Página 1 de 1412345...10...Última »

A furtividade do PAK FA

PAK-FA-1

Depois da primeira aparição pública do PAK FA e das imagens disponíveis, começaram as especulações sobre o nível de furtividade alcançado pela aeronave. Quais as soluções encontradas pelos engenheiros russos para diminuir a Seção Reta Radar (RCS) do seu caça de 5a. geração?

Sabe-se que o maior refletor radar no aspecto frontal de um caça é o compressor das turbinas. Nas foto acima e abaixo percebe-se o desalinhamento das turbinas em relação às entradas de ar, para evitar que as ondas de radar atinjam diretamente os compressores.

PAK-FA RCS analysis

Pelas análises preliminares o PAK FA poderia alcançar um RCS frontal muito pequeno, devido à curvatura dos dutos de ar das turbinas.

Cerca de 90% do fan das turbinas pode ter sido ocultado da reflexão direta das ondas de radar. Observar nas marcações das fotos, o desalinhamento do eixo das turbinas em relação à entrada de ar.

PAK FA duct 2

Além de ocultar o fan das turbinas, os russos também seguiram a mesma técnica do alinhamento das bordas no PAK FA, como os americanos fizeram no F-22, só que usando ângulos diferentes.

PAK FA aligned edges

F-22 alinhamento das superfícies

Com os dados disponíveis, pode-se arriscar que o PAK FA terá um RCS muito baixo, semelhante ao do F-22 ou até superior, pelo menos no aspecto frontal. Isso sem levar em conta o emprego de material radar absorvente (RAM).

O RCS traseiro ainda terá que ser analisado, depois que as novas turbinas forem instaladas.

IMAGENS: Fórum Keypublishing

Tagged with:
 

Na LAAD 09, a FAB já flertava com o Gripen

Na foto, Brigadeiro Saito reunido com o pessoal da Saab e da Força Aérea Tcheca na LAAD 09. Os tchecos passaram informações sobre a operação do Gripen.

Brig Saito com  o pessoal da Saab e da Força Aérea Tcheca na LAAD 09

gripenbr

Tagged with:
 

dogfight X-wing Tie Fighter

vinheta-opiniao-aereoAs imagens desta introdução representam, obviamente, uma brincadeira. Mas foram escolhidas para abrandar os espíritos durante a leitura, para que pensemos num futuro não tão fictício, por um lado, nem tão preso de cara  a imagens que possam remeter a preferências de cada leitor por um Super Hornet,  ou Rafale,  Gripen, PAK-FA e outros eventuais, dado que qualquer semelhança entre os citados e os “caças” acima e abaixo seria mera coincidência. Pelo mesmo motivo, a parte seguinte desse artigo é ilustrada por aeronaves da frota atual.

Esqueçamos os concorrentes do F-X2 por alguns minutos. Pensemos primeiro na FAB, na necessidade dela substituir sua frota, nos anos de realizações importantes que precisam existir pela frente para que essa substituição traga bons resultados, fugindo ao padrão de décadas anteriores. E, depois, que cada um alinhe sua preferência a essa necessidade – ou alinhe a necessidade à sua preferência, como queiram.

Este é um mero exercício de “futurologia”, baseado na visão deste autor sobre a concorrência F-X2, sobre as necessidades da aviação de combate (ou caça, se preferirem) da FAB, levando em conta os vetores a jato atuais, prazos para suas retiradas do serviço e intenções já divulgadas pela Força Aérea. Uma delas, é a de contar com uma frota de aproximadamente 120 aeronaves a jato em seus esquadrões de caça. Outra, é a de desenvolver uma 5ª geração a partir das tecnologias recebidas / desenvolvidas no projeto F-X2, o que, em grande parte, sinaliza uma parceria com a empresa / consórcio / país vencedor do programa. Essa aeronave de 5ª geração aparece aqui referida, genericamente, como “F-X3″. É claro, isso pode mudar com o tempo, mas o que é revelado pela Força / Ministério da Defesa sinaliza esse caminho.

colonial viper

O exercício também já considera a substituição dos jatos AT-26 Xavante remanescentes por F-5EM, sendo que esses últimos acumulariam a função de transição operacional (LIFT), até a aquisição de um jato mais adequado a esse fim. Assim, assume-se que será substituída, gradualmente, uma frota atual composta por um número um pouco menor do que a meta divulgada de 120 aeronaves, entre modelos F-2000 (12 unidades), F-5M (aproximadamente 50 unidades, parte ainda em modernização, incluindo modelos usados recebidos para complementar a frota, como é o caso dos adquiridos à Jordânia) e A-1 / A-1M (aproximadamente 50 unidades – observando-se que, como a modernização desse vetor ainda está em seu início, e estando ainda distantes os números de seu resultado final, a nomenclatura A1 / A1M está sendo utilizada ao invés de simplesmente A-1M)

Entre os leitores deste blog, há diversos defensores da ampliação do número de esquadrões de primeira linha da FAB, para que as 120 aeronaves planejadas pela Força (há que se levar em conta, todavia, que parte deste número deve compor uma reserva técnica para atrito operacional / manutenção nível parque) sejam espalhadas pelo maior número possível de bases  no território nacional, com aproximadamente 12 aeronaves por esquadrão. Há também os que defendem (muitas vezes com argumentos justos, outras vezes com descolamento da realidade) que esse número deva ser aumentado já. Mas fiquemos por hora com o que a FAB divulgou como sua meta: 120 aeronaves a jato.

Este autor defende o contrário: que o número de esquadrões de primeira linha seja reduzido (para algo como 6 esquadrões) para facilitar a logística e reduzir custos, mas que o número de aeronaves por esquadrão seja maior (entre 18 e 20 aeronaves, incluindo a reserva técnica), porém com maior capacidade de manterem frações desdobradas em outras bases espalhadas pelo território, em rodízio. O que não impediria que, após esse “enxugamento”, o número voltasse a crescer, mas partindo de um contexto mais racionalizado, conforme o crescimento da importância do país no cenário mundial e a necessidade de aumentar-se o poder de dissuasão e de operação em coalizões etc.

cylon raider

Assim, para não ferir preferências, não tratarei de esquadrões nem de sua quantidade nas projeções abaixo: apenas do número total de aeronaves, de forma aproximada, levando-se em conta a pretensão da Força de substituir gradualmente os modelos atuais por 120 aeronaves novas. Também para não ferir preferências e torcidas, não está sendo conjecturado qual dos três concorrentes do F-X2 será o vencedor, mas somente a necessidade da FAB de substituir seus atuais vetores.  Embarque então nessa “viagem para o futuro”, levando em consideração algumas datas possíveis e a manutenção de um número médio de aproximadamente 120 jatos, entre modelos novos e antigos, ao longo de todo o processo.

Exercício de futurologia:

  • 2010 – é anunciado oficialmente o vencedor do programa F-X2, iniciando-se as tratativas e assinaturas de contrato, para um primeiro lote de 36 aeronaves, divididas em sub-lotes menores.
  • 2010 / 2011 – com a assinatura de todos os contratos referentes ao F-X2, a adaptação do projeto às necessidades da FAB e a cooperação industrial são iniciadas.
  • 2012 - paralelamente, iniciam-se / aprofundam-se os estudos dos requisitos técnico-operacionais para uma aeronave de 5ª geração.

f-2000c fab

  • 2014/2015 – baixa dos Mirage 2000 (F-2000) e recebimento, em seu lugar, do primeiro sub-lote de F-X2. A produção e montagem dos sub-lotes seguintes deste primeiro lote de 36 aeronaves ganha impulso. Contrata-se um segundo lote de 36 aviões. Com a experiência advinda da operação inicial do F-X2, iniciam-se os estudos para a aquisição de um lote de jatos de treinamento / conversão para a primeira linha (ou Lead-In- Fighter-Trainer – LIFT), para substituir os F-5M empregados na função. Tem início o projeto / adaptação de projeto do caça de 5ª geração, com a participação de parceiro(s).
  • 2016/2018 - entrega dos sub-lotes remanescentes do primeiro lote de 36 aeronaves, parte das quais substitui os F-5M que acumularam mais horas de voo. É fechada a aquisição de um lote de 24 jatos para LIFT, com capacidade de combate / ataque leve. Avança o projeto da aeronave de 5ª geração.

F-5EM fab

  • 2019/2021 – entrega do segundo lote encomendado de 36 aeronaves, substituindo mais aeronaves F-5M e, conforme a necessidade de baixa de aeronaves A-1 / A-1M com maior número de horas de voo, substituindo também parte dessa frota. Recebem-se os 24 jatos para LIFT / ataque leve, aposentando também os F-5M empregados nessa função. Desta forma, todos os F-5M dariam baixa e a frota da FAB passaria a contar, em 2021 (daqui a 11 anos) com 72 jatos F-X2, 24 treinadores a jato na função LIFT, além dos remanescentes da frota de A-1 / A-1M.
  • 2025 - (daqui a 15 anos) voa o protótipo do F-X3, aeronave de 5ª geração, resultado de um projeto / adaptação de projeto com parceiro internacional.

a-1-flares-3-foto-fab

  • 2027 - um lote de pré-produção de aeronaves F-X3 é produzido, sendo entregue ao primeiro esquadrão operador de F-X2 para avaliação. Os F-X2 disponibilizados por esse esquadrão são realocados, gradualmente, ao(s) último(s) esquadrão(ões) operadore(s) de A-1/A-1M.
  • 2028/2030 – um total de 36 F-X3 é entregue à FAB e o A1-/A-1M é aposentado, de maneira que a Força passa a contar, em 2030 (daqui a 20 anos), com um total aproximado de 108 caças de combate de primeira linha (há que se levar em conta, porém, que haverá uma provável redução, devido ao atrito operacional, na frota de 72 F-X2, o que poderia ser compensado com a produção de um pequeno lote adicional antes do fechamento de sua linha ou, simplesmente, de mais aeronaves F-X3), além de 24 jatos de conversão (LIFT) e ataque leve.
  • Além de 2030: novos lotes de F-X3 seriam produzidos, ampliando a frota e o número de esquadrões de primeira linha da FAB. Uma modernização mais profunda, de meia-vida, começaria a ser aplicada à frota de F-X2, cujos primeiros exemplares entregues estariam atingindo 15 anos de operação.

Agora é a sua vez de viajar ao futuro

Gostou? Sim? Não? Pessimista demais? Otimista demais? Singelo demais e grandioso de menos ou vice-versa? Comente, sugira um novo cronograma, faça sua projeção!

Uma premissa não citada na introdução à cronologia sugerida acima é que, face aos projetos de 5ª geração, qualquer aeronave do F-X2 está fadada a ser, no futuro, o “low” de um “hi-low” mix planejado para, gradualmente, elevar o padrão da força. O lado “low” da equação, hoje e na década que se inicia em 2011, será composto pelas aeronaves atuais, com o vencedor do F-X2 formando o “hi” à medida em que entra em serviço – e os leitores fãs de qualquer postulante a vencedor do F-X2 podem vislumbrar seu caça preferido nessa posição.

Mas é inevitável que, com o contexto tecnológico e operacional mudando conforme a 5ª geração amplia sua presença nas frotas mundiais e até mesmo uma 6ª vai sendo planejada (seja de aeronaves tripuladas, não tripuladas ou um “mix” entre as duas), qualquer vencedor do F-X2 vai se tornar nas próximas décadas o lado “low” numa composição de frota em que se planeje a renovação gradual dos vetores, numa Força Aérea que não pode se furtar a acompanhar o desenvolvimento tecnológico do resto do mundo. (mesmo levando-se em consideração que o vencedor do F-X2 passe por modernizações importantes ao longo da vida útil). Renovações de frota têm sido assim por décadas. Muito provavelmente, continuarão sendo pelas próximas, ao redor do mundo e, se possível, no Brasil.

Por fim, os fãs do PAK-FA podem simular também a presença do mesmo numa variação do planejamento acima, mesmo levando-se em consideração as premissas acima a respeito do desenvolvimento da 5ª geração a partir do F-X2. Afinal, o futuro está sempre em aberto e, como na guerra, todo planejamento passa a ser história a partir do primeiro disparo. E o primeiro voo do PAK-FA foi, certamente, um disparo de grande impacto.

LEIA TAMBÉM:

Tagged with:
 

No diagrama pode-se comparar as sutis diferenças e semelhanças entre os mais modernos projetos de aviões de combate “stealth”, exetuando-se o projeto chinês de 5ª geração, o J-XX.

Naturalmente o protótipo do PAK-FA T-50 russo, ora apresentado, pode mudar consideravelmente de aparência.  Pode-se constatar isso comparando-se o primeiro protótipo do Su-27 Flanker, denominado T-10-1, com sua configuração atual.

O protótipo do Flanker T-10-1

su27-t10-1

Concepção final do Su-27 Flanker (versão B)

Su-27_Flanker-B

Tagged with:
 

India_MRCA-6

A Rússia expressou na última quinta-feira seu otimismo com a possibilidade de vitória na competição Multi-Role Combat Aircraft (MRCA) da Índia. A concorrência visa fornecer 126 caças.

Anatoly Isaikin, chefe da Rosoboronexport (ROE), afirmou que a Rússia compete com os maiores fabricantes de aeronaves dos EUA e da Europa e que a concorrência ainda ainda está a meio caminho e ninguém foi eliminado. Os russos estão confiantes que o MiG-35 superará seus concorrentes ocidentais.

A eletrônica do MiG-35

Clique na imagem para ampliar.

Tagged with:
 

PAK FA, F-22, F-35 etc

PAK FA F-35 sizecomparison

O primeiro voo do PAK FA era esperado há muito tempo e caiu como uma bomba nos fóruns da internet, logo pela manhã. Os críticos e incrédulos tiveram que se calar dessa vez e os fãs do Sukhoi puderam regozijar-se.

Mas as críticas não demoraram a surgir. Alguns disseram que o PAK FA voou pela metade, pois o nariz do avião não é dele, o motor não é, a cauda também etc.

Outros, por outro lado, afirmam que o avião poderá causar um grande impacto no balanço de forças, obrigando os EUA a cederem o F-22 para seus aliados mais chegados, Israel, Japão e Austrália. Imaginem o PAK FA vendido para a Síria, Irã, Venezuela e outros?

Com certeza Moscou está em festa hoje, mas outras festas também podem estar ocorrendo na LM, fabricante do F-22 e no Pentágono, que precisava de um motivo para continuar a produção do F-22 e acelerar o programa do F-35.

Muito dinheiro ainda terá que ser investido na primeira aeronave de 5a. geração russa, mas pelo menos, ela já está voando, ao contrário do F-X2 brasileiro.

Tagged with:
 

Detalhes do PAK-FA

PAK FA em alta resolução

T-50 details 2

Vendo a foto mais de perto do PAK-FA, pode-se apontar alguns detalhes interessantes. Duas baias na barriga, a entrada de ar e a junção da asa com a fuselagem, provavelmente feitas ou revestidas com material radar-absorvente (RAM).

Abaixo, um resumo das características do PAK FA, segundo artigo de Alexander Pachkov (‘Paralay’), publicada numa revista russa:

  1. Espera-se uma vantagem de 10 a 15% de sobre o F-22, devido à diferença de duas décadas em desenvolvimento tecnológico;
  2. O F-22 detecta o Su-35 a 150/180km de distância, abre fogo a 110km, mas só é detectável no alcance visual pelo Su-35;
  3. O sistema OLS-35 detecta o F-22 a 100km de distância;
  4. O Radar AESA do PAK-FA terá 1.526 módulos, com potência de 18KWt, e alcance de 400km para grande alvos. Poderá rastrear 60 alvos e travar em 16 ao mesmo tempo;
  5. Antenas ativas nas asas e cauda provavelmente;
  6. OLS em 360 graus;
  7. Capacidade de disparar mísseis para trás;
  8. Poderá levar até 12 mísseis ar-ar internamente;
  9. Duas baias internas para WLRAAMs e LRAAMs de até 700kg cada + duas baias para mísseis de curto alcance;
  10. Enquanto o Raptor pode levar 8 mísseis;
  11. WLRAAM ‘Izdelie 810′ derivado do MiG-31 R-33, 400 km de alcance;
  12. LRAAM ‘Izdelie-180PD’ derivado do R-77, 250 km de alcance;
  13. ‘Izdelie-180′ – de combustível sólido, derivado do R-77, com alcance de 110-140 km, guiagem por radar ativo e passivo, “homing on jammer”.
  14. AAM de curto alcance ‘Izdelie-300′ ou K-MD IR matrix, com o dobro do alcance dos mísseis atuais;
  15. Kh-58UShKE;
  16. Kh-35;
  17. Bombas de 500kg guiadas ou não guiadas;
  18. Catapultas Intrafuselagem UVKU-50L – até 300 kg, UVKU-50U – até 700 kg.
  19. Baias internas para até 2.000kg
  20. Pontos duros externos para até 6.000kg
  21. Canhão GSh-30 de 30 mm
  22. Planos para se construir até 430 aviões para a Força Aérea Russa
  23. Preço provável de US$ 80 milhões
  24. Vai substituir os 339 Su-27 e 300 MiG-31

pak-fa 28.08.2009

FONTE: Fórum Key Publishing

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

O F-X2 e o PAK-FA

vinheta-opiniao-aereoSe existe a possibilidade do Brasil participar no projeto do caça de 5ª geração, “o caça dos BRIC”, juntamente com a Rússia e Índia, faz sentido continuar com o Programa FX-2?

Os bilhões de dólares que serão gastos na compra de três dúzias de caças de 4ª geração não seriam melhor empregados se investidos num projeto de última geração “stealth”?

Não adianta pensar em transferência de tecnologia se esta já está em vias de obsolescência.

Tagged with:
 

PAK FA 1

O tão esperado caça de 5ª geração da Rússia fez seu primeiro voo de 45 minutos hoje, depois do adiamento de 24h, devido às péssimas condições de tempo.

O porta-voz da Sukhoi, Olga Kayukova, disse que a performance do avião foi soberba, atingindo todas as expectativas.

A Russia vem desenvolvendo o PAK FA desde 1990. Oficiais da Força Aérea dizem que o caça “stealth” deve entrar em serviço em 2015. O Sukhoi PAK FA / T-50 foi projetado para competir com o F-22 Raptor e tem certa semelhança com este.

A Índia, que tem uma longa história de compra de equipamentos russos, é o único parceiro da Rússia no projeto. A Hindustan Aeronautics Ltd (HAL) vai participar com 25% do projeto e desenvolvimento. Será desenvolvida uma versão biplace especialmente para a Índia.

PAK FA 3

PAK FA 2

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

Do Hornet ao Super Hornet – parte 4

Problemas iniciais detectados

Um dos primeiros problemas enfrentados pelo programa Super Hornet foi a descoberta, durante o ano de 1997 (ano em que a McDonnell foi absorvida pela Boeing), do efeito “wing drop” em ângulos de ataque médios. Este problema foi largamente explorado pela imprensa na época. As soluções paliativas surgiram a partir de 1999, antes no início das avaliações e testes operacionais (OPVAL), e as soluções definitivas vieram em 2003-2004, sendo que toda a frota até então existente recebeu as modificações (“retrofit”).

Mas foi durante a campanha OPVAL, realizada pelo esquadrão de testes e avaliação VX-9, baseado em NAS (Naval Air Station) China Lake (Califórnia), que se descobriu a principal deficiência do Super Hornet. O problema foi detectado durante os testes de certificação de armamentos. Não havia espaço suficiente entre os cabides das asas para garantir uma separação segura dos armamentos em relação à aeronave - mesmo o espaço entre o cabine interno e a fuselagem não era suficiente para tanto. Por este motivo, foram criadas restrições em relação ao emprego conjunto de armamentos. Em março de 2000, o comitê das Forças Armadas do Senado norte-americano divulgou um documento baseado nos relatórios do NAVAIR. O documento destacava o seguinte trecho:

“Air-to-air missiles could not be employed if they were on a store station adjacent to air-to-ground ordnance. Numerous munitions could be carried and/or employed only from selected stores stations, although the plan is to bear these munitions from other stations as well. Consequently, many of the load advantages planned for the F/A-18E/F were not demonstrated during OPVAL”

Em outras palavras, existia uma limitação quanto à combinação do armamento a ser empregado, exatamente algo que o Super Hornet deveria resolver em relação ao seu antecessor.

Como não havia mais sobra de espaço para afastar um cabide do outro, eles foram ligeiramente inclinados para fora, sendo que os cabides externos tiveram uma inclinação menor. Esta solução melhorou muito a separação dos armamentos, mas trouxe um inconveniente: a inclinação dos cabides oferecia certa resistência ao ar, provocando um arrasto indesejado. Com isso, o alcance do Super Hornet, um dos pilares do seu desenvolvimento, sofreu uma redução. Sem alternativas, a USN foi obrigada a “engolir” os cabides inclinados.

F-18 SH_OPVAL-foto-Boeing

Algumas fontes também alegaram que a inclinação dos cabides reduzia a vida útil dos armamentos pela metade e aumentava a vibração sob as asas. Este último ponto foi detectado durante a OPVAL. Também foram detectados problemas de rachaduras em algumas peças das asas, algo que poderia comprometer a vida útil da célula, estimada em 6.000 horas. A Boeing assumiu o problema e estas partes foram substituídas por outras de desenho completamente novo nas aeronaves em produção e as aeronaves mais antigas tiveram suas peças defeituosas substituídas.

Um leitor mais desavisado pode se surpreender com estes problemas ocorridos ao longo do desenvolvimento do Super Hornet, mas eles são bastante comuns em outros projetos espalhados pelo mundo. A diferença é que, na cultura norte-americana, existe o compromisso de trazer os problemas das Forças Armadas à luz da opinião pública, além de um debate construtivo e de alto nível dentro do Legislativo.

VFA-115-foto-VFA-115

De qualquer forma, os resultados levantados peloVX-9 apontaram para a introdução do caça no setor operativo da USN. O VFA-115 foi escolhido para ser o primeiro esquadrão operacional de F/A-18 E/F da USN. A transição de Hornet para Super Hornet ocorreu ao longo do ano de 2001 e em julho de 2002 os “Eagles” embarcaram para a sua primeira missão no mar, e não foi exatamente um exercício de rotina: de cara, o recém reequipado esquadrão foi empregado em operações de combate real sobre o Afeganistão, mas isso já é uma outra história.

LEIA TAMBÉM:

A idade dos aviões de combate da USAF

F-15C

A tabela abaixo, de 2008, mostra o status das aeronaves de combate da USAF. Observar a idade dos aviões (Avg Age) e a média de horas voadas (Avg Hrs). Assombroso era o número de F-15C que estavam com restrições e também a quantidade de A-10A “groundeados”.

USAF Combat Aircraft Age-1

A-10 lançando flare.JPG

FONTE: Air Force Association

SAIBA MAIS:

Tagged with:
 

1º voo de F-35 com piloto da ativa da RAF

F35 BF-2 primeiro voo com piloto RAF - foto Lockheed Martin

Na última terça-feira, dia 26 de janeiro, pela primeira vez um piloto da ativa da RAF (Royal Air Force - Força Aérea Real) pilotou um F-35 Lightning II. Segundo informe da Lockheed Martin divulgado no dia seguinte, trata-se do Líder de Esquadrão (Squadron Leader) Steve Long, que pilotou o protótipo BF-2, o segundo da versão STOVL (short takeoff/vertical landing - decolagem curta e pouso vertical)  F-35B, sobre a Base Aeronaval de Patuxent River. Foi a décima oitava missão cumprida pela aeronave, com duração de aproximadamente uma hora e quarenta minutos.

O piloto britânico é o terceiro da ativa a voar o F-35 (foi precedido por um piloto da USAF – Força Aérea dos EUA e outro do USMC – Corpo Aéreo dos Fuzileiros Navais dos EUA). O Squadron Leader Steve Long entrou para a RAF em 1995, tendo acumulado mais de 2.200 horas de voo, e entre suas missões operacionais estão mais de 100 surtidas sobre Kosovo, Bósnia e Iraque, incluindo embarques no HMS Illustrious e no USS Bonhomme Richard. Atualmente, o piloto britânico voa caças F-18 A-D com os Fuzileiros Navais dos EUA.

Segundo Long, o voo foi exatamente igual ao que pôde experimentar em 18 meses de treimanento em simuladores. Quanto ao que o F-35 deverá representar para a RAF e a Marinha Real (Royal Navy), ele destacou a capacidade da suíte de sensores, que deverá oferecer um nível de consciência situacional sem precedentes, o que inclui não só o espaço aéreo em volta do piloto, mas também o campo de batalha e o oceano abaixo. Ressaltou também a capacidade de operar em rede, numa coalizão, transmitindo informações a os outros elementos da rede.

Os britânicos esperam que o programa de testes de voo da aeronave atinja suas metas em 2010, sendo que pilotos e pessoal de terra estão sendo preparados para treinamento inicial em Eglin (principal base norte-americana para treinamento no F-35), para que a operação do tipo seja iniciada em 2011.

FONTE / FOTO: Lockheed Martin

VEJA MAIS:


Tagged with:
 

Melô do F-X2: Eu falei…

O videoclipe abaixo foi feito pelo leitor TH98 (Thiago Peterson), frequentador do “Xat” do Poder Aéreo. Segundo o autor, a pérola foi produzida em uma manhã ociosa e mostra como ele acha que vai terminar o Programa F-X2.

 
Página 1 de 1412345...10...Última »