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Novidades do Super Hornet: contrato para 118 computadores de missão…

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A General Dynamics Advanced Information Systems informou, nesta semana, que recebeu da Marinha dos EUA (U.S. Navy) um contrato de 30,6 milhões de dólares para a produção de 118 computadores avançados de missão (AMC – advanced mission computers) destinados a aeronaves de combate F/A-18 Super Hornet. As entregas estão previstas para serem finalizadas até 2011.

Segundo a empresa, o AMC é o centro nervoso do Super Hornet, proporcionando consciência situacional e controle dos sistemas de combate para a tripulação por meio de um sistema de processamento concebido para ser resistente, de alta performance e cconfiabilidade. O AMC utiliza arquitetura de sistemas aberta com itens COTS – Commercial Off-the-Shelf, e é capaz de processar em alta velocidade o fluxo de dados proveniente dos sensores mais recentes, nas condições extremas de operação de um caça de alta performance. A empresa destaca também que a arquitetura aberta permite atualizações tecnológicas, evitando a obsolescência.

A General Dynamics fornece o AMC para os F/A-18 desde 2002, sendo que, desde aquela época, o programa se expandiu para incluir o fornecimento não só para novas aeronaves, mas também para modernização de aviões já em operação.

…e certificação da Boeing Defense Australia para apoiar os Super Hornets da RAAF

Super Hornet RAAF nos EUA  - foto via MoD Australia

Nesta última quarta-feira, 17 de março, a Boeing informou que a subsidiária Boeing Defence Australia recebeu a acreditação da Commonwealth of Australia como Organização de Engenharia Autorizada (Authorised Engineering Organisation – AEO) para o sistema de armas F/A-18F Super Hornet da Real Força Aérea da Austrália (Royal Australian Air Force – RAAF). A certificação foi entregue no dia 2 de março.

Assim, a subsidiária está autorizada a prover serviços de engenharia para dar suporte às 24 aeronaves do tipo adquiridas para a RAAF, por meio de uma cobinação de serviços locais, realizados na unidade localizada na Base Aérea de Amberley, e dos EUA (da Boeing de  St. Louis). Vale lembrar que a Boeing Defence Australia também é a AEO dos sistemas de armas  F-111 e F/A-18A/B Hornet Weapon, operados pela RAAF. A Boeing Defence Australia emprega aproximadamente 2.000 pessoas em treze unidades no país e duas no exterior.

Foi feito também o primeiro teste, na Austrália, de motor F414-GE-400

Na segunda-feira, 15 de março, o Departamento de Defesa da Austrália divulgou foto do primeiro teste de um motor F414-GE-400, que equipa a aeronave F/A-18 Super Hornet, realizado no país (na Base de Amberley). As instalações de teste construídas na base, segundo o informe do Departamento de Defesa, são um exemplo do estado-da-arte e envolveram ao máximo, para sua construção, a indústria australiana. A atividade foi gerenciada pela Tasman Aviation Enterprises (QLD) Pty Ltd que subcontratou a modernização da aquisição de dados à Yanos Aerospace Inc.

Motor Super Hornet em testes na Austrália - foto via MoD Australia

FONTES: General Dynamics Advanced Information Systems, Boeing e Departamento de Defesa da Austrália

FOTOS: U.S. Navy (Marinha dos EUA) e Departamento de Defesa da Austrália

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10 COMMENTS

  1. Eu sempre falei “nunca que a USNAVY vai tira o SH de linha, pois o preço do SH da pra comprar uns 3 F35, se minha conta estiver certa”

    O SH é o cavalo de batalha da USNAVY e a Austrália tá no mesmo caminho…..aliás a Austrália é o país no mundo que me deixa com inveja investe muito e investe certo ao contrário da m$%¨%$ daqui.

    Fico inconformado com a sujeira da terra da banana, ams fazer o que né

    abraço

  2. Mauro

    Quantos SH estão em atividade no momento? E quantos Rafales? Avião que fica no hangar não tem acidente!! A não ser que um mecânico distraido bata com a cabeça em sua asa… 🙂

  3. Mauro,

    Obrigado por avisar, não tinha visto nada ainda sobre o ocorrido. Será publicada uma nota a respeito logo mais, pois trata-se de assunto interessante (já encontrei a nota oficial da USN).

    Agradeço mais uma vez,
    Nunão

  4. Esses Hornets estão recebendo tantos computadores que saiu a pouco criarão vida como o HAL e falarão com o piloto:” esta conversa não apresenta mais o menor sentido: Adeus !” e buum, assento ejetor acionado !

    Mania de botar computador em tudo. Primeira tempestade solar e cái todo mundo !

  5. Mauro,

    Mais uma vez, agradeço a sugestão.

    Sobre sua troca de amabilidades com outro leitor, essa questão de torcidas etc está dentro de cada um de nós, assim vale a pena que todos se policiem um pouco a respeito. Ainda sobre sua resposta, creio que vale a pena complementar que só na categoria acidentes aeronáuticos, há mais de 120 matérias no Blog, com parte significativa sobre aviões de combate, entre as quais há o dos dois Rafale perdidos pela Marine Nationale. Na lista de links após a matéria já publicada do acidente dos Super Hornets, há alguns selecionados dessa lista, privilegiando aeronaves que voavam em elemento quando dos acidentes (dos quais pode-se especular colisão em alguns).

    Sobre a robustez do Super Hornet em relação ao Hornet, vale lembrar um caso muito parecido de colisão com dois Hornets finlandeses, dos quais um coincidentemente caiu e o outro pousou, sendo reparado posteriormente e convertido em biposto (infelizmente, perdeu-se pouco depois de voltar ao serviço). Está tudo lá nos links.

    Saudações,
    Nunão

    PS 1 – a foto do acidente vou ficar devendo, não encontrei. Mas há foto de aeronave do mesmo esquadrão.

    PS 2 – não haria reparado no “que beleza” de seu primeiro comentário. Caso seja alguma ironia em relação ao Blog não ter publicado matéria sobre o acidente, deixo claro que é desnecessário e pouco produtivo esse tipo de coisa. Caso se refira ao fato de terem colidido e se acidentado, creio que não há beleza nisso…

  6. Maurão,
    se bem que você há de concordar comigo que “choque” de caças no ar nos traz bem poucas informações acerca da robustez ou confiabilidade da aeronave.
    Um abraço meu amigo.

  7. Ok, Mauro, mas pode dispensar o “que beleza” ou congêneres em outras oportunidades. Críticas e avisos são sempre bem-vindos, de preferência, de forma objetiva, e não subjetiva.

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