Daniel Bachmann, ex-funcionário da Embraer, estava a bordo do Legacy

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clippingTrês anos e sete meses depois de sobreviver a uma das maiores tragédias da história da aviação brasileira, Daniel Bachmann decidiu romper o silêncio. O ex-funcionário da Embraer estava no jato Legacy que se chocou sobre a floresta amazônica com um Boeing da Gol que ia de Manaus para Brasília. O acidente, ocorrido em 29 de setembro de 2006, deixou 154 mortos.

O avião era pilotado pelos americanos Joe Lepore e Jan Paul Paladino. Bachmann acompanhava os clientes e um repórter americano na entrega de mais um jato executivo da Embraer. Ele e os outros que viajavam na aeronave não viram quando o Boeing 737 que viajava na direção oposta se chocou contra a asa esquerda do Legacy 600. “Que diabos foi isso?”, disse um dos pilotos. A pergunta ficou arquivada nas gravações de voz de tudo o que se passou na cabine durante a viagem.

O ex-funcionário da Embraer disse que não imaginou naquele momento que o problema tivesse sido causado por uma colisão. Eles só pensavam em sobreviver. “Houve um som de alarme, o mapa tinha caído no chão. Foi quando olhamos pela janela e vimos um pedaço da asa faltando”. Nos minutos seguintes, da cabine dos passageiros, Bachmann viu uma súbita troca de comando. Era a primeira vez que Joe Lepore pilotava um Legacy. “O co-piloto falou: ‘Então eu assumo’”.

Jan Paul Paladino preparava o pouso de emergência e todos se preparavam para morrer. “A asa estava abrindo, a chapa em cima estava levantando, os rebites saindo e combustível escorrendo em cima da asa”, lembra o brasileiro. A descida improvisada na base aérea da Serra do Cachimbo era cambaleante e pouco depois do pouso chegou a notícia da tragédia.

Mudança

Bachmann se mudou de São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde fica a sede da Embraer, para a pequena Owasso, no estado de Oklahoma, no interior dos Estados Unidos. Foi na nova casa da família que Bachmann recebeu o Fantástico para uma entrevista exclusiva. Casado, três filhos, ele queria recomeçar a vida.

No Brasil, não se sentia à vontade pra dar entrevista. Lembrava do acidente a cada instante, teve problemas cardíacos e temia acabar como bode expiatório, principalmente depois que deputados disseram que ele mentia pra defender os pilotos.

“Eu não conheço detalhes específicos sobre os processos que cada piloto faz. Quando eu cheguei, a aeronave estava ligada, pronta para partir e eu estava entrando com os clientes”, disse. Apesar disso, Bachmann avalia os problemas na comunicação da cabine do Legacy com a torre do aeroporto de Brasília. “Talvez, ao longo da comunicação que eles (pilotos) tiveram, quando receberam de Brasilia “manter”, interpretaram manter ordem que tinham recebido em São José de ir até Manaus a 37 mil”.

“Manter”, segundo a interpretação dos pilotos, era manter a altitude de 37 mil pés no trecho entre Brasília e Manaus. Mas “manter”, segundo o controlador, era manter o plano de voo original e mudar de altitude, o que tiraria o Legacy do caminho do Boeing. O ex-funcionário revela que as falhas persistiram até o último minuto. “Houve uma falha de comunicação também entre o controlador da torre na Serra do Cachimbo e o piloto. Uma questão de inglês e de medida, o comprimento: 2600 pés ou 2600 metros de pista, então o piloto teve que assumir a menor das duas, na dúvida”, disse.

Processos

Os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino foram acusados por uma série de imperícias e negligências durante o procedimento de voo. Na Justiça brasileira, chegaram a ser absolvidos em primeira instância e recebidos como heróis nos Estados Unidos. Mas a Associação dos Parentes e Amigos das vítimas conseguiu reverter a decisão no tribunal e ainda pediu uma nova perícia das caixas pretas dos aviões. E o resultado levou à abertura de um novo processo contra os pilotos americanos.

Segundo o perito Roberto Petrarka, a caixa preta do Legacy revelou que eles nunca chegaram a acionar um equipamento fundamental para voar, conhecido como T-CAS. O T-CAS é um sistema anticolisão e a visão do piloto. Em velocidades e altas velocidades, a visão do piloto não consegue ver outro avião se aproximado. E o T-CAS faz isso em 360 graus, de qualquer posição que venha o avião, que possa significar um risco de colisão.

Dentro da cabine, um dos pilotos chegou a perguntar se o T-CAS estava desligado. “Desligado”, o outro confirmou. E a caixa preta do Legacy registra desde a movimentação da aeronave em solo até momentos após a colisão.

Em abril deste ano, as informações da nova perícia foram encaminhadas pra agência que controla a aviação civil americana, o FAA, com o pedido de que Lepore e Paladino tivessem seus brevês cassados. A resposta do órgão foi que não tomaria nenhuma providência com relação aos dois pilotos.

Em outubro de 2009, outros dois pilotos americanos tiveram suas licenças imediatamente suspensas pelo mesmo órgão, porque passaram o ponto de pouso e seguiram por outros 230 quilômetros por completa distração.

“As 154 pessoas que morreram não são ninguém?”, pergunta Roseane, parente de uma das vítimas. O marido de Rosane estava no Boeing da Gol. A filha do casal, hoje com 7 anos, ainda guarda o perfume e as pantufas dele no corredor. “Essa ferida só vai fechar quando os responsáveis por essas mortes paguem na forma da lei por esse crime que eles cometeram”.

Apenas 23 das 154 famílias das vítimas ainda não chegaram a um acordo sobre a indenização pela tragédia. Se condenados, a pena para Jan Paul Paladino e Joe Lepore é de um a três anos de detenção.

FONTE/FOTO: G1/Bombeiros Sinop

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Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

82 Responses to “Sobrevivente do acidente com o voo 1907 da GOL rompe silêncio” Subscribe

  1. Carlos Ivan 24 de maio de 2010 at 10:28 #

    “No Brasil, não se sentia à vontade pra dar entrevista. Lembrava do acidente a cada instante, teve problemas cardíacos e temia acabar como bode expiatório, principalmente depois que deputados disseram que ele mentia pra defender os pilotos.”

    Canalha…No mínimo cúmplice por HOMICÍDIO COM DOLO EVENTUAL…
    Pra defender o próprio emprego na Embraer, mentiu descaradamente na CPI livrando a cara dos “pilotos” americanos.
    Como que devem estar se sentindo os parentes dos 154 passageiros MORTOS…

  2. Wilson Figueiredo 24 de maio de 2010 at 10:41 #

    Eu me pergunto…e se fosse ao contrário, pilotos brasileiros no Estados Unidos derrubando “cento e poucas” pessoas inocentes? Como seria, o que aconteceria? Certamente a justiça lá é bem mais rápida. Está na hora de revermos nossa Política Externa, deixarmos de ilusão e encararmos o fato de que se não punimos então, não podemos esperar que os “gringos” o façam!

  3. Giordani RS 24 de maio de 2010 at 11:02 #

    Se o acidente houvesse ocorrido em solo norte americano ou até mesmo na Europa e os pilotos fossem brasileiros, estariam presos e condenados e o nosso Governo, não tería movido uma única palha para defendê-los, ao contrário do terrorista italiano…
    Mr. Paladino(que ironia!) e Mr. Lepore podem dormir descansados, nunca serão condenados e verão suas famílias e filhos crescerem…e se lembrarão(e escreverão livros e ainda lucrarão!!!) disso como uma aventura sobre uma densa floresta de um país não civilizado…

  4. Rodrigo Marques 24 de maio de 2010 at 11:11 #

    De fato, não dá para entender como liberaram esses dois com o inquérito em andamento, mas convenhamos, essa tragédia não tem apenas esses dois como culpados.

    Os controladores de voo admitiram que haviam pontos cegos na região da colisão e também foi comprovada a precariedade das comunicações Torres x pilotos.

    O que me deixa intrigado ( por ignorância, admito) é a atitude dos pilotos do Boeing. Pergunto, eles nao possuíam a bordo um T-CAS?

  5. fabio 24 de maio de 2010 at 11:19 #

    Se o t-cas de uma aeronave estiver desligado, de nada adianta o da outra aeronave estar ligado. O t-cas se comunica com o outro para poder funcionar.

  6. Leandro RQ 24 de maio de 2010 at 11:26 #

    Em resumo os pilotos americanos derrubaram o avião da Gol e mataram 154 brasileiros.

    E esse “safado” ai foi cúmplice de tudo, pq ficou de boca fechada na época das investigações.

    Só no Brasil acontece isso…

  7. Marcos 24 de maio de 2010 at 11:32 #

    Simplismente, UM GRANDE MENTIROSO, CANALHA, COVARDE….
    Eu pergunto, que valores ele ira passar para os seus filhos?
    Porque se forem esses, ele esta morando no lugar certo.

  8. Nadir 24 de maio de 2010 at 11:49 #

    Crime?
    Acidente agora é crime?
    Quantos latidos eu ouço!
    É o complexo de vira-latas e antiamericanismo estúpido em plena forma.
    Brasileiro, de um modo geral, não passa de um recalcado.
    Que coisa mais lamentável!!

  9. SxMarcos 24 de maio de 2010 at 11:58 #

    “Bachmann se mudou de São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde fica a sede da Embraer, para a pequena Owasso, no estado de Oklahoma, no interior dos Estados Unidos.”

    Quem será que bancou essa mudança? Com certeza fio a Embraer, que seria a maior prejudicada em toda essa história. Pessoal, não adianta, aqui quem manda é corrupto. É a lei do espertalhão. Igual essa de que foi aprovado a lei da Ficha Limpa. Tudo lenda. Pra virar lei realmente, tem q passar pelo STJ. E por lá, ela não passa incólume.

  10. Pimenta 24 de maio de 2010 at 11:58 #

    Rodrigo, o Boeing da Gol tem o TCAS também, mas, se o do Legacy estava desligado, não havia como os dois “dialogarem”. Em se tratando de segurança de operações, a Gol não deixa nada à desejar.
    Abs.

  11. Bruno Rocha 24 de maio de 2010 at 11:59 #

    Rodrigo Marques disse:
    24 de maio de 2010 às 11:11

    Simples. Políticos fracos. Senado fraco.
    Deram aquele menino para o papai americano e agora ele não deixa a avó ver a criança. Tipicamente americano essa “metidagem”.

  12. Audaz 24 de maio de 2010 at 12:11 #

    Sem entrar no mérito da questão, por não ter subsidio para tanto, mas uma coisa eu creio que é quase certa: idependente se os pilotos são brasileiros ou americanos, o que ocorre é que no Brasil, infelizmente, as práticas são em direçao da mais completa impunidade.

    Se fossem pilotos brasilieiros a coisa estaria no mesmo pé. A lentidão, as “brechas”, os recursos e tudo mais que existe em nosso ordenamento jurídico levam a crêr que uma punição exemplar para casos como este, em nosso pais, é quese impossível.

    Ou alguém já viu algum figurão ou pessoas com dinheiro condenados presos em nosso Brasil?

    Agora se o acidente fosse nos EUA ou Europa, digo uma coisa com certeza, pelo menos já tinham julgado e dado ao menos satisfaçao as familias, idependete da origem dos pilotos.

    Nosso problema é a nossa justiça: cara, lenta, elitista e mais cega do que deveria ser.

    Pior, o povo apenas ver isto com aquela velha complacência feito bois, como tudo por estas bandas da America do Sul.

    Sds

  13. Rodrigo Marques 24 de maio de 2010 at 12:24 #

    Fabio e Pimenta,

    Grato aos dois por me sanarem a dúvida.

  14. saboia 24 de maio de 2010 at 12:31 #

    Brasil il il il! os canalhas foram recebidos com heróis!!
    isso quer dizer os americanos estão se lixando pros Brasileiros mortos,
    o que foi feito? nada! não, porque não quiseram e sim por falta de capacidade em elucidar o crime ops! digo acidente, ai me vem uns dePUTAdo fazer CPIzinha etc e tal bla bla…
    acorda Brasil larga de ser trouxa os Yankee sempre estão a um passo a nossa frente…
    que bos….

  15. Alexandre 24 de maio de 2010 at 12:32 #

    Senhores

    Tem gente que só fala besteira. Um chamou o cara de canalha, cúmplice de homicídio. O homem não era nem piloto, é um representante comercial. Queria o quê? Que ele desse uma explicação técnica na CPI onde um bando de deputado safados queria aparecer. Esse sujeito era um mero passageiro que não tinha nenhuma capacidade técnica de dar opinião. Ainda mais quando as investigações estavam no início. Ele era funcionário da empresa do setor comercial. Queria que ele falasse sobre coisas técnicas ou culpasse os pilotos,os controladores e a empresa antes do fim das investigações???

    Os pilotos não foram os únicos culpados. A estrutura do tráfego aéreo era um caos e esse acidente só foi o estopim do que veio depois. Se o FAA não vai caçar os pilotos é outra coisa agora chamar esse funcionário de cúmplice de homicídio é no mínimo leviano. É bem postura de gente que não sabe nem o que é avião mas adora dar palpite e ofender pessoas que entraram de gaiato em uma situação trágica.

  16. saboia 24 de maio de 2010 at 12:34 #

    o mais dificil e aceitar que somente ontem descubrimos que fomos mais uma fez enganados pelos americanos e pior ainda por causa da nossa justiça lenta…

  17. saboia 24 de maio de 2010 at 12:39 #

    os pilotos americanos são totalmente culpados por falta de pericia falta de profissionalismo, e por mentirem…

  18. Antonio M 24 de maio de 2010 at 12:46 #

    E se os pilotos não fossem americanos, a raiva por seria menor?

    Também não tenho conhecimento das obrigatoriedade de equipamentos de segurança que devem estar ligados dependente/independente do tráfego da região mas, que dois aviões colidem no ar na mesma altitude em plena selva amazônica, nem mesmo era um grande centro, não foi apenas por erros dos pilotos, envolve muito mais gente e eventos.

    Mas perder os entes queridos em uma situação dessas, reconheço também que fica fácil formar opinião e o que essas pessoas querem é uma explicação, uma satisfação para diminuir suas dúvidas, sua dor.

  19. Francisco AMX 24 de maio de 2010 at 13:00 #

    Não sou contra os USA, mas tem coisas que me deixam pasmo… como receber alguém que é suspeito de uma barbaridade desta ser recebido como herói? pq sobreviveram? sei que isso acontece aqui tb, mas ainda somos “terceirão”… muita ignorância ainda… mas lá? este sentido patriótico americano cega, muitas vezes…

    Fica nítida a falta de familiaridade e competência dos americanos (pilotos) e a responsabilidade da EMBRAER em liberar um avião, sem o devido treinamento????

    Este sujeito do vídeo está completamente comprometido! é um safado sim! e quando fala, sua culpa e constrangimento são latentes!
    a desculpa de ir para os USA é um farrapo só! ele está é se escondendo! tem o rabo preso! qual melhor lugar para ficar? claro! do lado dos que ele ajudou!… será ajudado sempre… a proteção dos USA será o seu bônus!

    Mas e a EMBRAER? como deixar um cliente receber um produto que oferece risco a ele e a cidadãos de qualquer nacionalidade, sem o devido treinamento?

    Sds!

  20. Francisco AMX 24 de maio de 2010 at 13:01 #

    ficou muito “recebimento” acima, no meu texto, desculpe a concordância a nômola…

  21. Osasco 24 de maio de 2010 at 13:07 #

    O que tem em Owasso?

  22. Alexandre 24 de maio de 2010 at 13:15 #

    Alguém aqui leu a conclusão do relatório do Cenipa??? Alguém teve acesso ao depoimento desse cidadão para as autoridades?? Estão até afirmando que ele foi para os EUA as custas da Embraer. Realmente ou vcs tem muita informação ou estão pré julganto um monte. Se ele foi para os EUA é por que provavelmente era um dos únicos lugares em que uma pessoa com a experiência em vendas internacionais de aviões poderia ir após sair da Embraer

    O anti-americanismo tupiniquim é o que faz sermos os otários que somos. Até meter o menino Sean no meio já meteram. Só não falaram que a mãe disse ao pai que iria passar férias no Brasil e nunca mais voltou. Mas emfim. É mais fácil culpar o representante comercial como sendo CÚMPLICE do acidente do que lembrar de todos os problemas que causaram o acidente. Lamentável

  23. Henrique Sousa 24 de maio de 2010 at 13:37 #

    Tem povo aqui que parece cego. Ou bobo.

    Ficam com esta conversa idiota de que um piloto americano fazer isto aqui sai impune, mas um piloto brasileiro se fizesse isto lá fora estaria preso até agora.

    Simplesmente aqui o piloto ficaria livre de qualquer forma, independente da nacionalidade. E não se sabe o que aconteceria se o acidente fosse lá fora.

    Ficam chamando o ex-funcinário da Embraer de cúmplice. Não sei se o cara tem bom carater, se é honesto ou o escambau, mas cúmplice ele não foi. Pode estar obstruindo a justiça, mentindo em juizo, falso testemunho ou o que for, mas não teve participação no fato.

    Ficam procurando nos outros a causa de problemas daqui. Sempre, entre a conspiração internacional e a incompetência nacional eu fico com a segunda.

  24. Carlos Ivan 24 de maio de 2010 at 13:44 #

    Alexandre disse:
    24 de maio de 2010 às 12:32
    “O homem não era nem piloto, é um representante comercial. ”
    Aonde eu moro, o vendedor tem de ter um conhecimento mínimo de como funciona o produto que quer comercializar.

    “Ele era funcionário da empresa do setor comercial.”
    Exatamente, por isso acobertou o erro fatal dos “pilotos” americanos. Por medo de perder o emprego na Embraer, que se lixem as famílias dos 154 mortos.

    “Os pilotos não foram os únicos culpados.”
    Foram negligentes por não terem ligado o TCAS do Legacy.

    “O anti-americanismo tupiniquim é o que faz sermos os otários que somos.”
    Fala isto pra filha de 7 anos que ainda guarda os pertences do pai morto por um CRIMINOSA IRRESPONSABILIDADE de dois pilotos americanos que estavam fazendo um test drive sobre a Amazônia…

    Será que agora caiu a moeda…Não é apenas antiamericanismo…

  25. Rodrigo 24 de maio de 2010 at 13:58 #

    Vou tecer algumas pequenas observações.

    Originalmente relatórios de acidentes aeronáuticos CIVIS não tem implicações criminais, pela sua natureza são exatamente o inverso.

    Tem o objetivo ORIGINAL de serem informativos, de conteúdo público para evitar que algo do tipo novamente aconteça.

    Da NSCA 3-6
    “As investigações de que trata esta NSCA têm como única finalidade a
    prevenção de acidentes aeronáuticos através do estabelecimento dos fatores contribuintes presentes, direta ou indiretamente, na ocorrência, e da emissão de recomendações de Segurança Operacional que possibilitem a ação direta ou a tomada de decisões para eliminar aqueles fatores ou a minimizar as suas conseqüências. Não é propósito da investigação SIPAER atribuir culpa ou responsabilidade.”

    http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/paginas/normas/NSCA3-6.pdf

    Se for o caso o relatório será enviado para o MP.

    Porém no nosso país desde aquele primeiro acidente com o F100 da TAM que caiu em Moema, alguns advogados perceberam este filão para ganharem rios de dinheiro em indenizações.

    Infelizmente por isto os relatórios hoje em dia disponibilizados para o público são sobre os casaos de menor expressão, prejudicando a segurança e prevenção de acidentes.

    A mesma norma no seu Cap. 4.8 Grau de Sigilo, diz para aeronaves civis:

    “4.8.1.3 O RF de aeronave civil recebe a classificação de “OSTENSIVO”, devendo constar apenas os dados relevantes para a análise do acidente.”

    Observem que vocês estão com muito ímpeto condenando o comandante da aeronave sobrevivente, mas estão sendo lenientes com TODAS AS FALHAS DE ATC QUE ACONTECERAM DURANTE TODO O VÔO.

    Somente o comandante e o seu co-piloto são responsáveis por este acidente ?

  26. Alexandre 24 de maio de 2010 at 14:10 #

    Carlos Ivan

    Vc é piloto? Se fosse não estaria falando esse monte de besteira. Se for, está sendo bobo. Vc leu o relatório do Cenipa? Vc sabia que o TCAS poderia ser desligado sem querer com o pé? Erro de projeto que só veio a tona após o acidente. Vc acha que o representante comercial sabe voar??? Não misture as coisa. Não culpe aquele que menos teve participação no episódio só por que vc não gosta de americanos. Ninguém aqui duvida da culpa dos pilotos. Mas acusar o representante comercial é ridículo. O que o cara tem haver com o erro dos pilotos? Se a legislação brasileira permite que alguém compre um avião e saia aprendendo voando sobre território nacional sem cubertura radar e com controladores de vôo insatisfeitos, a culpa não é do representante comercial. Saiba que o relatório final saiu não faz muito tempo. Vc sabe se esse homem foi demitido ou quis sair? Vc não sabe de nada e está acusando o sujeito de cúmplice. Patético.

  27. Leandro RQ 24 de maio de 2010 at 14:13 #

    Henrique Souza

    Um cara que “esta obstruindo a justiça, mentindo em juizo e dando falso testemunho ” está colaborando diretamente para a impunidade dos responsáveis.

    E dessa forma ele está agindo em cumplicidade com os interesses dos pilotos, pois colabora para que a justiça não seja feita.

  28. Galileu 24 de maio de 2010 at 14:29 #

    Só um detalhe, não li todos comentários daqui, mas li uma matéria uma vez que dizia que 90% dos acidentes aéreos são Falhas Humanas (Piloto).

    Na minha opinião é 99% falha humana (piloto), é claro é complicado as autoridades assumirem, é mais fácil dizer que foi a aeronave.

    Acho cômico quando aparece na TV, “O piloto tinha milhares de horas de vôo”
    E daí a hora que o “bicho pega” o cara “arrega”. um exemplo de pouco tempo é o acidente da TAM em congonhas, o piloto errou e na hora de decidir o que fazer ele “arregou” quis dar um “cavalinho de pau” num airbus………

  29. Tito 24 de maio de 2010 at 14:36 #

    T-CAS desligado, isso já mostra que eles estavam mal intencionados, é claro que não pretendiam causar o acidente (este poderia ter tomado suas vidas) mas o T-CAS estava desligado e eles sabiam disso, portanto não queriam “aparecer” para os outros, só resta saber o por que.

    Quanto ao funcionário da EMBRAER, para mim esta bem claro que ele tem culpa no cartório, mudou pro EUA, sei, mais tranqüilo lá, sei também, ele foi pra baixo da saia de quem ele livrou a pele.

    Se fossem Brasileiros no comando do avião, minha opinião seria a mesma, o que importa é que pode ter havido um crime, e em respeito as pessoas que morreram no acidente, deve ser esclarecido.

    Abs

  30. Pedro 24 de maio de 2010 at 14:38 #

    Olha, desse acidente lembro de uma coisa. Quando ocorreu o mesmo, ambos “cowboys do céu” tiveram seus passaportes confiscados, onde deveriam ficar aqui no Brasil até o fim do processo.

    Acontece que logo a tragédia, toda a imprensa olhou e apontou um culpado: Governo! Era por culpa do caos aéreo, da falta de controle e tal. Foi assim por umas duas semanas ou menos, onde aquele fdp do tal Senador Arthur Virgílio do PSDB e um outro cara do DEM que não me lembro viviam aparecendo na TV dizendo que o PT estava usando os americanos de bodê espiatório, que a culpa foi do controle de voo, e que para o bem do Brasil deveriamos soltar os dois “pilotos”. Toda a imprensa pressionou e o Brasil abriu as pernas.

    Pouco tempo depois, ficou provado que os dois calhordas não tinham seguido o plano de voo e não ligaram o TCAS, algo semelhante ao vc em uma estrada a noite dirigir sem as luzes, e eram os principais culpados pelo acidente, devido a impericia. Só que aí os americanos já estavam longe, dando rizada de nós. Subitamente o interesse pelo acidente diminuiu, ninguem dava mais entrevista e ficou por isso até hoje…
    Claro, o Sen Arthur Virgílio em momento algum foi buscar os americanos, pois as relações DELE com os EUA eram mais importantes do que a justiça..
    O mesmo problema foi com o Airbus da TAM, era a culpa da pista, do controle e tal, mas depois que viram que o problema estava no avião, tudo cessou, a imprensa não noticiou nada e ficou como o culpado o piloto, pois o mesmo estava morto e não podia se defender da acusão de o avião que ele pilotova, não freava. Mas o culpado foi o piloto!

    Esse é o problema do Brasil, sempre o “mais rico” está acima da lei.

    Aqui em Curitiba, tambem tivemos um acidente, onde um deputado dirigia uma VW Variant a 200Km/h voou sobre a pista e caiu em cima de dois jovens, isso uns 3 dias antes dos Dia das Mães. Assim como o tal Alexandre disse, foi um acidente, ele tava drogado, bebado e com a carteira vencida, matou dois inocentes, onde um ficou com a cabeça a 100m do corpo por tamanho impacto, mas o cretino do deputado, ficou vivo, manobrou e usou de seu poder para acabar com todas as provas, esta livre e vai se candidatar a Deputado novamente e ainda vai ter gente votando nesse cara.

    Esse é o problema nosso, sempre fazemos as nossas ações por conveniencia a nossos objetivos e não pelo que é certo! Se fossemos diferentes, os americanos antes de decolar, teriam feito o check in, que é obirgatorio e eles sempre fazem nos outros países, seguiriam o plano de voo, ligariam o TCAS e nada teria acontecido. Sabe pq eles não fizeram isso? Pois sabiam que ninguem iria ligar se eles não fizessem o check in, se não seguissem o plano de voo, pois aqui é republiqueta, que logo alguem se desse problema subornaria a justiça e eles sairiam impunes.

    E foi o que ocorreu!

  31. Audaz 24 de maio de 2010 at 14:40 #

    È como eu disse, no Brasil, é muito dificil, se não quase impossível, uma investigação como esta mandar alguém pra cadeia, seja americano, brasileiro ou marciano. (é a dolorosa realidade de nossas leis “boazinhas” e de nossa justiça lentissima… entre outras mazelas)

  32. Carlos Augusto 24 de maio de 2010 at 16:02 #

    Carlos Ivan, eu concordo plenamente com o que você disse, quando alguém vê um erro e se cala, é tão culpado quanto aquele que o cometeu, este sr. podia ter continuado calado, mas dentro do homem existe um parâmetro de Deus (consciência), que o acusa quando ele age de maneira errada, e este motivo que o esta fazendo rever os valores que num passado recente o fez errar. Emprego, comodida, ele agora esta vendo, que o peso é maior do que qualquer benefício momentâneo. Agora justificar esses pilotos, alegando que quem esta contra eles é antiamericano, é de uma covardia sem tamanho. Eu ainda continuo acreditando na existência de Deus, e creio que cada um receberá o salário de Deus, mesmo aqueles que aqui defendem o erro.

  33. Alexandre 24 de maio de 2010 at 16:10 #

    Aqui no Brasil piloto que erra não vai para cadeia. Mas também não vai empresário que sonega imposto, funcionário público que prevarica, médico que comete erro, advogado que pratica evasão fiscal, comerciante que vende sem dar nota fiscal, motorista que dá propina para PM pois não pagou IPVA. E muitos outras coisas mais. Em qual dessas categorias muitos dos que criticam aquse enquadram. Dizer que o piloto desligou o TCAS pois estava mal intencionado é brabo. Esse definitivamente não é do ramo. Quer dizer que o cara desliga para tentar se matar? Foi proposital? O piloto da TAM quis dar “um cavalinho de pau”. Lembre-se que um Pantanal derrapou dois dias antes na mesma pista e a culpa foi só do piloto. Lembre-se da greve dos controladores que ocorreu após o acidente pois queriam se defender da besteira que fizeram. Qual piloto vai desligar o TCAS ou voar em nível incorreto de propósito? Qual é a lógica para alguém fazer tamanha loucura onde correriam o risco de morrer também. Eles são CULPADOS mas definitivamente não foram os únicos. Muito menos esse aí da entrevista.

    Jesus me de paciência pois se me der forças eu mato!

  34. fredy 24 de maio de 2010 at 16:22 #

    Despois de assistir ao documentario exibido no discovery sobre a tragedia cheguei a conclusao de que os controladores de voo foram os principais responsaveis pelo acidente.

    O transponder estava desligado, tudo bem falha dos pilotos, mas as investigacoes mostraram que o legacy nao possui um sistema de alarme eficaz para alertar aos pilotos sobre o desligamento acidental do sistema.

    Além do mais, era dever dos controladores alertar os pilotos sobre o problema, pois essa perigosa situacao fica visivel na tela do controlador que, com o desligamento do transponder, passa a receber dados apenas do radar primario, que aponta a direcao da aeronave mas nao sua altitude.

    Nao tem jeito, colisao aerea e culpa do controlador. So espero que a aeronautica tenha corrigido as deficiencias do sistema bem como investido no treinamento de seu pessoal. O que aconteceu naquele fatidico dia foi um total absurdo.

  35. Brandalise 24 de maio de 2010 at 19:02 #

    Eu vejo aih dois pesos e duas medidas. Uma para Norte-Americanos (Ingleeses, Franceses, etc) e outra para profissionais Brasileiros. Ambos os lados (leia-se: governos) estao fazendo erraado.

    [modulo cinico ON]
    Mas cada um deve agir de forma a defender da melhor forma o interesse dos seu (assim como seus proprios interesses).
    [modulo cinico OFF]

    Se eu fosse piloto, teria certeza que esse T-CAS estah ligado, ateh para taxiar!

    ———————————————————-

    Poggio, peguei essas aqui, no paragrafo 10:
    “Em velocidades e altas velocidades, a visão do piloto não consegue ver outro avião se aproximado”
    => 2Xs ‘Velocidade’; provavelmente o 1o era ‘altitude’;
    => ‘aproximando’, nao ‘aproximado’.

    Fique a vontade para eliminar esta parte do meu scrap assim que ver/corrigir.

    Abs!

    Brandalise,

    O texto é um clipping. Foi originalmente escrito dessa maneira

    Abraços

  36. eduardo 24 de maio de 2010 at 20:57 #

    Quanto comentário sem pé nem cabeça. Os caras sobreviveram por pura sorte. Se a asa do Legacy tivesse tocado a asa do 737 30 ou 40 centímetros mais para cima, o Legacy teria perdido a asa e os dois aviões iriam para o chão. E os dois aviões estavam se deslocando a mais de 800 quilômetros por hora em sentido contrário!!

    Do jeito que muita gente aqui fala parece que os pilotos americanos derrubaram um avião brasileiro só porque eles acham que nós somos inferiores…

    As hipóteses mais aceitas para o desligamento do TCAS foi a de que o piloto ao acessar os dados do sistema de combustível inadivertidamente desligou o aparelho e, como o aviso do sistema desligado é somente uma mensagem texto em uma das telas, o piloto não percebeu o que estava ocorrendo (http://www.flightglobal.com/articles/2008/12/12/320089/amazon-collision-inquiry-attempts-to-explain-legacys-deactivated-tcas.html).

    Embora isso possa ser imperícia, está longe de transformar o piloto em um assassino, como o pessoal com complexo de vira-lata gosta de dizer. Não podemos esquecer que também há responsabilidades dos controladores militares que colocaram os aviões na mesma rota. Seriam eles assassinos também?

    Enfim, há muita leviandade, desconhecimento, complexo de inferioridade e falta de discernimento ao tratar desse assunto.

  37. eduardo 24 de maio de 2010 at 21:00 #

    Estava esquecendo de dizer que a postura americana em casos como esses é muito mais eficaz e pragmática do que a nossa.

    Eles buscam identificar as causas do acidente para evitar que outros ocorram. Aqui ficamos procurando culpados para punir, sem nos preocuparmos em tratar das causas estruturais do acidente.

  38. grifo 24 de maio de 2010 at 22:03 #

    Embora isso possa ser imperícia, está longe de transformar o piloto em um assassino, como o pessoal com complexo de vira-lata gosta de dizer.

    Caro Eduardo, na verdade a imperícia (acrescida de inobservância de regra técnica da profissão) enquadraria o piloto no crime de homicídio culposo. Você pode achar injusto, mas esta é a lei aqui no Brasil. Pilotos não são inimputáveis.

    Estava esquecendo de dizer que a postura americana em casos como esses é muito mais eficaz e pragmática do que a nossa.

    A postura americana é em geral tratar estes casos na esfera civil, e cobrar indenizações milionárias das empresas ou pessoas envolvidas. No entanto na Europa não é incomum acusações de homício culposo em acidentes aeronáuticos, vide as recente condenações na França relativos ao acidente do Concorde.

  39. Elizabeth 24 de maio de 2010 at 22:16 #

    O problema é que no Brasil a gente quer sempre ou o rigor absoluto e inflexível (mas como ele na pratica é utópico), partimos dele para a zorra total, onde tudo é possível e nada é punido.

    Não há meio termo!

    A questão então passa a ser o enfoque adequado ao caso.

    Primeiro a transferência de esfera criminal para a civil. Os pilotos americanos dificilmente iriam para a cadeia mesmo nos EUA, mas a indenização adequada as vitimas é uma coisa que dificilmente os culpados escapariam em um tribunal americano.

    Culpados

    A empresa proprietária do avião que escalou pilotos que não estavam a altura da missão de translado?

    O controle de trafego aéreo brasileiro?

    A Embraer cujo produto apresentava uma deficiência de projeto que permitia o desligamento acidental do TCATS?

    Etc…

    Nesta historia mesmo somente a tripulação do avião da GOL não contribuiu para o acidente, no resto é uma somatória de erros.

    Os americanos não são inocentes, mas vamos fazer uma reflexão.

    Como a justiça brasileira se comportou nos dois acidentes da TAM? Houve justiça com as famílias das vitimas?

    Então, primeiro a gente faz a lição de casa ai cobramos mais justiça dos outros.

  40. Justin Case 24 de maio de 2010 at 22:36 #

    Amigos,

    Para refletir sobre indenizações milionárias.
    - Sabem quem paga? A sociedade, você, eu.
    - O valor da indenização entra no custo da(s) empresa(s), o seguro sobe, a passagem sobe, etc. Só afeta a empresa se esta ficar com má fama (não pela indenização, mas pela insegurança).
    - Tem gente (parente, advogado) que quer ficar milionário, aproveitando o azar do passageiro que estava naquele voo.
    - Será que vida de passageiro de ônibus vale menos que a de passageiro de avião?
    Abraços,

    Justin

    “Just N Case supports Rafale”

  41. Rodrigo 24 de maio de 2010 at 23:02 #

    Alexandre disse:
    24 de maio de 2010 às 16:10

    Já vi que o colega é piloto…

    De vez em quando também tenho que respirar fundo, por causa dos radicalismos de internet.

    Você viu o relatório do CENIPA deste acidente ? Eu não vi, uma pena de uns anos para cá os relatórios se tornarem praticamente confidenciais :(

  42. Justin Case 24 de maio de 2010 at 23:15 #

    Rodrigo disse:
    24 de maio de 2010 às 23:02

    “Você viu o relatório do CENIPA deste acidente ? Eu não vi, uma pena de uns anos para cá os relatórios se tornarem praticamente confidenciais :(

    Rodrigo,

    Isto é o que está disponível no site do CENIPA:

    http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/paginas/relfin/relatorios/pdf/MIDAIRCOLISION_GOL1907_N600XL.pdf

    Abraço,

    Justin

  43. Rodrigo 24 de maio de 2010 at 23:33 #

    Valeu, será uma leitura interessante por alguns dias!

  44. Caius 25 de maio de 2010 at 0:54 #

    Para reflexão:

    - Dois aviões de massa completamente desproporcional se chocam a
    800km/h em sentido contrário . O menor arranca a asa do maior e sai
    pràticamente ileso. Acreditar nisso só em filme de super-herói ame-
    ricano ou se o trenó do Papai Noel estivesse naquele dia fatídico
    voando por aííííííííí com o piloto bêbado.;

    - Aqueles dois aviões nunca se chocaram !!!!!!!!!!!!;

    - Entre os mortos estavam doutores brasileiros em bio-energia. ;

    - A mentira dita milhares de vezes soa como verdade.;

    - Por que o ” caos aéreo ” no Brasil só existiu durante o tempo em que
    a mentira estava no AR ?????????? ;

    - Neste caso tem alguma coisa que está cheirando mal.;

    - A lógica está invertida.

  45. Tito 25 de maio de 2010 at 1:29 #

    Caio, mais uma teoria de conspiração?

    Foi um acidente amigo, deve-se apurar as causas e tomar providencias para que não aconteça mais, ai então se punir os culpados.

    Abs

  46. grifo 25 de maio de 2010 at 1:40 #

    Para refletir sobre indenizações milionárias.
    - Sabem quem paga? A sociedade, você, eu.

    Caro Justin Case, se você se refere a indenizações milionárias impostas ao Estado, eu concordo contigo. Estas indenizações punem toda a sociedade (isto é, os contribuintes) sem que haja qualquer incentivo real para mudança no comportamento da parte infratora.

    Nas no caso de indenizações impostas a empresas, como companhias aéreas, eu discordo totalmente. Elas penalizam os proprietários/acionistas da empresa, não a sociedade.

    - O valor da indenização entra no custo da(s) empresa(s), o seguro sobe, a passagem sobe, etc. Só afeta a empresa se esta ficar com má fama (não pela indenização, mas pela insegurança).

    Mesmo que a empresa aumente a passagem para manter a sua margem, ela vai passar a competir em desvantagem com os seus concorrentes. Em um negócio com margens cada vez mais baixas e feroz concorrência de preço, não vejo como você possa dizer que a empresa não é afetada se o custo do seu seguro sobe.

  47. Caius 25 de maio de 2010 at 2:21 #

    Tito ( Titus )

    Desculpe-me mas, não é CAIO e sim ” CAIUS “.

    As idéias devem ser discutidas por mais absurdas que pareçam , rotulá-
    las é sair pela tangente. Na história essa prática já provocou erros crassos e muita perda de tempo.

    Ademais , já dizia minha vovó: nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que balança cai.

    Você não é TITO por acaso.

    Respeitosas saudações.

  48. Alexandre 25 de maio de 2010 at 12:34 #

    Olá Rodrigo

    Sim sou piloto de 737, por isso fico muito triste quando vejo algumas declarações do tipo “se eu fosse piloto tenho certeza….” É duro pois vários problemas que ocorrem em vários setores da aviação geralmente estouram na cabine. Como piloto nunca julguei um médico por sua atividade técnica pois não tenho a menor idéia. Fico feliz de ver que o amigo se interessou em ver o relatório do Cenipa que o colega Justin Case indicou. Verás que as coisas são muito mais complexas que a imprensa apresenta. Tenha uma boa leitura amigo.

  49. Rodrigo 25 de maio de 2010 at 12:50 #

    Alexandre eu estou pra checar o PPH rss

  50. Alexandre 25 de maio de 2010 at 13:08 #

    Que bom Rodrigo

    Tenho certeza que com o Pré-Sal vc terá muitas oportunidades. Já tem até piloto de avião migrando para helicóptero. Não demora muito a exigência da Petrobrás das 500 horas irá cair abrindo muitas oportunidades. Bons voos e boa sorte na profissão. Abraços

  51. X-nobe 25 de maio de 2010 at 15:44 #

    Bom, e ainda tem gente que é paga pau dos americanos, quer dizer, torci pelo F-18, mais isso porque acho que o Super Hornet a melhor maquina de guerra, mais sei que tem gente que é a favor do caça americano por querer agradar os gringos. Acho os anti-americanos ridículos, só que mais ridículos ainda são os pro americanos, já vi muito neginho defender americanos como os grandes salvadores da humanidade, os americanos não estão preocupados com ninguém, só com eles mesmos, e nós deveríamos fazer o mesmo e nos preocupar mais com o nosso país.

  52. Rodrigo 25 de maio de 2010 at 15:56 #

    Alexandre, por incrível que pareça as exigências tem aumentado..

    Não em termos de hora, mas de qualificação.

    Assim que checar o meu PPH vou dar um tempo com heli, fazer um PPA rapidinho, para começar a voar IFR, que eles estão fazendo questão absoluta do check prático para IFR.

    Tem empresa que exige IFR-H, como se fosse diferente o A e o H :(

    Infelizmente a nossa amada ANAC hoje em dia é apenas um braço das companhias aéreas e pouco fomenta a aviação civil.

  53. Alexandre 25 de maio de 2010 at 17:29 #

    É Rodrigo

    É a mesma ANAC que contribuiu para o acidente aqui relatado. Acho que outro acidente vai ocorrer e não demora muito. Talvez seja mais fácil vc arranjar um emprego em avião que helicóptero. já pensou nisso? Mas anida acho que no futuro as exigências irão cair. É a lei de mercado. Abraços

  54. Brandalise 25 de maio de 2010 at 22:30 #

    “Sim sou piloto de 737, por isso fico muito triste quando vejo algumas declarações do tipo “se eu fosse piloto tenho certeza….””

    Alexandre, nao fica “dodoi” nao soh porque vc eh piloto. Se um dia vc for operado mesmo nao sendo medico, vai apreciar ter um cirurgiao que faz questao de verificar (i) se os equipamentos estao estereis, (ii) material descartavel nao estah sendo reutilizado, (iii) que vc estah acompanhado por um bom anestesista, em quem vc confia.

    Vc tb nao eh educador, mais vai ficar feliz se o diretor da escola de seus filhos tiver certeza que a equipe de professores e funcionarios eh (i) seria, (ii) capacitada, (iii) nao tem pedofilo no meio (mesmo no caso de vc nao ter filhos, podes apreciar o exemplo).

    Desta forma, entendo que nao preciso de breve para expressar o que eu espero de um piloto; ou para me por na mui complexa posicao de um.

    Entao de vc soh vou pedir um favor: qndo fores iniciar o taxi, de uma ultima olhadinha no T-CAS, soh pra conferir. Afinal, eu posso estar no aviao. Ou meus filhos e minha esposa (vai saber… este mundo eh “uma caixinha de fosforos”, neh?). Eh mais ou menos como se vc estivesse levando a sua familia.

    Boa noite!

  55. Rodrigo 25 de maio de 2010 at 23:06 #

    Brandalise, ninguém afirma que os pilotos americanos não estavam errados. Estavam sim e muito.

    Porém o nosso ATC é um lixo, a infra-estrutura uma porcaria, literalmente caindo aos pedaços, você vai ver a treta que vai ser na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos.

    Se tivéssemos somente um ATC descente, que conseguisse entrar em contato com os pilotos a qualquer momento do vôo isto não teria acontecido.

    Veja só, não critico os profissionais do ATC nacional, porque conheço vários e com raras excessões são na esmagadora maioria extremamente competentes e com a perfeita noção da importância do seu trabalho.

    O Brasil precisa URGENTEMENTE de uma profunda reformulação na sua infra-estrutura aeroportuária e aeronáutica.

    Infelizmente tudo cresce rápido demais e por mais competente que seja a FAB, pelos eternos problemas de orçamento ela não consegue acompanhar a evolução do nosso tráfego aéreo.

    Como bem disse o colega, não vai tardar para outro acidente bobo acontecer. Esta é a ANAC dos companheiros, completamente aparelhada e sem a menor sintonia com a aviação civil!

    Não quero nem ver quando entrar o CENIPA dos companheiros, ai desceremos a níveis africanos.

    Mais uma observação com relação ao acidente da Gol.

    Duas aeronaves não podem voar em sentido contrário no mesmo nível, na mesma aerovia, existem regras de níveis para as proas. Não sei é uma regra nacional ou internacional.

  56. Alexandre 25 de maio de 2010 at 23:22 #

    Hahaha

    Brandalise

    Se vc acha que os aviões colidiram pelo simples fato de o TCAS estar desligado então isso prova que vc é um desinformado total. O TCAS desligado foi apenas um fator contribuinte. O fato era que dois aviões estavam no mesmo nível e isso não tem nada com o TCAS pois o transponder de ambos estavam ligados. E isso nenhum controlador viu. Por tanto vc prova que é mais um palpiteiro sem qualificação para dar opinião. Entendeu? TCAS é uma coisa, transponder é outra. Não fica “dodoi não” só por que vc não entende nada.

  57. Justin Case 25 de maio de 2010 at 23:27 #

    Amigos,

    Este foi um acidente praticamente causado pelo avanço tecnologia.
    Os aviões eram de última geração. Estavam navegando entre dois pontos, literamente sobre uma linha, em sentidos opostos. Bastou inserir uma altitude incorreta para determinar a colisão.
    Há algumas décadas, era até difícil de encontrar o destino.
    Mais recentemente, os aviões já conseguiam se manter nas aerovias.
    Hoje, basta um único erro para chegar à tragédia.
    Creio que já existe estudo ou definição para que seja determinado um “shift” lateral para aeronaves que naveguem em sentidos opostos na mesma aerovia. Assim, um só erro não causará acidente desse tipo.
    Abraços,

    Justin

    “Justin Case supports Rafale”

  58. Justin Case 25 de maio de 2010 at 23:34 #

    Continuando…

    Não esperem que seja possível manter controle de trafego aéreo no Brasil, um país continental, com a mesma capacidade existente na Suíça, por exemplo.
    Imaginem a infinidade de meios materiais e pessoais para garantir essa cobertura gigantesca.
    Acho impraticável e inadequado. Existem outras prioridades no País a serem atendidas.

    Abraço,

    Justin

    “Justin Case supports Rafale”

  59. Alexandre 25 de maio de 2010 at 23:37 #

    Olá Justin

    Acredito que esse “shift” será um meio de atenuar essa possibilidade ainda mais em um espaço RVSM com apenas 1000′ de separação. Mas vamos ver o que o expert Brandalise tem a dizer sobre isso. Abraços

  60. grifo 26 de maio de 2010 at 0:16 #

    O TCAS desligado foi apenas um fator contribuinte.

    Ah bom… foi apenas um fator contribuinte…

    Caro Alexandre, em que cia. aérea você trabalha mesmo? Só para ter certeza de evitar na minha próxima reserva.

  61. grifo 26 de maio de 2010 at 0:24 #

    Entao de vc soh vou pedir um favor: qndo fores iniciar o taxi, de uma ultima olhadinha no T-CAS, soh pra conferir. Afinal, eu posso estar no aviao.

    Caro Brandalise, muito pertinente o seu comentário. Infelizmente aqui no Brasil não temos fiscalização para manter os “Alexandre” da vida longe do comando das nossas aeronaves.

  62. Alexandre 26 de maio de 2010 at 0:40 #

    É Grifo

    nota-se que vc é outro aloprado que não percebeu que um acidente não ocorre por um único evento mas por um somatório de vários e que as aeronaves estavam voando no mesmo nível e o nosso glorioso controle aéreo não percebeu nada. Que o TCAS deveria estar ligado acho que ninguém discorda mas não vejo quase ninguém questionar o porque das aeronaves estarem no mesmo nível. Não voo com TCAS desligado mas se um dia ele falhar espero que não haja outra aeronave no mesmo nível e em sentido contrário. Lamento que vc seja outro bitolado e desinformado. Mais um entre tantos. De alguém da CUT não se pode esperar outra postura.

  63. Alexandre 26 de maio de 2010 at 0:57 #

    Grifo.

    Você nem sabe a diferença entre fator contribuinte e fator causador. Deixe esses debates para quem entende ou para aqueles que queiram aprender da maneira correta como ocorre uma investigação de acidente. Se vc tem tanto medo de avião sugiro que vá de ônibus em sua proxima viagem.

  64. Tito 26 de maio de 2010 at 2:43 #

    Caius disse:
    25 de maio de 2010 às 2:21

    “Tito ( Titus )

    Desculpe-me mas, não é CAIO e sim ” CAIUS “.

    Desculpe a distração Caius, acho que foi o sono hehehe

    E quanto ao “Tito”, foi por acaso mesmo, é um apelido que me acompanha desde os 3 anos de idade. (é uma longa historia)

    Meu nome é Marco Antonio (continuo em Roma do mesmo jeito) :)

    Abraços

  65. Rodrigo 26 de maio de 2010 at 7:45 #

    Alexandre, bem-vindo a internetlândia kkkkkkkkkkkkkkk

    Os carinhas não tem a menor idéia de Regulamento de Tráfego Aéreo e estão ai dando opiniões absolutas.

  66. Alexandre 26 de maio de 2010 at 9:09 #

    É Rodrigo

    São os “professores” em aviação. É o tipo de gente que promove linchamento público sem nem saber dos detales. Duvido que algum deles teve o trabalho de ler o relatório final ou a preocupação que vc teve de saber onde encontrar. Voltem ao vídeo game onde lá serão excelentes pilotos. Abraços Rodriogo e bons voos.

  67. grifo 26 de maio de 2010 at 9:22 #

    Que o TCAS deveria estar ligado acho que ninguém discorda mas não vejo quase ninguém questionar o porque das aeronaves estarem no mesmo nível.

    Caro Alexandre, ninguém questiona isso porque não apareceu aqui nenhum controlador de vôo amalucado dizendo que o controle estava certo. Acho que para qualquer um é ponto pacífico que o controle errou, até para os próprios controladores do ACC Brasília que se recusaram a colaborar com a investigação.

    Você nem sabe a diferença entre fator contribuinte e fator causador.

    Todo mundo aqui sabe disso. O que achei hilário foi o seu “apenas”, como se fosse algo que eximisse de alguma forma o piloto de culpa.

    O que o Brandalise está dizendo são duas coisas óbvias, que você não está entendendo porque está muito ocupado chamando os outros de aloprados. O fato de existirem erros do controle não altera qualquer culpa do piloto, tanto que estão todos (controladores e pilotos) respondendo conjuntamente por homicídio culposo. E o fato de médico, funcionário público e empresário não irem para a cadeia também não altera qualquer culpa do piloto.

    Se vc tem tanto medo de avião sugiro que vá de ônibus em sua proxima viagem.

    Obrigado, vou de avião mesmo, só quero evitar a sua cia. aérea…

  68. Alexandre 26 de maio de 2010 at 9:37 #

    Prezado Grifo

    “Apenas” um fator contribuinte não derruba avião. Pode ter certeza.
    E pode ficar sabendo que não houve nada de hilário nesse comentário. Só vc achou isso.
    Passageiros como vc acharão a cia certa para voar e ainda vão pensar que estão fazendo um excelente negócio. Boa sorte.

  69. grifo 26 de maio de 2010 at 9:37 #

    Creio que já existe estudo ou definição para que seja determinado um “shift” lateral para aeronaves que naveguem em sentidos opostos na mesma aerovia.

    Caro Justin Case, o SLOP já é um procedimento usual em algumas cias aéreas estrangeiras ao voar sobre o Brasil.

  70. grifo 26 de maio de 2010 at 9:39 #

    “Apenas” um fator contribuinte não derruba avião.

    Caro Alexandre, “apenas” um fator contribuinte não exime o piloto de culpa.

  71. Rodrigo 26 de maio de 2010 at 9:48 #

    De boa Alexandre, deixa rolar…

    Eu ainda trabalho com TI, mas não consigo passar perto de um fórum de TI tamanho são os absurdos que eu vejo..

    Com os de aviação, começa a acontecer a mesma coisa.

    Internet é isto aí, o lugar que o profissional se iguala ao curioso.

  72. Alexandre 26 de maio de 2010 at 9:57 #

    Grifo

    “Caro Alexandre, “apenas” um fator contribuinte não exime o piloto de culpa”.

    Se vc acha que eu estou protegendo os pilotos então vc não leu os meus post anteriores. São culpados e são vítimas ao mesmo tempo de um sistema antiquado que não é eficiente. Mas não fico sentado na poltrona atirando pedra como vcs. É Rodrigo. Não dá para aguentar. Abraços

  73. Rodrigo Marques 26 de maio de 2010 at 10:07 #

    Um detalhe senhores…

    Se me lembro, outro fator contribuiu para o acidente. Falha nas comunicações Legacy x Torre.

  74. Rodrigo Marques 26 de maio de 2010 at 10:08 #

    Ops… onde le-se “outro” o correto é ” MAIS”

  75. Justin Case 26 de maio de 2010 at 10:27 #

    Bom dia.

    Para mim, o fator determinante foi a seleção indevida da altitude a voar.
    Contribuintes foram os fatores que levaram o piloto a selecionar essa altitude para o trecho e os que não permitiram que o erro fosse percebido e corrigido.
    Abraços,

    Justin

    “Justin Case supports Rafale”

  76. Brandalise 26 de maio de 2010 at 17:30 #

    Isso aih, Alexandre… deixa rolar. Ou nao. Fique a vontade para ficar enfezadinho com os “ignorantes” do blog. Eu nao fico porque… bem… eh um blog. Infelizmente nao posso dizer que este eh um problema teu.
    ————————————–
    Rodrigo, bons comentarios seus! Obrigado. Ajudam o blog a efetivamente cumprir seu papel. ;)
    “O Brasil precisa URGENTEMENTE de uma profunda reformulação na sua infra-estrutura aeroportuária e aeronáutica.”
    Nao discordo de forma nenhuma. Eh onde se peca demais no Brasil: infra-estrutura. Eh um problema sistemico nosso, simplesmente porque nao dah voto. Entao fatores multiplos se somam, e dah no que dah. Outra area onde se peca demais eh com relacao a “margem de seguranca”. Nao se respeita isso aqui.
    Cito o acidente da Congonhas como um exemplo, onde varios fatores contribuiram, e margens de seguranca foram deixadas de lado. Diga-se de passagem, parte importante dos mesmos foi induzida pela ANAC (se nao por acoes diretas, por negligencia). Mas eh justamente por isso que eu penso que eh algo criminoso criminoso: porque eh uma tragedia anunciada.
    Num contexto como esses (e jah nao estou falando mais deste acidente especifico, mas de forma geral), nao poria toda a minha confianca em um unico equipamento, mas faria meus “double checks” para garantir que equipos importantes como o T-CAS estivessem acionados e operando corretamente. Em outras palavras: por que eh que eu vou diminuir ainda mais a minha margem de seguranca? Serah que existe alguma logica nisso, que eu -ignorante- nao consigo captar?

    No final disso tudo, fica aqui o que penso sobre esta historia: tudo pode ser culpa de todos; nada pode ser culpa de ninguem… mas os caras ainda estao lah com seus breves. Quanto tempo ateh que mais uns fatores se unam, neste ou n’outro Pais, e outro acidente ocorra com esses caras? Serah que desta proxima vez eles se matam? Serah que eles matam ainda mais gente?
    Soh sei que se tivesse sido comigo… eu -um ignorante- entregava meu breve.

    Abs!

  77. Alexandre 26 de maio de 2010 at 20:16 #

    “Soh sei que se tivesse sido comigo… eu -um ignorante- entregava meu breve”

    E morreria de fome depois.

  78. fredy 27 de maio de 2010 at 19:30 #

    Alexandre, tem certeza que vc é mesmo piloto? Pois até eu sei que o TCAS nao funciona com o transponder desligado pois o sistema depende dos dados emitidos pelos transponders de ambas as aeronaves para dar o alerta aos pilotos indicando a manobra que deve ser realizada para impedir uma colisao iminente.

    No caso em discussao, o transponder do legacy estava desligado o que impossibilitou que o alarme fosse dado nao apenas no legacy, mas tambem no gol.

    Mas como eu falei la em cima, considero que os principais responsaveis pelo acidente sao os controladores de voo, que nao conseguiram antecipar a perigosa situacao que se desenrolava, mesmo estando visivel em sua tela que a posicao do legacy estava sendo captada apenas pelo radar primario que, apesar de detectar a posicao da aeronave, nao fornece dados precisos sobre sua altitude.

    Se o controlador tivesse entrado em contato com o legacy questionando o desligamento do transponder e confirmando sua altitude, verificaria facilmente que a aeronave estava fora do plano de voo passado pelo sindacta I, e em rota de colisao com outro aviao. Nesse caso teria tempo mais do que suficiente para determinar uma separacao vertical entre as aeronaves.

    Os pilotos americanos contribuiram, mas colisao aerea é culpa do controlador, nao tem jeito.

  79. Alexandre 27 de maio de 2010 at 21:01 #

    Fredy

    Vc está bem desinformado. O transponder do Legacy estava funcionando tanto que indicou FL370 e nenhum controlador viu. Após algum tempo perdeu-se a cobertura radar. Como o TCAS do Legacy estava desligado o Gol nem o Legacy tivreram aviso de resolution. Resumindo ambos transponder lidados mas só um TCAS, o do Gol. O que não foi suficiente pois é preciso os dois estarem ligados. Tenho certeza que sou piloto e vc tem certeza do que é?

  80. Alexandre 27 de maio de 2010 at 21:05 #

    Volto a falar. Façam pelo menos o dever de casa e leiam na íntegra o relatório do Cenipa. Param de especular e falar besteria. VÃO LER O RELATÓRIO e aprederão muito sobre investigação de acidentes.

  81. fredy 29 de maio de 2010 at 16:39 #

    A investigaçao realizada pela Policia Federal costatou que o transponder do legacy estava desligado.
    Por isso é que o Tcas do gol nao deu o alerta.
    Por isso que o controlador de voo pensou que a aeronave estava voando a 36000 pes quando na verdade estava voando a 37000, pois com o transponder desligado a posicao do legacy estava sendo captada apenas pelo radar primario. Como o sistema nao recebia os dados precisos do transponder pelo radar secundario, a informacao que ficou visivel na tela do controlador era que a aeronave estava voando na altitude estabelecida pelo plano de voo, informacao esta que estava equivocada.

    Como eu falei, uma vez detectado o nao recebimento dos dados do transponder da aeronave, o controlador deveria ter entrado em contato com o legacy. Nao o fez, e a tragica consequencia deste erro primario todos sabemos.

  82. Justin Case 29 de maio de 2010 at 21:14 #

    Amigos,

    Interessante reconstituição, em computação gráfica, do acidente do Turkish Airlines em 2009.
    http://link.brightcove.com/services/player/bcpid18065281001?bctid=83635223001
    Abraços,

    Justin

    “Justin Case supports Rafale”

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Departamento de Defesa da Suíça nega notícias sobre venda de F-5 ao Uruguai

  Decisões sobre a retirada de serviço e destino dos jatos, além de outros equipamentos militares, terão que ser tomadas […]

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Otan intercepta um grande número de aviões russos voando perto do espaço aéreo europeu

Nesta quarta-feira a OTAN informou ter interceptado um grande número de aviões russos voando perto do espaço aéreo europeu nos últimos […]

Israel deverá fazer sua segunda encomenda de F-35

Possível pedido de mais 25 aeronaves, elevando encomendas israelenses para 44 exemplares, se soma a outra boa notícia da semana, […]

Anac libera uso de celulares e tablets durante todo o voo, em ‘modo avião’

Empresas aéreas terão que pedir autorização à Anac para liberar uso. Equipamentos poderão permanecer ligados no pouso e na decolagem […]