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Por que o Poder Aéreo argentino foi derrotado nas Malvinas?

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Aeródromo de Port Stanley nas Falklands em 1985, com restos de aeronaves argentinas ainda visíveis

Faltaram aeronaves capazes e tripulações treinadas para realizar ataques de longo alcance

  • As aeronaves disponíveis foram projetadas para missões de curto alcance e para operações de apoio aéreo aproximado. A Fuerza Aerea Argentina tinha se especializado mais nos últimos anos em operações de contra-insurgência (Pucará) e não contra um inimigo externo;

Faltou efetiva coordenação com as outras duas Forças

  • O Exército e a Marinha mantiveram a Força Aérea fora dos planos de invasão das Malvinas até o último minuto;
  • Começado o conflito, a Força Aérea recebeu a maior responsabilidade na defesa das ilhas;

FMA IA-58A Pucara damage by a Sea Harrier attack

Antes da Guerra, a Força Aérea era proibida por Lei de praticar operações sobre o mar, missão que era de exclusividade da Marinha

  • A maioria das aeronaves da Força Aérea não tinha equipamento de navegação nem radar, necessários para operações sobre o mar;
  • A Força Aérea não tinha ou não sabia como ajustar corretamente as espoletas das bombas para missões antinavio (60% das bombas que acertaram os alvos não explodiram); a Marinha sabia como ajustar as espoletas, mas não passou as informações para a Força Aérea, que também não solicitou ajuda à Marinha;

A-4C_Tte_casco

Decisões táticas ruins

  • Atacaram os navios de guerra (que podiam se defender e não levavam tropas), ao invés de concentrarem os ataques nos navios de transporte e de desembarque;
  • Atacaram em pequenas formações, ao invés de grandes formações de ataque;

IAI_Dagger

Equipamentos

A Fuerza Aerea Argentina tinha quase 200 aviões de combate

  • 9 bombardeiros Canberra
  • 19 Mirage IIIEA
  • 26 Dagger (Kfir, Mirage V)
  • +-68 A-4 Skyhawks
  • 45 Pucara
  • O restante eram treinadores, transportes e helicópteros

Armeiros da 5a Brigada Aérea mandam um recado numa bomba BR250 para o Príncipe Andrews embarcado na Frota Britânica

Limitações:

  • Somente os Canberra tinham alcance para voar até as Falklands e voltar, sem reabastecimento, mas eram também mais vulneráveis à interceptação;
  • Mirages e Daggers só podiam chegar até as Malvinas sem voar em velocidade supersônica, isto é, não podiam empregar o pós-queimador (after burner);
  • Mirages e Daggers não possuíam capacidade REVO;
  • Os A-4 podiam alcançar as ilhas, mas somente com REVO e levando uma carga menor de bombas;
  • As ilhas Malvinas tinham 3 pistas de pouso, mas a maior não tinha comprimento para operar caças a jato. Ela precisaria ter sido ser ampliada (inclusive em suas áreas de escape) para poder receber A-4 e Mirage/Dagger.

Radar Westinghouse AN TPS-43

O radar Westinghouse AN/TPS-43 instalado nas ilhas pela Força Aérea foi de importância fundamental

  • O radar não foi acompanhado por outra unidade similar, para instalação em outra posição;
  • A instalação do radar foi feita num local ruim, o que permitia aos ingleses se aproximarem das ilhas sem serem detectados, mascarando-se no terreno;

AM39 Exocet

Mísseis

  • A ARA Armada Argentina tinha uma boa quantidade de mísseis antinavio instalados em seus navios;
  • Mas a Força Aérea não possuía mísseis antinavio e a Marinha só tinha 5 mísseis ar-superfície Exocet AM39, quando a Guerra começou.

FONTE: Livro Why Air Forces Fail (University Press of Kentucky, 2006)

98 COMMENTS

  1. Caros

    Quem sabe se tivessem tornado as ilhas Malvinas um porta-avião com ampliada para poder receber A-4 e Mirage/Dagger a história não teria sido outra, teria mantido a superioridade aerea.

    Mas enfim foi muito amadorismo.

    Aprendizado é que as forças precisam sempre esta preparados tanto em treinamento como em material.

    Abs

  2. Belo artigo, bacana mesmo

    Eu sei que é muito facil falar mal dos argentinos hoje em dia avaliando o conflito com a facilidade da perspectiva.

    Mas caramba, força aerea que nao podia voar sobre as aguas, avioes com pouco alcance, se concentrar nos alvos errados, forças armadas que nao se falavam, nao ocupar de forma eficiente as ilhas.

    Sera que ninguem pensava?

    Eles eram muito burros isso sim.

  3. O que os argentinos nunca pensaram, é que os britânicos fossem realmente, brigar pelas ilhas.
    E a qualidade do material e do treinamento argentino, tb não recomendavam um confronto contra um pais da OTAN.

  4. Que sirva de lição ao Brasil, como temos o pre-sal para defender é preciso ter vetores com grande autonomia e persistência de combate, alem de investir pesado na marinha com submarinos e ao menos 2 NAe equipados com vetores capazes.

  5. Andre Luiz,

    Essa Briga entre Força Aérea e Marinha não é exclusividade da Argentina, isso aconteceu também no Brasil.

    Eu só não sei se essa briga entre as Forças ainda acontece.

    Alguém ai pode esclarecer esse assunto?

  6. “Atacaram os navios de guerra (que podiam se defender e não levavam tropas), ao invés de concentrarem os ataques nos navios de transporte e de desembarque;”

    Vou discordar deste aqui. A FAA tinha limitado poder de fogo e fez certo em se concentrar em realizar ataques que pudessem mudar o curso da guerra, em especial aos navios aeródromos. Vale lembrar que a FAA inutilizou o Conveyor e por muito pouco não fez o mesmo com o Invincible, o que teria sido um golpe duríssimo nos ingleses.

  7. “Que sirva de lição ao Brasil, como temos o pre-sal para defender é preciso ter vetores com grande autonomia e persistência de combate, alem de investir pesado na marinha com submarinos e ao menos 2 NAe equipados com vetores capazes.”

    Caro Ronaldo, defender o pré-sal contra quem e contra o quê?

    A “defesa do pré-sal” é uma das maiores empulhações já vistas, usada vergonhosamente pela MB para tentar arrancar um dinheirinho do bolão da extração de petróleo. Não existe o que proteger e não existe de quem proteger.

  8. Com toda a Certeza, uma das melhores(se não for a melhor) matérias postadas no site. Deu gosto de ler. O interessante é que quanto mais se estuda sobre este conflito, surgem mais e mais coisas interessantes… Um fato é inegável; Os pilotos da RAF eram profissionais. Os argentinos, corajosos…

    grifo em 13 mar, 2010 às 23:05
    A “defesa do pré-sal” é uma das maiores empulhações já vistas, usada vergonhosamente pela MB para tentar arrancar um dinheirinho do bolão da extração de petróleo. Não existe o que proteger e não existe de quem proteger.

    É…ao invés de comprar-mos submarinos, navios, helicópteros, tanques e Rafaeles, é melhor comprar uma caneta bic de R$1,00…para assinar o Termo de Rendição…

  9. “é melhor comprar uma caneta bic de R$1,00…para assinar o Termo de Rendição…”

    Ou quem sabe você pode se concentrar em cenários reais de conflito e preparar as Forças Armadas para eles.

  10. CAros

    Estou entendendo que o Giordani RS em 13 mar, 2010 às 23:18

    É…ao invés de comprar-mos submarinos, navios, helicópteros, tanques e Rafaeles, é melhor comprar uma caneta bic de R$1,00…para assinar o Termo de Rendição…

    esta sendo ironico com o comentario do Grifo

    Abs

  11. Caro

    Grifo Os ingleses não estão mandando plataforma as Ilhas Malvinas
    para colher leite de ovelha.

    E olha que as condições de mar são piores que a do presal que vai até Santa Catarina.

    Abs

  12. O poço mais longínquo está a apenas 60 quilômetros da fronteira que delimita o campo de atuação brasileira para fins exploratórios no mar.

    Oficialmente, a Petrobras não se pronuncia sobre a possibilidade de mais jazidas de petróleo além de nossas fronteiras marítimas, mas isso é dado como certo pelos especialistas.

    Todo esse quadro tornou estratégica e urgente para o governo brasileiro a extensão de nossa Zona Econômica Exclusiva, negociada com a ONU desde 2004.

    A avanço das pesquisas e da produção de petróleo em águas profundas e a aceleração das negociações para ampliar as águas territoriais brasileiras.

    Agora precisamos mostrar que somos capazes de tomar conta.
    ou então o fazem no nosso lugar.

    Seria estupidez fazer o que fizemos no passado, acreditar que não valia apena invetir em propecção no Brasil,

    Abs

  13. na minha opiniao foi muito apressada essa invasao,tinham que ter recebido uma duzia de exocet e deixar os britanicos venderem o porta-avioes que estava programado pra ser descomicionado,alem disso seria bom eles equipasem o 25 de mayo com super entendart,alem disso ter preparado seus submarinos

  14. quanto à questão que citaram sobre a defesa do pre-sal deveria ser construida uma pista de pouso e um cais tipo pier na ilha de trindade para apoio aos militares que periodicamente guarnecem a ilha e servir como base de navios da MB e aviões da FAB para patrulhar a area do pre-sal

    para conhecimento de todos os ingleses ja tentaram tomar a ilha de trindade em 1890, quando ocuparam a ilha, somente desocupando-a em 1896 apos acordo com o Brasil por intermedio de portugal, mesma sorte não teve a Argentina quando tentou retomar as ilhas por via diplomatica, acarretando no que todos ja sabem

  15. Amadorismo,muito amadorismo,quem vai levar a serio um pais deste que meteu os pé pelas mãos,me fez lembrar uma reportagem de de history channel,quando da rendição dos argentinos e o comandante argentino foi com a farda de gala assinar o termo de rendição e o oficial inglês olhou para ele e disse não é com estas roupas que se vai para a guerra da para se ter uma ideia do que os argentinos esperavam desta guerra.
    abraço a todos.

  16. A verdade é que os militares que tinham o poder na Argentina estavam desesperados por apoio popular… o governo era um desastre e inventou essa invasão como manobra política para trazer o povo pro seu lado (nada melhor que evocar o patriotismo nessas horas). A jogada política foi paga com o sangue dos combatentes.
    Um caso claro de traição das FFAA pelo próprio governo.

  17. Parece que faltou estratégia do lado argentino.Não se ganha uma guerra sem uma boa estratégia.Outra coisa é a importância dos ataques combinados das 3 forças,o que não aconteceu visto que uma força não se comunicava com a outra,e isso nos dias de hoje seria um suicídio.

    Como nos jogos de guerra,vc precisa ter estratégia.Esses dias estava jogando um game do Desert Storm Iraq,e uma das missões era capturar um aeroporto iraquiano bem defendido.Com apenas 4 soldados da força Delta,seu objetivo era destruir 3 tanques T-72 com RPG’s, 3 lançadores de mísseis SAM,uma arma AA,um punhado de inimigos que vinham na retaguarda e na vanguarda,destruir a central de comando dos mísseis com explosivo C4,e capturar um blindado inimigo vigiado por 2 soldados iraquianos para fazer a próxima missão.Depois de 3 tentativas,consegui cumprir a missão.Se num jogo já é difícil vc se planejar com apenas 4 elementos,imagina numa situação real!

    “O radar Westinghouse AN/TPS-43 instalado nas ilhas pela Força Aérea foi de importância fundamental”
    Estranho instalar um radar desses a céu aberto sem nenhuma camuflagem,tornando um alvo fácil para os ingleses que vieram disfarçados pelo terreno pegando-os de surpresa.

  18. Antes de mais nada parabéns ao Blog pela matéria muito boa!

    Alguns comentários:

    1) Temos que aprender com os erros (que não foram poucos) cometidos pelos argentinos
    2) As nossas FAs devem ter capacidade para defender todos os nossos recursos, incluindo o petroleo do pré-sal e também nossa água doce, discordo de quem faz pouco caso da defesa das nossas plataformas
    3) Pode até ser que hoje não exista ameaça iminente ao petroleo do Brasil, mas isso não significa que este cenário se sustente tendo em vista a diminuição de outras reservas e aumento do preço do oleo
    4) Não fosse a guerra, acredito que os ingleses teriam devolvido as ilhas aos argentinos, que estavam mais próximos também dos kelpers à época do que os próprios ingleses
    5) É importante termos toda a capacidade de defender prontamente o Brasil (população, territórios e recursos) para não termos que usar nunca este recurso militar do que correr atrás do prejuízo

    Não sei se concordam…

    Sds.

  19. Belo sumário das deficiências Argentinas nesta aventura em 1982. Mau planejamento, mau preparo, mau treinamento, má comunicação, falta de foco, um absurdo. Tentaram a sorte, somente isso. Foram para Guerra de Pijama ou pior de calças arriadas. O resultado do amadorismo está ai, nunca mais as Malvinas voltarão a ser Argentinas. O mais provável é que se torne território autônomo na melhor das hipóteses. Com o pré-sal, nem esta opção pode ser considerada realmente.

  20. O amigo bloguista airacobra lembrou de um fato significativo que a imprensa populista simplesmente não sabe ou se omite…a ilha da Trindade já foi Britanica a FORÇA e só saíram de lá graças as boas relações de nossos patrícios e a falta de um porto natural na ilha…bem lembrado!

  21. Sim amigos

    Lia na epoca tudo que caia nas minhas mãos..
    1 – Os ingleses acusaram o golpe quando o cruzador Sheffield foi posto a pique. http://en.wikipedia.org/wiki/HMS_Sheffield_(D80)

    2 – Os paises continentais, davam pouco apoio a Argentina.. o que a nivel diplomático foi um erro grave..ao contrario da Inglaterra que contava com o apoio maciço dos paises Europeus e dos Estados uNIDOS, E no continente do Gal Pinochet…Daí que quando Pinochet foi preso..na Inglaterra Margareth Tatcher.. lhe deu total apoio…

    3 – O Regimento Gurka dizimou o moral do exercito Argentino ao fazerem ataques durante a noite.. colocar as cabeças cortadas dos recrutas Argentino.. espetados em Estacas..proximo aos acampamentos.. e pela manhã os soldados..argentinos ficavam desesperados vendo este tetrico espetaculo..

    4 – Imagino que sem o apoio logistico dos EUA os Ingleses teriam
    se dado muito mal..lembro do que li.. que o Navio Argentino Almirante Belgrano… foi posto a pique..devido ao suporte americano.. que deu a posição.. correta em meio a um nevoeiro.. e ai foi facil.. para os Ingleses..

    4- Alguns intelectuais Argentino.. no chamamento para a Unidade Nacional feito pelos governantes Argentino.. Gal Galtieri.. e outros..ressaltaram o carater colonialista.. a historia do colonialismo ingles através dos tempos.. inclusive na China.. quando davam suporte ao vendedores de opio..contra o verdadeiro interesse do povo Chin~es..

    5 – Os Argentinos esperavam algo do Brasil.. existia uma franca rivalidade entre os militares Brasileiros..e Argentinos. Diferente do momomento em que vivemos que o Brasil se posiciona francamente ao lado da Argentina.. instando.. a ONU a intervir para suspender a exploração do Petroleo pela Inglaterra em mar territorial.. Argentino..

    5- No Futebol torço pelo Brasil. Acho pessoalmente que as Malvinas pertencem a Argentina..

    sds
    Nimuendayub

  22. Resumindo,

    Faltou desde Planejamento da Campanha,
    Equipamentos adequados e na quantidade suficiente,
    Treinamento e doutrinas modernas para a Guerra Aérea.

    Lições importantes podem ser tiradas:

    Antes de iniciar uma Ação Militar, analisar todos os cenários possíveis e estar para agir de acordo com elas, Planejamento é essencial.

    Não adianta manter forças em quantidade mas obsoletas em relação aos possíveis oponentes. Que adianta manter 200 MiragesIII se o adversário com 20/30 Sea Harriers pod- abate-los um a um?

    Manter um arsenal com capacidade de suportar pelo menos o 1º mês de conflito. Peças de reposição, munição e misseis.

    Manter os Pilotos treinados e com as doutrinas mais modernas em matéria de combate. Não adianta ter pilotos com F-22 se só sabem combater com MIG-21 e com doutrina da década de 60.

    Isso posto, a única Força Aérea da AS que considero em situação de prontidão/combate é a Chilena. A FAB é maior, tem os F5-M + E-99 + KC 130, mas sinceramente não sei a que nível nossos pilotos estão, e se temos misseis / munição / peças de reposição para manter uma campanha que dure mais de um dia.

    []’s

    []’s

  23. “Grifo Os ingleses não estão mandando plataforma as Ilhas Malvinas
    para colher leite de ovelha.E olha que as condições de mar são piores que a do presal que vai até Santa Catarina.”

    Caro Harry, se você fala em defender plataformas, somente dois países no mundo tem condições de projetar poder e realizar um ataque as plataformas do pré-sal. Se tivessem esta intenção ambos fariam isto tranquilamente e sem oposição, tendo o Brasil dois NAe, submarinos nucleares ou qualquer outro desses devaneios. Qual é mesmo o alcance de um Tomahawk?

    Nós temos recursos escassos, temos problemas nas nossas fronteiras, um dos nossos vizinhos enfrenta um exército narco-guerrilheiro, outro é uma autêntica terra de ninguém, um terceiro tem um proto-ditador se armando a passos largos, precisamos nos preparar para o que pode acontecer e não investir bilhões para brincar de US Navy.

  24. Parabéns aos editores pela matéria. Este assunto da Guerra das Malvinas é tão atual porque sempre nos leva a pensar se também estamos preparados para uma situação desta. A pergunta é: alguém sempre está preparado para uma guerra?
    Conforme é de conhecimento público, se todas as bombas aéreas argentinas tivessem explodido a frota britânica estaria eliminada, tendo em vista que quase todas as belonaves foram atingidas. Os ingleses ainda guardam segredo e só irão revelar após 100 anos do conflito.
    Os argentinos realizaram reabastecimento em voo em combate e segundo eles, o seu segredo eram os aviões c-130 que fizeram milagre para salvar pilotos sem combustível durante a guerra.
    Creio que ainda hoje, ainda que os ingleses estejam alertas com os Tufões, e possuam tornados e harriers escondidos, num conflito localizado os argentinos ainda causaram estragos incomparáveis visto os novos sistemas de armas e de miras. Os comandantes atuais da FAA são todos veteranos, heróis das Malvinas, portanto, sabem exatamente o que seria necessário para cumprir sua missão, se esta fosse determinada num novo conflito.

  25. Caro Nymuendayub…

    1) o HMS Sheffield era um destroyer e não um cruzador;
    2) a Argentina tinha e tem pendencia territorial com o Chile, assim
    não poderia contar com o apoio deste e o Peru só apoiou a Argentina porque guarda magoas do Chile e não porque acreditasse que as Falklands fossem argentinas;
    3) os Gurkhas eram temidos, mas, não há comprovação que eles cortaram cabeças de argentinos e as espetaram em postes;
    4) O HMS Conqueror que afundou o Belgrano localizou-o graças ao sonar, apenas submarinos do inicio do sec XX contavam com boa visibilidade para atacar;
    5)Pessoalmente acho que as Falklands são britanicas e a população
    local também;

    sds

  26. “Os comandantes atuais da FAA são todos veteranos, heróis das Malvinas, portanto, sabem exatamente o que seria necessário para cumprir sua missão, se esta fosse determinada num novo conflito.”

    Getulio…

    mesmo os mais novos tenentes na faixa dos 22 anos em 1982 já devem ter sido reformados com 30 anos de serviço.

    Por outro lado, seguindo este mesmo raciocinio, os britanicos também não teriam em seus “quadros”, veteranos, herois das Falklands?

    sds

  27. Nimuendayub em 14 mar, 2010 às 9:32
    3 – O Regimento Gurka dizimou o moral do exercito Argentino ao fazerem ataques durante a noite.. colocar as cabeças cortadas dos recrutas Argentino.. espetados em Estacas..proximo aos acampamentos.. e pela manhã os soldados..argentinos ficavam desesperados vendo este tetrico espetaculo..

    Isso é mito! nunca aconteceu! Isso foi inventado pelos tenentes e sargentos argentinos para explicar suas decisões incompetentes e culpar os soldados…se acaso houvesse ocorrido, o primeiro a relatar e mostrar seria o Governo argentino…imagina a Grã-Bretanha sendo acusada de Crimes de Guerra?! Na hora os países sul-americanos passariam a apoiar o regime do galtieri…além do mais, imagine-se sendo um combatente e vendo um colega de armas teu com a cabeça cortada e espetada numa estaca…tu vai ver ser tomado de ódio e vai lutar com bravura! Com vontade de vingança!!!

  28. Boa tarde Giordani..

    “Isso é mito! nunca aconteceu! Isso foi inventado pelos tenentes e sargentos argentinos para explicar suas decisões incompetentes e culpar os soldados…se acaso houvesse ocorrido, o primeiro a relatar e mostrar seria o Governo argentino…imagina a Grã-Bretanha sendo acusada de Crimes de Guerra?! Na hora os países sul-americanos passariam a apoiar o regime do galtieri…além do mais, imagine-se sendo um combatente e vendo um colega de armas teu com a cabeça cortada e espetada numa estaca…tu vai ver ser tomado de ódio e vai lutar com bravura! Com vontade de vingança!!!”

    veja esta colagem que peguei em um site dos Gurkas..aí não sabemos o que tem de mito o que tem de realidade… a nossa media não é confiável.. vide Eliane Catanhede e a FSP
    “The Khukuri.
    There were many legends made by the enemies during the First and Second World Wars about the fierceness of Gurkha soldiers. However, the most recent was reported in 1982 during the war of Britain with Argentina over the Falkland Islands. According to a reporter for the BBC “…the Argentines dropped their rifles and abandoned mortars and machine guns as soon as the Gurkha soldiers marched forward”. The Argentine soldiers were mainly afraid of the famous Gurkha knives called the “Khukuri”.”

    abs. Nimuendayub

  29. Uma vez eu li sobre um sniper argentino que tava tocando o terror nas tropas inglesas, alquem sabe algo sobre isso?
    Tbm gostaria de sugerir uma materia sobre o exercito argentino no FORTE. Abraços

  30. O texto em ingles não cita que os gurkhas deceparam cabeças e espetaram em postes…apenas que sabem usar muito bem sua faca de combate curva, o que desde o seculo passado já é bastante divulgado.

  31. Caro grifo em 14 mar, 2010 às 11:44

    Voce esta certo quando diz:

    “Nós temos recursos escassos, temos problemas nas nossas fronteiras, um dos nossos vizinhos enfrenta um exército narco-guerrilheiro, outro é uma autêntica terra de ninguém, um terceiro tem um proto-ditador se armando a passos largos, precisamos nos preparar para o que pode acontecer”

    Quando voce diz:
    -Qual é mesmo o alcance de um Tomahawk?
    -Somente dois países no mundo tem condições de projetar poder e realizar um ataque as plataformas do pré-sal. Se tivessem esta intenção ambos fariam isto tranquilamente e sem oposição.

    O que te digo é que não ter oposição é o objetivo deles, e resistir e elevar o custo de tal ação é nosso dever.
    =================================================================
    O que temos para proteção de 120 plataformas maritimas, 4,5 milhões de quilômetros quadrados de plataforma continental oceânica . Nessa área estão armazenadas acima de 90% das reservas conhecidas de petróleo e gás, além de jazidas minerais de uso estratégico. Os estoques pesqueiros podem chegar a 1,5 milhão de toneladas por ano. A frota atual de defesa é formada por 28 navios que operam com apoio de 20 aviões Emb-111 Bandeirulha, da Força Aérea Brasileira (FAB). Esse conjunto pode ser reforçado por helicópteros pesados torpedeiros do tipo Super Puma, combinados com os Lynx, de ataque leve e com os submarinos Tupy.
    Temos ouquíssimos torpedos e mísseis mar-mar. E a Força Aérea não possui nenhum míssil antinavio em operação hoje.

    O que se esta querendo proteger?
    Só a plataforma PMXL-1 destinada ao campo de Mexilhão, localizado na região produtora de gás da Bacia de Santos, teve custo estimado em US$ 1,19 bilhão, mas a infra-estrutura para sua instalação – considerando os dutos que ligarão a unidade à costa e também a outros campos – deve chegar a US$ 3 bilhões.

    É do mar que vêm90% do petróleo e 70% do gás consumido no país. De quebra, é através dos caminhos marítimos que passam 95% das trocas comerciais feitas com o exterior.
    ==================================================================
    Final de governo Bush, reativam a quarta frota, para que? prestar serviços de assitencia social?

    Os Estados Unidos não são signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), o acordo internacional que estabelece o limite dos mares territoriais de cada nação costeira, do qual o Brasil é signatário desde 1982.

    Coincidencia também, Três empresas inglesas exploradoras de petróleo e gás estão pesquisando as bacias norte e sul das Ilhas Malvinas. Estas ilhas se situam na plataforma continental da Argentina. Estima-se que as jazidas das Ilhas Malvinas incluam 60 bilhões de barris de petróleo e 223,7 bilhões de metros cúbicos de gás.

    É a Cobiça mostrando seu rosto. Essa é uma região estratégia não só por seus recursos, mas pela dimensão geopolítica que o petróleo tem.

    A Petrobas este ano preve investimento no valor de 80 bilhões de reais.

    A respodta para isso é o novo Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), projetado pela Marinha, deverá controlar uma área aproximadamente do mesmo tamanho, mas localizada sobre as águas do Oceano Atlântico.
    O projeto ainda está em fase experimental; a Marinha não fala nem em custos nem em prazos para a implantação. O que se sabe, porém, é que o sistema vai recolher e integrar dados vindos de navios, aviões, helicópteros, radares terrestres e satélites. Centros de controle digitais que deverão ser construídos em diversos pontos do litoral vão coordenar o tráfego de navios até as plataformas petrolíferas, o transporte marítimo nos portos, o combate ao contrabando e à pesca ilegal e ainda deverão ter recursos para ajudar a prever mudanças climáticas – como eventuais tempestades que possam atingir o país – a poluição do oceano e ainda coordenar operações de busca e salvamento.
    Sistema vai integrar informações de navios, aviões satélites e radares para patrulhar região do tamanho da Amazônia.

    Talvez não seja os recursos que sejam escassos, mais falta de prioridade na aplicação e falta de visão da sociedade e do Estado.

    Abraço ao amigo

  32. Grifo:

    “A “defesa do pré-sal” é uma das maiores empulhações já vistas, usada vergonhosamente pela MB para tentar arrancar um dinheirinho do bolão da extração de petróleo. Não existe o que proteger e não existe de quem proteger.”

    Essa foi forte hein??

    Onde tem Petróleo tem GUERRA!!

    E quem é que mais faz esta guerra pela liberdade de estração, pela democracia do comércio e a justiça do controle próprio, mantendo assim o monopólio do petróleo??

    Quem perde guerra fica sem meu caro, e as Malvinas são a prova cabal disso.

    Valeu!!

  33. Grifo,
    Depois de hoje, antes de escrever qualquer linha, procure se informar e BEM…vc foi patrolado e na boa, achava que só o lbacelar era meio perturbado…

  34. De certa forma eu concordo com o Grifo.
    A Defesa Nacional não é tão simples como fazer mais navios e submarinos para proteger o Pré-Sal e mais caças e infantaria pra proteger a Amazônia.
    Mesmo porque, se entrarmos em combates com outros países para defender o que acreditamos ser nosso por direito, a arena não será só no mar no caso do Pré-sal e nem em terra no caso da Amazônia.
    Devemos ter forças armadas de terra, mar e ar equilibradas por sermos um país independente, livre e autônomo e não porque temos pré-sal, água potável, árvores, ou seja lá o que for.
    Um pais que reivindicar o direito de também explorar petróleo na área do Pré-Sal não irá atacar diretamente as plataformas de petróleo. Para que elas possam ser defendidas bastam navios de patrulha e grupos de comandos para combaterem ações isoladas de grupos terroristas.
    Uma potência que nos atacasse após uma corrida de negociações infrutíferas , por achar que seus interesses estão sendo maculados, nos enfrentarão no mar, no ar e em terra.
    Temos que nos preparar para a defesa do território nacional e do povo brasileiro e para que tenhamos um mínimo de dissuasão caso nossa diplomacia não se faça eficiente na defesa de nossos interesses legítimos.
    Não acho que devemos ter nem mais nem menos armas e equipamentos bélicos por termos petróleo, água, minério ou sermos o último reservatório biológico do planeta. Devemos ter o que é compatível com o tamanho de nosso país (área e população), de nossas riquezas e com suas responsabilidades perante a Comunidade Internacional.
    Não somos cawboys que iremos enfretar o mundo todo na base da bala para que sejamos os únicos do planeta a respirar (mesmo porque não tem jeito de por uma redoma na Amazônia), vendendo o excedente de ar fresco ou de água potável para o resto do mundo.
    Devemos ficar atentos aos predadores de nossas riquezas que se dizem tão patriotas quanto nós mesmos e muitos cantam o Hino Nacional Brasileiro todo dia. Com esses sim devemos nos preocupar.
    Existem muitas formas sutis de países estrangeiros também lucrarem com nossas riquezas e com certeza não será fazendo guerra contra nós e nem necessariamente de modo a nos prejudicar. As relações internacionais hoje oferecem meios muito mais eficientes de domínio que o imperialismo a base do tiro de canhão.
    Os casos do OM não servem de parâmetro para a nossa realidade geopolítica.
    Vale salientar que enquanto ficamos fissurados no Pré-sal o mundo todo se movimenta em direção a outros recursos energéticos e insumos. Não creio que dentro de 50 anos o petróleo ainda será um recurso tão precioso como hoje.

  35. “Final de governo Bush, reativam a quarta frota, para que? prestar serviços de assitencia social? Os Estados Unidos não são signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM)”

    Caro Harry, então é para isso que a MB quer dois navios aeródromos? Para enfrentar no mar a US Navy? Negar a ela o uso do mar? Meu Deus… nem a China pensa em fazer isso.

    Aproveitando que o tema do post do blog, podemos tentar aprender um pouco com a experiência dos nossos hermanos. Qual foi a contribuição do 25 de Mayo na guerra? Ele teve coragem de sair do porto? Aqui não seria diferente.

    Se um dia tivermos um conflito com os americanos, não será com navios aeródromos que nós iremos lutar. O que eu estou sugerindo é somente pé no chão, o recurso é pouco, vamos investir no que nós precisamos e podemos fazer. Não conseguimos hoje nem patrulhar a nossa costa, não temos sequer um míssil ar-mar operacional, vamos cuidar disso antes de ficar com delírios de NAe protegendo o pré-sal.

  36. Em 1982 as forças armadas argentinas eram muito acima da realidade sul americana. Muito melhores do que qualquer país vizinho tinha na mesma época. Seja em quantidade de meios como na qualidade dos mesmos.

    Em 1982 o “melhor” poder militar sul americano enfrentou o melhor poder militar fora do eixo EUA – URSS.

    O resultado?

    Uma somatória de incompetências em todos os níveis. Estratégico – Tático – Operacional.

    Culpa dos militares argentinos?

    No fundo eles eram como aquele time de futebol amador da vila. Muito bons quando comparados aos times de peladeiros das cidades vizinhas, um dia tiveram que jogar com um time de profissionais e perderam o jogo, apesar de correrem muito, brigarem, suarem, a verdade é que só poderiam ser descritos como “bons de bola” quando comparados aos times da vizinhança.

    Acho que vivemos uma situação parecida hoje envolvendo o Brasil. Dentro de um contexto sul americano somos lideres, nem tanto pela nossa competência mais principalmente pela incompetência e limitações de nossos vizinhos.

    Não estou falando que temos que estar preparados para entrar em uma guerra com os EUA, Inglaterra ou França (potencias militares com capacidade de projeção de poder), mas deveríamos estar preparados para “jogar no time deles” se precisar e a verdade é que não estamos.

    Países como Coreia do Sul, Austrália, Espanha parem mais claramente definidos sobre situações como estas.

    Quanto ao Brasil, bem, somos razoáveis no nosso cenário sul americano, mas no “mundo real” somos amadores ainda tal qual eram os argentinos em 82.

  37. Dalton,

    “O texto em ingles não cita que os gurkhas deceparam cabeças e espetaram em postes”
    Mas na época da Guerra das Malvinas muito se falou sobre isso nos meios de comunicação.

  38. “Um pais que reivindicar o direito de também explorar petróleo na área do Pré-Sal não irá atacar diretamente as plataformas de petróleo. Para que elas possam ser defendidas bastam navios de patrulha e grupos de comandos para combaterem ações isoladas de grupos terroristas.”

    Obrigado Bosco por colocar isto com muito mais competência do que eu. Ali precisamos de aviação e navios de patrulha, não navios aeródromos e submarinos nucleares.

  39. os argentinos tinhan o equipamento mas não sabian usar…e tamben não receberan o treinamento adequado,tinhan a vantagen mas não souberan desfrutar……Brasil não esta tão longe disso tamben não!!

  40. Se imaginarmos que o mundo vai virar um caos e que a barbárie irá dominar as relações internacionais e que iremos enfrentar potências imperialistas do naipe dos EUA aí estamos lascados.
    Precisaremos de investir centenas de bilhões de dólares por algumas décadas. Mais provavelmente teremos que gastar todos os recursos do Pré-sal para que possamos protegê-lo contra as Forças Armadas Americanas, sem garantia de sucesso.
    Ou seja, vamos ter bom senso e como diz a ministra “relaxar e gozar”.

  41. Grifo, nao sei em que mundo vc vive, mas no mundo real atacar o suprimento de combustivel do inimigo sempre foi uma prioridade. Quanto a um eventual conflito entre brasil (ou mesmo a argentina) com americanos e ingleses em razao do petroleo existente no pre-sal e extremamente improvavel. De fato nunca na historia houve uma guerra entre duas nacoes democraticas. Mas nao e por isso qe nao devemos investir, nao apenas em avioes de ultima geracao, mas tambem no projeto de submarino nuclear. O poderio militar aumenta o poder dissuatorio de qualquer nacao. Se quisermos que americanos, ingleses e companhia limitada nos levem a serio devemos fazer com que eles nos vejam como iguais.

  42. Se quisermos dissuadir qualquer potência estrangeira de nos atacar, com a tecnologia hoje disponível, só se tivermos armas nucleares em quantidade suficiente, meios de lançá-las de maneira eficaz (mísseis balísticos de alcance intercontinental) e meios de preservar as mesmas de um ataque preventivo (provavelmente a melhor maneira é através de SSBNs ou de ICBMs móveis) e meios de detectar um ataque e responder em tempo hábil (rede de radares e satélites e postos de C3 alternativos)
    Além disso, deveremos ter credibilidade dentro da Comunidade Internacional fazendo-a acreditar que seremos capazes de usar tais recursos extremos caso sejamos atacados por superpotências.
    Vale salientar que dentro de 20 ou 30 anos esses recursos não serão mais tão eficientes tendo em vista a tecnologia anti mísseis balísticos.
    Também vale salientar que sofreríamos um contra ataque que nos colocaria de novo na época das Capitanias Hereditárias pra não dizer na Idade Média.
    Também devemos nos lembrar que não podemos adotar essa política de “destruição assegurada” para qualquer nível de agressão. Para tanto, para que possa haver uma escalada, forçosamente uma potência nuclear precisa ter forças convencionais robustas, se não seremos considerados loucos de pedra se adotarmos a postura de “não mexe comigo senão eu te destruo”.
    Ou seja, vamos ter forças armadas para que possam cumprir suas atribuições constitucionais e não vamos dar crédito a profetas do Apocalipse, senão endoidamos de vez e chegaremos a conclusão que o melhor a se fazer é torcer para o mundo acabar em 2012.

  43. Bosco…

    também “falaram” que o terremoto no Haiti foi provocado pelos americanos e suas armas fantasticas.
    Como temos quase a mesma idade…vc é ligeiramente mais antigo,
    acompanhamos a guerra de 1982 com o mesmo interesse e só ouvi falar coisas boas dos Gurkhas…mas…vá saber, agora, provado, não foi!

    abs

  44. Caro Fredy, no mundo real todas as plataformas seriam destruídas usando mísseis Tomahawk disparados a partir um submarino americano a 2 mil km da nossa costa. E os nossos navios aeródromos, submarinos nucleares vão ficar só assistindo. Gastamos bilhões para não ter nenhum poder de real de dissuação.

    Como toda nação nós temos recursos limitados, e escolhas tem conseqüências. Simplificando, manter e operar um NAe significa que estamos abrindo mão de ter mais navios de patrulha oceânica. Comprar Rafale superfaturado significa menos mísseis ar-mar, menos horas na aviação de patrulha. Infelizmente estamos no caminho da Argentina que “no papel” tinha FFAA imponentes mas na prática inefetivas.

  45. “No caso do submarino nuclear, é evidente que sua ação específica não deverá ser a de permanecer como “sentinela” ao redor dos campos, como eventualmente se especula. Na verdade, o relevante não é nem o que ele vai fazer, mas o que pode fazer. E pode tanto, que sua simples existência é suficiente para produzir boa parte dos efeitos desejados com sua posse. Como dito, nossa Zona Econômica Exclusiva cobre cerca de 4,4 milhões de quilômetros quadrados. É para estar, a tempo e a hora, presente em qualquer ponto dessa vastidão oceânica, que se necessita de um submarino nuclear. Mais ainda, os interesses do Brasil, no mar, não terminam nos limites da Amazônia Azul. Eles se estendem a qualquer lugar onde um navio navegue sob nossa bandeira, cuja proteção é dever inalienável do Estado Brasileiro.
    Essa, a importância estratégica da construção do submarino nuclear.”

    Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto

    Desculpem pelo off-topic, mas como este assunto do subbmarino nuclear veio a baila…então…

    Bosco,

    concordo em grande parte do que vc escreveu, mas discordo que nos próximos 50 anos o petróleo não continue sendo a matriz enegética do mundo. Os indicadores mundiais dizem o contrário disso…e para simplificar a coisa, basta olhar para a guerrinhas no Iraque e Afeganistão, entre outras na região, que se entende o quanto é vital o controle sobre esse meio energético.

    Não se trata de uma questão meramente tecnológica (alternativas ao petróleo já temos faz muito tempo), mas sim de controle da economia mundial. Quem controla o petróleo controla a economia mundial. Isso continuará assim enquanto existir petróleo no mundo em quantidade suficiente, não para mover a economia (que já, hoje, poderia ser movida energeticamente por outros meios, inlusive meios mais ambientalmente melhores), mas para controlar a economia mundial. É umna questão de poder e não uma questão de tecnologia.

    O pré-sal é complexo do ponto de vista geoestratégico, pois ao mesmo tempo que aumenta o tempo de permanência do petróleo na centralidade energética do mundo (pois é uma jazida nova e gigantesca), de certo modo desloca (ou pode vir a deslocar ou ampliar) os interesses de territórios sob controle do petróleo pelas potências mundias, que até então viam (ainda veem) apenas o Oriente Médio como um lugar estratégico para dominação do fluxo do óleo (e em partes a Venezuela, como uma “reserva estratégica” distante do mundo árabe). O controle das potências mundiais pode se dar por vários meios, não apenas por meio de guerras (pode variar desde alinhamentos políticos baseados em governos Clientes até boicotes de varias naturezas como forma de barganha e pressão, passando é claro pelo controle econômico via empresas estrangeiras dos poços de petróleo), isso também precisa ficar claro. Mas a questão do pré-sal é importante de qualquer modo.

    Então, o pré-sal se torna complexo de se pensar por causa disso, ele amplia a capacidade mundial de petróleo, mas ao mesmo tempo está fora do eixo já inserido sob o controle das potências mundias, especialmente dos EUA (mas não apenas). E o Brasil precisa estar atento sim, não só ao pré-sal, mas ao país como um todo como vc disse (o problema é que ninguém, na história recente da humanidade, moveu um único soldado por causa da ampliação da criação de gado ou da melhoria da indústria do turismo, já quanto ao petróleo não dá pra falar o mesmo, né?…hehe…)

    abração bro!

  46. Não foram os Burkas que sabotavam as linhas argentinas, mas o SAS britânico. Praticamente todos os Pucará pousados nas ilhas durante o período de invasão argentina, foram sabotados ou até mesmo explodidos, entre outras ações. Alguns oficiais argentinos foram caçados e mortos por integrantes dos SAS, com o intúito de minar as defesas psicológicas do adversário e deixa-los o melhor possível sem comando.
    O SAS inclusive tinha membros ativos no sul do Chile e mesmo em território continental argentino, próximos as bases aéreas e navais argentinas.
    O Brasil apoiou modestamente, com os Bandeirulha da FAB emprestados aos argentinos… só não foram mais e muito mais úteis devido a falta de tempo hábil para treinar os argentinos nas aeronaves da FAB.
    Negamos, também, como hoje o fizemos idem, pousos e conexões navais à frota britânica, iclusive interceptando um Avro Vulcan no decorrer dos conflitos das Malvinas. Alguns anos depois, o Governo Sarney iniciou a aproximação com os argentinos, que até à época, eram nossos rivais e cujos regimes militares não tinham bom entendimento, há não ser, em questões de repressão política.

    Sds.

  47. Se acharmos que os americanos vão nos atacar para ficar com a Amazônia ou com o Aquífero ou com o Pré-Sal podemos desistir de investir em forças armadas e partir para outro tipo de estratégia, de preferência não militar.
    Não há nenhuma possibilidade de sairmos vitoriosos dentro de um período de tempo previsível num embate militar contra os EUA. Se além do mais ele (os EUA) contar com o apoio da Comunidade Internacional, aí estaremos lascados de vez.
    Com certeza jamais seríamos alvo de uma “ocupação”, mas alguns Tomahawks podem nos levar a mesa de “negociação” bem rapidinho, de modo a satisfazer melhor os interesses estrangeiros.
    Levando em conta o naipe de nossas lideranças, talvez os gringos nem precisem gastar seus Tomahawks.
    Também desconheço se haveria motivação do pacato e ordeiro povo brasileiro em promover uma guerra de guerrilhas de longo prazo, caso ocorra uma altamente improvável invasão, de modo a minar a “ocupação” e inviabilizá-la a longo prazo, como acontece no Iraque e no Afeganistão.
    Como guerras são feitas por velhotes endinheirados em gabinetes confortáveis para que jovens de famílias humildes morram nos campos de batalha fedorentos, talvez o melhor que possamos fazer para defender o país e os interesses da população seja ter uma visão estratégica realista de longo prazo, que leve em consideração as nuances de um mundo turbulento em que há uma grande demanda pelos escassos recursos naturais e que poderemos lucrar com isso.
    Claro que tem alguns brasileiros que sempre lucram bem mais que outros.rsrsr
    Caso contrário, não tardará o dia que tais recursos possam mesmo vir a ser cobrados na marra. Aí, estamos longe de termos capacidade de nos opor a tal nível de força e como sempre os “sangue sugas” continuarão mamando como sempre com a diferença que muitos compatriotas estarão morrendo no campo de batalha para defender o direito deles de “mamar”.

  48. Hornet,
    teríamos que ter vários submarinos nucleares para termos um dissuasão eficiente e perene. Caso contrário, um atacante preparado (tipo a USN), que tem o privilégio de escolher local e hora do ataque, o destruiria no porto.
    Sinceramente, apesar de saber que nunca antes nesse país tivemos investimentos tão grandes em Defesa, só o tempo dirá se geraram mesmo consequências práticas.
    Como não vejo o país seguir um “plano” que dure mais que até as próximas eleições, não vejo como termos mais que 1 submarino. Você sabe o que penso sobre o tema e que que desconfio até que tenhamos 1.
    Um abraço meu amigo.

  49. Tudo bem grifo, se vc quer imaginar um cenario de guerra entre EUA e Brasil vamos la. Vc esta absolutamente certo. Se os EUA objetivassem destruir as plataformas de petroleo brasileiras nao haveria nada que nossas forcas armadas pudessem fazer. Porem Uma centena de rafales e uma dezena de submarinos (nucleares ou nao) poderia impedir que as plataformas fossem capturadas pelas forcas inimigas e usados contra nos. Mas o que eu queria chamar atencao com meu comentario (levando em conta que dificilmente entraremos em guerra com os americanos) e que devemos ter nossas forcas armadas bem equipadas para manter nosso poder dissuatorio. Nao estou falando apenas em materia militar. Como vc deve saber existe uma decisao da OMC condenando o governo americano pelos subsidios concedidos aos produtores de algodao daquele pais , o que prejudica as exportacoes do algodao produzido no brasil. Os americanos nao estao nem ai para o cumprimento a decisao. Isso so mostra o quanto somos insignificantes para os EUA. Agora imagine um cenario em que o Brasil fosse a maior potencia militar do hemisferio sul. Sera que nao seriamos levados mais a serio? E o conselho de seguranca da ONU? Sera que nao teriamos mais chance de conseguir nossa vaga permanente?

  50. Outra coisa, dizer que a argentina tinha, no papel, uma forca aerea imponente e um tremendo exagero. Na verdade a FFAA estavam muito mal equipadas. Os seus A4 (aviao mais numeroso das forcas armadas argentinas) ja estavam com prazo de validade vencido e nem radares tinham. Os unicos avioes de vanguarda que a argentina tinha era o super standard, e mesmo assim em numero insuficiente (apenas 5) Da mesma forma seus mirrage eram equipados com misseis ultrapassados e ineficientes , alem de nao serem equipados com sistma para reabastecimento em voo. Sob nenhum aspecto se pode dizer que a AAFF eram uma forca formidavel, ainda que no papel.

  51. Bosco:

    “Não há nenhuma possibilidade de sairmos vitoriosos dentro de um período de tempo previsível num embate militar contra os EUA. Se além do mais ele (os EUA) contar com o apoio da Comunidade Internacional, aí estaremos lascados de vez”

    Chega a ser disfatista!!

    O Vietnam venceu e espulsou o inimigo, o Iraque o mesmo, o Afeganistão caminha para a mesma situação… que eu saiba o Brasil tem mais população, mais industrias, mais infra-estruturas, maior dimensão territorial e muito espirito combativo, espirito este que deve somente ser canalizado contra um inimigo comum, mas esta é uma tarefa para a propaganda militar de guerra.

    Obviamente o ponto seria eliminar fisicamente o maior número de inimigos possivel antes de sucumbir… mas me veio uma pergunta agora na cabeça, o senhor já prestou o serviço militar??

    Valeu!!

  52. Meu Deus, e um dia, esses escoteiros aregentinos queriam invadir o Brasil, chamo eles de escoteiros, e isso é muito, pois soldados eles nao sao, porque sao muitos burros esses argentinos.

  53. Um país como o Brasil deve planejar sua defesa tendo em vista um mundo em que há predominância das leis internacionais e a geopolítica local.
    Nesse mundo, para que haja a predominância da lei, sempre haverá um país ou grupo de países que farão o papel de “xerife”.
    Tendo em vista esse tipo de mundo, em que não houve um retrocesso das relações entre os Estados ao nível de “cada um pra si” como ocorria no passado, e em que também não houve um retrocesso das relações humanas para a barbárie e nem um caos mundial generalizado, a Defesa de um Estado legítimo deve se concentrar nos cenários mais prováveis e dentro das possibilidades econômicas de cada um.
    Não podemos pretender estar preparados para uma agressão dos americanos e nem dos marcianos, da mesma forma como os outros quase 200 países do mundo não estão.
    Temos que ter forças armadas equilibradas para que possamos cumprir as funções que nos serão outorgadas dentro da Comunidade das Nações e para coibir eventuais “agressões isoladas” de algum país ou organização não estatal.
    Ou seja, ao meu ver, nossas forças armadas devem ser tão eficientes quanto possível dentro do TO da América Latina, tendo em vista o contexto histórico e em conformidade com a grandeza de nosso país, que é a nona economia do mundo, com a quinta maior extensão territorial, com uma população de 180 milhões de habitantes, com fronteira com 9 países e com um litoral de 9000 km de extensão.

  54. Se o Brasil entresse em guerra com os EUA, numa guerra convecional nos nao ganhariamos, mas poderiamos ganhar sem duvida numa guerra de guerrilha como vez o Vietna, Iraque e o Afeganistao esta fazendo.
    Mas por outro lado, nao acredito que o Brasil e o Eua nunca entreram em guerra, pois os EUA precisam ficar alerta contra os Chineses, Russos e Indianos, esses caras sim os estadusinidenses e nos brasileiros precisamos tomar cuidado, pois os Eua sao como nos, ocidentais, um estilo de vida democratico, ao contrario dos canibais orientais…. Os tres antes falados acima, eles estao se unido pra nos derrotar, e na minha opniao, os americanos precisam nos ter como filhos, pois no futuro, somente nos teremos dinheiro e vontade de derrotar os canibais orientais…

    Sds,…

  55. Bosco,

    não é bem essa a questão. Os americanos não vão nos atacar (ao menos não vejo motivo para isso). A questão não é de guerra, é de poder.

    Quando vc coloca 6 sub nuc (que é o planejado ela MB) para patrulhar o Atlântico Sul vc está, de certo modo, ao lado dos EUA, no sentido de manutenção do poder. Pois vc mostra, para o mundo (incluindo os EUA, mas não no sentido de intimidação, não é isso) que o Atlântico Sul está sob controle. Entendeste?…

    O mesmo serve para as demais armas que o Brasil está comprando/desenvolvendo e das demais regiões do país.

    O Brasil não pode deixar vácuo, pois é com o vácuo que o problema aparece.

    É interesse do Brasil ter o controle do Atlântico Sul e é interesse dos EUA que isso ocorra também, por incrível que pareça. Mas, para isso se efetivar nós temos que ter o controle (independente e eficaz) do Atlântico Sul (que vai da nossa costa até a África, não podemos nos esquecer disso).

    Do ponto de vista do interesse das potências mundias, o problema maior é perder o controle sobre áreas estratégicas. Não precisa dominar territorialmente e nem por meio de guerras (essa política é a mais desgastante para elas e sabem que o mundo hoje não aceita facilmente isso, e nem internamente a opinião pública aceita). O fluxo de óleo do pré-sal precisa ser garantido, sem nenhuma internvenção que bloqueie isso para a economia mundial. É só isso.

    E se o Brasil está apto para fazer isso com nossos próprios meios (eficazemente) não estaremos contrariando nenhum interesse de nenhuma potência mundial. Ao contrário, estaremos em condições de discutir com elas de forma igual e até mesmo dividir o mundo com elas (faz parte do jogo, não estou dizendo que isso é correto ou não).

    O que atrapalha a economia mundial é a imprevisibilidade do fluxo de petróleo (ou qualquer outra mercadoria estratégica). São os Saddans Russein e Talibãns da vida, que de uma hora para outra estanca ou pode estancar o fluxo de petróleo que são os problemas (e é claro, depois cria-se todo um blá, blá, blá civilizatório para justificar a guerra para a opinião pública mundial, mas isso faz parte, sempre foi assim, desde 1492). É isso que me referi ao “controlar” no meu comentário anterior. Controlar a torneira do óleo é o objetivo das potências mundiais. Se essa torneira está nas mãos de um país que tem os mesmo objetivos econômicos (como é o caso do Brasil) das potências mundias então não existe problema algum. Só que, precisamos mostrar para elas e para o mundo, que detemos poder o suficiente para manter o controle da torneira.

    Nós (Brasil) temos que ter poder para evitar no Atlântico Sul (e na região continental), por exemplo, o que ocorre na Somália (piratas) ou o que ocorre no golfo, caso contrário teremos sim intervenções de potências mundias aqui. Ou seja, é uma questão de poder (estratégico e geopolítico).

    abração

  56. Francoorp,
    respondendo a sua pergunta: NÃO
    Sirvo o meu país de outra forma. Vale salientar que não menos patriótica que a dos que vestem ou vestiram farda.

  57. Bosco,

    só pra reforçar a idéia. Se o Brasil não controlar o pré-sal alguém pode querer controlar. E é isso que os EUA e demais potências européias querem evitar, entende?

    estando no controle efetivo do Brasil é uma preocupação a menos para EUA e Europa.

    A briga no Golfo pérsico não é contra o Irã, Iraque ou talibãns…mas sim contra as potência asiáticas (ou melhor, da Eurásia) que poderiam ter o controle daquela região facilmente (a China, por exemplo, se dependesse só das defesas da região, passava por cima de todos aqueles países árabes e dominva a torneira do petróleo, assim como os EUA dominam hoje. Então, ali, o embate é entre potências e é isso que devemos evitar aqui, com um incremento de nosso poder. Não sei se consegui explicar direito, mas creio que sim…qualquer coisa conversamos depois. Geopolítica é um assunto instigante).

    abração

  58. Hornet,
    eu entendo isso perfeitamente. Sua explicação deve ser dirigida aos “profetas do Apocalipse”.
    rsrs…

    Só discordo da necessidade por agora de um submarino nuclear, assim como a de porta-aviões. Nos falta o básico. Se há um “vácuo do poder” e esse vácuo puder ser preenchido por nós, ótimo, eu irei ficar orgulhosíssimo. O problema é que acho que perdemos o bonde da história e o culpado foram nós mesmos. Agora vai ser difícil tirar o atraso. Há imensos “vácuos de poder” dentro do próprio Estado Brasileiro a serem preenchidos antes.
    Um abraço.

  59. Só queria registrar os meus parabens aos editores do site por esta série de topicos sobre este conflito!
    Gostei muito das informações neles contidas e das analises feitas pelos colegas do blog!
    Sei que vocês já devem estar pensando nisso, mas poderia sugerir um topico parecido, mas analizando as forças e ações terrestres deste conflito?

    Quanto ao conflito em si…
    Faltou um pouco de profssionalismo por parte dos comandantes militares Argentinos!
    Decidir por uma campanha militar apenas para ganhar apoio politico! Não efetuar um completa preparação previa para a invasão!
    Se for verdade…não comunicar a Força Aerea sobre tais planos!

    Tenho uma pergunta… Será que nossas FAs estariam preparadas na época para um conflito similar?

  60. Bosco:

    Não duvido do teu patriotismo, muito pelo contrário dado que estas em sitio sobre a defesa nacional, mas esta mentalidade de que o inimigo é forte demais pra nós está errada de início e princípio.

    Viver é relativo em uma guerra, depende da situção e da sorte se sobreviverás ou não, mas o teu dever de soldado deve ser cumprido, se as ordens são de resistir ao inimigo até o destino inevitável da tua morte, deves cumprir e basta!!! Existe sempre uma razão para tal ordem, e as ordens não vão discutidas nem explicadas, somente cumpridas.

    Não existe inimigo impossível de ser vencido, e a história ensina isso, mas se tivermos bombas atômicas neste eventual conflito seria melhor.

    Mas te deixo em paz para pensar e continuar em teu ótimo discurso com o nosso caro Hornet… Sumiu em Hornet!!!

    Desculpa se te fiz sentir ofendido, não era essa a minha intenção.

    Valeu !!

  61. Hornet,
    como algum país poderá explorar petróleo do Pré-Sal sem apoio do Brasil ou sem que saibamos?
    Seria uma empreitada no mínimo gigantesca pra não dizer impossível.
    Não corremos o menor risco de haver exploração das riquezas do pré-sal por algum país ou organização estrangeira contra a nossa vontade.
    A única maneira disso ocorrer seria através da “força”.

  62. Caro Francoorp,
    infelizmente eu seria um péssimo militar já que poderia me mostrar avesso a ordens que fossem contra meus princípios.
    Mas posso de garantir que por baixo dos uniformes dos vietcongues existiam médicos, dentistas, padeiros, mecânicos, faxineiros, advogados, etc, e assim como eles não seria menos resoluto na defesa do meu país caso sofresse uma agressão que eu considerasse injusta.
    A isso se chama “motivação”. Por motivação e com a liderança certa uma pessoa pode até não matar por uma causa, mas com certeza pode morrer por ela.
    Também devo lembrar que os que lutam contra o que chama de “ocupação” no Iraque e no Afeganistão, não são militares, e sim civis.
    Se você lesse o resto do meu comentário (além da parte que colou) veria que me referia a uma “guerra convencional”. Essa guerra que usa submarinos nucleares e caças Rafale.
    Acho que se pensarmos que em todas as guerras poderemos sempre contar com a massa de compatriotas servindo de dissuasão e promovendo uma guerra de guerrilhas para barrar a dominação estrangeira a longo prazo, não precisaremos de Rafales, etc.
    Na realidade não precisaríamos nem de forças armadas e sim de milícias para-militares.
    Bom, mas fica assim…
    Um abraço.

  63. Um pouco “off topic”, mas mais para o Forte do que para o Aereo… Tem um livro chamado “Two sides of the hell” escrito por um Pqd britanico (Vincent Bramley) que participou da guerra e entrevistou tanto soldados argentinos quanto britanicos.
    Leitura obrigatoria para quem quer entender o que aconteceu no chao por la…
    Um abraco a todos

  64. Hornet e Bosco,

    Se me permitirem vou dar meu pitaco na coversa.

    Complementando o colega Hornet, a relação de poder econômico X controle da distribuição do petróleo, vem se acelerando cada vez mais pelo pico petrolífero do óleo convencional (Oriente Médio).

    Não está mais lucrativo o investimento pelo controle destes recursos via ocupação terrestre como se tem demonstrado no Iraque e a ocupação de reservatórios sub utilizados (Irã) são desanimadoras, já que é desejável que os despojos de guerra sejam superiores ao seu investimento.

    Reservatórios ainda não explorados de petróleo não convencional (petróleo pesado, caso Venezuela – xisto e areia betuminosa, caso Canadá – petróleo de águas profundas, caso pré sal) vem se tornando atraente devido ao declínio da produção do Oriente Médio (convencional) e conseqüente valorização do óleo.

    Com o desenvolvimento tecnológico da exploração em águas profundas e de guerra pelos países natais das grandes companhias petrolíferas, a hipótese de controle, mesmo que militar, de reservatórios no mar não é tão absurda assim, pelo menos pela ótica não maniqueísta econômica. A guerra no mar é mais “limpa” para a opinião pública, e mais econômica o controle do ambiente marítimo de nações sem condições de defesa de sua plataforma marítima do que a ocupação terrestre, como vem demonstrando os recentes conflitos.

    Não acredito em conflito por causado pré-sal, já que para os grandes consumidores do óleo, é mais barato manter a garantia de fornecimento pelas vias comerciais ordinárias do que em uma aventura militar dispendiosa. A hipótese de controle do fornecimento via manus militar, acredito eu, só se daria em uma corrida desesperada por dois grandes consumidores (EUA X CHINA) no longo prazo, ou pode nunca ocorrer, por causa do desenvolvimento de matrizes energéticas alternativas. Mas, não me nego que existe a hipótese.

    Existindo uma hipótese de ameaça a soberania nacional, mas que justifica-se o investimento em armas, afinal, não é de responsabilidade primordial das FAS a garantia de não cumprimento destas hipóteses?

    Abs.

  65. Em tempo… Me desculpe pelo off.

    Aos editores do Naval.

    Não seria interessante propor um exercício nos moldes em que foram feitos no Terrestre, de um hipotético controle do pré-sal e ocupação em longo prazo (é para fornecimento de petróleo por isso o longo) e o que poderíamos fazer com os meios navais existentes e planejados pela MB para repelir isto.

  66. Complementando:
    Não podemos nos esquecer que o fenômeno de um povo lutar figadalmente contra um invasor pode não ser comum.
    Países como o Vietnã, Iraque e Afeganistão possuem (possuíam no caso do Vietnã) características que talvez outros povos não tenham.
    É muito bonito e patriótico falar que nosso povo iria lutar indefinidamente até a expulsão de um invasor, mas nossa Defesa não pode se basear nessa premissa.
    Há de se saber se no nosso caldeirão cultural há os elementos para que façamos isso. Sabemos que alguns povos o fizeram e outros ainda o fazem, mas tais elementos não estavam presentes por exemplo nos japoneses em 1948. Assim como não estava presente nos alemães e italianos.
    Também há algumas particularidades em relação ao Vietnã. O sustentáculo da reação aos americanos estava a salvo no Norte, onde nunca houve um ataque de grandes proporções por medo de haver uma escalada que poderia levar a esquentar a Guerra Fria. O Vietnã do Norte era uma fonte inesgotável de homens e material, além de usar um capacidade de persuasão bem mais eficaz que a implementada pelos americanos. Persuasão essa baseada na “lavagem cerebral” típica dos regimes comunistas da época e no poder da intimidação em graus que só podemos imaginar.
    Quanto aos afegãos e iraquianos, tem que ser levada em consideração o sectarismo muçulmano e uma completa aversão ao ocidente. Antes de combaterem um invasor, eles combatem um modo de vida completamente antagônico.
    Ou seja, o Comunismo de um lado e o Islamismo de outro, podem ser colocados como nobres fatores agregadores e catalizadores dessa reação popular contra um invasor.
    Será que nosso povo, com poucos fatores motivacionais, se sairia tão bem na difícil tarefa de reagir contra um invasor externo como os vietamitas e afegãos?
    Poderia um inimigo comum agregar e motivar nosso povo a deixar de se automutilar para que possamos resistir até quebrarmos a vontade de um suposto invasor?
    Tais considerações devem ser levadas em conta antes de deixarmos na mão da população a tarefa ingrata de resitir a ocupação estrangeira.

  67. “como algum país poderá explorar petróleo do Pré-Sal sem apoio do Brasil ou sem que saibamos?”

    Bosco,

    Em tese pode. Não sem que saibamos, mas sem nosso apoio.

    Mas o problema maior é nos transformarmos num Golfo Pérsico (não por causa do petróleo apenas, mas por causa da Amazônia). Ou seja, um local de disputa entre potências.

    Na medida em que pudermos (por váris meios e na verdade estamos fazendo isso, desde acordos multilateriais até desenvolvimento de armas nacionalizadas) estaremos mais fortes e mais segurospara enfrentar os desafios que o Brasil terá que enfrentar. Quem cresce tem problemas, isso é normal. Quem tem mais poder, tem mais problemas, e isso é normal também.

    Já quanto a necessidade do sub nuc, eu vejo diferente de vc. Acho ele fundamental. De todas as armas que o Brasil está comprando ou está planejando ter, o sub nuc pra mim é o mais fundamental. Ele é quem pode de fato se fazer presente no Atlântico Sul de forma efetiva.

    Já quanto aos apocalípticos…hehehe…deixa pra lá.

    Se para cada dificuldade que aparecer acharmos que estamos diante do apocalipse, então danou-se tudo…hehehe (e neste atual momento estamos com uma dificuldade boa de certo modo, pois os problemas que o Brasil enfrentará devem mais ao crescimento – político, econômico etc. – do Brasil que qualquer outra coisa…o enfoque é bem outro que deveria ser dado, mas enfim)

    abração

  68. Caro Grifo

    Façamos viagem a história:
    Torna-se necessário lembrar a criação da Petrobrás resultou de ampla movimentação dos brasileiros.
    Desejoso de uma política voltada para o crescimento econômico cujo gargalo encontrava-se nos obstáculos levantados pelos ligopólios internacionais, com práticas nada democráticas envolvendo desde a negação da existência de petróleo em nosso território ao impedimento físico das pesquisas.
    A criação da Petrobrás representou o mais significativo rompimento de nossa história com a radição colonial, aspecto lamentavelmente ignorado por muitos de nossos governantes. Para garantir este rompimento concordamos com a necessidade de modificações na legislação ligada ao petróleo.
    ==============================================================================
    Hoje o pré-sal poderá ser estratégico para alçar o Brasil a um novo patamar da geopolítica mundial.
    Estão em jogo reservas petrolíferas que podem chegar a valer US$ 10 trilhões e que deverão render ao governo brasileiro em arrecadação de royalties e participação especial sobre a exploração do produto nada menos do que US$ 150 bilhões ao ano em 2020.
    As mudanças na exploração do petróleo na camada pré-sal escondem, ainda, uma batalha pela distribuição da riqueza no país e no mundo. De um lado, estão aqueles que defendem que o petróleo do pré-sal deve ser explorado em sistema de partilha, no qual o governo detém a propriedade do óleo. “Se isso ocorrer, o Brasil poderá chamar outros países para sua área de influência, oferecendo o fornecimento de petróleo como garantia. Quando o país entrega a concessão da produção para uma empresa, está abdicando da prerrogativa de fazer ingerências estratégicas (no sentido que o óleo extraído pertence a empresa e ela vende para quem quiser ou não vende, estoca para especular ).
    Grandes companhias petrolíferas como as sete irmãs – Exxon, Mobil, Texaco, Shell, Chevron, British Petróleo e Golf –, além de empresas chinesas, francesas e inglesas também esperam abocanhar um pedaço do bolo.
    Não esquecendo que neste jogo a Petrobras tem muito músculo. Dinheiro – Tecnologia –Capacidade Gerencial.

    Abraço a todos

  69. Nunão,
    querer eu quero. Achar que seria útil também acho.
    O problema que vejo em relação ao submarino nuclear é o mesmo que vejo em relação a vários projetos de longo prazo e de longa duração do Brasil. Ficam pelo caminho. E depois de investidos bilhões, não vira nada e não tem ninguém pra pagar o pato e assumir o enrosco, fora os de sempre, ou seja, nós.
    Tomara que seja diferente no caso do subnuclear.
    Um abraço.

  70. Hornet,
    me desculpe. Enderecei meu comentário pra você mas digitei “Nunão” erradamente.
    Estava lendo um texto dele e me confundi.
    Um abraço.

  71. Francoorp em 14 mar, 2010 às 19:33

    Caro Francoorp,

    não sumi, não (hehe). Mas ando muito ocupado ultimamente, mal dá tempo de ler as matérias do blog…até pra conversar com os amigos estou fazendo “aos poucos” (eu tinha lido, como sempre leio, seu comentário, mas so pude responder agora).

    Vamos nos falando.

    abração bro!

  72. Bosco,

    sem problemas. Eu juro que procurei pelo comentário do Nunão aqui e como não achei nada, imaginei que era pra mim, mas fiquei quieto (na minha…hehehe).

    Mas no que estavamos conversando, é preciso entender que existem necessidades maiores que o peso do passado. Eu, como historiador, relativizo o passado e não fico preso a ele (estou falando sobre a sua desconfiança, compreensiva, sobre o sub nuc).

    abração

  73. Bosco,

    pra continuar com meus comentários “picados” e complementar minha “visão de história” que falei acima: a revolução Francesa ocorreu no país que tinha a monarquia absolutista mais forte da Europa. Ou seja, em tese, no local menos propício para acontecer se pensarmos que o passado é um peso.

    Mas é justamente o contrário. As necessidades históricas acontecem e são irresistíveis.

    nem o rei Sol pode com elas.

    abração de novo

  74. O almirante inglês afirmou que se todas as bombas explodissem, eles teriam que abandonar a guerra.
    Concordo com a escolha errada dos alvos, pois tivessem afundado os transportes e suprimentos, também seria o fim da retomada.
    Os argentinos tiveram pelo menos um mês para aumentar a pista, o que teria permitido manter a frota inglesa à uma distancia segura.
    O almirante inglês também afirmou que o estado da tropa embarcada estava em situação extrema, pelo longo período embarcado e sacolejando no mar.
    Se os argentinos esperassem algum tempo, pegariam a Inglaterra sem porta-aviões, pois ela os havia vendido. Também teria mais mísseis exocet.
    Enfim, se tivessem planejado, teriam conseguido.

  75. Como estão falando muito da defesa das nossas regiões produtoras de petróleo, já imaginaram se os piratas da Somália se lembrarem das nossas plataformas; vai ser um passeio.

  76. Mané, tenho certeza que caso estivesse bem preparada a força aerea argentina poderia ter empurrado a esquadra inglesa de volta para a gran betanha. Porém, o que nunca vamos saber e o tamanho da reação que os britânicos teriam após sofrerem tao humilhante derrora. Particularmente acho que retornariam com uma força militar ainda maior, capaz de estabelecer a supremacia aerea na regiao. Talvez até atacassem a capital argentina, vai saber. O certo é que os britanicos nao aceitariam sair humilhados do conflito. Acho que nem os americanos permitiriam isso, pois perderiam um de seus principais aliados na guerra fria. Mas como eu falei, graças a incompetencia do comando militar argentino nunca saberemos o que teria ocorrido, ainda bem.

  77. Se eu estivesse no comando do governo argentino eu iniciaria um programa secreto de enriquecimento de urânio para desenvolvimento de armas nucleares. Após realizar alguns testes bem sucedidos chamaria a inglaterra para “negociar” a devolução das ilhas à argentina. Ai eu queria ver os ingleses tremerem, hehehe

  78. fredy,

    Você terá que elaborar melhor o plano, pois lembre-se que os ingleses tambem possuem armas nucleares inclusive os Misseis Trident embarcados nos 6 submarinos classe vanguard, a argentina teria que produzir mais que armas para tornar-se soberana nas ilhas malvinas, primeiro adquirindo meios de se contrapor a um possivel ataque com estes misseis UGM-133 Trident II alcance deles fica perto dos 7400 km, então eles poderiam produzir um baita estrago na argentina continental sem se aproximar.

    Saudações amigo,

  79. Caro danilo, armas nucleares existem desde a década de 40. Quantos conflitos entre países detentores dessa tecnologia já ocorreram? Nenhum né? Por que será? Quantas guerras india e paquistao travaram antes de possuirem armas atômicas? 03 né? E agora? qual é a probabilidade dessas duas nações entrarem em guerra? A inglaterra poderia destruir a argentina? claro que poderia, mas para isso teriam que se arriscar a serem também totalmente arrasados. e pelo que? por um pedaço de terra no fim do mundo? Acho que nao chegariam a tal ponto. A simples existência de armas nucleares em poder da argentina seria mais do que suficiente para garantir que uma nova guerra das malvinas nunca mais viesse a ocorrer, ainda que a argentina odotasse uma política agressiva em relação a devolução das ilhas que porcerto os pertencem.

  80. A maioria das aeronaves da Força Aérea não tinha equipamento de navegação nem radar, necessários para operações sobre o mar;
    A Força Aérea não tinha ou não sabia como ajustar corretamente as espoletas das bombas para missões antinavio (60% das bombas que acertaram os alvos não explodiram); a Marinha sabia como ajustar as espoletas, mas não passou as informações para a Força Aérea, que também não solicitou ajuda à Marinha;

    Senhores

    Essa derrota que os argentinos sofreram na guerra das Malvinas é o grande exemplo de que Forças Armadas indisciplinadas atrapalham mais do que ajudam. Por isso que eu sempre digo aqui nos três blogs de defesa sobre isso, as força que não entendem seu papel, para que existem e que não são forças independentes do Estado mas sim submissas ao Estado só servem como alvo para os inimigos. Tem gente aqui que acha certo a FAB peitar o Estado só porque não gostam do governo Lula, mais em uma democracia se o governo não faz bem seu papel isso é problema dos eleitores, não das forças armadas. Uma ou mais forças armadas que se colocam independentes do Estado ou das outras forças armadas não servem para sua nação, e acabam se tornando um grupo de mercenários.

    Abraços.

  81. Do jeito que a frota Inlgesa tava o Kiev e sua escolta teriam mudado o jogo. Mas aí chegariam os NImitz…
    Os pilotos argentinos foram bravos. Mas seus generais uns incompetentes. Se tivessem lido Adolf Galland teriam ganho.

  82. Srs.

    Do que ando lendo e me informando neste interessante blog. Deduzo que para liderar uma operação militar desta envergurando, necessita de uma liderança legítima.. senão transforma-se em tragédia shakespereana..
    o Gal Galtieri era um arremedo de lider, não tinha noção de timming, percepção profunda do sentimento do povo. capacidade de liderança.. e conduziu o país para uma aventura que redundou em fracasso….

    abs. Nimuendayub

  83. Prezado amigo.

    Se eles não tinham dinheiro para manter uma marinha e força aérea aceitaveis quanto mais fabricar bmbas atômicas………..

  84. “Olha só faltou uma coisa para a ARGENTINA ter ganhado a guerra?
    Ter apoio da antiga UNIAO SOVIÈTICA!”

    Wagner Jorge…

    em 1982 a URSS estava profundamente envolvida na guerra do Afeganistão, uma guerra pouco evidenciada pela midia mas que em muitos aspectos foi maior que a do Vietnã, seja pelo numero de civis mortos ou pelo enorme comprometimento de tropas sovieticas.

    O poderio sovietico já em 1982 estava em declinio e esta guerra
    praticamente acelerou o fim da URSS.

    abs

  85. Uma pena, “Na verdade o brasil não fica muito atraz”.
    – Perderam a guerra por falta de organização.

    *Guerra nunca é uma boa opção.

    Abraços a todos do site.

  86. Dalton creio que em 82 ainda a URSS tinha um poder extremo, enorme numero de navios e com certeza detonaria qualquer um. O setor civil tava fraco mas os militares ainda estavam muuuuito fortes…

  87. em 1982 a URSS estava profundamente envolvida na guerra do Afeganistão, uma guerra pouco evidenciada pela midia mas que em muitos aspectos foi maior que a do Vietnã, seja pelo numero de civis mortos ou pelo enorme comprometimento de tropas sovieticas.
    O poderio sovietico já em 1982 estava em declinio e esta guerra
    praticamente acelerou o fim da URSS.(((dalton)))

    Olha o que faltaram!
    http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/MIS.aspx?nm=170
    http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/MIS.aspx?nm=156
    http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/ter.aspx?NN=310
    http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/NAV.aspx?nn=183
    http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/NAV.aspx?nn=197
    Tem muita coisa para te dizer só que é muito grande o tema.
    valeu pela sua observaçao!

  88. Caros amigos.:

    Não sei se é verdade mas dizem que alguns mísseis franceses vendidos para a Argentina falharam na hora do lançamento???
    Quem já ouviram falar?

    Bem não sei, mas se foi isso os Argentinos foram traidos…

    E nós com o “Dassault Rafale F-3”, será que não poderia ocorrer o mesmo?

    Abraços.

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