domingo, dezembro 5, 2021

Gripen para o Brasil

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Base Aérea de Natal restaura B-26 ‘Invader’

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

b26-no-pedestal-foto-fabJá está no seu pedestal o histórico B-26 “Invader”. Após um trabalho de restauração, realizado por uma equipe do Grupo de Serviços de Manutenção da Base Aérea de Natal (GSM da BANT), o Douglas B-26 “Invader” 5156 foi colocado em sua plataforma, em 17 de setembro, próximo ao terminal de carga do Correio Aéreo Nacional.

O trabalho de restauração começou em julho de 2007, em paralelo à recuperação do famoso B-25 “Mitchell, e envolveu diversas seções do GSM: Estruturas, Pintura, Metalurgia e Hidráulica. Vários foram os óbices encontrados. O principal deles foi o problema dos pneus, pois os que chegaram dos Estados Unidos, os originais, vieram com o diâmetro interno maior que o diâmetro do cubo de roda, o que inviabilizou a sua instalação.

Enquanto a aeronave aguardava uma solução, as Seções de Metalurgia, Estrutura e Pintura trabalharam na restauração da fuselagem, pois além de algumas chapas, havia muitas longarinas destruídas pela corrosão. 90% das janelas de acrílico precisaram ser substituídas, pois as existentes já estavam totalmente opacas. Para corrigir as falhas causadas pela corrosão, foi realizada a aplicação de massa em grande parte da fuselagem. Após esse serviço, começou a pintura, onde se procurou seguir os padrões das cores originais.

Enquanto parte da equipe cuidava da fuselagem, a Seção de Hidráulica buscava alternativas para a instalação dos pneus. Entre as alternativas foi tentada a instalação de pneus do C-130, porém sem sucesso. Por fim, testaram um pneu desinstalado do caminhão dos bombeiros e, para surpresa de todos, deu certo. Assim foi providenciado um outro pneu do mesmo modelo e instalado no outro cubo de rodas que ficou sendo observado até o dia seguinte, para saber se suportaria o peso da aeronave.

A recuperação não está totalmente finalizada. Há a necessidade de substituição dos pneus de caminhão pelos pneus aeronáuticos. Para isso, o GSM irá providenciar uma adaptação no cubo de roda para adequação ao diâmetro do pneu.

O Douglas B-26 “Invader” hoje repousa ao lado do famoso North American B-25 J “Mitchell”, que foi colocado em sua plataforma no dia 4 de agosto do ano passado. A data da inauguração do B-26 e do B-25 será marcada em breve.

b26-foto-fabBreve histórico do B-26 “Invader”

O Douglas B-26 “Invader” simboliza a própria história da BANT. Essa aeronave operou em Natal de 1957 até 1970, pelo 5º Grupo de Aviação, de acordo com o livro “História da Base Aérea de Natal”, de autoria de Fernando Hippólyto da Costa (Coronel-Aviador R/R).

Gerações de oficiais pilotaram esse notável avião, como aeronave de instrução serviu para formar diversas turmas de pilotos de bombardeio. Na Guerra, em 1944, esse avião foi largamente empregado para missões de ataque e bombardeio rasante, como avião operacional.

O B-26 era armado com seis metralhadoras fixas, calibre ponto 50, no nariz, mas as combinações de armamentos eram as mais diversas possíveis, pois também podia receber foguetes, bombas napalm, bombas de emprego geral, canhões e até torpedos.

Em 1961, essas aeronaves foram recolhidas para o Parque de Aeronáutica de Recife para fins de revisão geral, e depois retornaram para o 5º GAV. Três anos depois, o B-26 deixou de ser uma aeronave de instrução para ser convertido em avião operacional.

Em 1967, foram enviados para a fábrica nos Estados Unidos para serviços especializados de manutenção. A primeira esquadrilha retornou em 7 de setembro de 1968. Posteriormente, foram transferidos para a Base Aérea de Recife e algum tempo depois desativados.

Homensagem – Os militares envolvidos em toda essa logística foram: Maj Marschall, Comandante do GSM; Maj J. Carlos, Comandante do EMA; SO Elias, SO Gilberto, SO Afonso, SO Toscano, SO Eduardo, SO R1 Sales, 1S Monte, 1S Proença, 2S Martins, 2S Cleilson, 2S J. Gomes, 3S Jailson, 3S Marcelo, 3S Amaral, 3S Júnior, 3S Rufino, 3S R1 Adailton, CB Gleberson, CB Mateus, CB Mendonça, CB Júnior, CB Libório, Cb Guerra, CB Oliveira, S1 Martinho, S1 César, S1 Cruz, S1 Da Cruz, S1 Thiago, S1 Elson e S1 Borges.

Fonte: BANT

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Invincible

Que máquina Maravilhosa!!!

Esse avião tem características fantásticas.

Agora! Alguém sabe apontar as diferenças da Marauder para a Invader?

Luiz Antônio Cavalcanti

Uma dúvida: a Base Aérea de Natal é no mesmo lugar onde funcionou a base americana na II Guerra? Se não for, o que é feito hoje do lugar que os americanos usaram?

Abrs pra todos do blog!

Luiz Antônio

Luiz Antônio Cavalcanti

Nunão, muito obrigado pela informação, meu amigo.

Pelo que li da história da II Guerra, esse local é estratégico para monitoramento da “Esquina do mundo”, como já vi se referirem a essa posição geográfica onde fica a Base. Ela está operando caças? Será que parte dos aviões a serem adquiridos no FX-2 não poderia formar um esquadrão aí em Natal, de forma a termos mais poder e controle sobre essa parte tão importante do nosso litoral?

Luiz

alvespereira

Bom dia,

É Nunão, mais uma vez a defesa, esquece de pontos importantes no NE, que é Alcântara e Barreira do Inferno, sabemos da importância da Amazônia no momento atual, mas não podemos relagar a segundo plano nosso projeto aeroespacial, digo que existe a necessidade, conforme suas palavras de no mínimo uma fração de esquadrão de caça para defesa destas áreas.

Sds.

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