‘AMX’ supersônico?

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    CASA AX 1

    vinheta-exclusivoAlgumas concepções desenvolvidas por empresas aeroespaciais da Europa mostram um desenho externo que apresenta grande semelhança com o caça ítalo-brasileiro AMX. Recentemente o blog do Poder Aéreo publicou o texto “AMX: a concepção do projeto“, onde as semelhanças entre o projeto sueco B3LA e o caça ítalo-brasileiro são grandes.

    A foto acima apresenta uma das concepções espanholas para o CASA AX, uma aeronave de ataque projetada para substituir os F-5 daquele país no início da década de 1990. Segundo esta concepção, a aeronave teria asa alta, dois motores e deriva vertical única. Olhando para a ilustração acima fica evidente a semelhança com o AMX.

    Outra concepção que também lembra o AMX externamente é o projeto britânico P.159 da British Aerospace (ver desenho baixo). Embora não tão parecido como o AX, o P.159 foi projetado para utilizar o mesmo motor do AMX (Rolls Royce Spey), mas com pós combustão.

    No entanto, há quem diga que se fosse desenvolvido um AMX supersônico no lugar do AMX, este não passaria de um SEPECAT Jaguar atualizado. Qual a sua opinião?

    1976-P.159

    23 COMMENTS

    1. Penso que a proposta do projeto britânico seria uma boa escolha.Um belo avião.
      Só que na época eu escolheria o RB 199 e não o Spey.
      Amigo Poggio, esse P.159 era mesmo para o Spey?

      • Roberto F Santana disse:

        Amigo Poggio, esse P.159 era mesmo para o Spey?

        Pela fonte consultada e pelo desenho apresentado, tudo indica que sim. Repare no comprimento da fuselagem e na ausência do reversor no bocal de exaustão. O RB.199 é bastante curto e possui o reversor como os suecos.

    2. A Suécia na época com projeto B3LA, havia virado tendência! Pena que foi cancelado. Há meu ver havia uma grande carência na Europa para este tipo de aeronave. Talvez com cancelamento da Suécia talvez outras nações tenham perdido a motivação.

    3. seria um otimo progeto para o brasil se não tivese o FX-2.
      E seria bom ver um caça brasileiro vindo de outro brasileiro ai nós teriamos nosso proprio progeto de casco emves de copiar um do outro
      fico imaginando um AMX stealth ia fica loco.
      Outra coisa que eu achei legal em progetos stealth o Gripen Stealth é o mais bonito e não perdeu seu basico dos gripens.

    4. Necessidades semelhantes levam a soluções idem, com o passar do tempo o Jaguar acabou ficando espremido entre o Harrier GR-5/7/9/9A, o Tornado retrofitado que hoje é o GR-4 e a necessidade de se financiar o Typhoon; sobrou p/ ele no final.

    5. A Embraer bem que podia pegar o desenho do AMX e desenvolver um caça 100% nacional porém superior aos atuais A-1. Claro que, com exceção do motor, aviônica avançada enfim mais, poderia pensar num projeto de caça para a FAB, acho isso bem possível e então nos tornaríamos independentes de outros países, e em caso de conflito esse é um ponto positivo para o Brasil.

    6. Srs

      Este projeto FX2 não se trata de licitação! MD pediu avaliações tecnicas.
      Acho ainda tempo de fazermos uma escolha esquecenddo essa transferencia famigerada, que somente trouxe problemas. Seria 18 Griphen e 18 Sukhoy- 35. O Mexico por exemplo patrulha seus mares com SU-27. A unica exigencia que nos fariamos, que os vetores tivesse
      condições usar nosso armamento, e claro tanbem uma boa logistica.
      Os MI-35 foi uma otima compra, tudo como a FAB queria. E partir para desenvolver o nosso.

    7. Caro Guilherme Poggio,
      sempre primando pela boa e confiável informação do PODER AEREO fiz uma pesquisa mais apurada no projeto P.159
      Penso que realmente o P.159 seria mais adequado ao R.199.
      Eis o que achei na revista AIR International, volume 20, número 6 de junho de 1981.
      Um excelente artigo do famoso Roy Braybrook ” A new lightweight fighter ” segue um trecho de interesse do tópico:
      ” The subject of the lightweight fighter came into my mind again last Christimas, when I received a card from the Future Projects Office at British Aerospace, Brought, showing their stylist new P.163 Light Combat Aircraft. My friends at Brouhg have been carrying out design studies of such aircraft for almost ten years, arising out of their naval AEW project ( NAST.6166 Gannet replacement ) and susequent Nimrod conversion studies, and their design of the Comet conversion to take the Marconi Avionics searsh radar. Having put the most advanced systems avaiable into the AEW aircraft, it seened logical to make fighter simple as possible, relying on steering instructions from the large aircraft to position it within range simple sensors and hence within firing range of its lightweight missiles. The availability of the Turbo-Union R.B.199 engine in the early 1970s, with a thrust of around 16,000lb ( 7760kg ) in prospect, encouraged BAe Brough to plan a single-engined fighter. The project began life as the P.153, was later redesignated P.159 as the result of a general clean-up of the design, and is currently referred to as the P.163, following the introduction of the latest engine standart and majos advances in the design of the cockpit, wing and flying controls system.”

    8. Caro Guilherme Poggio,
      sempre primando pela boa e confiável informação do PODER AEREO fiz uma pesquisa mais apurada no projeto P.159
      Penso que realmente o P.159 seria mais adequado ao R.199.
      Eis o que achei na revista AIR International, volume 20, número 6 de junho de 1981.
      Um excelente artigo do famoso Roy Braybrook ” A new lightweight fighter ” segue um trecho de interesse do tópico:
      ” The subject of the lightweight fighter came into my mind again last Christimas, when I received a card from the Future Projects Office at British Aerospace, Brought, showing their stylist new P.163 Light Combat Aircraft. My friends at Brouhg have been carrying out design studies of such aircraft for almost ten years, arising out of their naval AEW project ( NAST.6166 Gannet replacement ) and susequent Nimrod conversion studies, and their design of the Comet conversion to take the Marconi Avionics searsh radar. Having put the most advanced systems avaiable into the AEW aircraft, it seened logical to make fighter simple as possible, relying on steering instructions from the large aircraft to position it within range simple sensors and hence within firing range of its lightweight missiles. The availability of the Turbo-Union R.B.199 engine in the early 1970s, with a thrust of around 16,000lb ( 7760kg ) in prospect, encouraged BAe Brough to plan a single-engined fighter. The project began life as the P.153, was later redesignated P.159 as the result of a general clean-up of the design, and is currently referred to as the P.163, following the introduction of the latest engine standart and majos advances in the design of the cockpit, wing and flying controls system.”

    9. Colegas,

      Uma coisa que poucos se aprofundam é o fato inconteste, em minha opinião, que o polo aeronáutico brasileiro, o Brasil e o mundo, são profundamente diferentes da época e requisitos advindo destes que geraram o AMX do que a época atual.

      Pelo andar da carruagem, teremos uma crise nos países desenvolvidos de duração igual ou superior a depressão de 30, porém, por N motivos, teremos certa estabilidade e crescimento nos países do BRIC. A economia planetária, não vai para o brejo como na de 30.

      O importante ao meu ver, é evitar qualquer translouquice da potência hegemonica global e da nova emergente. Por isso a importância de projetos multinacionais envolvendo os BRIC’s e as nações européias fora da influência do mercado financeiro americano, como elemento mediador de conflitos entre o falcão em aterrissagem e o dragão em pleno taxi para decolagem, servindo como esteio a tradição democrática seja ela ocidental ou oriental (Índia – a maior democracia do mundo – nobre filha da Rainha, apesar do colonialismo).

      A inserção de um projeto de um caça que envolva estes atores, além do fato da ajuda econômica do Sul-Norte e ajuda Norte-Sul em tecnologias e pesquisas, poderia ser o começo deste indispensável bloco moderador, pelo bem da humanidade durante a jornada do Sec. XXI.

      A França apesar de consciente disto, seus representantes e atores internos não demonstraram a menor disposição em uma verdadeira e inédita parceria (pois antes era apenas relações de vassalagem) entre nações ricas e “pobres”.

      A Suécia tem demonstrado interesse e é necessário verificar se outros países europeus querem compartilhar do mesmo espírito.

      Construir um caça moderno 100% nacional está fora de cogitação até para os EUA e vide a experiência francesa.

      A indústria aeronáutica nacional e a Sueca já demonstraram maturidade e prestígio o suficiente para gerir um projeto de um caça de arquitetura aberta com opções diferentes de motorização, armas e sensores, que poderia ser oferecido a outros países europeus e orientais, ao qual em troca, forneceriam participação no quesito de armas e sensores. A índia seria importante no desenvolvimento conjunto da Kaveri, como opção a motorização diferencial aos países que se interessarem no mesmo.

      Entrar em um projeto mesmo de 5 geração pura (F-35, F-22, PAK-FA, F-XX) seria entrar em concorrência direta com os maiores produtores de armas e nem um pouco interessante para os parceiros do projeto, vide a geração anterior dos Typoon e Rafales.

      O melhor nicho ao meu ver, seria a participação do Brasil, Suécia e quem sabe, Índia, em um projeto no estilo sueco do Sthelf com opções futuras de aeronave embarcada e atualização para VANT. Tem muita gente pulando fora da astronômica “ferrari” do F-35.

      São pouquíssimas vezes na história do mundo, que oportunidades como esta aparecem, e a experiência tem demonstrado que só se aproveita a chance, com a união de todos com os mesmos interesses, agilidade nas negociações destas parcerias e compromisso de não exploração de uma nação por outra. Negócio de parceiros e não de vendedor/cliente.

      Vamos perder o bonde e arriscar um futuro sombrio com a mulecada americana cutucando o dragão com vara curta em uma competição feroz pelos recursos naturais principalmente energéticos… Uma hora, alguém vai acabar quebrando a vidraça…

      Abs.

    10. e o dragão em pleno taxi para decolagem,

      Qndo for feito o acerto do câmbio do yuan, frente ao dolar, o dragão vai voltar p/ o hangar; muchinho, muchinho…

    11. Escapamos de quebrar a vidraça nos sec. XX por muito pouco em uma batalha pelo sexo dos anjos, imagine agora quando se trata de recursos críticos….

      Mal iniciamos o sec. XXI e já esquecemos as experiências do sec XX…

      Péssimo sinal de maturidade das Nações e Estados em um século que promete ser decisivo para a humanidade.

    12. “Mauricio R. disse:
      23 de maio de 2010 às 16:27”

      Eu não contaria com isso… A China continua comunista e a dinâmica da economia é completamente diferente da capitalista.

      Pelo que eu sei, o PC chinês está mudando a tempos o perfil de produção, com rios de dinheiro, para mudar para consumo interno e pelo meu conhecimento vem sendo extremamente bem sucedida.

      Se ocorrer o que está falando, é mais fácil as duas se unirem para através da manus militar evitarem de caírem na mesma vala comum.
      Aí é o fim da Comunidade das Nações e início de um império “sino-americano”, um produz barato e cada vez com melhor qualidade e outro policia, ameaça e bate.

      Apenas minhas opiniões.

      Abs.

      Abs.

    13. Essa ilustração foi apresentada entre os anos 80 e 90 como um futuro caça da FAB, caso não me engano saiu no jornal Gazeta em 1990 quando achar mais dado envio.
      Força e Honra

    14. Rogério disse:
      24 de maio de 2010 às 10:11

      OFF-Topic: “Jobim vincula compra de caças a venda simultânea de cargueiros”
      Jobim vincula compra de caças a venda simultânea de cargueiros

      Assis Moreira

      O Ministério da Defesa fará, nos próximos dias, uma exposição de motivos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva onde indicará tanto um claro favorito no processo de aquisição de caças para renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB) como requisitos mínimos para que o contrato bilionário seja concluído.

      Um desses requisitos vincula a assinatura do contrato da compra inicial de 36 jatos à encomenda simultânea de 12 cargueiros KC-390, da Embraer, pelo vencedor da concorrência. “Queremos a assinatura ao mesmo tempo”, afirmou o ministro Nelson Jobim ao Valor.

      O ministro disse que já escreveu 76 páginas da exposição de motivos sobre a aquisição, que tem um custo estimado em cerca de US$ 6 bilhões. O texto será divulgado logo depois de entregue ao presidente Lula e depois debatido no Conselho de Defesa Nacional. E mais tarde voltará para a FAB e ao Ministério da Fazenda, para a fase da negociação do contrato.

      Estão na disputa o caça francês Rafale, da Dassault, o sueco Gripen NG, da Saab, e o F-18, fabricado pela americana Boeing. A preferência pelo jato francês parece clara em Brasilia. Jobim diz apenas que o importante para o Brasil, “se for o jato francês”, é que o cargueiro da Embraer poderá entrar no mercado europeu e competir na substituição da frota de C-130 Hércules, da americana Lockheed. Segundo Jobim, existe no mundo uma frota de 300 a 400 cargueiros Hércules, que vão precisar ser substituídos. Aí entra a possibilidade para o KC-190, da Embraer, que poderá estar voando a partir de 2014. O governo brasileiro está atento também a uma provável encomenda do Rafale pelos Emirados Árabes Unidos. Se a aquisição for confirmada, o Brasil poderá barganhar por um pacote conjunto que barateia o preço de cada jato.

      Jobim negou que a França tenha feito uma oferta final para garantir a venda dos Rafale durante o encontro do presidente Nicolas Sarkozy com o presidente Lula em Madri, na semana passada, contrariando informações publicadas pela imprensa francesa. O ministro acha que dá para concluir a negociação do contrato de aquisição antes da transferência de poder, em janeiro, sinalização que pode acalmar a inquietação entre os franceses, que já perderam encomendas em certos países quando o novo governante assumiu. Um porta-voz indicou que Sarkozy saiu do encontro com Lula com o sentimento de que, em breve será confirmada a preferência pelo Rafale.

      O presidente francês revelou ao presidente Lula, na mesma conversa, que vai propor, durante o encontro de cúpula do G-20 no mês que vem, em Toronto, que a reforma do Conselho de Segurança da ONU seja acelerada e mesmo decidida até o fim do ano. E que o Brasil tenha assento permanente, como potência emergente e líder regional.

    15. Penso que o Brasil poderia fabricar um novo caça baseado no F5. Ele teria duas turbinas bem potentes (tipo Typhoon) mais afastadas uma da outra do que hoje, o trem de pouso seria alterado para ocupar o mínimo de espaço possível (tipo gripen NG) e o canhão único seria postado junto à asa (liberando espaço para um radar maior e demais aviônicos).
      Com isto obtería-se os seguintes benefícios:
      1 – alcance muito maior, pois o espaço entre as turbinas poderia permitir um imenso tanque interno de combustível que iría do tanque atual até próximo a cauda
      2 – mais furtividade, pois o armamento para defesa aérea poderia ser levado internamente, abaixo do imenso tanque de combustível interno e na ponta das asas apenas. Acrescente-se a isto algumas pequenas modificações no formato do avião + materiais e tintas absorventes de ondas eletromagnéticas.
      3 – supercruise, pois se as duas turbinas fracas do F5 atual já dão a velocidade supersônica, imagine se fossem usadas turbinas 4 vezes mais potentes

      E ainda teríamos como vantagem:
      1 – economia de projeto, já que à medida do possível o formato e as peças e demais componentes seriam do F5 atual (se funcionam bem, não tem porque trocar)
      2 – economia de peças de reposição, pois os F5 atuais serviriam para isto, no que se refere às peças que não mudam
      3 – economia de adaptação das bases aéreas ao novo vetor
      4 – economia de treinamento de pilotos e mecânicos, pois já estão acostumados com o novo avião
      5 – avião 100% nacional, pois a FAB opera o F5 a 40 anos e duvido que alguém no mundo conheça tão bem o caça quanto nós

      Em resumo: um avião com características completamente novas em um modelo completamente dominado = avião de baixo custo de aquisição e operação.

    16. O AMX quase teve dois motores pois a Adour e a Viper concorreram com a Spey e a RB199. A spey foi a escolhida mais devido aos requistios de fabricação local.

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