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Por que o Poder Aéreo argentino foi derrotado nas Malvinas?

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Aeródromo de Port Stanley nas Falklands em 1985, com restos de aeronaves argentinas ainda visíveis
Aeródromo de Port Stanley nas Falklands em 1985, com restos de aeronaves argentinas ainda visíveis

Faltaram aeronaves capazes e tripulações treinadas para realizar ataques de longo alcance

  • As aeronaves disponíveis foram projetadas para missões de curto alcance e para operações de apoio aéreo aproximado. A Fuerza Aerea Argentina tinha se especializado mais nos últimos anos em operações de contra-insurgência (Pucará) e não contra um inimigo externo;

Faltou efetiva coordenação com as outras duas Forças

  • O Exército e a Marinha mantiveram a Força Aérea fora dos planos de invasão das Malvinas até o último minuto;
  • Começado o conflito, a Força Aérea recebeu a maior responsabilidade na defesa das ilhas;

FMA IA-58A Pucara damage by a Sea Harrier attack

Antes da Guerra, a Força Aérea era proibida por Lei de praticar operações sobre o mar, missão que era de exclusividade da Marinha

  • A maioria das aeronaves da Força Aérea não tinha equipamento de navegação nem radar, necessários para operações sobre o mar;
  • A Força Aérea não tinha ou não sabia como ajustar corretamente as espoletas das bombas para missões antinavio (60% das bombas que acertaram os alvos não explodiram); a Marinha sabia como ajustar as espoletas, mas não passou as informações para a Força Aérea, que também não solicitou ajuda à Marinha;

A-4C_Tte_casco

Decisões táticas ruins

  • Atacaram os navios de guerra (que podiam se defender e não levavam tropas), ao invés de concentrarem os ataques nos navios de transporte e de desembarque;
  • Atacaram em pequenas formações, ao invés de grandes formações de ataque;

IAI_Dagger

Equipamentos

A Fuerza Aerea Argentina tinha quase 200 aviões de combate

  • 9 bombardeiros Canberra
  • 19 Mirage IIIEA
  • 26 Dagger (Kfir, Mirage V)
  • +-68 A-4 Skyhawks
  • 45 Pucara
  • O restante eram treinadores, transportes e helicópteros

Armeiros da 5a Brigada Aérea mandam um recado numa bomba BR250 para o Príncipe Andrews embarcado na Frota Britânica

Limitações:

  • Somente os Canberra tinham alcance para voar até as Falklands e voltar, sem reabastecimento, mas eram também mais vulneráveis à interceptação;
  • Mirages e Daggers só podiam chegar até as Malvinas sem voar em velocidade supersônica, isto é, não podiam empregar o pós-queimador (after burner);
  • Mirages e Daggers não possuíam capacidade REVO;
  • Os A-4 podiam alcançar as ilhas, mas somente com REVO e levando uma carga menor de bombas;
  • As ilhas Malvinas tinham 3 pistas de pouso, mas a maior não tinha comprimento para operar caças a jato. Ela precisaria ter sido ser ampliada (inclusive em suas áreas de escape) para poder receber A-4 e Mirage/Dagger.

Radar Westinghouse AN TPS-43

O radar Westinghouse AN/TPS-43 instalado nas ilhas pela Força Aérea foi de importância fundamental

  • O radar não foi acompanhado por outra unidade similar, para instalação em outra posição;
  • A instalação do radar foi feita num local ruim, o que permitia aos ingleses se aproximarem das ilhas sem serem detectados, mascarando-se no terreno;

AM39 Exocet

Mísseis

  • A ARA Armada Argentina tinha uma boa quantidade de mísseis antinavio instalados em seus navios;
  • Mas a Força Aérea não possuía mísseis antinavio e a Marinha só tinha 5 mísseis ar-superfície Exocet AM39, quando a Guerra começou.

FONTE: Livro Why Air Forces Fail (University Press of Kentucky, 2006)

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Alex IIAbelPauperioFreireEdmarCombates aéreos sobre as Malvinas (2) | Poder Aéreo Recent comment authors
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Harry
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Harry

Caros

Quem sabe se tivessem tornado as ilhas Malvinas um porta-avião com ampliada para poder receber A-4 e Mirage/Dagger a história não teria sido outra, teria mantido a superioridade aerea.

Mas enfim foi muito amadorismo.

Aprendizado é que as forças precisam sempre esta preparados tanto em treinamento como em material.

Abs

Andre Luiz
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Andre Luiz

Belo artigo, bacana mesmo

Eu sei que é muito facil falar mal dos argentinos hoje em dia avaliando o conflito com a facilidade da perspectiva.

Mas caramba, força aerea que nao podia voar sobre as aguas, avioes com pouco alcance, se concentrar nos alvos errados, forças armadas que nao se falavam, nao ocupar de forma eficiente as ilhas.

Sera que ninguem pensava?

Eles eram muito burros isso sim.

Mauricio R.
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Mauricio R.

O que os argentinos nunca pensaram, é que os britânicos fossem realmente, brigar pelas ilhas.
E a qualidade do material e do treinamento argentino, tb não recomendavam um confronto contra um pais da OTAN.

Ronaldo
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Ronaldo

Que sirva de lição ao Brasil, como temos o pre-sal para defender é preciso ter vetores com grande autonomia e persistência de combate, alem de investir pesado na marinha com submarinos e ao menos 2 NAe equipados com vetores capazes.

M1
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M1

Andre Luiz,

Essa Briga entre Força Aérea e Marinha não é exclusividade da Argentina, isso aconteceu também no Brasil.

Eu só não sei se essa briga entre as Forças ainda acontece.

Alguém ai pode esclarecer esse assunto?

JACUBAO
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JACUBAO

Resumindo: Total despreparo dos argentinos que desafiaram uma potência mundial e o resulatdo foi a derrota.

grifo
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grifo

“Atacaram os navios de guerra (que podiam se defender e não levavam tropas), ao invés de concentrarem os ataques nos navios de transporte e de desembarque;”

Vou discordar deste aqui. A FAA tinha limitado poder de fogo e fez certo em se concentrar em realizar ataques que pudessem mudar o curso da guerra, em especial aos navios aeródromos. Vale lembrar que a FAA inutilizou o Conveyor e por muito pouco não fez o mesmo com o Invincible, o que teria sido um golpe duríssimo nos ingleses.

grifo
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grifo

“Que sirva de lição ao Brasil, como temos o pre-sal para defender é preciso ter vetores com grande autonomia e persistência de combate, alem de investir pesado na marinha com submarinos e ao menos 2 NAe equipados com vetores capazes.”

Caro Ronaldo, defender o pré-sal contra quem e contra o quê?

A “defesa do pré-sal” é uma das maiores empulhações já vistas, usada vergonhosamente pela MB para tentar arrancar um dinheirinho do bolão da extração de petróleo. Não existe o que proteger e não existe de quem proteger.

Giordani RS
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Giordani RS

Com toda a Certeza, uma das melhores(se não for a melhor) matérias postadas no site. Deu gosto de ler. O interessante é que quanto mais se estuda sobre este conflito, surgem mais e mais coisas interessantes… Um fato é inegável; Os pilotos da RAF eram profissionais. Os argentinos, corajosos… grifo em 13 mar, 2010 às 23:05 A “defesa do pré-sal” é uma das maiores empulhações já vistas, usada vergonhosamente pela MB para tentar arrancar um dinheirinho do bolão da extração de petróleo. Não existe o que proteger e não existe de quem proteger. É…ao invés de comprar-mos submarinos, navios, helicópteros,… Read more »

grifo
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grifo

“é melhor comprar uma caneta bic de R$1,00…para assinar o Termo de Rendição…”

Ou quem sabe você pode se concentrar em cenários reais de conflito e preparar as Forças Armadas para eles.

Invincible
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Invincible

Muito legal o Post…

Mais uma vez parabéns!

Com relação a Argentina, o que dizer.

Eles foram ingênuos.

Harry
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Harry

CAros

Estou entendendo que o Giordani RS em 13 mar, 2010 às 23:18

É…ao invés de comprar-mos submarinos, navios, helicópteros, tanques e Rafaeles, é melhor comprar uma caneta bic de R$1,00…para assinar o Termo de Rendição…

esta sendo ironico com o comentario do Grifo

Abs

Harry
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Harry

Caro

Grifo Os ingleses não estão mandando plataforma as Ilhas Malvinas
para colher leite de ovelha.

E olha que as condições de mar são piores que a do presal que vai até Santa Catarina.

Abs

Harry
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Harry

O poço mais longínquo está a apenas 60 quilômetros da fronteira que delimita o campo de atuação brasileira para fins exploratórios no mar. Oficialmente, a Petrobras não se pronuncia sobre a possibilidade de mais jazidas de petróleo além de nossas fronteiras marítimas, mas isso é dado como certo pelos especialistas. Todo esse quadro tornou estratégica e urgente para o governo brasileiro a extensão de nossa Zona Econômica Exclusiva, negociada com a ONU desde 2004. A avanço das pesquisas e da produção de petróleo em águas profundas e a aceleração das negociações para ampliar as águas territoriais brasileiras. Agora precisamos mostrar… Read more »

leo
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leo

na minha opiniao foi muito apressada essa invasao,tinham que ter recebido uma duzia de exocet e deixar os britanicos venderem o porta-avioes que estava programado pra ser descomicionado,alem disso seria bom eles equipasem o 25 de mayo com super entendart,alem disso ter preparado seus submarinos

airacobra
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airacobra

quanto à questão que citaram sobre a defesa do pre-sal deveria ser construida uma pista de pouso e um cais tipo pier na ilha de trindade para apoio aos militares que periodicamente guarnecem a ilha e servir como base de navios da MB e aviões da FAB para patrulhar a area do pre-sal para conhecimento de todos os ingleses ja tentaram tomar a ilha de trindade em 1890, quando ocuparam a ilha, somente desocupando-a em 1896 apos acordo com o Brasil por intermedio de portugal, mesma sorte não teve a Argentina quando tentou retomar as ilhas por via diplomatica, acarretando… Read more »

marco antonio
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marco antonio

Amadorismo,muito amadorismo,quem vai levar a serio um pais deste que meteu os pé pelas mãos,me fez lembrar uma reportagem de de history channel,quando da rendição dos argentinos e o comandante argentino foi com a farda de gala assinar o termo de rendição e o oficial inglês olhou para ele e disse não é com estas roupas que se vai para a guerra da para se ter uma ideia do que os argentinos esperavam desta guerra.
abraço a todos.

Bulldog
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Bulldog

A verdade é que os militares que tinham o poder na Argentina estavam desesperados por apoio popular… o governo era um desastre e inventou essa invasão como manobra política para trazer o povo pro seu lado (nada melhor que evocar o patriotismo nessas horas). A jogada política foi paga com o sangue dos combatentes.
Um caso claro de traição das FFAA pelo próprio governo.

Seal
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Seal

Parece que faltou estratégia do lado argentino.Não se ganha uma guerra sem uma boa estratégia.Outra coisa é a importância dos ataques combinados das 3 forças,o que não aconteceu visto que uma força não se comunicava com a outra,e isso nos dias de hoje seria um suicídio. Como nos jogos de guerra,vc precisa ter estratégia.Esses dias estava jogando um game do Desert Storm Iraq,e uma das missões era capturar um aeroporto iraquiano bem defendido.Com apenas 4 soldados da força Delta,seu objetivo era destruir 3 tanques T-72 com RPG’s, 3 lançadores de mísseis SAM,uma arma AA,um punhado de inimigos que vinham na… Read more »

Theo Gatos
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Theo Gatos

Antes de mais nada parabéns ao Blog pela matéria muito boa! Alguns comentários: 1) Temos que aprender com os erros (que não foram poucos) cometidos pelos argentinos 2) As nossas FAs devem ter capacidade para defender todos os nossos recursos, incluindo o petroleo do pré-sal e também nossa água doce, discordo de quem faz pouco caso da defesa das nossas plataformas 3) Pode até ser que hoje não exista ameaça iminente ao petroleo do Brasil, mas isso não significa que este cenário se sustente tendo em vista a diminuição de outras reservas e aumento do preço do oleo 4) Não… Read more »

Wolfpack
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Wolfpack

Belo sumário das deficiências Argentinas nesta aventura em 1982. Mau planejamento, mau preparo, mau treinamento, má comunicação, falta de foco, um absurdo. Tentaram a sorte, somente isso. Foram para Guerra de Pijama ou pior de calças arriadas. O resultado do amadorismo está ai, nunca mais as Malvinas voltarão a ser Argentinas. O mais provável é que se torne território autônomo na melhor das hipóteses. Com o pré-sal, nem esta opção pode ser considerada realmente.

Giordani RS
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Giordani RS

O amigo bloguista airacobra lembrou de um fato significativo que a imprensa populista simplesmente não sabe ou se omite…a ilha da Trindade já foi Britanica a FORÇA e só saíram de lá graças as boas relações de nossos patrícios e a falta de um porto natural na ilha…bem lembrado!

Nimuendayub
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Nimuendayub

Sim amigos Lia na epoca tudo que caia nas minhas mãos.. 1 – Os ingleses acusaram o golpe quando o cruzador Sheffield foi posto a pique. http://en.wikipedia.org/wiki/HMS_Sheffield_(D80) 2 – Os paises continentais, davam pouco apoio a Argentina.. o que a nivel diplomático foi um erro grave..ao contrario da Inglaterra que contava com o apoio maciço dos paises Europeus e dos Estados uNIDOS, E no continente do Gal Pinochet…Daí que quando Pinochet foi preso..na Inglaterra Margareth Tatcher.. lhe deu total apoio… 3 – O Regimento Gurka dizimou o moral do exercito Argentino ao fazerem ataques durante a noite.. colocar as cabeças… Read more »

Nick
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Nick

Resumindo, Faltou desde Planejamento da Campanha, Equipamentos adequados e na quantidade suficiente, Treinamento e doutrinas modernas para a Guerra Aérea. Lições importantes podem ser tiradas: Antes de iniciar uma Ação Militar, analisar todos os cenários possíveis e estar para agir de acordo com elas, Planejamento é essencial. Não adianta manter forças em quantidade mas obsoletas em relação aos possíveis oponentes. Que adianta manter 200 MiragesIII se o adversário com 20/30 Sea Harriers pod- abate-los um a um? Manter um arsenal com capacidade de suportar pelo menos o 1º mês de conflito. Peças de reposição, munição e misseis. Manter os Pilotos… Read more »

grifo
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Member
grifo

“Grifo Os ingleses não estão mandando plataforma as Ilhas Malvinas para colher leite de ovelha.E olha que as condições de mar são piores que a do presal que vai até Santa Catarina.” Caro Harry, se você fala em defender plataformas, somente dois países no mundo tem condições de projetar poder e realizar um ataque as plataformas do pré-sal. Se tivessem esta intenção ambos fariam isto tranquilamente e sem oposição, tendo o Brasil dois NAe, submarinos nucleares ou qualquer outro desses devaneios. Qual é mesmo o alcance de um Tomahawk? Nós temos recursos escassos, temos problemas nas nossas fronteiras, um dos… Read more »

Getulio - São Paulo
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Parabéns aos editores pela matéria. Este assunto da Guerra das Malvinas é tão atual porque sempre nos leva a pensar se também estamos preparados para uma situação desta. A pergunta é: alguém sempre está preparado para uma guerra? Conforme é de conhecimento público, se todas as bombas aéreas argentinas tivessem explodido a frota britânica estaria eliminada, tendo em vista que quase todas as belonaves foram atingidas. Os ingleses ainda guardam segredo e só irão revelar após 100 anos do conflito. Os argentinos realizaram reabastecimento em voo em combate e segundo eles, o seu segredo eram os aviões c-130 que fizeram… Read more »

Dalton
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Dalton

Caro Nymuendayub… 1) o HMS Sheffield era um destroyer e não um cruzador; 2) a Argentina tinha e tem pendencia territorial com o Chile, assim não poderia contar com o apoio deste e o Peru só apoiou a Argentina porque guarda magoas do Chile e não porque acreditasse que as Falklands fossem argentinas; 3) os Gurkhas eram temidos, mas, não há comprovação que eles cortaram cabeças de argentinos e as espetaram em postes; 4) O HMS Conqueror que afundou o Belgrano localizou-o graças ao sonar, apenas submarinos do inicio do sec XX contavam com boa visibilidade para atacar; 5)Pessoalmente acho… Read more »

EAA
Visitante
EAA

Excelente post. Imagino que o livro deva ser muito bom. Vou procurá-lo por aqui.
Abs

Dalton
Visitante
Dalton

“Os comandantes atuais da FAA são todos veteranos, heróis das Malvinas, portanto, sabem exatamente o que seria necessário para cumprir sua missão, se esta fosse determinada num novo conflito.”

Getulio…

mesmo os mais novos tenentes na faixa dos 22 anos em 1982 já devem ter sido reformados com 30 anos de serviço.

Por outro lado, seguindo este mesmo raciocinio, os britanicos também não teriam em seus “quadros”, veteranos, herois das Falklands?

sds

Giordani RS
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Giordani RS

Nimuendayub em 14 mar, 2010 às 9:32 3 – O Regimento Gurka dizimou o moral do exercito Argentino ao fazerem ataques durante a noite.. colocar as cabeças cortadas dos recrutas Argentino.. espetados em Estacas..proximo aos acampamentos.. e pela manhã os soldados..argentinos ficavam desesperados vendo este tetrico espetaculo.. Isso é mito! nunca aconteceu! Isso foi inventado pelos tenentes e sargentos argentinos para explicar suas decisões incompetentes e culpar os soldados…se acaso houvesse ocorrido, o primeiro a relatar e mostrar seria o Governo argentino…imagina a Grã-Bretanha sendo acusada de Crimes de Guerra?! Na hora os países sul-americanos passariam a apoiar o regime… Read more »

Nimuendayub
Visitante
Nimuendayub

Boa tarde Giordani.. “Isso é mito! nunca aconteceu! Isso foi inventado pelos tenentes e sargentos argentinos para explicar suas decisões incompetentes e culpar os soldados…se acaso houvesse ocorrido, o primeiro a relatar e mostrar seria o Governo argentino…imagina a Grã-Bretanha sendo acusada de Crimes de Guerra?! Na hora os países sul-americanos passariam a apoiar o regime do galtieri…além do mais, imagine-se sendo um combatente e vendo um colega de armas teu com a cabeça cortada e espetada numa estaca…tu vai ver ser tomado de ódio e vai lutar com bravura! Com vontade de vingança!!!” veja esta colagem que peguei em… Read more »

andre
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andre

Uma vez eu li sobre um sniper argentino que tava tocando o terror nas tropas inglesas, alquem sabe algo sobre isso?
Tbm gostaria de sugerir uma materia sobre o exercito argentino no FORTE. Abraços

Dalton
Visitante
Dalton

O texto em ingles não cita que os gurkhas deceparam cabeças e espetaram em postes…apenas que sabem usar muito bem sua faca de combate curva, o que desde o seculo passado já é bastante divulgado.

Harry
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Harry

Caro grifo em 14 mar, 2010 às 11:44 Voce esta certo quando diz: “Nós temos recursos escassos, temos problemas nas nossas fronteiras, um dos nossos vizinhos enfrenta um exército narco-guerrilheiro, outro é uma autêntica terra de ninguém, um terceiro tem um proto-ditador se armando a passos largos, precisamos nos preparar para o que pode acontecer” Quando voce diz: -Qual é mesmo o alcance de um Tomahawk? -Somente dois países no mundo tem condições de projetar poder e realizar um ataque as plataformas do pré-sal. Se tivessem esta intenção ambos fariam isto tranquilamente e sem oposição. O que te digo é… Read more »

Francoorp
Visitante
Francoorp

Grifo:

“A “defesa do pré-sal” é uma das maiores empulhações já vistas, usada vergonhosamente pela MB para tentar arrancar um dinheirinho do bolão da extração de petróleo. Não existe o que proteger e não existe de quem proteger.”

Essa foi forte hein??

Onde tem Petróleo tem GUERRA!!

E quem é que mais faz esta guerra pela liberdade de estração, pela democracia do comércio e a justiça do controle próprio, mantendo assim o monopólio do petróleo??

Quem perde guerra fica sem meu caro, e as Malvinas são a prova cabal disso.

Valeu!!

Elenilson
Visitante
Elenilson

Grifo,
Depois de hoje, antes de escrever qualquer linha, procure se informar e BEM…vc foi patrolado e na boa, achava que só o lbacelar era meio perturbado…

Bosco
Visitante
Bosco

De certa forma eu concordo com o Grifo. A Defesa Nacional não é tão simples como fazer mais navios e submarinos para proteger o Pré-Sal e mais caças e infantaria pra proteger a Amazônia. Mesmo porque, se entrarmos em combates com outros países para defender o que acreditamos ser nosso por direito, a arena não será só no mar no caso do Pré-sal e nem em terra no caso da Amazônia. Devemos ter forças armadas de terra, mar e ar equilibradas por sermos um país independente, livre e autônomo e não porque temos pré-sal, água potável, árvores, ou seja lá… Read more »

grifo
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Member
grifo

“Final de governo Bush, reativam a quarta frota, para que? prestar serviços de assitencia social? Os Estados Unidos não são signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM)” Caro Harry, então é para isso que a MB quer dois navios aeródromos? Para enfrentar no mar a US Navy? Negar a ela o uso do mar? Meu Deus… nem a China pensa em fazer isso. Aproveitando que o tema do post do blog, podemos tentar aprender um pouco com a experiência dos nossos hermanos. Qual foi a contribuição do 25 de Mayo na guerra? Ele teve coragem… Read more »

Elizabeth
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Elizabeth

Em 1982 as forças armadas argentinas eram muito acima da realidade sul americana. Muito melhores do que qualquer país vizinho tinha na mesma época. Seja em quantidade de meios como na qualidade dos mesmos. Em 1982 o “melhor” poder militar sul americano enfrentou o melhor poder militar fora do eixo EUA – URSS. O resultado? Uma somatória de incompetências em todos os níveis. Estratégico – Tático – Operacional. Culpa dos militares argentinos? No fundo eles eram como aquele time de futebol amador da vila. Muito bons quando comparados aos times de peladeiros das cidades vizinhas, um dia tiveram que jogar… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Dalton,

“O texto em ingles não cita que os gurkhas deceparam cabeças e espetaram em postes”
Mas na época da Guerra das Malvinas muito se falou sobre isso nos meios de comunicação.

grifo
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Member
grifo

“Um pais que reivindicar o direito de também explorar petróleo na área do Pré-Sal não irá atacar diretamente as plataformas de petróleo. Para que elas possam ser defendidas bastam navios de patrulha e grupos de comandos para combaterem ações isoladas de grupos terroristas.”

Obrigado Bosco por colocar isto com muito mais competência do que eu. Ali precisamos de aviação e navios de patrulha, não navios aeródromos e submarinos nucleares.

Deivid
Visitante
Deivid

os argentinos tinhan o equipamento mas não sabian usar…e tamben não receberan o treinamento adequado,tinhan a vantagen mas não souberan desfrutar……Brasil não esta tão longe disso tamben não!!

Bosco
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Bosco

Se imaginarmos que o mundo vai virar um caos e que a barbárie irá dominar as relações internacionais e que iremos enfrentar potências imperialistas do naipe dos EUA aí estamos lascados.
Precisaremos de investir centenas de bilhões de dólares por algumas décadas. Mais provavelmente teremos que gastar todos os recursos do Pré-sal para que possamos protegê-lo contra as Forças Armadas Americanas, sem garantia de sucesso.
Ou seja, vamos ter bom senso e como diz a ministra “relaxar e gozar”.

fredy
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fredy

Grifo, nao sei em que mundo vc vive, mas no mundo real atacar o suprimento de combustivel do inimigo sempre foi uma prioridade. Quanto a um eventual conflito entre brasil (ou mesmo a argentina) com americanos e ingleses em razao do petroleo existente no pre-sal e extremamente improvavel. De fato nunca na historia houve uma guerra entre duas nacoes democraticas. Mas nao e por isso qe nao devemos investir, nao apenas em avioes de ultima geracao, mas tambem no projeto de submarino nuclear. O poderio militar aumenta o poder dissuatorio de qualquer nacao. Se quisermos que americanos, ingleses e companhia… Read more »

Bosco
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Bosco

Se quisermos dissuadir qualquer potência estrangeira de nos atacar, com a tecnologia hoje disponível, só se tivermos armas nucleares em quantidade suficiente, meios de lançá-las de maneira eficaz (mísseis balísticos de alcance intercontinental) e meios de preservar as mesmas de um ataque preventivo (provavelmente a melhor maneira é através de SSBNs ou de ICBMs móveis) e meios de detectar um ataque e responder em tempo hábil (rede de radares e satélites e postos de C3 alternativos) Além disso, deveremos ter credibilidade dentro da Comunidade Internacional fazendo-a acreditar que seremos capazes de usar tais recursos extremos caso sejamos atacados por superpotências.… Read more »

Dalton
Visitante
Dalton

Bosco…

também “falaram” que o terremoto no Haiti foi provocado pelos americanos e suas armas fantasticas.
Como temos quase a mesma idade…vc é ligeiramente mais antigo,
acompanhamos a guerra de 1982 com o mesmo interesse e só ouvi falar coisas boas dos Gurkhas…mas…vá saber, agora, provado, não foi!

abs

grifo
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Member
grifo

Caro Fredy, no mundo real todas as plataformas seriam destruídas usando mísseis Tomahawk disparados a partir um submarino americano a 2 mil km da nossa costa. E os nossos navios aeródromos, submarinos nucleares vão ficar só assistindo. Gastamos bilhões para não ter nenhum poder de real de dissuação. Como toda nação nós temos recursos limitados, e escolhas tem conseqüências. Simplificando, manter e operar um NAe significa que estamos abrindo mão de ter mais navios de patrulha oceânica. Comprar Rafale superfaturado significa menos mísseis ar-mar, menos horas na aviação de patrulha. Infelizmente estamos no caminho da Argentina que “no papel” tinha… Read more »

Hornet
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Hornet

“No caso do submarino nuclear, é evidente que sua ação específica não deverá ser a de permanecer como “sentinela” ao redor dos campos, como eventualmente se especula. Na verdade, o relevante não é nem o que ele vai fazer, mas o que pode fazer. E pode tanto, que sua simples existência é suficiente para produzir boa parte dos efeitos desejados com sua posse. Como dito, nossa Zona Econômica Exclusiva cobre cerca de 4,4 milhões de quilômetros quadrados. É para estar, a tempo e a hora, presente em qualquer ponto dessa vastidão oceânica, que se necessita de um submarino nuclear. Mais… Read more »

Baschera
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Baschera

Não foram os Burkas que sabotavam as linhas argentinas, mas o SAS britânico. Praticamente todos os Pucará pousados nas ilhas durante o período de invasão argentina, foram sabotados ou até mesmo explodidos, entre outras ações. Alguns oficiais argentinos foram caçados e mortos por integrantes dos SAS, com o intúito de minar as defesas psicológicas do adversário e deixa-los o melhor possível sem comando. O SAS inclusive tinha membros ativos no sul do Chile e mesmo em território continental argentino, próximos as bases aéreas e navais argentinas. O Brasil apoiou modestamente, com os Bandeirulha da FAB emprestados aos argentinos… só não… Read more »

Bosco
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Bosco

Se acharmos que os americanos vão nos atacar para ficar com a Amazônia ou com o Aquífero ou com o Pré-Sal podemos desistir de investir em forças armadas e partir para outro tipo de estratégia, de preferência não militar. Não há nenhuma possibilidade de sairmos vitoriosos dentro de um período de tempo previsível num embate militar contra os EUA. Se além do mais ele (os EUA) contar com o apoio da Comunidade Internacional, aí estaremos lascados de vez. Com certeza jamais seríamos alvo de uma “ocupação”, mas alguns Tomahawks podem nos levar a mesa de “negociação” bem rapidinho, de modo… Read more »