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O F-16 e a Defesa Aérea da Itália, até 2012

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F-16 Itália comemoração 40 mil horas - foto AMI

Os Falcons italianos, que no início do contrato de leasing eram destinados a 45 mil horas de voo, atingiram 40 mil em janeiro deste ano

Com o final da vida útil operacional de seus F-104 ASA-M a partir dos anos 1990, a Força Aérea Italiana (Aeronautica Militare) necessitava cobrir um “gap” até o recebimento de caças Eurofighter Typhoon em quantidade suficiente para seus esquadrões de Defesa Aérea. A primeira solução foi operar, por meio de leasing de 10 anos junto à Força Aérea Real (RAF), o Tornado ADV (cuja operação na Aeronautica Militare deu-se a partir de 1995, sendo recebidas 24 unidades até 1997). Novos atrasos no programa Eurofighter 2000 levaram a uma decisão entre prosseguir no leasing dos Tornado ou operar, pelo mesmo sistema, outra aeronave. Assim, a Aeronautica Militare acabou devolvendo os Tornado ADV e firmou um contrato de “leasing chiavi in mano” de 34 caças F-16 provenientes da USAF. O contrato previa 45.000 horas de voo, com pagamento ligado ao número de horas voadas, entre 2003 e 2010. A primeira aeronave pousou na Itália em 28 de junho de 2003.

Esse acordo foi estendido, recentemente, para a operação de 14 caças até o final do primeiro semestre de 2012, num total programado de 47.000 horas de voo. Vale lembrar que são aeronaves F-16A Block 15, mas que foram capacitadas para emprego de mísseis AIM-120 AMRAAM, de disparo além do alcance visual (BVR – Beyond Visual Range). F-16 Itália - foto AMI

Também recentemente, em 14 de janeiro, o F-16 atingiu uma marca importante em sua operação na Força Aérea Italiana: 40.000 horas de voo.

Assim, tudo caminha para que chegue realmente ao final esse programa de operação das aeronaves, denominado “Peace Cesar”. A comemoração foi marcada pela pintura de uma aeronave do  37° Stormo, emTrapani, que divide com o 5º Stormo (de Cervia, também equipado com os F-16) e os Typhoon do 36º Stormo (Gioia del Colle) e do 4º Stormo (Grosseto) a responsabilidade de defender o espaço aéreo italiano, tanto no âmbito nacional como no da OTAN. A aeronave pode ser vista liderando, na foto de abertura da matéria e na foto logo abaixo, uma formação de quatro aviões também portando pinturas especiais.

F-16 Itália comemoração 40 mil horas - foto 2 AMI

Em 11 de fevereiro deste ano, menos de um mês depois da comemoração das 40.000 horas de voo dos F-16 italianos, um dos caças caiu durante missão de treinamento. A aeronave era pertencente ao 5° Stormo e estava sendo pilotada pelo Major Luca Crovatti, que ejetou e foi resgatado do mar por uma embarcação civil, estando em boas condições de saúde. Não resultaram danos materiais ou a outras pessoas, além da perda do avião, estando em investigação as causas (uma primeira análise indica que o acidente foi causado por avaria na aeronave).

F-16 Aeronautica Militare em formação  - foto AMI

FONTE / FOTOS: Força Aérea Italiana (Aeronautica Militare)

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RH-MG
10 anos atrás

O F16 é muito bonito.

Comprem logo o F16 Block 60, façam um pedido firme para os F35.
Cancelem logo esse FX2.

[]

Fã da aviação de caça

latino
10 anos atrás

RH-MG meu filho .

ninguem compra avião por ser bonito .

O Brasil quer transferençia de tecnologia do ganhador do fx-2 .
As cinco áreas prioritárias de avaliação são:

Transferência de tecnologia;
Domínio do sistema de armas pelo Brasil;
Acordos de compensação e participação da indústria nacional (offset);
Técnico-operacional; e
Comercial.

Jacubão
10 anos atrás

Exigir transferência de tecnologia é mole, eu quero ver colocar a mão no bolso e liberar verba para desenvolver a “nossa tecnologia” para não ficar mendingando dos outros.

Felipe Cps
Felipe Cps
10 anos atrás

1 – Cancele-se logo esse FX2, até porque não haverá ToT, a menos que o GF radicalize e escolha o Gripen (a Embraer não quer o francês e a Boeing não transfere toda a tecnologia); 2 – Faça-se uma encomenda à Lockheed-Martin de um esquadrão de F-16 Block 60 + AESA apenas para equipar o GDA, para entrega até o final do ano (deixa eles se virarem pra entregar); 3 – Mesmo ato, já se acerte com a mesma LM a compra de 5 esquadrões de F-35A, a US$ 100 milhões cada um, com entrega a partir de 2020, e… Read more »

Felipe Cps
Felipe Cps
10 anos atrás

Ah, e mais: os 12 F-16 Block 60 + AESA pro GDA poderão vir também em regime de Leasing: assim, com a chegada dos F-35 a FAB poderá optar por devolvê-los ou mantê-los no arsenal.

É fácil. Mas não, se a gente pode complicar, pra que facilitar? 🙂

Sds.

vplemes
vplemes
10 anos atrás

Quê isso cumpanhêro Filipi. E o jaba, cumé que fica?

Galileu
Galileu
10 anos atrás

ToT é eleitoreiro, só “noob” acredita

pra que ToT se não tem mão de obra, material e infra estrutura aqui.

pra que ToT se a FAB vai compra 30 aeronaves em 60 anos

pra que ToT se a AL não tem grana pra comprar

rodrigo avelar
rodrigo avelar
10 anos atrás

o argumento de Felipe tem fundamento total, ninguém vai Transferir tecnologia total, o mesmo que daqui a 15 anos as eronves do FX2 jah terão tecnologia ultrapassada, e com os f35 a historia muda.

Galileu: pra que ToT? então kde o argumento do FX2 que não é comprar aviões de pratileira? se não precisar, entao pode cancelar os 3 pois os Su-35 são melhores e foram cancelados pelo fato da ToT não estar clara.

Humberto
Humberto
10 anos atrás

Senhores,
O discurso deste governo é que não existirá mais compras de plateleira, que existe a necessidade de TT, depois veio esta história de parceiria estratégica etc etc.
Então F-16 + f-35 no way
[]

emerson
emerson
10 anos atrás

Me nego a falar sobre FX2. Uma coisa que me encanta são as pinturas comemorativas… uma das mais bonitas que já vi foi a do MirageIII do GDA comemorando 30 anos de F103. Que tal um post sobre os trinta anos do Mirage em Anápolis? É uma historia batida, mas a foto do caça comemorativa é linda… e se lembram? da seleção campeâ do mundo sendo recepcionada por ele? Por outro lado, dias desses reclamei da escolha de siglas pela FAB para seus aviões.. até agora não entendi porque o CASA 295 ficou C105, o Mirage2000 ficou F2000, e outros… Read more »

Humberto
Humberto
10 anos atrás

Particularmente fiquei impressionado com o número de 40.000 horas nos sete anos de uso do caça, alguém tem ideia de quantas horas voamos por caça?
Fiz os calculos e deu em torno de 178 horas por ano nos F-16 Italianos..
[]

Womf
Womf
10 anos atrás

Esses comentários estão um saco, quem realmente entende algo já se cansou e não postam mais, agora ficam só as viúvas a falarem sempre a mesma coisa. Senhores tenho a solução para todos os problemas, demitimos todos da FAB e colocamos o Cps com sua bola de cristal para resolver todos os problemas.
Que saco isso, Bosco, Hornet, salvem-nos!!!!

eduardo
eduardo
10 anos atrás

Muito interessante a solução italiana para prover temporariamente alguma capacidade de defesa para o país. Porque nós não tentamos uma solução semelhante quando o Mirage III foi desativado? Acabamos comprando o Mirage 2000 quase no bagaço, com poucas horas de vôo sobrando. Sou capaz de apostar que, na ponta do lápis, a solução italiana deve ter sido, proporcionalmente ao número de aeronaves, mais barata do que a nossa e, em termos de defes aérea, mais eficaz, pois o conjunto F-16 com AIM-120 é superior ao par Mirage 2000 com o Super 530-D. Também dá para ver que os EUA não… Read more »

RH-MG
10 anos atrás

latino em 02 mar, 2010 às 13:52

Prezado Latino,

não disse que se compra avião pq ele é bonito.

E concordo com O Felipe CPS em gênero, número e grau.

[]

Fã da aviação de caça

Pancho
Pancho
10 anos atrás

Se não me engano a Saab, em parceria com o governo da Suécia, o ofereceram opção semelhante ao Brasil qdo o mesmo comprou os Mirage 2000… ofereceram alguns Gripen’s da Força Aérea Sueca em contrato de leasing, até que saísse o novo caça pra FAB. Acho q a Sukhoi tb fez o mesmo, oferecendo alguns SU-27 da Força Aérea Russa até o Brasil decidir qual caça comprar. E os preços eram bem melhores do que a compra dos F-2000 com vida limitada… Estranho como o Brasil gosta de pagar mais pela pior solução… e pelo que estou vendo isso se… Read more »

Jacubão
10 anos atrás

Realmente, a Itália fez uma ótima escolha de caça tampão. São esses exemplos que temos que copiar, e não deixar político se meter em assunto que não entendem.

RH-MG
10 anos atrás

Srs,

o problema do Brasil são os políticos, seja de qual partido for.
Leiam a ISTOÉ desta semana.

Será que dessa vez ele está sabendo??????

[]

Fã da aviação de caça

eduardo
eduardo
10 anos atrás

Disse tudo Pancho,

Sempre pagamos mais caro pela pior solução…

Nick
Nick
10 anos atrás

Tae um solução interessante para a FAB, um leasing com Rafale e F-18 e enquanto esperamos o Gripen NG!…. hahahahaha 😀 Claro poderemos esperar tb um F-35 ou PAKFA…. mas ae é sonhar demais .

[]’s

Paulo Silva
Paulo Silva
10 anos atrás

Caro Felipe CPS, este valor do F-35A está muito barato. Se o SH, o preço com a manutenção de 30 anos foi para mais ou menos $100.000, emagine um caça stealfh. Pode botar aí mais uns $70.000 mais o pacote de armas. Além que a hora de voo dele também é muito alta.

Abraços

Paulo

black_762
black_762
10 anos atrás

Um fato é certo: o F-16 é uma das melhores opções para caça “tampão”.

Felipe Cps
Felipe Cps
10 anos atrás

Paulo Silva em 02 mar, 2010 às 19:43:

Paulo, o preço do SH a US$ 100 milhões é com ToT. Sem ToT, de prateleira, o custo dele cai pra US$ 55 milhões.

Sds.