As ações da 1ª Esquadrilha Aeronaval de Ataque
A “1ª Esquadrilla Aeronaval de Ataque”, baseada em Punta Índio, província de Buenos Aires, foi uma das unidades da Aviação Naval argentina que teve seu batismo de fogo durante a Guerra das Malvinas. Em 1982 a unidade estava equipada com jatos de procedência italiana MB.326 e MB.339. O MB-339 é o “irmão mais novo” do conhecido jato EMB.326 Xavante.
A Marinha da Argentina, primeiro cliente do 339, havia adquirido dez exemplares no final de 1980 transladados no ano seguinte. Para a função de treinador armado o 339 era capaz de transportar pouco menos de duas toneladas de armamento em seis cabides sob as asas. As aeronaves vieram pintadas nas cores laranja e branco, assim como as aeronaves vendidas ao Perú.
Foto de 1981 mostrando os dez exemplares estacionados em Punta Indio FOTO: COAN
Em março de 1982 a 1ª Esquadrilha tinha uma baixa disponibilidade, algo em torno de 40%. Após a conclusão da “Operação Rosário”, nome dado à ação de reconquista das ilhas, a 1ª Esquadrilha recebeu ordens para enviar uma divisão de quatro aviões Aermacchi MB-339 para Rio Grande. Rapidamente o esquadrão trabalhou para solucionar os problemas das aeronaves e na primeira quinzena de abril 16 (sendo 10 MB.339) das 17 aeronaves da unidade estavam em condições de voo.
O 4-A-118 exibindo o padrão inicial de pintura para voos de treinamento. FOTO: COAN
Havia a questão da pintura, totalmente incompatível para um combate. As aeronaves receberam uma camuflagem semelhante à utilizada pelos caças Dagger (verde e areia). Os dez MB.339 foram então deslocados de Punta Indio para os aeródromos da porção Sul da Argentina. Em Comandante Espora ficaram quatro aeronaves e as outras seis em Rio Grande.
No dia 24 de abril dois MB.339 (4-A-113 e 4-A-116), em companhia de um BE-200, decolaram de Rio Grande às 9:45h, chegando às 11:15h em Puerto Argentino, como foi renomeada a localidade e o aeródromo de Port Stanley nas Ilhas Malvinas. As aeronaves foram estacionadas fora da pista sobre pranchas de alumínio, próximo à cabeceira 26. Entre os dias 25 e 30 de abril foram feitos três voos de reconhecimento e ambientação sobre a ilha.
Primeiro pouso de um MB.339 em Puerto Argentino. FOTO: COAN
Nas Malvinas, os 339 deveriam operar não só na função de reconhecimento armando, mas também no ataque marítimo e no apoio aéreo aproximado. Para esta função optou-se por uma configuração com dois canhões DEFA 553 de 30 mm nos cabides internos (cada pod com capacidade para 120 projéteis) e dois casulos de foguetes Zuni LAU-10/A (quatro foguetes de 127 mm por casulo) nos cabides intermediários.
A tranquilidade do final do mês de abril foi substituída por ações intensas logo no dia 1º de maio. Pela manhã o aeródromo de Puerto Argentino foi atacado por Sea Harriers e, por sorte, nenhum dos 339 foi atingido. Mas uma das bombas destruiu 30 tambores de combustível JP-1 dos caças.
Ataque ao aeródromo de Puerto Argentino. As chamas indicam o local onde era estocado o combustível dos MB.339 FOTO: AP
Ainda naquele mesmo dia os aviões da divisão foram acionados para averiguar dois contatos detectados pelo radar instalado na ilha. Pareciam ser helicópteros, mas nada foi constatado. Os dois MB.339 foram novamente acionados no dia 3 para investigar um “eco de superfície” detectado a 60 milhas no rumo 160º.
Voando rente ao mar e com uma meteorologia totalmente adversa, as duas aeronaves chegaram ao local indicado pelo radar, mas não encontraram nada. Retornando em formação de combate e em baixa altitude, o líder (“Capitan de Corbeta” Molteni) pousou na pista 26. Logo atrás dele vinha o “Teniente de Fragata” (Primeiro-Tenente) Carlos Alberto Benitez, que, de tão baixo, acabou tocando com a ponta da asa em uma pequena elevação do solo. Benitez perdeu o controle da aeronave, mas ainda teve tempo de ejetar-se. Infelizmente, por estar próximo ao solo e com a aeronave inclinada, o pára-quedas não se abriu e o piloto argentino faleceu na queda. A guerra mal havia começado para a 1ª Esquadrilha e ela acabara de perder sua primeira aeronave e seu primeiro piloto.
Diante da situação foram solicitadas novas aeronaves. No mesmo dia do trágico acidente (3 de maio) outros dois MB.339 foram transladados de Espora para Rio Grande. No dia seguinte, pela tarde, dois aviões partiram para Puerto Argentino. Após 12 minutos de voo os pilotos foram alertados de que o aeródromo de Puerto Argentino estava sob ataque e retornaram para o continente. Nos dias subsequentes a atividade aérea inimiga e os navios piquete-radar, associado ao clima desfavorável, impediram a chegada dos reforços à ilha. Somente no dia 15 de maio as duas aeronaves (4-A-112 e 4-A-115) conseguiram pousar em Puerto Argentino.
Uma missão histórica

Na tarde do dia 20 de maio de 1982 um pensamento teimava em não sair da cabeça dos militares argentinos. Quando e onde seria o desembarque britânico. Já havia passado quase um mês desde que as ilhas Geórgia do Sul foram reconquistadas. A ação do dia 25 de abril demonstrou que a vontade da “coroa” em retomar as Malvinas era real.
No aeródromo de Puerto Argentino, oficiais da aviação naval argentina reuniram-se na tarde do dia 20 para o planejamento da missão do dia seguinte. O “Capitán de Fragata” Oscar Manuel Arce, comandande da estação aeronaval, comunicou aos “Tenientes de Navío” (Capitão-Tenente, equivale ao posto de Capitão na Força Aérea) Guillermo Owen Crippa e Horacio Talarico, pilotos de MB.339, que na manhã do dia seguinte (21 de maio) duas aeronaves deveriam sobrevoar a região do estreito de San Carlos. Existiam indícios de que um desembarque inimigo poderia ocorrer naquela região, porém não se sabia a dimensão de tal manobra ou se o mesmo seria apenas um desembarque para desviar a atenção.
A missão deveria ser realizada a baixíssima altitude, contornando as encostas mais elevadas e utilizando o relevo da ilha como defesa. A partir de Puerto Argentino as duas aeronaves seguiriam para oeste acompanhando a cadeia de montanhas Rivadavia, que atravessava a ilha Soledad de leste a oeste. Próximo ao monte Usborne (ponto mais elevado da ilha) os jatos deveriam seguir por um vale que os levaria direto para San Carlos.
Membros da 1ª Esquadrilha de Ataque no interior do apertado hangar de Puerto Argentino
Na manhã do dia 21 o tempo estava encoberto sobre as ilhas. O teto estava baixo e havia neblina e garoa localizada. Não era o melhor dia para se voar, mas existiam condições satisfatórias para o cumprimento da missão. Desde muito cedo os mecânicos trabalharam exaustivamente nas duas aeronaves, mas problemas técnicos que exigiam soluções mais demoradas apareceram no avião de Talarico.
Por volta das 8:30h patrulhas do Exército Argentino informaram a presença de navios no Estreito de San Carlos. Como o cumprimento da missão era fundamental, todo o esforço foi feito para que pelo menos uma das aeronaves estivesse em condições de voo. Pouco antes das dez horas da manhã o avião do tenente Crippa ficou pronto. De certa forma o atraso permitiu uma melhora no tempo, embora ainda estivesse nublado (com nuvens baixas) e neblina em alguns locais.

Eram 10:04h quando Crippa alinhou o seu MB.339 com a pista 08 e recebeu autorização da torre para decolar. Após a decolagem, Crippa curvou suavemente para a esquerda e tomou rumo Oeste. Após passar pelas linhas de defesa argentinas e pelo Monte Kent, o oficial naval tinha total liberdade para atacar qualquer helicóptero que encontrasse no caminho.
Ainda não muito distante do Monte Kent, Crippa observou duas colunas de fumaça cinza que se erguiam a partir do solo. Eram helicópteros do Exército (um Chinook e um Puma) que haviam sido atacados por Harrier GR.3 da RAF no início daquela manhã. Se a aeronave de Crippa tivesse decolado duas horas antes, seu destino poderia ter sido diferente. Mas este era o seu dia.
Mapa do trajeto de Crippa, indicando o local do ataque. Clique na imagem para ampliar
Voando dentro do vale do Rio San Carlos Crippa deparou-se com uma espessa camada de neblina próximo ao solo que provocava uma série de reflexos com os raios de sol, prejudicando a visão. O oficial argentino decidiu então modificar a rota e penetrar no estreito de San Carlos pela sua porção norte. Assim, também teria o sol nas suas costas o máximo possível.
Ao atingir a Enseada do Norte não encontrou nenhum navio e curvou para a esquerda para dentro o estreito. Nas proximidades da baía de Punta Roca Blanca, voando a 500 pés de altitude e aproximadamente 300 nós, Crippa identificou um navio que, segundo ele, tratava-se de uma fragata Tipo 21. A princípio o navio não se deu conta da aeronave, que seguia margeando a costa a baixa altitude. Alguns segundos depois, identificou outros navios próximo ao ponto onde estava a Tipo 21. Ao transpor um dos montes que margeiam o estreito de San Carlos deu de cara com um helicóptero Lynx da Royal Navy, pairando cerca de 1000 pés acima da superfície do mar.

Como Crippa tinha ordens para atacar qualquer helicóptero que encontrasse, tratou de manobrar a aeronave (ele estava mais baixo que o helicóptero) para realizar o ataque. Momentos antes de apertar o gatilho, o oficial argentino identificou mais outro navio. Tratava-se da fragata HMS Argonaut (classe Leander). Como era um alvo de maior valor, Crippa manobrou o MB.339 para a esquerda e partiu para cima do navio. No momento do disparo do canhão, nenhum projétil saiu pelo cano. Tentou com os foguetes Zuni e nada novamente. Deu-se conta então que não havia selecionado o “master switch” do armamento, o que vez de imediato.
Eram aproximadamente 10:30h quando Crippa estava quase sobre o navio. Fez mira no passadiço e nos sistemas eletrônicos ao redor. Sabia que não poderia afundar a fragata, mas pelo menos tentaria colocá-la fora de ação.
Disparou tudo o que podia (canhões e foguetes) antes de erguer o nariz da aeronave, curvar de volta ao mar e passar pela popa já executando manobras evasivas. Três tripulantes foram feridos e o radar de vigilância aérea Tipo 965 foi colocado fora de combate.
Neste momento sua presença já não era mais uma surpresa e tudo quanto é boca de fogo que existia ali começou a disparar sobre o seu avião. Era a luta de um contra todos.
HMS Argonaut. Esta é uma imagem antiga, pois o canhão da proa foi substituído por lançadores de SSM Exocet (comparar com a ilustração acima). Observar o lançador quádrulo de mísseis Seacat acima do hangar do helicóptero. e a ré da antena do radar de vigilância aérea Tipo 965. FOTO: RN
Crippa observou que um navio de assalto anfíbio da classe Feraless (HMS Fearless ou o HMS Intrepid) que estava a sua esquerda havia disparado um míssil (muito provavelmente um Seacat), que não o atingiu. Quanto mais o MB.339 avançava por aquele braço de mar, mais navios encontrava. Voou mais baixo ainda e com potência plena enfiou-se entre os navios da frota britânica. Momentaneamente o fogo cessou, com a possibilidade de um navio atingir o outro. Mas isso durou pouco. Como forma de livrar-se de vez dos navios, o piloto argentino buscou refúgio atrás das colinas. Após superar a primeira colina, Crippa deu de cara com mais navios a sua direita, fundeados na Baía de Ruiz Puente. Novamente começaram os disparos contra o seu avião. Rapidamente Crippa curvou para a esquerda na direção do povoado de Puerto Sussex.
Ainda antes de retornar para Puerto Argentino ganhou altitude e fez uma manobra suave para a esquerda com o propósito de realizar um último reconhecimento. Na sua avaliação existiam quatorze navios de médio e grande porte em San Carlos. Era uma concentração muito grande em águas tão restritas. Não havia mais dúvidas, a “invasão” havia começado.
Restava a Crippa voltar e dar todas as informações possíveis sobre o voo. O informe não foi feito via rádio, pois o voo baixo, praticamente “colado ao relevo”, reduzia muito o alcance do VHF. Ainda existia o medo de encontrar uma CAP de Sea Harriers caso a sua rota de retorno fosse denunciada pela transmissão.
E a sua rota de retorno tornou-se a grande preocupação naquele momento. Como a navegação de ida foi alterada em função das condições climáticas, as referências geográficas foram perdidas.
Desenho de um navio (a silhueta lembra uma Tipo21) na fuselagem do 4-A-115 simbolizando o ataque de Crippa à fragata HMS Argonaut . Na esquerda o símbolo da 1ª Esquadrilha.
Estando mais ao Sul do que deveria, Crippa passaria próximo de Puerto Darwin, onde existia uma guarnição argentina que desconhecia o seu paradeiro e a sua missão. A AAA (artilharia antiaérea) amiga poderia até atingi-lo, como já havia acontecido com o Capitão García Cuerva da FAA, derrubado próximo de Puerto Argentino por fogo amigo.
Crippa então decidiu voar “colado ao solo” e margeando as colinas de Rivadavia, pois estas o levariam ao lado oriental da ilha. Poucos minutos depois o MB.339 já estava sobrevoando a Baía Agradable. Na certeza de que estava perto de “casa”, o piloto argentino subiu e comunicou-se com o aeródromo. Após receber as instruções rumou para o pouso. Antes de alinhar-se com a pista ainda fez um último contato.
Eram aproximadamente 10:45h quando Crippa pousou. Ao deixar o cockpit partiu para o Centro de Operações, onde relatou em detalhes o ataque e a situação da frota britânica no estreito. Era o primeiro relato detalhado do desembarque. Suas informações foram fundamentais para os ataques posteriores vindos do continente.Crippa foi condecorado com a “medalla al heroico valor en combate”.
Os últimos dias

Membros da 1ª Esquadrilha de Ataque posam ao lado do avião pilotado por Crippa (último à direta). Observar o armamento típico destes aviões.
A operacionalidade dos MB.339 era duramente afetada pelas condições locais. A falta de estrutura para manter e dispor as aeronaves no pátio associada ao rigoroso inverno (que afetava os sistemas elétricos da aeronave) reduziam muito a disponibilidade das aeronaves. Além da perda do 4-A-113, o 4-A-116 estava com o motor danificado por estilhaços e o 4-A-115 com falhas elétricas. Somente o 4-A-112 tinha condições de voo. Eram necessários mais MB.339.
No dia 26 de maio, acompanhados por um Fokker F-28, três MB.339 (4-A-110, 4-A-114 e 4-A-117) partiram de Rio Grande com destino a Puerto Argentino, onde chegaram às 14:32h. No mesmo dia foi feito um esforço de manutenção para colocar o 4-A-115 em atividade a partir de peças canibalizadas dos 4-A-112 e do 4-A-116.A medida era urgente, pois as tropas britânicas avançavam sobre Darwin e os MB.339 deveriam ser empregados no apoio aéreo aproximado.
Foto do 4-A-116 abandonado em Puerto Argentino. Observar o estado da aeronave sem o leme e a roda do trem direito
Mesmo diante das adversidades, duas aeronaves (4-A-114 e 4-A-117) foram lançadas na manhã do dia 28 para apoiar o exército em Darwin. Com a piora do tempo e a visibilidade quase nula, a missão foi abortada. Pela tarde o tempo melhorou e as mesmas aeronaves decolaram para oeste. O ataque foi feito com o emprego de canhões e foquetes Zuni. O “Capitan de Corbeta” Molteni, piloto do 4-A-117, observou o disparo de um míssil e iniciou as manobras de despistamento. O outro MB.339 (4-A-114) não teve a mesma sorte e o piloto, “Teniente de Corbeta” Daniel Enrique Miguel, foi abatido por um MANPAD Blowpipe dos Royal Marines. No dia seguinte os britânicos tomaram Darwin.
Para piorar a situação, um ataque aéreo ao aeródromo de Puerto Argentino no dia 30 de maio, realizados por Harriers da RAF, colocou fora de ação o 4-A-110, que havia chegado à ilha quatro dias antes. Os estilhaços perfuraram um tanque da ponta das asa. A única notícia boa do dia para a 1ª Esquadrilha foi o retorno do 4-A-115 à linha de voo. Os três dias seguintes tiveram temperaturas baixíssimas e as aeronaves estacionadas ao relento sofreram muito com isso. O sistema de armamento foi afetado e os problemas do sistema elétrico de partida do motor pioraram (quando a temperatura das baterias caía muito, ela não era capaz de fornecer 19V). Com três aviões fora de ação, dois perdidos e apenas dois em condições de voo, foi decidido encerrar as atividades da esquadrilha no conflito.

Um dos MB.339 abandonados em Puerto Argentino. Este é, muito provavelmente, o 4-A-110

Foto do 4-a-112 tirada após a tomada do aeroporto de Puerto Argentino por forças britânicas
O retorno começou no dia 31 de maio, com os mecânicos voltando para casa a bordo de um transporte F-28. Os mesmos problemas que afetaram a operacionalidade dos MB.339 também atrasaram o retorno das duas aeronaves sobreviventes. Por 36 horas foi impossível dar partida no motor. Somente no dia 5 o “Capitán de Corbeta” Molteni e o “Teniente de Corbeta” (Primeiro-Tenente) Henry conseguiram transladar respectivamente os aviões 4-A-115 e 4-A-117 para o continente.
Os outros três (4-A-110, 4-A-112 e 4-A-116) foram inutilizados e abandonados na ilha. No dia 14 de junho, dia da queda de Puerto Argentino, sete membros da 1ª Esquadrilha foram feitos prisioneiros. Encerava-se assim a participação da 1ª Esquadrilha no conflito das Malvinas.
| Total de aeronaves empregadas | 7 |
| Número de missões executadas | 4 |
| Total de horas de voo em combate | 21:20h |
| Aeronaves perdidas | 2 |
| Aeronaves capturadas | 3 |
| Pilotos falecidos durante os combates | 2 |
Após a Guerra
Ao final da guerra, os outros cinco sobreviventes do lote inicial de dez exemplares tiveram baixa disponibilidade. O maior problema era a manutenção dos motores Rolls Royce Viper, de origem britânica. A aquisição de peças de reposição foi afetada pela imposição do embargo de material militar.
Em 1984 o MB.339 4-A-117 teve o seu assento ejetável acionado no interior do hangar de manutenção.Embora ninguém tenha se ferido no incidente, o cockpit ficou bastante danificado pelo motor foguete do assento. A aeronave foi encostada para um possível reparo futuro. Com a baixa disponibilidade das aeronaves, as mesmas foram estocadas em um hangar na Base Aaeronaval de Punta Indio.
Uma das aeronaves (4-A-119) foi recomprada pela Aermacchi, sendo modificada para servir de testes para a concorrência norte-americana JTAPS (a mesma que o EMB-312H participou e foi vencida pela Pilatus). Outras três foram vendidas para um colecionador em 1999, que as transportou para os Estados Unidos. Somente o exemplar 4-A-117 ficou na Argentina e foi preservado no Museu de Aviação Naval Argentina (MUAN), localizado na entrada da Base Aeronaval Comandante Espora. Em 2007 o avião foi restaurado após permanecer em exposição externa durante anos.

MB.339 exibido em Yeovilton. Esta célula foi montada utilizando-se da fuselagem frontal do 4-A-110 e as demais partes do 4-A-116. FOTO: Airliners/I. Howat
Também existiu um outro exemplar que ficou exposto no museu de aviação de Yeoviton (Inglaterra) por vários anos. Na verdade tratava-se da união da fuselagem frontal do 4-A-110 com o 4-A-116, ambos capturados em Puerto Argentino.
Em 2008 foi feita uma campanha para recomprar a aeronave 4-A-115, que estava em Houston. Esta aeronave possui um enorme valor histórico, pois foi pilotada pelo “Teninente de Navio” Crippa em 21 de maio de 1982. Infelizmente os esforços não se concretizaram. Nem mesmo a troca pelo 4-A-117 foi aceita.

Fuselagem do 4-A-115 estocada em Houston por um colecionador argentino
| número de construção | matrícula | destino final |
| 6624 | 0761/4-A-110 | capturado/fuselagem frontal exposta em Yeovilton |
| 6625 | 0762/4-A-111 | adquirido por civil e estocado em Houston |
| 6626 | 0763/4-A-112 | capturado e abandonado em Port Staley |
| 6627 | 0764/4-A-113 | acidentado em 24/04/82 |
| 6628 | 0765/4-A-114 | abatido em 28/05/82 |
| 6629 | 0766/4-A-115 | adquirido por civil e estocado em Houston |
| 6630 | 0767/4-A-116 | capturado/parcialmente exposto em Yeovilton |
| 6631 | 0768/4-A-117 | adquirido por civil e em exposição no museu |
| 6632 | 0769/4-A-118 | estocado em Houston |
| 6633 | 0770/4-A-119 | vendido em 1991, transformou-se no protótipo da Aermacchi para o programa JPATS (matrícula civil italiana I-RAIB). Transladado para os EUA em 1997 foi rematriculado N339L e destruído em 25/7/2000 quando pertencia a Lockheed |
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Muito bom esse post, assim como o anterior; nunca tinha visto reportagens tão boas sobre a Guerra das Malvinas.
Fico imaginando se a guerra fosse Brasil x Inglaterra, como teriamos nos saido? Acredito que a FAB assim como hoje, não estava lá essas coisas hehe
Ótimo artigo. Fotos ótimas. Pilotos corajosos.
Lamentável foi a atitude do governo argentino, à época, de querer retomar as Malvinas à força…
a historia de que as bombas jogadas nos navios britanicos que nao explodirao foi porque o retardo nao estava programado corretamente,mas num documentario do discovery channel,um militar argentino fala que era nescessario o retardo senao as explosoes poderiao avariar os avioes.pessoal do blog,essa informaçao e correta?
Saudações!
É matérias como essas que queremos ler. Parabéns mais uma vez!
Editores fica uma sugestão, que tal outras matérias com combates aéreos pelo mundo? Tem muita coisa boa para se mostrar.
Continuem assim!
Boa Tarde!
É matérias = São matérias.
Para:
Alexandre disse:
30 de abril de 2010 às 16:39
Pois é Alexandre, Eu também assisti essa matéria no “discovery channel” e também no “The History”. É uma Excelente pergunta !!!
Inclusive, Eu iria escrever aquí,
que se a Argentina tivesse Forças Armadas interagindo entre sí, a Guerra das Malvinas teria sido ganha, pois a Aviação de Caça teria acertado 60% das Bombas lançadas pelos Aviões, porém por falta de comunicação entre Força Naval e Força Aérea não se sabia qual tempo de “retardo” para que as Bombas causa-se o efeito esperado ao impactar os Navios Inimigos, dessa forma a “Bomba” apenas penetrava na blindagem, e até transfixava o Navio Inimigo sem causar grandes danos.
Pelo documentário que Eu assisti parecia que a Força Aérea e a Foça Aérea Naval Argentinas estavam em guerra entre elas próprias. Enquanto uma das duas Forças (Aérea e Naval) tinha conhecimento do emprego dos mísseis e bombas, a outra tinha conhecimento dos cálculos sobre o “tempo de retardo”, porém as duas Forças não trocavam informações e nem aceitavam conversar sobre o assunto.
Parece-me, que tanto Força Aérea quanto Aviação Naval Argentinas, sabiam que tinham “Poder Dissuasório” para repelir a aproximação Inimiga das Malvinas, as duas Forças disputavam para ver quem iria ser determinante na Dissuasão do Inimigo, e dessa forma ganhariam prestigio. O PROBLEMA LÁ FOI DE FALTA DE ENTENTIMENTO E DE EGO.
Guerra das Malvinas:
Loucuras de um general lunático.
Mas de um mal sempre se tira alguma coisa boa,
a coragem dos aviadores argentinos.
Recado pro Sirkis,
Eu tinha um livro:
“Malvinas: Gesta E Incompetencia” em espanhol
Acabei dando o livro para um cara que nem quis ler.
Se eu soubesse que você coleciona livros sobre o assunto eu tinha mandado pra você.
Você já tem esse livro?
alexandre disse:
a historia de que as bombas jogadas nos navios britanicos que nao explodirao (…) pessoal do blog,essa informaçao e correta?
Cláudio disse:
Pois é Alexandre, Eu também assisti essa matéria no “discovery channel” e também no “The History”. É uma Excelente pergunta !!!
Prezados
Este tema também será abordado no futuro pelo blog. Tenham mais paciência
Sirkis disse:
matérias como essas que queremos ler.
Sirkis, sobram temas, material e idéias. Falta tempo. Um texto como esse consome, pelo menos uns três dias cheios.
Alexandre, leia esse link para saber:
http://www.aereo.jor.br/2010/03/13/por-que-o-poder-aereo-argentino-foi-derrotado-nas-malvinas/
Caro Cláudio,
~Se você quer aprender história nunca acredite no The History.
Aquilo ali é feito para prender sua atenção e vender.
Leia um bom livro,como o quê citei acima.
Quanto a Argentina ganhar a guerra, vê se o Discovery contou aquela história do comandante inglês que foi um dos primeiros a chegar na invasão, quando viu os “meninos” soldados argentinos jogando bola, ficou com pena e atirou para cima…
É matérias como essas que queremos ler.
Caro Poggio e demais editores, deixe eu assinar embaixo do que o Sirkis disse. Esta séries das Falklands e a do AMX são impecáveis, excelente trabalho de vocês.
Não sei se você ainda estão recebendo pagamentos, mas eu teria um enorme prazer em “renovar” a minha assinatura.
Por tudo que eu ví até agora sobre esse conflito, a liderança argentina estava fora de sí ao entrar nessa aventura com os meios de combate em estado tão deplorável. Eles só podiam achar que a GB não iria tentar tomar a ilha de volta, porque nenhum militar é tão burro assim.
Os argentinos ate poderiam ter derrotado esta “primeira leva” britanica, mas acho que os britanicos jogariam bem mais pesado nas seguintes
O maximo que os agentinos poderiam fazer em toda a guerra era atrazar a derrota
Alexandre galante
Alexandre, leia esse link para saber:
Galante ja li e reli sobre essa guerra,mas o que eu queria esclarecer e que dizem que as bombas nao forao ajustadas corretamente por falta de troca de informaçao entre as forças,ok.so que no documentario o militar argentino fala que o retardo era proposital para que a explosao nao danificasse as aeronaves(entao eles sabiao o que estavao fazendo,certo?).queria saber o que tem de verdade e lenda nessa historia,abs.
F-A-N-TÁ-S-T-I-C-O!!! Exelente este post. Se possível seria interessante materias sobre a participação da força terrestre argentina nas malvinas. Valeu.
Matéria Sensacional!! Parabéns!
A Argentina poderia até ganhar essa batalha na base da surpresa mas, não a guerra. A reação inglesa seria de maior intensidade e a Argentina seria sufocada.
Bons pilotos e bom avião!
Como já disse em posts anterirores, se o Xavante fosse modernizado poderia ser nosso “MB339CM” e na base dos 150 aviões em conjunto com AMX-M e F5M, uma força bem respeitável..
parabéns aos amigos do blog pela matéria detalhada e com informaçoes que não se encontra com facilidade!!! procurei por essa guerra mais encontrei pouco material,alguns videos mais nada com detalhes.
-continuaem com esse tema pois é muito ineteressante,além de atual,pois ainda esta em conflito de interesses as duas nações!!
Prova que foram pra Guerra armados de estilingues e coragem apenas.
Temos de reconhecer a Coragem e Bravura de nossos Hermanos Argentinos. Era praticamente tudo que eles tinham contra a Frota Britânica.
E também reconhecer a Estupidez e Incopetêmcia de quem tomou a iniciativa de começar essa Guerra, sem ter feito um planejamento descente para que as FAs Argentinas não tivessem tantas perdas como tiveram.
[]‘s
errata : Incopetência=Incompetencia
Parabens pela materia e aos pilotos argentinos pela coregma e bravura!!!!
*coragem
Este é um assunto que tem muito a ser abordado … muita coisa há ainda a ser esclarecido!
A maioria dos livros editados na Argentina são desconhecidos do grande publico.
Um bom local para obter material sobre o tema Malvinas é no forum Zona Militar … lá tem muitos videos e varios textos em pdf.
Excelente, esperemos anciosos as próximas matérias do blog!!
Prova que o governo mandou seus militares despreparados, para lutar uma guerra armados com estilingues apenas, isso sim! Os militares tb usaram de sua coragem, idealismo e senso de dever…
Quem nao se prepara para a guerra, se estrepa! Pode nao se estrepar hj, ou amanha… mas uma hora se estrepa! Da forma que nosso governo trata as questoes militares, uma hora vamos nos estrepar tb, e tanto qnto os Argentinos se estreparam nas Malvinas.
E aih, Dr. Lulla? Vamos usar um pouco desta sua influencia, anunciar nosso novo vetor, e garantir as verbas para a implementacao do projeto?
Ou se um dia tivermos de defender nossas fronteiras contra invasao, vamos ter de fazer ataquees navais, interceptacoes, e SEAD com os Super Tucano?
COMBATES ENCARNIÇADOS !!!
muito bom post é disso que o povo gosta ..
sds
Legal demais a matéria.
Não conheço muito sobre a guerra das Malvinas, está sendo muito legal acompanhar as matérias sobre ela.
Deveria ter mantido o helicóptero na mira, já que não tinha meios para causar danos de monta na fragata. Um detalhe deste ataque, é que um dos projéteis do canhão, atingiu o sanitário da fragata, o que foi tido pelos oficiais ingleses como um “golpe baixo”, por parte do combatente platino.
Para:
Alexandre Galante disse:
30 de abril de 2010 às 17:28
Boa Matéria Alexandre,
para a época da Guerra das Malvinas, a Argentina tinha entorno de 200 Caças, em se tratando de década de 80 era um excelente número para “fins DISSUASÓRIO”, porém a DISSUASÃO era ao que tudo indica direcionada a Defesa da Argentina no Continente, e não de uma Ilha distante do Continente. O fato do Exército Argentino ter se unido a Marinha, e ambos ignorado a Força Aérea. (foi o cúmulo da irresponsabilidade)
Alexandre, se o Exército Argentino tivesse aumentado o comprimento da pista para que as Malvinas pudessem receber os Caças Mirage III EA; Dagger (Kfir, Mirage V); e, A-4 Skyhawks, o resultado seria outro, pois a “DISSUASÃO” estaria sendo feita sobre o Território das Malvinas, lendo a matéria e refletindo, a Argentina não tinha nenhum poder “DISSUASÓRIO” em relação as Ilhas Malvinas, pois os principais Caças estavam baseados no Continente, e o que é pior, a Força Aérea não podia sobrevoar o Oceano, pois essa função era da Marinha.
A meu ver, esses Caças eram o suficiente para fazer a diferença, se bem utilizados:
9 bombardeiros Canberra
19 Mirage IIIEA
26 Dagger (Kfir, Mirage V)
Mais ou Menos 68 A-4 Skyhawks
45 Pucara
O restante eram treinadores, transportes e helicópteros
Latino,
Combates Encarniçados????
encarniçados foram os combates navais ocorridos enter 11 e 15 de novembro de 1942, ao largo de Gualdacanal. Aposto que até hoje os tubarões do local se lembrem do sabor da carne japonesa…………
Não que isso tire o mérito dos pilotos argentinos. Eu os consideros verdadeiros heróis.
Bedacarratz, Garcia-Cuerva, Perona, Volponi, Ardiles, são nomes de HERÓIS.
abraços.
Tenho muito orgulho de ter pertencido e voado com a Primera de Ataque no ano 2000.
Macchi forever !
Saudações Roberto!
Minha sugestão é você ir atrás desse seu amigo da onça e pegar o livro de volta o quanto antes!!! Esse livro eu tenho e tomo conta dele a sete chaves. É um livro escrito pelo tenente coronel Martin. E ele fala muita coisa importante no livro de como as coisas erradas foram tomadas e as certas foram levadas na omissão. A opinião dele é muito realista e com certeza ele deve ter sofrido alguma represália porque ele aborda temas muito sensíveis.
Fala dos soldados com 18 anos que tremiam de frio e não tinham agasalhos e comida, enquanto que no continente todos os outros comiam melhor e não passavam frio. Tinha soldado com queimadura de frio e era obrigado a sentinela. Tem uma passagem triste que fala que um grupo de rapazes saíam em busca de comida. Os residentes locais ficavam com dó e muitas vezes lhes davam sopa e pão. O sentimento humano vem a tona e eles não viam os argentinos como inimigos invasores mas um grupo de moleques com frio e com fome, coisa que eles nunca viram alguém passar na ilha. Em uma notícia tinha um cara que ficou bravo quando derrubaram o Hércules, falando que sete pais de família haviam morrido. Isso não existe na guerra e esqueçam essas produções de Hollywood. Você mata seu inimigo e dane-se se ele tam família ou não. Se você der as costas ele vai te enfiar uma bala na cabeça.
Nesse livro tem um lado legal, toda a descrição de batalha, tática ou estratégia tem uma opinião, como uma análise do autor de modo militar. Isso é fácil fazer hoje quando na época o cara não tinha como ver o futuro, mas dá para ver que muita coisa foi decidida de forma errada pelos superiores militares, coisas banais. E cada erro banal gerava outro erro banal, aí no final deu a derrota Argentina. Se você conseguir esse livro de novo vai ter uma ótima leitura. Eu não sei se tem ele em português, a versão que tenho é em espanhol.
Bom Dia!
Sirkis,
Acho que só tem em espanhol.
Duas fotos que me tocaram no livro:
A da carroça cheia de corpos de jovens soldados argentinos.
E acho que a última, de um túmulo de um soldado desconhecido argentino sepultado pelos inglesês, com um terço e um dizer em inglês:
“Um soldado argentino conhecido só por Deus”
Muito mais que um blog de noticias!…. entretenimento puro para os fans de aviação militar… eu mesmo ja apresentei o blog para diversos pilotos… parabéns!! de verdade….
Sds!
Berk.
“A Argentina poderia até ganhar essa batalha na base da surpresa mas, não a guerra. A reação inglesa seria de maior intensidade e a Argentina seria sufocada.”
Se os ingleses perdessem eles não teriam mais o que enviar. Toda a marinha britânica estava no conflito.
Se os Argentinos fosse mais competentes como cita um documentário do History Channel as Malvinas seriam argentinas.
E não haveria mais reação britânica. Só na ONU.
Citando o Sirkis:
“(…) dá para ver que muita coisa foi decidida de forma errada pelos superiores militares, coisas banais. E cada erro banal gerava outro erro banal, aí no final deu a derrota (…)”
Esta eh a funcao do treinamentos… eliminar este tipo de erro. Para faze-lo, eh preciso treinas a exaustao. O governo nao inha nocao nenhuma da falta de preparo, e se o que o Roberto falou procede, entao os grandes comandantes das forcas Argentinas tb nao tinham esta nocao.
Sem trenamento adequado, sem cumprimento de um minimo de horas de voo, sem treinar uso de todas as armas disponiveis, sem treinar o uso de plataformas de comando e controle, sem treinar a coordenacao de acoes com muiltiplos elementos (usando o data link), etc… obtemos uma forca que nao sabe usar seus recursos. De que adianta te-los?
Moral: Uma forca que nao treina, nao sabe usar seus recursos, e nao tem capacidade de dissuasao. E, se for para a guerra, se estrepa!
Isso tem mais a ver com a nossa realidade do que muitos imaginam!
Abs!
Jorge Nunes disse:
1 de maio de 2010 às 8:24
O Jorge Nunes citou um ponto interessante que não está sendo relevado por várias pessoas que estão opinando no saite, trata-se do fato da Aviação da Marinha Inglesa, “…Se os ingleses perdessem eles não teriam mais o que enviar reforças. Toda a marinha britânica estava no conflito…” citação de Jorge Nunes.
Na época da Guerra das Malvinas, a Argentina tinha cerca de 45 Mirages (mirage III; mirage V; e Kfir) esses supersônicos, além de mais ou menos 65 A-4 Skyhawks subsônicos, mas com excelente capacidade de ataque e defesa para a época.
Os Mirages e Kfir do início da década de 80 equivaliam aos Rafales, Super Hornet, Eurofaither, Sukoy-30 de hoje. Na década de 80 a Argentina tinha 45 dos melhores Caças do Mundo para fins DISSUASÓRIOS.
Levando-se em conta que o grosso do poder Naval Operacional Inglês, destinado a operações a longas distâncias, estava concentrado nas Malvinas, a “tese” de que seria possível a Argentina ganhar a Guerra é bastante pertinente.
É uma pena que pilotos da Força Aérea Brasileira não possam se manifestar com “análises críticas”, sob pena de serem punidos, pois poderiamos ter uma discussão mais técnica e realista sobre o assunto.
Discordo da tese do Nunes e do Claudio
“Levando-se em conta que o grosso do poder Naval Operacional Inglês, destinado a operações a longas distâncias, estava concentrado nas Malvinas, a “tese” de que seria possível a Argentina ganhar a Guerra é bastante pertinente.”
A Argentina jah tinha perdido a guerra antes do seu inicio. Foi um jogo de truco politico, e lhes custou muito caro. Nao estavam preparados, pois equipamento nao substitui estrategia, nem treinamento. Tb nao souberam escolher o momento adequado, pois uma guerra naquele momento era tudo o que o Governo Tatcher precisava para retomar sua popularidade. No meu entender, o Governo Argentino, em uma demonstracao clara de prepotencia e arrogancia, mandou a sua “frota” pro moedor de carne. Perderam-se assim pessoas, know-how, e equipamentos de grande valor.
Se tivessem se preparado melhor, coordenado suar forcas, e tivessem usado um pouco mais de viaso estrategica estrategica (e auto-critica), poderiam ter se aproveitado das fragilidades da frota Inglesa e comprometido a invasao.
Mas ‘Se…’ nao vence guerras, nao salva as vidas perdidas bestamente. Temos eh que aprender a licao, e nao cairmos no mesm erro.
Me pergunto quando eh que nosso governo vai destinar verbas serias para garantir o treinamento de nossas tripulacoes e combatentes. Sabemos muito bem que existem problemas cronicos em nossas forcas, que sao diariamente prejudicadas por contingenciamento de fundos. E aih eu pergunto: vcs jah viram contingenciamento de verbas de gabinete, lah em Brasilia?
Abs!
Daniel_SC disse:
30 de abril de 2010 às 21:12
gostaria que colocase o url do forum zona militar,procurei o nome pelo google mais não encontrei,se o amigo poder fazer o favor de me ajudar nesse sentido ficarei agradecido desde já! aguardo resposta!!
“Se os ingleses perdessem eles não teriam mais o que enviar. Toda a marinha britânica estava no conflito.
Se os Argentinos fosse mais competentes como cita um documentário do History Channel as Malvinas seriam argentinas.
E não haveria mais reação britânica. Só na ONU…”
Toda Marinha Britânica? Não creio.
E se fosse, mesmo assim haveria reação sim, Iriam à OTAN ……
Quem lutou contra os alemães na 2ªWW e eram preparados para lutar contra a URSS, não deixaria barato assim para a Argentina……
E como eu já disse uma vez, a Inglaterra poderia bombardear Buenos Aires se quisesse, jogando apenas uma meia-dúzia de bombas na Casa Rosada impondo enormes perdas materiais e morais.
A Argentina poderia atacar Londres?
Como sempre afirmei, mesmo hoje a defesa das Malvinas pelos ingleses é uma tarefa logística muito difícil.
Na época, e esta história confirma isso, a Argentina teve a chance, e não foi única, de virar a sorte no conflito.
Não coloco nem a falta de recursos para ir para Guerra, mas sim falharam no preparo para o combate, não existia convergência nas ações e a disponibilidade do equipamento era baixa nas três forças. Jovens sendo mandados para um campo de batalha úmido e gelado sem devido preparo. Artilharia deficiente, aeroporto na ilha sem condições de operar os mais modernos caças da FAA e uma Marinha reticente em colocar todos seus meios na operação. Mas como diria um comandante Argentina, era a OTAN contra a Argentina e dai seria muito difícil ela ganhar tal conflito.
Eu também teria abatido o helicóptero e não desviado para um alvo maior e mais robusto. E porque os Argentinos não minaram esta baía?
Ficou fácil para a RNavy.
Coragem é atacar um Buque de Combate com um M339. Somente coragem e talvez um pouco de estupidez ou espíritio suícida.
As forças Inglesas não atacariam o continente, isso poderia ser interpretado de duas maneiras:
- o povo argentino se mobililzaria contra a Ditadura e a junta militar;
- o povo argentino se uniria mais ainda contra a Inglaterra;
- o continente poderia interpretar como uso de força desproporcional por parte dos ingleses;
- aceleraria alguns projetos nucleares no continente.
- o Brasil ficaria de que lado?
- o Chile aproveitaria a oportunidade para tomar território ao sul do continente?
são muitas as opções.
Porque o sujeito descumpriu sua missão de atacar helicópteros e visou a fragata, não portando nehuma bomba? Será que os britãnicos, em nome da “paz entre os povos” devolverão o aeromacchi? Aproveitem, devolvam alguns Bf 109 também…
Jorge e Wolfpack são bons argumentos mas eu discordo. A Tatcher apostou na solução militar, foi o que virou a popularidade dela.
Se a frota britânica tivesse de retornar sem tomar as ilhas eu aposto que ela mandava a força de submarinos arrasar a Armada Argentina em seus portos enquanto a frota reabastecia para tentar de novo.
Quanto ao piloto acho que ele foi corajoso, mas tb. muito profissional, atacou o quanto pode. Porém quando viu o número de navios e sacou o que estava acontecendo se mandou. Sabia que entregar a informação tornou-se prioridade
Os EUA acreditavam que terroristas islâmicos não atacariam seu território ……
Putz, nao se confunde terrorismo com guerra. Nem com guerrilha.
Podes comparar terrorismo com as acoes de paises como EUA, França, Inglaterra, Russia para derrubar governos com golpes de estado; mas no maximo eh isso.
Açoes terroristas visam civis e nao levam a nenhum resultado tangivel na arena militar. Eh a carnificina pela propria carnificina. Psicopatia em massa. Considero o terrorismo como forma de açao covarde, e invalida em qualquer tipo de cenario.
Que nao se confunda com guerrilha.
Por isso, nao ha como comparar a capacidade de previsao de açoes militares com a capacidade de previsao de açoes terroristas.
Caro Renato. Concordo contigo quanto ao impacto na popularidade da Primeira Ministra Margareth Tatcher, mas dúvido que a Inglaterra atacariam o território continental argentino. Nunca saberemos, mas acredito que acontecendo ela perderia apoio Norte Americano e da OTAN, assim como Sul Americano. Quantos submarinos operacionais a Inglaterra dispunha no momento? e mesmo o HMS Conqueror depois de afundar o Belgrano rumou pra casa.
Sempre a longística seria um problema pra Inglaterra aqui no sul.
Digo mais e mudando um pouco de assunto. O problema da BP no Golfo do México coloca sérias dúvidas sobre a exploração de petróleo no Atlântico sul pelos ingleses… Imagine um acidente ambiental daqueles perto da Argentina…
[]s
Então tá…
Os EUA não acreditavam que o Japão pudesse atacar alvos em território americano, como Pearl Harbor por exemplo.
A questão não é tipo de guerra, se não é guerra, e sim a agressão. Os engomados da CIA, com seus altos salários, escritórios com ar condicionados, explosões anteriores nos estacionamentos e tanta informação a disposição menosprezaram essa possibilidade e o ataque ocorreu à torres gêmeas.
Não duvido que os ingleses atacassem com mais força, se preciso….
“Os EUA não acreditavam que o Japão pudesse atacar alvos em território americano, como Pearl Harbor por exemplo.”
Existe uma grande diferenca entre um ataque mitar de surpresa, e um atentado terrorista. O 1o faz parte das regras da guerra, e visa vencer a guerra. O segundo eh um assassinato.
Pearl Harbor nao foi um atentado terrorista, mas um ataque bem focado sobre o alvo militar mais importante do Pacifico. Os EUA foram incompetentes (em um contexto de guerra, e relacoes politicas tensas) e ficaram completamente abertos para o ataque. No meu ponto de vista, este ataque foi uma revanche ao episodio dos Kurofune (navios negros) Norte Americanos, que forçaram a abertura do Japao com a ameaça de guerra, no Sec. XIX. Entendo que, com Pearl Harbor, o Japao pretendia retomar o poder que haviam perdido seculos antes.
Os EUA fizeram praticamente o mesmo ao executar o ataque com B-25 a partir de porta-avioes.
Um ataque terrorista eh tao previsivel quanto o episodio de Columbine. Nasce de mentes distorcidas, doentes, e covardes, nao de guerreiros. Terrorismo nao faz parte do universo da guerra. Eh coisa de psicopata. Nao pode ser avaliada em um contexto estrategico. Nem mesmo uma açao de sabotagem tem comparaçao com uma açao terrorista.
Antonio, nao tome como desavenca pessoal o meu “desacordo” com sua opiniao. Mas repito: terrorismo nao eh um exemplo minimamente adequado neste contexto. O caso eh que nao sao agressoes equivalentes, nem em sua genese, nem em seu efeito.
Abs!
O documentário que mostra como a Argentina poderia ter ganho a guerra é este aqui: http://www.youtube.com/watch?v=3MJhap4r7rY
Foi bem produzido e tocou em coisas interessantes:
– Se os argentinos tivessem esperado mais alguns meses a Inglaterra não teria uma marinha para enviar para o conflito.
– Se os argentinos tivessem conseguido fazer seus aviões operar direto das Malvinas poderiam manter a marinha inglesa distante por meses.
– Se houvessem tropas melhores treinadas, equipadas e alimentadas nas ilhas os ingleses teriam ido embora depois de 15 dias de combate, pois os ingleses teriam ficado sem munição.
Ou seja o comando Argentino não leu a arte da guerra, pois, não calcularam o clima, os meios e o terreno. Pois, se tivessem esperado o verão as tropas estariam em melhores condições e os ingleses já teriam vendido seus grandes navios de guerra.
A Inglaterra não tinha meios para atacar Buenos Aires, pois seria suicídio a frota inglesa ficar ao alcance tão fácil da força aérea argentina.
O Bombardeiros Vulcans teriam que escapar dos F-5 brasileiros para atacar Buenos Aires no limite do combustível, pois voariam dentro do espaço aéreo brasileiro ao alcance dos Mirage III e dos F-5 do Brasil.
E perto demais da costa a frota inglesa ficariam também ao alcance dos mísseis exocet que equipavam a armada argentina. E não arriscariam seus caros submarinos nucleares contra uma armada querendo pegar os caras que afundaram um navio importante da armada argentina.
Os ingleses não teriam condições de fazer muita coisa caso o comando argentino fosse mais inteligente.
Alias o Conqueror afundou um navio argentino sem escolta, até hoje não entendi por que a escolta estava tão longe do navio que pretendia defender.
O HMS Conqueror ficou dias acompanhando o General Belgrano sem ser incomodado e só o atacou quando teve sinal verde de Londres.
As ações que precederam a invasão foram mal calculadas e o pior, o resultado mudou para sempre as chances Argentinas de ter sob seu domínio aquele território, pois é mais fácil as Malvinas se tornarem independentes do que retornarem ao domínio Argentino. Os habitantes da ilha não desejam fazer parte da Argentina e sim se tornarem independentes. Porque não?
[]s
Cláudio disse:
1 de maio de 2010 às 10:29
É uma pena que pilotos da Força Aérea Brasileira não possam se manifestar com “análises críticas”, sob pena de serem punidos, pois poderiamos ter uma discussão mais técnica e realista sobre o assunto.
Respondendo Claudio:
Quem disse que não podem fazer analises criticas? nas Escolas Militares (pós formação) existem teses e monografias bastante interessantes sobre o assunto “Guerra Aérea nas Malvinas”. Porem, para Militares da ativa entrar publicamente em assuntos de política externa de um pais amigo e vizinho principalmente em se tratando de uma derrota clássica é inconveniente .
Existe um livro muito bom sobre o conflito das Malvina , de autoria do General Paulo de Qeiroz Duarte, editado pela BIBLIEX, infelizmente fora de catalogo, o titulo é Conflito das Malvinas em 02 volumes.
“e mesmo o HMS Conqueror depois de afundar o Belgrano rumou pra casa.”
O HMS Conqueror permaneceu em patrulha até o fim do conflito agindo também como uma espécie de “radar picket” monitorando aeronaves argentinas que decolavam do continente.
“Alias o Conqueror afundou um navio argentino sem escolta, até hoje não entendi por que a escolta estava tão longe do navio que pretendia defender.”
Os 2 escoltas eram pouca coisa mais novos que o proprio cruzador , ambos construidos durante a segunda guerra e embora modernizados de forma similar aos contratorpedeiros brasileiros da epoca não eram pareo para um submarino nuclear .
Escoltar não significa estar necessariamente dentro do campo visual
do escoltado e devido as pessimas condições de visibilidade na ocasião
nem perceberam de imediato que o cruzador havia afundado e um dos
2 escoltas foi atingido pelo terceiro torpedo disparado e que não explodiu o que denota que os escoltas não estavam tão distantes assim.
abraços
“para Militares da ativa entrar publicamente em assuntos de política externa de um pais amigo e vizinho principalmente em se tratando de uma derrota clássica é inconveniente .”
Concordo com o Claudio (RJ). Eh uma pena, porque gostariamos de discutir estes temas, mas a verdade eh que pode ser ateh anti-profissional; inclusive pq ele pode ser visto como um “porta-voz” da FAB, mesmo que nao o seja. O fato de ser piloto da FAB poe mesmo uma certa oficialidade em torno dos comentarios emitidos.
Sobre o comentario do Wolfpack:
“Os habitantes da ilha não desejam fazer parte da Argentina e sim se tornarem independentes. Porque não?”
Concordo com sua ultima postagem, mas pensava que os haitantes preferissem se manter sobre o dominio Ingles. Vc viu isso em alguma fonte?
No geral concordaria com a ideia, mas nao sei se seria viavel, em termos economicos. Estou pensando em importacao de bens de consumo, geracao de energia eletrica, balanca comercial, defesa, atendimento medico, etc. O Reino Unido fornece a maioria das necessidades (principais beneficios nas areas de defesa e saude) das ilhas por causa das vantagens estrategicas que elas fornecem. Tenho nclusive duvidas de que a extracao de petroleo torne a operacao das ilhas em algo lucrativo (acho que no maximo reduz custos).
Abs!
Dalton, antes havia lido acho que no blog do poder naval que os submarinos nucleares eram mais fáceis de atacar do que os convencionais.
Pois emitem mais sons devido a seu reator, acho que foi uma das razões do Tikuna ter participado de um exercício com a US Navy, por ser bastante silencioso.
Mas o mesmo assim no exercício realizado aqui, um submarino brasileiro teve sucesso em acertar um porta-aviões dos EUA, porém o ataque revelou a sua posição para uma escolta que não o havia percebido antes. Logo o Tikuna poderia ser afundado pela escolta somente depois de efetuar um ataque com sucesso.
Acho que o mesmo poderia ter acontecido nas Malvinas, com escoltas melhores posicionadas poderia ter dado fim ao HMS Conqueror.
Caro Jorge Nunes,
Não me leve a mal, más acho que vc está enganado.
São subs nucleareares que produzem menos ruído.
Embora ultimamente a Alemanha tenha desenvolvido um convencional bem silencioso se não me engano.
Quanto ao Tikuna, o fato é verdade, más não por ser convencional.
Se fosse nuclear, com certesa seria mais difícil de ser detectado.
“…A Inglaterra não tinha meios para atacar Buenos Aires, pois seria suicídio a frota inglesa ficar ao alcance tão fácil da força aérea argentina….”
A URSS sabia disso ?!?!?!?!?!?
“…antes havia lido acho que no blog do poder naval que os submarinos nucleares eram mais fáceis de atacar do que os convencionais.
Pois emitem mais sons devido a seu reator, acho que foi uma das razões do Tikuna ter participado de um exercício com a US Navy, por ser bastante silencioso….”
Só se forer reeatores do Nautilus !! A URSS mais de uma vez permaneceu no mar báltico e não foram pegos pelos suecos, submarinos inglês e francês colidiram sem se detectar. E fazem barulho?!?!? O TIkuna e outros convencionais de várias nações são convidados pois a décadas os EUA não possuem tais equipamentos e querem aperfeiçoar o combate a eles, como ficou evidente.
Um négocio é analisar, outra é “torcer contra o imperialismo.”
Sr. Brandalise, não há problemas. Questão de ponto de vista pois o que importa é o ímpeto, a guerra já existe. A própria guerra das Malvinas ocorreu sem declaração formal. E caso levassem a pior, não ficariam sem dar o troco, principalmente ainda em tempos de guerra fria.
E muito interessante o artigo de Elio Gaspari hoje na folha:
O @POCALIPSE CIBERNÉTICO, NA VERSÃO BETA
Richard Clarke, o ex-czar antiterrorista do governo americano botou na rua, nos Estados Unidos, um livro aterrorizador. Chama-se “Ciber Guerra – A Próxima Ameaça à Segurança Nacional e o Que Fazer Diante Dela” . Clarke tem autoridade para falar de perigos. Trabalhou na Casa Branca de Bill Clinton e George Bush e nenhum dos dois prestava muita atenção quando ele falava numa tal de Al Qaeda. No dia 11 de setembro de 2001, com as torres em chamas, avisou: “Eles gostam de ações simultâneas. Isso pode ser o início”. O cenário de “Ciber Guerra” é aterrorizante. Clarke sustenta que a China tem centenas de PhDs trabalhando em planos de ataques cibernéticos e a Rússia já agrediu, com sucesso, as redes de computadores da Estônia e da Geórgia. Some-se a essas agressões a invasão americana dos computadores iranianos, anarquizando arquivos do seu programa nuclear, da qual ele não fala. ….Segundo Clarke, nada disso aconteceu até hoje pelo mesmo motivo que nenhum dos nove países do clube atômico jamais usaram as suas bombas: ausência de um objetivo imediato e medo da reação da vítima.”
A guerra mudou, e o que passou não pode ser reescrito mas, se ficarmos esperando declarações formais ou ações padrão, já perdemos. O que não mudou foi o espírito belicoso do ser humano e suas reações. A Inglaterra reagiria sim, se fosse preciso.
E voltando aos “se”. Se o Ark Royal estivesse operacional na época?
/www.naval.com.br/blog/2010/04/11/o-imperio-contra-ataca/
.
Só estava seguindo o que os especialistas ingleses e argentinos disseram no documentário que postei anteriormente. Só achei bom e que levantou questões interessantes.
Mas, outra coisa. Os ingleses não organizavam suas forças armadas para atacar a URSS. Tanto que o papel da RAF era se preparar para um possível ataques de bombardeiros soviéticos e nunca atacar diretamente a URSS (ingleses não costumam ser idiotas).
Colocar sua frota perto demais da costa argentina era muito arriscado sim. Pois se no limite do combustível da FAA a marinha inglesa perdeu 4 navios e outros ficaram comprometidos. Imaginem então se os aviões argentinos tivessem um alvo mais próximo e com caças de apoio.
Outro detalhe é que a Marinha Argentina contava com mísseis exocet em seus navios.
Não é torcida.
Na época inglaterra estava vendendo os seus principais navios e desativando outros. E sim não haveria mais o que enviar depois dessa força tarefa que estava nas Malvinas.
A marinha inglesa estava em vias de se converte em uma força de defesa costeira, como mostra o citado documentário nas palavras de um estudioso inglês.
O documentário está dublado em espanhol: http://www.youtube.com/watch?v=3MJhap4r7rY se houver um voluntário para colocar legendas seria muito legal.
Putz, cara! Ainda estah nesta? Olha, Antonio M… desisto! Fique a vontade para manter sua opiniao sobre isso. Meus comentarios ficam para esclarecer minha opiniao (a quem interessar possa).
Nao confundo ambas as coisas. Terrorismo eh uma coisa, acao militar eh outra. As pessoas confundem as duas coisas, a imprensa confunde as duas coisas… enfim, fazer o que? Vemos soldados fazendo terrorismo e matando civis indiscriminadamente, achando que estao fazendo guerra; vemos pessoas comuns achando se explodindo em shoppings, achando que estao fazendo guerra.
Um ciber-ataque eh um instrumento claro de guerra, uma vez que poe abaixo comunicacoes e redes de defesa… diferente da disseminacao erratica de virus, dos crimes ciberneticos (clonagem, etc), ataques a sites governamentais, entre outros. Estes ultimos criam confusao e prejuizo economico, mas nao atingem nada de concreto, nem estao concatenados com acoes militares maiores.
Guerra tem cronograma, e previsao para acabar. O objetivo da guerra nao eh matar, eh vencer. Acoes terroristas nao levam ao fim de qquer batalha, e seus objetivos se resumem em si mesmos.
Um exercito nao pode se utilizar, justificar, ou incentivar o terrorismo. Qndo faz isso, deixa de cumprir com os seus objetivos e, no meu entender, deixa de ser um exercito.
Se o terrorismo faz parte do universo da guerra, cade o corpo de terroristas do Exercito Brasileiro?
“A Inglaterra reagiria sim, se fosse preciso.”
Jamais disse que nao. Soh acho pouco provavel que consumisse todos os seus recursos nisso, ou que entrasse em uma situacao por demais delicada. Mas mandar explodir shoppings em Buenos Aires estaria fora de questao, nao? Ou uma campanha de bombas incendiarias sobre areas civis de Buenos Aires, ecoando a WWII… isso provavelmente nao rolaria tb, neh?
Abs!
Obs: considere as perguntas aqui apenas como perguntas retoricas.
Boa noite!
Muito bom este post…..é por está e outras que eu visito este Blog todos os dias!!!!!
Quem já visitou o site Poder Naval e leu os artigos sobre sub nuclear e convencionau sabe que submarinos nucleares são muito mais ruidosos do que os convencionais! A vantagem de um nuclear é sua velocidade e autonomia ilimitada (sem considerar os viveres e a guarnição da belonave), mas em acustuca, qualquer convencional utilizando baterias é muito mais silencioso!
Também fiquei intrigado pela mudança de objetivo do aviador argentino! Não haveria potencial para afundar o navio….acho que seria mais oportuno derrubar o helicoptero que atacar o navio (um escolta, que não considero um alvo capital naquela situação)!
Não sei voces, mas sempre fica uma pontinha de tristeza quando analizamos os “si” do conflito!! Dava para eles terem feito melhor!!!
forte abraço!
luciano disse:
1 de maio de 2010 às 13:52
Pois então
O url é http://www.zonamilitar.com.ar/foros/forumdisplay.php?f=31 … esse tópico discute assuntos somente sobre malvinas 1982 … no link sobre videos tem um documentário muito bom, com imagens dos ataques dos harriers, entre tantas mais, além de uma passagem que mostra o momento exato momento quando o aviao do TN Arca caiu próximo a pista de Puerto Argentino, após o mesmo ter ejetado e seu avião ter proseguido em voo, sendo abatido pela AA argentina … excelente fonte de pesquisa e de esclarecimentos.
“…Se o terrorismo faz parte do universo da guerra, cade o corpo de terroristas do Exercito Brasileiro?…”
E os corpos de operações especiais, não fariam algo parecido? Nas “entrelinhas” ?! Sabotagens, guerra psicológica, torturas. Dá no mesmo.
“submarinos nucleares são muito mais ruidosos do que os convencionais”
Creio que não, acho que há confusão. Os AIP sim seriam os mais ruidosos quando em uso.
“ingleses não costumam ser idiotas”
Foi o que eu disse. E há aquela estória de um diálogo que teria ocorrido entre Hitler e Franco, onde Franco teria ironizado Hitler, quando este lhe pediu apoio para lutar contra a Inglaterra. Franco teria dito que a Inglaterra ganharia a guerra mesmo sendo expulsos de sua ilha, se organizariam no Canadá, Nova Zelândia etc, e assim a ganhariam de qualquer jeito.
A Argentina ganharia a batalha, não uma guerra.
Antonio M disse: “Sabotagens, guerra psicológica, torturas”
Sabotagem (de alvos militares) faz parte do universo da guerra, e bem o sabem os Ingleses, Franceses e Americanos, por sua experiencia na WWII.
Tortura eh crime de guerra, se praticado neste contexto, e esta sujeito as sancoes apropriadas do codigo militar, constituicao e, de acordo com o caso, justica internacional. Assim como execucao de civis. Mesmo assim nao eh terrorismo.
Terrorismo vai alem, meu caro… muito alem…
E nosso Exercito nao tem um corpo de terroristas.
“A Argentina ganharia a batalha, não uma guerra.”
O negócio é simples: Os ingleses não teriam mais o que enviar e nem dinheiro e nem as colônias citadas para juntar uma reação.
A realidade econômica era outra bastante diferente da Segunda Guerra. E os Ingleses tiveram uma grande crise no pós-guerra ao ponto de trocar aviões por algodão com o Brasil.
E as Malvinas a este custo não valeria a pena retomar. Os Ingleses tiveram apenas sorte do outro lado ter sido incompetente.
Em suma gostei do post e do debate, foi muito bom.