IA-63 Pampa e o treinamento dos pilotos de caça argentinos

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    Desde o dia 3 de agosto, oito oficiais da Força Aérea Argentina, em conjunto com dois oficiais da Armada estão realizando o CEPAC 2009/2010 (Curso de Estandarización para Aviadores de Combate), no Grupo 4 de Caça da IV Brigada Aérea, em Mendoza.ia63-pampa-cepac-ii-foto03-faa

    O curso, com duração aproximada de um ano, é realizado no sistema de armas IA-63 Pampa II. São três fases: familiarização com a aeronave, tiro ar-ar e tiro terrestre, compreendendo um total de 150 horas de voo por aluno.

    Segundo dados da Força Aérea Argentina, os treinadores a jato IA-63 têm 9,68m de envergadura, 10,90 de comprimento e 4,29 de altura. O peso vazio é de 2.627 kg, e o peso máximo de decolagem é de 3.800 kg.

    São equipados com um motor Garret TFE731-2-2N, de 1588 kg de empuxo, o que confere à aeronave uma velocidade máxima de 819 km/h. A velocidade de cruzeiro é de 747 km/h e o alcance é de 720 km.

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    FONTE e FOTOS: FAA

    NOTA do BLOG: chamou a nossa atenção o número aparentemente reduzido de alunos realizando o curso no momento. Mas também chamou a atenção, na notícia da FAA, as interessantes fotos do IA-63 Pampa II, que aproveitamos para divulgar aqui.

    SAIBA MAIS:

    23 COMMENTS

    1. Sem querer jamais desmerecer o equipamento argentino, longe disso…

      Mas que esse Pampa é feio, isso é. Parece uma Kombi com asas.

      Sobre o número de pilotos, não sei se é só reflexo da crise mas acredito que seja falta de demanda pelo curso também. As FAs argentinas não são muito bem quistas pela população.

      Agora interessante mesmo é que em plena crise não deixaram de formar pilotos navais.

    2. Bom dia,

      O pampa pode ser feio, mas para nós brasileiros é uma vergonha não termos um treinador avançado, enquanto los hermanos têm o pampa, nós usamos um turbo hélice para a missão, sugiro modernizar os A-1 biposto para esta função.

      saudações.

    3. Realmente o bichinho é feio mesmo.
      Eles deveriam reprojetar o avião, para criar um Super Pampa, e assim reativar a FMA……mas o grande problema é que eles não querem investir nada.

    4. Vou entra naquela do colega aqui.
      Eu na minha humilde opinião, digo que esse avião é lindo, duas tomadas de ar e uma de exaustão. Lindo mesmo, e ainda é asa alta, adoro caças assim.
      Pena ver uma coisinha linda dessas nas mãos dos argentinos, que não dão nada para a sua FAA.
      Sacanagem!

      Ele me lembra o Jump Jet

    5. Alves Pereira

      Concordo com tu, nossos pilotos de Caça são treinados em um avião Turbohelice A-29, o que eu acho inadequado para treinar pilotos de Elite, treinar um piloto no A29 e depois ter que adapta-lo para voar um Avião a Reação não faz sentido, o desempenho do Pampa é superior ao A-29.

      Uma parceria entre o fabricante Argentino do IA-63 e a Embraer poderia melhorar esse avião para a FAB, e o custo seria bem menor que comprar um treinador Europeu, é um caso a se pensar.

    6. A funcao primaria dos nossos A-29 eh de treinar e tornar proficientes os nossos pilotos no manejo dos modernos paineis multi funcao. Soh um deles, o da direita possui mais de 100 paginas que podem ser acessadas a um toque. Uma vez feito isto, a coisa mais facil eh a transicao para um jato, pois o mais dificil eles, os pilotos ja sabem. Os paineis do F-5, A-1 e do A-29 sao praticamente identicos, com poucas diferencas. O mesmo serah valido para os AF-1 modernizados da nossa Marinha de Guerra.
      Mais uma vez a nossa FAB esta certa. Um treinamento eficaz a um custo barato.

    7. O Pampa é baseado no projeto franco-alemão denominado Alfa-Jet.
      Está em estudo uma nova motorização, mais potente, para o Pampa II.

      Sds.

    8. Boa Noite,

      Você esta certo Luis Alberto, os paineis são idênticos, mas velocidade, resposta de reação e força G, são bem diferentes, seria o mesmo que colocar um piloto de teco-teco para pilotar um legacy, não desmereço o A-29 e sua importância, mas acredito que entre ele e os vetores supersônicos deva haver um treinador avançado, seja AMX biposto, seja Pampa II ou um novo modelo criado pela embraer, acrescento que as melhores Forças Aereas adotam este padrão para treinamento, EUA, RAF, FRANÇA e outros, primeiro inicia em aeronaves de pistão, seguido de aeronaves de reação a jato e em seguida mas não por último, os supersônicos, digo não por último, em razão do fato de cada geração ser merecedora de um treinamento de adaptação, como ocorrerá com a FAB qualquer que seja o vetor escolhido.

      Sds.

    9. Olá senhores! Esse “filhote de cruz credo” é um Apha Jet sub motorizado! Jato a reação por jato a reação é melhor continuar com os Xavantes! Senhores Israel trocou os Fouga por turbo hélices só não compraram o T/A-29 por causa dos acordos com os EUA! A FAB sabiamente entendeu que, inicialmente o T-27 e depois o T/A-29 podem de forma econômica e racional substituir jatos de treinamento. Hoje o caçador é um gerente de sistemas e não mais um super homem que precisa se submetido a acelerações G para vencer um combate aéreo! Sabiamente a nova geração de caçadores da FAB está toda sendo encaminhada para os Terceiros. Nos Terceiros essa molecada está tendo um aprendizado fantástico na caça, inclusive já temos caçadoras! Eu já expus isso aqui uma vez, gostaria muito de saber se já tem uma geração de caçadores oriundos dos Terceiros nos comandos do M-2000, F-5 e A-1. Sinceramente é mais racional a conversão nos biplaces dessas aeronaves somente para ganhar experiência na pós-combustão e no vôo alto subsônico a baixa altura!
      Em tempo: Israel não tem demonstrado nenhum interesse num jato de treinamento… Por que será? Eu sei que muitos dirão que os caçadores fazem conversão nos A-4, mas será se IAF tivesse os nossos Super Tucanos necessitariam dos A-4 que basicamente treinam o vôo alto subsônico a baixa altura! A única coisa que vem da Argentina de hoje é problema… Se preconceito alguma, mas é verdade!

    10. Eu acho que se ao invés de ficarem alimentando sonhos de projetarem um caça de 5ª geração no Brasil os caras deviam tratar de primeiro conceber um treinador a jato como esse aí, mas mais moderno e com capacidade um pouco maior. Um treinador avançado mas que tivesse capacidade secundária de ataque. O L-15 chinês e o T-50 coreano até supersônicos são. Eles poderiam entrar em dois mercados: como treinador avançado para países ricos ou como aeronave de ataque para os pobres. Para a Bolívia, Paraguai, Uruguai e muitos países africanos por exemplo, é o máximo que eles podem se dar ao luxo de possuir. Os coreanos decidiram assim, aprender primeiro a projetar um avião menor.

    11. Essa história de pampa II pra FAB nunca vai rolar, pois como já discutido em tantos blogs por aí, não há nenhum interesse pela Embraer em assumir essa criança, isso é desejo de argentino, e tudo indica que logo que for definido o FX2, será cotado um treinador a reação de projeto melhor a mais moderno compatível com FX2, afinal a FAB merece coisa bem melhor.

    12. Qdo. foram desativados os Mirage III, deslocaram os Xavantes para o pessoal continuar voando. Os F-5 de Sta.Cruz e suas equipagens, faziam a prontidão. Como foi dito, a molecada dos terceiros, estão entrando no “estado da arte”, mas força G só com jato. O pessoal dos Mirage chegaram a derrubar um Xavante nesse período.
      Concluindo, o Pampa faz a função do Xavante, se tivessem aviônica semelhante aos A-29, seriam diferenciais e “interessantes”. Passaram por novo desenvolvimento c/ o II – via L.Martin – mas não foi completa, assim só sobraram alguns A-4 modernizados para o “pulo”. Não há motivação e nem dotação, só estão no pingado. Nem tem comparação.

    13. Caraamba tchê, que aviãão feiioo, parece uma Kombi com aasas.
      Será que a FAB tem enterece nessa desgraça ai? Se eeste infeliz vier, então que a Embraer moderni-ze isto. Caramba tchê.

    14. Acho que se a Embraer junto com a FMA desenvolvessem uma versão melhor motorizada e no estado da arte (no caso do cockpit) creio que o Pampa II teria tudo para satisfazer as necessidades da FAB e da FAA…e ainda poderia ser vendido para nações como a Bolívia, Uruguai e Paraguai!
      Eu voto no IA-63 Pampa II, desde que remotorizado e com os aviônicos no estado da arte!

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