vinheta-clippingO governo venezuelano acusou nesta quinta-feira os EUA de violarem seu espaço aéreo, em supostas manobras preparatórias para um ataque. Autoridades americanas rechaçaram a acusação.

O Ministério das Relações Exteriores venezuelano não listou exemplos de tais violações, mas afirmou que os EUA usam “os territórios coloniais de Aruba e Curaçao na preparação de uma agressão militar contra a Venezuela”.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem reclamado repetidamente contra a permissão concedida pela Holanda que os EUA usem ilhas como apoio para o monitoramento do tráfego aéreo na América Sul relacionado ao narcotráfico. Aruba fica a cerca de 30 quilômetros da costa venezuelana.

Também é comum nos discursos de Chávez a acusação de que os EUA tramam uma conspiração para derrubá-lo do poder. Em 2002, o líder venezuelano sofreu um golpe militar, de curta duração, pelo qual os EUA negam qualquer envolvimento.

Um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Stephen Lucas, negou que os voos militares americanos realizados a partir de Aruba e Curaçao estejam violando o espaço aéreo venezuelano. Ele também negou qualquer outro propósito nessas operações além do combate ao tráfico de drogas.

“O motivo da existência de nossas operações nas ilhas de Curaçao e Aruba é contra o tráfico de drogas, e não tem absolutamente nada a ver com política ou outros eventos na Venezuela”, afirmou.

FONTE: Folha Online / Associated Press

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E a decisão final continua no ar…

Entrou areia grossa na bilionária compra dos 36 caças Rafale, produzidos pela França. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem dito aos mais próximos que o comando da Aeronáutica se decidiu pelos caças suecos, fabricados pela Gripen (sic) – recusando-se, assim, a chancelar o negócio com os franceses, como deseja Lula. Nessas conversas, Jobim admite que, quando deixar o ministério, em abril, nenhuma solução terá sido dada.

FONTE: Veja – Radar On-line

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Em 2006, o Rafale era 10 vezes mais caro de voar que o F-5

vinheta-destaque-aereoComo já foi amplamente divulgado, os preços dos concorrentes do Programa F-X2 não podem ser revelados, até que o vencedor seja definido. Mas informações disponíveis em algumas fontes podem nos ajudar a estimar com alguma precisão o preço unitário dos caças, com base em contratos firmados anteriormente e de conhecimento público.

O Rafale, favorito do governo brasileiro e considerado o mais caro dos três concorrentes, tem números impressionantes.

Segundo documento da Assemblée Nationale de 2007, o custo unitário do Rafale seria:

  • 52,8 milhões de Euros para o Rafale C
  • €56,6 milhões pelo Rafale B
  • €60,8 milhões pelo Rafale M

Por inferência, cada Rafale C custaria em torno de R$ 132 milhões a unidade (com Euro  à cotação de R$2,50). Para adquirir 36 aeronaves, o Brasil pagaria em torno de R$ 4,8 bilhões, sem incluir armamentos e transferência de tecnologia, o que certamente elevará o valor final.

Outro documento do Senado Francês estima o custo total de desenvolvimento do Rafale, em 2008, de €39,6 bilhões (R$ 99 bilhões). O custo unitário do Rafale é apresentado variando entre €64 e €70 milhões a unidade (R$ 160 e R$ 175 milhões), dependendo da versão.

Do custo total de pesquisa e desenvolvimento (P & D), 25% foi pago pelas indústrias (Dassault/Thales/Snecma) e 75% pelo Estado Francês (leia-se, contribuinte francês).

Mais um documento da Assemblée Nationale revela que o custo operacional do Rafale é de 12 a 13% superior ao do Mirage 2000, o que é considerado um bom número, já que o Rafale é bimotor e mais sofisticado.

O custo da hora de voo do Rafale M, em 2006, era de € 35.000 (R$ 87.500) e espera-se reduzir esse custo para € 12.000 (R$ 30.000). Como comparação, temos o custo da hora de voo do F-5 usado pela FAB, segundo o EMAER, que era de US$ 4.251,21 (R$ 7.400) em 2006.

Como se pode verificar, a eventual aquisição do Rafale para a FAB demandará recursos bastante elevados e que estão bem fora da realidade da Força. Se o Governo vier mesmo a optar pelo caça francês, terá de aumentar sensivelmente o aporte de recursos para a FAB nos próximos anos, para que os aviões tenham um nível de operacionalidade adequado.

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Ataque no Suriname: FAB repatria 31 brasileiros

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Uma operação conjunta entre a Força Aérea Brasileira (FAB), Ministério da Defesa e Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República repatriou, no dia 30 de dezembro, 31 brasileiros que manifestaram desejo de retornar ao Brasil após os incidentes ocorridos na localidade de Albina, no Suriname. Três deles estavam hospitalizados em Paramaribo, capital do país, e foram conduzidos ao Hospital Ordem Terceira,em Belém, onde receberão os cuidados especiais exigidos. Os repatriados desembarcaram às 22h30 (horário de Brasília) no Aeroporto Internacional de Belém, no Pará.

O avião Hércules C-130 da FAB, do primeiro esquadrão do primeiro Grupo de Transporte (1º/1º GT), sob o comando do Major-Aviador Mauro Henrique Monsanto da F.E. Souza, decolou da Base Aérea de Brasília rumo ao Suriname às 12h37 do dia 30. Além da equipe da FAB, participaram da missão os representantes do Itamaraty, Ministra Luiza Lopes da Silva; da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Clarissa Correa de Carvalho; e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Erasmo Lopes. Dois médicos, um enfermeiro e um técnico em enfermagem, também fizeram parte da operação com o objetivo de prestar cuidados no transporte e remoção dos brasileiros hospitalizados.

“Esse tipo de missão é um procedimento padrão em crises envolvendo brasileiros no exterior. Quando ocorre uma catástrofe natural, guerra ou outras situações graves, é responsabilidade do Itamaraty verificar se os brasileiros estão bem. Repatriamos aqueles que estão em risco ou desvalimento, ou seja, sem condições de se sustentarem financeiramente”, explicou a Ministra Luiza Lopes da Silva, do Itamaraty.

Depois de cinco horas de vôo, a aeronave da FAB aterrissou, às 17h40 (horário de Brasília), no Aeroporto Internacional Johan Adolf Pengel, em Paramaribo, capital do Suriname. No embarque, bastante aliviados, os brasileiros contaram como foram os dias de tensão no incidente na cidade de Albina.

“O alojamento em que eu estava fica em cima de um rio. Permaneci em baixo do assoalho, na água, só com a cabeça de fora por mais de duas horas. Ouvia muitos gritos, pensei que ia morrer”, relembra Martim Carvalho Brito, 41 anos, que há seis meses estava no Suriname trabalhando no garimpo. “Estou feliz e agradecido à FAB, pois precisávamos desse resgate”, complementa.

Quem também se lembra dos momentos de agrura vivenciados às vésperas do Natal é o goiano Vilmar Alves Pereira, 49 anos, trabalhador da construção civil na cidade de Solohan, próxima a Albina. Desde 2005 no Suriname, o brasileiro foi agredido na cabeça com garrafas e pedaços de madeira. “Fui ao Suriname procurar um futuro melhor, mas estou voltando sem nada. Perdi todo o dinheiro que possuía. Fiquei só com a roupa do corpo”, ressalta Pereira.

Mesmo após o incidente, ainda há muitos brasileiros que pretendem continuar tentando a sorte no garimpo no Suriname. Apesar do medo, o maranhense Wilton Alves da Rocha, 39 anos, há oito anos naquele país, não pensa em retornar ao Brasil, pelo menos por enquanto. Traumatizado com os acontecimentos ele prefere nem circular pelas ruas. “Parece que já estava tudo programado contra os brasileiros. Os ataques foram muito violentos. Senti muito medo de morrer e acho que sobrevivi porque mergulhei no rio e depois me embrenhei a noite toda em um matagal”, afirma Rocha. “Mas vou permanecer aqui porque perdi tudo. As minhas coisas, inclusive dinheiro, roupa, foram roubadas. Preciso recomeçar”, disse o brasileiro.

O embaixador do Brasil no Suriname, José Luiz Machado e Costa explicou que a situação no local dos incidentes está bem mais tranqüila. De acordo com ele, o governo do Suriname já tomou todas as medidas para estabilizar a área a fim de manter a paz e a ordem. O embaixador considerou ainda que o incidente foi um ato restrito. “Estamos considerando como um caso isolado e não como algum tipo de ação dirigida contra o Brasil e os brasileiros. A embaixada não está fazendo nenhuma orientação no sentido de induzir os brasileiros a irem ou não a determinadas áreas.Nós temos sim uma política de sempre orientar os brasileiros que se dirigem à região para refletir sobre as dificuldades que vão encontrar num país de língua e culturas diferentes”, explicou Costa.

A poucos minutos do desembarque em Belém, os brasileiros já não continham a ansiedade no avião da FAB para rever os parentes que os aguardavam no saguão do aeroporto. Quando o aviso de que já estavam prestes a aterrissar foi dado, um misto de alívio e felicidade tomou conta dos repatriados. “Quero dar um abraço na minha família e correr para casa”, afirmou Maurici Dias Alves, 38 anos, que estava havia nove meses no Suriname.

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FONTE/FOTO: CECOMSAER/FAB

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