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Emirados dificulta compra de Rafales

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SLAM ER

A Dassault Aviation, desesperada para encontrar o primeiro cliente estrangeiro para o seu caça multimissão Rafale, está se concentrando num potencial de venda de 60 jatos para os Emirados Árabes Unidos.

Mas Abu Dhabi jogou uma chave de fenda nas engrenagens da Dassault, exigindo que os Rafales sejam armados com o míssil Boeing SLAM ER/2, no lugar dos MBDA AM-39.

O SLAM é um míssil "stand-off" ar-superfície, uma evolução do Harpoon antinavio. É uma arma de alta precisão com capacidade de ataque cirúrgico contra alvos terrestres fixos e navios no porto ou no mar.

SLAM ER 2

SLAM ER 3

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Ara
Ara
10 anos atrás

O SLAM ER/2 já está homologado pro Rafale?

Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

Amigos,

Espero que tenham aproveitado bem o Carnaval.
O requisito dos EAU não é problema para a Dassault, no meu entender.
Integrar novo armamento requer trabalho e retorna $$, além de dar mais opções aos futuros compradores.
Talvez reste um problema político interno a resolver entre MBDA e as empresas do consórcio Rafale. Acho que o governo francês irá logo dar diretivas a respeito.
Creio que o problema seja apenas para a MBDA.
Abraços,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

latino
10 anos atrás

Os militares dos Emirados Árabes Unidos disseram que querem os mísseis capazaes de atingirem seus alvos num raio que alcance o meio do Irã. Enquanto o AM-39 possui um alcance de 65 milhas, o SLAM ER/2 pode viajar por até 160 milhas. Os Emirados Árabes Unidos estão construíndo o que é amplamente vista como a mais formidável força aérea da região do Golfo. Ela possui 184 aeronaves de combate, incluindo 155 caças de ataque ao solo, principalmente 55 caças F-16E Block 60 Desert Eagles, 25 F-16F Block 60 Eagles e 18 caças franceses Mirage 2000-9DAD e 44 Mirage 2000-9RAD. Apenas… Read more »

ZE
ZE
10 anos atrás

Amigos, o fato de Abu Dhabi querer o míssil Boeing SLAM ER/2, ou não, é apenas um DETALHE SEM IMPORTÂNCIA!!! Abu Dhabi teve que socorrer seu vizinho Dubai com vários bilhões de dólares (e terá que socorrê-lo de novo). Abu Dhabi teve até que estatizar o circuito de Fórmula 1, tamanha sua dívida. Eles tem mais caças do que pilotos treinados (por mais surreal que isso possa parecer). Seus aviões de caça são novíssimos (os últimos F-16 Block 60, ficaram operacionais em 2007). Seus Mirage são novos. Os mais velhos passaram por um upgrade. ELES ACABARAM DE ENCOMENDAR 48 novíssimos… Read more »

Antonio M
Antonio M
10 anos atrás

Srs. acho que estou muito cego mas, alguém saberia dizer se na última foto o perfil do caça é o de um Phantom F4? Pelo menos me parece, é isso mesmo? Sendo assim ele que teria efetuado o disparo do míssil ou apenas acompanharia o teste, como faz o Hawker Hunter da Embraer?

grifo
grifo
10 anos atrás

Os árabes sabem que a Dassault está com a corda no pescoço, e estão arrancando até a roupa dos franceses. Estão “só” exigindo que: – A França desenvolva um novo motor mais potente para colocar no lugar o M88-2. – Faça um buy back dos Mirage 2000 hoje em operação pelos EAU. – Integre um caminhão de armamentos americanos, que eles irão usar no lugar do armamento francês. – E é claro, não cobre nada a mais por tudo isto. 🙂 Assim como o Brasil, os EAU também tem uma parceria estratégica “caracú” com a França. Só que lá eles… Read more »

Felipe Cps
Felipe Cps
10 anos atrás

grifo em 18 fev, 2010 às 14:08 :

“Assim como o Brasil, os EAU também tem uma parceria estratégica “caracú” com a França. Só que lá eles entram com a cara…”

Perfeito caro Grifo… Pois é…

Sds.

Ivan
10 anos atrás

Grifo e Felipe, Vamos manerar amigos. Os EAU tem acordos de defesa com França e EUA, claramente são dois pilares de sua estratégia de defesa, em uma região tão conturbada. Política de defesa muito interessante, pois consegue com um ‘parceiro’ o que o outro se negaria a fornecer… ou seja, não fica na mão de nenhum dos dois, nem franceses nem americanos. Me parece uma abordagem digna de hábeis comerciantes árabes. A preocupação dos Emirados Árabes Unidos não é apenas com o Iran, atualmente a maior ameaça na região, mas também com seus ‘aliados’. A Arábia Saudita, uma potência econômica… Read more »

X-nobe
X-nobe
10 anos atrás

Caros colegas, acho que o vazamento do relatório da FAB sobre o FX-2 tem haver com pagamento de proprina da Saab, isso já aconteceu na Coréia do Sul ano passado com relação ao programa de renovação de caças sul-coreanos KF-X, e sem sombra de duvida este vazamento na força aérea brasileira também deve ter um dedo da Saab, ou melhor uma mão inteira: O jornal Financial Times publicou nesta terça, 6, que a companhia de aviação sueca Saab está sendo investigada pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul por um suposto envolvimento em vazamento de informação secreta. O jornal… Read more »

grifo
grifo
10 anos atrás

Caro Ivan, eu não discordo em nada do que você diz. Os EAU historicamente usaram a França para contrabalançar a dependência dos EUA, como de resto a faz a própria Arábia Saudita (que desprezou os Rafales e usou para tal fim os Typhoon) e os demais países do golfo. O que eu disse é que os EAU sabem que o mercado hoje está do lado dos compradores e que o Rafale está condenado se não conseguir ser exportado nos próximos 2-3 anos. Por isso as exigências que os árabes estão fazendo são de inviabilizar qualquer negócio a não ser que… Read more »

Ivan
Ivan
10 anos atrás

Grifo, Olhando pelo lado do jogo de interesses dos Emirados Árabes Unidos em ter mais de uma potência disposta a ‘lutar’ ao seu lado, acredito que a venda do Rafale vai sair, sim. Pode não ser este ano, acredito até que as exigências são uma forma ‘comercial’ de adiar a compra, enquanto melhora o ‘caixa’. Pode não ser 60 (sessenta) unidades, pois como os franceses dizem, um Rafale faz o papel de dois aviões antigos (como o Mirage 2000 né?)… ka ka ka ka ka …então bastaria ‘umas’ 30 (trinta) aeronaves. Os Emirados Árabes Unidos amarraram bem suas premissas de… Read more »

grifo
grifo
10 anos atrás

“Quanto a exigência de Motores mais potentes, que vc reputa como muito difícil, acho que vai sair sim, pois já existe o demonstrador M-88 ECO com previsão para 13.500 Lbs (seco) e 20.250 Lbs (com pós-combustão).” Caro Ivan, eu não acho difícil a SNECMA desenvolver o ECO, ela tem plenas condições técnicas de fazê-lo. O que eu acho difícil é encontrar alguém disposto a bancar o desenvolvimento. Um tempo atrás houve um balão de ensaio de uma “parceria” no desenvolvimento de motores entre Brasil e França, onde certamente iriam nos espetar esta conta. Ninguém falou mais nada mas se formos… Read more »

ZE
ZE
10 anos atrás

Senhores, a nova versão do F-414 (motor do Super Hornet), foi inteiramente financiada pela Marinha Americana e terá sua conclusão no fim de 2010, após 3 anos.

A nova versão do M-88 da Snecma não tem financiador. Não é razoável vê-lo pronto em menos tempo do que os americanos estão levando para aprontar o seu próprio upgrade do F-414.

Em tempo de crise, ninguém vai financiar nada por agora.

Lembrem-se que os Emirados foram palco do maior calote mundial dado, desde o calote da Argentina em 2001.

[]s

Claudio Xavier
Claudio Xavier
10 anos atrás

O desenvolvimento do M-88 Eco já se arrasta faz alguns anos, por um problema crônico de falta de verba.
A integração de armamento americano ao Rafale não é problema, é só ter dinheiro para bancar.
Por sinal, são dois grandes problemas que eu acho no Rafale, o motor fraco e o custo do armamento frânces.

Felipe Cps
Felipe Cps
10 anos atrás

Ivan, o Velho: Referia-me à parceria Caracu Bra-Fra. É bem aquilo que o Grifo disse mesmo: os Xeques vão espremer os franceses, coisa que a gente deveria ter feito, tivéssemos governantes com um mínimo de competência (pra não dizer outras coisas). Ao invés disso o lulo-bolivarianismo prefere anunciar a preferência pelos franceses no meio da concorrência, “queimando” a FAB e a concorrência… Ou seja: se tínhamos alguma vantagem na negociação, perdemos ali (a menos para aqueles que acreditam que o papo com os franceses é jogo de cena pra vinda do Super-Hornet ou Gripen – coisa da qual discordo, pois… Read more »

Bosco
Bosco
10 anos atrás

O Exocet é um míssil anti-navio. O SLAM-ER é um míssil polivalente. É tão eficiente como míssil anti-navio quanto como um míssil cruise contra alvos fixos ou móveis em terra. Na verdade, é um míssil completamente de outra geração em relação ao Exocet. O Exocet AM-39 pesa quase 700 kg, tem uma ogiva de 160 kg, propulsado por motor foguete, um alcance de 70 km, guiada por um sistema inercial e por radar ativo na fase final que só lhe permite ser usado sobre o mar contra alvos navais. O SLAM-ER pesa menos de 600 kg, tem uma ogiva de… Read more »

Baschera
Baschera
10 anos atrás

A MB poderia estar interessada no míssil anti-navio russo-indiano Brahmos. Cada peça custa us$ 3 milhões.

Sds.

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Baschera, pegando o gancho do seu comentário, o Brahmos mostra bem o conceito russo de mísseis anti-navios, enquanto o SLAM-ER mostra o conceito ocidental. Tanto o Brahmos quanto o SLAM-ER possuem uma cabeça de combate equivalente (300 kg X 230 kg) e o mesmo alcance (270 km mais ou menos). A diferença está no peso. O míssil indiano pesa mais de 2,5 toneladas, sendo quase tão grande quanto um F-5, enquanto o míssil americano pesa em torno de 600 kg e literalmente cabe na minha cozinha. O míssil indiano se vale da velocidade para conseguir passar pelas defesas (Mach 2.8)… Read more »

Baschera
Baschera
10 anos atrás

Bosco em 18 fev, 2010 às 21:35

Mandou bem Bosco…… como por aqui no Brasil só se fala… e não se age….. me refiro ao MAN-1. Com o preço de um Brahmos dá para terminar o projeto ou ao menos quase.

Sds.

Leonardo
Leonardo
10 anos atrás

Bosco e Baschera,

Aproveitando este gancho de vcs, o design dos mísseis de cruzeiro de origem americana parecem não fugir da influência dos AGM-86 e Tomahawk e ao que parece o 1° em breve será substituído pelo AGM-129 ACM, sabem dizer se existe alguma versão mais moderna do versátil Tomahawk em desenvolvimento, ou será desenvolvido algo totalmente novo para substituí-lo.

Um abraço.

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Leo, a versão convencional do AGM-86, o AGM-86C CALCM está sendo substituída pelo JASSM-ER (AGM-158B). O Tomahawk agora está na versão Block IV que é 100 x mais furtivo que as versões anteriores e possui vários avanços, podendo ser usado inclusive contra navios, o que o faz o míssil anti-navio de maior alcance do mundo (1000 milhas). Futuramente os EUA devem adotar um míssil cruise supersônico (Mach 4.0) para substituir ou complementar o Tomahawk. O mais cotado parece ser baseado no RATTLRS, propulsado por turbina com pós-combustor. A USAF pretende adotar um míssil hipersônico (Mach 6+) para complementar seus JASSM.… Read more »

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Complementando:
A USN parece que irá colocar em serviço a versão propulsada (por uma turbina) da bomba JSOW, a AGM-154C-ER com mais de 500 km de alcance que está desenvolvendo e a USAF está desenvolvendo um míssil cruise miniatura chamado de SMACM que terá menos de 100 kg mas terá um alcance de 400 km.

Leonardo
Leonardo
10 anos atrás

Bosco, Você é o cara brother, sem dúvida os AGM’s são extremamente confiáveis, assim como o veterano B-52 principal usuário deste armamento ainda permanecerá em serviço por um bom tempo, porque não manter o AGM? Até mesmo os B’s 1 e 2, que acredito também possam utilizar estes mísseis, me corrija se estiver equivocado. Com as devidas atualizações, está dupla B-52 / AGM 86 provavelmente ainda farão parte da ponta de lança da capacidade dissuasória da USAF por um bom tempo. Em relação ao Tomahawk, sinceramente o confundi com Harpoon que foi concebido desde o início de projeto como míssil… Read more »

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Leonardo, os Estados Unidos estão com um projeto de um míssil anti-navio de longo alcance (mais de 500 km) que se chama LRASM. Esse projeto tem alta prioridade e provavelmente sua configuração deve ser divulgada esse ano. Não se sabe se será subsônico altamente furtivo, supersônico, hipersônico ou de velocidade variável (possível de ser conseguida ou com uma turbina com pós-combustor ou com um míssil de dois estágios). Esse míssil provavelmente irá reduzir a necessidade de uso do Tomahawk block IV como míssil anti-navio, mas sem dúvida ele será usado como tal até a chegada do LRASM. Já se nota… Read more »

Ronaldo de souza gonçalves
Ronaldo de souza gonçalves
10 anos atrás

O Missel indiano e barato tem excelente velocidade pode-se comprar dezenas de unidades e mesmo baseado na costa brasileira daria proteção as usinas nucleares ,as plataformas de petroleo do pre-sal,a Amazonas. E de um poder dissuatorio incrivel,contra uma frota que poderia almejar os recursos da nação. Os outros misseis antinavio ou tem alcance bem menor no caso do exocet ou tem preço proibitivo como o tomarrock. E comprar o brahmos mesmo e dar sequencia no matador da mectron de alcance 300 km. o Fhc assinou que não podemos ter misseis com alcance de mais de 300km, o brahmos alcança 1000… Read more »