Home Aviação de Transporte Realizado em São José dos Campos o 1° Workshop sobre Offset KC-390

Realizado em São José dos Campos o 1° Workshop sobre Offset KC-390

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KC-390 - imagem Embraer

Empresas negociam offsets para desenvolvimento do KC-390

Até o final da próxima década, o KC-390 entrará em operação na Força Aérea Brasileira e trará avanços operacionais em missões como transporte, reabastecimento em voo e ajuda humanitária. Mas antes de decolar pela primeira vez, o projeto do novo avião militar brasileiro trará benefícios para empresas nacionais que participarem do seu desenvolvimento. Este foi o tema principal do 1° Workshop sobre Offset KC-390, realizado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), nos dias 25 e 26 de maio.

evento KC-390 - imagem via FABO evento reuniu empresas brasileiras e estrangeiras para iniciar as conversações sobre offset, que são compensações comerciais que as indústrias do exterior precisam oferecer ao Brasil se desejarem participar do projeto. “O offset serve para que nós sobrepujemos óbices técnicos e logísticos”, explicou o Coronel Adalberto Zavaroni, gerente técnico do projeto KC-390.

Ele afirmou que o projeto do KC-390 inclui o uso de tecnologias ainda não desenvolvidas no Brasil, como a porta de carga traseira e pods para reabastecimento em voo. É por esse motivo que as parcerias estratégicas são importantes. “Este avião será histórico para o país, e por isso seu desenvolvimento precisa ser conjunto e muito bem planejado”, disse.

Os offsets do projeto KC-390 podem incluir treinamento de pessoal, transferência de tecnologia, desenvolvimento conjunto de sistemas e fornecimento de maquinário, dentre outas possibilidades. “Não se faz offset por fazer. É preciso ter inovação, viabilidade e confiabilidade”, resume o Coronel Affonso Rodrigues, do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão da FAB subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial(DCTA) e responsável pela promoção do workshop.

A programação contou com apresentações da Força Aérea Brasileira sobre o projeto KC-390 e a política de offset do Comando da Aeronáutica. A Embraer, principal desenvolvedora do avião, também explicou as fases de desenvolvimento e as áreas de interesse para parcerias estratégicas. As 16 empresas participantes também puderam apresentar suas propostas. Ao final ocorreu uma rodada de negócios com 172 encontros diretos para negociações.

O projeto KC-390

KC-390 - imagem via FABEm 2009, o Comando da Aeronáutica assinou com a Embraer um contrato para o desenvolvimento do KC-390. A nova aeronave de transporte e reabastecimento em voo deverá substituir os C-130 Hércules, de fabricação norte-americana, e aumentar a capacidade de apoio logístico da Força Aérea.

Cada aeronave terá capacidade para transportar até 80 soldados ou uma carga total de 19 toneladas. Poderão ser realizadas missões como deslocamentos de tropas para qualquer região do Brasil, transporte logístico, busca, assalto aerotático, reabastecimento em voo, lançamento de cargas em voo e transporte de ajuda humanitárias.

Os primeiros protótipos devem estar prontos em seis anos. Além da Força Aérea Brasileira, o KC-390 também poderá ser exportado para outros países. De acordo com os estudos da Embraer, há um mercado potencial de 700 aeronaves deste porte a serem substituídas nos próximos dez anos.

FONTE / IMAGENS MENORES: FAB / CECOMSAER

IMAGEM DO TOPO: Embraer

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Alex Nogueira
Alex Nogueira
10 anos atrás

Mal posso esperar para ver esses vetores na nossa FA e em muitas outras:D

Mauricio R.
Mauricio R.
10 anos atrás

Mas encomendas que seriam boas, somente as da FAB…

Rafael
Rafael
10 anos atrás

Os populosos paises asiaticos, que sempre sofrem com interperes da natureza, e gostam de uma guerrinha, porem não possuem muito dinheiro, nosso KC encaixaria que é uma beleza.

Nick
Nick
10 anos atrás

Vamos aguardar os fechamentos dos acordos de vendas, em especial o da França 😀

Realmente é um grande projeto da Embraer, temos que nos orgulhar da capacidade dessa empresa.

[]’s

Timm
Timm
10 anos atrás

Parceria estratégica no KC-390. Quem poderia fornecer mais para a Embraer..? Franceses, Americanos ou Suecos ?

lucas lasota
lucas lasota
10 anos atrás

Mauricio R

Logico, o aviao ainda e ideia, nao tem nem cadeia logistica montada. Voce ja comprou um carro que fosse somente desenho de projetistas?

Mauricio R.
Mauricio R.
10 anos atrás

“Voce ja comprou um carro que fosse somente desenho de projetistas?”

Vc sabe como se vende aeronave nova??? Pelo visto, não!!!
O B-787 mal voou pela 1ª vez e tem qntos vendidos???
O A-350AWX ainda nem voou e qntos tem vendidos???
Qntos A-400M foram vendidos, antes sequer de haver um protótipo???
É assim que funciona a industria aeroespacial.

lucas lasota
lucas lasota
10 anos atrás

Mauricio, Vejo tambem que nao sabe como se vende aeronave nova. O estagio que se encontra o projeto do C-390 nao admite encomendas porque nao se sabe ainda quem serao os fornecedores e ainda estao definindo os quesitos tecnicos. Logo, os possiveis compradores ainda terao que esperar o preco e as caracteristicas iniciais de producao, nao que essa comece efetivamente, como os exemplos que voce citou. Falando neles, todo o esquema logistico dos projetos ja estavam montados, o que fornececia seguranca (pelo menos em teoria) para os adquirentes. Nao se pode querer colocar um aviao a venda, sem saber onde… Read more »

Manock
Manock
10 anos atrás

Breve e estranha comparação:
KC 390 – 19 ton de carga; transporta 80 soldados.
Mil Mi-26 – 20 ton de carga trasnporta 80 soldados. Alcance – +/- 1900 km

qual o melhor para o teatro amazônico?

Brandalise
Brandalise
10 anos atrás

O Mi-26 seria bom para o EB. Nao vamos esquecer que um aviao tem uma velocidade e um alcance superior, alem de poder ter capacidade de reabastecimento em voo. Se tivermos ambas, elas vao se complementar.

Abs!

Mauricio R.
Mauricio R.
10 anos atrás

“O estagio que se encontra o projeto do C-390 nao admite encomendas…”

O que foi que a FAB fez na LAAD, mesmo???

E depois sou eu que não sei do riscado.

Harry
Harry
10 anos atrás

Caros

Até aqui nenhuma venda para um projeto (KC-390) que tem quatro anos pela frente.

Ao contrario da Jaca que já se vai trinta anos passados.

Abs

Manock
Manock
10 anos atrás

Concordo que possuir ambas as aeronves seria o ideal. Mas para o teatro amazônico, especificamente, a dispensa de maior infraestrutura de operação não seria determinante?

Alex Nogueira
Alex Nogueira
10 anos atrás

O MI-26 seria excelente no que se diz respeito a pouca estrutura para operações, pois sendo um helicóptero demanda de menos espaço para operar e traria menos impacto para a Amazônia (selva), sendo assim acho que deveriamos contar com pelo menos 4-8 unidades (2/4 para FAB, 2/4 Exército).

Sem contar que não teriamos o custo da construção da pista de pouso que deve ser bem alto.

Alex Nogueira
Alex Nogueira
10 anos atrás

O Brasil/EMBRAER aproveitou a LAAD para demonstrar o projeto do C-390/KC-390 e o foco principal da idéia de se ter um projeto novo para um mercado onde praticamente não a concorrência direta para a aeronave C-130J.

Mauricio R.
Mauricio R.
10 anos atrás

“Até aqui nenhuma venda para um projeto (KC-390) que tem quatro anos pela frente.”

Compare c/ os backlogs dos ERJ e dos Phenons, na mesma situação.