Eurofighter Typhoon rumo aos 300

300th centre fuselage section eurofighter - premium aerotec

Premium AEROTEC entrega a 300ª seção central de fuselagem para o programa Eurofighter

A Premium AEROTEC informou no último dia 8 de dezembro a entrega da 300ª seção central de Eurofighter Typhoon. Segundo a empresa, que informa ser a maior fornecedora de estruturas entre as companhias parceiras da Eurofighter Jagdflugzeug Gmb, a seção foi entregue dentro do prazo.

A empresa alemã situada em Augsburg vem produzindo as seções para as aeronaves das quatro forças aéreas envolvidas no programa (Grã Bretanha, Espanha, Itália e Alemanha), assim como para os clientes internacionais (Áustria e Arábia Saudita). Elas são enviadas para as linhas de montagem finais do Typhoon na Alemanha (Manching), Itália (Torino), Espanha (Getafe) e Grã-Bretanha (Warton).

A seção central mede aproximadamente 6 metros de comprimento, sendo construída em alumínio com reforços de titânio, com revestimento externo de material composto com fibra de carbono (CFRP -carbon fibre reinforced plastics), combinando robustez e leveza. Considerada a ”espinha dorsal” da aeronave a seção central sustenta todo o stress da estrutura nos voos supersônicos e manobras. A estrutura contém tanques integrais, tubulações de ar para os motores, componentes eletrônicos e hidráulicos, sendo que a cabine, a seção posterior (com os motores), as asas e o trem de pouso principal são montados diretamente nesta seção central.

300th centre fuselage section eurofighter assembly - premium aerotec 

FONTE / FOTOS: Premium AEROTEC

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8 Comentários to “Eurofighter Typhoon rumo aos 300”

  1. ZE disse:

    Esse é um projeto vencedor, ao contrário do Rafale.

    Cada um dos 4 países do consórcio Eurofighter sabiam que não teriam dinheiro suficiente para desenvolver um caça de forma independente.

    Daí, resolveram se unir.

    Vejam a diferença de escala entre o Eurofighter e o Rafale.

    Enquanto que o primeiro terá sua evolução garantida pelos números de vetores produzidos, o segundo simplesmente terá que rezar pela boa vontade do Estado Francês.

    O problema é que a França não está exatamente nadando em dinheiro.

    O Eurofighter vai a caminho do número 300, enquanto que a França (orgulhosamente só) vai a caminho do número 82.

  2. Ivan disse:

    ZE,

    Vc é cruel, muito cruel…

    Ivan.

  3. Ivan disse:

    ZE,

    Na verdade EuroFighter e Rafale nasceram na mesma época, mas por diversas razões seguiram caminhos diferentes.

    Por volta de 1983, as forças aéreas de cinco países europeus – Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha – começaram a trabalhar em conjunto para definir as especificações para uma aeronave de caça de quarta geração, para entrar em serviço em meados dos anos da década de 1990, para enfrentar as novas ameaças soviéticas, os manobráveis e velozes Mig-29 e Su27.

    No início de 1985, Grã-Bretanha, Alemanha Ocidental, Itália e Espanha, estavam direcionadas a seguir a linha do demonstrador EAP, em construção no momento, enquanto os franceses estavam insistindo em um avião derivado do projeto Rafale, ligeiramente mais leve.

    Usando uma expressão da época, a França estaria “no banco do motorista”, a aeronave seria um projeto francês, construído por um consórcio com a Dassault à frente, como um sócio maior.
    O desgaste pode ser imputado também à falta de comunicação entre os interessados, ou até mesmo pré-conceito.
    Falasse que os franceses disseram que estavam trabalhando em um programa, o Rafale, seu próprio empreedimento e convidou os outros quatro parceiros Europeus para aderir ao seu processo.
    Isto não seria estranho no programas internacionais de aeronaves modernas. No entanto, se todos os outros estavam pensando em termos de uma colaboração na qual seriam iguais, de acordo com os investimentos, a atitude francesa foi desestimulante, para dizer o mínimo

    Um oficial britânico, comentou na época:
    “One wonders what France would have demanded had it not been interested in collaboration and had it simply wanted to put us off the idea.”

    Ficou então a versão que a França desejava uma avião ligeriramente mais leve e com uma versão aeronaval, pois era e ainda é o único país da Europa Ocidental a operar porta aviões convencionais (com catapultas).
    Ao longo do último semestre de 1985, os franceses e os outros países envolvidos nas negociações se separaram, com alguma relutância da Alemanha que queria todos juntos.

    Embora a Grã-Bretanha e Espanha desejassem um caça multirole, a Alemanha Ocidental e a Itália estavam interessados apenas em uma máquina para superioridade aérea.
    Após negociações, os 4 (quatro) restantes acertaram suas diferenças, com um acordo geral sobre as especificações fechado em Dezembro de 1985.
    A especificação formal para o “EFA (European Fighter Aircraft)” foi lançado em setembro de 1987, com produção prevista para começar em 1992. Um contrato de desenvolvimento formal foi atribuído ao renomeado “Consórcio Eurofighter” em 23 de Novembro de 1988, especificando a entrega de oito protótipos.
    Ou seja, quase uma década de negociações para a projeção de início de produção.

    É muito importante anotar que a aeronave foi centrada sobre a missão de superioridade aérea, mas poderia realizar ataque ao solo como uma missão secundária. Era para ter alta performance, alta manobrabilidade, e comportamento dócil. Deveria ter também uma seção transversal baixa para o radar (RCS) e ser capaz de operar em pistas curtas, inclusive próxima a frente de combate.

    Neste ponto da história do Typhoon, que ainda não era Typhoon, é importante notar que a prioridade era SUPERIORIDADE AÉREA, em que pese as exigências de capacidade multirole da RAF e do Ejército del Aire. Exigências estas que depois se tornaram muito salutares.

    Então acabou a Guerra Fria, caiu o Muro de Berlin e veio a unificação da Alemanha e todo o projeto de um caça pan europeu ficou novamente em risco…

    Mas isso é outra história…

    Abç,
    Ivan.

  4. ZE disse:

    “Ivan em 13 dez, 2009 às 3:36

    ZE,

    Na verdade EuroFighter e Rafale nasceram na mesma época, mas por diversas razões seguiram caminhos diferentes…”

    Ótima matéria, Ivan. Eu já conhecia a história.

    Só para completar, se você me permitir… Um pouco mais à frente, o programa Amsar (AESA para o Typhoon e o Rafale) também desandou.

    A “única” diferença agora é que o consóricio Eurofighter GmbH vai produzir mais de 550 vetores, enquanto que os franceses do Rafale…

    Bem, os franceses do Rafale cortaram por duas vezes a previsão total de compra. De 336 vetores, foram para 294 e agora estão prevendo comprar 286 Rafale.

    Não duvido acerca da compra desse número de 286 vetores.

    O problema é a linha de produção, que originalmente podia confeccionar 25 vetores ao ano, foi redimensionada para a produção de 13 Rafale ao ano.

    Esse downgrade se deu por razões financeiras: Eles simplesmente não têm dinheiro para comprar o número de caças desejáveis.

    Isso foi feito para manter a linha de produção do Rafale aberta. É melhor produzir poucos caças do que fechar a linha de produção.

    Os recentemente anunciados 60 Rafale vão ser entregues em largíssimos anos.

    O custo dessa aeronave vai se manter muito alto.

    Provavelmente, o Rafale é o maior “pepino” da história da Força Aérea Francesa (seu principal operador. O outro é a marinha).

    Não se justifica a compra desse caça pelo Brasil. A indústria não o quer. A FAB não o quer.

    Para se ter uma idéia, o jornal “O Globo” publicou hoje uma reportagem acerca da penúria das nossas forças armadas. Como já referido por mim neste blog, cerca de 80% do orçamento das nossas F.A. vão para pagar salários e benefícios.

    Cerca de 13% para o seu custeio…

    E pasme, só 7% para o investimento. Segundo a matéria, a situação tende a piorar.

    Não tenho nada contra esse ótimo caça, porém não temos dinheiro para comprá-lo, e principalmente operá-lo.

    Se o Rafale fosse a única alternativa, eu seria a favor de adquirí-lo, mas temos outros 2 concorrentes, igualmente tão capazes quanto o vetor gaulês.

    Atente para o fato que os próximos upgrades do Rafale irão ser morosos pela falta de dinheiro. Como esse caça não tem ESCALA, tudo nele será mais caro e mais demorado.

    Segundo a própria Dassault, o último caça seria entregue ao Brasil em 2017. Em 2020 irá (se não houver contratempo) ocorrer o midlife upgrade.

    Você já parou para pensar no custo altíssimo desse upgrade ?

    Custo sempre teve, tem, e sempre terá relação com ESCALA.

    Os números do vetor francês são PEQUENINOS, DIMINUTOS. Os números do Eurofighter e do Super Hornet são SUPERLATIVOS.

    Potencialmente, os números do Gripen NG também poderão ser grandes, visto que trata-se de um upgrade de um vetor que já existe (Gripen C/D) e não de um projeto completamente novo.

    Já há mais de 200 Gripen voando. Eles poderão, parcialmente, ser trazidos para o padrão Gripen NG (Gripen E/F). São muitíssimos mais baratos, tanto de serem comprados, quanto operados.

    Seu motor é um grande sucesso. Quase 900 deles já foram produzidos. É o favorito para ganhar a licitação do motor do Hal Tejas (inicialmente, o número a se contratado é de 80 motores, porém tal número pode chegar a 120 unidades). Trata-se, portanto, de um motor com GRANDE ESCALA E BAIXOS CUSTOS.

    Devemos lembrar que cerca de 1/3 do custo de um avião é com o seu motor.

    No mundo pós crise (a crise ainda está longe de acabar), arrisco dizer que os F16 e os Gripen NG terão uma grande vantagem face aos outros vetores

    Em suma, temos várias (2) alternativas ao Rafale.

    []s

  5. Dalton disse:

    O Charles de Gaulle utiliza catapultas C13 americanas e equipamento de parada mark VII também americano!

    A aeronave de alerta aereo antecipado é o Hawkeye da Grummann, também americano!

    Os super etandard estáo recebendo bombas da Raytheon, também americana e que logo serão incorporadas aos Rafales!

    Não teria sido melhor a marinha francesa ter adquirido Super hornets e terem continuado com o Eurofighter para a Força aerea?

  6. Francisco AMX disse:

    “Para se ter uma idéia, o jornal “O Globo” publicou hoje uma reportagem acerca da penúria das nossas forças armadas. Como já referido por mim neste blog, cerca de 80% do orçamento das nossas F.A. vão para pagar salários e benefícios.”

    E a culpa disso agora tb é do Lula? CLARO QUE NÃO!
    A culpa exclusiva disso é dos militares! os mesmos que vcs não questionam sobre a “hipotética” escolha de outro vetor e não do Rafale! pensem nisso!
    A FAB o EB a Marinha… não são essa ilha de excelência que muitos querem emplacar aqui! não mesmo! eles erram, e não é pouco! lembre-se que não é só de operacional que vive uma instituição! ela vive tb de estratégia política e inteligência, e parece que a FAB não entende nada disso! deixou-se inchar demais! ao invés de enxugar e se tornar mais profissional ela fez o contrário! lamentável!

    ZE, como já te disseram no fundo o Rafale não tem nada a ver com o Typhoon! por isso eles não são os mesmos… e vamos combinar… se o amigo acha mesmo que serão quase 300 Rafales só para a França, eu acho isso um sucesso! pois o Typhoon, segundo suas palavras, vendido para uns 6 países, vai ficar em 500 unidades… já parou para pensar na possibilidade de venda do Rafale para mais países? Brasil, Kwait, EAU… Líbia… e pode haver mais… o Rafale poderia chegar perto dos números do Typhoon, lembre-se que ele tb é naval, diferente do Typhoon!

    Abs

  7. Nunão disse:

    Francisco, em relação ao assunto de enxugamento / reestruturação, considero esse um ótimo debate, que costumo sugerir por aqui com alguma frequência.

    Difícil de ser debatido, contudo, como mostram algumas respostas à nota do Blog da matéria que está no link abaixo. A reação a esse espinhoso tema costuma ser um tanto simplista e caminhando para o lado contrário, o de inchar ainda mais, quando essa questão poderia ser aprofundada numa discussão de alto nível:

    http://www.aereo.jor.br/2009/07/15/racionalizacao-a-francesa/

    Desejo boa sorte em prosseguir nessa interessante discussão, nesta ou em outras futuras matérias que tiverem a ver com o tema.

  8. Dalton disse:

    O Rafale tem uma versao naval sim…mas…além dos EUA, a França é a unica marinha a a operar com catapultas C13 que permitem uma maior eficiencia aos Rafales.

    mesmo que a França cosntrua seu segundo porta-avioes, o nr de Rafales navais necessariamente não dobrará, já que um dos 2 porta-avioes estará em manutençao ou operando como porta-helicopteros, alias como já fizeram com a dupla Foch e Clemeanceau.

    Com a entrada em serviço do F35B é provavel que a maioria das naçoes com porta-avioes menores e sem catapultas optem por ele.

    Quanto ao Sao Paulo…ele pode sim operar com Rafales de forma limitada, mas, quanto tempo de vida terá o São paulo quando e se, nossa marinha receber os Rafales?

    abraços

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