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Kfir paisano

O Kfir continua operando nos EUA, mas só que agora voando pela empresa ATAC (Airborne Tactical Advantage).

A companhia ATAC começou a operar em 1997 provendo treinamento e voos de testes para a US Navy.

A ATAC presta serviço para a US Navy, US Air Force e Air National Guard, como “agressora”. A empresa possui 6 jatos F-21 Kfir e dois F-35 Draken. A ATAC também presta serviço para forças militares de outros países.

Os jatos da ATAC estão certificados para operar pods TACTS/ACMI e LATR GPS, simuladores AST-6 e pods “jammeadores” ALQ-167.

A ATAC é especializada em missões de ataque eletrônico com “jammers”, podendo realizar missões com múltiplas aeronaves, inclusive contra navios, para testes de sistemas defensivos.

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A afirmação é do presidente da Dassault, Charles Edelstenne

O site Defense News publicou declarações do presidente da Dassault Aviation Charles Edelstenne, afirmando que os cortes de 3,5 bilhões de euros no orçamento militar francês deverão afetar toda a indústria francesa. Para Edelstenne, “ninguém será poupado”, e a principal preocupação é com cortes potenciais em pesquisa e tecnologia. As declarações foram feitas em coletiva de imprensa realizada no último dia 29 de julho, quando a empresa apresentou seus resultados financeiros do primeiro semestre, dentre os quais destacou-se o crescimento de 37% do lucro.

“Meu único medo é que a pesquisa e tecnologia sejam sacrificadas”, disse o executivo, acrescentando que o futuro corre risco de ser hipotecado pelas questões de curto e médio prazos. Ele também afirmou que, atualmente, os investimentos em pesquisa e tecnologia são de 700 milhões de euros anuais, tendo caído em relação aos níveis de 20 anos atrás.

Os detalhes sobre os cortes no orçamento de defesa francês deverão ser revelados em setembro ou outubro, segundo a Dassault. Para Edelstenne, os cortes nos orçamentos britânicos e franceses “poderão e deverão” funcionar como um catalizador para maior cooperação entre as duas nações. Ele citou o fato dos países estarem cooperando em um projeto de VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) de média altitude e grande autonomia.

Sobre a produção do Rafale, que atualmente é montado na cadência mínima de 11 por ano (em comparação às 2,5 unidades por mês planejada inicialmente), o executivo afirmou que, se a cadência cair ainda mais, a indústria seria afetada. A empresa entregou cinco caças Rafale no primeiro semestre deste ano, comparado a sete entregues no mesmo período do ano passado.

Acrescenta-se o fato de que a Dassault é credora de 200 milhões de euros em pagamentos atrasados do Ministério da Defesa Francês, devido a problemas relacionados a um novo software que gerencia pagamentos governamentais.

FONTE: Defensenews FOTO DO ALTO: Armée de l’air

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A Arábia Saudita é uma das nações que pode beneficiar-se da política de defesa da administração Obama para o Oriente Médio. A atual administração dos EUA busca formas de melhorar as capacidades militares dos seus aliados naquela região.

Segundo informado pelo noticiário do Jane’s, existem negociações para fornecer à Real Força Aérea da Arábia Saudita 84 novos F-15 (possivelmente da versão ‘Silent Eagle’), além da atualização de outros 72 exemplares mais antigos pertencentes ao país.

Estima-se que a Arábia Saudita tenha atualmente aproximadamente 160 caças F-15 (todos os modelos). Caso ocorra a confirmação desta compra, o total subirá para mais de 240 aeronaves, colocando o país à frente do Japão (que conta com pouco mais de 200 exemplares) e tornando-se o segundo maior operador de F-15 no mundo, perdendo apenas para a própria USAF (que tem mais de 600 F-15). Mas também existe a possibilidade de um determinado número de células mais antigas, e que não forem modernizadas, serem substituídas parcialmente pelos novos Eurofighter Typhoon.

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No ar, os ‘Kfir’ da Colômbia

Fotos feitas no dia 20 de julho, nas comemorações dos 200 anos da Independência da Colômbia.

Em 1989, um acordo entre a Colômbia e Israel resultou na aquisição de 12 jatos ex-IAF Kfir C.2 e um TC.2, que foram entregues às Força Aérea Colombiana em 1989-1990. Os aviões foram utilizados largamente em operações de ataque ao solo contra terroristas colombianos.

Em fevereiro de 2008, a Colômbia assinou um novo acordo com Israel, para aquisição de 24 jatos adicionais Kfir. Estima-se que estas aeronaves são do modelo C.10.

Em junho de 2009, a IAI entregou o primeiro lote de Kfir modernizados, como parte de um contrato de US$ 150 milhões para a atualização de toda a frota de Kfir, no padrão C.10 e C.12.

O Kfir é uma cópia israelense não licenciada do Dassault Mirage 5, com muitas melhorias, aviônica israelense e motor americano General Electric J79. O Kfir chegou a ser usado como Aggressor pela Marinha dos EUA e Fuzileiros, de 1985 a 1989.

Por causa do motor americano, toda venda de Kfir tem que ter aprovação dos EUA. O jato foi exportado para a Colômbia, Equador e Sri Lanka. O Brasil quase comprou o jato também como “caça-tampão” quando os Mirage III foram desativados.

Há quem diga que eles seriam uma solução muito melhor que os Mirage 2000C que foram comprados da França.

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JF-17 e armas chinesas no Farnborough Air Show

O caça leve Chengdu Aerospace Company (CAC) JF-17 Thunder / FC-1 fez sua primeira aparição no Farnborough Air Show, armado até os dentes com armas e sensores chineses.

Nas fotos, aparecem o míssil ar-ar BVR SD-10A (“Sino-AMRAAM”), o míssil antinavio C-802A, a bomba planadora LS-6 guiada por GPS/INS e um pod designador eletroótico WMD-7.

O JF-17 atraiu a atenção de vários países, pois é uma alternativa mais custo-efetiva, comparado a caças ocidentais similares.

Os paquistaneses informaram que o míssil anti-radiação brasileiro Mectron MAR-1 também está sendo integrado à aeronave.

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‘Lambendo o chão’

Próximo ao horário do por-do-sol um EMB-326 Xavante do GEEV decolou da Academia da Força Aérea durante o Domingo Aéreo de 2010. A aeronave, após recolher o trem, nivelou a apenas alguns metros do solo ao longo dos últimos dois terços da pista.

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F-X2: cada um escreve o que achar melhor

Duas reportagens publicadas em dois grandes jornais do país no mesmo dia mostram visões completamente distintas para a decisão final

Jobim prepara anúncio do Rafale

Viviane Vaz

Desde 15 de julho um dia depois da festa nacional da Queda da Bastilha , os franceses comemoram antecipadamente a compra de 36 caças Rafale para a Força Aérea Brasileira (FAB), supostamente ratificada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Ministério da Defesa informou à reportagem que a exposição de motivos técnicos e políticos pelo ministro Nelson Jobim deve sair nos próximos dias. O relatório, segundo adiantado no fim de junho pelo Correio e pelo site Inforel (especializado em notícias internacionais), resume em 40 páginas as mais de 20 mil geradas em documentos dos comandos da FAB e da Marinha sobre a compra dos caças. Com o Rafale, a francesa Dassault lideraria a preferência sobre o F/A-18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Gripen NG, da sueca Saab, depois de uma alteração com base na nova Estratégia Nacional de Defesa (END), que mudou os pesos da avaliação e deu mais valor à transferência de tecnologia, reduzindo a importância dos custos de aquisição e manutenção da aeronave.

Também há rumores de que Lula já estaria estudando o relatório desde maio e junho.

Espero tranquila e serenamente, o anúncio ou a declaração do presidente Lula prevista para o mês de julho, declarou o ministro francês da Defesa, Hervé Morin, ao canal de TV LCI, em meados do mês passado. O Brasil é um sócio estratégico maior e decidiu refazer seu exército com a indústria francesa, anunciou ainda o ministro.

Luis Alexandre Fuccille, pesquisador da Facamp, pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp, considera que a confirmação do Rafale seria uma boa decisão. Esse projeto vem sendo postergado há muito tempo, desde o governo do presidente Fernando Henrique, que acabou deixando para Lula, e estamos no fim do governo Lula sem nenhuma decisão tomada sobre um projeto que é para ontem importantíssimo para a defesa da nossa independência e soberania nacional e, sobretudo, para esse maior protagonismo que o Brasil busca na cena internacional, analisa Luis Alexandre.

Meu único senão seria talvez com relação à conveniência de uma decisão tão importante faltando menos de seis meses para o fim do mandato, aponta o pesquisador, pois a conta e as implicações ficarão para o governo seguinte. Teria sido desejável que tivesse sido antes.

Enquanto os franceses comemoram a decisão do governo brasileiro pelo Rafale e sua parceria estratégica, os suecos comemoram este mês um ano de trabalho com a indústria brasileira. “Estamos há um ano projetando com empresas brasileiras a fuselagem, intermediária, traseira, parte das asas e portas do trem de pouso para o Grippen Mundial”, diz Begt Janer, da assessoria assessoria da SAAB.

Bateu asas e voou

E os novos caças da FAB, hein? Estão voando por aí, ninguém sabe, ninguém viu.

Eliane Cantanhêde

Lula anunciou a escolha do Rafale francês em 7 de Setembro de 2009, antes do relatório oficial da Aeronáutica sobre preços, logística, qualidades técnicas, transferência de tecnologia e coisas assim. Dado o vexame, voltou atrás.

Quando o relatório ficou pronto, foi aprovado pelo Alto Comando da FAB no dia 18 de dezembro e enviado por ofício a Nelson Jobim em 5 de janeiro. Criou-se o impasse: o Rafale ficou em último lugar, atrás do Gripen NG sueco (em primeiro) e do F-18 americano (em segundo). E Jobim passou a fazer um relatório paralelo, resumindo as mais de 2.000 páginas em meia centena, para mostrar, por “a” mais “b”, que o Rafale era melhor.

Em todo esse tempo, há inúmeras declarações do ministro e de outras autoridades brasileiras anunciando a escolha oficial do vencedor para daí a algumas semanas, ou dias. Até agora, nada.

Jobim perdeu um momento espetacular para divulgar o resultado: a combinação de Copa do Mundo com recesso parlamentar, quando só se criticava o Dunga e a vuvuzela. Quem iria gritar contra se fosse o Rafale, o Gripen, ou o F-18? Agora, no meio da eleição, fica tudo muito mais complicado. Qualquer anúncio que Lula faça, ganhe quem ganhar, irá fatalmente dar munição para a oposição.

É provável que o presidente tenha considerado os riscos de optar pelo francês entre a Copa e a eleição e/ou tenha se aborrecido com o aliado Nicolas Sarkozy, que lhe puxou o tapete na negociação do acordo nuclear com o Irã.

O fato é que o projeto FX-2 (dos caças) bateu asas e voou. Possivelmente, até passar a eleição.

FONTE: Correio Braziliense e Folha de São Paulo, via Notimp

NOTA DO BLOG: as duas reportagens tratam do mesmo assunto, mas abordam visões totalmente antagônicas. Agora cabe ao leitor optar por uma ou por outra.

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Segundo a empresa os programas do A-1M e da modernização do A-4 seguem conforme cronograma

O mercado de Defesa apresenta um cenário favorável de crescimento, com uma série de campanhas em andamento nos mercados de transporte de autoridades, treinamento e ataque leve, sistemas de inteligência, vigilância e reconhecimento, modernização de aeronaves, transporte militar, além de sistemas e serviços. A participação deste segmento na Receita líquida da empresa cresceu no 2T10 atingindo 13,0%, contra 6,9% no 2T09.

Com relação aos programas de modernização, as campanhas de ensaio do primeiro protótipo do AMX para o programa A-1M continuam em andamento conforme cronograma. O primeiro avião A-4 da Marinha Brasileira para o projeto de modernização está sendo modificado de acordo com o planejado, na planta de Gavião Peixoto, interior de São Paulo. O Programa AEW Índia também continua em desenvolvimento e, em junho, ocorreu a junção da fuselagem da segunda aeronave das três compradas.

A Embraer entregou neste segundo trimestre as últimas cinco aeronaves Super Tucano para a Força Aérea Chilena, totalizando 12 aeronaves entregues. Neste mesmo período, foram entregues também aeronaves do mesmo tipo para as Forças Aéreas Brasileira e Equatoriana.

A fase de estudos preliminares do KC-390 foi recentemente concluída com sucesso e dentro do prazo. “O desenvolvimento do KC-390 segue conforme cronograma, e o primeiro voo está planejado para 2014. As campanhas mais importantes de ensaios em túnel de vento foram concluídas e estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos”, disse Orlando Jose Ferreira Neto, Vice-Presidente Executivo para o Mercado de Defesa. Em julho de 2010, a Força Aérea Brasileira anunciou a intenção de comprar 28 aeronaves.

FONTE/FOTO: Embraer

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Embraer mostra saúde financeira

A Embraer divulgou hoje os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2010 (2T10). A receita líquida atingiu R$ 2,44 bilhões e o lucro líquido foi de R$ 102 milhões. A geração de caixa proveniente das atividades operacionais
foi um dos destaques do período e totalizou R$ 634 milhões, contribuindo para o crescimento da posição de caixa líquido para R$ 1,18 bilhão em 30 de junho. Vale lembrar que esta é a primeira demonstração financeira da Embraer apresentada segundo as normas IFRS (International Financial Reporting Standard), padrão contábil internacional atualmente adotado pela Empresa no Brasil.

A recuperação do mercado, que vem ocorrendo desde o início do ano, tem apresentado oportunidades para a Embraer, principalmente na aviação comercial, algumas delas resultando em novos negócios. Com isso, a Empresa revisou, segundo as normas contábeis US GAAP, as estimativas de receita anual (de US$ 5 bilhões para US$ 5,25 bilhões) e de margem operacional (de 6% para 6,5%) para 2010.

Ao longo do trimestre, a Embraer entregou 69 aviões, sendo 29 jatos para o mercado de aviação comercial e 40 para o de aviação executiva. No mesmo período do ano anterior, foram entregues um total de 56 aeronaves, sendo 35 comerciais, 19 executivas e duas para o mercado de defesa. O valor da carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) encerrou o 2T10 com US$ 15,2 bilhões, o que é equivalente a 3 anos da receita anual atual projetada.

A queda da receita líquida em relação aos R$ 3,03 bilhões registrados no segundo trimestre de 2009 (2T09) deve-se principalmente a dois fatores: a diversidade dos produtos entregados e a valorização de 18,3% da moeda brasileira em relação ao dólar norte-americano. O segmento de aviação comercial respondeu por 61% das receitas do 2T10. A aviação executiva representou 14,4% e o segmento de defesa 13%.

A variação cambial sobre os ativos em dólar gerou a contabilização de uma despesa com impostos diferidos no 2T10, afetando o lucro líquido do período. No 2T09, houve uma receita com impostos devido ao mesmo motivo.

A forte geração de caixa das atividades operacionais mostrou o aumento da eficiência da atividade industrial. O caixa líquido subiu de R$ 791 milhões no 1T10 para R$ 1,18 bilhão no 2T10, decorrente principalmente do resultado financeiro obtido no período e da melhoria de alguns processos operacionais, que resultaram na redução do estoque e no aumento das contas a pagar.

O endividamento total foi reduzido para R$ 2,74 bilhões, devido ao pagamento das dívidas decurto prazo com vencimento no período. Assim, o prazo médio da dívida se elevou de 5 para 5,8 anos. Tais números demonstram a saúde financeira da Empresa e os resultados provenientes dos programas de controle de qualidade e gestão empresarial.

FONTE: Embraer

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MMRCA: só mais um chute?

Um participante do fórum de discussão do site Pakistan Defense disse ter informações privilegiadas sobre os caças que foram eliminados na concorrência indiana MMRCA. Segundo ele, jornalistas e especialistas de defesa asiáticos montaram a seguinte lista:

Eliminados:

  • Saab Gripen NG
  • Dassault Rafale
  • Lockheed Martim F-16I

Melhor posicionados:

  • Boeing F/A-18 Super Hornet
  • MiG-35

Foram levantadas dúvidas sobre o Eurofighter Typhoon e o seu programa fragmentado por diversos países europeus.

O comentário ainda encerra com a possibilidade da encomenda passar para 144 aeronaves.

FONTE: Pakistan Defese

NOTA DO BLOG: essa pode ser apenas mais uma informação destes “insiders” que dizem saber tudo e não acertam uma. Mas o que realmente poderia mudar para o Brasil caso o Rafale, o Gripen e também o Super Hornet não entrassem para a “short-list” do MMRCA?

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Demonstração do Gripen para a FAB

Nas fotos, um grupo de oficiais da FAB assiste a uma demonstração operacional do caça Gripen, no Esquadrão F17 da Força Aérea Sueca, no dia 7.04.2009.

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Super Hornet para a Royal Navy?

A possibilidade da Marinha do Reino Unido comprar caças Super Hornet da Boeing ao invés de adquirir o F-35 da Lockheed pode gerar uma economia de 10 bilhões de libras esterlinas. Leia e comente sobre esta matéria no site do Poder Naval.

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Graças ao emprego de materiais compostos, o Gripen tem metade do peso do Viggen, mas leva a mesma carga de armamentos

Em 3 de junho de 1992, o Parlamento Sueco concedeu à FMV a aprovação para a encomenda do segundo lote de caças Gripen, de 110 aeronaves, incluindo o desenvolvimento e produção de 14 aeronaves biplace JAS 39B.

O segundo lote de Gripen era equipado com aviônicos atualizados e novo hardware no sistema de controle de voo. Os dois processadores dos displays do cockpit foram combinados numa só unidade. Os Gripen do segundo lote também tinham provisão para o novo sistema de comunicação tático TARAS que foi introduzido na Força Aérea Sueca na virada do século.

Em 16 de junho de 1997, um terceiro lote de Gripen foi encomendado, sendo 50 monoplaces e 14 biplaces, aumentando o número total de aeronaves para 204.

Um segundo contrato foi assinado em separado em 1997, para o desenvolvimento e introdução de um nova APU (Auxiliary Power Unit). Novos requisitos ambientais e de ruído foram a razão do desenvolvimento, bem como a redução de custos de manutenção.

A nova unidade foi introduzida nas novas aeronaves em produção e também retroativamente nas aeronaves já produzidas. A nova APU também é conhecida como APESS (Auxiliary Power and Engine Starting System).

Modificações nas aeronaves já entregues

Como resultado do desenvolvimento posterior da nova APU e de outros sistemas, a Força Aérea Sueca decidiu modificar toda a frota de Gripen, também com o objetivo de tornar a manutenção mais racional.

Modificar as 140 aeronaves já entregues para o padrão do lote 3 seria muito custoso, então decidiu-se modificar as últimas 20 aeronaves do lote 2 para o padrão do terceiro lote.Três pacotes de modificações foram definidos para as aeronaves já entregues, e foram gradualmente incorporados.

As primeiras 120 aeronaves (incluindo 14 biplaces) foram designados JAS 39A e JAS39B. As demais 84 aeronaves (14 biplaces) foram designadas JAS 39C e JAS 39D.

Gripen de exportação

Planos de exportação do Gripen não existiam quando ele foi concebido. Mas como o desenvolvimento da aeronave foi se tornando conhecido através da mídia e dos parceiros internacionais, pedidos de demonstração da aeronave surgiram.

Em 1995, foi assinado um acordo entre a Saab e a British Aerospace para o desenvolvimento e marketing de uma versão de exportação do Gripen. Vários acordos foram assinados para tornar o Gripen tanto um produto britânico como sueco para o mercado de exportação.

A British Aerospace contribuiu com sua experiência de adaptação de aeronaves ao padrão OTAN e o conhecimento de operação de aeronaves em clima tropical e desértico.

Em 1996, o ECGD (Export Credit Guarantees Department) do Reino Unido assinou um acordo com o EKN sueco (Swedish Export Credits Guarantee Board) e SEK (AB Svensk Exportkredit), para as garantias de exportação e financiamento do Gripen.

O Gripen de exportação é caracterizado pelas seguintes mudanças:

  • Toda a instrumentação do cockpit em padrão inglês
  • Conexões de combustível e pilones de armamento em padrão OTAN
  • Sonda de reabastecimento em voo
  • Adição de sistema OBOGS (On Board Oxygen Generating System)
  • Sistema de displays de cockpit em cores – o Gripen foi primeiro caça qualificado para operar sem mostradores analógicos
  • Célula e sistemas adaptados para climas quentes, com sistema de refrigeração melhorado para piloto e computadores
  • Novo sistema de rádio CDL 39 (comunicação e data link) compatível com rádios da OTAN
  • IFF da OTAN e ILS

As versões C e D da Força Aérea Sueca são muito semelhantes às versões de exportação, com apenas algumas diferenças devido a questões específicas do cliente.

Uma aeronave inteligente

O layout aerodinâmico do Gripen combina asa delta com canard, com 20% da célula feita de compostos de fibra de carbono.

A performance do caça foi direcionada inicialmente para missões de interceptação, com foco em velocidade, aceleração e taxa de giro. O Gripen tem um sistema de controle de voo totalmente computadorizado (fly-by-wire), combinado com configuração canard-delta e estabilidade relaxada.

São cerca de 40 computadores que controlam cada momento do voo, bem como auxiliam o piloto com os controles, navegação e cálculo de tiro, rastreamento da situação operacional da aeronave, necessidade de reparos etc.

Isto dá ao avião uma excepcional capacidade de “dogfight”, além da capacidade BVR.

O canard é usado como freio aerodinâmico no pouso, dando ótima capacidade de pouso curto, sem a necessidade de reversor de empuxo.

O Gripen também foi projetado para facilitar a manutenção e o preparo para as missões. Em tempo de guerra, um grupo de conscritos comandados por um oficial pode fazer o turn-around em 10 a 15 minutos (dependendo da missão e armamento), rearmá-lo e realizar os cheques necessários.

Sistemas embutidos de auto-teste e LRUs (Line Replaceable Units) reduzem o tempo requerido para manutenção. A APU reduz o tempo de reação e a dependência de equipamentos externos de energia.

O motor é o General Electric F404 (o mesmo do F-18 e F-20), produzido sob licença pela Volvo e designado RM12. O empuxo de aproximadamente 8 toneladas quase equivale à massa da aeronave.

O armamento fixo é um canhão Mauser de 27mm. Dois mísseis ar-ar infravermelhos podem er levados nas pontas das asas e, além disso, o Gripen pode levar uma variada gama de armas sob as asas e fuselagem, incuindo mísseis Rb 75 Maverick, Saab RBS 15F antinavio e pods de reconhecimento, entre outros. Em 1994, também foi decidido integrar o míssil AMRAAM ao Gripen.

Um caça internacional

Muitos componentes, equipamentos e subsistemas do Gripen foram buscados no mercado internacional, como o motor, assento ejetável, trem de pouso, sistemas de controle, sistema de combustível, sistema hidráulico, controle ambiental e alguns aviônicos.

O objetivo do Projeto Gripen de usar sistemas do mercado internacional foi adquirir os componentes por compra competitiva. Desta forma, garantiu-se o preço mais baixo e quebrou-se a espiral de custos.

As Forças Aéreas Tcheca e Húngara foram as primeiras clientes de exportação do Gripen e atualmente cada força opera 14 aeronaves (incluindo dois biplaces)  em forma de leasing, com opção de compra.

As entregas para a Força Aérea da África do Sul (26 caças, incluindo 9 biplaces) começaram em abril de 2008. Até junho de 2010, 15 aeronaves (9 biplaces) já haviam sido entregues.

O Gripen também foi comprado pela Royal Thai Air Force: (6 aeronaves, 4 biplaces). A Empire Test Pilots’ School (ETPS) também usa o Gripen como treinador de pilotos de teste.

CONTINUA EM PRÓXIMO POST…

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BATE-PAPO ONLINE: converse com outros leitores sobre esse e outros assuntos no ‘Xat’ do Poder Aéreo, clicando aqui.

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Não dá

O caça de fabricação russa Sukoi Su-30 é demasiadamente grande para os hangaretes da FAB. A aeronave possui mais de 15 metros de envergadura e os hangaretes padrão possuem um vão livre perto de 16 metros entre os pilares. A diferença é muito pequena para garantir um mínimo de segurança.

Se a FAB escolhesse o Su-30 teria que demolir os hangaretes existentes por todo o país e construir novos com dimensões maiores. Vejam nas fotos abaixo como sobra espaço no caso dos atuais caças da FAB.

 

A decolagem mais concorrida do domingo

Após ver sanada uma pequena pane, que causou o atraso da partida do F-2000 para Anápolis, o público presente ao Domingo Aéreo na AFA pôde sentir a potência do motor M53.

Foi a apresentação mais concorrida do dia. Dezenas de aspirantes e cadetes da AFA aproximaram-se da pista de táxi para assistir à decolagem do FAB 4948.

FOTOS: Guilherme Poggio/Poder Aéreo

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Quando o Capitão Honorio preparava-se para a sua saída, foi notado que o pneu da bequilha estava murcho. O FAB 4860 permaneceu no solo e o outro F-5 do elemento (FAB 4867) partiu para casa. Não sem antes abrir o PC e fazer a alegria do grande público que compareceu ao Domingo Aéreo da Academia da Força Aérea.

Corre daqui, corre dali e um novo pneu chega de Santa Cruz. Mas o sol já havia se posto e os sargentos tiveram que trabalhar no início da noite para que o capitão Honorio pudesse “jantar em casa”.

Nada que uma chave de roda, um macaco e muitos curiosos por perto não pudesse resolver.

E lá estava o novo pneu brilhando na bequilha do 4860. “Em vinte minutos eu chego em casa”, comentou o capitão Honorio.

E assim o FAB 4860 partiu para Santa Cruz num belíssimo espetáculo noturno, com direito a passagem baixa (‘pero no mucho’) e PC na escuridão.

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