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‘Sea Gripen’ só para exportação

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A versão embarcada do Gripen NG, conhecida como ‘Sea Gripen’, só será desenvolvida caso um dos possíveis clientes externos tenha interesse. Nenhuma das Forças Armadas da Suécia possui interesse no modelo.

11 COMMENTS

  1. Acho que a MB, deve estar pensando
    “E hora da gente entrar nessa”
    A FAB ajuda a desenvolver o seu ou melhor o nosso de 5ª G e todos saem ganhando.

  2. E com o quê a Suécia equipará seus porta-aviões ?!?!?!? rsrsrsrsrsrsr!!!

    E justamente pela Suécia não contar com este tipo de embarcação é que se transformará no principal argumento dos Rafaletes contra essa versão.

    Por isso que o consórcio é interessante. A SAAB pode acabar de desenvolver esse projeto adquirindo know-how. Já dominam o de pouso e decolagem em pistas curtas/curtíssimas e com Brasil e Índia tendo porta-aviões em suas marinhas terão o que precisam para o desenvolvmento/testes.

  3. Eu tenho algumas dúvidas quanto à viabilidade do Sea Gripen, derivado do NG, a depender de encomendas que não poderiam ser muito distantes de clientes como a MB e a Marinha Indiana. Mesmo que Brasil e Índia escolhessem o NG em suas Forças Aéreas, não sei se o timing é o ideal para suas marinhas. Daí a clareza da ressalva da Saab quando fala de sua viabilidade depender desse interesse, para bom entendedor.

    A MB, na minha opinião, não precisa de um Sea Gripen no curto prazo e, entre suas prioridades, não creio que está a alocação de recursos para custear seu desenvolvimento para recebê-lo a médio prazo. A MB tem outras prioridades bem custosas nesse meio tempo.

    Sinceramente, minha “solução ideal” para o F-X2 passa por uma visão um pouco mais global envolvendo FAB e MB. Pode parecer viagem, mas penso assim, de maneira prática:

    O NG seria, a meu ver, um ótimo caça para a FAB.

    O F-18 SH seria um ótimo caça para a MB substituir seus A-4 modernizados, não agora, mas daqui a 10 ou 15 anos, já pensando em operação a partir de um novo NAe. Um caça naval do radar à tubeira, já desenvolvido e comprovado e ainda a espinha dorsal da USN.

    A FAB poderia receber 36 SH entre 2013 e 14 (pra que esperar?), metade para os Jaguares na BAAN, metade para os Pampas na BACO.

    A indústria aeronáutica brasileira poderia desenvolver o NG perfeitamente adaptado às necessidades da FAB, botando realmente a mão na massa. Para receber a partir de 2015, em lotes sucessivos equipando outros esquadrões, sem pressa, atendendo às necessidades de baixas dos F-5EM e dos A-1M.

    Dez anos depois de receberem os SH, os Jaguares e Pampas os repassariam à MB, recebendo NGs dos últimos lotes produzidos no lugar.

    E, com bastante prazo, um novo caça, de quinta geração, concebido para ter também versão naval, seria pensado para equipar ambas as forças gradualmente, complementando os NGs na FAB (e beeeem mais para o futuro, substituindo-os) e substituindo os F-18 SH na MB, se a concepção dessa versão naval realmente valesse a pena.

    Se não valesse, há uma boa opção de quinta geração naval em desenvolvimento hoje que seria interessante e estaria bem madura por volta dessa época (podendo complementar ao invés de substituir os SH que prometem ter vida longa, como estará acontecendo numa certa marinha…). Aliás, isso também vale para a FAB: o futuro dirá o que será realmente melhor, desenvolver do início um quinta geração, desenvolver a adaptação de um quinta geração às nossas necessidades, comprar de prateleira etc. Embora exista claramente (acho que até está na END, se não me engano, ou em algum outro documento do MD) a menção ao desenvolvimento de um quinta geração linkado ao F-X2.

    Minha solução ideal, embora um tanto heterodoxa.

  4. Belo planejamento, Nunão 🙂

    Na minha visão para a MB, teria de ser o F-35C, ou PAKFA marinizado.
    Para a FAB, Gripen NG agora e abertura do FX-3:

    F-35A -> manutenção full+integração de armas
    PAKFA -> manutenção full+integração de armas
    Caça 5ª geração BR -> design, desenvolvimento e produção compartilhados com alguma empresa Européia, ou Sulcoreana(que tb tem um projeto de 5ª geração)

    []’s

  5. Nunão, sua análise passa pela resposta a algumas perguntas:

    1. Pra que NAe? Não seria melhor operar aviação naval de bases em terra, considerando-se que o Brasil não tem ambições expedicionárias e nem porções de terra a defender longe do continente?

    2. Se é necessário um NAe, não seria melhor operar aeronaves STOVL (F-35B)? Num NAe menor, multipropósito, sem catapulta, etc?

    3. Se formos investir num 5a ger STOVL estrangeiro, porque não padronizar a aviação naval com a frota da FAB (F-35A) já com um projeto de 5a ger direto, que poderá ser entregue em 2020 (considerando-se que não temos ameaças palpáveis até lá)?

    Se fosse séria essa história de intregração, o canal era padronizar tudo no F-35, porque o Brasil não terá outro NAe após o SP aposentar: não existem mais NAes convencionais à venda, ninguém nos venderá um NAe nuclear, e não temos capacidade nem vontade política para construir nem um, nem outro.

    Sds.

    • Vader,

      As perguntas são pertinentes mas as respostas já foram dadas ao longo dos últimos anos pelos acontecimentos relacionados à própria MB e ao MD, e até envolvendo a FAB naquela velha conversa Saito / Jobin sobre o F-35… (não estou dizendo que seus questionamentos não sejam necessários – é imprescindível a postura de questionar decisões)

      Quanto à 1, a MB vê a necessidade de um NAe e aviação de asa fixa embarcada, por diversos motivos que estão em várias matérias fáceis de encontrar no Poder Naval (buscar por temas como reequipamento etc, especialmente em matérias em que houve colaboração de oficiais da MB). Concordo com boa parte desses motivos explicitados (embora eles escondam alguns eufemismos implícitos, na minha opinião, bem ao estilo japonês para não ferir brios de vizinhos com o real emprego de um NAe – não que eu não concorde com o que está implícito).

      Sobre a 2, a própria END (se não me engano) dá a deixa para NAe multipropósito, mas isso pode esconder um verdadeiro saco de gatos, também no bom e velho estilo japonês de nomes e designações etc.

      3 e demais – F-35 a partir de 2020 deverá ter uma fila mais manejável para exportações, de fato. Mas sua viabilização para a FAB foi posta de lado lá atrás. Não vejo caças como F-35 e outros furtivos, para nosso TO atual e do médio prazo, como solução de padronização total, e sim como possibilidade para composições, mix. Quem sabe no longo prazo uma padronização, se for viável e necessária. E não consigo ver a MB sair de A-4 para F-35 B ou C, mesmo a partir de 2020, com tantas outras prioridades. Mas estou ficando mais velho e meio míope, pode ser um problema meu mesmo…

      Uma chave para entender as decisões sobre esse futuro, de FAB, MB, MD, END e tudo isso é pensar em passos e prazos curtos, médios, longos, e no que não pode ser perdido de conhecimento (mesmo parcial ou não aproveitado plenamente – estou falando de aviação embarcada e NAe) hoje, de modo a gerar uma elipse difícil de ser resolvida mais tarde, quando for realmente necessário. Negação de mar hoje, controle de área marítima amanhã, projeção de poder depois de amanhã. Pode-se fazer a adaptação do pensamento para a FAB também…

      Saudações!
      Nunão

  6. O Brasil está fechando um acordo com Portugal para desernvolver e construir para nós,se não me engano,dois LHD,não com o que a MB pretende equipá-los,porém não quero crer que serão apenas com helicópteros…

  7. Deveriamos dividir nóssos interesses,rafales para a força aéria e sea gripens para a nóssa força aéronaval (os gripens possuem curto raio de alcance,portanto seria adequado para ser lançado de um porta aviões,que pode se aproximar do inimigo,ao contrário do Rafale que tem longo alcançe e pode ser utilizado em nossas bases militaraes sem se preocupar com o alcance).

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