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F-16 em alerta de defesa aérea nos EUA: no ar em 7min15seg

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F-16 alerta aéreo - foto USAF

Na foto acima, o F-16 pilotado por um capitão do 55º Esquadrão de Caça da USAF, se aproxima de um Cessna voado pela patrulha aérea civil da Carolina do Sul (EUA), como parte do exercício “Fertile Keynote”, em 19 de novembro passado. A foto aparenta ter sido tirada do próprio Cessna, enquanto o F-16 executava uma manobra “head butt”, para redirecionar o intruso para a rota apropriada depois de tentativas de comunicação mal-sucedidas.

Clicando na foto para ampliar, pode-se ver as faixas indicativas dos mísseis AMRAAM. Da frente do míssil para trás, há uma faixa amarela, seguida de duas marrons, o que indica que se trata de um míssil operacional para combate, com cabeça de busca / aviônicos ativos (faixa amarela) além de ogiva e propelente também ativos (faixas marrons). No caso de mísseis empregados em treinamento, as faixas são azuis (podendo haver combinações de mísseis com propelente ativo mas cabeça de busca não ativa, para simular lançamentos sem engajar, ou de mísseis com cabeça ativa mas sem propelente, que podem indicar que o alvo está na mira, mas sem lançar o míssil etc, o que produz combinações das cores azul, marrom e amarela). A faixa amarela que indica a cabeça de busca ativa dos Sidewinder também pode ser vista, apesar da visão do resto desses mísseis estar bloqueada pelas asas.

O F-16 da foto opera a partir da Base Aérea de Shaw, dando suporte à Operação “Noble Eagle”, que provê alerta imediato no espaço aéreo dos EUA, além de proteger eventos significativos como movimentos do presidente norte-americano e lançamentos de ônibus espaciais.

O tempo médio divulgado para um F-16 em alerta estar no ar é de 7 minutos e 15 segundos a partir do som do alarme. Reparar na configuração do F-16 para esta missão: dois tanques subalares, dois mísseis ar-ar de curto alcance e orientação por infravermelho e dois mísseis de médio alcance e orientação por radar ativo.

FONTE / FOTO: USAF

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29 COMMENTS

  1. Para esse tipo de missão eu acho o armamento exagerado (2 AIM9X e 2 AIM120C)
    Acho que bastariam 2 (ou 4) Sidewinders AIM-9 “M”, mais o canhão.
    O Amraam não seria usado contra um alvo civil já que caso fosse necessário derrubá-lo teria que ter uma confirmação visual.
    Mas quem pode, pode.

  2. Pois é, Bosco, também achei.

    Mas vai saber: pode ser uma configuração que mostre que estão preparados tanto para interceptar aviões comerciais, particulares etc, mas também para, já que estão de alerta mesmo, interceptar / abater aqueles potenciais alvos do tempo dos alertas da Guerra Fria, que de qualquer forma estão por aí de novo. É a última linha de defesa, já no espaço aéreo dos EUA.

  3. em 7min ele está a 10 mil metros! 🙂 pronto para encarar o que der e vier!
    Ah como gostaria de ver 120 B60 na FAB… com TT… uma pena…

    Na verdade eu gostaria de ver ele, o SH, o Rafale, o Typhoon, o NG (pronto claro – rsrsrs), o F-15SE, o SU-35, o Mig-29/35 e, principalmente o F-35…
    Eu queria ver a FAB atualizada!
    Mas parece que alguns não foram interessantes no contexto político…

    Segue o Baile!

  4. No minuto que li o tema, lembrei dos ataques de 11 de setembro,
    inclusive vi posters com F16s sobrevoando New York e Washington,
    acima dos escombros e da fumaça…

    Tempos atras li que um dos F16 que voou para Washington para proteger a capital – havia varios voos ainda não identificados que poderiam estar nas maos de terroristas – foi preservado em um museu.

    sds

  5. Como o F-16 é lindo sem aqueles horrendos tanques conformais… Olhem que linhas, que aerodinâmica… 🙂

    Quanto ao alerta, pergunto aos colegas em quanto tempo os Jaguares de Anápolis se colocam em prontidão. Isso porque me recordo que quando do sequestro do avião em Goiânia um Mirage 2000 foi mobilizado para acompanhar o vôo, até que fosse rendido por um Tucano.

    Por fim, pergunto ao Bosco (principalmente): um AIM-9 é capaz de derrubar imediatamente um jato de grande porte, um Boeing 747, por exemplo? Pergunto porque me ocorreu que o AIM-120 pode ser esquema de prontidão para derrubar alvos maiores, muito embora eu não tenha certeza se a potência bélica de um e outro é diferente (apenas me parece que o AIM-120 tem uma carga explosiva maior).

    Abs.

    PS: ahhhh, nada como voltar aos posts técnicos… Nada como falar sobre o Tio Sam, já que falar sobre a FAB, aqui no Aéreo, SEMPRE dá pau, dado que o Porky´s é mais alerta para nos patrulhar que a USAF contra os terroristas, rsrsrs… 🙂

  6. “Francisco AMX em 08 dez, 2009 às 12:41”

    Francisco, só pra deixar claro, os 7 minutos e pouco são entre o soar do alerta e o momento em que as rodas do caça deixam o chão. Daí até os 10.000 seriam então outros quinhentos, quer dizer, outros setes…

    Quanto aos F-2000 que o Felipe perguntou, sinceramente eu não sei. Mas já vi simulações do tipo com o F-5, lá em Santa Cruz, com tempos até menores que esses sete minutos para decolar.

    Logicamente, não estou falando de taxa de ascenção após a decolagem.

  7. Felipe,
    pode sim.
    A gente pensa que um Sidewinder iria para a turbina por ser mais quente e poderia não derrubar o jato de grande porte, mas não é isso que ocorre.
    Com um míssil “all aspect” de terceira geração como o AIM-9M, em que o sensor é sensível a faixa da radiação IR do corpo do avião também e não só dos gazes quentes expelidos pelo motor o que ocorre é que o míssil vai para a centróide da “imagem” formada pelo sensor. Desse modo há grande possibilidade dele atingir a fuzelagem em um ponto crítico. Além do mais ele tem uma cabeça de combate de uns 10 kg de alta fragmentação que faz um grande estrago.
    A ogiva do Amraam é de uns 20 kg e também se orienta para a centroide do alvo.
    Um abraço.

  8. Só de curiosidade, até mesmo um Stinger de 10 kg com uma ogiva de 1 kg consegue em teoria derrubar um jato de grande porte por ser “all aspect” e seguir o mesmo princípio.
    Alguns sites dão a ogiva do Stinger como de 3 kg, mas são informações não oficiais. Nos sites oficiais do fabricante não há informação a respeito. Eu acho que 1 kg como informado por outras fontes é bem mais compatível com o “shape” do bicho.

  9. Bosco…

    o meu sidewinder é mais “simplinho” que o seu…basta acertar as
    turbinas e o avião cai…(rs) e mesmo que ele se aguente com uma turbina o piloto vai ter um trabalhão para mante-lo no ar…

    abraços

  10. Felipe,

    Os tempos de alerta, para a decolagem, na época do Mirage III, eram:
    A postos (piloto na aeronave): 2 minutos
    A tempo, próximo à aeronave: 5 minutos
    A tempo, em casa (5Km): 45 minutos.
    É provavel que os tempos de alerta do M2000 sejam semelhantes.

    No incidente do sequestro do VASP que pousou em Goiânia, em um dos pilotos foi morto:
    O sequestrador, parece, cogitou jogar a aeronave contra um prédio público em Brasília.
    Vários Mirage III se revezaram no acompanhamento da aeronave, com os Mirage armados de canhão apenas (250 cartuchos de munição ar-ar explosiva).
    Os Mirage estavam prontos para agir, em caso de ordem de tiro de destruição.
    Após o pouso do Boeing 737 em Goiânia, o sequestrador solicitou outra aeronave para ir a Brasília.
    Um C-95 foi colocado para a missão.
    Os F-103 ficaram de alerta em Anápolis, para o caso de ser necessário o acompanhamento/destruição do Bandeirante.
    O sequestrador foi dominado pela polícia ao entrar pela porta traseira do Bandeirante.
    Abraço,

    Justin

  11. Dalton, o problema é que um AIM-9X ou M, se acertar na turbina, com 10kg de explosivo, muito provavelmente irá causar um incêndio brutal e tb há uma chance grande de quebra da asa, isso até num grande 747…, dificilmente um grande avião tendo uma de suas turbinas atingidas por esta quantidade de explosivos teria apenas a turbina danificada ou perdida, levaria consigo a asa!
    Eu penso que o avião de porte de um 747, teria mais chances de sobreviver se o AIM-9 atingisse a fuselagem… já vi grandes aviões pousarem sem partes dela, partes brutais…, mas sem a asa? sem chance… eles não são um F-15… 🙂

    Abraço

  12. Pois é Francisco…

    estou pensando exatamente isso…o avião, sendo um grande comercial, sequestrado por terroristas tendo como alvo…
    a Casa Branca por exemplo, não chegaria até lá, após suas
    turbinas atingidas por sidewinders, a aeronave, sem turbinas
    e agora sem asas,(rs) como vc apontou, cairia, ou…o piloto mesmo que conseguisse pousar, teria um trabalhão para tentar manter a aeronave no ar, perdendo assim a casa do Obama de vista.

    lembro que os “pilotos” arabes que sequestraram as aeronaves americanas tinham apenas noçoes rudimentares de voo…o que complicaria ainda mais a pilotagem de uma aeronave avariada.

    Sabe me lá se um F16 não derrubou o voo que tinha como destino
    o capitolio ou a casa branca. Os passageiros foram heroicos com
    certeza…mas talvez o aviao tenha sido derrubado, porém, na ocasião
    ficou melhor junto a opiniao publica não mencionar que um aviao com americanos a bordo fora abatido por decisão do Presidente.

    abração

  13. No caso de um F-16 abater um 747 acertando a turbina pode ser fácil porque o caça pode se posicionar às 6 horas do jato, mas em caso de combate entre caças nem sempre isso é possível.
    Também um tiro na fuselagem, penso eu é mais efetivo que um tiro na turbina que em geral não é integrada a asa e sim ‘dependurada’ por um suporte. Talvez o missi destrua uma turbina e não danifique a estrutura da asa e o mesmo continue a voar com as outras 3.
    Já um tiro na célula do avião tem mais chances de causar dano estrutural, etc.
    Mas já que vocês querem vamos disparar outro Sidewinder ou então meter uns 200 balaços de 20 mm no calhorda.rrsr……

  14. Se os atuais mísseis se guiassem para a fonte de maior calor, ou seja, para a turbina, seria muito fácil seduzí-lo com iscas.
    Não sei se há algorítimos no sistema de processamento de um míssil de terceira geração em diante que possibilite ao mesmo optar por atingir a turbina em alguns casos pré-selecionados.

  15. 10 kg de explosivos acredito que é o suficiente para destruir a assa de qualquer avião, mas independente disso o próprio canhão rasgaria o avião sem qualquer problema e ainda ia economizar uns 80/90 mil dólares.
    sds

  16. Com certeza mísseis de Quinta Geração com “cabeça de busca com formação de imagem” pode selecionar a parte do avião que será atingida no modo LOBL (travamento antes do disparo) já que é possível ao piloto ver o que o míssil vê e selecinar na tela o ponto de impacto.

  17. Pomba Bosco, acho que sua resposta piorou minha dúvida, rsrs. Explico:

    10 kg de alto-explosivo numa ogiva de fragmentação parece muita coisa, mas não sei se é não. Já tive oportunidade de ver detonar esse tanto de TNT e quase isso de C4, e no chão é uma senhora explosão, mas num alvo em movimento a 800km por hora? No mais, recordo-me que certa feita Chicão disse que o míssil não explode “no” alvo, mas sim próximo dele. Confere?

    Iihhh, sei não, na dúvida, se sou o piloto, mando logo dois, ou dou no canhão e arranco a asa do bicho…

    Justin, me referia ao maluco que se matou com a filha, caindo num shopping de Brasília. Acho que foi esse ano, ou ano passado. Lembra? O Aéreo noticiou, na ocasião.

    Dalton: ninguém me tira da cabeça que o avião que caiu no 11/09/01, s.m.j. na Pensilvânia, foi derrubado, samicas por um F-16 mesmo. E que o que caiu no Pentágono foi um míssil, provavelmente fogo amigo (nunca se acharam os destroços do suposto avião).

    Abraços.

  18. Felipe,
    apenas uns 4 kg é de material explosivo. O restante é de balins de tungstênio num padrão anelar de explosão.
    Quanto a explodir ao lado ele tem uma expoleta de proximidade à laser mas só no caso de errar. O que se busca é um impacto direto usando uma trajetória proporcional baseada no ponto futuro do alvo.

  19. Bosco,

    Dificilmente isto acontece, mas vou divergir um pouco do amigo.

    “Para esse tipo de missão eu acho o armamento exagerado (2 AIM9X e 2 AIM120C).”

    Para mim parece adequado, por que uma aeronave em Quick Reaction Alert (QRA) deve estar pronta para decolar, interceptar e, se necessário, abater qualquer alvo.

    Nos países do hemisfério norte eram os temidos bombardeiros nucleares, que ainda existem, mas não são uma ameaça pronta, imediata.

    O que então uma aeronave em QRA tem para interceptar hoje, além dos OVNIs é claro?
    – Aeronaves perdidas e/ou desorientadas;
    – Aeronaves sequestradas ou suspeitas de sequestro;
    – Aeronaves em vôo ilícito (tráfico);
    – Aeronaves (tripuladas ou não) de reconhecimento.

    Para as três primeiras o Sidewider + Canhão resolve bem a parada, mas para a quarta pode ser necessário um AMRAAM.

    Sei que é improvável, até mesmo cinematográfico um evento de aeronave de alta performace sobre os céus norte americanos, mas o ataque de 11-setembro-2001 superou em muito a ficção, o filme ‘Nova York Sitiada’.

    Então amigo, qual o comandante de defesa aérea vai descartar qualquer possibilidade de ameaça nos dias de hoje.
    Pior ainda, qual o Oficial Yankee vai pensar em economizar o uso de mísseis BVR modernos em QRA, se as armas estam disponíveis.
    Eu não economizaria, e olha que sou mão-de-vaca…

    Abç,
    Ivan.

  20. Hehehe, pro Ivan, o homem da economia, dizer isso, tô com ele, rsrs… 🙂

    Bosco, então piorou… 4 kg de explosivos não me parece muita coisa mesmo pra uma aeronave enorme como um Boeing.

    Abs.

  21. Ivan,
    míssil é um troço de uso único mas não é descartável. rsrs…
    Toda vez que se sai com um AMRAAM o danado vai perdendo a validade.
    Até pra americano isso não é muito conveniente. rsrs…
    Mas eu concordo que em uma situação excepcional ele pode ser útil, mas a gente não pode esquecer que em território americano até um avião chinês de reconhecimento vai precisar de um contato visual prévio pra ser abatido já que não vão confiar só no IFF ou no transponder (ou na falta deles).

    Felipe,
    aí fica “difícilis”. Sé tá de sacanagem com os coitados dos ocupantes desse hipotético 747. rsrs…
    Felipe, o AMRAAM também atinge a centróide do alvo refletido pelo radar, portanto, atinge mais ou menos o mesmo lugar (teoricamente) que um AIM-9M. A diferença é que ele tem uma “ogiva” com o dobro do peso. Mas eu acho que cê que é que o coitado do jato seja atingido por um S-300 que deve ter uma cabeça de combate de uns 200 kg.
    Tadin deles. rsrss….
    E como você falou tem sempre mais um Sidewinder na manga, sem falar no Vulcan.
    Vale lembrar que Washington é protegida por um sistema SLAMRAAM (AMRAAM de lançamento do solo) e por veículos Avenger armados com Stingers.

  22. Felipe disse:
    “No mais, recordo-me que certa feita Chicão disse que o míssil não explode “no” alvo, mas sim próximo dele. Confere?”

    Felipe eu me referia aos BVR, especificamente, que chagam no alvo com uma velocidade absurda e muitas vezes com energia terminal… já os IR ´´e mais como o Bosco falou, eles se aproximam em velocidades menores e são mais manobráveis… mesmo assim ainda contam com espoletas laser de aproximação…

    Mas como eu ia falando… se o AIM-9 acertar uma turbina de asa! babaus! é incêndio na certa… e a asa é um “paiol” …

    abraço!

  23. Grato, Poggio.

    Vi lá o post e os comentários. Valeu pela dica.

    O Comandante merece homenagens mesmo.
    Eu acho que tenho ainda o livro digitalizado. Vou dar uma olhada. Tem mais dois ou três acidentes comentados, não é?.
    Em todo caso, importante é que o Mirage de alerta a 5 minutos já estava “escoltando” o Boeing antes que ele tivesse chegado a Brasília.
    Abraço,

    Justin

    (Justin Case supports Rafale)

  24. Bosco,

    Eu sei que a vída útil de um míssel, por mais moderno que seja, diminui, até se extingue, de acordo com as surtidas em que ele for levado.

    A questão é que a US Air Force não vai economizar em uma saída real de QRA, nem dá tempo de ficar mudando de mísseis nos minutos ou segundos em que têm que decolar.

    Com as novas aeronaves F-22 e F-35, que levam os mísseis internamente este desgaste será menor, então diminuirá o custo de uma saída QRA, mas até lá, se eu fôsse contribuinte americano, não reclamava não…

    Já que falamos na degradação dos mísseis na medida em que são montados para surtidas de QRA ou mesmo CAP, será possível desenvolver um casulo que protegesse um míssil BVR caro como um AMRAAM ou Meteor? Seria um peso a mais, porém com vantagens econômicas de maior número de surtidas sem disparar por míssil.
    Será que valeria a pena?
    Bem, pode ser uma besteira, pois se fôsse válido já estariam usando. Mas é só um questionamento.

    Ivan.

  25. Mauro,
    o Piranha I vai pra turbina e faz o que o Dalton e o Chico querem. O II vai pro centro do borrão térmico e provavelmente atinge a fuselagem.

    Felipe e Chicão,
    tem míssil antiaéreo que é programado para atingir o alvo em cheio e tem os que são otimizados para poderem errar, não que ele precise errar, mas ele pode errar.
    Os que foram projetados para atingirem o alvo em cheio tem que ter um sistema excepcional de orientação, superagilidade, etc. Nesse caso o dito cujo pode ter uma ogiva menor, totalmente explosiva e sem espoleta de proximidade. Esse conceito é conhecido no jargão como “hittile” que é uma mistura de “missile” com “hit”.
    Já outros mísseis são projetados de modo a causarem dano mesmo quando erram, para tanto são dotados de uma ogiva maior, de alta fragmentação e de espoleta de proximidade. Conceito conhecido como “missile”, mistura de “missile” com “miss”.
    Mas não sei se existe algum míssil que propositadamente erre o alvo, como por exemplo acontece com torpedos pesados que detonam abaixo do casco dos navios.
    Um abraço meus caros.

  26. Ivan,
    eu concordo, mesmo porque os EUA usam mísseis guiados por radar em seus caças de defesa continental desde a década de 60. Não iam mudar agora.
    Também tem o lado do míssil guiado por radar ser “todo tempo”. Tá certo que tinha que ter um toró daqueles pra inviabilizar o lançamento de um Sidewinder a queima roupa, mas nunca se sabe.

  27. O sistema de navegação proporcional usado na maioria dos mísseis com seeker terminal e contra alvos velozes, como os mísseis ar-ar, estabelece um ponto futuro aonde o míssil se dirige de modo a interceptar o alvo aumentando a possibilidade de interceptação. Pode ser que este sistema seja mais propício a “errar”, principalmente se o sistema for passivo como o dos mísseis termoguiados e se o alvo estiver em uma trajetória que cruza a do míssil, já que não há como o míssil saber a distância do alvo e mesmo quando já próximo, ele irá tentar atingir um ponto mais à frente com maior possibilidade de “errar”.
    A “navegação proporcional” não é usada em geral em mísseis teleguiados como os sistemas CLOS e Beam Rider e em mísseis com seeker terminal mas usados contra alvos lentos, como por exemplo o Javelin anti-tanque.
    Alguns mísseis seguem obrigatoriamente o conceito “hittile” já que se explodissem ao lado não causariam nenhum dano. Em geral mísseis antibalísticos são programados para atingirem em cheio o alvo.

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