QG Airsoft

Saito pediu para sair?

Comandante da Aeronáutica Juniti Saito durante a LAAD-09

Segundo a última edição a revista Veja, o Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, pediu demissão do cargo na segunda-feira passada por causa das declarações de Lula sobre a aquisição de 36 caças Rafale antes mesmo que a própria Aeronáutica terminasse a análise das propostas. Lula contornou a situação e Saito resolveu ficar.

Se o evento realmente aconteceu isto ainda merece maiores confirmações. No entanto, está claro o mal estar de toda a cúpula do governo com a história do anúncio (depois desmentido) da negociação com a França. Uma semana que poderia não ter existido, mas infelizmente aconteceu.

FOTO: A. Galante, Poder Aéreo

 

Ministro francês chama avião brasileiro de ”carrinho de mão”

Andrei Netto

Os aviões KC-390, projeto de aeronave de transporte militar da Embraer, são para o Ministério da Defesa da França, seu primeiro cliente, nada mais do que um “carrinho de mão voador”. A expressão foi usada pelo ministro Hervé Morin para minimizar a importância da compra de 10 a 15 aviões, anunciada na segunda-feira, em Brasília.

Pelo negócio, que faz parte do pacote de venda de 36 caças Rafale ao Brasil, os franceses devem pagar entre 500 milhões e 750 milhões.

A crítica indireta foi feita por Morin em entrevista à RTL, uma emissora de rádio de Paris. Confrontado com questionamentos sobre a pertinência de adquirir os cargueiros brasileiros, em um momento no qual o consórcio francês, alemão, britânico e espanhol EADS enfrenta sucessivos atrasos e até risco de cancelamento do projeto de avião de transporte Airbus A400M, Morin se saiu com um jargão militar francês, reduzindo a importância da compra. “Nós precisamos do que chamamos um carrinho de mão voador”, afirmou, definindo o KC-390 como “um avião de transporte militar capaz de transportar muito longe”, mas “que não tem o nível de equipamentos do A400M”.

O ministro da Defesa francês definiu o projeto do A400M, apresentado em agosto de 2008 em Sevilha, como “um programa de altíssimo nível”. Para ele, o KC-390 é “um avião em torno de 50 milhões, 60 milhões, enquanto o A400M chega a 100 milhões”. Morin entende que os dois aviões não competem entre si. Essa opinião é contestada por analistas militares, críticos da adoção de várias aeronaves de mesmas características, o que eleva os custos de manutenção da esquadrilha.

Apesar do aparente menosprezo de Morin pelo modelo da Embraer, especialistas em indústria militar acreditam que o equipamento brasileiro tem chances de penetrar no mercado da União Europeia. Em favor do KC-390, pesam os sucessivos problemas industriais do A400M. Lançado oficialmente em 2003, o avião já deveria ter decolado, o que ainda não ocorreu. Em março, a EADS chegou a cogitar o abandono do projeto, antes da intervenção do governo francês, em junho.

MERCADO

Para Jean-Jacques Kourliandsky, especialista em defesa do Instituto de Relações Internacionais Estratégicas (Iris), de Paris, o KC390 tem espaço. “Há um mercado para disputar na Europa no segmento de aviões de transporte. Se será possível ganhá-lo, é cedo para dizer”, avalia. “As dificuldades do A400M geram a expectativa de um fracasso tecnológico ou de atrasos sucessivos. Ninguém conhece os verdadeiros prazos do projeto e até seu abandono já foi cogitado.”

Para o pesquisador, a compra anunciada dos KC390 pelo governo francês faz parte de “conversas globais” mantidas entre Brasília e Paris, que envolvem a venda de quatro submarinos Scorpène, do casco de submarino nuclear, dos 51 helicópteros pesados EC-725 Cougar e dos 36 Rafale. “Em um negócio como esse, é necessário dar para receber, e é possível que o ingresso do KC-390 tenha sido uma moeda de troca.”

De toda forma, estima Kourliandsky, o mercado europeu se abre ao avião brasileiro. “As Aeronáuticas europeias estão tentando encontrar uma alternativa ao A400M.”

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

SAIBA MAIS

O Poder Aéreo já havia adiantado estes pontos que, grosso modo, batem com as análises feitas pelos especialistas europeus citados na reportagem acima.

Tagged with:
 

F-X2: frases de uma semana movimentada

“Levando em conta a amplitude das transferências de tecnologia propostas e das garantias oferecidas pela parte francesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão da parte brasileira de entrar em negociações com o GIE Rafale para a aquisição de 36 aviões de combate”.

NOTA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

“A FAB não fará escolha, porque está feita. Poderá indicar prós e contras de cada avião a ser comprado no exterior.”

NELSON JOBIM
Ministro da Defesa

“Agora, a decisão é política e estratégica, e essa é do presidente da República e de ninguém mais”

“Daqui a pouco, vou receber de graça”

LUIS INÁCIO DA SILVA
Presdidente da República

“Fazemos uma análise técnico-comercial, mas isso tudo vai para o governo, que é quem analisará a parte estratégica, qual o país melhor… Sei lá. O governo tem uma estratégia que nós não conhecemos. A decisão final é dele”

JUNITI SAITO
Comandante da Aeronáutica, ontem na Folha.

 

FAB e EB no exercício CARAMURU II

A Força Aérea Brasileira (FAB), em conjunto com o Exército Brasileiro (EB), realizou (10 e 11 de setembro) o Exercício CARAMURU II, no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás, para treinar o disparo real de mísseis IGLA 9K38 (de curto alcance, terra-ar, com lançador de ombro).

O exercício teve por finalidade preparar tropas de artilharia antiaérea no uso real do equipamento.

Participaram duas unidades de artilharia antiaérea: a Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (CAAD), da FAB, e a 1º Brigada de Artilharia Antiaérea (1º Bda AAAe), do EB.

Nos dois dias, aeromodelos foram usados para simular os alvos inimigos a serem destruídos pelos mísseis. Ao identificar a aproximação inimiga, a equipe de artilharia faz o disparo (veja fotos ao lado).

Hoje (11 de setembro), o Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, o Comandante Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente Brigadeiro do Ar Gilberto Antonio Saboya Burnier, o Comandante do Sexto Comando Aéreo Regional (VI COMAR), Major Brigadeiro do Ar Ricardo Machado Vieira, o Comandante do Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), Major Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, o Chefe do Estado-Maior do Comando Geral de Operações Aéreas, Major Brigadeiro do Ar Flavio dos Santos Chaves, o Chefe do Centro de Operações Terrestres (COTAR), Brigadeiro de Infantaria Nielson Campos de Souza, e o General de Divisão Archias, Vice Chefe do Departamento Geral do Pessoal do Exército, estiveram no Campo de Instrução de Formosa para acompanhar os lançamentos.

Fonte: CECOMSAER

 

A Aeronáutica abre exame de seleção para cabos da ativa ascenderem à graduação de terceiro-sargento. Entre os dias 09 e 25 de setembro estarão abertas as inscrições para o processo seletivo do Curso de Formação de Sargentos (CFS-A 2/2010) e do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS-A 2/2010). São 84 vagas distribuídas para os dois cursos (veja abaixo). O candidato somente poderá fazer sua inscrição através da INTRAER, no endereço http://www.eear.intraer/sas, A taxa de inscrição para cada um dos processos seletivos é de R$ 50,00.

Para concorrer a uma vaga no Curso de Formação de Sargentos (CFS-A) o candidato deve possuir nível médio, não pode completar 42 anos até a data da matrícula e deve estar classificado, no mínimo, no “Bom Comportamento”. As provas escritas serão aplicadas nos dias 05 e 06 de dezembro. O exame de seleção é composto de Exame de Escolaridade (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física), Inspeção de Saúde (INSPSAU), Exame de Aptidão Psicológica (EAP), e Teste de Avaliação do Condicionamento Físico (TACF). O Curso tem duração de dois anos.

Já os candidatos ao Estágio de Adaptação à Graduação de Sargentos (EAGS-A) precisam comprovar, no ato da matrícula, que possuem Ensino Médio – para os candidatos à especialidade de Música -, ou Curso Técnico (nível médio) – para os candidatos às demais especialidades, estar classificado, no mínimo, no “Bom Comportamento” e não pode completar 46 anos até a data da matrícula . O Exame de Seleção é composto de Exame de Escolaridade e de Conhecimentos Especializados; Inspeção de Saúde (INSPSAU); Exame de Aptidão Psicológica (EAP); Teste de Avaliação do Condicionamento Físico (TACF) e Prova Prática da Especialidade (PPE). O estágio tem a duração de 24 semanas.

FONTE: FAB

 

Brasília, 11/9/09- A empresa francesa Dassault terá até o próximo dia 21 de setembro para formalizar junto à Força Aérea Brasileira uma nova proposta comercial para os caças Rafale que esteja compatível com os parâmetros referidos pelo presidente francês Nicolas Sarcozy. A data limite vale também para que as outras duas empresas concorrentes –Boeing (F-18) e SAAB (Gripen NG) – apresentem eventuais propostas que busquem equiparar-se à francesa.

A expectativa da FAB é concluir o processo de análise técnica até o fim de outubro, para que as informações sejam entregues ao ministro da Defesa, que as conduzirá ao Presidente da República. Ao presidente caberá fazer a análise política e estratégica e tomar a decisão final.

“Agora, têm que ser avaliadas as propostas. Os compromissos que o presidente Sarkozy fez terão que se transformar em ofertas da própria Dassault”, explicou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na última quinta-feira. “O importante é que há uma decisão política do presidente da República de ampliar a sua aliança estratégica com a França. … para que essa decisão política possa ser executada, vai depender da Dassault e também das outras, porque aí você precisa ter comparativo”, disse o ministro.

Jobim avaliou que o processo está seguindo seu curso normal e rebate as críticas dos que afirmam que houve precipitação do governo ao anunciar a preferência pelo Rafale, dentro das condições conversadas com o governo francês. “Quem se precipitou foi aquele que concluiu alguma coisa que não foi dita, tanto é que o presidente disse “vamos retomar as negociações”.

Durante a entrevista coletiva concedida pelos presidentes Lula e Sarkozy, em 7 de setembro, diante da insistência dos jornalistas em saber se haveria ou não cancelamento das negociações com os concorrentes da Dassault, o presidente respondeu: “Os nossos companheiros trabalharam até quase duas horas da manhã. Eu sequer tive tempo de fazer uma reunião com o Ministro da Defesa para discutir toda a profundidade das discussões que eles tiveram. O que significa, claramente, é o que está na nota, nada mais e nem menos que isso, ou seja, nós decidimos começar as negociações para a compra do Rafale.”

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070/4071

Tagged with:
 

c-130-j-super-hercules-foto-lockheed-martin

vinheta-especialA França já se convenceu de que não terá o seu futuro avião de transporte Airbus A400M pronto no tempo necessário para substituir a atual frota de velhos C-160 Transall e C-130H. O programa de testes do novo cargueiro europeu está muito atrás do calendário proposto. Somente os problemas com o software que controla os motores já tomaram três anos além do esperado. E o motor em si enfrenta problemas relacionados à certificação.

Tomando o atraso no programa A400M como ponto inicial de discussão, a França possui poucas alternativas. Reformar e atualizar as células das suas aeronaves de transporte tático e continuar utilizando as mesmas até o limite da estrutura, arrendar algumas aeronaves, solicitar maior cooperação do SALIS (Strategic Airlift Interim Solution) da OTAN ou adquirir um outro modelo.

A primeira possibilidade parece estar descartada, pois não existem movimentos (ou pelo menos não foram divulgados) neste sentido. Por outro lado, a solução que mais ganhou força foi a aquisição de uma “aeronave tampão”. A idéia da compra de um certo número de aeronaves de transporte permitiria um menor desgaste dos atuais C-160 e C-130 franceses, “esticando” a vida operacional do mesmos sem que haja a necessidade de um programa de modernização e revitalização das células.

Pensando desta maneira, a Força Aérea da França iniciou estudos para adquirir uma aeronave “stopgap”. O desejo da mesma era a aquisição de um número limitado do avião de transporte C-17A, produzido pela Boeing. O C-17A possui um alcance maior e transporta mais carga que o A400M. No entanto, até mesmo uma pequena frota de C-17A teria um alto custo de aquisição.

A decisão mais viável parece ser a aquisição ou arrendamento de uma frota de aeronaves C-130J, fabricada pela Lockheed Martim. Pelo menos este era o pensamento dos estrategistas franceses até junho deste ano. A Lockheed, através do seu vice-presidente James Grant, chegou a afirmar que manteve conversações com autoridades francesas sobre a possibilidade de vender alguns C-130J.

Pelo lado francês existe uma preferência pelo modelo C-130J pelo seu tamanho, capacidade de transporte e alcance. Autoridades daquele país disseram que um número entre 12 e 15 aviões seria o ideal. Menos do que 10 aeronaves seria antieconômico.

Gargalos na produção

É claro que a Lockheed tem o maior interesse em vender estes aviões para a França. Acontece que a linha de produção do C-130J está sobrecarregada, pois a empresa está praticamente sozinha no mercado de aeronaves até 20 toneladas. O número de encomendas é muito grande para a capacidade atual de 12 aeronaves por ano e por este motivo ela está sendo duplicada.

Mesmo que a França formalize seu pedido junto à fabricante norte-americana hoje, ela demoraria para receber os aviões. Ela terá que aguardar uma enorme fila de alguns anos até que o seu pedido seja contemplado. Somente uma intervenção política dos EUA permitiria que o eventual pedido francês fosse “passado na frente”.

Areia no negócio dos outros?

Tudo caminhava para a aquisição de 12 a 15 C-130J pela Força Aérea da França e a Lockheed dava como certa mais essa venda. Não se sabe exatamente quando, mas a reviravolta no caso deve ter acontecido em julho ou agosto. Negociações entre representantes do governo francês e representantes do governo brasileiro, juntamente com membros da Embraer, devem ter ocorrido e na proposta do F-X2 foi oferecido o KC-390 para o lugar do C-130J.

O KC-390 veio exatamente para brigar no nicho do C-130J. Não é somente um confronto contra uma outra aeronave, mas sim uma disputa contra um complexo industrial militar gigante chamado Lockheed Martim.

Uma venda de 15 C-130J para a França significaria um contrato beirando 2,3 bilhões de dólares. Nenhuma empresa gostaria de perder um negócio destes.

Outros interessados

Na verdade o problema francês é só a ponta do iceberg. Todas as nações que fazem parte do consórcio A400M sofrem dos mesmos problemas de substituição de suas respectivas frotas de transporte. Com os atrasos no programa A400M, diversos países europeus também não poderão esperar até que os seus primeiros aviões sejam entregues. Portanto, existe um mercado muito provisor na Europa para aeronaves de transporte tático que, até o momento, não vinha sendo considerado em algumas análises.

É exatamente neste mercado que a Lockheed está de olho. E o KC-390 poderá disputá-lo somente se tiver um desenvolvimento rápido e sem sobressaltos.

Tagged with:
 

Embraer promoverá Super Tucano nos Estados Unidos

super_tucano_embraer

A Embraer participa pela primeira vez da Exposição Tecnológica e Conferência Aeroespacial Anual da Associação da Força Aérea dos Estados Unidos (AFA – Air Forca Academy). A 24ª edição do evento acontecerá de 14 a 16 de setembro no Gaylord National Hotel & Convention Center em Potomac, National Harbor, Estado de Maryland, a poucos minutos do centro de Washington, D.C. No evento, a Embraer promoverá seu produto de maior sucesso para o mercado de defesa: o Super Tucano, um turboélice de ataque leve e treinamento avançado com um ou dois assentos.

“A Exposição Tecnológica e Conferência Aeroespacial Anual da AFA é um dos eventos mais importantes do setor”, afirma Acir Padilha, Diretor de Marketing e Vendas da Embraer para o Mercado de Defesa. “Por isso, estamos satisfeitos pela oportunidade de promover o Super Tucano, a única aeronave turboélice em produção no mundo, com baixo custo operacional, testada em combate e projetada especificamente para contra-insurgência, conflitos irregulares/não-convencionais e missões diurnas e noturnas, bem como treinamento avançado.”

De um total de 169 aeronaves vendidas até o momento – das quais 99 para a Força Aérea Brasileira (FAB), a Embraer possui pedidos das Forças Aéreas do Chile, Equador, e República Dominicana. O Super Tucano opera atualmente com sucesso nas Forças Aéreas Brasileira e Colombiana, executando vigilância de fronteiras e missões operacionais.

Sobre a Exposição Tecnológica e Conferência Aeroespacial Anual da AFA

A Conferência Aeroespacial é um evento único que reúne líderes das Forças Armadas, instituições de ensino e especialistas do setor aeroespacial do mundo todo para discutir questões, desafios e realizações da comunidade aeroespacial atual. A Exposição Tecnológica contará com mais de 130 renomados exibidores, que vão expor e demonstrar as últimas novidades em tecnologia aeroespacial. A AFA 2009 destaca as mais recentes novidades em tecnologia e educação./Conference/2009.

FONTE/FOTO: Embraer

Tagged with:
 

Barraco espacial

Diretor da AEB é exonerado após discussão acirrada com presidente da Cyclone

Jeferson Ribeiro

alcantara_cyclone_4 vinheta-clippingA Casa Civil publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (10) a exoneração do diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), brigadeiro Antônio Chaves.

Segundo o G1 apurou, a saída do militar da reserva da AEB ocorreu após desentendimento entre ele e o presidente da Cyclone Alcântara Space, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, no dia 26 de agosto.

A Cyclone é uma empresa brasileiro-ucraniana, criada pelos dois países para lançar foguetes da base militar de Alcântara, no Maranhão. O lançamento do primeiro foguete está previsto para dezembro de 2010.

O desentendimento teria ocorrido na reunião do dia 26, quando a empresa e os diretores da AEB discutiam detalhes técnicos do cronograma de trabalho na base de Alcântara. Segundo a assessoria da agência, durante o debate “houve um acirramento pontual de ânimos entre dois interlocutores”. A agência não especificou se o desentendimento foi entre Amaral e o brigadeiro.

O G1 apurou que durante a apresentação técnica de um funcionário da Cyclone, o brigadeiro discordou de alguns pontos. Depois de algumas intervenções, o presidente da empresa teria ficado irritado e xingou o brigadeiro, que teria reagido e tentado atingir Amaral com um copo d’água. As informações não foram confirmadas pela assessoria da AEB.

Após a discussão, Amaral teria pedido ao ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, cuja pasta é responsável administrativa pela AEB, a exoneração do brigadeiro. O pedido foi atendido e a exoneração foi publicada nesta quinta-feira. Amaral também é presidente do PSB, partido do ministro Rezende.

O G1 tentou falar com o brigadeiro nesta quinta-feira, mas os assessores do seu gabinete informaram que ele viajou para resolver problemas particulares. Informaram também que o brigadeiro não disse quando retornava e não podia atender a reportagem pelo telefone celular, porque estava sem o aparelho.

O G1 procurou a assessoria do ministro de Ciência e Tecnologia, mas a assessora não retornou as ligações.

FONTE: G1

 

vinheta-clippingO presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (11) que a Força Aérea Brasileira (FAB) está fazendo uma análise técnica das propostas apresentadas pelas empresas que querem vender ao Brasil 36 caças. Entretanto, segundo ele, a decisão final será política e estratégica.

“A FAB tem o conhecimento tecnológico para fazer avaliação. Agora, a decisão é política e estratégica, e essa é do presidente da República e de ninguém mais”, disse em entrevista a jornalistas após participar de cerimônia em Ipojuca (PE).

Norte-americanos, franceses e suecos estão na concorrência para a construção dos caças. Na última segunda-feira (7), entretanto, o governo brasileiro chegou a anunciar que entraria em negociação com os franceses.

Lula disse que a melhor proposta para atender a demanda brasileira, até o momento, foi a do presidente da França, Nicolas Sarkozy. “O presidente Sarkozy, até agora, foi o único presidente que disse textualmente para mim que ele quer não só transferir tecnologia para o Brasil, mas produzir aqui e que o Brasil tem disponibilidade de vender o produzido aqui para toda a América Latina.”

Lula disse essa é a única proposta concreta até o momento mas, segundo ele, se alguém quiser ofertar mais, que o faça. “Negociação é assim”, disse.

Na segunda-feira (7), durante visita do presidente Nicolas Sarkozy ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão de entrar em negociação com a França para a compra de 36 caças franceses Rafale. Uma das justificativas do governo brasileiro para dar preferência aos franceses foi a concordância do país europeu em transferir tecnologia.

Após o episódio, que provocou polêmica, já que o processo de escolha dos aviões ainda está em análise, o Ministério da Defesa divulgou nota negando que o processo tenha sido encerrado e que o governo brasileiro já tenha optado pelos caças franceses Rafale.

Em seguida, no dia (9), a Embaixada dos Estados Unidos divulgou nota informando que o Congresso americano autorizou a transferência de tecnologia ao Brasil para a construção dos caças F/A-18 Super Hornet.

FONTE: Agência Brasil

Tagged with:
 

finalistas-f-x2

Força Aérea Brasileira presta esclarecimentos em nota divulgada nesta sexta-feira, 11 de setembro, às 15h07

O Comando da Aeronáutica informou aos fabricantes finalistas do Projeto F-X2 (Boeing, Dassault e SAAB), nesta semana (8/9), que será possível apresentar propostas de melhoria dos quesitos que fazem parte do processo de seleção dos novos aviões de caça para a defesa do país. Em nota divulgada nesta semana, o Ministério da Defesa informou que a negociação com os três finalistas prossegue com a possibilidade de aprofundamento e redefinição das propostas apresentadas.

Na etapa seguinte, a Comissão Gerencial do Projeto F-X2 completará a fase de avaliação técnica final e elaboração do relatório, o qual será apresentado ao Alto Comando da Aeronáutica e, posteriormente, ao Ministério da Defesa.

Nós faremos a análise técnica. O governo irá analisar a parte política e estratégica“, disse o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica.

O governo francês já assumiu o compromisso de fazer ofertar caças Rafale (Dassault) a preços competitivos, razoáveis e comparáveis aos pagos pelas Forças Armadas da França, além de transferência de tecnologia, entre outros pontos. Nesta semana, os outros dois concorrentes também divulgaram o interesse de aprofundar as ofertas.

Segundo o Major-Brigadeiro-do-Ar Dirceu Nôro, presidente da Comissão Gerencial do Projeto F-X2, os participantes estão sendo avaliados em cinco áreas prioritárias: transferência de tecnologia, domínio do sistema de armas (pelo Brasil), acordos de compensação e participação da indústria nacional (offset), técnico-operacional e comercial.

Os participantes do Projeto F-X2 serão avaliados por um critério de pontuação, conforme os quesitos elaborados, como exemplo, o nível de transferência tecnológica oferecido. A metodologia desse trabalho vem sendo aperfeiçoada e aplicada pela Aeronáutica desde o início dos anos 80, quando o país participou do desenvolvimento de um caça com a Itália (Projeto AMX).

O resultado da parceria com os italianos, além do desenvolvimento de um caça tático de ataque estratégico, empregado inclusive em combate (Kosovo), foi a capacitação da indústria brasileira. A linha de jatos 145 e 190 da EMBRAER decorre da tecnologia absorvida nesse período.

Para entender os quesitos, vale observar que o domínio do sistema de armas, por exemplo, garantirá ao Brasil utilizar armamentos próprios, os já existentes e outros a serem desenvolvidos, sem nenhum tipo de restrição.

Até o momento, o processo de seleção reúne mais de 26 mil páginas de documentos, entre ofertas e contra-ofertas, documentos que servirão como base para elaboração e gerenciamento do contrato a ser firmado. O Comando da Aeronáutica planeja concluir a etapa técnica do processo até outubro.

O Projeto FX-2 difere do primeiro processo de seleção, que previa a compra de 12 caças para um esquadrão de defesa aérea. No processo atual, o modelo a ser escolhido será a plataforma a substituir, gradativamente, a frota de caças da FAB (F-2000, F-5 e A-1). Será um investimento para as próximas três décadas.

ENTENDA O PROCESSO

Maio – 2008

O Comando da Aeronáutica, atento às necessidades operacionais para as próximas décadas e obedecendo ao cronograma de desativação de aeronaves de combate da Força Aérea Brasileira, instituiu (15 de maio) a Comissão Gerencial do Projeto F-X2, com o objetivo de conduzir os processos de aquisição de aeronaves de caça a serem incorporadas ao acervo da Força.

O intuito é dotar a FAB de uma frota padronizada de aeronaves de caça de múltiplo emprego, com o início das operações no Brasil previsto para o ano de 2015 e para serem utilizadas por aproximadamente 30 anos. O planejamento prevê a substituição gradual das frotas de Mirage-2000, F-5M e A-1M.

Para tanto, seis empresas foram pré-selecionadas e receberam solicitação para apresentarem informações (request for information – RFI): as norte-americanas Boeing (F/A-18 E/F Super Hornet) e Lockheed Martin (F-35 Lightning II), a francesa Dassault (Rafale), a russa Rosoboronexport (Sukhoi SU-35), a sueca Saab (Gripen) e o consórcio europeu Eurofighter (Typhoon).

O processo de escolha da aeronave vencedora leva em conta, principalmente, o atendimento aos requisitos operacionais estipulados pela FAB. Outros critérios utilizados na avaliação dizem respeito à logística, aos custos, às condições das ofertas de compensação comercial e o grau de transferência de tecnologia para a indústria aeronáutica brasileira.

Junho a Novembro – 2008

- O Comando da Aeronáutica completou mais uma etapa do processo de seleção dos novos caças multi-emprego a ser incorporados ao seu acervo.

A Comissão Gerencial do Projeto F-X2 (CGPF-X2) conduziu os estudos de avaliação das aeronaves pré-selecionadas (Boeing F-18E/F Super Hornet, Dassault Rafale, Eurofighter Typhoon, Lockheed Martin F-16 Adv, Saab Gripen NG e Sukhoi SU-35), de forma a elaborar uma lista reduzida (short list).

A concretização da short list visou garantir o atendimento aos requisitos operacionais para aeronave de caça e permitir o aprofundamento das avaliações dos sistemas de armas candidatos que foram selecionados.

Os estudos tiveram por base as informações fornecidas pelas empresas em resposta aos pedidos de informações (do inglês Request For Information – RFI), emitidos em Junho de 2008. Os dados provenientes das empresas participantes foram avaliados de forma sistêmica, considerando aspectos referentes às áreas operacional, logística, técnica, Compensação Comercial (offset) e transferência de tecnologia para a indústria nacional de defesa.

Com isso, as avaliações foram concentradas nas seguintes aeronaves finalistas: BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), DASSAULT (RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG).

As 36 aeronaves, que integrarão o 1º lote, deverão ser entregues a partir de 2014, com expectativa de vida útil de, no mínimo, 30 anos. Assim, ao longo dos próximos anos, haverá a substituição, gradativamente, dos atuais caças Mirage 2000, F-5M e A-1M. O conjunto de conhecimentos e capacitação tecnológica adquiridos nesta aquisição irá contribuir para que o Brasil tenha condições de produzir ou participar da produção de caças de 5ª geração em um futuro de médio e longo prazo.

- A Comissão do Projeto F-X2 procedeu à entrega (30 de outubro) do Pedido de Oferta às empresas participantes selecionadas na short list: BOEING (F-18 E/F SUPERHORNET), DASSAULT (RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG).

A partir do recebimento do pedido de oferta (Request For Proposal – RFP, em inglês), as empresas tiveram até 2 de fevereiro para apresentar propostas com detalhamento nos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, de compensação comercial (Off set) e de transferência de tecnologia.

Fevereiro – 2009

O Comando da Aeronáutica recebeu em 2 de fevereiro as propostas das empresas participantes selecionadas na short list: BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), DASSAULT (RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG).

A partir disso, a Comissão do Projeto F-X2 iniciou os trabalhos de análise técnica dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, de compensação comercial, industrial e tecnológica (Offset), e de transferência de tecnologia, informados pelos participantes em resposta ao RFP.

Março – 2009

- O Comando da Aeronáutica iniciou as reuniões de esclarecimentos com as empresas participantes do Projeto F-X2, com o objetivo de obter um maior detalhamento das ofertas apresentadas pelas empresas BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), DASSAULT (RAFALE) e SAAB (GRIPEN NG).

A Comissão do Projeto F-X2, por meio da sua equipe técnica, realizou uma completa análise, de acordo com metodologia apropriada, mantendo o foco nos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, de compensação comercial, industrial e tecnológica (Offset), e de transferência de tecnologia.

Em 30 de março, a Comissão deu início às visitas técnicas às empresas ofertantes e aos voos de avaliação das respectivas aeronaves concorrentes do Projeto F-X2, para verificar aspectos técnicos, operacionais, logísticos e industriais das propostas. Nesse período, foram avaliadas e visitadas as instalações industriais e logísticas, as oficinas de manutenção, os laboratórios de desenvolvimento de sistemas e esquadrões operacionais.

Maio – 2009

Mantendo a política de transparência do processo de seleção das novas aeronaves de caça, o Comando da Aeronáutica recebeu (4 de maio) das empresas participantes as ofertas revisadas para análise pelos integrantes da Comissão do Projeto F-X2.

Junho – 2009

O Comando da Aeronáutica encerrou a primeira bateria de coleta de informações das empresas participantes do processo.

Julho – Setembro – 2009

A Comissão realiza análise e coleta de informações adicionais das propostas dos concorrentes finalistas.

FONTE: CECOMSAER – FAB (os destaques, em negrito, são do Blog)

Fotomontagem com imagens via Boeing e airforce-technology.com

Tagged with:
 

vinheta-destaque-aereoQuantas concorrências de aviões de combate, em diversos países, não tiveram a mão do Estado direcionando o resultado final, a despeito das melhores qualidades de outros concorrentes?

Quantos projetos de aeronaves de combate foram cancelados por decisões políticas? Existem dezenas de exemplos da história. Nos EUA, temos o caso do F-20 Tigershark, um excelente caça, que foi cancelado por decisão política. E o avião de ataque A-12?

Quantas forças aéreas tiveram que adotar aviões de combate que não eram considerados os ideais pelos seus pilotos? Um exemplo é o F-104 Starfighter, que foi praticamente empurrado para vários países da OTAN (com um contrato considerado o “negócio do século” e vários escândalos envolvendo propinas), mesmo a contragosto de pilotos e comandantes.

É assim que o mundo real funciona. Os militares e técnicos fazem as análises, mas a decisão final, que é política, nem sempre faz jus ao melhor tecnicamente.

No caso do FX-2, todos os três aviões atendem aos requisitos da FAB, cada um com suas limitações e pontos fortes. Mas o peso maior sempre pendeu para o Rafale, a partir do momento que o Brasil fechou um acordo estratégico com a França.

LEIA MAIS

 
Page 10 of 16« First...89101112...Last »