Promessa e realidade no combate BVR: abates com mísseis AIM-120 AMRAAM

Promessa e realidade no combate BVR: abates com mísseis AIM-120 AMRAAM

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Data Unidade Avião Piloto Arma Alvo País
27-Dec-92 USAF F-16D AIM-120A MiG-25PD IrAF 1
17-Jan-93 USAF F-16C AIM-120A MiG-29B IrAF 1
28-Feb-94 86FS/
526FW
F-16C 89-2137 B.Wright AIM-120A J-21 RVRS (Pesic KIA) 1
14-Apr-94 53FS/
52FW
F-15C E.Wickson AIM-120A UH-60A US Army 1
24-Mar-99 322 sqn
KLu
F-16A/MLU J-063 P.Tankink AIM-120A MiG-29 18106 127.lpe/JRViPVO (Milutinovic OK) 1
24-Mar-99 493EFS
/48FW
F-15C 86-0169 C.Rodriguez AIM-120C MiG-29 18112 127.lpe/JRViPVO (Arizanov OK) 1
24-Mar-99 493EFS
/48FW
F-15C 86-0159 M.Shower AIM-120C MiG-29 18111 127.lpe/JRViPVO (Nikolic OK) 3
26-Mar-99 493EFS
/48FW
F-15C 86-156 J.Hwang AIM-120C MiG-29 18113 127.lpe/JRViPVO (Radosavljevic KIA) 1
26-Mar-99 493EFS
/48FW
F-15C 86-156 J.Hwang AIM-120C MiG-29 18114 127.lpe/JRViPVO (Peric OK) 2
24-May-99 78EFS
/20FW
F-16C 91-0353 M.Geczy AIM-120C MiG-29 18109 127.lpe/JRViPVO (Pavlovic KIA) 1

Os EUA registraram até hoje 10 abates com mísseis AIM-120 AMRAAM, com capacidade BVR (Beyond Visual Range). Quatro desses abates, apesar do terem sido com o míssil, foram feitos dentro do alcance visual (WVR – Within Visual Range).

Foram necessários 13 mísseis para se obter somente 6 abates realmente BVR, o que dá uma PK de 0.46.

Além disso, é preciso ressaltar os seguintes pontos:

  • Os MiGs iraquianos não fizeram manobras defensivas e o jato sérvio J-21 não tinha radar nem ECM.
  • Um dos abates foi fratricida, contra um helicóptero UH-60 do US Army.
  • Os MiG-29 sérvios não tinham radares funcionando, nem ECM.
  • Nenhuma vítima tinha armamento BVR.
  • Na maioria dos casos havia superioridade numérica dos EUA.
  • 4 dos 5 pilotos dos MiG-29 sérvios sobreviveram aos abates.
  • Além dos abates citados na tabela, em 24 de março de 1999 um F-16AM da Dutch Air Force avariou um MiG-29 sérvio com um disparo de AIM-120A. Também na mesma data, outro MiG-29 foi engajado por dois ou mais caças americanos e conseguiu evadir-se de 3 mísseis AIM-120C disparados contra ele. Levando-se em conta os mísseis disparados nesses engajamentos, a PK do AIM-120 cai para 0.35.

FONTE: RAND – Air Combat Past, Present and Future, John Stillion e Scott Perdue, August 2008

23 COMMENTS

  1. Até ler esta série de artigos, nunca imaginei que o desempenho BVR fosse tão pífio. É mais força de disuasão do que desempenho por si.

    Fico imaginando como seria quando tivessem que enfrentar uma oposição “de verdade”.

  2. BVR vc prefere lutar tendo uma possibilidade de…? ou prefere lutar no visual com alguem que tem a possibilidade de BVR?

    Ngm gosta de ter o seu na reta…

  3. O que demonstra quen todo esse papo dos fãs dos norte americanos de que a Usaf é a maior maravilha do mundo, é tudo lorota. Se tivessem ido pra porrada com os russos teriam enfrentado um adversário de igual para igual e toda essa história da suposta superioridade tecnica ocidental iria para o lixo.
    O unico piloto bom que enfrentaram, esse servio, escapou de tres amraam ! E depois xingam os misseis russos.
    ” Nossa tecnologia é o máximo” . Ahã. Claro, enfrentando adversarios que sequer tem ECM com total superioridade aérea !!
    Grande teste !!

    A USAF NÃO PROVOU NADA ATÉ AGORA.

  4. Interessante a sua declaração Wagner, só que você esqueceu de uma coisa..

    Todos os conflitos com o Vietnã incluso, foram regidos mais ou menos na mesma forma..

    USAF/ IAF – Tecnologicamente superiores, mas com vetores caríssimos

    Discípulos da URSS – Tecnologia inferior, porém compensada com nros superiores e dada a reduzida necessidade da manutenção, alegada por viúvas da URSS, mais que compensariam a superioridade tecnológica dos americanos.

    Até hoje não vi esta superioridade…

    No Vietnã que todos consideram uma derrota, o Kill Ratio “mais comunista” que eu vi foi 3×1…

    Na Desert Storm e Allied Force.

    Os oponentes estavam sob embargo de componentes e por isto não tiveram as vitórias esperadas.

    Esta não é a filosofia russa tão cantada aos quatro ventos que os aparelhos russos são toscos, mas resistentes e que não precisam de manutenção especializada e isto garantiria uma alta disponibilidade e grandes nros de operação ?

    Tem um jornalista especializado aí, que fala que aviões russos podem utilizar parafusos comprados em lojas de ferragens e utilizar ferramental caseiro ahahahahahahaha

    Na hora do vamos ver, tomaram couro.

    Vamos para o caso da IAF…

    A turma de Jerusalém deita o cabelo há décadas nos árabes e utilizando material russo moderno e sem nenhum tipo de embargo.

    Seria por que o equipamento de exportação russo é tão degradado em relação ao utilizado internamente ?

    Os russos são os únicos a assumir que equipamentos para exportação são downgrade.

  5. as vitorias foram contra pilotos mal treinados sem uso de ecm a maioria voavam com os radares desligados naõ manobravam para tentar fugir do missel por isso é bom esse tipo de materia para exclarecer bém as coisas tirando um pouco o prestigio das vitorias americanas por isso mostrando que os misseis americanos naõ é muito o que se fala na midia e nos blogs por ai

  6. Lembrei-me do desempenho dos misseis russos no conflito etiopia!!

    Mas imagino que como seria o desempenho dessas armas, enfrentando ECM? Talvez tivessemos performance abaixo de 10%

  7. os misseis usado no conflito na etiopia eram ainda os velhos r-60 e bvr eram os r-27 alamo semi-ativo mas com maior alcance do que aim-7 sparrow mas queria ver os misseis americanos sendo usado contra alvos com bastante ecm naõ contra alvos como foi citado no blog voltando ao assunto o r-27 falhava muito também assim como os sparrow a relatos de falhas no aim-120 na servia….

  8. Esta não é a filosofia russa tão cantada aos quatro ventos que os aparelhos russos são toscos, mas resistentes e que não precisam de manutenção especializada e isto garantiria uma alta disponibilidade e grandes nros de operação ?

    Para os Mig21, sim. Mas para os Mig 29 e Su27, nunca se disse isso. se alguem disse falou besteira, fato é que os sukhoi do Chaves estao no chão…
    Essa ideia era mais da segunda guerra e ate o Brejnev, depois a propria Russia mudou de opiniao. E como hoje nem tem mais Migs 21 na defesa anti-aérea russa…

  9. “a usaf naõ é aquela mil maravilha”

    Nem é intenção da USAF ser …os EUA não utilizam apenas várias plataformas, eles utilizam vários sistemas perfeitamente integrados
    aliado a um excelente treinamento. Não há super trunfo.

    Em algumas ocasiões os próprios americanos se depararam com inferioridade técnica e numérica como no caso do Wildcat enfrentando o Zero, quando criou-se a “Thach Weave”, até hoje ensinada, ou seja, o material humano pode fazer a diferença.

  10. Lembrem-se que no Vietnam a US Air Force e a US Navy tiveram que repensar sua forma de combate ar-ar, inclusive por conta de insucessos frente aos manobráveis MiG-17 e velozes MiG-21.

    Vcs não assistiram Top Gun ??? 🙂

    Uma notável virtude das forças armadas anglo-saxônicas é a velocidade com que aprendem com o inimigo e corrigem seus erros em combate.

    Eles buscam ter sempre uma vantagem tecnológica, mas sabem que precisam ter o pessoal extremamente bem treinado para ter sucesso nas empreitadas militares.

    Aprenderam com a Dra. Experiência, cruel professora. 🙂

    Abç,
    Ivan, o Antigo.

  11. Uma ressalva interessante para o número de abates em “envelope BVR” é que a maioria das aeronaves abatidas fora do alcance visual ainda assim estavam a uma distância MUITO menor do alcance estimado dos mísseis…. Nenhum abate fugiu da barreira dos 40km e eu creio que esse dado é significativo para a análise da efetividade dos mísseis BVR.

  12. Na Guerra da Coréia a USAF quando os americanos confrontaram com pilotos russos diretamente, ou seja, com treinamento adequado não houve superioridade aérea, no Vietnã mesmo em vantagem numérica e técnica sofreram pesadas perdas, não se esqueçam que há desde a Coréia um acobertamento das perdas em combate por parte dos EUA, das quais alegam acidentes e abates por artilharia anti-aérea. Depois dessas guerras houve alguma força aérea que pudesse ao menos causar problemas para as forças americanas e de coalizão?

    No oriente a disparidade de treinamento dos Israelenses para seus pares sírios, libaneses e cia é muito grande a ponto haver questionamentos tal como a troca dos equipamentos com os mesmos resultados em favor da IAF, há também relatos que as forças de defesa de Israel também mascaram muitas de suas perdas como acidentes e relatos de pilotos árabes que abateram caças F-15 e F-16 de Israel, mas dirão que é mentira só quem fala a verdade são os israelenses.

    Há vários questionamentos por parte de especialistas no mundo, onde até hoje não se chegou a um consenso que em relação a abater e ser abatido, como exemplo, muitos vezes pilotos americanos alegavam abates na Guerra da Coréia decretavam vitória quando atingiam um caça norte-coreano, mas em mais de uma ocasião houve a retirada do combate pelo piloto coreano devido à avaria pelo fogo inimigo onde este retornava a base, havendo inclusive casos em que eram efetuados os devidos reparos e a aeronave era recuperada retornando ao campo de batalha posteriormente.

    No entanto, no Vietnã houve casos semelhantes para o lado americano e também outros casos onde os pilotos tentavam retornar e tinham que ejetar antes de chegar a base e quando conseguiam, ocorria perda total da aeronave devido a avarias pelo pouso ou mesmo pelo fogo inimigo, ocorreram também situações em que o piloto atingido morria logo após efetuar o pouso. Em todos estes casos, tantos as perdas de piloto e aeronave eram consideradas como perdas operacionais nas estatísticas não entravam como aeronaves e pilotos mortos pelo fogo inimigo.

  13. Corringindo um sábio…
    O combate BVR, na realidade, foi elaborado com o intuito de forçar manobras evasivas na força inimiga e não para abate no 1º disparo.

    Obs.: A palavra “FATRICIDA” está incorreta. O certo seria “FRATRICIDA”.

  14. Essa conclusão de PK de 0,46 é completamente equivocada. Foram disparados 13 mísseis para 10 abates, o que corresponde a um PK de 65% de sucesso (17 mísseis lançados e 11 abates). Não interessa se o míssil foi lançado contra um alvo BVR ou não.
    Sem falar que é comum em combate BVR serem disparados mais de um míssil, mesmo antes que se tenha confirmação do primeiro míssil lançado. Os russos, por exemplo, sempre lançam dois BVR, um guiado por radar e outro por IR. Será que de cara podemos afirmar que o PK dos mísseis BVR russos é de 0.50??? Eu acho que não, né???
    No caso, para se aferir o desempenho dos mísseis contra alvos BVR o artigo teria que especificar quais dos abates foram realizados além da distância visual, aí sim poderíamos saber quantos mísseis foram utilizados para um determinado resultado. E ainda restaria a dúvida de quais desses mísseis foram lançados de forma “redundante” ou com o “spoilers”.
    Na distância visual um míssil BVR geralmente está na NEZ e seria menos comum lançar dois mísseis, mas em distâncias BVR o lançamento de dois ou mais mísseis é mais provável.

    Quanto ao que foi citado no artigo:
    “-Os MiGs iraquianos não fizeram manobras defensivas e o jato sérvio J-21 não tinha radar nem ECM.
    -Um dos abates foi fatricida, contra um helicóptero UH-60 do US Army.
    -Os MiG-29 sérvios não tinham radares funcionando, nem ECM.
    -Nenhuma vítima tinha armamento BVR.
    -Na maioria dos casos havia superioridade numérica dos EUA.
    -4 dos 5 pilotos dos MiG-29 sérvios sobreviveram aos abates.”

    Esses pontos levantados são completamente irrelevantes para aferir o desempenho do Amraam ou a validade da doutrina de combate BVR.
    E ainda há de se lembrar que hoje estamos frente a outro paradigma do combate BVR, que inclui radar AESA, mísseis LRAAMs, mísseis com radares de varredura eletrônica, aeronaves stealth, supercruise, etc.

  15. Uma leitura “diferente” do artigo mostra que em 12 confrontos, 9 aeronaves foram abatidas com apenas um míssil, duas necessitaram de mais de um míssil e apenas uma se evadiu.
    Pra mim é um desempenho muito bom!
    Como não sabemos qual o cenário em que um MiG 29 se evadiu de 3 AIM-120C (engraçado que quando o artigo cita que MiGs 29 foram atingidos eles fazem questão de dizer que ele não manobrou ou não tinha ECM) podemos imaginar que tenha sido na distância BVR (teria sido de dia ou de noite??) e que o piloto deve ter sido alertado do ataque iminente e implementado manobra evasiva e lançamento de chaffs. Depois de se saber sob ataque fica difícil um AIM-120C atingir o alvo se estiver fora da NEZ, já que o caça estaria manobrando.
    O combate BVR prioriza a surpresa e quem vê primeiro e atira primeiro está em vantagem.
    Hoje, há mísseis LRAAMs com NEZ ampliada e alta capacidade de manobra terminal e mesmo o alvo sendo alertado e implementando manobras evasivas fica difícil escapar do míssil somente manobrando.
    Também os novos mísseis BVR estão ficando imunes a chaffs e quando usam ECM ativa eles mudam para o modo passivo (HOJ).
    Não tem nada de engodo no combate BVR não. Muito pelo contrário!

  16. E isso de combate BVR não é nada demais. Todo mundo acha os mísseis russos S-300 e S-400 a coisa mais fantástica que existe depois das pirâmides do Egito. Ora, o que esses mísseis fazem se não combate BVR? Se não serve pra caças também não serve para esses mísseis russos com “centenas” de quilômetros.
    Um míssil BVR não é nada mais nada menos que um míssil de longo alcance só que em vez de ser lançado da superfície é lançado do ar, por um caça, e por já estar no ar a milhares de metros de altitude a a centenas de quilômetros por hora ele pode se dar ao luxo de ser menor e mais leve que os mísseis com mesmo alcance lançados da superfície. Por exemplo, um míssil com 100 km de alcance lançado de terra em geral pesa mais de 500 kg, enquanto um lançado de um caça pesa menos de 200 kg.
    Afirmar que combate BVR é lorota de americano é afirmar que mísseis S-400 é lorota de russo.

  17. Os Misseis evoluiram demais deste a guerra do vietnam.alias evoluiram já nas guerras das Malvinas aonde a argentina perdeu dezenas de caças e em cada ano vamos incorporando mais elementos tecnologicos Hoje tem missel que manobra 60,100gs a tecnologia hoje está mais que madura.Isto sempre forçará os cientistas a buscar engodos e defesa contra eles e Penso que o Brasil entrou para esse seleto grupo ter essa capacidade com novos aviões vai impor respeito.

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