Centenário do nascimento de Nero Moura

“Camaradas: Para frente, para a ação, com o pensamento fixo na imagem da Pátria, cuja honra e integridade juramos manter incólumes. Cumpre-nos enfrentar, com fortaleza de ânimo, a fim de manter intacto esse tesouro jamais violado: a honra do soldado brasileiro! E nós o faremos, custe o que custar”.
As palavras foram ditas pelo então Tenente-Coronel Nero Moura em 14 de outubro de 1944, depois do hasteamento da bandeira brasileira, pela primeira vez, em Tarquínia, Itália, antes de os pilotos brasileiros irem, de fato, para o combate. Nos céus da Europa, os aviadores e especialistas da Força Aérea forjaram com suor e sangue o sentimento que embala até hoje a geração de militares da FAB. Um exemplo de coragem, de profissionalismo e de garra.

O Brigadeiro Nero Moura é conhecido por ter comandado a vitoriosa campanha do recém-criado Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) na Segunda Guerra Mundial. Tornou-se um mito. Os feitos imortalizaram o homem considerado herói brasileiro. É o Patrono da Aviação de Caça Brasileira.

No dia 30 de janeiro, é celebrado o centenário de seu nascimento e, mais uma vez, sua memória merece homenagem.

FONTE: CECOMSAER

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19 Comentários to “Centenário do nascimento de Nero Moura”

  1. Wolfpack disse:

    Porque aviação de caça? se a FAB não derrubou nenhum avião alemão, italiano no conflito? 1a. Aviação de Guerra talvez, ou Bombardeiros…

  2. Galileu disse:

    caça a infantaria e artilharia alemã, talvez…

  3. Dalton disse:

    O P-47 era um avião de caça-bombardeiro. O fato de brasileiros não terem abatido aeronaves nazistas -chegamos tarde- não muda o fato de que o P-47 abateu aeronaves nazistas nas mãos de outros pilotos que enfrentaram a Luftwaffe.

    Ou seja, o que importa, para a denominação “aviação de caça” é o tipo de avião e não a missão que o mesmo desempenhou ,que poderia ser escolta de bombardeiros por exemplo.

    sds

  4. Leonardo disse:

    Não é a toa quando dizem que temos complexo de vira-latas, porque não derrubou nenhuma aeronave nada valeu?
    Realmente chegamos tarde no conflito e a superioridade aérea já estava mais do que garantida, porém os feitos da FAB não deixaram de ser reconhecidos, e está força recebeu “menção honrosa” no congresso americano pelos feitos na guerra, o pior de tudo e termos de ver colegas desmerecendo a história do próprio país.

    Fazer o que….

  5. Dalton disse:

    Leonardo…

    nenhum dos que postaram está desmerecendo a FAB. A pergunta do
    Wolf foi até pertinente, porque no ideário de alguns, avião de
    caça serve para abater outras aeronaves… quando não há nenhuma
    o caça executa missões secundárias, que podem ser apoio a tropas ou escolta de bombardeiros, reconhecimento, etc mas nem por isso
    deixa de ser um caça e seu piloto continua sabendo como abater aeronaves inimigas pois treinou para tal.

  6. Lol disse:

    Pelomenos eles danificaram aviões. Acho que dois, um alemão e outro italiano

  7. Tales disse:

    Dalton em 06 fev, 2010 às 15:29
    De fato, quando a FEB, incluindo aí a FAB, chegou no TO europeu, os Aliados já tinham a superioridade aérea sobre a Itália. Assim, o fato de não entrarem em combate contra aeronaves do Eixo se deu, principalmente, pela ausência de vetores aéreos inimigos no TO em que os brasileiros operavam.
    Contudo, o treinamento dado aos pilotos brasileiros pelos americanos foi o de piloto de caça! E eles receberam um treinamento superior, inclusive, ao que era dado aos pilotos americanos. Os brasileiros voaram um número muito maior de horas de vôo de treinamento do que a média dos pilotos de caça estadunidenses. Embora esse fato se devesse a uma certa desconfiança dos americanos na capacidade de combate dos brasileiros, o fato é que os resultados obtidos pela FAB foram excelentes, mesmo ela não tendo abatido nenhum avião de caça inimigo.
    Vale lembrar que, pelo seu desempenho operacional, o 1º GAvCa recebeu a Presidential Unit Citation (Blue Ribbon) e que somente duas unidades não-americanas receberam tal distinção (a outra era australiana).
    Segundo a recomendação datada de 17 de maio de 1945, do Cel. Ariel W. Nielsen, comandante do 350th Figther Group:
    “O XXII Comando Tático Aéreo reconhece a eficiência do Grupo e registra que, entre 6 e 29 de abril de 1945, ele voou apenas 5% do total de missões desempenhadas por todos os esquadrões sob seu controle, porém destruiu:
    85% dos depósitos de munição, 36% dos depósitos de combustível, 28% das pontes (19% das danificadas), 15% dos veículos motorizados (13% dos danificados) e 10% dos veículos de tração eqüina (10% dos danificados).”
    A recomendação foi aceita e a comenda foi oficialemente entregue em 22 de abril de 1986, ocasião em que o Cmdt. Nero Moura (e ex-Ministro) ainda era vivo!!! (in Faixas Azuis: a história do 1ºGrupo de Aviação de Caça do Brasil, Adler Editora Ltda, RJ, 2007, pg. 124).

  8. Paulo disse:

    Recomendo a leitura do livro Senta a Pua, de Rui Moreira Lima, da Biblioteca do Exército Editora, onde conta a participação da nossa nascente Força Aérea na II GG. Aliás, os pilotos eram chamados oficialmente de pilotos de combate.

  9. Patriota disse:

    O texto está mais que correto , os aviadores do 1º GAVCA foram preparados para serem pilotos de caça e o fato de terem se dedicado a missões de bombardeio não significa que estes não estavam aptos a realizar missões de combate .

    Brigadeiro Nero Moura foi exemplo de profissionalismo , determinação e patriotismo . Sem duvidas é um grande heroi !

    abraços

  10. Dalton disse:

    Tales meu caro…

    acho que não fui compreendido ao tentar responder a indagação do
    Wolf que não me pareceu ironica.

    nestes meus 40 e tantos anos já li muita coisa sobre a FAB inclusive o livro citado pelo Paulo.

    Nossos pilotos sim, merecem nosso maior respeito e admiração,
    até porque eram pouco mais de 40 e apenas 28 aeronaves incluindo duas de reserva.

    Com certeza mandamos o que havia de melhor e caso encontrassem algum Me ou FW, teriam feito o que foram treinados para fazer.

    abraços

  11. Alexandre disse:

    Os pilotos brasileiros fizeram o mesmo treinamento que os americanos. Todos eram treinados para combate aereo e ataque ao solo, que era muito mais perigoso. So nao participaram de combates aereos por terem chegado mais tarde ao teatro de operacoes como citado acima. Mas com certeza teriam feito bonito tambem. Tiveram um bom desempenho pois a maioria fez muito mais missoes que as 50 que era o limite para os pilotos americanos. Muitos passaram das 70 chegando ate 99 missoes. Infelizmente a lideranca da FAB na epoca nao teve visao. Deveria ter enviado muito mais pilotos para recompletamento para que muitos mais tivessem experiencia de combate. Isso seria muito bom para a Forca Aerea posteriormente. Suguiro a leitura alem do Senta Pua, Missao de Guerra e Missao 60. Vejo muitos desses livros a venda no Mercado livre ou Estante Virtual a algum tempo sem que ninguem compre. Uma mostra do pouco caso das novas geracoes com o nosso passado.

  12. Tales disse:

    Dalton em 06 fev, 2010 às 16:55
    Eu entendi teu comentário. Minha intenção foi de o complementar, respondendo indiretamente ao Wolf.
    Apenas discordo quando afrimas que o que importa para a denominação “aviação de caça” é o tipo de avião e não a missão que o mesmo desempenhou.
    Na verdade, embora o tipo de avião seja importante, o que é realmente relevante é a finalidade do grupo ou esquadrão e o treinamento que eles recebeu para cumprir esse objetivo.
    Como exemplo, vale lembrar que recentemente os Xavante desempenharam missões de interceptação no 1º GDA, enquanto não chegavam os M-2000C, mesmo sendo o AT-26 um avião desenvolvido para missões de ataque e treinamento.

  13. Wolfpack disse:

    Não é que não valeu Leonardo… é que não era aviação de caça. De caça não tinham nada. Suas conquistas foram de bombardeiros e não de caça…Temos algum ás da Segunda Guerra???
    E complexo de vira-lata não têm nada a ver com reconhecimento de fatos históricos…
    Na função de Bombardeiros foram muito bons e só.
    Se não entedeu não comente…
    []s

  14. Tales disse:

    Wolfpack em 06 fev, 2010 às 17:48
    Por partes.
    Sim, é verdade que nenhum avião de caça do Eixo foi abatido pela FAB em confronto ar-ar.
    Mas vale lembrar que, na FAB, mesmo os esquadrões com missões de ataque (ou bombardeio tático, como tu prefir) são considerados unidades de “caça”.
    E os pilotos do 1º GAvCa receberam treinamento para serem, sim, pilotos de caça. E essa era para ser a principal missão do Grupo.
    O fato de não terem se engajado em combates ar-ar deu-se em razão do momento de sua atuação, como já explicado.
    Mas como tu bem referiu, não á nada desabonador. Pelo contrário, se eles tiveram um excelente desempenho para uma espécie de missão (ataque/bombardeio) que era SECUNDÁRIA entre os seus objetivos, é de se esperar que tivessem um desemepnho AINDA melhor no cenário AR-AR.
    Mas discordo de ti qto a questão da denominação. Se a missão principal do 1º Grupo era a caça e eles foram treinados para isso, independentemente de terem realizado missões reais, acho justo chamarem seu comandante de patrono da aviação de caça.
    Sem vira-latismo.
    Abrs.

  15. Danilo disse:

    Wolfpack,
    Os seus comentários foram feitos, sim, com a intenção de ironizar os nossos bravos pilotos do 1 Grupo de Caça.
    Era uma unidade de caça, que por motivos circunstanciais, chegaram ao TO italiano quando a Luftwaffe já tinha sido derrotada.
    Nada, porém, tira o brilho e o mérito daqueles que foram os pioneiros da nossa Aviação de Caça.
    Por favor seja mais respeitoso em futuros comentários.

  16. Billy disse:

    O P-47 era caça top de linha. O Mustang tomou a dianteira na escolta de bombardeiros apenas pelo seu maior alcance. Devido a superior resistência a danos, poder de fogo e velocidade em mergulho, o Jug assumiu a dificil tarefa de atuar como caça-bombardeiro. Mesmo assim foi o caça que quebrou a luftwaffe em 43/44. Os pilotos Brasileiros fizeram o mesmo treinamento dos americanos e só não travaram combates aéreos porque os nacionais-socialistas já tinham sido varridos dos céus da Itália, reduzidos apenas à defesa da Alemanha. Brilhante comando do Cel NERO MOURA que antes da II WW já havia voado missões de combate durante a revolução de 32,evento pouco explorado pelo Blog.

  17. Wolfpack disse:

    Não existiu em meu comentário nenhuma ironia, entenderam errado. Sempre entendi pilotos de caça, principalmente na WWII como pilotos de escolta e defesa aérea. Suas missões na época eram bem definidas. Se por motivos outros no T.O. da Itália e sul da Alemanha não tiveram a oportunidade de realizar combates aéreos, paciência, representaram com bravura nosso país em suas missões de ataque. Não questionamento nenhum ao fato deste grupo de heróis brasileiros e suas missões na WWII. A questão colocada é de semântica, Grupamento de Caça principalmente na WWII tinham suas missões bem definidas. Concordo que com o P47 Thunderbolt e o P51 Mustang os pilotos de escolta de B17, B24 e Lancasters econtravam muitos alvos de oportunidade em solo, agindo com seus canhões para neutralizar aviões em solo, composições de trem, comboios, etc. mas sua missão primária era sempre proteger dos Me109/FkW190 os bombardeiros da RAF e USAF.
    []s

  18. Tales disse:

    Wolfpack em 06 fev, 2010 às 23:29

    “A questão colocada é de semântica, Grupamento de Caça principalmente na WWII tinham suas missões bem definidas.”

    EXATO. E a missão PRIMÁRIA do 1º GAvCa era a “caça” e era para isso que eles foram treinados.
    Foi uma “ironia do destino” não terem efetuado missões de combate no cenário ar-ar.
    Sauds.

  19. Samantha & Fernanda disse:

    Nero Moura e Danilo Moura eram primos da nossa bisavó qualquer duvida entre em contato conosco:
    sa_feh@hotmail.com
    Responderemos assim que pudermos
    Obrigada pela atenção e compreenção !
    Ass: Samantha e Fernanda

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