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Marinha e FAB localizam e atuam no resgate de 64 sobreviventes de veleiro

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P-95 Bandeirulha

Aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) localizaram as balsas com 64 sobreviventes do veleiro Concórdia, um navio-escola canadense pertencente ao “West Island College Internacional”, que estava realizando a travessia de Recife para Montevidéu. A embarcação havia partido da capital pernambucana no dia 8 de fevereiro. De acordo com a Marinha do Brasil, o veleiro enfrentou fortes ventos e naufragou a aproximadamente 500 km da costa do litoral do Rio de Janeiro. A última balsa, com 20 pessoas, foi encontrada nesta manhã (dia 19).

As operações de busca iniciaram-se ontem, dia 18 de fevereiro, por volta das 16 horas. O Centro de Operações Aéreas da Segunda Força Aérea (II FAE) foi informado que o veleiro Concórdia, com bandeira de Barbados, com aproximadamente 56 metros de comprimento, emitia sinal de socorro a aproximadamente 500 km da costa do Rio de Janeiro. Foi acionada então a aeronave P-95A do Esquadrão Cardeal (foto acima), sediado na Base Aérea de Santa Cruz, para verificar o ocorrido.

O avião decolou às 18 horas, chegando ao local do incidente por volta das 19h45, onde iniciou o padrão de busca, localizando então sobreviventes que se encontravam em um bote. Às 2 horas de hoje(19), decolou da Base Aérea do Galeão a aeronave KC-130, do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte, chegando ao local às 3h10. Durante as buscas foram localizadas as três outras balsas com sobreviventes.

FONTE: CECOMSAER / FOTO: Poder Aéreo

14 COMMENTS

  1. Pois é, o valente Bandeirulha mostrando o seu valor, pau-para-toda -obra.

    Parece que faz parte da modernização que será feita nos Bandeirantes da FAB. Se for será que vai ganhar algo mais em termos de sistemas de vigilância/guerra eletrônica e prosseguir em suas missões ou já está programada sua desativação com a chegada dos P-3 ?!?!

  2. “”…Foi acionada então a aeronave P-95A do Esquadrão Cardeal (foto acima), sediado na Base Aérea de Santa Cruz,…””
    Não sabia que Santa Cruz operava os bandeirulha, não seria um engano, acho que pelo logotipo do esquadrão, são P-95 do 2/7 Gav da Base Aerea de Fpolis, esquadrão Phoenix.

  3. Esquadrão Cardeal, novo mas experiente

    Herdeiro do 1o. GAE (Grupo de Aviação Embarcada), única unidade da Aeronáutica a operar num porta-aviões, o navio aeródromo Minas Gerais, o 4º/7º GAv foi criado em 31 de julho de 1998 sendo o mais novo dentre os quatro esquadrões de patrulha da FAB – os outros três são: 1º/7º GAv Orungan (Salvador, BA), 2º/7º GAv Phoenix (Florianópolis, SC) e 3º/7º GAv Netuno (Belém, PA). O 1º GAE dividia-se em dois esquadrões, o 1º/1º que voava os P-16A/E Tracker a partir do Minas Gerais desempenhando a função de ASW (anti-submarine war ou guerra anti-submarino) e o 2º/1º que utilizava, a partir do final da década de 1970, o P-95A Bandeirulha efetuando as missões de patrulha e esclarecimento marítimo. Essas aeronaves foram repassadas ao 4º/7º GAv quando de sua criação e consenquente dissolução do 1º GAE, mantendo-se operacionais até o presente.

    O Cardeal patrulha uma extensão que compreende do litoral Sul da Bahia até o litoral paulista, área responsável por cerca de 80% a 90% do tráfego marítimo brasileiro. Como missão secundária o esquadrão também pode assumir a função de busca e salvamento (SAR).

    Sua casa é o gigantesco hangar do Zepellin na Base Aérea de Santa Cruz, onde estão alojados suas intalações operacionais, sala de briefing, inteligência e demais facilidades. Juntamente com o Cardeal, o hangar abriga também aeronaves em manutenção dos esquadrões de caça 1º/1º e 2º/1º GAvCa e 1º/16º GAv.

    http://www.sentandoapua.com.br/joomla/content/view/180/47/

  4. É impressionante como em cada evento de emergencia ou desastre as forcas armadas dao show. Profissionais e competentes. Mesmo sendo tratadas como lixo pelos governinhos vermelhos do PSDB e PT.
    Soh nao sei como seria em combate…

  5. Parabéns a marinha brasileira e a força aérea pela presteza na localização dos naufragos do veleiro canadense. Como brasileiro sinto-me orgulhoso pelas condições técnicas e operacionais das nossas instituições militares. E, o Brasil é o guardião do atlântico sul e, como tal, se faz necessário a constante modernização e qualificação das nossas forças armadas e os nossos
    futuros governantes devem investir maciçamente nesta modernização.

  6. Mas um bom trabalho feito pela FAB e MB.
    Uma pena que ainda faltam recursos para melhorar a qualidade do trabalho das Forças.

    Abs.

  7. Parabéns as equipes da FAB e da MB, pela dedicação, presteza e profissionalismo.

    Quanto aos P-95 tenho uma opnião divergente.

    No meu entendimento são plataformas de patrulha costeira, eminentemente policiais, e como tal tem um bom custo/benefício, desde que modernizados com FLIR modernos e, quem sabe um novo radar.
    Seria a aeronave para uma sonhada Guarda Costeira, que no Brasil não existe, sendo suas funções desempenhadas pela MB (no mar) e FAB (no ar). Para esta missão tem ainda um grande valor.

    Nunca foi capaz de substituir plenamente os P-2 Neptune, nem mesmo os P-16 Tracker, inclusive por não ter capacidade ASW.
    Além, é claro, de ter alcance menor e não possuir baia de armamentos.

    Os ‘novo’ P-3 Orion irão, na minha ótica, substituir os P-2 e P-16 já desativados, sendo posicionados na Bahia por ser mais ou menos a parte mais central da costa brasileira, mas com capacidade de deslocamento para o norte ou para o sul, de acordo com eventuais demandas.

    Guarda Costeira seria um intrigante tema para o NAVAL…
    fica aqui a sugestão.

    Abç,
    Ivan, do Recife.

  8. Como membro da Marinha do Brasil gostaria de parabenizar a FAB e a MB pelo profissionalismo e a dedicação em mais um resgate feito pela ação combinada, BRAVO ZULU.

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