AIM-9X agora de uso múltiplo

A Raytheon adaptou o míssil AIM-9X, versão mais moderna do Sidewinder, para atacar alvos terrestres e até sobre a superfície do mar.

Não foram fornecidos detalhes das modificações, mas seriam mudanças principalmente relacionadas ao software do míssil.

Durante um teste realizado no Golfo do México no dia 23 de setembro último, um F-15C da USAF lançou um AIM-9X contra um alvo na superfície do mar que simulava um pequeno barco, como os utilizados em transporte de drogas. O míssil foi direto ao alvo. Antes deste teste, um F-16 já havia realizado uma ação semelhante.

A nova capacidade do Sidewinder abre novos horizontes para caças dedicados à interceptação aérea ou configurados para superioridade aérea. Empregando o mesmo armamento a aeronave pode alterar sua missão sem a necessidade de retornar para a base e substituir o armamento ou solicitar o apoio de outras aeronaves.

Com informações do site Flightglobal

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22 Comentários to “AIM-9X agora de uso múltiplo”

  1. Welington disse:

    Desde que os sensores passaram a ter a formação de imagens para identificação de alvos, sempre pensei nesta possibilidade de se utilizar um míssil ar ar para função ar superfície, o que beneficiaria o vetor transportador com uma maior capacidade de ataque contra alvos ar ar e ar superfície…
    Processamento Digital de Imagens
    Registro de Imagens
    Alinhar os pixels de duas ou mais imagens de geometria similar e que contenham os mesmos conjuntos de elementos.
    Através da utilização de pontos de controle, que correspondem ao mesmo objeto nas duas imagens, novos níveis de cinza são calculados (reamostragem). As técnicas mais comuns de reamostragem são: vizinho mais próximo, interpolação bilinear e convolução cúbica…
    Com estas técnicas foi possível a formação de imagens para comparação o que trouxe inúmeros benéficos para os sensores eletro ópticos, como identificação precisa do alvo e a menor invulnerabilidade contra iscas de calor flare…
    Um grande abraço a todos…

  2. Bosco disse:

    O seeker de “formação de imagem” permite que o piloto veja a imagem que o míssil vê dentro do cockpit. Desse modo é possível ao piloto designar o alvo desejado no modo LOBL (travamento antes do lançamento).
    O AIM9X só não é apropriado contra alvos blindados já que não possui uma ogiva perfurante. Por enquanto. Ele é perfeitamente capaz de levar por exemplo a ogiva do Javelin que tem o mesmo diâmetro e ainda por cima continuar a ter uma poderosa ogiva de fragmentação anelar acionado por impacto/proximidade contra alvos aéreos como acontece por exemplo com o míssil ADATS.
    Num futuro não muito distante até mesmo mísseis BVR poderão ser usados contra alvos na superfície. Provavelmente o AMRAAM (e equivalente) pode ser usados contra alvos navais se tiverem ajuste no software. Já contra alvos terrestres o sensor de radar ativo não seria apropriado já que não forma imagem, mas o possível substituto do Amraam no futuro terá essa capacidade por possuir um sistema duplo de orientação terminal baseado no radar centimétrico convencional e em um radar milimétrico, além da capacidade anti-radiação. Ou seja, poderá ser usado contra radares emitindo e qualquer alvo móvel no campo de batalha.
    É o conceito da “convergência” chegando ao mundo da tecnologia militar. Mísseis multifuncionais, com ogivas multiuso e sensores duplos, triplos e até quádruplos.
    Já a algum tempo existem mísseis com função dupla como por exemplo os mísseis anti-navios com capacidade de atacarem alvos fixos em terra, mísseis sup-ar com capazes de atacarem alvos na superfície, etc.
    Para o Brasil, que trabalha no A-darter que tem um seeker IR com formação de imagem, é uma boa notícia já que no futuro o mesmo poderá vir a ter a capacidade de atacar alvos na superfície (navais e terrestres) provendo nosso país com um míssil ar-sup tático.
    Um abraço a todos.

  3. Bosco disse:

    Outra forma interessante as cabeças de busca do AIM-9X escravizada com um casulo designador de alvos como por exemplo o ATFLIR, Sniper, etc.
    O casulo detecta vários alvos no campo de batalha e o piloto identifica e designa os alvos que quer atingir. Cada míssil trava em um alvo designado pelo casulo e da o OK para o piloto através de uma simbologia específica na tela. Isso permite o ataque a alvos múltiplos em uma mesma passada.

  4. Bronco disse:

    Sensacional!

  5. mmartins2@uol.com.br disse:

    Já não era sem tempo!! Um espetacular aumento na capacidade de ataque dos caças. Um caça pequeno como o A4 da MB poderia ser usado como defesa da frota com sidewinders e ao mesmo tempo poderia engajar pequenas embarcações com a mesma arma!

  6. Joel disse:

    Um missil ar-ar de no minimo uns 250.000 dolares sendo usado no modo ar superficie para alvos pequenos que devem valer no maximo uns 100.000 to pasmo

    Melhor usar o canhão…rsrs

  7. Bosco disse:

    Joel,
    mas será que ele custa assim tão caro?
    Mas mesmo que seja ele não é mesmo a arma de primeira escolha contra determinados alvos. Só deverá ser usado em caso de necessidade absoluta.
    Se formos pensar só em termos de custo/benefício a guerra toda é um completo desperdício. Diz-se que na Guerra do Vietnã eram gastos em torno de 1 milhão de projéteis para cada Vietcong atingido.
    Também vale salientar que um alvo de 100.000 pode colocar à pique um porta-aviões de 10 Bi.
    Cada caso é um caso.
    Um abraço.

  8. Musashi disse:

    Us$100mil? Só se for um caminhão.
    Um LAV custa pelo menos US$1,5mi, um MBT de US$5-7mi. E para proteger vidas, relação custo não existe (Ao menos não deve).

  9. Bosco disse:

    O AIM-9X além de ser usado no modo ar-ar também pode ser usado no modo sup-ar integrando o sistema SLAMRAAM (AMRAAM lançado do solo). Tal configuração (Amraam + AIM9X) aumenta a letalidade do sistema por dificultar as contra medidas e é usada também no sistema israelense Spyder (Derby + Python V).
    Agora a notícia que o mesmo é compatível no modo ar-sup.
    Não sou a “Mãe Diná” mas como o AIM-9X tem TVC não duvido que logo logo será apresentado uma versão sup-ar de lançamento vertical a exemplo do VL-Mica, do IRIS-T SL, etc. E pior, poderá ser usado até no modo sup-sup contra alvos fora da linha de visada (NLOS).

    Mudando de pato pra ganso e só pra ilustrar a capacidade de processamento das cabeças de busca dos atuais mísseis de quinta geração com seeker formador de imagem, quando o Python V foi introduzido na Força Aérea Israelense foi dito que um único míssil possuía mais capacidade de processamento que todos os F-16 usados naquela Força.

  10. Bosco disse:

    Ah! Esqueci de mencionar que o AIM-9X está sendo também cogitado para ser o míssil de defesa de submarinos operando no litoral, dentro do programa LWMS.
    Também está a caminho a versão Block 2 com capacidade de trancar no alvo após o lançamento (LOAL) contra um alvo fora do alcance do seeker, data-link e 40 km de alcance, tornando-o um quase BVR (NBVRAAMs).
    O AIM-9X já possui a capacidade LOAL quando usado juntamente com o capacete JHMCS e lançado em high off boresigth.

  11. Francisco AMX disse:

    O que faria um míssel como esse num barco patrulha ou corveta por exemplo (estrago)? acho que nada relevante…
    ou vão usar 500mil dólares para afundar botes e barquinhos? :)

  12. Bosco disse:

    Francisco,
    como você sabe existem mísseis anti-navios de todos os tamanhos para se adequar a todos os tipos de navios. Só a serviço das Forças Armadas Americanas existe desde o Hellfire II (AGM-114N) com uma carga de uns 9 kg, passando pelos Penguin, Maverick F, Harpoon, Slam-ER, até chegar ao Tomahawk Block IV com uma carga de meia tonelada. Depois ainda teriam bombas guiadas de até 1 tonelada para o porem à pique.
    Existem desde os barcos pequenos e rápidos até os navios gigantescos e lentos. Jamais um Tomahawk faria o serviço de um Hellfire II e vice-versa.
    Claro que contra uma fragata ou um “couraçado” esse míssil não seria usado, salvo em caso de extrema urgência e se alguns deles pudessem ser orientados com precisão para pontos específicos dos navios citados, como por exemplo as antenas de radar ou a ponte de comando (quem sabe não conseguem matar o capitão?). Uma clássica operação bem sucedida de “mission killer”, possível de ser feita com esses mísseis quando disparados de curto alcance devido a capacidade da cabeça de busca com formação de imagem.
    Como se diz no jiu-jitsu, para vencer você não tem que ser mais forte que seu oponente, e sim mais forte que o braço dele ou a perna ou o pescoço. Desloca-se um cotovelo e o oponente inteiro fica fora de ação.
    Um abraço.

  13. Bosco disse:

    Como o menor míssil anti-navio levado por um caça americano é o Maverick F (já que o Hellfire II não é compatível) o fato de se poder contar com um míssil multifunção como o AIM-9X ajuda quando se espera combater barcos pequenos e velozes num litoral congestionado e confinado, típico das operações assimétricas contra o Terror.
    Outros programas visam dar mais alternativas a esses caças. O míssil JAGM da USN pretende substituir os Mavericks e os Hellfires do seu inventário com a função anti-navio, anti-tanque, antibunker, etc.
    Ele pesa menos de 50 kg e terá sistema triplo de orientação terminal.
    Também há um programa destinado a prover os foguetes HIDRA 70 de um sistema de guiagem à laser de baixo custo que seria utilizado contra vários alvos de oportunidade não blindados no campo de batalha a um custo menor que o de mísseis mais sofisticados.

  14. Welington disse:

    Bosco os mísseis ar ar BVR com cabaça EM também podem ser ajustados para missões ar solo, porem não podem ser disparados no modo “fire and forget” (dispare e esqueça), pois como bem citado por você estas cabeças não podem formar imagens, desta forma estes mísseis com cabeças EM tem que ser e guiados via radar, POD ou IRST e monitorados desde seu lançamento até o alvo e o seu radar seria ligado nos metros finais trabalhando em conjunto com o sensor do vetor de lançamento. Esta não é uma solução viável em comparação a outros mísseis dedicados, porem para situações emergenciais esta é uma alternativa interessante visto que a ogiva dos mísseis BVR com guiamento EM geralmente são maiores que as dos mísseis de curto alcance…
    Um grande abraço amigão…

  15. Bosco disse:

    Wellington,
    o radar ativo de um Amraam, por exemplo, só seria viável contra um alvo de superfície se fosse naval ou se estivesse se movendo a uma certa velocidade sobre a terra.
    Contra alvos terrestres móveis creio ser difícil devido ao forte ruído de fundo e a relativa reduzida velocidade dos alvos que ACHO não ser compatível com o sistema de detecção de alvos móveis do míssil, que permite que o mesmo ataque alvos abaixo da aeronave lançadora tendo o terreno como fundo.
    É claro também que sempre se pode usar o míssil contra um alvo fixo no modo INS/GPS que alguns mísseis possuem (Amraam C7, Meteor, etc).
    Um helicóptero em vôo pairado a baixa altitude, por exemplo, só pode ser atingido de cima pra baixo devido a rotação dos rotores que é detectado pelo radar do míssil que consegue travar nele.
    O data-link poderia ser usado para tentar fazer um Amraam atingir um alvo móvel em terra usando o radar do caça como diretor de tiro já que até bombas JDAM foram testadas desse modo.
    Já contra alvos navais não vejo problema, mesmo porque existem mísseis sup-ar guiados por radar semi-ativo que são usados rotineiramente na função anti-navio, como por exemplo os mísseis Standard da USN.
    Mudando de pato pra ganso, há duas outras tecnologias que estão sendo desenvolvidas para a formação de imagem em mísseis. Uma delas é a de laser ativo conhecida como LADAR e a outra é do “radar de abertura sintética”. Essas duas se somarão as técnicas que usam as imagens no espectro visual (TV), infra-vermelho, e radar de onda milimétrica.
    Sem dúvida, no futuro os mísseis BVR terão capacidade de atingir qualquer alvo no campo de batalha já que junto com o radar tradicional deverão incorporar outro sensor (IIR, MMW, etc) com formação de imagem. Tal característica será crucial para que os mesmos continuem a ser minimamente eficientes contra aeronaves Stealths e de quebra, os farão multifuncionais.
    Um abraço.

  16. Welington disse:

    Minha idéia era utilizar um link de comunicação no caso um data link que em conjunto com o radar direcionaria o míssil o mais próximo do alvo e o radar do próprio faria a correção final para o choque nos metros finais. Acho que funcionaria como o desejado, pois com a proximidade do alvo e as pré coordenadas dadas pelo radar da aeronave, o radar do míssil não teria muitos problemas em localizar o alvo mesmo com os ruídos existentes neste cenário, ou poderia ser utilizada sua sugestão de utilizar o radar como diretor de tiro até o alvo sem a utilização do radar do míssil, sem contar que como bem citado por você pode se utilizar em conjunto com as técnicas citadas anteriormente os sistemas de Inercial (INS- Inertial Navigation System (INS)) e GPS…

    Um grande abraço meu amigo…

  17. Bosco disse:

    Wellington,
    essa técnica que você descreve é a usada pelos mísseis Longbow e pelo Brimstone, para atingirem carros de combate. Ele possuem uma cabeça de busca com radar ativo de onda milimétrica (MMW). Essa faixa de frequência tem pouca penetração na atmosfera e por isso o míssil tem que se aproximar a no máximo uns 2 km para travar no alvo. Ele consegue formar uma imagem do alvo (de preferência metálicos e quentes) e é praticamente imune a interferência.
    Um abraço meu amigo.

  18. Welington disse:

    LADAR (Laser Detection and Ranging) e os radares de abertura sintética trabalhão de maneiras similares, o Radar de abertura sintética emite ondas eletromagnéticas em uma certa área que varrem o local desejado, em seguida estas ondas são ecoadas da superfície e/ou alvo em questão, estes ecos são processados e se forma uma imagen 3D com os dados obtidos, estas imagens por sua vez são comparadas por reamostragem com imagens pré obtidas, havendo a confirmação de um alvo o míssil se dirige para o abate do mesmo, já o LADAR utiliza em vez de ondas eletromagnéticas feixes de laser que são emitidos e ecoados, com o processamento destes ecos ha a formação de uma imagem 3D que são comparadas por reamostragem e ocorre todo o resto do processo similar ao dos radares de abertura sintética. Estes dois sistemas possuem uma excelente precisão se comparado com os sistemas atuais…
    Bosco conhecia apenas o radar de abertura sintética o LADAR é uma novidade para min, muito interessante, com certeza estes serão os sensores escolhidos para missões ar terra e terra terra…
    Um grande abraço amigão…

  19. Welington disse:

    É verdade Bosco o Brimstone e o HELLFIRE utilizam um sistema semelhante, porem como bem citado por você eles trabalham com ondas milimétricas que possuem curto alcance. Aproveitando o assunto é por este motivo que radares que possuem antenas grandes possuem maiores alcances, graças a sua maior antena as ondas são mais largas e por conseqüência obtém maior alcance e é por este motivo aliado a grande potencia dos mesmos que o radares como do SU-35 BM e do MIG-31 possuem alcance superiores …
    Um grande abraço Boco …

  20. Bosco disse:

    Hahahahaha…..
    Valeu Mauro. Boa!

  21. giltiger disse:

    Desejo relembrar aos “entusiastas” do AIM-9X que no improvável caso do Brasil escolher o F-18 no programa FX-2, o comitê de vendas de armamento ao estrangeiro do congresso americano já pronunciou-se que o AIM-9M (e não o mais moderno o AIM-9M-7) é perfeitamente adequado às necessidades da FAB e assim portanto VETOU o fornecimento do novo, moderno e elogiado AIM-9X para o Brasil….

  22. Bosco disse:

    giltiger,
    a gente sabe que ele não vem pro Brasil mas a gente “gostia” dele mesmo assim. Rsrss…..
    “Entusiasta” gosta de tudo quanto é ‘porcaria” tecnológica relacionada ao tema. rsrsrs…
    Um abraço.

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