QG Airsoft

Nas próximas semanas a Índia e a Rússia devem assinar vários acordos sobre o desenvolvimento do caça de quinta geração até o momento conhecido como PAK-FA.

O vice-presidente e diretor-geral da Sukhoi, Alexander Klementiev, informou ao site Flightglobal que a “cooperação vai muito bem”. “Não posso detalhar exatamente onde estamos [nas negociações], mas ambas as partes estão contentes agora. Em algumas semanas assinaremos alguns acordos para aprofundar estes cooperação”, completou.

Recentemente foram noticiadas informações sobre o descontentamento de cientistas e engenheiros indianos a respeito do nível de acesso ao programa PAK-FA. Em parte, esta reclamação se deve à transferência de tecnologia para a Índia.

O acordo inicial entre a Índia e a Rússia foi estabelecido em 2007. A Rússia está desenvolvendo um caça furtivo monoposto e a Índia prefere um biposto que incorpora tecnologias de outros fornecedores também.

Não foi divulgado oficialmente nenhum cronograma para a conclusão do protótipo indiano, mas existem estimativas de que o mesmo estará pronto por volta de 2016/2017. Por outro lado a Rússia havia dito que o primeiro voo do seu PAK-FA ocorreria no final deste ano, algo bastante improvável.

Sobre o programa de construção do Sukhoi Su-30MKI, o mesmo segue como esperado e as aeronaves já entregues à Força Aérea da Índia voltaram a voar depois de ficarem “groundeadas” desde 2 de dezembro. Perto de cem Su-30MKI voam na IAF e o total esperado pode chegar perto de 240 aeronaves.

FONTE: Flightglobal

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Chegam os últimos Mirage 50 doados ao Equador

Mirage-50-foto-FAVCLUB

Os últimos três caças Mirage-50 doados pela Venezuela ao Equador chegaram à Base Aérea de Manta ontem, dia 14 de dezembro. Desta forma, conclui-se a operação de translado de todas as aeronaves, no total de seis exemplares recebidos pela Força Aérea Equatoriana.

Os aviões chegaram via Panamá, pois a Colômbia não permitiu que os mesmos sobrevoassem seu espaço aéreo. Os aviões seguiram para Manta e por lá ficarão pelos próximos seis meses. Os Mirage deverão ser permanentemente baseados em Taura, porém, a pista daquela base está passando por obras.

A FAE pretende colocar em operação três dos seis jatos até janeiro do ano que vem. Os primeiros três Mirage 50 chegaram a Taura no último dia 29 de novembro.

Esses Mirage 50 chegam em um momento muito importante para o Equador, pois sua aviação de caça passa por uma grave crise. Foi informado que, dos 25 jatos supersônicos existentes (12 Kfir e 13 Mirage F1) no inventário da FAE, baseados em Taura, somente um Mirage está em condições de voo.

O governo do Equador estuda uma proposta da Espanha para adquirir caças Mirage F-1 usados. Além disso, foi noticiado que a África do Sul negociou seus caças Cheetah com a FAE.

FONTE/FOTO: FAVclub

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Voa o 787

787-primeiro-voo

Depois de mais de dois anos de atraso, segundo o cronograma inicial, o Boeing 787 Dreamliner deixou o solo pela primeira vez impulsionado por dois motores Rolls-Royce Trent 1000. Sob o comando do piloto de testes Mike Carriker e do engenheiro Randy Neville o “ZA001″ decolou às 10:28h (horário local).

O voo ocorreu depois de 994 dias contados desde o início da sua montagem. A aeronave é única em apresentar mais de 50% da sua estrutura feita de materiais compostos.

O 787 será o substituto natural da companhia para o 767. Segundo divulgado pela Boeing, ele consome 20% menos de combustível que aquela aeronave. O 787 já nasce com uma carteira de 840 pedidos firmes para mais de 56 clientes no mundo todo.

A campanha de testes, que começou hoje, deve consumir 3100 horas de voo, além de outras 3160 de testes no solo.

FONTE: Boeing Co.

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Em breve, mais perto de você

restauro_museuTAM

A aeronave da foto acima está em processo de restauro pelo Museu TAM, localizado em São Carlos (interior de  São Paulo). Será colocada em exposição para o público em geral em breve. Que aeronave é essa?

A reabertura do museu está programada para o mês que vem.

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Neiva-regente-flickr

Leandro Belles

Um pequeno avião Regente vem causando discussão em Passo Fundo. Doada para ser transformada em monumento para homenagear um dos pioneiros da aviação no interior do Estado, a aeronave está há quatro anos à espera de uma definição sobre seu destino.

A proposta de erguê-la em um pedestal na principal avenida da cidade divide opiniões e aquece o debate sobre intervenções urbanas em espaços públicos.

Desde que foi doado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para homenagear o passo-fundense Ruy Della Méa (veja box), o avião está guardado em um hangar do aeroporto de Passo Fundo. O jornalista Muryllo Della Méa, 62 anos, filho do aviador, batalha para erguer a homenagem ao pai. Inconformado com a demora em resolver o problema, reclama do descaso com a memória do município.

– A gente vê monumento de tudo que é jeito por aí. Podemos valorizar pessoas que fizeram coisas importantes para nossa cidade e Estado – diz.

A discussão inicia-se no momento em que o jornalista indica o lugar onde deveria ser erguida a homenagem, a Avenida Brasil. Repleta de canteiros verdes e largos, a imponente via rasga de leste a oeste o principal centro urbano do norte gaúcho e já é palco de outras obras como a estátua do cantor Teixeirinha.

Para o universitário Felipe Bastos, 25 anos, o monumento deixaria poluído um dos principais cartões-postais da cidade.

– Um avião no meio da avenida? Não vejo sentido. Acho feio. Além do mais, isso já existe em outras cidades. Acho que ele deveria ser erguido em algum parque – opina.

Para o empresário Dimas Froner, a construção de um espaço para abrigar a aeronave dependeria de um estudo anterior. Para ele, o monumento poderia ser erguido na avenida desde que houvesse um planejamento adequado para deixar o local agradável aos moradores. A polêmica já rendeu assunto até na Câmara de Vereadores. Em 2008, os legisladores decidiram pela construção do monumento, mas sem local definido. A professora da Universidade de Passo Fundo (UPF) Carla Vasconcelos, mestre em planejamento urbano, explica que a polêmica ajuda a legitimar ou não esses espaços.

– Tudo que tem um impacto na paisagem deveria ser discutido de uma maneira mais ampla. Não acho que a avenida seja um lugar interessante. Ela já está repleta de outros elementos, que acabaram sumindo em meio à vegetação. O caso exige discussão.

A prefeitura informou que planeja erguer o avião em um pedestal desde o ano passado. Dificuldades orçamentárias teriam deixado o projeto para depois. A previsão é de que um monumento com o avião seja erguido em uma praça, que fica junto ao aeroporto da cidade, no início de 2010. O local não é o preferido pelo filho do homenageado, que deve continuar lutando pela obra no Centro. Até lá, o assunto deve render muita conversa pelas esquinas e ruas de Passo Fundo.

FONTE/FOTO: Zero Hora, via Notimp/Flickr-museuTAM

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Brasil pesquisa propulsão líquida para foguetes

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) tem uma história de sucesso no desenvolvimento de veículos lançadores e foguetes de sondagem, utilizando propulsão sólida. Esta tecnologia permitiu que vários experimentos científicos e tecnológicos fossem concretizados, garantindo o início da era espacial. Mas para atender missões espaciais com requisitos de desempenho e precisão cada vez mais rígidos é necessário desenvolver novas tecnologias de propulsão de foguetes. A tecnologia de propulsão líquida é a sucessora natural para equipar lançadores de satélites, demonstradas com excelentes resultados por diversos países que hoje detem a capacidade de lançar satélites com alta confiabilidade.

Sob esta ótica, o IAE planeja para os próximos veículos lançadores a utilização de propulsão líquida e obter o completo domínio desta técnica. Conforme o Capitão-Engenheiro e coordenador da área de propulsão líquida, Marco Fabius de Carvalho Torres, foram adotadas três ações para consolidar a propulsão líquida no IAE: a formação de recursos humanos na área; a construção de instalações de testes; e o desenvolvimento de tecnologias de fabricação.

“Os recursos humanos estão sendo formados por meio de um programa de mestrado profissionalizante em engenharia aeroespacial voltado ao projeto de motor-foguete com propelente líquido”, comenta o capitão. Carvalho explica que o programa tem a parceria do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que conta com professores de Instituto de Aviação de Moscou (MAI). Desde 1996, 40 especialistas já concluíram este curso e mais de 40 profissionais devem participar do programa nos próximos três anos.

Ainda segundo o capitão, no campo de instalações de testes foi construído um banco hidráulico para caracterização do funcionamento do motor, de forma a determinar a perda de carga de componentes e sistemas do motor. Atualmente, encontra-se em operação um banco com capacidade de testes de motores até 20 kN, e em fase de especificação bancos com capacidade de ensaios de motores até 400 kN. “A tecnologia de fabricação de MFPL (Motor Foguete a ês Propelentedo Líquido) está sendo desenvolvida em três projetos: L5, L15 e L75, respectivamente motores de empuxo de 5 kN, 15kN e 75 kN”, diz Carvalho. “Todos os projetos, a formação de recursos humanos e as instalações de testes, até o presente momento, totalizam investimentos da ordem de R$ 15 milhões.”

MOTORES – O motor L5 foi o primeiro motor desenvolvido em 2003, no IAE, utilizando propelente líquido. Este motor foi projetado para gerar 5 kN de empuxo no vácuo e funcionar com sistema de alimentação por tanques pressurizados utilizando querosene e oxigênio líquido como propelentes. “Inicialmente este motor foi testado com álcool como combustível por apresentar benefícios em relação à segurança de operação”, comenta o coordenador. Este projeto irá até 2010, com previsão para ensaios de queima com uma nova câmara de combustão em Incomel e objetivando pesquisas de fenômenos físicos e químicos no processo de combustão. O projeto L5 ainda possibilitou o desenvolvimento do processo de brasagem aplicado ao cabeçote, bem como a utilização de laser para a furação e soldagem dos injetores.

Já o motor L15, em desenvolvimento com uma empresa privada desde 2007, foi projetado para operar com álcool e oxigênio líquido e gerar 15 kN de empuxo ao nível do mar. O L15 utiliza tanques pressurizados como sistema de alimentação. Em 2008 foram realizados ensaios a frio e o primeiro ensaio do modelo em desenvolvimento. Este ano será concluída a fabricação do modelo de engenharia e estão programados vários ensaios em banco. A fabricação do L-15 permitirá o desenvolvimento dos processos de fabricação e integração das partes da câmara de combustão para a refrigeração regenerativa.

O motor L75, que está em sua fase de projeto preliminar, terá capacidade de gerar 75 kN de empuxo no vácuo. Este motor operará com querosene e oxigênio líquido e terá um sistema de alimentação por turbobomba de ciclo aberto, em vez de tanques pressurizados.

Para o Capitão carvalho, essa turbobomba representará um salto tecnológico devido à complexidade de operar com rotação acima de 30 mil RPM, além de estar submetida a gradientes de temperatura da ordem de 1.000 K, entre a bomba oxidante e a turbina. “É um projeto desafiador e diferente dos demais do ponto de vista tecnológico”, comenta Torres. O desenvolvimento do L75 abre portas para que a indústria nacional participe como parceira e fornecedora do setor espacial brasileiro. “É este o nosso anseio”, comenta Carvalho.

Fonte: Revista Espaço Brasileiro

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Vinte e cinco oficiais-generais recém-promovidos das três Forças Armadas foram apresentados ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Clube do Exército, nesta segunda-feira, dia 14.

O evento teve a presença do Vice-Presidente, José Alencar, e do Ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na solenidade, quatro oficiais da Marinha, 19 do Exército e dois da Força Aérea Brasileira (FAB).

O Ministro Jobim discursou na solenidade e destacou a importância das Três Forças atuarem interligadas. “Esta é uma oportunidade muito especial em que me dirijo a líderes dos escalões mais elevados das Três Forças para externa-lhes a minha convicção da importância do papel que os senhores desempenharão neste processo. Jamais percam de vista que a fortaleza do nosso sistema de defesa nacional se baseia na nossa capacidade possuir aptidão para operar em conjunto”, lembrou.

Durante o encontro com os oficiais generais, o presidente destacou os trabalhos que vem sendo realizados pelas três Forças, ressaltou a aquisição de equipamentos para as Forças Armadas e acrescentou que a compra das aeronaves de combate para a FAB deverá ficar para o próximo ano. “No início de 2010 deveremos tomar a decisão”, garantiu.

Ele também lembrou a importância dos militares para o desenvolvimento do país. “Como vocês sabem, faço sempre questão de viajar pelo Brasil para acompanhar, pessoalmente, o andamento dos principais programas do governo.

Nessas ocasiões, posso verificar como as Forças Armadas vêm desempenhando um papel fundamental nas transformações que estão em curso em nosso país”.

Fonte: CECOMSAER

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Embraer Phenom 300 - foto Embraer

Primeiras entregas da aeronave executiva começarão nas próximas semanas

O jato executivo Phenom 300, da categoria light, da Embraer, foi
certificado hoje pela Federal Aviation Administration (FAA), autoridade aeronáutica dos Estados Unidos, que concedeu o Certificado de Tipo seguindo a mesma ação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em 3 de dezembro. Todas as metas do projeto foram atingidas ou superadas, e as primeiras entregas começarão nas próximas semanas.

certificado_Phenom“Estamos satisfeitos em anunciar a certificação do Phenom 300 pela FAA”, disse Luís Carlos Affonso, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Executiva. “Com características únicas e inovadoras no segmento de jatos leves, a competitividade do Phenom 300 cresceu significativamente, graças a melhorias no desempenho de pista, alcance, velocidade e consumo de combustível, recentemente anunciadas.”

O alcance máximo do Phenom 300, originalmente projetado em 3.334 quilômetros (1.800 milhas náuticas), foi estendido para 3.650 quilômetros (1.971 milhas náuticas) com seis ocupantes e reservas NBAA IFR. O desempenho de pista também foi melhorado significativamente sobre as metas iniciais. O comprimento de pista para decolagem, com o jato no peso máximo de decolagem, é agora de 956 metros (3.138 pés), consideravelmente melhor do que o planejado de 1.127 metros (3.700 pés), enquanto a distância de pista para pouso com o peso máximo de aterrissagem foi melhorada para 799 metros (2.621 pés), ou 100 metros (329 pés) a menos do que a meta inicial de 899 metros (2.950 pés).

Para vôos de e para aeroportos com restrições devido à altas emperaturas ou grandes altitudes, o Phenom 300 excedeu as metas de alcance. Por exemplo, o avião pode decolar com peso máximo de decolagem e atingir a capacidade máxima de alcance a partir de Aspen, no Estado do Colorado, nos Estados Unidos. O desempenho de subida também superou as expectativas, permitindo à aeronave decolar ao nível do mar com peso máximo e alcançar o teto peracional de 45 mil pés em apenas 26 minutos. Equipado com dois eficientes motores Pratt & Whitney Canada PW535-E, o consumo de combustível do Phenom 300 é até 6% melhor do que o originalmente estimado.

A velocidade máxima de 453 nós (True Air Speed – TAS) foi validada durante a campanha de testes de certificação. Certificado sem restrições, o Phenom 300 está apto a voar de acordo com as Regras de Vôo Visual (Visual Flight Rules – VFR) e Regras de Vôo por Instrumentos (Instrument Flight Rules – IFR), dia e noite, e em condições conhecidas ou previstas de gelo.

A aeronave também cumpre os requisitos de ruído externo, Estágio IV, tendo sido certificada com a margem cumulativa de 24 EPNdB.

O altamente intuitivo sistema Prodigy® flight deck, baseado nos aclamados aviônicos Garmin G1000, foi concebido a partir da experiência acumulada pela Embraer no desenvolvimento de projetos orientados a fatores humanos. Sua filosofia quiet and dark, combinada com características ergonômicas excepcionais, oferece avançado alerta situacional e automação, gerando baixa carga de trabalho, o que possibilita ao jato ser operado por apenas um piloto.

O interior do Phenom 300 foi projetado para oferecer espaço e conforto sem precedentes na categoria de jatos light. As janelas, o volume da cabine e o compartimento de bagagem são os maiores entre todos os jatos desta classe. A seção transversal Oval Lite beneficia os passageiros com amplo espaço para pernas e cabeça, resultando em uma experiência única de viagem.

Além de seus incríveis conforto e desempenho, o Phenom 300 também estabeleceu um novo patamar em termos de robustez, simplicidade na manutenção, e despachabilidade. Projetado para uma vida de 35 mil horas de vôo, o avião também oferece outras características únicas que elevam o Phenom 300 ao mais alto nível entre os jatos light: SmartprobesTM, que aumentam a confiabilidade e reduzem as tarefas de manutenção; freios de carbono, que permitem 60% menos substituições; sistema brake-by-wire; sangria quente para o sistema de anti-gelo do estabilizador horizontal e asas; e ponto único de reabastecimento de combustível.

A partir de 1º de Fevereiro de 2010, o preço de lista do Phenom 300 será de US$ 8,14 milhões em condições econômicas de 2010, para um avião na configuração básica FAA.

FONTE: Embraer

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‘Desafio Poder Aéreo’ 13 – resposta

desafio-13

Northorp XP-79

Primeiro avião-foguete construído nos EUA que chegou a voar. Rebocado por um P-38, o voo aconteceu em 5 de julho de 1944.

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CINDACTA II operará com software da Atech em 2010

ATECH-sagitario-FOTO-PA

Evandro Fadel

O Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 2), com sede em Curitiba, deve começar a operar, em março do próximo ano, um novo software de controle de voo, com tecnologia totalmente brasileira. “A vantagem desse software é que nos dá uma capacidade maior de controle e gerenciamento”, disse nesta segunda-feira, 14, o comandante interino do Cindacta 2, coronel Leônidas de Araújo Medeiros Júnior.

O software, conhecido como Sagitário (Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional), já está em testes na unidade paranaense, instalada em um prédio de quatro andares totalmente subterrâneo. Segundo o coronel, uma das novidades do novo sistema é que ele informa qualquer possível conflito de voo antes mesmo de as aeronaves deixarem o chão. O software segue todas as práticas e recomendações do mercado internacional, incluindo as da Eurocontrol (Organização Européia para a Segurança da Navegação Aérea).

“É também um software brasileiro, que tem duas grandes vantagens: primeiro, pode-se implementar qualquer atividade operacional e ter pronta resposta e, segundo, o custo é bem menor, em alguns momentos até dez vezes menor”, disse Medeiros Júnior. O software foi desenvolvido durante dois anos pela empresa Atech, que trabalha em conjunto com a Força Aérea Brasileira (FAB). A expectativa é que até 2012 todo o País esteja coberto com esse sistema. “Se os investimentos governamentais continuarem, até 2012 teremos retirado todo o atraso tecnológico que porventura exista”, garantiu o coronel.

Entre as novidades, a solução traz o fundo de tela cinza, o que torna menos cansativo para os olhos do que os negros que estão no software atual, o X4000. Ele também ganha mais contraste de cores, facilitando a identificação das funcionalidades. De acordo com a Atech, o teclado deve ser praticamente descartado, tornando-se opcional o uso. O operador pode, com apenas um clique no mouse, alterar graficamente uma rota de voo ou até mesmo estabelecer novas rotas caso haja situação de conflito entre aeronaves. Também é possível enviar mensagens para os pilotos, como se fosse um torpedo de celular. O software já vem preparado para receber aplicativos necessários para a navegação do futuro, quando controladores e pilotos devem se comunicar via satélite.

FONTE: Estadao.com.br

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vinheta-clippingA Embraer anunciou um acordo com o China Development Bank (CDB) para financiamento de aeronaves, que poderá ascender a 2,2 mil milhões de dólares (1,48 mil milhões de euros), nos próximos três anos.

O acordo tem como objectivo aumentar as oportunidades de aquisição de aeronaves da Embraer, “focado no desenvolvimento da aviação regional na China”, salientou o fabricante brasileiro num comunicado.

O memorando de entendimento foi assinado entre o CDB Leasing, com sede em Shenzhen, a maior companhia financeira de leasing do CDB e uma das mais importantes instituições internacionais de financiamento de aviação.

Recorde-se que a Embraer é, em consórcio com a EADS, o maior accionista da portuguesa OGMA, detendo ambos 65 por cento do capital daquela empresa portuguesa.

O Estado português detém os restantes 35 por cento da OGMA, através da “holding” Empordef.

FONTE: Opção Turismo

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B-52 com X-51 - foto USAF

A USAF (Força Aérea dos EUA) informou que o X-51A “Waverider” foi carregado em voo no dia 9 de dezembro, pela primeira vez, sob um B-52H.  O teste, que foi realizado a partir da Base Aérea de Edwards, é uma preparação para o X-51 acender seu estato-reator “scramjet” no início do ano que vem, esperando-se que atinja velocidades hipersônicas por aproximadamente 5 minutos. Após o voo, o x-51 deverá cair no Oceano Pacífico, não havendo planos para recuperá-lo. Quatro X-51 já foram construídos.

O teste compreendeu uma subida até 50.000 pés e verificação de diversos dados com o X-51A preso ao B-52, como performance, qualidades de manobrabilidade, funcionamento dos displays da área de comando e a integração dos softwares. O X-51A demonstrou, segundo a USAF, que pode se comunicar com o B-52H utilizando uma interface modificada da Joint Direct Attack Munition – trata-se de uma forma de aproveitar tecnologias já existentes para baixar os custos.

Para antes do voo hipersônico, programado para meados de fevereiro de 2010, está agendado um ensaio completo em meados de janeiro, sobre o Oceano Pacífico. Para o voo hipersônico, que será iniciado a aproximadamente 50.000 pés, um foguete de combustível sólido (booster) deverá levar o X-51 a Mach 4,5. Com o descarte do foguete, o sistema de propulsão, com combustão supersônica ramjet (supersonic combustion ramjet propulsion system, ou scramjet) será ligado para funcionar por 300 segundos, esperando-se que faça o X-51A atingir seis vezes a velocidade do som.

O motor scramjet do modelo foi construído pela Pratt & Whitney Rocketdyne. No início do funcionamento, queima uma mistura de elileno com combustível JP-7, passando a utilizar, na sequência, apenas este último, capturando o oxigênio da atmosfera rarefeita para a queima. Segundo o informe, o motor é ”resfriado” pelo próprio JP-7,  de tal forma que, ao mesmo tempo em que o combustível é aquecido até uma temperatura ótima de combustão, ajuda o motor a suportar as altas temperaturas de operação.

FONTE / FOTO: USAF

SAIBA MAIS (sobre o X-51A e outros projetos avançados de propulsão):

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