still going on”, according India’s senior foreign ministry officials, the reason for the delay seems to be that the high cost of upgrading the fighters is causing a rethink, informed sources told defenseworld.net.

    The cost of upgrading the 51 fighters is working out to an average of Euro 45 million per piece which is well over the price of acquiring a new generation fighter such as the Rafale or F-16 which is around Euro 30million-35 million. India is seeking to upgrade the fighters with Beyond Visual Range (BVR) capabilities, Look-down, shoot-down capabilities, Advanced Electronic Counter Counter Measures (ECCM) and Multi-target, multi-shoot capabilities.

    The total cost is around Euro 2.4 billion of which work worth Euro 1.5 billon will be directly with the French company Dassault and the rest for work done and equipment supplied by Hindustan Aeronautics Limited (HAL).

    In comparison, India signed a similar upgrade contract for 62 MiG-29 fighters in 2008 for around $850 million which works to $13.71 million (Euro 10.28 million approximately) per fighter.

    Further, the bulk of the IAF Mirage 2000 fleet was acquired in 1986-87 which makes it over 20 year old. The upgradation process is expected to take 7-9 year and residual life of the airframe after the upgrade will be about 15-10 years. A new fighter instead will have a life of 30 plus years.

    Não é novidade os franceses quererem “tirar o couro” dos seus clientes de Mirage 2000. Vide o nosso exemplo,.

  99. ZE disse:

    Perdão, já que alguns estão encasquetando com o “significado” de cada sílaba (não tarda, e vão procurar o sentido etimológico, o sentido histórico de cada palavra !), onde eu escrevi: “componentes”, leia-se: “conteúdo”.

    Enfim, discussão boba, pueril.

    Estão querendo discutir o nada, ou seja, o sexo dos anjos !

    [ ]s

  100. Justin Case disse:

    Rodrigo disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:19

    “Só que as informações do site do consórcio nacional Rafale, não são oficiais.
    São dados de apresentações e ninguém é imbecil de fazer uma apresentação e mostrar dados negativos do projeto.
    Faço muito isto nas minhas apresentações :D

    Normalmente as empresas têm muito mais cuidado com as informações que divulgam sobre seus projetos, pois essas acabam sendo consideradas quase como compromissos públicos.

    O que está nos sites oficiais não é uma oferta comercial ou um contrato, e pode pecar nos detalhes, mas têm muito mais peso que estes nossos comentários publicados no fórum ou mesmo da imprensa formal.

    Abraço,

    Justin

  101. Abrivio disse:

    “DrCockroach disse:

    A ToT que a FAB buscava era MRO dos motores e integracao dos armamentos (nao era producao). Outros itens foram adicionados nas propostas e, pelo que vazou, mesmo assim a ToT da SAAB foi considerada a melhor. Ateh porque, ToT durante o desenvolvimento eh mais significativa do que abrir os codigos de um produto pronto.

    ToT irrestrita eh uma enganacao criada pelo NJ p/ favorecer a proposta da Dassault. alias, amanha talvez saibamos das ultimas enganacoes dele…”

    Pois é. Tem gente que acredita que vão fazer isso para 36 caças, tem gente que acredita que precisamos disso. Com uma linha de produção dessas, cada caça ultrapassa o custo de um F-22.

  102. Patriota disse:

    Que vcs acham disso???????????????????

    A França está disposta a fornecer ao Brasil os códigos informáticos do avião de combate Rafale se este for comprado pelos brasileiros, afirma uma mensagem diplomática americana de novembro de 2009 divulgada pelo site WikiLeaks e citada neste domingo pelo jornal francês Le Monde.

    Com o Rafale, jamais vendido até agora para ao estrangeiro, a França espera descartar os aviões americano F/A-18 Super Hornet e o sueco Grippen, que também disputam o mercado brasileiro, afirma a mensagem.

    “Os franceses garantiram aos brasileiros que entregarão os códigos informáticos do Rafale, que são o coração digital do aparelho, um gesto que os demais concorrentes estão reticentes em realizar”, acrescenta a embaixada neste documento.

    “Quando (o presidente) Lula se queixou com (o presidente francês Nicolas) Sarkozy sobre o ‘preço absurdo’ dos Rafale, 80 milhões de dólares cada um, o presidente francês enviou a ele, segundo fontes do ministério das Relações Exteriores, uma carta pessoal enfatizando que a França estaria disposta a proceder a uma ‘transferência sem restrições’ das informações tecnológicas”, assegura.

    “Se a venda do Rafale for realizada, a Dassault (sua montadora) poderá pedir aos Estados Unidos licenças de controle de exportação para as partes do avião construídas com tecnologia americana”, destaca a mensagem dos diplomatas americanos.

    Segundo o texto divulgado, que cita fontes militares em Brasília, o Brasil “não apenas quer comprar os Rafales, como também produzir o avião em seu território e, eventualmente, vendê-lo na América Latina até 2030″.

    O negócio que a França aspirar fazer com o Brasil supõe a venda de 36 aviões de combate, o que supõe um contrato multimilionário.

    A decisão do governo Lula ainda não foi anunciada, e não há prazo para que isso ocorra.

    Em outra mensagem divulgada pelo Wikileaks há alguns dias, o rei do Bahrein teria afirmado há um ano que o caça francês tem “tecnologia ultrapassada”.

    Assim afirmou o soberano do Bahrein durante uma reunião realizada no dia 1o. de novembro de 2009 com o general americano David Petraeus para discutir a cooperação regional em matéria de defesa.

    “O rei Hamad bin Issa al Khalifa pediu apoio ao general Petraeus (então comandante do exército americano encarregado do Oriente Médio) para que fabricantes de aeronaves dos EUA participassem do Salão Aeronáutico do Bahrein, previsto para janeiro de 2010″, segundo a carta escrita pela embaixada dos EUA em Manama.

    “Disse que a França estava dando o seu total apoio a que o Rafale estivesse lá, mas concordou com Petraeus que o caça francês era de tecnologia ultrapassada”, segundo o informe diplomático.

    Fonte: AFP

  103. Vader disse:

    Poker disse:
    5 de dezembro de 2010 às 13:47

    Prezado, quem meteu essa história de ToT no FX2 foi o governo federal, através de seu Ministério da Defesa. Basta aliás ler de leve a END para perceber isso.

    Errou o alvo: a FAB não tem fábrica de avião nem de componente. Ela só quer seu vetor para poder executar sua missão. A única exigência de ToT genuinamente da FAB foi a abertura dos códigos-fontes do sistema de ARMAS, que é pra ela integrar os armamentos que desenvolve em parceria com a indústria (A-Darter, Piranha II, etc.).

    Se deseja criticar alguém por ter colocado ToT como requisito do FX2, mire um pouco mais pra cima.

    De resto, concordo contigo e com Mestre Bosco.

    Sds,

  104. RatusNatus disse:

    Rodrigo, uahauauuah me desculpe.

  105. roberto bozzo disse:

    estamos falando tão mal do Jobim que, ao ler os cables no site da Folha, nota-se que ele esta mais propenso à proposta da Boeing, apesar de Lula querer o Rafale. Da-se a entender que Jobim estaria tendo “seus olhos abertos” (no bom sentido)para a tal independência francesa… ja não teria mais tanta convicção pelo rafale, apesar de não acreditar que o gripen custe o que a Saab diz, já que projetos podem (quase sempre) ter seus custos aumentados.

  106. Fabio disse:

    Sra. Dilma: Tenho um pedido de brasileiro cidadão; ACABE com a pataquada politica e a falácia delirante de muitos e ORDENE que o Sr. Saito negocie diretamente a compra e escolha destes caças. Vamos acabar logo com essa brincadeira. Ouça o que o comandante da FAB tem a dizer, sua preferência e necessidade técnica e imediata para que esta novela (ja virou brincadeira sem graça) acabe. A FAB precisa do equipamento pra ONTEM. e não dá mais pra viver de delirios politicos e falácias ideológicas da decada de 60. Please.

  107. RatusNatus disse:

    Grifo, o meu ponto é o seguinte. Estes aviões, qualquer um, não são máquinas de calculo.

    Portanto, um pentium 2 ja deve dar conta do recado. O projeto desta CPU esta disponível para download para qualquer um. just google

    As patentes são para os últimos componentes produzidos. Aqueles que não fazem parte de qualquer avião porque justamente acabaram de ser projetados.

    Um avião nãomprecisa de muito poder de processamento, portanto, uma CPU projetada na década de 90, por exemplo, deve dar conta do recado.

    Uma CPU da década de 90 teria 1000000 vezes menos poder de processamento que asua CPU por exemplo.

    E não, nem todos os processadores são fabricados com tecnologia dos EUA. Existem inúmeros fabricantes de inúmeros processadores não apenas para micro-computadores.

    A confusão é a seguinte. Não existe controle sobre tecnologia computacional pois quem financia as pesquisas são os próprios fabricantes e não o governo dos EUA. As patentes vencem e depois qualquer um pode produzir em qualquer lugar do mundo.

    Visite o site top500 e verifique qual o computador mais veloz do mundo atualmente e onde ele fica.

    Onde vc acha que fica o computador mais potente do mundo.

  108. grifo disse:

    grifo disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:25

    A tradução está aqui:

    Obrigado ZE, não tinha visto a tradução, como sempre primorosa.

    Uma pena, essa modernização seria a primeira vez que a França iria afrouxar um pouco a coleira e integrar um míssil não-francês no Mirage 2000 (e cobrando regiamente por isso). Pelo jeito vamos ter que esperar um bocado mais.

  109. grifo disse:

    Portanto, um pentium 2 ja deve dar conta do recado. O projeto desta CPU esta disponível para download para qualquer um. just google

    Caro RatusNatus, google for me then. Me mostra aí.

    Alguém aí tem computador com processador francês? Não? Isto diz tudo.

  110. grifo disse:

    Visite o site top500 e verifique qual o computador mais veloz do mundo atualmente e onde ele fica

    Caro RatusNatus, fui lá ver e olha só:

    http://www.top500.org/system/10587

    System Name Tianhe-1A
    Site National Supercomputing Center in Tianjin
    System Family NUDT MPP
    System Model NUDT YH MPP
    Computer NUDT TH MPP, X5670 2.93Ghz 6C, NVIDIA GPU, FT-1000 8C

    Processor ***Intel*** EM64T Xeon X56xx (Westmere-EP) 2930 MHz (11.72 GFlops)

    Mais um com processador americano.

  111. Gilberto Rezende-Rio Grande/RS disse:

    Relembro que o telegrama do WIKILEAKS em questão é de um EMBAIXADOR americano em Brasília e não num especialista-espião que conhece profundamente todos os componentes do caça Rafale francês.
    Como todo americano, mais ou menos arrogante, ele como embaixador cabotino, carreirista e puxa-saco do seu chefe, ele PRESUME que TUDO tecnologicamente evoluído no mundo (se for ocidental) tem conteúdo americano. Se não for ocidental é componente copiado/roubado de algum produto americano. E portanto pode ser “pressionado” direta ou indiretamente pelo Congresso Americano.
    PORTANTO, a sua afirmação de que o Rafale deva ter (MAY HAVE) que obter licenças tecnológicas americanas tem de ter entendimento MUITO RESTRITO e não assumido como um dogma bíblico que fundamenta o festival de bobagem patrocinado pelas grinpetes histéricas e as Yankeetes com TPM eterna que saem por aí a gritar incontidamente pelos quatro cantos da blogfera:
    “Que LIIINDO tem pecinha americana no Rafale!!!”

    Cresçam, se tem componentes americanos no Rafale, alguns nem os americanos sabem direito, as que eles sabem podem ser substituídas e talvez por isso os franceses as licenciaram e as que tem uso dual a gente obtém igualzinho aos franceses, israelenses e russos (se os americanos não quiserem licenciar)….

    Aliás na PRÁTICA dos componentes duais realmente necessários a equipamentos militares a PRAXIS é adquirir “informalmente” no mercado negro a quantidade de componentes necessários e as vezes, se quiser, se obtém a “licença” oficial DEPOIS…

    A Indústria de armamento é prolífera de casos assim…

    A gente ROUBA OU ADQUIRE no BLACKMARKET…
    Para isso que se tem espionagem e contra-espionagem…
    Depende de quanto é a sua REAL motivação…
    E o Brasil já usou isso MUITAS VEZES.

    O único problema sério no Rafale são os processadores RISC da IBM (SE você se incomodar em obter a maldita licença), se for o caso é só comprar um super computador de processamento paralelo para o Ministério da Agricultura ou invadir o estoque da filial da IBM no Brasil e você terá processadores RISC para fazer mais de mil Rafales…
    Cola um decalque da HITACHI em cima, instala no caça e segue o barco…

    Até parece que caça militar PRECISA de licença em TODOS os seus componentes deste tipo…
    É só uma cortesia, NO MÁXIMO…

    Na VERDA

  112. Galileu disse:

    Nossa Vader será que a gente é agente secreto, sim porque a gente sempre disse isso, nada é 100% nacional, a não ser USA

    Quando se fala de armas, principalmente complexo como é uma aeronave, é muito dificil ser 100% nacional seja de qual pais for.

    Somente político e ignorante acredita nisso, aliás a França vende a história que o Brasil quer ouvir……

  113. mto disse:

    o caça que for o escolhido nossa dependencia vai continuar seja americana francesa ou dupla porque esse caça sueco e´ made in EUA nossa unica chance e´ absorver a tecnologia que o vencedor da disputa vai nos passar e investimos muito para futuramente termos condiçoes de ter menos dependencia dessas naçoes o governo tem que por fim nessa novela mexicana isso ja´ esta ficando chato o que vier vai dar uma melhoria na nossa defesa aeria

  114. Poker disse:

    Tomará que este novo Ministro das Relações Exteriores “Patriota” não seja tão xiita como o Antonio Celso Amorin, assim podemos ter alguma chance de acordo com os Gringos.
    Pois ficou claro nestes epsiódios quem é que manda nas concorrências de armas mundo a fora.
    A SAAB agiu muito na mídia, mas quem estava agindo por trás das cortinas era o Complexo Militar Americano com toda sua força, sua mão pesada.
    Não quero estar na pele do Nelson Jobim nesta semana.
    A decisão mais fácil neste caso é o cancelamento do FX2, mas a palavra do Presidente Lula foi terminar este processo ainda neste mandato.
    Vamos torcer para uma solução nesta semana que começa.

  115. roberto bozzo disse:

    Alias, concordo com o Bosco, deveria-se comprar um caça para a FAB e, depois, partir para o desenvolvimento de um caça nacional (o que sou contra)… acredito que o país ganharia mais desenvolvendo armamento de ponta e equipamentos menos sofisticados (não sei se esse seria o termo mas já usei…); por exemplo, o KC390 será um sucesso de vendas, com certeza, e não será o top of the top of the world, tecnologicamente falando. mas é apenas a minha opinião…

  116. Poker disse:

    Vader, acredito que o papel da FAB era apoiar tecnicamente, fornecer conhecimento para tomada das decisões do GF, e mesmo neste tema ToT deveria ter colocado seus requisitos, e metas.
    Hoje na área de foguetes de órbita baixa, média, o Brasil patina a muito tempo. Neste campo, faz-se necessário um apoio maior. Agora, é do interesse americano e francês mais um concorrente nesta área?
    A Embraer é o exemplo claro de onde é possível se chegar…
    Abç

  117. Vader disse:

    Poker disse:
    5 de dezembro de 2010 às 15:06

    “Tomará que este novo Ministro das Relações Exteriores “Patriota” não seja tão xiita como o Antonio Celso Amorin, assim podemos ter alguma chance de acordo com os Gringos.”

    Hehehe caro Poker, o cidadão é cria do CA. Perca suas esperanças, que a tendência é piorar…

    Abs.

  118. Renato disse:

    Quanto a presença de tecnologia, é bem complicado isso. Só os EUA são capazes de fazer uma aeronave de 1a linha 100% nacional. Ainda que possa comprar uma ou outra coisa mais baratas de outros países, os EUA são capazes de produzir as tecnologias mais críticas – motores, radares, processadores, etc. – independentemente. Isso é fato. Sem politicagem nem demagogia nem nada.

    Os demais países, como dito acima, usam tecnologia dos EUA ou legalmente ou ilegalmente. Há apenas 5 países que fazem motores: EUA, Inglaterra, França, Rússia e China (retroengenharia dos 4 anteriores). Radares tem mais alguns fora esses. Processadores que é o mais complicado.

    Além disso, tem que se lembrar que fabricar partes de um avião é uma coisa, colocar tudo junto e fazer funcionar é outra. Vários países fabricam estruturas, alguns fabricam aviônicos, outros fazem processadores, mas fabricar tudo isso, mais os softwares e integrar tudo, só os EUA mesmo.

    Das aeronaves xing ling, como dito anteriormente, são cópias e/ou derivados, legais ou não, de projetos de outros países.

    Mesmo a Inglaterra não faz caças próprios desde o Lightning.

    A França fez alguns, mas são piores que seus contemporâneos.

    A Rússia fez vários, muitos piores que os ocidentais, outros melhores.

    Nada de ideologia aqui. Fatos técnicos. É só pesquisar. Em termos de custo/benefício as coisas mudam, e as vezes os franceses e russos são melhores, mas se for só o benefício, aí não.

  119. Mauricio R. disse:

    “…por exemplo, o KC390 será um sucesso de vendas, com certeza, e não será o top of the top of the world,”

    OFF TOPIC…

    …mas nem tanto!!!

    A força aérea da Coréia do Sul, encomendou 4 células de C-130J.

  120. Rodrigo disse:

    Justin Case disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:27

    Pelo que tem circulado via WikiLeaks, o que discutimos em fóruns está mais de acordo que as propostas milagrosas.

    Estranho né ? ;)

    ———————————

    RatusNatus disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:33

    Por favor, ilumine a escuridão da minha ignorância com a sua sabedoria

    ———————————

    Gilberto Rezende-Rio Grande/RS disse:
    5 de dezembro de 2010 às 14:54

    Você é louco de postar aqui ?!?!!?

    OS perversos americanos estão monitorando a todos nós!

    ahahahahahaha

  121. defourt disse:

    Intel EM64T Xeon X56xx É atualmente o mais rápido computador do mundo.

    Fonte: http://www.top500.org/system/10587

    Sim! É estadunidense.

    Sim! Opera com LINUX <<<<<——— E olha só o sistema operacional dele!!!!

    :)

  122. Gabriel T. disse:

    Onde estão os nossos amigos Francisco AMX e Robson BR? Eu gostaria de saber as opiniões deles sobre isso tudo.

  123. Almeida disse:

    Re: Justin Case disse em 5 de dezembro de 2010 às 13:50

    Colega, é claro que é possível substituir componentes norteamericanos por franceses ou por commercial-off-the-shelf. É claro que é puramente uma questão econômica e de qualidade.

    Agora pergunto: o Rafale, do jeito que está, já é a aeronave mais cara de adquirir e manter? Trocar os componentes norteamericanos por outros franceses mais caros, palavras dos franceses citados por você mesmo, não iria aumentar AINDA MAIS os custos do Rafale? Com qualidade inferior?

    Acordem para realidade. Só não enxerga quem não quer. Aliás, cadê o Blaya? rsrsrs

  124. Justin Case disse:

    Almeida, boa tarde.

    Acho que os americanos não embargariam os poucos componentes que talvez tenham no Rafale, por vários motivos. Vou citar alguns:

    1. Nenhum Rafale deixaria de voar ou de ser produzido como efeito do embargo.
    2. Obrigar à substituição por itens semelhantes apenas iria prejudicar a indústria americana, que deixaria de vender tais componentes e suprimentos.
    3. Atitude como essa não iria favorecer vendas americanas. Pelo contrário, iria empurrar seus possíveis clientes para a Rússia, a França, a Índia, a China…, todos fugindo da influência dos “embargadores”.
    4. A indústria americana ficaria absurdamente prejudicada com tal ação, pois empresas aeronáuticas importantes como Embraer, Saab e outras buscariam outras fontes de equipamentos e componentes para seus novos projetos.
    5. (se alguém lembrar outros, talvez ligados aos assuntos de relações internacionais, pode citar).

    Abraço,

    Justin

  125. grifo disse:

    Aeronáutica sempre desejou americanos, mas escolha é política

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0512201013.htm

    ELIANE CANTANHÊDE
    COLUNISTA DA FOLHA

    Gostar por gostar, os pilotos da FAB sempre preferiram os aviões norte-americanos, considerados os melhores do mundo.
    Mas o F-18 da Boeing ficou espremido entre a pre

    A Cantanhede anda lendo o Poder Aéreo.

    Preferência da FAB sempre foi por caças de origem norte-americana

  126. Tadeu Mendes disse:

    Caro RatusNatus,

    Discordo de voce. Esses avioes sao maquinas de puros calculos, e muitos calculos mesmo.

    Parte desses calculos sao processados e as decisoes sao tomadas sem que o piloto sequer esteja cosciente de todas as operacoes sendo realizadas milhares de vezes por segundo a nivel de hardware.

    Ja outros calculos apresentam variaveis via interface, para que o piloto tome as decisoes pertinentes (man in the loop) durante o voo e/ou durante o combate.

    Dizer que o seu processador e superior aos “varios” processadores embutidos num F-18, ai voce viajou na maionese meu caro.

    O processador que voce tem no seu computador e muito mais potente que o de um IBM/3, mas nem chega perto de um microcontroller de um caca como F-18 e seu respectivo System Bus.

    Seu processador deve ser uma fera quando esta baixando um e-mail, mas jamais poderia fazer o multitasking de um computador de bordo.

    A nao ser que seje uma processadro Ki-ling, Made in China da vida.
    rsrsrsrs.

  127. Larry Bird disse:

    Caro Justin Case

    Deixe-me contrapor seus argumentos:
    1) O Rafale deixaria de voar sim sem seus processadores. Pelo jeito aqui você não estão nem um pouco familiarizados com processadores de aplicacao militar. Processadores de sinais (digitais ou analógicos) são engenhos muito diferentes de processadores comerciais tais quais “Pentium”, “Xeon” e outros. E só os americanos os tem no nível de capacidade que um Rafale precisa. Portanto não tem como trocar por outro

    2) Não há semelhantes. Além disso, a lógica é pobre. Vale mais vender caças de US$ 100 milhões do que vender alguns processadores de alguns milhares de dólares, que só são aplicáveis em produtos altamente especializados (como caças, UAVs e mísseis)

    3) A ameaça de embargo, como elemento de pressão, ajuda a vender o produto americano sim. Ao menos contra franceses e europeus (que são justamente os que estão no short-list). Na mesma linha, tem um post de hoje sobre as ameaças de “não venda” do AESA do Gripen para a Noruega

    4) Não há outras fontes para alguns componentes. E eles não tem medo. Como os rafalistas gostam de lembrar, eles já embargaram o Super Tucano, já embargaram o Gripen para a Noruega, “fritaram” o IAI Lavi, etc…

    O americano embarga e muitas vezes o DoD sequer está ciente sabe que tem algo embargado, porque o departamento do comércio também embarga pra caramba

    Perdoe-me, meu caro, mas seus argumentos são fracos. Defender por defender não precisa, porque a essa altura todo mundo sabe que “Justin supports Rafale” e acredito que nem que fique comprovado que tem um escandalo Dassault/PT pior que o mensalão você irá mudar de idéia

    Abraço
    Larry

  128. grifo disse:

    Senhores, íntegra dos memorandos americanos sobre a tecnologia americana no Rafale pelo Wikileaks. Tradução da Folha de São Paulo.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/840788-fab-disse-preferir-f-18-relatam-eua-leia-integra-dos-telegramas-em-portugues.shtml

    Destacaria alguns trechos:

    COMPONENTES AMERICANOS NO RAFALE

    Ainda que os franceses ofereçam um caça menos capaz a custo mais alto, o Rafale vem sendo considerado vencedor desde o início da concorrência FX2. Embora as avaliações técnicas dos aviões devam resultar em vantagem significativa para o Super Hornet, precisamos tomar medidas para erodir a vantagem política francesa. Embora um elemento importante disso seja enfatizar o custo mais baixo da Boeing, há diversas outras medidas que podem oferecer argumentos contra os franceses. O primeiro passo será lembrar os brasileiros de que seu interesse pelo Rafale foi causado pela suposição de que os Estados Unidos não liberariam tecnologia. Já que aprovamos a liberação da tecnologia relevante, deveríamos perguntar se os brasileiros ainda precisam dos franceses como segurança. Nos últimos meses, o esforço francês de vendas vem se baseando em alegações enganosas, se não fraudulentas, de que seu caça envolve apenas conteúdo francês (o que o isentaria dos incômodos controles de exportação dos Estados Unidos). Mas isso não precede. Uma análise da Administração de Segurança da Tecnologia de Defesa (DTSA) encontrou alta presença de conteúdo norte-americano, o que inclui sistemas de mira, componentes de radar e sistemas de segurança que requererão licenças norte-americanas. Próximos passos: — Ainda que não pareça que os dados tecnológicos oferecidos na proposta francesa violem os regulamentos da Regulamentação Internacional de Comércio de Armas (ITAR), o PM/DTCC [departamento de controle do comércio de defesa, na divisão de assuntos político-militares do Departamento de Estado] e a DTSA devem continuar a monitorar o marketing francês para garantir que a Dassault não contorne as restrições do ITAR. – Investigar a decisão indiana de excluir o Rafale em sua concorrência para caças e determinar se existiu algum motivo que torne o avião menos atraente para o Brasil. – Garantir que os brasileiros estejam cientes de que esperamos conceder licenças de retransferência para os componentes de origem norte-americana no avião francês, e que já aprovamos a transferência de alguns dados técnicos. KUBISKE

    PREÇO 40% MAIS ALTO

    Lula não tem feito segredo de sua preferência pelo Rafale da Dassault, tendo anunciado durante a visita do presidente Sarkozy em 7 de setembro (ref a) que pretendia negociar a aquisição com a França, antes mesmo de ler a avaliação técnica da Força Aérea Brasileira (FAB). Nos três meses seguintes, ficou claro que Lula tinha instruído seu governo, incluindo Jobim, a concentrar sua atenção em fazer o negócio com a França funcionar. Em setembro, Lula disse à imprensa brasileira que as negociações com a França focariam o esforço para fazer o preço dos aviões ser semelhante aos que a Boeing e a Saab estavam pedindo (consta que a melhor oferta da Dassault teria sido 40% mais alta). A despeito de outra visita de Sarkozy ao Brasil em novembro e da escala posterior de Jobim em Paris, os franceses não conseguiram atender ao pedido dos brasileiros por um preço mais baixo, mas sua falta de receptividade (ref b) aparentemente não afetou a preferência brasileira.

  129. Bosco disse:

    Curiosidade sobre processadores e capacidade de processamento:
    Quando da introdução do míssil Python V na Força Aérea Israelense teria sido dito que tal míssil tinha mais capacidade de processamento que todos os F-16 e F-15 somados.

  130. Rodrigo disse:

    Justin Case disse:
    5 de dezembro de 2010 às 17:23

    1. Pode “voar”, mas vai perder muito de uma capacidade que já é defasada. Vale a pena isto ?

    2. O problema é este “obrigar”. Quem tem tecnologia para desenvolver o substituto e quanto tempo e grana isto vai levar ? No fim os gringos proibem e não será afetado um dólar em outras encomendas.

    3. França acabou de embargar o Paquistão e continua vendendo os seus cacarecos, não vi uma linha do senhor sobre isto.

    4. Tem certeza disto ? Duvido, para não dizer inviável, que a EMBRAER ou SAAB refariam todos os seus projetos para algo gringos-free…

    5. Vamos ver quantos Rafales, a França venderá para a Líbia por causa disto.

  131. Rafael(sp) disse:

    Além de toda a mentira que se tem pego, com referência a proposta fantastica/maravilhosa/irrestrita/sem comparação-Brastemp da Dassault e seu pequeno representante Pinoquio(ou seria Ms. Pinoquiou?) , ainda te-los como atravessadores/intermediários na questão de peças nâo-francêsas?
    Na boa, para defender uma coisa destas, só tomando uma, ou levando algum por fora, ou na cueca, ou meia, ou na ___________!!!!!

    _________________________

    EDITADO

    Prezado Rafael,

    Compreendemos a sua indgnação, entretanto, por gentileza, não é permitido o uso de termos de contúdo chulo em nosso Blog.

    Administração Trilogia de Defesa

  132. grifo disse:

    Caro Justin Case, notável a sua mudança de opinião depois da confirmação que o Rafale tem bastante tecnologia americana.

    Troque “Rafale” por “Gripen NG”, e “Dassault” por “SAAB”, e este é exatamente o mesmo argumento que a SAAB tem feito para o Brasil. Vamos ver como funciona:

    1. Nenhum Gripen NG deixaria de voar ou de ser produzido como efeito do embargo.

    2. Obrigar à substituição por itens semelhantes apenas iria prejudicar a indústria americana, que deixaria de vender tais componentes e suprimentos.

    3. Atitude como essa não iria favorecer vendas americanas. Pelo contrário, iria empurrar seus possíveis clientes para a Rússia, a França, a Índia, a China…, todos fugindo da influência dos “embargadores”.

    4. A indústria americana ficaria absurdamente prejudicada com tal ação, pois empresas aeronáuticas importantes como Embraer, Dassault e outras buscariam outras fontes de equipamentos e componentes para seus novos projetos.

  133. Renato disse:

    Bem, no final das contas o que fica claro é que vamos ficar na mão dos americanos nos três casos.
    O F-18 é o que nos deixa mais expostos a pressão americana
    O Gripen, um pouco menos mais eles já comprovaram que não tem o menor problema em ferrar os suecos se for esse o caso.
    O Rafale, também vai sofrer, mas é o que menos sofre

    E os russos ou chineses que não sofrem desse tipo de problema.

  134. Edu Nicácio disse:

    E a “Transferência Irrestrita” cai por terra.

    No mais, se o Brasil quer mesmo algo 100% indpeendente dos EUA, tem dois caminhos:

    1 – Partir para encomendas na Ásia (Rússia e China)
    2 – Partir para desenvolvimento próprio e, daqui a 40 anos, talvez tenhamos algo como o Super Hornet

    Torço para que o FX-2 seja cancelado e o Brasil feche com o Su-35 + PAK-FA…

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