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M-346 Master: Itália assina contrato de 220 milhões de euros

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M-346

Contrato é para os primeiros seis M-346 Masters destinados à Força Aérea Italiana, e inclui simuladores e suporte

A Finmeccanica anunciou em Roma, no dia 10 de novembro, que assinou um contrato no valor de 220 milhões de euros para fornecer à Força Aérea Italiana seis treinadores avançados a jato M-346 Master (que deverão receber a denominação T-346A) e simuladores de voo, compreendendo um sistema integrado de treinamento. O anúncio foi feito por meio da Alenia Aermacchi (subsidiária Alenia Aeronautica) e ARMAEREO (Direzione Generale per gli Armamenti Aeronautici – Direção Geral para Armamentos Aeronáuticos).

O contrato também inclui apoio logístico, treinamento de pessoal militar e construção de parte da plataforma de infraestrutura logística que será usada para treinamento e operações em terra: salas de treinamento multimídia e hangar para serviços de manutenção na Escola de Voo de Lecce.

Os dois primeiros M-346 deverão ser entregues no final de 2010, inicialmente para o Departamento de Testes de Voo da Base Aérea de Pratica di Mare, onde serão realizados os primeiros testes operacionais. Até o final de 2011, a Força Aérea Italiana deverá receber outras quatro aeronaves.

Segundo a empresa, este contrato faz parte de um acordo maior, que inclui 15 aeronaves e respectivo suporte logístico. Além disso, informou-se que diversos países do mundo estariam avaliando o M-346 Master para suas necessidades de treinamento, o que inclui os Emirados Árabes Unidos, que recentemente anunciou a aquisição de 48 exemplares – o contrato para os mesmos estaria em finalização.

M-346

FONTE / FOTOS: Alenia Aeronautica

SAIBA MAIS:

14 COMMENTS

  1. Este pode ser um LIFT para a FAB, bem como ter uma versão monoposto, com mais combustível, para ser um caça leve para FAB, formando com o novo FX-2 uma composição HI/LOW.

    O M-346 Master é irmão gêmeo do Yak-130.
    A Yakovlev, por sua vez, apresentou uma proposta de uma versão monoposto, Yak-131, armada com um canhão de 30mm, 3.000 kg de bombas, foguetes e mísseis, além de aviônica com radar Moskit 2.

    A Alenia Aermacchi seguiu caminho diferenta da Yakovlev, mas o avião é basicamente o mesmo.
    Seus controles são Fly-By-Wire;
    Os motores são Honeywell F124, montados na Itália;
    O sistema de controle de vôo digital é da Teleavio/Marconi em colaboração com a BAE Systems, e os atuadores são Dowty e Microtecnica.
    Tem 11,49m de comprimento, 9,72m de envergadura, peso vazio de 4.610kg, peso máximo de decolagem de 9.500kg;
    Velocidade máxima de 1.2 Mach, com motores SEM pós-combustão, portanto super-cruise, razão de subida de 6.401m/min e velocidade de stall de 166km/h;
    Possui nove pontos duros podem ser usados para uma variedade de armas, bombas, foguetes e mísseis, com carga máxima de três toneladas.

    Mas não sei seu alcance. Este pode ser seu ponto fraco para o Brasil.

    Abç,
    Ivan.

  2. O brigadeiro Sato disse em entrevista à revista Asas que a FAB comprou mais unidades do F-5F (os jordanianos) para substituir os Xavantes. E me parece ser assunto fechado porque ele disse que essa questão foi amplamente discutida na FAB. Ou seja, a garotada passara dos ALX direto para o F-5F. O que parece estranho nessa história é que, pelas minhas contas, a FAB tem agora 6 unidades dos F-5F. Será que a FAB vai optar por converter unidades do F-5E jordanianos em F-5F?

  3. Realmente tem bastante do AMX… Êles aproveitaram bem melhor a experiência.
    Uma coisa que os colegas que conhecem um pouco de aerodinâmica poderiam comentar: prá que aquela deriva tão alta?

  4. Clésio,

    Creio que será necessário ampliar essa quantidade – mesmo com parte do curso de adaptação / conversão feita em monopostos, 6 unidades, com parte delas normalmente indisponível por necessidades de manutenção, ainda é pouco. O lógico seria comprar mais bipostos no mercado (ao custo de comprar o dobro de monopostos e usá-los como fontes de peças) ou fazer essa conversão.

    Mas embora o uso dos Fox para esse fim seja já uma decisão tomada, é certo que eles vão voar bastante. Mesmo com mais unidades (originais ou convertidas) serão aeronaves bem voadas, e ainda que se “zere” as mesmas no PAMA, creio que não dá pra exagerar nos milagres demais na extensão da vida útil. Ainda pela lógica, faria sentido em pelo menos se começar a pensar no substituto dos Fox, se não agora, ao tempo da entrada em serviço dos primeiros F-X2, quando se poderia avaliar melhor as necessidades de um lift moderno.

    Saudações!

  5. Sobre outro assunto, eu sinceramente vejo muito pouco das características singulares do AMX nessa aeronave. Olhando atentamente, são muito diferentes em vários aspectos do desenho externo, das soluções aerodinâmicas, até da profundidade da fuselagem. Para mais fotos, clicar nos links ao final da matéria.

  6. Amigos,

    Defendo a necessidade de um Caça Leve e um LIFT moderno.
    Defendo uma linha de frente HI/LOW.
    Mas sei que tudo depende do resultado do FX-2.

    Se o vencedor for o Gripen NG, o principal caça já será bastante leve, matanto a necessidade de adaptar um LIFT para a função. Precisaria apenas do LIFT.

    Se o vencedor for o Rafale ou SH a questão passa a ser pertinente, pois são caças mais pesados (peso médio na verdade), bimotores e de operação mais cara (sem choro, por favor).

    A Northrop tem um programa de conversão de F-5E em F-5F. Se a Boeing ganhar o FX-2 (improvável) este programa pode vir no pacote.

    Há vários dias venho levantando a questão do LIFT/Caça Leve em vários tópicos diferentes. Eu acredito nisso. Portanto venho sempre que posso provocando a discussão.

    Poderá ser F-5F recauchutado, M-346, A/T-50 ou Mako, mas que vai ser necessário não tenho dúvidas.

    Abç,
    Ivan.

  7. Ivan em 11 nov, 2009 às 17:24:

    Ô loco Ivan, SH “peso-médio”??? O que é um peso-pesado pra vc então? B-1??? 🙂

    No mais, concordo com suas colocações. Mas pelo jeito o LIFT da FAB será mesmo o F-5EM, e por um bom tempo ainda…

    Abs.

  8. Felipe,

    É apenas uma classificação pessoal.
    Não devia ter escrito.
    Mas é que eu considero peso-pesado os monstros F-15 (todas as letras) e SU-27 (todos os derivados).
    Tanto pelo peso, como pelas dimensões.

    Resquícios dos antigos conceitos levados apenas pelas dimensões do que estava sendo analisado.
    Por exemplo: Carros de Combate, eram simplesmente leves, médios e pesados. Mas de um certo tempo para cá falamos em MBT – Main Batle Tank, algo como Principal Tanque de Batalha.

    O mesmo conceito talvez possamos aplicar aos caças, algo como principal caça de batalha, independente do peso vazio (8 à 16 toneladas) ou peso carregado (16 à 40 toneladas)
    Até porque se um Gripen tiver que enfrentar um SU-30 que tem duas vezes seu peso o que vai valer é quem identifica o outro primeiro e coloca seus mísseis no alvo.

    Espero ter conseguido me explicar.
    Abç,
    Ivan.

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